With You

14 Para toda ação, há uma reação


Notas iniciais
ooi amoores :DD, que saudades de vocês :(, saudades de postar aqui. Eu sei, estou mt em falta com vocês, mas agora vou ser mais rápida, vou tentar postar mais rápido, mil desculpas mesmo pela a demora, espero que não tenham me abandonado, pq não abandonei vocês.
Boa-leitura

Elena Gilbert

– Pai, mãe, estou grávida.

Meus pais e Jeremy ficaram estáticos, os olhos arregalados e ninguém falou mais nada.

– Isso é algum tipo de brincadeira sem graça? – Meu pai perguntou, sério. – Porque se for, saiba que não tem graça nenhuma e...

– Pai, não é brincadeira, eu estou realmente grávida. – Respondi, convicta.

Os olhos de meu pai encheram-se de raiva e decepção, doeu ver aquilo.

– Elena, por quê? – Ele disse. – Eu sempre fui um bom pai, não fui?

– O senhor é o melhor pai do mundo... – Falei, mas ele me interrompeu.

– Eu sempre confiei em você e deixei que tomasse suas decisões, talvez esse tenha sido o meu erro. – Ele passou a mão no rosto. – A minha filha está grávida, você me decepcionou, Elena, eu esperava mais de você, como foi tão sem juízo assim? Você me envergonha!

As lágrimas desceram dos meus olhos. Minha mãe também me olhou decepcionada.

– Filha, eu te avisei tanto, te aconselhei tanto, eu até entendo que sexo é normal num namoro, mas... Porque não usaram proteção? Você foi muito sem juízo, você acha que é fácil ter um bebê? Criá-lo? E ainda mais sendo mãe adolescente, Elena, oque você fez da sua vida? – A voz de mamãe estava cheia de decepção e ela tentava se controlar.

– ELA ACABOU COM A VIDA DELA. – Meu pai gritou furioso.

– Grayson, se acalme. – Mamãe pediu. – E Elena, oque você estava pensando? – Continuou. – Sabe de quanto tempo está? E há quanto tempo sabe?

– Estou de quase dois meses, descobri já faz quase um mês.

– E NOS ESCONDEU TODO ESSE TEMPO? – Ela gritou e depois respirou fundo para se acalmar. – Você é uma irresponsável, você acha oque? Que a vida é uma brincadeira e que as coisas são fáceis? Eu não te criei assim, sempre te alertei, Elena, sempre mandei ter cuidado, mas parece que não adiantou de nada, pois não impediu de você abrir as pernas e ficar grávida, tem ideia do que fez? Tem ideia da responsabilidade que um filho tem na vida da gente? Sua irresponsável.

– Isso é culpa sua, Miranda, você diz que a alertou, mas oque isso ajudou? Em nada, se você tivesse sido uma mãe mais atenciosa isso não teria acontecido. – Papai quase gritou.

– MINHA CULPA? – Mamãe se alterou. – MINHA CULPA? VOCE É O PAI DELA, TAMBÉM TEM O DEVER DE EDUCÁ-LA. EU FIZ TUDO QUE ESTAVA AO MEU ALCANCE E O QUE NÃO ESTAVA, NÃO É CULPA MINHA SE ELA ESTÁ GRÁVIDA. EU CRIEI, ELENA, KATHERINE, JEREMY E MARGARETH IGUAS. KATHERINE NUNCA APARECEU GRÁVIDA E JEREMY NUNCA ENGRAVIDOU NENHUMA GAROTA, SE ELENA ESTÁ GRÁVIDA, A CULAP NÃO É MINHA!

– SE VOCE TIVESSE ALERTADO-A MAIS, TIVESSE PRESTADO MAIS ATENÇÃO NELA...

– PAREM, VOCÊS DOIS. – Gritei. – A culpa não é de nenhum dos dois, parem de se culpar, a culpa é somente minha.

Os dois se calaram e procuraram se acalmar. Jeremy e Katherine assistiam a tudo calados, eu também não queria que se metessem e acabassem criando problemas para eles mesmos.

– Não, a culpa não é somente sua, você não fez esse bebê sozinha. – Mamãe quebrou o silêncio. – Onde está o pai dessa criança? Onde está o Stefan?

