Notas iniciais
Olha eu aqui hehe ^^. O cap saiu muito atrasado, pois estava doente e então passei o domingo (eu odeio domingos), escrevendo-o.Obs: leiam as notas finais, é meio importante ;DBoa leitura (^.^)

“Desejar ser amado... É algo ruim?” Dentre todas as coisas que mexiam comigo, essa pergunta era a que mais me deixava intrigado. Falo isso, porque desconheço o passado dos meus pais, então eu não sei dizer se eles ao menos planejaram ter um filho.

Estou sob os cuidados de um velho maluco, que provavelmente não da a mínima para mim, ou para o seu neto biológico. Raramente aparece para nos ver, e quando aparece, vive falando que um dia irá nos levar para a Marinha com ele, para nos tornar futuros Almirantes. É realmente uma coisa irritante.

Luffy é totalmente diferente, ele é neto biológico do velhote. Apesar de ser muito ingênuo, e ter uma enorme paixão platônica por carnes, me compreende muito bem. Além disso, se eu não o tivesse por perto, já teria desistido dos meus objetivos. Ele com certeza... É muito importante para mim.

Ace, Luffy, onde vocês estão? ouvi uma voz meio grave, vindo da sala.

O que foi, veio verificar se não colocamos fogo na casa?! falei meio irônico, vindo da cozinha.

Vovô! exclamou Luffy, todo sorridente, ao ver o avô.

Sim, e por outro motivo também. disse, rindo um pouco Vou passar um ano em Mariejoa, pois Momonga não dará conta do serviço sozinho.

Mas vovô, desse jeito o senhor não vai mais poder nos visitar. pulou no colo do velho, fazendo biquinho em seguida. O senhor...

Deixe-o Luffy, quando vai entender que ele não liga para o que pensamos?! o interrompi, e apontei com o dedo indicador para o moreno de cabelos grisalhos Sempre nos cuidamos sozinhos, e a única coisa que fazia, era mandar dinheiro pela Makino, para não passarmos necessidades.

Mas Ace, não é assim. Luffy tentou defendê-lo, mas não dei ouvidos.

É claro que é, você acha mesmo que um adulto normal deixaria duas crianças morando sozinhas?! falei alterado, ficando cada vez mais irritado. Se ele realmente se importasse com a gente, nos daria mais atenção!

Ace, já conversamos sobre isso. o velhote que antes estava apenas escutando, se pronunciou.

Chega, eu já não quero mais saber. É melhor você ir, assim não perde o seu tempo precioso, com duas crianças. falei ironizando, e no mesmo momento vi uma veia saltar em sua testa.

Assim que eu acabei de falar, o velhote pôs Luffy no chão, andou em minha direção em passos lentos e com a cabeça baixa. Quando ficou em minha frente, pegou o meu pulso e me suspendeu. Eu não estava entendendo muito bem, mas quando dei conta, ele havia me dado um soco no abdômen, não foi forte, mas estava doendo muito e depois disso, me largou e acabei caindo no chão.

P-parece que t-tomou iniciativa. falei tropeçando as palavras, pela dor que estou sentindo. Mas não muda o que penso sobre você. quando falei, agachou-se me levantando pela camisa.

Você continua um moleque arrogante, não escuta ninguém.

Se eu escutasse, estaria f... fui interrompido levando outro soco. Mas desta vez, foi no rosto. Essa ação se repetiu três vezes, a cada vez que eu levantava, e depois parou, pois Luffy o interrompeu.

Vovô se você continuar, irá matá-lo! quando consegui olhar para cima, vi Luffy agarrando seu braço, tentando impedi-lo.

N-não... Luffy... falei tentando me levantar, caio duas vezes, e na terceira tentativa, consigo. – Esta tudo bem. – passo por eles, indo em direção à porta, mas minha atenção é chamada.

– Depois disso, você vai embora, Ace? – pergunta o moreno de cabelos grisalhos, curioso.

