Notas iniciais
Milhões de desculpas pela demora divas, mais é que final de ano, sabe como é nér ?? Enfim, espero que gostem, estou amando escrever essa fanfic *-*Boa leitura ^^

Elena Gilbert

Já havia anoitecido quando eu estava semi recuperada daquela ressaca. A maioria das pessoas haviam ido embora para se arrumarem para a festa que estava para começar, já que Caroline havia tido a brilhante ideia de fazer duas no mesmo dia e havia despachado todos para voltar apenas mais tarde. Resolvi que também desceria.

Stefan saiu para eu tomar banho e me arrumar. Segui para o banheiro. Tirei o pijama e entrei no Box. Passei um bom tempo de baixo daquela ducha quente. Saí enrolada na toalha e fui à busca da minha bolsa – onde continha às roupas que eu usaria.

Peguei tudo que precisaria e vesti-me. Segui para o banheiro com minha frasqueira lilás onde minhas maquiagens estavam.

No mesmo minuto a porta do quarto foi aberta e Katherine entrou jogando-se na cama. Olhei-a para ela do banheiro. Ela estava linda. Trajava um short preto de lantejoulas, uma blusa social branca e seu salto era preto meio gladiadora.

Seus cabelos estavam soltos como de costume. Sua sombra estava num tom cinza com alguns detalhes em preto. O rímel estava bem marcado e realçava seus belos cílios. Em seus lábios um batom rosa claro com gloss transparente. Suas bochechas estavam com um pouco de blush e estavam mais rosadas, dando um ar mais delicado.

– Está linda. – Disse sorrindo. – Pobre Elijah.

Ela apenas agradeceu o elogio corada e eu voltei a fazer minha maquiagem. Passei uma sombra preta e fiz alguns detalhes em um tom cinza. Passei rímel e um pouco de blush. A cor rosada do blush deu um ar mais delicado a maquiagem. Passei um batom cor nude com um gloss. Arrumei minhas maquiagens e guardei-as.

Olhei-me no espelho e constatei que estava bonita. Eu vestia uma blusa social branca sem mangas, um short preto com rendas e um salto alto preto. Saí do banheiro, organizei a pequena bagunça e peguei minha carteirinha dourada com brilhos.

– Está linda. – Katherine falou. – Será que hoje Stefan vai se dar bem? Finalmente vai dar adeus a sua virgindade?

– Como se você já tivesse transado. – Revirei os olhos enquanto terminava de guardar tudo na bolsa.

– Qualquer dia desses Elijah pode se dar bem. – Ela disse sorrindo maliciosamente e eu apenas revirei os olhos.

Passei perfume e descemos para a festa. A música já havia tomado conta no local. A sala de estar havia se transformado numa pista de dança improvisada onde luzes de diversas cores piscavam sem parar. Os sofás, outros móveis e decorações que tomavam conta da luxuosa sala dos Lockwood não estavam mais ali presente – deduzi que haviam sido guardados em algum lugar.

Avistei Jenna, Alaric e Elijah conversando um pouco menos próximos a sala. Pude ver o sorriso brotar no rosto de Katherine ao ver nosso professor de Literatura.

– Sobre o que tanto conversaram á tarde? – Sussurrei.

– Nada demais. – Ela piscou e foi em direção ao pequeno grupo.

Soltei um risinho e fui à procura de Stefan.

Fui até o jardim e procurei-o por lá. Perto da piscina havia uma espécie de tenda eletrônica improvisada. Dentro da tenda havia uma pista de dança improvisada e várias luzes coloridas piscando. A decoração estava magnífica e um pouco mais distante da tenda havia uma espécie de bar improvisado.

Os adolescentes ali presentes dançavam e bebiam. Continuei a procurar Stefan e avistei Jer e Anna dançando dentro da tenda. Sorri com isso.

Os dois avistaram-me e vieram até mim. Anna usava uma saia de lantejoulas pretas e uma camiseta branca. Sua maquiagem era leve, apenas composta por lápis de olho, uma sombra cinza esfumaçada e um batom rosa quase imperceptível com gloss transparente. Seus cabelos estavam presos a um rabo-de-cavalo e em seus pés estavam sapatilhas cinza com alguns detalhes pretos.

Jeremy trajava uma simples calça jeans escura, uma blusa azul marinho com gola V que vinha até seus cotovelos. Seu tênis era preto com azul escuro e seus cabelos desgrenhados como sempre, mas como estavam molhados davam um ar mais charmoso.

