Wizards - Interativa
9 Feitiço 6
Notas iniciais
"— Mas me diz. Como é que sabe onde é que ele vai colocando as armadilhas? — A loira pergunta curiosa.
— Nukiii…Talvez porque o meu nível de loucura está ao mesmo nível que o dele. Ou um pouco acima. — Acabando de dar a sua explicação tropeça numa corda. — Gabrielle, estamos muito longe? — A loira nega dizendo que já estão no lugar. — Muito bem! Hora da vingança…"
POV Gabrielle Levour
Ao fim de um tempo, todos os grupos chegaram ao local indicado no mapa. Segundo alguns cálculos faltavam apenas dez minutos para que conseguissem a planta e voltassem a salvo para perto das pessoas na clareira. A paisagem à sua frente tinha um toque exótico, lindo e magico.
As grandes e altas árvores paravam naquele sítio formando um círculo enorme e perfeito, que dava relevância ao exuberante brilho das estrelas. As ervas eram curtas e entre elas, apresentavam pequenas luzes verdes provenientes dos milhares de vagalumes que descansavam nas suas folhas. No centro um pequeno lago de uma esbelta e elegante azul perola emanava uma aura branca
No centro deste, uma pequena ilha tinha as tão desejadas flores. Demorou um tempo até que todos saíssem do transe que aquele lugar lhes proporcionava. Era muita beleza para um lugar só. Quando finalmente voltaram completamente a si, repararam que estavam todos reunidos naquele lugar. Pelos vistos o mapa sinalizava o mesmo sítio para todos, apenas havia a diferença que os primeiros grupos tiveram que dar uma volta maior para lá chegar.
Aquele era um lugar perfeito que retirava qualquer pensamento mau. No entanto não se mostrou totalmente eficaz já que uma aura assassina saiu de quatro garotas assim que viram um moreno em cima de uma árvore. Harry sentiu um arrepio lhe percorreu a coluna, e repensou a ideia de descer do galho no qual estava sentado.
Mesmo os seus instintos lhe dizendo para fazer o contrário ele ainda assim se aventurou descendo e percorrendo um caminho até perto do lago com Aurélia logo ao lado. Os outros grupos fizeram o mesmo deixando cinco rastros pretos, pois os pequenos bichinhos sentindo a sua presença apagaram as suas luzes. Perto deles havia uma ponte de pedras, a qual atravessaram com alguma dificuldade devido a estas serem muito escorregadias. Alguns segundos depois já estavam na pequena ilha. As quatro garotas, que entretanto perceberam que tinham o mesmo objetivo continham a sua sede de vingança. Tinha que ser algo grande.
Estavam perto de com conseguir a planta, no entanto no momento em que Harry iria pegou numa e iria começar a correr com toda a sua força para o acampamento e assim fugir das intenções assassinas atrás de si, a flor murchou se tornando em cinzas. Não foi a única. Todas as outras que eles tinham pegado ou que ainda estavam no solo desapareceram em pequenos montes de pó.
Todos olhavam para as suas mãos, em entender o que se tinha passado. Joy foi a que quebrou o clima.
— O que procuram está perto. Não deixem que os vossos olhos vos enganem. Está num local onde a vista se torna turva. Nem todas as pessoas conseguiram estar muito tempo nele, então terão de escolher sabiamente em qual pessoa confiar. — Ela tinha um sorriso divertido, que Lyra reconheceu. Por vezes a sua amiga gostava de falar em forma de enigma.
— O que quer dizer com isso? — Perguntou Heather analisando o local. Ela tinha dito que estava perto logo, o melhor era observar os seus arredores com atenção.
— Eu acho que sei! — Todos colocaram o seu olhar em cima da garota chamada cecília. — Pensem bem! Um lugar na qual a visão se torna turva, muito provavelmente um líquido. Nem todas as pessoas conseguem estar muito tempo nele, penso que quanto a isso, ela se refere que nem toda a gente consegue aguentar o ar por muito tempo. — Neste momento começaram a perceber onde é que a oira queria chegar. — Resumindo! As flores estão ali! — Aponta para a água do lago.
Alice foi a que se aproximou da borda para comprovar se a teoria das duas estava correta. Qual não foi a sua surpresa ao notar que no fundo do lago, realmente estavam as pequenas plantas dançando ao ritmo da corrente. O que mais a assustou foi a profundidade do mesmo. Era estranhamente fundo, e as correntes também não eram normais. Na verdade, o mais estranho de tudo aquilo era haver um lugar assim, numa floresta.
