Notas iniciais
Tentei não demorar e espero que tenha conseguido, enfim, acho que com o título do capítulo vocês já saibam oque vem vou aí nér ? :)) Boa-leitura Beijos

Elena Gilbert

– O QUE ESTÁ HAVENDO AQUI? – A voz de alguém extremamente conhecido soou com fúria

Gelei. Sem brincadeira. Sabe aquela sensação de você ter sido pega no flagra? Pois é, é isso mesmo. Fiquei estática sem nem piscar e acho que devo ter mudado de cor, tipo, umas trezentas vezes. Desejei com todas as minhas forças que um buraco se abrisse no chão e me sugasse para outro país, bem longe dali. Eu mudaria meu nome e nunca mais pisaria nos Estados Unidos.

Eu conhecia muito bem o dono daquela voz e havia acabado de ser pega no flagra com o irmão dele. Não que estivéssemos fazendo algo impróprio ou do gênero. Mas estar sentada no colo do seu cunhado é bastante suspeito.

Enquanto eu tinha meu ataque de medo silenciosamente. Damon apenas olhava tudo com um sorriso e um olhar de diversão. Ok. Eu prestes a ter um troço e o filho da puta se DIVERTINDO. Lancei-lhe um olhar assassino e ele ficou sério automaticamente, mas percebi que teria um ataque de risos a qualquer momento.

Saí dos meus devaneios e percebi que ainda estava no colo de Damon. Dei um pulo – quase caindo no chão – e levantei-me. Comecei a passar a mão na minha roupa, que estava meio amassada e consegui recompor-me.

– Ainda estou esperando. – Stefan falou mais baixo, mas sua voz ainda estava irritada.

Tentei formular o mais rápido possível uma resposta convincente, mas as palavras pareciam se recusar a sair de minha boca.

– Nós est-ávamos apenas...Apenas...Apenas. – Merda. Gaguejei.

– Apenas? – Stefan arqueou uma sobrancelha.

– Conversando. – Disse a primeira coisa que veio na cabeça.

– Então porque estava sentada no colo dele? – Stefan perguntou se aproximando mais ainda de mim e olhando em meus olhos. – Responda.

– Que besteira Stefan, não estava acontecendo nada demais. – Não menti. Eu nem ao menos beijei Damon.

– Não quero que fale mais com ele. – Ok, acho que não entendi. Stefan está querendo mandar em mim?

– É o que? – Me aproximei mais ainda dele. – Acho que não ouvi direito. – Falei. – Quem você pensa que é para querer vir mandar em mim?

– Seu namorado. – Ele falou, irritado. Damon – que já estava de pé – veio para o meu lado.

– Irmãozinho, sinto lhe dizer, mas Elena não é sua propriedade. – Valeu Damon.

– Não se meta Damon, esse assunto é entre mim e ela. – Stefan respondeu.

– Obrigada Damon, mas não preciso que me defenda. – Falei. – E você Stefan... Não pense que porque é meu namorado vai mandar em mim, eu não sou sua propriedade e vou falar com quem EU quiser quando EU quiser. – Continuei. – Se está achando ruim, termine comigo, porque não vou estar num relacionamento onde não posso ter minha liberdade. – Quando Stefan ia falar eu impedi. – Não fale, eu ainda não terminei. – Continuei. – Eu nunca ditei para você com quem podia ou não falar, porque você está achando que tem esse direito sobre mim?

– Elena... — Stefan tentou falar mas eu interrompi.

– Não Stefan...Me escute...Se você continuar com essas besteiras, é melhor nem namorarmos mais, do que adianta ficar com alguém que não confia em mim? – Falei.

Olhei para Damon e ele parecia sério. Stefan estava prestes a falar, então virei-me e fui andando de volta para a casa. Não queria escutar nada que saísse da boca dele. Eu confio nele e porque ele não pode confiar em mim? Tudo bem que eu estava no colo do irmão dele, mas poxa, não custava nada ter confiado em mim. Eu poderia ter muito bem beijado o irmão dele e feito sei lá mais o que, mas não, eu pensei o quanto poderia magoá-lo e ele nem sequer pensou em como eu ficaria com suas desconfianças. Por mais que nem eu mesma confiasse em mim perto de Damon, ainda assim não havia me deixado levar pelo meu desejo e respeitei ele e nosso namoro.

Estava realmente muito irritada. Aquela festa já tinha dado o que tinha de dar e eu não vou ficar aqui nem a pau. Saí andando com fúria e quando já estava perto da escada alguém me puxou pelo braço.

