With You

19 "I’ve hungered, hungered for your touch."


Notas iniciais
Oi gente, eu sei que fui uma irresponsável mais uma vez, sinto muito mesmo e peço mais uma vez desculpas. Espero que não me odeiem e que continuem acompanhando a história, pois não desisti dela. Boa-leitura

Elena Gilbert

As borboletas no meu estômago faziam uma festa e meu corpo era tomado por diversas sensações e sentimentos. Meu coração parecia que iria sair pela minha garganta.

A língua de Damon pedia espaço e eu permiti de bom grado, queria senti-lo de todas as formas.

Damon soltou meus braços e pôs uma de suas mãos em minha cintura e a outra em minhas costas. Rodeei seu pescoço com meus braços.

Nossas línguas exploravam a boca um do outro com calma, o beijo era apaixonado, mas também cheio de ternura e carinho. Logo foi se tornando mais urgente, ele subiu a mão que estava nas minhas costas e segurou minha nuca, colando minha boca ainda mais a dele.

Uma de minhas mãos acariciava sua nuca e a outra desceu para apertar suas costas.

Não sei ao certo quanto durou, mas foi um bom tempo, pois tivemos que nos separar por falta de ar.

Nossas respirações estavam aceleradas e nos olhávamos intensamente. Eu me perdia no azul de seus olhos.

– Elena, desculpe-me, eu... – Damon disse ofegante e eu o interrompi.

– Não ouse dizer isso. – Disse também ofegante. – Se for para desculpar-se de algo, seja porque não fez isso antes.

Ele sorriu de lado e eu me joguei em seus braços, sem nem preocupar-me se já havíamos nos recuperado.

O beijo era mais apaixonado e urgente que o primeiro, logo estávamos na cama, Damon em cima de mim, suas mãos passeando por meu corpo e acariciando-o. Coloquei uma de minhas mãos em sua nuca, puxando seus cabelos e a outra debaixo de sua blusa. Acariciei suas costas e as arranhei quando ele apertou minha cintura. Gememos entre o beijo e ele afastou-se, olhando-me nos olhos. Os seus queimavam de paixão e desejo, os meus não deveriam estar diferentes.

Damon sentou-se ao meu lado e eu apoiei-me nos cotovelos, olhando-o confusa.

– Porque parou?

– Porque se eu não parasse agora, não conseguiria mais me controlar. – Ele disse, sua voz cheia de desejo dolorosamente contido.

Sorri maliciosamente.

– E quem disse que eu quero que se controle?

– Não me olhe assim. – Ele disse em tom de censura. – Não podemos fazer isso.

Sentei-me na cama e olhei-o confusa e irritada.

– Porque não?

– Não é certo, tudo começou com sexo, nós dois sofremos e acabou dando errado. – Ele acariciou meu rosto com uma mão. – Você passou por muita coisa por causa de atitudes impensadas.

– Não era certo naquela época porque eu namorava o seu irmão e o traí. – Disse. – Eu paguei pelo o que fiz, mereci tudo o que passei. – Continuei. – E não foi impensado, por um tempo achei que fosse, mas não foi, eu quis e muito, pensei antes de fazer e sabia as consequências, mas eu quis. – Sorri e sentei-me em seu colo com uma perna de cada lado. – E não me arrependo nenhum pouco, pois agora tenho nosso filho e você.

Ele colocou a mão na minha barriga e sorriu. Beijei-o calmamente e carinhosamente, tentando mostrar que eu realmente não me arrependi e o quanto o amava. Sim, porque a essa altura do campeonato eu percebi que eu o amo e o quero, nunca senti isso tão intensamente por ninguém, nem por Stefan. Mas preciso ter totalmente certeza antes de dizer isso a ele.

– Também não me arrependo nem um pouco, você e nosso filho são as melhores coisas que me aconteceram. – Ele disse quando nos separamos e acariciou novamente meu rosto. – E você não merecia ter passado por tanto, todo mundo erra, mas as pessoas são cruéis e julgam demais, porque não são elas que estão na situação e passando por tudo.

Beijamos-nos novamente e deitamos, fiquei deitada no peito dele e ele acariciava meu cabelo.

– Não podemos continuar de onde paramos? – Olhei-o com um beicinho.

– Não. – Ele riu e beijou meu nariz. – Vamos com calma dessa vez.

Soltei um muxoxo, mas sorri quando ele deu-me um selinho. Entendo o fato de Damon querer fazer as coisas com calma dessa vez e ficava feliz, é bom ver que ele não se importa só com sexo, coisa que eu já sabia, óbvio, mas é bom vê-lo expressar.

