Wizard
22 Capítulo 5 - Second Season
Notas iniciais
Acordara no dia seguinte extremamente cansado e com uma puta dor de cabeça. Fui até o chuveiro, mas por algum motivo estávamos sem água. “Que ótimo.” Pensei enquanto vestia novamente as minhas roupas. O meu novo olho, bom, ele era muito sensível com luminosidade, algo que descobri quando acordei, já que assim que abri os olhos, o lado esquerdo da minha cabeça doeu bastante. Então tive que ajustar uma nova bandagem para ele, se fosse permanente, teria que comprar um tapa-olho. Conferi a minha carteira enquanto desci as escadas.
— Bom dia filho! – Minha mãe gritou da cozinha, deixando cair logo em seguida uma panela de metal. Levei ambas as mãos aos ouvidos e praguejei em silêncio minha má sorte.
— Por que estamos sem água?
— Houve um problema na adutora ou algo assim, só volta mais tarde. – Suspirei e sentei em uma cadeira próxima. – Algum problema filho?
— Cabeça doendo, sem água, olho esquisito. – Disse debruçado em cima da mesa. – Não tem rio, nascente, lago, nada por perto? Que não seja público.
— Não que eu saiba. – Ela colocou um copo e um pires em cima da mesa, depois trouxe pão, café e manteiga. Comi dois pães e coloquei tudo no lugar de volta. – Me lembrei, tinha um laguinho naquela casa abandonada. Se você for lá toma cuidado.
— Obrigada! – Disse dando um beijo no rosto dela. Peguei uma bolsa com uma blusa, um isqueiro e comida e desci para a casa. Chegando lá, o que a propósito era um bairro chique, mas quase deserto, achei a casa. Ela esta coberta de mato e vinhas, rachaduras no muro. Uma parte do portão estava coberta de buracos, olhei por um deles e vi a casa de dois andares no mesmo estado: coberta por ervas daninhas, rachaduras, vidros quebrados, e um mato muito alto. Pulei o muro rapidamente e avancei até a parte de trás da casa. Nos fundos tinha apenas uma cerca baixa, sabia que se seguisse reto tinha um lago artificial na mata atrás da casa.
Entrei e vi o lago, quase ninguém sabia de lá, mas a casa era bem conhecida por ser assombrada, segundo o que alguns falam, vários proprietários morreram com “acidentes”, como cair da escada e quebrar o pescoço, se afogar, suicídio. Depois do último, que cortou a coxa com cacos de vidro e morreu, ninguém mais quis ficar com a casa. Entrei na água e relaxei um pouco, senti a minha energia voltando aos poucos. Tomei cuidado pra não secar o laguinho, que devia de ser no máximo 5x5 m com 1,5 m de profundidade nas bordas e acho que 2,5 m no meio. Se eu absorvesse a água com força máxima, ele secaria em poucos minutos, preferi apenas pegar o suficiente pra me curar e ter uma reserva de energia. Fiquei boiando de costas, olhando as árvores tentando fechar a visão do céu, como elas balançavam quando uma leve brisa passava, era tão... calmo que rapidamente adormeci.
Acordei no final da tarde, havia drenado metade do lago, mas tanto a dor de cabeça quanto o cansaço se foram. Saí do lago e sequei as minhas roupas. Olhei rapidamente em volta, tinha a sensação de estar sendo observado, mas nada se movia. Andei rapidamente até a parte do muro que pularia, mas senti um calafrio, fiquei de costas para o muro e chamei a Venit. Não parecia ter algo se movendo na casa, muito menos a volta, mas a sensação ruim era a mesma. “Saco” pensei enquanto tentava imaginar uma maneira de sair dali. Era só pular o muro. Simples. Mas toda vez que ameaçava andar até ele, sentia a mesma sensação de perigo, que só aumentava à medida que chegava mais perto dele.
