Notas iniciais
Demorou um tanto, pois a vida de jovem adulto é um inferno, trabalhar, estudar, ler, tentar viver. Deusa, Deyse. Veremos um tanto sobre a vida de Lander, entrando muito mais na paternidade, na vida dos filhos. HB HB HB Lembrando que Christopher narra esse capitulo.

— E como meu avô descobriu que o senhor era gay? O senhor era apaixonado por minha mãe. — Perguntei ao meu pai. — Esses são eventos pra outro dia Christopher, são muitos eventos que sucederam e destruíram meu psicológico, a reputação de minha família, até chegar em meu casamento, vocês e eu e tua mãe fugindo de Mar Grande. — Meu pai falou dando um sorriso. — Mas Saiba que isso tudo teve um propósito e teve dedos de magia. Magia de Morana e Pai Dê. — Meu pai falou. Eu jamais achei que um casamento teria tanto mistério, tantas revelações. — Mas pai, o vovô chegou a te aceitar? Ele te trata tão bem, quando fala com a gente e com o senhor. — Clara falou.

Só pra contextualizar. Estávamos no sofá, prontos pra assistir Titanic, quando faltou energia e claro, como somos curiosos, achamos uma foto antiga dentro de um livro e perguntamos quem era... Meu pai, Adam e Mamãe. — Eu nem me lembrava dessa foto, ela aconteceu duas festas depois que eu vi sua mãe pela primeira vez. — Meu pai falou sorrindo. — Mamãe aprendeu a ter modo como? — Clara perguntou. — Eu tive de ensinar, com muita paciência, muitos filmes da antiga Hollywood na tvzinha preto e branca que a gente conseguiu comprar, pois seu avô tinha nós abandonado e só voltou a aparecer, quando sua mãe apareceu gravida de vocês. — Meu pai falou. — Ainda com muito medo de sua mãe ter arranjado o bucho de qualquer jagunço, apenas para enganar ele. — Meu pai continuou. — Seu avô só mudou o temperamento, quando conheceu Clara, que dentre dois homens era a primeira neta mulher de meu pai. — Meu pai continuou e Clara sorriu. Fazia muito tempo que não falava com meus avós, a internet ao chegar em Mar Grande, não se abrangeu por todas as áreas, mas meu pai que inclusive ajuda financeiramente a manter a fazenda, pagou pra instalarem uma via satélite no sitio. — Me bateu uma saudade do vovô e da vovó. — Clara falou. — Vamos ligar pra eles amanhã? — Falei pra Clara, tinha mesmo que conversar com minha avô sobre os meus poderes, ainda nem tinha contado ao meu pai que havia descoberto eles, que eu finalmente me sentir o que sempre quis sentir, sentir uma pessoa poderosa... — Vamos! Preciso falar com meu pai sobre a fazenda. — Meu pai falou. Eu sinceramente não sei como meu pai dá conta de tudo isso, ser pai divorciado, ex mulher, três filhos, administrar a fazenda Agua Funda, ser bancário em período integral, isso pra mim é basicamente tarefa pra um batalhão de pessoas, cujo metade iria desistir no meio do caminho. — E como foi o dia na escola? — Meu pai perguntou. — Eu tive de voltar a pé o Christopher resolveu sumir com o carro e não encontrei com ele na hora da saída. — Clara falou. — Eu sai com minhas amigas, fomos ao shopping depois da aula. — Falei. — Sem contar que você fica conversando com as anêmicas da torcida. — Falei enquanto meu pai prendia a risada e Clara me olhava com uma cara de ódio. — Elas são minhas amigas! — Clara falou. — Assim como você chamou as minhas de estranhas, as suas são branquelas anêmicas, cheias de espinha!!! — Falei. Meu pai finalmente soltou a risada presa e um segundo depois, as luzes piscaram e a energia voltou. — Vou ligar a pipoqueira! — Clara falou e saiu com um pulo do sofá rumo a cozinha, fiquei com meu pai sentado na sala e ele pegou o celular e abriu um sorriso. — O que o senhor está aprontando Lander? — Perguntei. — Menino! Não estou aprontando nada. Curioso! — Meu pai falou dando risada. — Huuum sei que o senhor não tá fazendo nada, mas tá com essa cara de quem está vendo o passarinho verde! — Falei e meu pai deu uma gargalhada. — Se vocês começarem o filme sem mim, eu vou raspar a cabeça dos dois gays!!! — Clara gritou da cozinha. Eu levantei e fui em direção ao meu pai, tentando ler o que estava em seu celular. — Christopher, nem venha! Menino curioso! — Meu pai falou se esquivando. — Claraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Corre aqui! — Gritei e Clara correu. Eu estava sentado encima do meu pai, tentando segurar os braços dele e pegar o celular. — Pega aqui o celular, ele tá aprontando alguma coisa. — Falei e Clara, correu e pegou o celular da mão dele, lendo o que estava na tela, enquanto eu tentava segurar ele preso ao sofá. — Vocês estão ferrados na minha mão! — Meu pai falou, enquanto eu o prendia entre as almofadas. — Chris, ele está num app de paquera, conversando com o “Prof° Gatin38” e ele tem cada foto, huuuuum delicia. — Clara falou dando risada. — Okay, eu desisto! Vou contar quem é. — Meu pai falou. — Eu estou num app de paquera mesmo e estou conversando com algumas pessoas, se a mãe de vocês seguiu em frente, eu preciso fazer o mesmo! — Ele falou. — Mas não precisa esconder da gente, Pai. Isso é algo normal, principalmente o senhor que é jovem. — Falei. — Só não indico professor, geralmente eles são pobres e loucos. — Clara falou entregando o celular e correndo para cozinha, quando a pipoqueira, começou a estalar. — Eu não achei que vocês se importariam com isso. — Claro que a gente se importa pai. Não que o senhor deva algum tipo de satisfação pra gente, mas ficamos felizes de saber que o senhor está seguindo a vida e não sendo uma bicha triste. — Falei dando risada. Meu pai sorriu e me abraçou, Clara chegou e deixou a pipoca no outro sofá e se jogou encima de nós dois. — Vocês parem de me excluir viu! — Clara falou e abraçou meu pai e eu.