– Tive uma ideia. – Ele disse. – Já que vamos conversar com calma, acho que deveríamos ter encontros, como qualquer casal normal.

– Hum, parece interessante. – Sorri e fiquei por cima dele.

Ele sorriu e beijou-me delicadamente.

– Então, senhorita Gilbert, gostaria de ter um encontro comigo? – Ele disse divertido, mas com sinceridade.

– Vou pensar, não sei se merece minha preciosa atenção. – Fiz cara de pensativa e depois sorri. – Sim. – Continuei. – Aonde vamos?

– Eu estava pensando em ficarmos aqui, só nós dois, longe de olhares curiosos ou de qualquer coisa que nos incomode. – Sugeriu.

– Tudo bem, mas... Você quer ficar aqui para que não sejamos vistos juntos? — Disse com insegurança. E se ele tivesse vergonha de ficar comigo em público?

Damon revirou os olhos e inverteu as posições, ficando por cima de mim.

– Não seja boba, é claro que não. – Ele disse sincero. – Eu não tenho vergonha de você ou de estar com você, só quero que fiquemos aqui porque seríamos só nós dois, sem ninguém para atrapalhar. – Continuou. – Mas se você quiser, podemos sair.

– Não precisa, eu fui boba em ter pensado besteira. – Sorri. – E além do mais, se estaremos em casa, à probabilidade de acontecer algo impróprio é maior.

Damon sorriu maliciosamente e eu fiquei por cima dele novamente.

– Está tentando abusar deste pobre rapaz inocente, senhorita Gilbert? – Ele perguntou, sua voz ficando rouca de desejo.

– Nada que você não queira. – Dei uma piscadinha.

– Elena, não me tente. – Ele repreendeu de uma forma sensual. – Você está em cima de mim e tentando me seduzir, sabe o quanto estou me controlando para não te fazer minha agora mesmo?

Mordi o lábio inferior.

– E porque não faz?

Ele trocou de posição, ficando por cima de mim de novo e beijou meus lábios delicadamente.

– Eu já te disse, vamos devagar. – Ele sorriu e acariciou meu rosto.

Ficou de pé rapidamente e eu arfei. Fiquei de lado e soltei um muxoxo.

– Não fique assim, alguém tem que preparar nosso jantar. – Piscou. – Prometo te recompensar logo.

– Vou cobrar. – Disse sensualmente.

Quando ele saiu, deitei-me de costas para o colchão e encarei o teto. Um sorriso bobo brotou ao lembrar-me de suas palavras.

– Porque estou apaixonado por você, porque eu te amo.

Não acredito que ele declarou-se para mim, parece bom demais para ser verdade. Acho que vou explodir de felicidade.

Sinto o mesmo por ele, porém só direi quando tiver cem por cento de certeza que o amo. Quero dizer isso de uma forma bem especial e quero que ele sinta toda a felicidade que eu senti quando ouvi essas três palavrinhas.

Sinto que ele me fará feliz como nunca fui antes. Não deixarei que nada nos impeça de desfrutar desse amor e felicidade.

Levantei-me da cama e desci as escadas para ajudá-lo em o que quer que ele esteja fazendo. Encontrei-o na cozinha com um avental e mexendo algo numa panela.

Até de avental o filho da mãe é sexy.

Aproximei-me do fogão e ele virou-se, tapando a visão da panela.

– Não quer ajuda? – Perguntei. – O que está fazendo?

– Não, muito obrigado. – Ele respondeu e empurrou-me delicadamente pelos ombros até estarmos fora da cozinha. – É uma surpresa.

Ergui uma sobrancelha.

– Sério?

– Sim. – Ele disse. – Estou tentando ser romântico, colabore.

Sorri e passei os braços ao redor de seu pescoço.

– Que bonitinho. – Beijei seu nariz.

– Agora suba e me deixe terminar. – Ele disse. – E sem tentar me seduzir.

Subi as escadas curiosa. O que ele está fazendo? Além de estar cozinhando, claro.

Resolvi tomar um banho e arrumar-me, quero ficar bem linda para ele. Já esta anoitecendo e tenho que começar logo.

Entrei no quarto e fui direto para o banheiro, enchi a banheira, tirei as roupas e entrei. Meu corpo relaxou ao entrar em contato com a água morna e me permiti pensar novamente.

Damon disse que me ama, está querendo fazer tudo aos poucos e certinho, sendo fofo e romântico, sério, isso tem como melhorar? Acho que não.