– Hey, o que deu em você? – Virei para encarar a pessoa e vi que era Hayley.

– Nada não. –Não estava com a mínima paciência para explicar. – Você viu a Katherine?

– A última vez que a vi ela estava conversando com o Elijah, ou melhor, Sr. Mikaelson, e depois não a vi mais. – Ela respondeu.

– Obrigado. – Forcei um sorriso.

Dei um rápido tchau a Hayley e subi as escadas. Pegaria minhas coisas e procuraria a Katherine, queria ir embora dali o mais rápido possível. Fui procurar o quarto em que deixei as nossas coisas, afinal, aquela mansão era enorme e deveria ter uns dez quartos só naquele andar. Continuei a andar e finalmente achei o quarto. Encarei a porta-dupla e abri com tudo.

Arregalei os olhos e quase caí para traz com a cena que vi na sacada. Tive que tapar a boca para não gritar. Ok, como eu explico que acabei de ver minha irmã aos beijos com nosso professor de literatura? Pois é, isso mesmo, Elijah e Katherine se beijando.

Continuei a olhar a cena em minha frente sem ao menos piscar. Por um lado fiquei muito feliz, minha irmã merecia ficar com quem gosta, mas por outro lado, e se alguém além de mim viu? Afinal, a porta não está trancada e se alguém além de mim viu. FUDEU. Resolvi sair sem fazer nenhum barulho para não atrapalhá-los.

Olhei-os uma última vez e sorri. Eles pareciam felizes. Fechei a porta sem fazer barulho e saí sem fazer nem um ruído. Pelo menos eu acho.

Xinguei-me mentalmente ao perceber que não tinha pegado minha bolsa e dentro da bolsa haviam as chaves do carro. Não poderia entrar no quarto novamente e correr o risco de estragar o momento deles. E agora? Como volto para casa? Estou muito ferrada.

Desci as escadas as pressas, se eu desse sorte arranjaria uma carona. Mas parece que a sorte não está muito ao meu favor. Bonnie e Ben deveriam estar se pegando em algum lugar, Caroline iria dormir na casa de Tyler, Hayley e Kol já foram e Rebekah e Matt não estavam em lugar nenhum, Anna não tinha carro e Jeremy com certeza ficaria até o dia amanhecer. QUE DROGA.

Saí andando furiosa até o jardim e fiquei esperando a boa vontade de algum outro amigo meu aparecesse.

[...]

Já estava quase dormindo de tédio e de tanto esperar na cadeira quando ouvi uma voz sexy chamar meu nome. Virei para ver quem era e era Damon. Sorri com isso.

– Hey, te procurei em toda parte. – Ele falou puxando uma cadeira e sentando-se ao meu lado. – Está tudo bem?

– Sim, só quero ir para casa. – Respondi.

– Onde está Katherine? – Ferrou. Como vou contar que minha irmã está em altos pegas com o professor de literatura?

Tentei formular uma resposta rápida, mas Damon é esperto demais para cair, então ele deu um sorriso malicioso e eu entendi que ele sabia. Fiquei apavorada, e se ele contasse para alguém?

– Não se preocupe. – Será que ele lê pensamentos e eu nunca percebi? – Não vou contar, Elijah e seus irmãos sãos meus amigos e eu não o prejudicaria... Além do mais, nem é da minha conta.

Agradeci internamente por Damon ser maduro o bastante para não bancar o típico garotinho colegial e sair espalhando para Mystic Falls inteira. Mas pelo o que sei dele, ele não faz esse típico de coisa, afinal, Damon odeia fofoca, principalmente quando pode prejudicar muito uma pessoa.

– Bom. – Ele aproximou-se de mim. — Posso te dar uma carona?

– Érr, claro. – Sorri, envergonhada.

Fomos em direção ao seu carro e entramos. Ele ainda não havia dado partida e o silêncio predominava.

– Desculpe. – Damon falou. – Eu não queria causar uma briga entre vocês dois.

– Não foi culpa sua. – Suspirei. – Stefan tem que aprender que não pode mandar em mim e tem que confiar mais em mim e no que eu sinto por ele.

Damon apenas esboçou um sorriso fraco e ligou o ar-condicionado. Apertei sua jaqueta – que eu ainda usava – contra o meu corpo, procurando aquecer-me mais. Sorri ao sentir seu cheiro inebriante.

[...]

O caminho inteiro foi inteiro foi tomado pelo o silêncio e uma tensão quase palpável. Passei o caminho todo olhando a cidade pela janela do carro. Damon intercalava olhares entre mim e o caminho da casa. Não vou mentir dizendo que não fazia o mesmo, porque fazia. E de vez em quanto nossos olhares se encontravam, quando isso acontecia automaticamente sorrisos brotavam de nossos lábios.