Parei pra prestar atenção nos sons ao redor, como não ouvi ninguém, me concentrei e invoquei uma neblina leve, ocupando rapidamente o terreno da casa, assim como o seu interior. Logo depois usei Fell the Mist, pra sentir qualquer coisa, mesmo que invisível. A única coisa estranha era a casa ter um porão enorme, com uma escada pra descer um pouco mais.
“Já que não tem nada... é só minha imaginação?”, dei dois passos para trás, senti um calafrio, mas não sentia nada com a minha magia. “Já que sair não parece ser uma opção... Vamos lá então.”. Guardei a Venit e segui casa adentro, com uma das mãos com um pouco de eletricidade. Abri a porta e adrentei a casa, o cheiro de mofo dominava o ambiente. Mesmo com a baixa luminosidade, vi que era como uma casa mal assombrada de um filme de terror clichê: móveis cobertos ou quebrados, paredes que um dia foram brancas, agora cobertas de rachaduras e mofo, e tudo coberto de muita poeira. A cada passo, o piso de madeira rangia, ecoando por toda a casa. “É só uma casa vazia Edu, só uma casa.”. Desativei as minhas magias, já que não havia nada ali, a neblina se dissipava aos poucos, enquanto decidia qual andar vasculhar. Movido agora pela curiosidade, olhei para a escada e pensei por onde devia começar.
Optei pelo primeiro, que além daquela sala de estar grande, apresentava dois quartos completamente vazios em frente, apenas com poeira e algumas teias de aranhas cobrindo as paredes e janelas; a cozinha, que ficava à esquerda, branca como a sala de estar, tinha apenas um armário preso na parede, na parte de baixo um balcão longo de madeira escura, com algumas louças em cima dele. A pia era de pedra barata, simulando mármore, se estendia por mais um metro até um buraco, onde ficaria o fogão; e por último o banheiro, que estava com a porta fechada, assim que abri entendi o porquê. Ele havia entupido, e alguém se esqueceu de dar descarga nele. O cheiro forte de urina e fezes me fez vomitar, mesmo que só a bílis tenha saído de mim. Ali era o único ponto até então que apresentava algum uso recente. Faltava só a porta do porão, mas decidi olhar o segundo andar primeiro.
Com o sol se pondo rapidamente, a casa ficava cada vez mais escura, e à medida que vasculhava o segundo andar, mais medo eu sentia, por que mesmo que fosse psicológico, mesmo sabendo que não havia nada ali, suava frio, a cada barulho meu coração acelerava. O andar superior, que consistia em meia dúzia de quartos, estava mais conservado, não tinha o cheiro de mofo, que foi substituído por um odor acre que não conseguia identificar. Os móveis, a maioria descobertos, apresentavam sinais de que não eram usados há anos, mas não havia nada de anormal. “Ok, só falta o porão agora.”, pensava numa tentativa vã de me acalmar. Dei alguns passos em direção a escada quando ouço uma louça caindo da cozinha. Tentei invocar minha magia, mas por algum motivo estava falha.
Precisei de diversas tentativas pra invocar a Venit e o Ice Wall. Respirei fundo e comecei a descer as escadas, avançava lentamente com o escudo erguido, parando no penúltimo degrau, quando ouvi outra vez o barulho na cozinha. Apesar de tentar me mover, apenas ficava parado ali, esperando alguma criatura sair de lá e me atacar, mas nada saiu, então aos poucos a minha coragem voltou e segui até a porta.
Entrei com o escudo me protegendo a parte superior, depois de alguns segundos desci levemente e vi um par de saguis andando pelo balcão, provavelmente procurando comida.