Tomei um banho demorado e quando acabei já estava ficando enrugada. Sequei-me e fui para o quarto. Coloquei uma lingerie de renda preta e passei hidratante no corpo. Enquanto passava na barriga, aproveitei para falar com meu bebê. Pode parecer estranho, mas é bom conversar com ele ou ela.

– Hey, meu amorzinho, está me ouvindo? – Falei com a voz doce. – Você sabe que a mamãe está muito feliz? Sabe por quê? – Continuei. – O papai disse que me ama, não é incrível?

Peguei-me rindo sozinha e acariciando a barriga com uma mão.

– Vamos ser uma família e seremos muito felizes, eu prometo.

Estava feliz, mesmo que fosse tudo muito recente e apesar de tudo, sentia que seríamos uma família feliz, nosso bebê merecia isso, assim como nós dois.

Levantei-me e fui escolher uma roupa. Optei por um vestido tomara que caia, a saia era preta e o busto tinha uma estampa branca com rosa. Calcei sapatilhas na cor rosa, coloquei brincos e uma pulseira de prata. Prendi o cabelo em um rabo de cavalo, passei rímel e batom. Passei perfume e olhei-me no espelho, sorri, estava bonita.

Caroline gostaria muito do jeito que estou vestida. Sorri ao pensar nela, é uma ótima amiga e apoiou-me quando precisei. Provavelmente vai pirar quando minha barriga começar a crescer, já posso até vê-la querendo escolher roupas bem fashions para grávidas.

Desci as escadas e comecei a pensar em Damon. Nunca tínhamos tido um encontro de verdade, foi tudo muito intenso e rápido, é bom ir com calma dessa vez.

Fiquei um pouco nervosa, é meu primeiro encontro de verdade com ele. Mas tratei de por o nervosismo de lado e fui até a sala de jantar.

A mesa está posta e bonita, tem até um castiçal. Sorri e mordi o lábio inferior, Damon sabe como agradar uma mulher.

– Gostando do que vê, senhorita Gilbert? – Ele apareceu com um pano de prato no ombro, usava uma camisa preta de botões com as mangas dobradas no ombro e calça jeans escura, seus cabelos estão molhados, denunciando um recente banho.

Fui até ele e enlacei seu pescoço, estava muito cheiroso.

– Não sabia que você era romântico.

– E não sou costumo ser, acho que não sabe tudo sobre mim. – Deu uma piscadinha. – E por você, posso ser qualquer coisa.

Ele deu-me um beijo carinhoso e rápido.

– Acho que ainda não te elogiei.

– Hum. – Fiz cara de pensativa. – Acho que não.

Aproximou-se da minha orelha.

– Está maravilhosa, senhorita Gilbert. – Sussurrou sensualmente e mordeu meu lóbulo.

Meu corpo inteiro arrepiou-se e ele sorriu maliciosamente. Droga.

– Deixe-me acomodá-la. – Ele foi até uma cadeira ao lado da cabeceira e puxou-a.

Bufei, ele me provoca e depois se afasta, só pode estar brincando comigo. Filho da mãe, vai me pagar.

Sentei-me na cadeira e ele empurrou-a, beijou meu rosto em seguida.

– Vou buscar nosso jantar.

Ele saiu e logo voltou com uma travessa nas mãos, colocou-a na mesa.

– Quer que eu te sirva?

– Não precisa.

Damon sentou-se a cabeceira e pegou minha mão.

– Nervosa?

– Um pouco. – Confessei corando.

– Normal, é nosso pequeno encontro oficial, também estou um pouco nervoso.

Beijei sua bochecha e ele sorriu.

– Então, qual a surpresa?

– Uma macarronada italiana, receita de família.

– Parece deliciosa.– Disse. – Tinha esquecido que sua família é italiana, conte-me a história deles.

– Meus pais nasceram na Itália, mas vieram para cá aos dezoito anos para fazerem faculdade, minha mãe era bolsista, a típica nerd, já meu pai era um playboy galinha. – Ele sorriu. – No começo não se suportavam, mas o ódio virou paixão e amor, ai você já sabe, o típico clichê.

Sorri.

– É uma bela história.

– Eu também acho. – Suspirou. – Sinto falta deles.

Seu rosto ficou triste e eu apertei sua mão, meu coração apertou-se por vê-lo assim.

– Eles também sentem sua falta. – Acariciei seu rosto.

Damon deu um pequeno sorriso.

– Eles adorariam te conhecer, minha mãe provavelmente iria ficar grudada em você, dizendo o quanto é adorável.

