With You
15 "Você vai ser pai"
Notas iniciais
Espero que gostem rs :D
Boa-leitura
Damon Salvatore
– Damon... Eu est-ou grávida de você. – Elena falou. – Você vai ser pai.
Foi como se o meu cérebro congelasse. Eu gelei, meu queixo quase caiu e arregalei os olhos, não conseguia processar direito nenhuma palavra daquela frase proferida pela a garota nervosa a minha frente.
Abri algumas vezes a boca, mas nada saia dela. Eu havia travado, não conseguia falar e nem pensar, não conseguia nem mesmo me mexer... Como assim ela estava grávida?!
Minha cabeça parecia girar e eu deveria estar mais branco do que papel, estava em choque.
Eu não podia ser... Pai, pelo o menos, não agora. Eu só tenho dezenove anos, ainda não terminei a faculdade, não tenho responsabilidade com quase nada, como vou ter responsabilidade de ter uma criança?!
Como isso havia acontecido?! Quer dizer... Nós havíamos usado camisinha!
Eu não estou preparado para ser pai, não estou preparado para receber tamanha responsabilidade, muito menos Elena, ela é só uma adolescente.
Eu fui um irresponsável, nós dois fomos!
Por causa de uma noite, coloquei o nosso futuro em jogo, como iremos criar uma criança?Se mal conseguimos cuidar de nós mesmos?
Fui ligando aos poucos, foi por isso que meu irmão havia chegado em casa tão furioso e transtornado... Por isso ele havia ido embora.
A culpa me inundou, oque eu fiz?! Eu engravidei a namorada do meu irmão caçula, eu sou um monstro! Feri os sentimentos dele, não só isso, mas também o decepcionei... Só uma merda de irmão, de homem, nem honra eu tenho, qual pessoa honrada engravida a namorada do próprio irmão?!
Seria mentira dizer que a culpa não estava martelando, mas parece que agora ela inundou de vez.
Eu estava com medo, culpa, e mais outros sentimentos que me faziam querer sair correndo.
Como eu vou ser pai?Como vou criar e educar uma criança?E o meu futuro? Minha faculdade?Minha juventude? Eu não posso criar um bebê aos dezenove anos, isso não pode estar acontecendo!
Eu não sou muito bom com crianças, não sei como controla-las. Não sei cuidar nem de mim direito, como vou cuidar de um bebê?
Olhei para Elena, que parecia com medo da minha reação.
Elena estava pior do que eu... Ela era só uma adolescente! Não terminou seus estudos e nem maior de idade é.
Será que ela já havia contado aos pais? Será que a reação deles foi tão ruim que foi por isso que ontem ela estava tão transtornada?
Se eu estava desesperado, imagine ela, tão nova e com uma responsabilidade desse tamanho.
Mas ao mesmo tempo em que eu estava preocupado com ela, eu também estava assustado, desesperado, não sabia oque fazer, não sabia como enfrentar essa situação.
Minha vontade era fugir, correr para bem longe, mas fugir dessa situação não iria adiantar em nada e, além disso, não posso deixar Elena sozinha, nem se eu quisesse faria isso.
- Damon? – Elena me chamou preocupada, tirando-me de meus devaneios, mas sua voz parecia apenas um zumbido distante.
Balancei a cabeça e olhei-a, seus olhos castanhos marejados olhavam-se com preocupação e medo, provavelmente medo da minha reação.
- Grá-vida?! – Minha voz saiu abafada.
Elena balançou a cabeça positivamente.
Esfreguei meu rosto com as mãos, então não era um sonho, aquela era a mais pura realidade e eu tinha que lidar com ela.
- Fale alguma coisa, por favor. – Ela suplicou, desesperada.
- E-u não sei oque dizer. – Foi o que saiu. – Quer d-izer... Como isso aconteceu?!
Elena arqueou uma sobrancelha.
- Damon, você provavelmente é um dos caras que mais transa nessa cidade, então sabe muito bem como se fazem os bebês.
Corei, mas que merda, desde quando eu coro?! Elena tem realmente um efeito em mim... Balancei a cabeça, não era hora de ficar pensando nisso, precisava, o assunto era realmente sério.
- Você sabe que não é isso que eu quero dizer... Mas como isso aconteceu?! Eu usei camisinha! – Baguncei meus cabelos, estava nervoso, assustado e outros, estava realmente me segurando para não desmaiar, Elena precisava de mim e eu não podia ter um ataque de pânico ou um desmaio, pelo o menos, não agora.
- Damon, por favor, camisinhas estouram, rasgam, pode ter acontecido isso, estávamos bêbados, não prestamos muita atenção.
Suspirei e olhei para o chão, oque eu fiz?! Eu estraguei a minha vida e a dela por causa de uma noite, meu irmão deve estar com nojo de nós dois, nem quero imaginar a reação dos meus pais quando souberem, se não já sabem, mas imagina a reação dos pais da Elena.