– É, eu posso dizer que sim. Realmente achou que eu ficaria aqui, só para ficar olhando a sua cara?

– Ora seu mo... – nem esperei ele terminar, abri a porta e sai correndo todo machucado.

Eu preciso encontrar um lugar para ficar e dar um jeito nos machucados. Ace... Ace... O que é isso? Até parece a voz do Luffy me chamando.

Espera, estou sentindo um peso e um formigamento na parte de baixo... Ao mesmo tempo. Acho que estou ficando corado, meu rosto esta ficando quente... Isso esta ficando bom...

*TACK

– O QUÊÊÊ? POR QUE ISSO? – acordo gritando assustado e, automaticamente levando a mão ao rosto e quando eu percebo, Luffy esta sentado em cima do meu membro. Coro rapidamente ao vê-lo em cima de mim.

– Haha desculpa Ace, mas quando eu acordei, vi você se mexendo muito e falando algumas coisas que eu não entendi muito bem. – falou se levantando aos poucos. Quando olho para as minhas pernas, percebo que estou totalmente excitado. Não acredito, logo agora... – Então eu resolvi te acordar, mas apenas te chamar não estava dando certo, por tanto, o tapa foi à solução. – quando ficou em frente à porta, pôs a mão na maçaneta e a girou. Espero que não tenha percebido, espero que não tenha percebido, espero que não tenha percebido!

– Acho que eu não deveria ter te acordado... Você deveria estar tendo um sonho muito bom. – falou de costas, olhando para a porta, mas logo se virou para mim. – Deve ser por isso... Que você esta tão duro. – um sorriso malicioso se formou em seu rosto.

– Oe Lu, n-não é isso... – tentei me explicar, mas fui interrompido pelo menor.

– Esta tudo bem, você deve estar com saudade da sua namorada, que esta em Loguetown. Não, não é isso. É melhor você ir tomar banho, eu vou para a cozinha, preparar o café. – deu um sorriso sem dentes, abriu a porta saindo em seguida, depois a fechou.

– Se ele soubesse que estou assim por causa dele, e não de um sonho pervertido, com uma “namorada” que ele imagina. – me levantei, espreguiçando-me e indo em direção ao banheiro. – Jamais me perdoaria... Não é, Luffy...

Quando abri a porta do Box, fiquei um bom tempo parado, em baixo do chuveiro, com aquela água gelada, que me relaxava por completo. Para minha infelicidade, tive que sair do banheiro e ir me trocar, pois Luffy estava me esperando para tomar café com ele.

Coloquei uma bermuda preta, e resolvi não vestir blusa porque o dia esta muito quente. Desci e fui em direção a cozinha, vi Luffy de costas fritando algo, pelo cheiro, é bacon. Quando terminou de fritar, colocou em um prato em cima da mesa, que ao lado estava outro com ovos fritos. A ornamentação não era igual à de uma família rica, mas estava muito bonita. A cesta de pães esta perto do centro da mesa junto da jarra de suco, ele também colocou duas xícaras e dois copos, perto de cada prato. Ele caprichou.

– Tsc,esqueci o café. – falou indo pegar o bule em cima do balcão.

– Não precisa, esta bem assim. – falo rindo um pouco. – Acho que tem muito, para duas pessoas, você também não acha? – pergunto, e ele assente.

– Desculpa, é que eu já havia me acostumado, a tomar café sozinho. – disse um pouco sem jeito.

– Então você vai ter que se de-sa-cos-tu-mar. – soletrei e ele riu um pouco, com isso. – Não vou mais te deixar sozinho, isso é uma promessa.

– Ace, nós não prometemos o que não podemos cumprir. – falou se sentando e pondo o suco em seu copo.

– Oe Luffy, o que esta dizendo, é claro que irei cumprir, e sabe por quê? – falei me sentando também e batendo as mãos na mesa, tentando chamar sua atenção.

– Por que, Ace? – perguntou sem muito interesse.

