With You

16 Uma nova vida, um presente


Notas iniciais
Gente, nem sei o que dizer a vocês, fui irresponsável, nem cheguei a avisar que iria dar uma pausa na fic, na verdade, nem planejei isso, mas tive meio que um bloqueio, sabem? Não conseguia escrever como antes, mas agora, graças a Deus, estou de volta e pretendo não sumir mais. Enfim, ta aqui o capítulo e espero realmente que gostem, espero não entrar nesse meio que "hiatus" de novo, mil desculpas, sério, fui uma idiota com vocês, com a fanfic, comigo mesma, mas estou de volta, espero que não me odeiem e continuem acompanhando e gostando da fic

Elena Gilbert

Quatro dias se passaram desde que estava na mansão Salvatore, era uma manhã de terça-feira Nesse meio tempo, Damon havia sido perfeito, cuidava de mim, sempre perguntando como eu ou o bebê estávamos, ele queria até faltar a faculdade, mas eu não deixava, era o futuro dele, e eu não poderia fazê-lo estragar tudo por minha causa.

Nesses dias, eu não tive contato com meus irmãos, meus pais, provavelmente meu pai, devia tê-los proibido de ter contato comigo. Ainda não havia contado nada aos meus amigos, havia falado com Caroline e Bonnie no celular, elas perguntaram sobre o Stefan e porque ele havia sumido, eu dei uma desculpa, de que não sabia de nada ainda e que ele deveria estar apenas passando por um momento difícil e precisa de um tempo para si mesmo, fique me sentindo mal por mentir para minhas amigas, mas ainda não sabia como contar tudo para elas.

– Ainda não quer ir para escola? – Damon perguntou e sentou-se no sofá comigo. – Posso te levar e falar com o diretor.

Encolhi-me no sofá, a ideia da escola e de todos saberem do que estava acontecendo me assustava e não queria ter que passar por isso, mas mais cedo ou mais tarde a barriga iria aparecer e eu não poderia viver trancada dentro de casa o resto da gestação.

Respirei fundo.

– Pode ser, esta na hora de voltar, se eu passar mais um dia sem dar muita notícia, as meninas vão me matar! – Dei um sorriso fraco.

– Hey, isso vai passar, logo todos se acostumaram, e mesmo se isso não acontecer, eu estou aqui e tudo o que me importa é você e esse serzinho miúdo. – Ele me abraçou e deu um beijo em minha barriga.

– Obrigada por cuidar da gente. – O abracei. – Não sabe como isso é importante.

– Não estou fazendo mais que a minha obrigação, e cuidar de vocês dois está me fazendo mais feliz do que qualquer outra coisa. – Ele deu um sorriso encantador e seus olhos brilharam.

Perdi a respiração por um momento e senti minhas tremerem, ele estava gostando de cuidar de nós? Damon Salvatore, festeiro, pegador, estava gostando de ter responsabilidades com alguma coisa?

Nesses dias que se passaram Damon se mostrava diferente do que eu e a maioria das pessoas estavam acostumadas. Ele me incentivava a sair da cama, comer e sair de casa para tomar um ar puro. Ele me amparava nas crises de choros, que eram constantes. Me pegava no colo, abraçava-me e beijava minha testa, dizendo que tudo ficaria bem.

A única discussão que tínhamos era a de eu não querer sair de casa ou comer. Estava enjoada, triste e os hormônios não me ajudavam muito. Mas Damon estava sempre ali, me dizendo que eu tinha que comer mesmo com enjoos e que se eu não saísse de casa, para pegar ao menos um ar fresco, acabaria ficando doente.

– Você tem sido um amor comigo e eu estou tão chata. – Falei e ele revirou os olhos.

– Você não é chata, só está passando por uma situação difícil, nós dois estamos, eu ainda estou com medo e não tenho ideia de como serão os próximos meses ou anos.

– Hey, não se esqueça que eu também estou aqui para você, não só eu preciso de cuidados, você também. –Aproximei-me dele e segurei sua mão. – Me deixe cuidar de você também.

Ele sorriu fracamente e afagou meus cabelos.

– Amanhã vou te levar a escola e se precisar que eu fique escondido no banheiro esperando por você, eu ficarei, palavra de escoteiro. – Ele pôs uma das mãos na testa, parecendo um soldado.

Soltei uma risada.

– Bobo. – Levantei-me e subi a escadas.

Fui para o quarto que estava hospedada, já anoitecia e começava a esfriar. Separei um pijama quentinho e confortável, peguei peças íntimas e segui para o banheiro.

Tirei minha roupa e olhei-me no espelho. Passei a mão direita devagar pela a barriga sem quase volume, acariciando-a. Mesmo com quase três meses, ainda quase não via sinais da gravidez, mesmo sem roupa. Minha barriga havia ganhado um pouco de volume, óbvio, estava beirando o terceiro mês, mas nada perceptível, a não ser por mim.