– Magníficos. – Sorri.

– Obrigada Elena. – Anna sorriu, agradecendo ao elogio. – Você também.

– Querem beber alguma coisa? – Ele perguntou e eu estranhei o cavalheirismo dele, resolvi ficar quieta.

– Sim, quero uma coca-cola. – Respondi.

–O mesmo para mim. – Anna sorriu e Jeremy desapareceu na pequena multidão. – Seu irmão é magnífico.

– Porque você ainda não o conheceu totalmente. – Falei. – Só não crie muitas expectativas sobre ele, conheço o histórico de garotas do Jeremy e digamos que ele não seja tão Santo.

– Pior que sim. – Ela disse. – Mas vamos esperar.

Apenas sorri e continuamos a conversar. Senti dois braços fortes envolverem minha cintura.

– Amor. – A voz aveludada soou em meu ouvido, fazendo-me arrepiar.

Reconheci aquela voz na hora e virei-me para beijar meu namorado. Dei um rápido beijo nele. Stefan estava lindo como sempre. Usava uma calça jeans, uma blusa branca e por baixo um casaco preto, seu tênis era também preto.

– Cheguei. – Jeremy falou, trazendo refrigerantes e em outra mão uma cerveja, lancei-lhe um olhar repreendendo, mas resolvi falar com ele depois.

Peguei minha coca, Stefan e eu demos um rápido “tchau” a eles e adentramos na mansão. Stefan foi à cozinha em busca de algo para beber e eu fiquei esperando perto da escada.

– Ai está você – Caroline disse correndo até mim. – Onde você estava?

– Fui procurar Stefan. – Falei. – Está linda.

– Você também. – Ela disse, sorridente.

Caroline tinha uma beleza realmente estonteante. Ela era da minha altura, sua pele era branca quase translúcida e seus cabelos num tom loiro dourado — o que lembrava muito uma princesa de contos de fadas -, seus olhos eram azuis fitantes. Seu corpo era motivo de cobiça dos caras da escola, devido ao treino puxado de líder de torcida e suas corridas matinais, Caroline tinha um corpo que qualquer garota desejaria. Suas curvas eram todas no lugar certo e ela tinha tudo proporcionalmente a sua beleza delicada e ao mesmo tempo de mulher fatal. Mas hoje ela havia realmente caprichado no visual.

Caroline trajava uma calça jeans escura, uma blusa tomara que caia soltinha, que no busto era preta e em baixo branca com vários detalhes em preto. Um salto preto envernizado decorava seus pés. Sua maquiagem era um fio de delineador nos olhos, rímel e um batom rosa avermelhado com um pouco de gloss transparente. Seus cabelos estavam soltos.

– Onde está a Katherine? – Ela perguntou.

– Como se você não soubesse. – Falei maliciosamente e ela riu.

– Amor. – Tyler chegou perto de nós e beijou a namorada. Ficaram quase se comendo e eu apenas pigarreei.

– Existem quartos, sabiam? – Perguntei, com uma sobrancelha arqueada.

Eles separaram-se bruscamente e Caroline ficou parecendo um tomate de tão corada. Eles falaram que iriam dançar um pouco e desapareceram na multidão.

Beberiquei um pouco da minha coca e senti dois braços abraçarem minha cintura. O cheiro de amadeirado tomou conta de minhas narinas. Aquele não era o cheiro do Stefan e eu conhecia muito bem o dono daquele cheiro delicioso.

– Cunhadinha. – Ele disse com a boca colada em meu ouvido, fazendo-me arrepiar por inteira. – Está maravilhosa.

Suas mãos apertaram minha cintura e ele desceu um pouco a cabeça cheirando meu pescoço.

– Muito cheirosa.

Sua boca subiu para o lóbulo de minha orelha e começou a mordiscar. Fechei meus olhos por um momento.

Abri os olhos e virei-me para ele, encarando os olhos azuis que eram minhas maiores perdições. Ele então deu um sorriso malicioso e meu coração foi a mil.

– O que quer? – Perguntei, tentando não demonstrar meu nervosismo.

– Nada. – Ele disse enquanto puxava-me para pista de dança improvisada. – Apenas aproveitar a noite.

Enquanto ele levava-me para a pista de dança pude observá-lo melhor. Ele usava uma calça jeans escura que marcava perfeitamente suas cochas grossas e sua bunda perfeita. Sua blusa era preta e de gola V, a blusa marcava bem seus músculos o deixando ainda mais gostoso – que eu achava impossível, até hoje -, por cima da fina blusa estava sua tão amada jaqueta de couro.