A noite passou voando e acabamos nem assistindo Titanic e sim Mamma Mia!, o clima de felicidade estava estacionado na casa de metade dos Wizard, enquanto minha outra metade estava a duas cidades de distância. — Christopher? — Clara me chamou. — Oi mana. — Respondi, enquanto nosso pai roncava encima da maior parte do sofá. — Você tem falado com o Chris? Ele tá me parecendo tão diferente, um tanto estranho. — Falei. — Eu sei, eu vi que ele não postou nada no instagram há alguns dias já. — Clara falou. — Eu tô sentindo uma sensação esquisita há vários dias já. Será que isso é nosso sentido de gêmeos mandando algum aviso? — Falei. — Eu tô sentindo também, uma pontada na costela, mas não sei. Chris sempre soube se virar muito que bem. — Clara falou. Eu me arrepiei na hora que falei e senti que minha irmã não daria a mínima para essas coisas de sensação de gêmeos e o que era considerava “Sandice de Vó”. — Vou ligar pra ele. — Falei pra Clara, peguei meu celular e sai correndo para o meu quarto, enquanto discava o número do meu irmão. — Atende Chris. — Falei. O telefone tocou e tocou até que caiu com a atendente eletrônica, tentei mais uma vez até que o a ligação foi atendida. — Alô? — Respondeu uma voz tímida. — Chris? — Perguntei. — O que foi? Aconteceu alguma coisa com nosso pai? — Chris perguntou. — Não, eu achei que tinha acontecido alguma coisa com você! Eu e Clara estávamos sentindo uma coisa estranha, mas você sabe que ela não acredita nessas coisas... — Falei e Chris deu uma risada profunda. — Eu estou vivendo em meio a uma maré de azar, uma grande onda de azar e loucura... — Chris falou. — Posso te ligar pelo Skype? — Ele perguntou. — Claro que pode!!! Oush besta. — Falei e dei risada. Ele desligou a ligação e logo o telefone voltou a tocar, joguei a imagem do telefone para a Tv e pude ver que Chris estava abatido, o cabelo num tom de preto artificial, brilhava com a luz do notebook. — A Any terminou comigo, mamãe está com um novo namorado que já é pai de uns tipo CINCO garotos e eles estão destruindo minha vida escolar. — Chris falou. — Inclusive um deles me bateu na escola. — Ele continuou. — Pera, vou chamar Clara. Podemos resolver isso melhor estando nós três na mesma conversa. — Falei, fui até a escada e chamei Clara com um sinal com a mão, para não acordar meu pai. — Vem aqui Clara, estou falando com o Chris. — Falei e Clara veio correndo em minha direção. Subimos as escadas e lá estava Chris, esperando na minha Tv, o roxo do olho acabou de ficar aparente. — O que aconteceu? — Clara perguntou. — Pelo jeito, mais uma vez a bruxa aqui está certa. Nosso irmão está sofrendo bullying de um dos filhos do namorado de nossa mãe. — Falei. Clara me olhou e arregalou os olhos. — Me fala que eu estou louca agora. — Chris isso é verdade? — Clara perguntou. — Chris fez um aceno com a cabeça em positivo. — Onde você está bichinha? — Ouvimos uma voz. — Quem é Chris? — Perguntei e ele não respondeu, apenas abaixou a tela do notebook. — Chris! — Falei e a tamba baixou até desligar a ligação. — EU FALEI, EU SABIA! — Falei esfregando o dedo na cara de Clara. — Tenho de fazer algo! — Falei e Clara sentou na minha cama. — O que? Você vai dirigir por metade do estado até Sumaré. Você está louco? — Clara falou. — Eu sou louco! — Falei, quando peguei minha bolsa no chão, coloquei algumas coisas e Clara continuava sentada. — Eu vou chamar o Pai. — Clara falou. — Não vai! Clara, eu vou resolver! Se você quiser, pode vir, se for pra atrapalhar, nem venha! — Falei, quando Clara pegou no meu braço e eu com um simples puxão, repeti o que havia feito com Danilo, Clara voou e caiu novamente na cama. — O que você fez? Como fez? — Clara perguntou. — Ué, mas você não era a cética? Quer que eu te explique Magia agora? — Falei abrindo um sorriso. — Você... — Clara falou.

Notas finais
Acho que é isso. até o momento