Escorei as costas na parede mais próxima, não acreditava que estava com medo de dois saguis. Escorreguei até o chão e comecei a rir, tão alto que assustou os dois animais. Levantei e fui até o balcão, coloquei a Venit em cima e deixei o escudo de lado, tirei a bandagem do olho, ela me incomodava bastante. Mantive o olho fechado e vi que a bandagem estava limpa, era só o tecido mesmo que incomodava. Fui pra recolocar, mas parei um instante. Aquele calafrio de antes voltou, até os saguis; que mesmo se assustando com o meu riso continuavam procurando comida, guincharam a correram até a janela. Olhei rapidamente a cozinha, mas não vi nada. Agora que a noite caiu, estava bem escura a casa, a única iluminação era a luz da lua crescente, que passava pela janela e iluminava apenas metade da cozinha. Abri o outro olho, Doeu um pouco, mas assim que me acostumei, vi que enxergava melhor pelo lado esquerdo. Fechei o olho direito e percebi que via melhor, quando mantinha os dois abertos, era uma mistura fraca das duas visões.
O que antes era bem difícil de ver, agora era como se uma luz azul claro inundasse a sala, vendo melhor o contorno dos objetos. Não dava pra ver em detalhes, era o suficiente para distinguir o que era os móveis. Olhei para o meu próprio escudo e o que antes era um cristal de gelo, agora era um conjunto de símbolos que não identificava, aparentava ser uma espécie de linguagem, a mesma coisa acontecia com a minha espada. “Ok, isso ficou um pouco mais estranho agora”; peguei a espada e olhei mais de perto, “Será que isso já estava aqui antes?”.
Senti o calafrio novamente, o ar repentinamente ficou mais frio, a ponto de que conseguia ver o vapor saindo da minha boca. Olhei em direção a porta e vi um vulto negro, que assim que percebeu que o fitava, voltou para a sala. Segurei firmemente a Venit e o Ice Wall, segui até a sala vi uma sombra entrar debaixo da porta do porão. Por ter mais janelas, a sala era mais iluminada, o que acabou causando dor ao meu olho. Fechei e abri o olho direito, segui rapidamente até a porta do porão e abri sem cerimônia, era uma escada um pouco longa, e o final dela estava em completa escuridão. Esperei a dor diminuir e troquei os olhos, via o final da escada fracamente, o piso parecia ser apenas concreto devido aos leves desníveis.
À medida que descia as escadas, me deparava com um salão amplo, diversas prateleiras cobriam a minha visão, formando pequenos corredores. Algumas estavam caídas, outras de pé, com várias caixas guardadas nelas. Cheguei ao final da escada, só podia seguir em frente ou a esquerda, optei pelo caminho da esquerda, era onde lembrava que podia descer mais um nível. Segui em meio às prateleiras, mesmo com esse novo olho era difícil de discernir o caminho entre elas. Tentei invocar a neblina e me ajudar, mas foi completamente em vão. Segui, silenciosamente até o ponto onde poderia descer, mas não havia nada lá além de um criado mudo, em cima dele tinha o que parecia ser um globo terrestre e uma máquina de escrever, com uma folha presa nele.
Olhei ao redor, apesar do medo e da sensação de perigo, não estava tão frio quanto a cozinha, então pude me concentrar em tirar o criado mudo dali, mas não importava a força que colocasse, ele nem se movia. Olhei mais próximo, não conseguia discernir se tinha algo escrito com o esquerdo e o direito era inútil ali.
Lembrei do isqueiro na mochila, peguei e acendi atrás da folha, olhando com o direito vi que tinha uma curta mensagem:
Aquele que teve coragem de vir até aqui
Se apresente escrevendo o seu nome;
Reúna os quatro elementos
E prepare-se para o seu desafio.