A culpa deu uma martelada forte, não só por ter traído e magoado meu irmão, mas também por Elena, tão nova e com uma responsabilidade tão grande.
- Hey. – Ela levantou meu rosto delicadamente, fazendo com que eu a olhasse nos olhos. – Não se sinta culpado, você não fez esse bebê sozinho, a culpa não é somente sua.
Dei um sorriso curto, ela parecia ler mentes. Puxei-a mais para perto e abracei-a.
Depositei um beijo em sua cabeça.
- Vai ficar tudo bem, eu prometo.
Ela me abraçou com força e se aconchegou em meu peito.
- Estou com medo, Damon, com muito medo, não sei como vou fazer isso...
A interrompi.
-Você não vai fazer isso sozinha, esse bebê é meu também e vamos fazer isto juntos! – Falei e acariciei seus cabelos. – Você não está sozinha, você tem a mim.
Ficamos um tempo assim, calados.
- Elena, quando você descobriu que está grávida? – Perguntei, mesmo assustado, eu queria saber do bem estar do nosso filho ou filha, que não tem culpa de nada do que esta acontecendo.
- Há quase um mês. – Ela respondeu.
Suspirei.
- E porque demorou tanto tempo assim para me contar?
- E-u estava com medo, estava tentando achar o momento certo, tentando me preparar para a sua reação. – Ela falou. – E-u fique com tanto medo.
- Oque você achou que eu faria? Achou que eu deixaria você e o nosso filho ou filha na rua da amargura? – Falei, meio ofendido. – Oque você pensa de mim?! Que sou um moleque? – Continuei. – Eu sei que tenho apenas dezenove anos, mas mesmo assim, não abandonaria você e nosso filho.
Ela abaixou a cabeça.
- Me desculpe, eu sei que você era a primeira pessoa que eu devia ter procurado assim que comecei a suspeitar da gravidez, mas... E-u estava com tanto medo, fiquei com medo da sua reação, da dos meus pais e a de Stefan. – Ela falou. – Damon, quando eu fui à médica, eu pude confirmar, estava assustada, desesperada, e até culpada, eu ia ser mãe, não tenho nem dezoito anos, nem terminei os estudos ou tenho trabalho. – Continuou, agora com a voz novamente embargada. – E-u fique com tanto medo, não sabia qual seria sua reação, não sabia oque fazer e ainda não sei, Damon, eu não sei como fazer isso, eu não quero ser mãe e...
- Shii, não se desespere, eu estou aqui, você não esta sozinha, esse bebê é meu também e vamos cuidar dele, amá-lo e criá-lo com todo o carinho e amor, nem você e nem ele estão sozinhos, vocês tem a mim. – Abracei-a e afaguei seus cabelos, tentando acalmá-la.
[...]
Depois que Elena se acalmou, ela me contou oque tinha acontecido, quer dizer, desde a suspeita até o dia que foi ao médico e a reação de Stefan, que não tinha sido das melhores, não o culpo, mas também ter uma reação daquelas não foi nada bom para Elena ou o bebê.
- Aquele desgraçado. – Falei, com raiva. – Tudo bem, nós erramos, mas chegar a quase a agredir você fisicamente, já é demais, Elena, você está grávida! Isso poderia ter machucado o bebê e você, e mesmo que não estivesse grávida e por mais que ele estivesse com raiva, ele não tinha o direito de querer agredir você.
- Acalme-se, já passou. – Ela segurou minhas mãos.
- Como posso me acalmar, sabendo que meu irmão poderia ter machucado o meu filho e a mãe dele.
Assustei-me ao perceber o quão preocupado eu já havia ficado com esse bebê e olha que não faz nem um dia que eu sei da existência dele, há pouco tempo atrás eu estava desesperado querendo fugir, e agora estou preocupado.
Bem que meus pais dizem que filho, nós protegemos com toda a garra, força e até a nossa própria vida, eu já levava a sério antes, estou começando a levar mais ainda agora.
Respirei fundo, tentando me acalmar, ficar nervoso e deixar Elena nervosa só pioraria as coisas.
- Agora, me conte, como foi a reação dos seus pais? – Perguntei, já vendo que não tinha sido boa, já que ela não queria ir para casa.
Ela respirou fundo e começou a contar, a partir do momento que saiu da escola, sem deixar um detalhe para trás.
Quando ela terminou de falar, baixou os olhos. Minha boca abria e fechava várias vezes, na hora que ela falava não a interrompe, mas não tem como ficar calado agora.
O pai dela foi muito injusto e precipitado, tudo bem que oque fizemos foi algo muito sério, mas expulsá-la de casa é demais, e só piora as coisas. Já pensou se eu não tivesse encontrado-a ontem? Onde ela iria ficar?