— Ela tem razão! — O grupo aproximou-se para ver. — Mas quem é que vai lá a baixo? Este lago é estranhamente fundo.— Nesse momento uma pessoa apareceu em sua cabeça. Pelos vistos não foi a única já que apenas com um olhar entendeu a ideia de três garotas ali presentes.
— Bom! Claro que só pode ser uma pessoa! — Lyra começou se aproximando de Harry que recuava a cada passo que ela dava. — Harry, porque está recuando? As pessoas estão confiando em você. Não vai fugir à responsabilidade pois não? — O rapaz não conseguia formular uma resposta, a sua aura assassina, o sorriso divertido e o olhar frio não no deixavam pensar em nada.
— O-Olhem, e se deixasse-mos certas coisas no passa…— Antes que conseguisse terminar a frase Luna e Heather lhe deram um leve pontapé nas costas que o mandaram para dentro de agua. Mesmo não sendo a vingança que queriam era melhor que nada. E a tarefa não era tão fácil como parecida. Harry tinha que ter bastante folego para a terminar. Mesmo que chegasse ao fundo, a subida dele ia ser desesperada. Esse espaço de tempo iria ser bom para ele refletir no eu tinha feito e isso as tranquilizava as suas mentes que já tinham pensado alguns planos alternativos, mas mais cruéis.
— E não se esqueça de trazer o suficiente para todos nós. — Completou Alice com o mesmo sorriso matreiro de Lyra, e ele se resignando inspirou a maior quantidade de ar que os seus pulmões lhe permitiram e mergulhou em direção ao fundo. — Mas como é que conseguiu desvendar o enigma de Joy tão rápido, Cecília? — A garota mostrou um sorriso atencioso.
— Acho que esta caminhada deu para nos compreendermos um pouco. — Ela também e aproximou da borda do lago. — Não se importam que eu vá como ele? É melhor irem duas pessoas caso aconteça alguma coisa de errado. — Vendo que não havia abjeções, entrou na água.
Agora que apenas restaram feiticeiros na pequena ilha Lyra e Alice foram ter com Luna e Alan, para falar sobre alguns problemas que tiveram no seu percurso.
— Como assim não conseguiram usar magia? — Luna parecia alerta. Nunca antes ouvira falar de uma coisa assim. Alan por sua vez retirou a sua varinha. Tinha que testar com os seus próprios olhos. Recitou um feitiço básico como “Avis”, mas nada aconteceu. Tanto a rosada como o albino arregalaram os olhos. Ao contrário do que era suposto, apenas reinou o silêncio. O que deveria ter acontecido era um bando de pássaros ter saído da sua varinha. — Luna isto?
— Também não sei. — Ela trincava a unha do seu polegar direito enquanto mostrava um ar pensativo. — Mas para isto estar a acontecer, alguém deve ter colocado uma barreira anti magia. O mais estranho é que esse tipo de magia é uma das muitas que se perdeu no tempo. — Alan também ficou pensativo. Lyra e Aurélia apenas adicionavam mais perguntas à sua lista. Aquela viagem ficava cada vez mais misteriosa. — Bom, de qualquer das formas vamos esperar que os dois voltem sem que nada aconteça. Estaríamos num belo problema se isso ocorrer.
Enquanto o grupo que agora saiu da pequena ilha para se sentar perto de uma árvore e falar mais um pouco da possível causa do impedimento de usar magia, Harry esforçava-se para chegar ao fundo. As correntes mesmo não sendo muito fortes davam um certo trabalho a contradizer.
Depois de algum esforço finalmente chegou ao fundo. Lá não havia correntes, alguns pequenos peixes afastaram-se dele á medida que se aproximava das flores. Estranhou haver ali flores, mas o ar que começava a escassear não lhe permitiu fazer uma reflexão completa então apenas pegou um monte delas e voltou a nadar em direção á superfície.
Cecília que ficou a meio do caminho, estava um pouco aliviada, em ver que o garoto conseguiria completar a missão tranquilamente. Despreocupação que durou muito pouco tempo ao ver que uma sombra se aproximava dele a uma grande velocidade. Ainda pensou que pudesse ser um peixe, mas a sua forma era demasiado estranha para que fosse real, então decidiu alertar o rapaz que estava quase a chegar perto de si. Começou a fazer gestos com as mãos, os quais Harry considerou que fossem alguma dança estranha da vitória.