Sorri, seria bom conhecer os pais dele, mas essa vontade passou ao lembrar-me de tudo que aconteceu. Eu era namorada do Stefan e engravidei do irmão dele, a essa altura do campeonato, com Stefan em Nova York, eles já devem saber de tudo e acharem-me uma vadia. Não tiro a razão deles, mas sinceramente, não me arrependo de nada, pois graças a isso tenho meu bebê e Damon.

Mesmo assim tenho medo de conhecer os pais dele, pois uma hora vou ter que conhecê-los, por mais que eu queira adiar bastante.

– Elena, você está bem? – Ele perguntou, preocupado.

Sai de meu devaneio e olhei-o.

– Claro. – Forcei um sorriso e ele ergueu uma sobrancelha.

– Não minta para mim.

Suspirei.

– Estava pensando em como seria quando eu for conhecer seus pais. – Murmurei. – Eles devem me odiar.

Damon olhou-me sério e segurou minha mão.

– Elena, pare de se culpar, aconteceu, não podemos mudar e se pudéssemos, não mudaríamos, você sabe. – Ele disse. – Vamos conversar com eles e vão entender, por enquanto, não pense nisso, não vale a pena sofrer por algo que nem aconteceu.

Respirei fundo.

– Tudo bem. – Sorri. – Mudando de assunto, você percebe que não nos conhecemos muito bem? Quer dizer, devíamos saber mais coisas um do outro.

– Eu sei muitas coisas sobre você.

Ergui uma sobrancelha.

– É sério. – Ele disse. – Sei que você é linda, inteligente, simpática, carinhosa, mas também é chata quando quer. – Continuou, sorrindo. – Tem o melhor beijo do mundo e está me fazendo bem como ninguém fez.

Não consegui conter o sorriso com suas palavras. Meu coração encheu-se de alegria e amor. É tão bom saber que ele vê tantas qualidades em mim e que eu o faço feliz.

Inclinei-me e dei-lhe um beijo rápido e carinhoso.

– Apesar de eu ter amado essa declaração, precisamos realmente saber coisas um do outro. – Sorri.

– Tudo bem.

Servimos-nos e começamos a comer.

– Olha, eu já descobri algo sobre você. – Disse e bebi um gole do suco de uva que estava em minha taça.

Ele olhou-me com seus lindos olhos azuis brilhando com curiosidade.

– Você é um ótimo cozinheiro, isso está realmente muito bom. – Elogiei. – Acho que nosso filho ou filha vai preferir a sua comida a minha.

Ele sorriu.

– Obrigado, é muito bom saber que gosta de algo que eu faça. – Disse. – Mas duvido muito que supere você.

– Modesto.

– Fale-me de você agora, tem razão, em meio a essas loucuras nem tivemos tempo de nos conhecermos profundamente e eu quero saber tudo sobre você.

Corei um pouco. É realmente bom saber que ele quer me conhecer tão bem. Dei uma garfada na comida e levei a boca, depois de mastigar e engolir, respondi.

– Eu nem sou tão interessante assim, Damon.

Ele revirou os olhos.

– Você é a garota mais interessante que eu conheço, Elena, pare de se diminuir. – Disse. – E foi você mesma que disse que precisávamos nos conhecer melhor.

– Tudo bem. – Disse. – Bom, eu gosto de muitas coisas. – Continuei. – Gosto assistir filmes e séries, principalmente séries.

Ele sorriu.

– Quais séries?

– Assisto a várias. – Sorri. — Por enquanto as que eu mais assisto são Dexter, Supernatural, Gossip Girl, Game of Thrones e Pretty Little Liars.

– Olha, você tem bom gosto. – Ele disse. – Eu sou viciado em Dexter, Supernatural e Game of Thrones. – Continuou. – Mas Gossip Girl é coisa de patricinhas mimadas.

– Hey. – Disse com falsa irritação e ele riu. Fiz um beicinho.

– Você é a patricinha mimada mais linda do mundo.

Mostrei-lhe a língua e beberiquei mais um pouco do meu suco.

– Continuando. – Disse. – Eu também amo ler e até arrisco escrever.

– Eu quero ler o que você escreve.

– Nem morto, eu morro de vergonha.

– Você vai me mostrar sim, senhorita Gilbert. – Ele disse. – Ou vou ter que chantagea-la.

– Humm, e o que você utilizaria para me chantagear?

Ele sorriu maliciosamente e piscou.

– Minhas elevadas habilidades sexuais. – Disse sensualmente e eu corei com a ideia. É realmente tentador.

– Safado. – Disse com um tom falso de indignação e bati em seu braço. – E é convencido também.

Nós passamos o resto do jantar conversando e fizemos a mesma coisa enquanto tirávamos a mesa, eu o ajudei mesmo ele insistindo que faria depois.