– Porque em todo o mundo, você é a pessoa mais importante para mim! – afirmei, no mesmo momento Luffy me olhou surpreso e totalmente corado.

– O que esta dizendo...

– Coma, não temos tempo para isso. – falo, ele assente. – O velhote virá à noite, e temos que nos preparar fisicamente e mentalmente para isso. – ele ri, realmente parece não se importar com isso.

Luffy’s POV

Quando terminamos de comer, Ace limpou a mesa, e me ajudou com as louças, eu lavava e ele as enxugava. Depois disso, fomos para a sala e passamos horas conversando, me assustei quando ele disse que iríamos para a Grand Line, porque só vivem lá, quem realmente tem dinheiro. Põe dinheiro nisso.

Também me contou por que fez tatuagens tão cedo, pelo o que ele me disse, a tatuagem das costas fez em homenagem ao pai adotivo, e a do braço por ele mesmo. O seu pai adotivo é dono de uma das indústrias de petróleo mais famosas do mundo, mais uma vez me assustei com a vida que ele leva, e a sorte que tem. O irmão já é bem maluco e mulherengo, troca de namorada a cada dois meses, mas é muito divertido e companheiro quando se precisa, se dão muito bem.

Ace agora tem 17 anos, e esta no 3° ano do ensino médio. Estuda em uma das escolas mais caras de Water Seven, junto de seu irmão. Ô novidade. Agora fico pensando se eu me acostumaria com isso tudo, eu nunca saí de Fuusha, e ir para outro Continente assim, parece ser complicado.

*Poroonnc

– Haha, deixa que eu preparo o almoço. – disse Ace se levantando do sofá. – Que tal sopa de missô*, com arroz e pedaços de carne assada? – falou, colocando as mãos na cintura.

– Quero só a carne! – dei um enorme sorriso colgate.

– Você vai comer tudo. O arroz e a sopa também, não é?

– Mas eu quero só a carne, Ace. – choramingo.

– Você vai comer tudo, e não quero reclamações. – viro a cara para o lado, faço biquinho e percebo que ele ri.

Ace segue para a cozinha, e vou junto para observá-lo a cozinhar. No final acabo ajudando-o, para facilitar, e também não seria legal meu irmão fazer tudo sozinho enquanto eu apenas assisto. Quando ficou pronto, arrumamos a mesa e almoçamos normalmente, até que do nada Ace caiu sobre a tigela de arroz e ficou parado por um tempo, foi quando percebi que ele tinha dormido. Você também não mudou nada. Tentei me aproveitar da situação, cheguei bem perto para pegar os pedaços de carne dele, mas quando eu estava para pegar, ele segura minha mão e pede para eu voltar a sentar.

Terminamos o almoço, limpamos tudo e fomos para o quarto. Ace pediu para que eu arrumasse logo as minhas coisas, e eu o fiz, peguei minha mala e comecei a colocar minhas roupas dentro, ele pegou outra e me ajudou. Ficamos arrumando as coisas e perdemos a noção do tempo, quando olhei o relógio marcava 19:52, levamos um susto, porém já estava tudo arrumado. Estamos com uma sensação muito ruim, então quando descemos, fomos para a sala, e quando chegamos lá, tivemos a visão do inferno. O vovô esta aqui... Ferrou...

A coisa ficou tão feia, que não vou contar às merdas que eles fizeram, então eu irei pular as partes. Ace e o vovô tentaram manter uma conversa civilizada (o que não aconteceu), e começaram a jogar muitas coisas um na cara do outro, irresponsabilidade, egoísmo e principalmente quando o Ace falou que me levaria com ele, mesmo contra sua vontade, aí já viram, o pau comeu. Tentei me meter, mas fui completamente ignorado, vovô tentou acertá-lo com o punho do “amor”, mas Ace conseguiu escapar, dando vários chutes nele, em um deles vovô conseguiu pegar a perna de Ace e o atacou na parede, e ficaram assim por um bom tempo.