O pai dela não só a expulsou de casa, ele a humilhou, por mais que isso seja sério, por mais que sejamos muito novos, expulsar Elena de casa, humilhá-la e quase agredi-la não vai adiantar nada, não vai mudar o fato de que ela espera um filho meu, só vai trazer mais dor, raiva e amargura.
Elena deveria ter me contado antes, para que pudéssemos, juntos, dar a noticia aos seus pais.
Abracei-a.
- Hey, não fique assim, oque seu pai fez com você, foi errado, expulsá-la de casa, humilhá-la desse jeito, isso não se faz com ninguém! – Falei. – Estou aqui e sempre estarei. – Continuei. – Mas você devia ter me contado antes, falaríamos com seus pais juntos e você talvez não passasse por tanto.
- Eu sei. – Ela suspirou.
Afaguei seus cabelos.
- Quero que você fique morando aqui, vou cuidar de vocês dois. – Falei e afaguei de leve sua barriga. – Já me importo demais com os dois, quero acompanhar suas consultas, ver sua barriga crescer, sentir o nosso filho ou filha chutar, quero vê-lo nascer, caminhar e falar, quero criá-lo e educá-lo com você.
Elena olhou para mim sorrindo, algumas lágrimas caiam de seus olhos, mas essas lágrimas eram de emoção.
- E-u nem sei oque dizer.
- Não diga nada, é minha obrigação e eu quero cumpri-la... Você pode achar estranho, mas eu... Já estou me importando com essa criança, mesmo que seja tudo muito novo para mim, seria mentira dizer que não estou com medo e que não pensei em fugir, mas, eu não me vejo mais sem esse bebê, eu já o amo, já estou ansioso para vê-lo, para tocá-lo, e por um lado, é meio assustador, eu me importar tanto com alguém que eu nem conheço.
O sorriso dela abriu mais ainda.
- Isso se chama amor de pai.
[...]
A manhã havia passado e já tínhamos almoçado, acabei nem indo para a faculdade e resolvi passar o resto do dia com Elena, que agora estava dormindo.
Passamos o resto da manhã conversando sobre o bebê, ela ainda parecia assustada com a ideia, oque é muito normal, pois ela é muito nova, mas tenho certeza que ela será uma ótima mãe!
Conversamos sobre as consultas, sobre a saúde do nosso filho, Elena disse que esta tudo bem, na medida do que se saber. Isso me deixou mais aliviado.
Dei um curto sorriso ao ver Elena adormecida na cama.
Levantei e fui para o banheiro, olhei-me no espelho. Seria mentira dizer que eu não estava com medo.
Não sabia como educar uma criança, não sabia como cuidar de uma, já que não sei cuidar nem de mim.
Suspirei. Como eu vou fazer isso?
Minha única responsabilidade até pouco tempo, era a faculdade, e agora, em menos de nove meses vou ser pai. Será que vou conseguir estar preparado para isso?
Afundei meu rosto nas mãos e suspirei novamente.
Como ficaria o meu futuro e de Elena? Nossos estudos? Carreiras? Nossas vidas?
Era muita responsabilidade, seria mentira dizer que eu não queria sair correndo dali, voltar para a minha vida de faculdade e farras, mas eu não podia voltar atrás.
Bateu de novo aquela vontade de querer fugir, dei uma rápida olhada para a garota morena adormecida em minha cama, eu precisava proteger ela e o nosso filho, não podia abandona-los agora, eles precisavam de mim.
Aquela sensação de querer fugir foi embora.
Eu não podia fugir, eu não queria fugir, só estava com medo daquela situação, normal, mas fugir dela não iria mudar nada, só piorar.
Mas do mesmo jeito que Elena não estava sozinha, eu não estava sozinho, eu tinha ela. Temos um ao outro e isso já basta, que os outros pensem oque quiserem, vamos conseguir, vamos fazer isso juntos!
Não posso e nem vou deixar que o medo nos impeça de criar nosso filho ou filha e ser felizes!
Não é o medo, a insegurança ou qualquer sentimento ou coisa ruim, que vai nos impedir de fazer dar certo, de seguirmos em frente e vivermos felizes.
Arrepiei-me ao sentir dois braços abraçarem-me por trás. Sorri quando Elena ficou na ponta dos pés e encostou o queixo em meu ombro.
- Eu sei que está com medo, pode me dizer, é normal ter medo. – Ela disse. – Mas vamos conseguir... Juntos!
- Vamos sim, baixinha. – Virei-me para ela e abracei-a.
Dei-lhe um beijo estalado e demorado na testa, afaguei de leve sua barriga, ela sorriu e colocou a mão sobra a minha que estava em sua barriga, e então eu percebi, que naqueles sorrisos iluminados, eu tiraria forças para lutar e seguir em frente.
Notas finais
Espero que tenham gostado rss ><, vou postar o mais rápido possível!
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