x
“Ok, mensagem bizarra”, pensei enquanto via ao redor, as caixas estavam espalhadas e abertas, olhar uma a uma daria trabalho demais. Apontei o isqueiro para o globo, em vez do mapa mundi comum, havia símbolo nele, a medida de rodei, vi outros três, sendo que um era semelhante ao livro que tinha sobre as magias de ar. Soprei o símbolo para retirar a poeira, ele emitiu uma luz fraca e mudou de cor, de preto para cinza. “Então só preciso fazer os outros 3 elementos ali e digitar o meu nome.” Encostei a chama do isqueiro na parte onde estava um desenho da fogueira, e assim como o símbolo do ar, emitiu uma leve luz e mudou de cor, para vermelho vivo. Sem terra ou água comigo, fui forçado a sair dali e teria que voltar ao primeiro andar, mas assim que cheguei às escadas, a porta estava fechada. Subi rapidamente e, apesar de forçar a porta, ela parecia estar trancada. Olhei de volta para o porão e voltei a usar o isqueiro
Como a chama do isqueiro produzia uma luz fraca, conseguia usar o lado esquerdo melhor, sem a dor que me atingiu na sala. Segui dessa vez em frente, com o escudo nas costas e a Venit em mãos, olhando a cada detalhe procurando algo que representasse terra e água. Cheguei a parede e vi apenas um caminho a direita, onde desde o começo estava bloqueada pelas estantes, mas pra chegar lá precisava me rastejar. Deixei o escudo e a mochila para trás e passei por baixo o mais rápido que consegui, acendi a luz e vi que era outra parte cheia de prateleiras, mais a frente ouvia uma goteira. Procurei entre os objetos caídos algo que pudesse carregar a água dali, no fim encontrei um conta gotas vazio, peguei e segui direto para o som.
Uma parte do teto pingava, o que depois de muito tempo corroeu uma parte do piso, revelando um pouco da terra embaixo. Reuni um punhado de terra e coloquei no bolso, e peguei o vidro e esperei pacientemente até encher um pouco menos da metade do vidro. Tampei bem e coloquei no bolso, mas próximo ao buraco senti o ar frio novamente. Consegui ouvir um som baixo, como de uma respiração forçada e longa, passando pelas prateleiras ao meu lado. Me movi o mais silencioso que pude até o buraco. Passei para o outro lado, Assim que saí senti o ar ainda mais frio, a respiração estava onde acabei de passar. Peguei a mochila e o escudo e corri o mais rápido que pude até escrivaninha, minhas mãos tremiam, retirei a terra e passei no símbolo com uma pilha de pedras, assim que ele ficou marrom, girei rapidamente e pinguei a água no símbolo restante. Assim que ficou azul, fui digitar o meu nome na máquina, escutei aquela coisa passando no corredor atrás de mim, ele deve ter me sentido, por que o som ficou mais intenso e passou rapidamente, terminei de digitar apertei o botão para a próxima linha.
Um círculo apareceu no criado mudo, diversos símbolos, ou runas, como os do meu escudo apareceram em sequência, ela subiu um pouco e foi se arrastando pela lateral. Olhei para o lado e vi o vulto, parecia um ser encapuzado, mais de dois metros, magro e com longos braços, ele chegara no corredor, e vinha em minha direção. O piso, que subiu junto com o criado, revelou uma escada, que prontamente desci. Qualquer coisa era melhor que ficar com aquilo.
A escada deu em um pequeno corredor, no lado esquerdo havia uma porta antiga. Segui até ela e segurando a Venit, abri lentamente. Era uma sala pequena, 3x3 metros de tamanho, as paredes, assim como o piso, estavam recobertas por pedras cinzentas habilmente recortadas, formando um padrão hexagonal perfeito, os quatro cantos tinham uma cristal laranja que provia uma baixa iluminação, no centro tinha uma mesa de pedra, coberta de entalhes. A base mostrava quatro braços, surgindo do mesmo ponto do solo e segurando firmemente um círculo, parecido com o da escrivaninha só que maior. Não tinha nada além disso na sala.
“A sala, difícil fazer algo assim sem usar magia de Petra.” Caminhei até a mesa, a porta atrás de mim fechou subitamente, me trancado dentro da sala. “Como a magia abriu aquele caminho, esse círculo provavelmente abre alguma porta.” Estendi a mão para tocar no círculo, quando escutei um som logo à frente. Afastei do pedestal e olhei por trás dele havia algo que escapara da minha visão normal, mas agora com o olho esquerdo aberto também, pude ver claramente. No ponto central da parede no centro do hexágono tinha uma esfera negra, era impossível ver claramente ao redor dele.