Eu e Katherine nos entreolhamos, ela me deu um sorriso fraco e balançou a cabeça positivamente, era melhor eu contar tudo de uma vez, esconder mais uma coisa ia deixá-los com ainda mais raiva.

Passei as mãos pelo o rosto para secar as lágrimas, respirei fundo.

– O Stefan não é o pai.

Meus pais arregalaram os olhos ainda mais indignados, pareciam em choque.

– C-omo isso aconteceu? – Mamãe perguntou ainda em choque.

Respirei fundo.

– N-aquela noite, nas férias, quando saí com Tyler e Caroline. – Respondi. – Encontrei o Damon lá e... Acabamos bebendo demais então... Ac-onteceu.

– Por isso que você só apareceu no dia seguinte. – Mamãe disse parecendo ligar as coisas.

Olhei para os meus pais, as lágrimas caiam de seus olhos e eles demonstravam desapontamento, raiva, mágoa e outros, doía tanto ver meus pais assim.

– SUA VAGABUNDA. – Papai gritou e levantou a mão para me dar uma tapa na cara, mas Jeremy e Katherine colocaram-se em minha frente.

Papai olhou-os furioso.

– SAIAM DA FRENTE. – Ele gritou. – EU VOU DAR UMA LIÇÃO NESSA VADIA.

– Grayson, já chega. – Mamãe quase gritou. – Precisamos parar de gritar, isso não vai mudar nada.

– JÁ CHEGA? JÁ CHEGA? VOCÊ ENLOUQUECEU?A NOSSA FILHA ESTA GRÁVIDA DO IRMÃO DO NAMORADO DELA! – Ele gritou.

Solucei. Papai respirou fundo.

Papai chegou perto de mim e puxou-me pelo o braço.

– Eu só não lhe dou uma lição, porque não quero machucar essa criança, que é inocente e não tem culpa da mãe dela ser uma vagabunda, mas debaixo desse teto você não fica mais nem uma noite.

– Grayson, isso é ridículo! Ela pode ter feito uma grande besteira, mas temos que apoiá-la e ajudá-la, ela é nossa filha, Grayson, não podemos expulsá-la de casa! – Mamãe disse desesperada. – E expulsá-la de casa não vai resolver nada, só vai piorar as coisas.

Papai a ignorou e puxou-me pelo o braço escada a cima. Quando chegou ao meu quarto, jogou-me no chão.

– Arrume suas coisas. – Ele mandou e fechou a porta com força.

Encolhi-me e chorei abraçada aos joelhos. Minha vida estava desmoronando, e eu não podia fazer nada.

Chorei mais ainda ao ouvir os gritos, mamãe, Kath e Jeremy tentavam convencer papai a mudar de idéia, mas ele não queria nem saber.

A porta do meu quarto foi aberta e eu olhei para ver quem era, dei um sorriso curto ao ver a pequena loirinha de pijama, assanhada e com os olhos inchados de sono.

– Oque está acontecendo, Lena? – Ela perguntou com sua vozinha doce e meiga coçando um dos olhinhos. – Porque estão todos gritando e você está chorando?

– Vem aqui. – Chamei-a e ela sentou-se no meu colo. – São só discussões, lindinha, jajá eles param, tudo vai ficar bem.

Abracei-a e passei um tempo assim com ela, sentiria muita falta dela.

– Agora volte para cama, você tem que dormir, amanhã tem escola. – Falei quando a soltei.

– Você vai ficar bem? – Ela perguntou preocupada.

– Vou, agora volte para a cama. – Dei um sorriso fraco.

Dei-lhe um beijo demorado na testa e ela sorriu e beijou minha bochecha. Rapidamente saiu do quarto e fechou a porta.

Respirei fundo e comecei a arrumar as coisas. Coloquei em uma mala e uma bolsa grande, não era tudo, mas eu ainda não sabia nem onde eu ia ficar, não podia levar muita coisa.

Isso parecia um pesadelo, meu namorado, meu príncipe, estava com tanto ódio de mim que havia ido embora, meus pais estão muito decepcionados comigo e meu pai vai me expulsar de casa.

E como eu vou criar uma criança aos dezesseis anos, sozinha e sem casa? Tudo bem que tinha o Damon, mas eu estava com muito medo da reação dele.

Eu só queria sumir.