Quando chegamos ficamos mais um tempo dentro do carro, quando eu estava abrindo a porta Damon segurou meu braço.

– Eu te levo até a porta. – Ele falou.

– Não precisa se incomodar. – Falei.

–Não vai ser incômodo nenhum. – Ele respondeu.

– Obrigada. – Sorri.

Saímos do carro e resolvi que não entrar agora. Não estava nem um pouco a fim de dormir agora, meu sono já havia passado.

– Você pode ir, vou ficar aqui fora mais um pouco. – Respondi encostando-me na parte de trás do seu carro, já fechado.

– Não, vou ficar aqui com você, não tem nada para fazer em casa mesmo, só vou chegar e Stefan vai me encher o saco e não vai me deixar dormir tão cedo.

Porque ele tinha que falar naquele nome mesmo? Mas resolvi deixar pra lá, não ia estragar o meu resto de noite pensando no Stefan.

[...]

O tempo passou voando. Damon e eu conversamos sobre vários assuntos. Inclusive sua faculdade e seus amigos de lá. Ele contou-me de suas loucuras e que já haviam quase afundado um carro dentro do rio.

– Nesse dia Rose quase me matou, o carro era dos pais dela. – Ele falou, rindo. – Você tem que sair conosco qualquer dia.

– Vamos marcar. – Respondi, sorrindo.

Tirei meu celular do bolso para ver as horas. Quase caí para trás, já ia dar quatro horas da manhã.

– Acho melhor eu entrar. – Falei.

– Te levo até a porta. – Ele disse.

Fomos andando até a porta da minha casa e quando chegamos Damon olhou-me e sorriu aproximando-se mais ainda de mim.

– Está entregue. – Ele coçou a nuca.

– Obrigada pela carona e pela conversa. – Sorri.

– Por nada. – Ele sorriu. – Precisando, estou aqui.

Então ele desceu os degraus do hall e então se virou para trás e olhou-me.

– Acho que esqueci uma coisa. – Ele subiu os poucos degraus e veio até mim.

Então ele pegou-me pela cintura e olhou dentro dos meus olhos. Sorriu e tomou meus lábios em um beijo. Eu acho que não entendi direito, Damon está me beijando?

Comecei a bater em seu peito e debater-me em seus braços. Mas Damon segurou-me para eu não fugir, continuei me debatendo e aos poucos senti-me amolecer em seus braços. Eu não poderia mais negar, eu queria aquilo mais que tudo.

Fui aos poucos cedendo passagem para sua língua. Aos poucos fomos nos encaixando com um beijo de sincronia própria. Damon tinha uma mão firme em minha cintura e a outra apertava minhas costas de leve. Levei uma mão até sua nuca, aprofundando mais ainda o beijo.

O beijo era calmo e ao mesmo tempo tinha fogo. Continha um misto de emoções e sentimentos. Tinha fogo e ao mesmo tempo era doce e calmo. Nossas línguas travavam uma batalha sem vitórias ou derrotas. Damon explorava cada pedaço da minha boca com sua língua, eu fazia o mesmo com a dele.

Suas mãos passeavam livremente em minhas costas e cintura, apertando-me ainda mais contra seu corpo, até que uma delas subiu para o meu rosto acariciando-o. Minha outra mão subiu para sua nuca, envolvendo-o com minhas duas mãos em sua nuca.

Infelizmente o ar nos faltou e tivemos de nos separar. Continuamos de testas coladas e olhos fechados.

Abri os olhos e encontrei um par de olhos azuis olhando-me carinhosamente. Um sorriso lindo brincava em seus lábios fazendo com que automaticamente, um sorriso brotasse dos meus.

Separamos-nos e ficamos olhando um ao outro por um tempo.

– Tenho que ir. – Ele sorriu. – Boa-noite, Elena.

Ele deu-me um salinho rápido antes de ir em direção ao seu carro. Fiquei parada e sorrindo abobada, observando-o aos poucos sumir do meu campo de visão

– Boa-noite, Damon.

Sorri ao tocar em meus lábios. Fechei os olhos e abri novamente. Entrei em casa e tentei não fazer nenhum barulho. Tirei os saltos e subi a escada nas pontas dos pés. Assim que entrei no meu quarto tirei a roupa e vesti o primeiro pijama que vi pela frente.

Deitei-me agarrada com sua jaqueta e dormi com um sorriso enorme no rosto.

Notas finais
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