Os gestos mesmo sendo graciosos e urgentes pareciam ser aleatórios, então ele apenas mostrou-lhe o polegar mostrando que estava tudo bem. Em resposta, a loira apenas bateu na sua própria testa. Voltou a fazer gestos, que desta vez Harry conseguiu compreender. Havia algo de estranho atrás de si. Deu um rápido olhar para trás, e quando viu que a sombra deveria ter por volta de um metro e noventa e se movia dentro de água na sua direção como uma velocidade insana, não demorou muito a meter todas as suas energias em nadar dali para fora. Gesto que foi igual para Cecília. Na cabeça deles só conseguiam pensar que raio de bicho estranho era aqueles.
Gabrielle foi a primeira a notar que os seus companheiros estavam a voltar à superfície perto da borda, logo aproximou-se para os ajudar. Estendeu-lhes as duas mãos, e cada um agarrou numa delas, que os impulsionou para fora do lado. Assim que meteram um pé em terra firme soltaram o dióxido de carbono que esteve preso todo aquele tempo e a pedido dos seus pulmões que imploravam por um pouco de ar, inspiraram o máximo de oxigénio que puderam. Ainda podiam sentir os rapidos batimentos cárdicos.
— Aquilo não nos pode seguir em terra, certo? — Perguntou a garota do circo, ofegante. Como resposta ouviu algo saltar para fora de água. Na borda estava uma espécie estranha, a qual a parte da frente aparentava ser um humano queimado e do tronco para baixo era apenas um borrão preto. O ser não apresentava olhos e a boca que tinha apenas um dente afiado à frente formava a letra “o”. No segundo seguinte, a criatura deu um grito fino e grosso ao mesmo tempo. Era como se estivessem a ouvir a voz de suas pessoas ao mesmo tempo. Foi poderoso o suficiente para que os pássaros de toda a floresta voasse para longe dali e os vagalumes apagassem a sua luz, tornando o lugar muito mais tenebroso.
— FUJAM! — As seis pessoas que ainda estavam sentadas não tardaram em se levantar e começar a correr. — Vamos nos separar em dois grupos.— Sugeriu Alice que se moveu noutra direção. Lyra, Cecilia, Joy e Heather foram atrás dela, enquanto os restantes continuaram. O ser malcheiroso que rastejava apenas impulsionado pelos dois braços decidiu seguir o segundo grupo.
— Mas que raio? Porque é que tínhamos de ser logo nós? — Reclamou Harry desejando que as suas energias não acabassem. Não notando deixou que algumas das flores caíssem no chão.
— Karma! Castigo…chama-lhe o que quiseres! — Respondeu Luna analisando a criatura atrás de si. Devido a isso quase ia caindo. Notou que valeu a pena quando reparou que o ser parara uns instantes para cheirar as plantas.
— “Immobilus”. — Harry lança o feitiço em direção à criatura que fica para paralisada.
— Não acredito! Será que… — Luna olhava para a criatura imóvel. — Harry me dê, uma dessas flores! — O garoto entrega-lhe uma flor e a rosada conjura o seu patrono, um guaxinim. O mesmo vai até ao ser, lhe provocando um dor inigualável, que se podia perceber pelos gritos agoniantes que ele soltava. — Eu sabia! Estas flores são capazes de fazer algumas exceções dentro da barreira, por isso é que ele veio atrás de nós. Muito bem! Deixe aqui as flores, apenas leve as suficientes para nós os dez. — Ele concordou e assim que estava pronto os cinco correram o mais depressa dali.
Em alguns minutos encontraram a clareira com as caravanas prontas a partir. Eles apenas estavam à espera deles. Entraram dentro da caravana o mais depressa que puderam. Quando sentiram a porta fechar, saíram dali em alta velocidade. Lyra explicou, que lhes tinham dito que encontraram uma matilha de lobos raivosos que vieram atrás de si. Eles primeiro negaram dizendo que conseguiriam dar conta deles, porém Lucy os impediu dizendo que o choque que as crianças tiveram já tinha sido o suficiente, então partiriam imediatamente para Vleutriver assim que o restante grupo chegasse. E é por isso que já tinham tudo preparado quando chegaram.
Devido ao cansaço e ao susto, todos acabaram adormecendo na posição em ficaram no momento em chegaram na caravana. Aquela iria ser uma longa missão.
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