Alguém abriu a porta com força, era meu pai.

– Terminou de arrumar suas coisas. – Ele perguntou, a voz mais controlada agora.

Assenti com a cabeça.

– Pai, por favor, não por mim, mas por essa criança, me deixe ficar, e-u não tenho para onde ir, como essa criança vai ficar? – Falei. – Por favor, pai, eu i-mploro, eu não posso ficar na rua, vou ter um bebê, isso não vai fazer bem a essa criança.

– Isso não é problema meu, você o fez, assuma seus atos e além do mais, você não fez essa criança sozinha, vá atrás do pai dela. – Ele respondeu friamente.

– Grayson, essa casa também é minha. – Mamãe disse. – Elena é nossa filha, ela errou, mas colocá-la para fora de casa, isso não, ela vai ter um bebê, como os dois vão ficar sem ter onde morar?

– Pouco me importo, ela fez a escolha dela. – Ele respondeu, frio. – Vamos, Elena, pegue suas coisas.

Jeremy pegou minha mala e descemos, meus irmãos e mãe tentavam a todo custo, já havíamos chegado à porta, papai abriu-a e saímos.

– Papai, por favor. – Katherine pediu. – Por mim, Jeremy e Maggie, pela a mamãe e por essa criança que não tem culpa, pai, por favor.

– É pai, por favor, deixe-a ficar, expulsá-la não vai adiantar nada, só vai piorar as coisas. – Disse Jeremy.

– Vadias não fica debaixo do meu teto. – Papai respondeu frio.

– Grayson, por favor, ela é nossa filha. – Mamãe suplicou, as lágrimas já caiam de seus olhos.

– Não. – Papai respondeu.

– Então vamos com ela. – Jeremy e Katherine disseram juntos.

– Não, eu não posso permitir isso, vocês não vão ficar onde morar por minha causa. – Falei. – Se acalmem, vai dar tudo certo, eu vou arranjar um lugar e eu e o bebê ficaremos bem.

Dei um sorriso fraco, Jeremy e Katherine me abraçaram.

– Eu amo vocês dois, e quando a Maggie acordar, diga que a amo também, vai ficar tudo bem, vocês vão ver. – Falei com a voz embargada.

Separamos-nos, as lágrimas caiam dos olhos de meus irmãos e mãe. Mamãe então me abraçou com forte.

– Vai ficar tudo bem, minha princesa, vamos resolver essa situação, vou fazer do possível e impossível para que você volte logo para casa. – Mamãe disse com a voz embargada. — Eu amo muito você e faço qualquer coisa pra te ver, bem, feliz, nunca se esqueça disso. – Continuou. – Você vai ser sempre a minha princesinha, eu amo você, e também, por mais que tenha acontecido tudo muito rápido, eu já amo muito meu neto ou neta.

– Eu amo você, mamãe, obrigada por tudo. – Abracei-a mais ainda e chorei em seu ombro.

Passamos um bom tempo assim. Separamos-nos e peguei minha mala e bolsa.

– Eu não quero que você vá. – Katherine me abraçou. – Não vou conseguir viver longe de você, eu te amo muito, você é minha irmã.

– Shii, não chore, eu também amo muito você. – Falei. – Cuide do Jer e da Maggie por mim.

Separamos-nos e Jeremy me abraçou. Ele chorava muito.

– Hey, não chore, eu amo muito você e vamos nos ver sempre, eu vou à escola e mesmo fora dela, nos veremos também, não vou me afastar de vocês. – Disse. – Cuida da Maggie também, e Jer, por favor, não se meta em problemas, fique longe do que te faz mal.

– Tudo bem. – Ele respondeu.

Separamos-nos, sorri, meus irmãos e minha mãe estavam com os rostos banhados pelas lágrimas, algumas também desciam dos olhos do meu pai, mas ele fazia de tudo para que não percebêssemos.

– Então é isso, tchau, eu amo vocês, fiquem bem. – Falei, peguei minhas coisas e saí andando sem rumo.

[...]

Cheguei ao Mystic Grill, pedi para Matt guardar minhas coisas nos fundos do lugar, ele ficou bastante preocupado em ver meu estado e ao ver a mala, mas disse que lhe explicaria depois e ele entendeu. Eu não estava mais com cabeça para contar para mais alguém hoje.