Paramos na pista de dança e começou a tocar uma música extremamente lenta. Damon colou nossos corpos e pegou minha mão. Começamos a nos mover suavemente de acordo com a música. Fechei os olhos e deixei que a melodia tomasse conta de meu corpo.

As mãos ágeis de Damon apertavam minha cintura e costas, causando-me deliciosos arrepios. Abri meus olhos e não tive como fugir dos olhos azuis que me olhavam com carinho.

Damon aproximou sua boca da minha e eu fechei os olhos. Por um milésimo de segundo parecia que não havia mais ninguém ali presente. Só eu e Damon. Era como se nem fosse errado o que estava prestes a acontecer. Eu sei que estava sendo muito egoísta da minha parte, mas parecia que eu estava nas nuvens ali com Damon.

Sua boca estava tão próxima da minha e eu realmente queria fazer aquilo. Eu queria com todas as minhas forças beijar Damon Salvatore. Queria ter sua boca com a minha, queria beijá-lo e esquecer-me do mundo a fora.

– ELENA.

Gelei. Um medo súbito bateu-me. Eu estava prestes beijar meu cunhado e tínhamos sido pegos no flagra. Virei-me e vi que era minha irmã. Agradeci internamente por ser apenas Katherine e não outra pessoa que pudesse falar para Stefan.

Quando estava indo até ela, senti uma mão agarrar meu pulso.

– No jardim em vinte minutos. – Ele sussurrou apenas para eu escutar.

Fiz que sim com a cabeça e fui até minha irmã. Katherine arrastou-me de lá e quando estávamos num lugar menos barulhento, ela começou a falar.

– O que pensa que estava fazendo, Elena? – Ela disse. – Se eu não tivesse chegado você teria beijado-o. Acorda. Ele é o Damon, seu cunhado.

– Eu sei Katherine. – Falei. – Mas... Eu realmente não sei o que deu em mim.

– Olha, vamos esquecer que isso aconteceu. – Ela falou. – Stefan está procurando você, ele está na cozinha.

– Não posso vê-lo agora. – Falei.

Estava muito nervosa, fiquei gelada e minhas pernas pareciam que iriam virar gelatina a qualquer momento. Além do mais, como eu iria olhar para cara do Stefan? Eu havia quase beijado o irmão dele na maior cara de pau.

– Está bem, vou ficar aqui com você até se acalmar. – Ela disse.

– Não precisa. – Falei. – Eu tenho que ficar um pouco sozinha, por as ideias em ordem.

– Está bem. – Ela disse, se dando por vencida.

Virei-me de costas e quando eu estava começando a andar ouvi a voz de Katherine.

– Elena. – Ela falou e eu virei-me para olhá-la. – Só não faça nada que ira se arrepender depois.

Esbocei um sorriso fraco e saí dali. Fui ao jardim da entrada. Precisava urgentemente tomar um ar fresco e raciocinar um pouco.

Assim que cheguei ao jardim da entrada – que ficava longe da piscina – sentei-me em uma cadeira e respirei fundo pensando no que tinha quase feito.

Por um triz eu não beijei meu cunhado. Se a Katherine não tivesse aparecido e eu tivesse feito aquilo, a culpa ia realmente me consumir e eu nunca iria me perdoar. Mas não posso negar que eu queria mais que tudo aquele beijo. Só de imaginar Damon me beijando, já queria voltar correndo para aquela casa, agarrá-lo e fazer tudo o que tinha vontade.

Saí de meus devaneios e senti duas mãos tocarem meus ombros. Olhei para cima e vi Damon com um sorriso travesso.

– Você veio. – Ele disse puxando uma cadeira e sentando ao meu lado.

– Queria tomar um ar fresco. – E não era mentira. – O que você quer Damon?

Ele apenas sorriu e puxou-me para nos sentarmos na grama. Assim que nos sentamos senti o vento gelado bater contra minha pele, fazendo-me arrepiar por inteira. Damon percebeu e tirou sua jaqueta e colocou a mesma em mim. Logicamente, ela ficou bem mais larga.

Ele sorriu e bagunçou meus cabelos, fazendo-me rir.

– Eu adoro sua risada. – Ele disse enquanto botava uma madeixa de meu cabelo atrás da orelha.