Suspirei, o que eu ia fazer? Grávida, menor de idade e sem emprego. Lógico que eu tinha o Damon e ele estava demonstrando ser tão bom e gentil, depois do susto inicial, estava mais calmo e até parecia mais feliz com o bebê, estava com medo, óbvio, mas ainda assim parecia estar mais controlado psicologicamente do que eu.

– Oi bebê. – Dei um pequeno sorriso. – Me desculpe por tudo isso, não quero que pense que eu não gosto de você, é só que... Isso é novo e assustador para mim, não esperava que fosse acontecer, não esperava por você. – Meus olhos encheram d’água. – Estou com medo de ser mãe e de não conseguir ser boa para você, não estou preparada, não consigo, me desculpe, você merece alguém melhor.

Comecei a chorar, lágrimas silenciosas passeavam em meu rosto.

Coloquei meu rosto entre as mãos e chorei.

– E-u não quero ser mãe. – Solucei. – Não estou preparada para isso.

Chorei por mais algum tempo e então entrei no chuveiro. Demorei no banho, chorando tudo o que tinha de chorar naquele momento ali.

Sentia-me culpada por chorar e por me sentir assim, por ficar triste, por tudo, aquilo fazia mal ao bebê, pois ele sentia o que ele sentia e os três primeiro meses são os mais delicados, não era bom sofrer estresses e nem nada do tipo, tinha que me cuidar muito, pois poderia ter um aborto espontâneo. Se isso acontecesse, eu jamais me perdoaria.

Enxuguei-me e saí do Box enrolada na toalha. Vesti o pijama composto por um short cinza, camiseta branca e um suéter de lã bege. Estava frio e ameaçava cair uma tempestade.

Desci as escadas e fui para a cozinha, engoli a seco quando vi Damon preparando algo no balcão, usando só uma calça de moletom cinza.

Rapidamente me recompus e fui para o lado dele.

– Quer ajuda? – Perguntei.

– Não precisa, não quero que se esforce.

– Idiota, estou grávida, não doente, cozinhar não vai me deixar mais fraca.

– Os três primeiros meses são mais delicados, Elena, você anda tendo emoções fortes e isso não é bom parado o bebê, portando, só fique quieta e repouse. – Ele disse, preocupado.

– Você andou pesquisando ou o que? – Ergui a sobrancelha, estava orgulhosa por ele está se saindo tão bem.

– Tenho que me manter informado, nosso bebê esta ai dentro, quero saber tudo sobre o que acontece com ele. – Ele deu um sorriso torto. – Nada mais que minha obrigação.

– Que fofo. – Apertei sua bochecha. – Mas cozinhar não vai me fazer nem um mal, não se preocupe.

Damon revirou os olhos.

– Esta bem, você cuida do macarrão, eu do molho e da salada.

– Salada com espaguete? Sério? – Ergui uma sobrancelha.

– Seríssimo, você tem que comer comida saudável.

Sorri, Damon estava tão fofo, todo preocupado comigo e com o bebê. Perguntei-me se aquele era o mesmo Damon que conheci anos atrás.

Terminamos de preparar o jantar e comemos na cozinha mesmo, no balcão de mármore. Trocávamos uma palavra ou outra, a maior parte do tempo ficávamos em silêncio.

–Não sabia que cozinhava bem. – Elogiei. – Está uma delícia.

– Obrigada, as garotas gostam de caras que cozinham bem. – Ele deu uma piscadela e seu sorriso de cafajeste de lado.

Revirei os olhos e senti uma pontada de ciúmes, será que ele ficaria com outras, conosco nesta situação, eu na casa dele e esperando um filho dele. Óbvio que sim, ele é solteiro, livre e desimpedido, e eu não tenho nada haver com isso.

Colocamos tudo na pia e ele lavava, enquanto eu secava e guardava os pratos. Logo terminamos e fomos para a sala de estar, sentamos em frente à lareira acesa. Estava quentinho e aconchegante, peguei uma almofada do sofá e pus atrás de mim, escorei-me no mesmo.

Damon estava sentado de pernas cruzados, olhando para o nada.

– Elena. – Ele chamou-me.

– Hum?

– Não fique chateada comigo, eu não invadir sua privacidade. – Suspirou, — Eu bati na porta do seu quarto para perguntar o que queria para jantar, como você não abriu e nem disse nada, eu entrei e ouvi você chorando e falando sozinha no banheiro.

Suspirei, envergonhada.

– Eu sei, sou uma idiota, Damon, não deveria dizer essas coisas, mas... – Senti minha voz embargar. – E-u não estou preparada para ser mãe, não esperava por isso tão cedo ou que eu fosse engravidar numa situação como a nossa.

