With You

18 "Porque eu te amo"


Notas iniciais
Meninas me desculpem pela demora mesmo, mas não terminei o capítulo antes de viajar, então não deu tempo postar. Queria aproveitar e desejar um feliz natal e ano novo atrasado para vocês kk, e que esse ano seja repleto de coisas boas Enfim, me desculpem se tiverem alguns erros, não deu tempo revisar direito e eu queria postar logo, mas amanhã reviso melhor Boa-leitura :D

Elena Gilbert

Katherine tocou a campainha, logo Rebekah apareceu e abriu a porta, sorridente.

– Entrem. – Ela deu espaço para entrarmos e o fizemos, ela fechou a porta e seguimos para sala, onde estavam todas as meninas.

Sentamos-nos perto de Caroline e Bonnie.

– Estava com saudades de nossas tardes de garotas. – Falei e elas sorriram.

– Eu também. – Disse Bonnie.

– Bom... Você não vai nos contar nada? – Caroline perguntou, curiosa.

– Caroline. – Repreendeu Bonnie.

– Vai dizer que não quer sobre o que está acontecendo? – Caroline disse e eu suspirei.

– Eu sei que devo explicações a vocês, são minhas amigas e hoje mais cedo não foi a melhor maneira de vocês descobrirem o que está acontecendo. – Falei e elas concordaram. – Bom, vocês devem estar me achando uma vadia por isso e....

– Elena, me poupe, você continua sendo nossa Elena chata e certinha, todos fazem coisas erradas as vezes, é normal. – Rebekah sorriu. – Continue.

– Tudo começou naquela festa, no último dia de aula, lembram? – Perguntei e elas assentiram. – Bom, eu já tinha uma leve atração por ele, mas nada importante...

– Mas também, o que tem de cretino tem de gato. – Caroline me interrompeu e pude ver um sorriso malicioso se formar.

– Caroline. – Bonnie repreendeu-a.

– Dessa vez tenho que concordar. – Rebekah riu.

– Continuando, no dia da festa, nós bebemos um pouco e dançamos, nos divertimos e quase rolou uns beijos. Quando anoiteceu e Stefan ficou sumido por um tempo, então ele apareceu e nos dançamos, e quase nos beijamos, mas a Katherine apareceu. – Falei. – Ele me disse para encontrá-lo nos jardins para tomar um ar, Damon apareceu e nós conversamos, então Stefan chegou e me viu, não estávamos fazendo nada demais, mas eu estava no colo, se bem que Damon estava me provocando e por mais que eu não estivesse cedendo, quem visse uma garota sentada no colo do cunhado acharia suspeito. – Continuei. – Stefan ficou com raiva, óbvio, brigamos e eu me afastei, fui atrás das minhas coisas para voltar para casa, mas vi uma certa pessoa aos beijos com um certo irmão de alguém.

Lancei um olhar malicioso para Katherine, que corou, as meninas riram.

– Damon se ofereceu para me levar para casa e eu aceitei, quando chegamos lá, ele me beijou e eu cedi. – Falei e apreensiva pela reação das meninas, mas elas pareciam calmas e neutras, apenas Caroline que quicava ansiosa ao meu lado. – Depois disso, se passaram três dias, Stefan tinha ido para Nova York e eu não havia falado com ele, estava me sentindo culpada pelo beijo, então a Car ligou e me convenceu a sair, ia ter uma festa no Grill. – Continuei. – Eu encontrei o Damon, nós conversamos e bebemos muito, fizemos uma aposta e eu perdi, tive que dançar para ele, então começamos a nos provocar, ele quase me beijou e eu praticamente fugi dele, fui ao banheiro e depois comecei a beber mais, ele quis me levar para casa mas eu não deixei, então dançamos de novo e recomeçamos a atiçar um ao outro e não aguentamos, fomos para casa dele e o resto vocês já sabem.

Olhei para elas apreensiva e curiosa para saber a reação que teriam. Caroline e Bonnie me olhavam com os olhos arregalados em choque, assim como Anna, que estava corada, Rebekah e Hayley também estavam chocadas, mas pude notar um pequeno sorriso malicioso nos lábios de Rebekah.

– Elena. – Disse Bonnie.- O que você fez foi errado, muito errado, se trair Stefan já era errado, imagina com o irmão dele. – Ela continuou e eu abaixei a cabeça. – Mas não vamos te julgar por isso, somos suas amigas e nosso dever é te ajudar, te aconselhar e cuidar de você, e além do mais, todo mundo erra, é normal.

– Bonnie está certa, amiga, errar feio uma vez na vida não te torna uma vadia. – Caroline me abraçou e Bonnie também, não pode evitar as lágrimas.

– E além do mais, vamos combinar, Damon é um gostoso. – Rebekah riu e entrou no meio do abraço.