Sorri e ele apertou minhas bochechas. Damon era uma pessoa tão agradável e legal quando queria, devia ser assim mais vezes, assim as pessoas percebiam que ele não era uma pessoa ruim.

Pudi notar seus músculos ainda mais marcados na blusa fina – já que estava sem a jaqueta -, ele não demonstrava mas parecia sentir frio. Abracei-o para transmitir calor, ele pareceu não entender o ato mais me abraçou de volta.

– Tem horas que acho que está com o Salvatore errado. – Ele disse me puxando para seu colo.

[...]

Passamos um bom tempo conversando – o que me pareceram horas – e senti-me bem com Damon. Estar com ele parecia que eu estava nas nuvens. O que ele disse sobre eu estar com o Salvatore errado me intrigou e muito. Mas resolvi deixar quieto e não acabar com aquele pequeno e raro momento de paz entre nós.

– Me responde uma coisa? – Ele falou e eu fiz que sim com a cabeça. – Qual é a sensação de estar com meu irmão? Não estou perguntando se o ama ou algo do tipo.

– Bem... Stefan é carinhoso, sabe sempre o que falar ou o que fazer para me deixar feliz, ele cuida de mim, me dar atenção e eu não me vejo com outra pessoa a não ser com ele.

Damon deu um sorriso torto e se aproximou de minha boca, ficando perto demais e fazendo-me arfar com isso.

– Acho que não é só isso que você precisa.

– Então o que eu preciso, Damon? – Falei com um toque de irritação na voz e pude ver um sorriso malicioso brotar em seus lábios.

– Você precisa de um amor que te consuma por inteira e sabe disso. Você quer mais que um cara romântico e cuidadoso, você quer fogo Elena, um amor com fogo e que te consuma. Você quer alguém que te leve ao céu e quer também alguém que te mostre o lado perigoso e proibido da vida. – Ele falou. – Está escrito nos seus olhos.

– Você é essa pessoa, Damon?

Xinguei-me mentalmente por ter proferido essas palavras. Damon sorriu ironicamente e isso só fez minha respiração ficar ainda mais pesada. Ele estava certo, eu queria aquilo e muito. Stefan era perfeito para mim, mas eu sabia que eu ainda queria mais que um conto de fadas e Damon poderia me proporcionar aquilo.

– Posso te propor tudo isso e muito mais. Posso realizar todas as suas fantasias, até aquelas mais secretas. – Ele sorriu maliciosamente, sua voz também mudara, estava ainda mais sensual. – Se você quiser, eu te mostro que a maioria das vezes o lado proibido é o melhor.

Arfei mais ainda com aquelas palavras e ele colou a boca em minha orelha.

– Posso ser mais quente que o próprio fogo, Elena. – Ele sussurrou fazendo-me arrepiar. – Basta você querer. – Sua boca se aproximou e suas mãos foram para minhas costas colando mais ainda nossos corpos. – Meu irmão nunca irá conseguir proporcionar o mesmo prazer que eu.

– Porque não conseguiria? – Perguntei, com um tom de irritação.

– Não estou querendo dizer que sou melhor na cama. – Ele respondeu. – Mas Stefan é muito certinho.

– E o que a de errado nisso?

Ele apenas sorriu sedutoramente e colou nossos corpos.

– Nada. – Ele inclinou-se e sussurrou em meu ouvido. – Mas um proibido é sempre mais gostoso. – Suas mãos apertaram minhas costas colando-nos mais ainda. – E você sabe disso.

Damon estava me causando sensações novas e eu tinha que admitir, eram boa. Sua voz, seu sorriso, seu olhar, tudo era muito intenso e estava me deixando louca.

Quando dei por mim já estávamos perto demais. Em seus lábios estavam desenhados um sorriso malicioso que só em olhar já dar calafrios. Sentia as pontas de seus dedos tocarem minhas costas e automaticamente minha pele se arrepiou.

– Isso não é certo. – Sussurrei, num fio de voz.

Ele apenas apertou mais ainda minha cintura e eu soltei um fraco gemido.

– Damon, não. – Falei séria, tentando recobrar um fio de sanidade que ainda me restava e ele finalmente soltou-me.

Damon lançou-me um olhar de cachorrinho que caiu da mudança e eu apenas sorri abobada e dei-lhe um estalado beijo na bochecha.

– O QUE ESTÁ HAVENDO AQUI? – A voz de alguém extremamente conhecido soou com fúria.

Notas finais
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