– Hey, venha aqui. – Ele estava do meu lado e puxou-me para perto dele. – Eu já disse, você não está sozinha, tem a mim, sei que nossa situação é complicada, mas o que importa é que temos um ao outro. – Continuou. – Eu também estou com medo, inseguro, e muito.

Ele acariciou minha bochecha e eu dei um sorriso fraco, as lágrimas já desciam. Abracei-o pelo pescoço e fiquei em seu colo.

Damon acariciava minhas costas.

– E-u estou com tanto medo, não só de ser mãe adolescente, mas de ser uma mãe ruim para ele ou ela, é só um bebê e merece ser feliz, numa boa família. — Solucei — E se eu não conseguir ser uma boa mãe?

– Shii, isso é besteira, Elena, é só medo, claro que você vai conseguir ser uma boa, boa não, maravilhosa mãe. – Ele acariciou minha bochecha, olhando em meus olhos. – Você assumiu esse bebê, falou para o Stefan, para seus pais, foi expulsa de casa e mesmo assim não desistiu de deixá-lo nascer, se fosse outra, talvez já tivesse dado um fim nessa gravidez. – Continuou. – Mas apesar de tudo, você está aqui com ele e sabe as consequências que isso vai trazer.

– Não estou fazendo mais que a minha obrigação, nem eu e nem ninguém tem direito de decidir quem nasce ou morre. – Falei, aborto era uma monstruosidade e qualquer que fosse a condição, eu não o faria, é uma vida e eu não tenho direito de decidir qual percurso ela fará.

– Fico muito feliz que pense assim, eu também penso assim. – Falou e sorriu ao colocar uma madeixa atrás da minha orelha. – Mas você vai ser uma boa mãe, você é doce, atenciosa, responsável e tem tanto amor para dar dentro de você. – Continuou. – Você é uma pessoa maravilhosa, todos a amam, essa situação não vai mudar quem você é, mas vai te fazer amadurecer e aprender sobre a vida, vai fazer isso com nós dois, e por mais que estejamos assustados, vamos ganhar uma nova vida, essa criança é um presente, vamos saber como cuidar dela, como ser bons pais e o amor, bom, seria mentira se eu dissesse que já não sinto amor por ele ou ela.

Mais lágrimas se formaram em meus olhos, estas eram de alegria.

– Obrigada. – Chorei, agarrada ao seu pescoço. – P-or tudo, não sei o que seria de mim sem você, estou com tanto medo.

– Eu também e é natural, mas vamos conseguir, ok? Eu prometo.

– Você vai ser o melhor pai que alguém poderá ter. – Sorri com as lágrimas ainda caindo, coloquei a mão dele em meu ventre.

– E você a melhor mãe. – Falou. – Consegue ser boa e doce até comigo, que dirá com um bebê.

– Hey, você é uma pessoa boa, gentil, só não demonstra muito isso, eu não me esforço para ser boa com você, muito pelo o contrário, com você é tudo tão natural. – Falei. – Você também é uma pessoa maravilhosa, só que alguns não enxergam isso, mas quem te conheci de verdade, sabe que por trás dessa máscara de bad boy malvado, você é uma pessoa maravilhosa e eu não sei o que seria de nós sem você.

Ele sorriu e pude ver que em seus olhos também brotavam lá. Abraçamos-nos e ficamos assim por alguns minutos.

– Bom, acho que tá na hora de irmos dormir. – Ele falou e nos separamos.

Levantamos e subimos as escadas, chegamos à porta do meu quarto.

– Boa noite, Damon. – Sorri.

– Boa noite, Elena. – Ele deu um beijo em minha testa e foi para o seu quarto.

Suspirei e entrei. Deitei-me na cama e coloquei o celular para despertar no criado-mudo, ao lado da cama.

Enrolei-me e fiquei com as mãos na barriga, acariciando.

– Ei, bebê. – Sorri. – Desculpe por tudo isso, mas é meio complicado para mim, é tudo tão novo, mas é como seu pai disse agora a pouco, você é um presente e eu já amo muito você.

Dormi com um sorriso no rosto e tive um sonho lindo.

Damon segurava um pequeno embrulho branco, balançando-o devagar. Fui andando até ele, o mesmo sorriu e beijou minha testa.

Olhei o embrulho em seu colo e sorri, mas antes que eu pudesse identificar o rosto do bebê, acordei com o despertador.

Desliguei o mesmo e saí da cama, indo ao banheiro. Ainda estava sonolenta, mas hoje eu voltaria para escola e não queria chegar atrasada.

Tomei um banho rápido e refleti um pouco. Havia sonhado com o bebê e isso me deixava feliz, porém curiosa, com quem ele se pareceria? Comigo ou com Damon? Seria menino ou menina?