– Você vai ter um bebê e mesmo sendo uma adolescente e estando despreparada, esta criança é um presente e sei que vai ser uma boa mãe. – Anna falou. – E sempre terá nós, eu garanto que seremos as titias mais corujas do mundo.

– Meninas, eu nem sei o que dizer. — Falei em meio as lágrimas de emoção.

– Nem pense em agradecer, somos amigas e é nossa obrigação te apoiar. – Hayley sorriu.

– Eu amo vocês. – Sorri.

Aquele abraço coletivo, onde as minhas amigas e irmã me passavam apoio e carinho, estava me fazendo um bem enorme.

Estava tão feliz por ter pessoas que não me julgavam e ainda me amavam apesar de tudo.

[...]

Depois de uma tarde ótima, regada a paparicos, risadas, conversas e fofocas, Katherine foi me deixar em casa.

A reação das meninas havia me deixado surpresa e muito feliz, tinha medo que elas me julgassem e se afastassem, mas não, elas haviam me apoiado e sido maravilhosas na hora que mais precisei, eu não poderia pedir amigas melhores ou ser mais grata.

– Eu disse que elas iriam te apoiar. – Kath disse.

– Você estava certa, eu fui boba, elas sempre foram amigas verdadeiras e não iriam me abandonar quando eu mais preciso. – Respondi. – To louca pra chegar em casa e me jogar na cama.

–Você nem está com quatro meses e já está se cansando, imagina quando estiver com o barrigão. – Katherine riu.

– Mal posso esperar para senti-lo chutar e vê-lo crescer, mas nem quero imaginar o cansaço e no peso de ficar para com a barriga enorme. – Falei.

Rimos e Katherine continuou a dirigir. Fomos o resto do caminho conversando e assim que ela parou na frente da mansão, nos abraçamos com força e ficamos assim por um tempo.

– Eu vou sentir sua falta, mesmo que estudemos juntas, não vai ser a mesma coisa. – Katherine falou ainda abraçada a mim.

– Eu sei, também vou sentir, mas daremos um jeito. – Soltou-me e sorriu.

– Vai me ligar sempre que puder?

– Sempre.

Abraçamos-nos novamente, ela beijou minha testa e sussurrou que ficaria tudo bem, eu concordei e sai do carro.

Quando o carro desapareceu da minha vista, entrei na casa, estava começando a chover.

Fiquei surpresa ao ouvir risadas vindas da sala de estar, nesses poucos dias que passei aqui Damon nunca havia trazido amigos, mas foi tão pouco tempo que passei aqui e com essa confusão toda, ele não deve ter tido cabeça para quase nada.

Segui para a sala e congelei ao ver uma garota de cabelos castanhos curtos sentada no sofá com as pernas no colo de Damon.

E por algum motivo senti uma pontada de ciúmes, droga.

– Elena. – Damon reparou que ela estava ali. – Como foi lá?

– Ótimo – Mesmo com esforço, sua voz saiu seca e fria.

Damon arqueou uma sobrancelha e a garota tirou as pernas de seu colo, ajeitando-se no sofá.

– Elena, essa é Rose. – Damon apresentou a garota, não tirando seus olhos dos meus.

A garota levantou-se e veio até mim, desviei os olhos para ela quando me estendeu a mão.

– Prazer em conhecê-la. – Ela sorriu e pude reparar que tinha olhos verdes, tinha que admitir, era bonita.

– Prazer. – Apertei sua mão.

– Damon falou muito de você. – Ela sorriu quando soltamos as mãos.

Limitei-me a dar apenas um sorriso forçado.

– Preciso descansar um pouco, com licença. – Sem esperar resposta de nenhum, subi as escadas quase correndo e me tranquei no quarto.

Joguei-me na cama e bufei. Eu mal havia assimilado direito meus sentimentos por Damon e já estava sentindo ciúmes.

E o pior que não tenho direito de me sentir assim, ele é livre e desimpedido, pode ficar com quem quiser.

Eu fui só um estorvo na vida dele, devo ter sido só mais uma, ele não deve sentir nada por mim e só esta fazendo tudo isso por compaixão e porque carrego seu filho, enquanto eu estou aqui apaixonada e com ciúmes de alguém que nem sequer posso chamar de meu.

Sou uma boba mesmo, fui para cama com o irmão mulherengo do meu namorado, engravidei e como se já não bastasse, estou apaixonada por ele.

Levantei-me e fui para o banheiro, lavei meu rosto e olhei-me no espelho. Precisava esfriar a cabeça, toda essa raiva não faz bem para o bebê.

Ouvi alguns passos e algumas batidas foram dadas na porta, mas eu nem precisava abrir para saber quem era.