— Eduardo... Então esse é o nome daquele que finalmente atravessou a entrada. Meus Parabéns.
— Quem é você? – Disse assustado.
— Meu nome... nome... acho que um dia fora Antônio Daiki. Era descendente dos japoneses que vieram para essa terra.
— Qual o objetivo de tudo isso? – Assim que eu perguntei, um grunhido ressoou pelo corredor, me fazendo arrepiar.
— Sentido? Há um sentido de fato. Há algo que eu quero guardar fortemente. Uma arma em si, mas o que fiz pra mantê-la segura... O que eu usei para mantê-la escondida...
— Aquela criatura...
— Então você a encontrou. E sobreviveu, realmente estou impressionado. A sede de sangue dela... há outras criaturas daqui para frente. Muitas outras criaturas. E no caso de você ser um Mago, saiba que devido ao ser selado no fundo dessas catacumbas, não será fácil usar a sua magia aqui, principalmente a noite.
— Tem uma maneira de sair daqui?
— Aquele círculo te levará para algum ponto na floresta aqui perto. Caso queira voltar... essa masmorra, ela só estará visível a partir do pôr do sol.
Voltei para o círculo atrás de mim e toquei, ele emitiu uma luz clara, forte o suficiente para me deixar sem visão durante alguns segundos. Senti um leve formigamento pelo meu corpo, quando olhei ao redor, estava na mata, perto do laguinho, onde recarregara as minhas energias. Crie rapidamente uma neblina ao meu redor e usei Fell the Mist, mas além dos animais, não havia nada ao redor. “Mesmo assim, aquela criatura não estava no meu radar. Ou ainda não havia saído.”
Demorei cerca de uma hora até sair da mata, parara em uma estrada que levava de volta ao centro da cidade. Apesar de ter anoitecido, segui para o hospital, eles liberam visitas até às 22 horas. Passei pelo saguão e segui até o quarto, sentei ao lado da Aline. Ela parecia bem surpresa com a minha visita, e pelo meu tapa-olho.
Demorei um pouco a explicar tudo que aconteceu, tanto no meu teste na Black Thunder, quando à menção as catacumbas.
— Uau, você achou uma! Agora sim tô impressionada.
— O que? Isso é comum?
— Minha mãe mencionou uma vez, catacumbas, ou dungeons, não são tão raras assim, são criadas ou por certos monstros sencientes ou por Wizards extremamente poderosos. Como disse, não é incomum, mas por ser na maioria das vezes mortal pra pessoas como nós, preferimos ficar longe delas.
— Então não tem chance nenhuma de você ir lá comigo?
— Talvez, mas – ela disse mostrando o braço ligado ao soro. — preciso sair daqui.
— Tem previsão de alta? Por que, sei lá, achei que você já estava melhor.
— Daqui a dois dias, eu acho. Bem a tempo de voltar pra escola. – Ela disse com uma cara desanimada. Uma enfermeira entrou no quarto e disse que os pais dela esperavam do lado de fora. Me despedi e saí do quarto discretamente.
“Uma dungeon...” toquei o meu olho esquerdo, ele foi bem útil hoje. “Parece que as coisas vão realmente ficar interessantes a partir de agora.
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Uma figura observava discretamente Eduardo saindo do hospital e pegando um ônibus. Ela levou calmamente um copo de café a boca e ligou o carro. Houve um breve chiado em um radiocomunicador perto dela, ela o pegou e posicionou em frente ao volante.
— Como vai o nosso alvo?
— Aparentemente visitando algum conhecido. – Ela passou a seguir o ônibus onde ele se encontrava. – Devo continuar observando.
— Afirmativo. Mas não se preocupe, logo, logo poderá agir. – Um sorriso discreto surgiu nos lábios da figura misteriosa, ao passar por um poste de iluminação, um brilho prata apareceu no banco traseiro, e uma silhueta semelhante a um machado pode ser visto.
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