Havia acontecido tudo tão rápido, minha cabeça ainda estava girando. Eu ia ter um bebe, não sou maior de idade, não tenha casa, dinheiro, nada.

Poderia até ir para casa de uma das minhas amigas, mas não queria ser um fardo para ninguém.

Respirei fundo e tirei minha carteira do bolso, bufei, só tinha vinte reais.

Oque eu ia fazer? Isso não pagava nem uma noite numa pousada barata.

Estava faminta, ótimo, comprei um sanduíche e um suco, acabei depressa demais.

Pedi a conta e paguei, estava ficando tarde. Pedi a Matt que deixasse minha mala guardada pelo o menos por essa noite e ele concordou.

Não fazia a menor ideia aonde iria e se eu fosse passar a noite na rua.

Senti meus olhos encherem d’ água e mais uma vez, a vontade sumir, estava tudo desmoronando. Peguei minha bolsa e levantei-me.

Vi Damon numa mesa com alguns amigos e umas garotas. Eu precisava contar para ele, mas não seria agora.

Ele olhou para mim e nossos olhos se encontraram. Não queria que ele me visse naquele jeito, pois iria me fazer contar oque estava acontecendo e aquele não era o momento certo.

Saí do Mystic Grill e comecei a andar, a chuva caía forte e eu tentava não me molhar. As lágrimas corriam pelo o meu rosto sem parar e eu soluçava, queria sumir.

Sentei-me no chão, em frente uma loja que para a minha sorte uma espécie de varanda na parte de cima e me protegia da chuva.

Mas minha roupa estava molha, eu tremia e meus dentes batiam de frio. Os ventos também sopravam, fazendo mais frio ainda.

As lágrimas se misturavam com as gotas da chuva em meu rosto.

Abracei meus joelhos e baixei a cabeça.

– Elena. – Ouvi uma voz masculina assustada, surpresa e ao mesmo conhecia perfeitamente o dono dessa voz.

Levantei minha cabeça e encontrei um par de lindos olhos azuis me olhando.

– Oque faz aqui? – Ele perguntou muito preocupado e se abaixou, tirou sua jaqueta e colocou em meus ombros. – O que faz no meio da rua em plena chuva, no frio e sozinha? E porque esta chorando desse jeito?

Solucei, não queria explicar agora, Damon merecia saber, lógico, ele era o pai, mas eu não queria explicar agora, não estava com cabeça.

– Você não esta bem, quer que eu te leve para casa? Eu te dou uma carona e... – Ele disse preocupado.

– Não po-sso voltar. – Respondi com a voz embargada.

– Como assim não pode? – Ele disse e depois suspirou. – Não responda, não agora, eu não sei o motivo, mas sei que não esta bem.

Dei um sorriso triste para ele, uma das coisas que eu mais gostava em Damon era quando ele percebia que estávamos tristes ou algo do tipo, ele tentava saber para ajudar, mas quando percebia que não queríamos ou não estávamos preparados para explicar o motivo, ele entendia e não nos pressionava, esperava que nos sentíssemos preparados para contar.

– Eu vou cuidar de você. – Ele disse e pegou-me no colo. – Você vai ficar bem, eu prometo.

Não protestei, queria que ele cuidasse de mim, era ele que eu precisava e que eu queria comigo naquele momento.

[...]

O caminho foi praticamente silencioso, conversamos bem pouco.

Damon parecia realmente preocupado, ele abriu a porta do quarto para mim e corremos até a porta da grande mansão. A chuva ainda caía grossa e forte.

Damon abriu a porta e deu espaço para eu entrar, entrei e ele fechou a porta.

– Vamos, você precisa tirar essas roupas molhadas. — Ele pegou uma de minhas mãos e puxou-me, subimos as escadas e entramos em seu quarto.

Dei um sorriso fraco ao me lembrar da noite que passamos naquele cômodo, a melhor noite da minha vida, mas, por causa dela, tudo isso estava acontecendo.

Damon tirou sua camisa, calça e sapatos, ficando só com uma Box preta, engoli o seco e corei.

– Tire a roupa, vou te dar um banho. – Ele falou. – Não precisa ter vergonha ou medo, eu não vou me aproveitar de você.