Precisava começar a pensar em nomes, por mais que estivesse meio cedo, quanto antes escolhêssemos um nome, melhor.

Meus pensamentos foram levados a escola. Suspirei. Será que achavam que havia acontecido alguma coisa? Porque não é todo dia que o capitão do time de futebol some e a líder das líderes de torcida falta vários dias, sem avisar nada. Não sou convencida, mas sou realista, as outras líderes, rapazes do time e até os fofoqueiros de plantão devem estar estranhando.

Será que suspeitavam de alguma coisa? Afinal, cidade pequena, as notícias correm rápidas. Mas acho que meus pais não falaram nada e muito menos meus irmãos.

O que iria fazer quando a barriga começasse a aparecer? Não teria como esconder e eu nem queria, mas não sabia como iria explicar essa situação. Já imaginava a escola toda me chamando de vadia, vindo com humilhações e outras coisas.

Balancei a cabeça, pondo de lado tais pensamentos.

Mas tem meus amigos, como eu iria explicar isso? O que iriam achar de mim? Será que algum deles me julgaria? Suspirei e saí do Box.

Decidi contar logo tudo hoje aos meus amigos, não queria mais esconder nada de ninguém.

Depois de me enxugar, coloquei uma calça jeans, uma regata branca com várias palavras em preto, um all star e um colar de ouro com um pingente de pena.

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Penteei meus cabelos e prendi num rabo de cavalo.

Arrumei minha mochila, desci e coloquei-a no sofá.

Resolvi fazer o café sozinha mesmo, Damon já fazia demais por mim.

Preparei panquecas com morango e suco de laranja. Quando eu já havia terminado de por a mesa, Damon estava descendo.

– Bom dia. – Sorri.

– Bom dia, não precisava fazer tudo isso sozinha.

Revirei os olhos.

– Me poupe, não foi nada demais.

Sentei-me ao lado da cabeceira da grande mesa de jantar e ele sentou-se na cabeceira.

– Humm, está uma delícia. – Elogiou, depois de provar um pedaço da panqueca e bebericar o suco.

– Obrigada.

Comemos e conversamos coisas normais.

– Ansiosa? – Ele perguntou, parecia preocupado.

– Para falar a verdade, sim, e até meio assustada. – Confessei.

– Não fique, vai dar tudo certo, e qualquer coisa, estou aqui e posso até falar com o diretor, não quero um bando de idiotas te atormentando.

– Não precisa, sei me cuidar e acho que antes que eles fizerem isso, Jer e Kath matam eles. – Sorri. – Vou ficar bem.

Ele suspirou.

– Ok, mas se precisar, não pense duas vezes em me chamar, tudo bem?

– Sim.

Terminamos de comer e guardamos tudo, deixamos a louça na pia para depois lavarmos ou íamos nos atrasar. Damon pegou minha mochila e a dele, mesmo eu dizendo que não precisava.

Entramos no carro e ele deu partida.

– Damon, hoje vou contar para os meus amigos tudo e conversarei com o diretor, tudo bem para você?

– Sim, mas, quanto a falar com o diretor, espere por mim, na hora da saída, quero estar lá com você.

– Não precisa.

– Claro que precisa, sou o pai do bebê e quero estar te apoiando em todos os momentos.

– Vou falar para os meus amigos também. – Ele disse.

Passamos o resto do caminho intercalando entre conversa e silencia quando acabava o assunto.

Quando estava chegando perto da escola, calei-me, meu coração dava pulos e meu estômago revirava.

– Tem certeza que não quer que eu entre? Posso te deixar ao menos até a porta. – Ele sugeriu.

– Não, Damon, não preciso de uma babá. – Revirei os olhos.

– Não é babá, é precaução.

– Damon, ninguém sabe que estou grávida e que o bebê é seu, se você entrar comigo, depois de eu ter sumido por dias, não acha que vai ser ainda mais estranho? Não que eu me importe com isso ou queira esconder alguma coisa, quanto mais cedo todos souberem, melhor.

– Está certa. – Ele concordou. – Então... Boa sorte.

Ele sorriu e deu-me um beijo na testa.

– Qualquer coisa me liga, ok? – Lembrou-me.

– Tudo bem. – Sorri. – E obrigada.

Peguei minha mochila e saí. Dei uma última olhada em Damon e ele sorriu, seu olhar me passando confiança, sorri de volta e logo seu carro já saia de minha vista.

Respirei fundo e comecei a andar em direção a escola, rezando para que desse tudo certo.

Notas finais
E ai, gostaram? Não? Espero que tenham gostado kk, depois de tanto tempo sem postar né, enfim, eu peço por favor que deixem reviews, quero saber a opinião de vocês e espero que não me odeiem. Beijos