Descobri algumas coisas sobre Damon, ele gosta de Elvis Presley e Bob Marley e sabe tocar guitarra, violão e piano. Suas cores favoritas são cinza e azul. Seus filmes preferidos são de ação, comédia e aventura. Ele já viajou para vários países e fala fluentemente italiano, francês, espanhol e japonês. Tive que me segurar para não agarra-lo enquanto ele sussurrava em italiano no meu ouvido enquanto eu lavava a louça.

Pude ver ainda mais do Damon brincalhão e amável.

Ele terminou de guardar e secar a louça, jogou o pano de prato no ombro e puxou-me pela cintura.

– O que faremos agora? – Perguntou, estávamos tão próximos que nossas bocas quase se tocavam.

– Pensei em sorvete e sofá. – Sorri.

– Uma ótima ideia. – Ele deu-me um selinho e afastou-se para pegar o sorvete.

[...]

Estávamos sentados no sofá, eu quase deitada no peito de Damon e ele acariciando meu cabelo. Damon pegou um controle, apontou para um aparelho de som e apertou um dos botões.

Uma música animada ecoou e eu sorri, era do Elvis Presley e eu a conheço muito bem, fez parte da minha infância.

– Conhece essa? – Ele perguntou.

– Sim, meu pai costumava dançar comigo e meus irmãos.

Ele afastou o pote de sorvete do meu colo e levantou-se, dançando animadamente em seguida. Comecei a rir e ele esticou a mão para mim, balancei a cabeça.

– De jeito nenhum.

– Só um pouquinho. – Ele fez um beicinho lindo e eu revirei os olhos.

– Tudo bem. – Disse e ele puxou-me pela mão.

Damon começou a remexer os ombros e o quadril no ritmo da música, imitei-o. Ele riu e puxou-me para seus braços, uma de suas mãos rodeou minha cintura e a outra segurou minha mão, coloquei a mão livre em suas costas. Começamos a dançar de forma animada, não conseguíamos parar de sorrir. A sensação de estar nos braços dele era maravilhosa. Ele girou-me algumas vezes. Damon é um ótimo dançarino e é divertido dançar com ele.

A música acabou e deu lugar a uma calma, que eu também conheço por sinal. Começamos a nos balançar ao ritmo da música, coloquei minhas mãos envolta de seu pescoço e encostei minha cabeça em seu peito.

– Não é do Elvis, mas é muito boa. – Ele disse.

– Eu conheço, meus pais costumavam dançá-la e foi tema daquele filme, Ghost. – Respondi.

Algumas lembranças de quando eu era criança vieram à mente, meus pais amavam aquela música e seus sorrisos eram contagiantes quando eles dançavam juntos. Sorri ao lembrar-me daqueles momentos, mas senti-me triste por ficar longe deles e mais triste ainda por nem estar falando com meu pai. Tratei de colocar esse sentimento de lado, não vou estragar uma noite maravilhosa como essa.

Continuamos a nos balançar suavemente, com a música lenta eu podia concentrar-me melhor nos movimentos, sentir o corpo de Damon contra o meu de uma forma mais intensa e calma. Ele me passa segurança e carinho de uma forma inexplicável.

– Oh my love, my darling. – Damon cantarolou suavemente na minha orelha e eu arrepiei-me inteira. – Ive hungered, hungered for your touch.

Eu sabia que era só a letra da música, porém as palavras foram ditas com tanto amor e devoção, como uma declaração. Meus olhos encheram-se dágua e eu afastei-me para olhá-lo.

Pude ver um brilho apaixonado em seus lindos olhos azuis e soube que aquelas palavras eram totalmente verdadeiras, não só uma letra de música cantada por acaso.

– Você está chorando? Aconteceu alguma coisa? – Ele parou de dançar e perguntou preocupado, suas mãos continuavam em minha cintura.

– Não. – Sorri. – Só estou feliz.

Seu rosto relaxou e ele sorriu, fiquei na ponta dos pés e beijei-o. Damon puxou-me para mais perto e colocou sua outra mão em minha nuca, aprofundando o beijo.

É oficial, estou perdidamente, loucamente e irremediavelmente apaixonada por Damon Salvatore. E definitivamente, isso foi uma das melhores coisas que já me aconteceram.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo, pretendo postar o próximo o mais rápido possível. Caso os links da roupa e das músicas não tenham aberto: Roupa da Elena: http://www.polyvore.com/elena_encontro/set?id=154838689 Música 1: https://www.youtube.com/watch?v=d4_B3H5izxM Música 2: https://www.youtube.com/watch?v=qiiyq2xrSI0
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.