Corei, mas sabia que Damon nunca seria capaz de se aproveitar de mim num momento em que eu estava frágil.

Tirei minha roupa toda e fiquei só de calcinha, aposto que estou mais vermelha do que uma pimenta, tudo bem que Damon já havia me visto nua antes, lógico, mas ainda sim era vergonhoso.

Damon pegou-me no colo e eu me encolhi. Ele estava molhado e frio, mas mesmo assim me transmitia calor.

Abracei seu pescoço e encostei minha cabeça em seu pescoço.

Ele entrou no banheiro e colocou-me sentada na bancada da pia, eu ainda tremia.

Quando a banheiro encheu, ele desligou a torneira e pegou-me novamente no colo.

– Posso? – Ele perguntou apontando para minha calcinha e assenti com a cabeça.

Não tinha maldade alguma ali, ele só queria cuidar de mim.

Damon tirou minha calcinha e colocou-me na banheira. Relaxei com a água morna, na temperatura perfeita.

Suspirei relaxada e fechei os olhos.

– Relaxe. – Damon falou.

Abri os olhos novamente e dei um sorriso curto. Ele pegou uma esponja e passou sabonete líquido.

Prendi meu cabelo num coque frouxo.

– Vire de costas. – Ele pediu e eu fiz.

Damon passou a esponja suavemente em minhas costas, fazendo meu corpo ficar relaxado. Ele me ensaboou nas costas, braços e nuca. Suas mãos me tocando, era uma sensação relaxante, eu me sentia segura com ele, ele cuidava tão bem de mim.

Pediu que eu me virasse para frente novamente e eu fiz. Ele colocou um pouco de sabonete líquido em minhas mãos para que eu lavasse minhas partes íntimas e eu fiz.

Ele continuou a ensaboar meu corpo. Suas mãos cuidadosas me tocavam de leve.

Então ele me enxaguou e eu ajudei-o. Damon levantou-se e pegou um roupão branco.

Levantei-me da banheira e ele colocou o roupão em mim. Pegou-me no colo novamente, aconcheguei-me em seu peito e fechei os olhos.

Abri os olhos novamente quando o senti colocando-me na cama. Ele sentou-se.

– Eu vou só tomar um banho. – Ele disse e eu assenti com a cabeça.

Damon foi para o banheiro, deitei-me e me encolhi.

Ele cuidava tão bem de mim. Estava como medo de sua reação, eu sabia que Damon não é um moleque, mas ele só tem dezenove anos, será que esta preparado para ser pai?

Ser pai e mãe é uma tarefa que exige muita responsabilidade e será que nós dois estamos preparados para isso?! Eu, uma garota de dezesseis anos e ele com dezenove. Mesmo nós dois tendo muita maturidade, será que conseguiríamos?

Suspirei.

Damon saiu do banheiro de toalha, uma grande tentação.

Ele olhou-me e corou, ri de leve, Damon Salvatore corado, algo que eu imaginei que nunca veria.

Ele pegou uma camisa branca e uma cueca Box preta, entregou-me a camisa.

– Vista, suas roupas estão muito molhadas. – Ele disse.

– Obrigada. – Agradeci com um pequeno sorriso.

Ele sorriu e foi para o banheiro, voltando pouco tempo depois vestido com a Box.

Suspirei, ele era lindo demais.

– Vou pegar alguma coisa para você comer. – Ele disse indo em direção à porta.

– Damon, não precisa... – Tentei falar, mas ele me interrompeu.

– Eu disse que vou cuidar de você e é oque eu vou fazer. – Ele disse saindo do quarto.

Sorri. Damon Salvatore, o badboy, pegador, que não se importava com ninguém, estava cuidando de mim, estava se importando comigo.

Damon tem um coração tão bom, deveria deixar as pessoas vissem esse lado bom nele.

Olhei para minha barriga e sorri, afagando-a de leve.

– Vamos ficar bem, eu prometo. – Sussurrei.

Logo Damon voltava com uma bandeja nas mãos. Ele sentou-se na cama e colocou a bandeja ao seu lado.

Olhei o que tinha, chocolate quente e biscoitos, meus preferidos. Sorri ao lembrar-me das noites chuvas em que eu, Damon e Stefan ficávamos até tarde na sala de estar vendo filmes. Senti um aperto no coração ao lembrar-me Stefan e tratei de parar de pensar no assunto, já haviam sido emoções demais por um dia.