– Chega velhote, é melhor tentarmos manter uma conversa. – tenta Ace, já que brigar não adiantaria nada.

– Ele não irá com você, essa é minha decisão! – fala apontando para Ace. – E ainda por cima, está todo tatuado, e essas tatuagens...

– Por que ele não pode vir comigo? – indaga o garoto com sardas, ficando impaciente.

– Como você é ignorante, ainda não percebeu, idiota? – vovô perguntou, como se estivesse testando-o.

– O que você quer que eu perceba? Que eu fui um grande idiota por fugir e deixar meu irmão menor, que eu fui covarde, que eu tive medo... – Ace estava com a cabeça baixa, apertado os punhos com raiva.

Vovô ficou parado olhando-o por um momento, até que começou a dar uma enorme gargalhada, como se estivesse debochando de Ace, por admitir aquilo. Eu não agüentei ficar só olhando aquilo.

– Do que você esta rindo, tem algo engraçado nisso? Saiba que você não tem moral nenhuma para rir do Ace! – exclamei, no mesmo instante ele parou de rir e me encarou, Ace também. – Vovô, o senhor nunca foi uma pessoa exemplar em relação à família, por um momento na minha infância as coisas que Ace tinha falado naquele dia, martelavam em minha cabeça, e eu realmente não queria acreditar que aquilo poderia ser verdade. Que o senhor na verdade poderia não se importar com a gente. – Ace fica assustado e tenta chegar mais perto de mim. – Agora o senhor vem, e ri como se não fosse nada. NÃO BRINQUE COM OS SENTIMENTOS DOS OUTROS! – vovô fica sério, e começa a andar em nossa direção. É como da outra vez...

– Dessa vez, eu vou te proteger. – Ace murmura, se metendo em minha frente.

Vovô avança como se quisesse nos matar, mas acontece algo, que nós não esperávamos.

– Vocês irmãos, ambos idiotas. – Ace e eu estamos perplexos, com o que acabara de acontecer. – Aquela não foi à melhor forma de eu expressar minha preocupação com vocês, eu JAMAIS deixei de me importar com os meus netos idiotas, que dão trabalho. Eu sempre irei amar vocês, não importa o quão idiotas sejam. Vocês são... Minha família. – o vovô... Esta chorando... – Agora vão, não façam eu me arrepender disso, sei que você, Ace, irá cuidar bem do seu irmão caçula. – fala nos soltando, e Ace continua com a cabeça baixa.

– Obrigado vovô... – falo, e acena já de costas, abrindo a parta, saindo em seguida, e a porta fica entreaberta.

– Velhote... – Ace parece muito perturbado.

Eu estava tentando processar aquilo, o vovô chorando daquele jeito, jamais havia acontecido. E quando olho para o Ace, o vejo levantando a cabeça, olhando para o nada, e em seguida vejo lágrimas escorrendo em seu rosto. Era como se aquelas lágrimas, estivessem levando todo ressentimento que estava guardando.

Andei e cheguei perto, ele esta de costas para mim e ainda admirando o teto, mas não estava mais chorando. Passei os braços pelos seus, colocando as mãos em seu abdômen, pressionando-o contra mim, que fez minha testa grudar em suas costas. E o sinto colocar, sua mão sobre as minhas.

– Acho que não foi tão difícil. – solta um risinho sem graça.

– Eu também acho. – começo a rir e ele vira, me dando um abraço de verdade.

Notas finais
Bom, eu fiz o seguinte:Grand Line, Red Line - ContinentesLoguetown, Fuusha - Países Agora se aparecer qualquer nome estranho , foi pq eu inventei para as cidades.Sopa de missô* - sopa de missô é um prato da culinária japonesa, consumido costumeiramente com frequência pelos japoneses.Eu não sei fazer ronco de fome, mas qnd eu escutei a barriga da minha amiga, céus, foi muito engraçado, eu iria colocar mais, só q poderia ficar nojento então... kkkEu realmente espero que tenham gostado, então, pf reviews *-*