– Elena, abre a porta. – Damon pediu do lado de fora.

– O que você quer? – Resmunguei saindo do banheiro.

– Abra a porta.

Revirei os olhos e fiz o que ele pedia.

– Pronto, o que quer? – Cruzei os braços e perguntei impaciente.

– Saber o que foi aquilo, posso entrar?

Dei espaço para ele passar e ele o fez.

– O que foi aquilo na sala? – Ele perguntou.

– Aquilo o que? – Fechei a porta e aproximei-me, fazendo de desentendida.

– Aquela sua reação.

– Não tive reação nenhuma, você que está imaginando coisas. – Respondi seca.

– Eu? Você foi fria com a Rose e comigo sem motivos e eu estou imaginando coisas?

– Damon, me deixa em paz. – Falei, impaciente.

– Não, antes eu quero saber o porque do seu mal humor, foi alguma coisa com as suas amigas?

– Não foi nada com elas e não estou de mal humor.

– Fala logo, Elena.

– Damon, sai.

– Não vou te deixar em paz até me falar, desembucha.

– Porque não volta para sala e vai rir com a sua amiguinha? – Explodi e senti meu rosto ficar vermelho.

Damon olhou-me confuso.

– O que você tem? Porque está gritando?

– Damon, sai daqui, vai ficar com a sua amiga e me deixa em paz. – Falei, minha voz estava alterada mas não gritava mais.

– Elena, me fala o que houve...

– O que houve? Quer saber o que houve? – Gritei. – Eu sou um estorvo para você, não é? Você tem seus amigos, sua vida, suas vadias e eu estou só te empatando de viver, o único motivo de você estar sendo tão bom comigo é porque estou grávida de você. – Continuei, as lágrimas já ameaçavam cair. – Não quero ser um peso para você, te empatar de viver, eu não tenho nada a ver com a sua vida para você se importar comigo e nem deveria estar surtando, afinal, a vida é sua, se quiser trazer suas amigas, vadias ou sei lá o que para cá, você tem todo o direito e eu não quero te impedir de viver.

Damon olhou-me indignado e tinha raiva ali presente.

Soltei um grito surpresa quando me prensou na parede. Ele me prendeu com seu corpo e eu comecei a bater em seu peito com as mãos.

– Me solta. – Gritei, mas ele apenas segurou minhas mãos.

As lágrimas começaram a cair e eu só queria sumir, sou uma idiota mesmo, ele cuidou de mim e tem sido um anjo e eu estou tendo uma crise de ciúmes e o destratando feito uma mimada arrogante. Continuei me debatendo mesmo assim, até finalmente desistir.

– Nunca mais ouse repetir isso, está me ouvindo? – Ele falou olhando em seus olhos, tinha raiva em sua voz. – Eu estou aqui porque eu me importo com você e também me importo com nosso filho, mas não estou fazendo isso só por ele. – Continuou. – Droga, Elena, você é cega? Não ver o quanto me importo com você, eu faria qualquer coisa para te ver bem e feliz.

Como pude ser tão idiota? Damon foi tão bom comigo todo esse tempo e eu surtei com ele sem motivo.

– Sabe porque eu faria qualquer coisa por você? – Ele perguntou, aproximando-se perigosamente ainda mais.

– P-orque? – Gaguejei.

Meu coração estava acelerado assim como minha respiração ficava à medida que ele se aproximava de mim.

– Porque estou apaixonado por você, porque eu te amo.

Não sei ao certo descrever a sensação que eu senti ao ouvir aquelas palavras.

Fiquei nervosa e achei que fosse desmaiar, mas uma felicidade me arrebatou que achei que meu coração iria explodir. Ele disse que está apaixonado por mim e que me ama, ele me ama, meu Deus.

Não consigo acreditar que ele disse isso mesmo, ele se declarou para mim.

Minhas pernas ficaram moles e achei que fosse cair, não sabia o que pensar, falar ou como reagir.

Ele é Damon Salvatore, mulherengo e sem vergonha, mas não mentiria para mim, não depois de ter sido tão bom.

Damon Salvatore está apaixonado por mim, me ama e eu não sei nem o que dizer.

Eu quis tanto que ele sentisse alguma coisa por mim além afeto e carinho, agora não sei nem como raciocinar ou reagir.

Assustei-me ainda mais ao perceber que sentia o mesmo que ele. O que eu sentia não podia ser só uma simples paixão, eu não sentia nem por Stefan o que estava sentindo por Damon.

Era tudo muito novo, mas nunca tive tanta certeza de um sentimento antes.

Damon desceu seus olhos para minha boca e minha respiração ficou ainda mais acelerada, se é que é possível.

E então me beijou.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo e tentarei postar o mais rápido possível Beijos e deixem reviews para que eu saiba a opinião de vocês :D