– Coma. – Ele falou estendendo o prato com biscoitos e depois a xícara para mim.

– Obrigada. – Sorri e beberiquei o chocolate quente.

Enquanto eu comia, conversamos um pouco, Damon não tocou no assunto pelo o qual eu não podia voltar para casa e eu agradeci internamente por isso, não estava preparada para contar agora.

– Porque não deixa que as pessoas vejam esse lado bom em você? – Perguntei. – Você tem um coração tão bom, deveria deixar que os outros vissem isso.

Ele suspirou.

– O problema é que... Mesmo que eu mostre o meu lado bom, muitas vezes as pessoas só veem oque querem-nos outros. – Ele deu sorriso triste.

Fiquei em silêncio e voltei a comer.

Quando terminei de comer, Damon pegou a bandeja e desceu, voltando pouco tempo depois.

– Bom... Você pode ficar aqui, vou para um quarto de hospedes e... – Ele disse, mas o interrompi.

– Não. – Falei rapidamente. – Por favor, dorme aqui comigo.

Ele olhou-me surpreso.

– Tem certeza? – Ele perguntou.

Assenti com a cabeça e ele veio até mim.

– Tudo bem então. – Ele sorriu.

Damon desligou a luz do quarto, mas a luz da lua que entrava pela a janela ainda iluminava um pouco o cômodo.

Ele deitou-se na cama e puxou-me para seu peito e nos cobriu com um lençol.

Aninhei-me mais a ele.

– Boa noite, Elena. – Ele disse e beijou minha testa.

– Boa noite. – Disse sonolenta.

Damon afagava com carinho meus cabelos e fui pegando no sono.

[...]

Abri lentamente os olhos e virei-me para o lado, Damon estava ao meu lado e sorriu.

– Bom dia, dorminhoca. – Ele riu de leve.

– Bom dia. – Falei ainda meio sonolenta.

– Dormiu bem? – Ele sentou-se.

– Sim e você? – Sentei-me e me espreguicei.

– Também. – Ele disse. – Você tem que se arrumar, vou te levar a escola.

Suspirei, não queria ir para a escola, as pessoas iriam me encher de perguntas e provavelmente já deveriam estar sabendo que Stefan havia ido embora e que eu havia saído de casa, as fofocas aqui em Mystic Falls correm rápido, não queria ter que responder um turbilhão de perguntas.

– Não quero ir para a escola. – Falei.

– Porque não? – Ele ergueu uma sobrancelha.

Suspirei.

– Porque não quero ter que responder um monte de perguntas e ter que aguentar eles me encarando, não estou preparada para isso. – Respondi.

– E porque fariam isso com você?

Suspirei novamente.

– Olha, melhor você tomar um banho e tomar café, ai você me conta oque está acontecendo, ok?! – Ele disse se levantando e eu assenti.

Damon saiu do quarto, deixando-me sozinha.

[...]

Tomei um banho rápido e vesti minhas roupas – que já estavam secas -, desci as escadas e tomei café com Damon, foi um silêncio meio tenso e desconfortante.

Ajudei Damon com a louça e depois fomos para a sala de estar.

– Olha, não quero te obrigar a contar nada, mas para eu poder te ajudar, você tem que me dizer oque é que esta acontecendo. – Ele disse preocupado.

Assenti com a cabeça e suspirei. Uma hora ele iria descobrir de qualquer jeito, então era melhor contar logo e além do mais, Damon é o pai e tem o direito de saber.

– Damon... Há uma coisa que você precisa saber. – Falei. – E-u... E-u...

– Você? – Ele ergueu uma sobrancelha.

Seria mentira se eu dissesse que não estava com medo da reação dele, por mais que Damon fosse bom e maduro, um filho é uma responsabilidade muito grande, sua vida muda radicalmente e não é fácil educar, cuidar, criar.

Respirei fundo, tirando forças não sei de onde para contar aquilo.

– Damon... Eu est-ou grávida de você. – Falei. – Você vai ser pai.

Notas finais
oi de novo amores rss :), espero que tenham gostado do capítulo, talvez eu comece a escrever o prox cap logo hoje, pra não demorar tanto rss ><.
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Beijos