Notas iniciais
Pessoas lindas que eu amo ♥, eu sei, estou MT em falta com vcs, me desculpem mesmo ):, detesto demorar assim, espero que não tenham me abandonado, não abandonei vcs, e mais uma vez, desculpem msm essa demora enorme : Espero que gostem amores :) Boa-leitura

Elena Gilbert

Uma semana e alguns dias se passaram desde que eudescobri sobre que estou grávida. Tento tirar forças não sei de onde para contar aos meus pais, Stefan e Damon.

Katherine vinha me apoiando, ela muitas vezes cuidava de mim, nem em um milhão de anos eu poderia ter uma irmã melhor do que ela.

Havia começado o pré-natal desde o dia que havia realmente sido comprovado que eu estava grávida, também estava faltando aos treinos de líder de torcida, muitas vezes treinávamos acrobacias e isso não era seguro para o bebê, mesmo que essa gravidez seja indesejada, eu não posso deixar de zelar pela a saúde dessa criança, então não posso em nenhuma circunstância colocá-lo em perigo.

Meus pais, amigos e Stefan achavam que eu estava diferente, principalmente minha mãe, que vivia dizendo que eu estava com um “brilho diferente”, mesmo eu tentando disfarçar, ela sabia que havia algo diferente em mim, ela é minha mãe e me conheci melhor do que ninguém.

Queria contar sobre a gravidez o mais rápido possível, não aguentava mais esconder esse segredo, principalmente de meus pais, Damon e Stefan.

Sentia-me culpada quando Stefan beijava-me e outros carinhos de namorados, e eu grávida do irmão dele. O Damon precisa saber logo, ele tem o direito de saber, ele é o pai, mas oque me dar medo é a reação dele, afinal, um bebê vai atrapalhar as nossas vidas e logo Damon, que sua vida se resume a faculdade, festas e mulheres.

Levantei-me da cama e segui para o banheiro, tirei minhas roupas e entrei no Box. Deixei que á água gelada levasse minha preguiça embora e comecei a pensar em algo que havia acontecido entre mim e Stefan.

FlASHBACK ON

Estávamos na minha casa e não havia ninguém. Ficamos sentados no sofá conversando, Stefan foi se aproximando e beijou-me, não que eu não gostasse de seus beijos, muito pelo o contrário, mas evitava, afinal, estava grávida do seu irmão.

Sua língua pediu passagem e eu cedi, uma de suas mãos estava em minha cintura e a outra em minha nuca, minhas estavam em seu cabelo.

Stefan ficou por cima de mim, fazendo-me deitar. Suas carícias me deixavam arrepiada. Seus toques ficavam cada vez mais intensos, então eu quebrei o beijo, não poderia fazer aquilo com ele.

– Stefan, não. – Falei com as mãos nos peitos dele para afastá-lo.

– Hey amor, você não confia em mim? – Ele acariciou meu rosto de leve com a mão.

Assenti com a cabeça e ele voltou a me beijar, tirou as minhas mãos de seu peito. O beijo ficava cada vez mais urgente, ele acariciava todas as partes do meu corpo possível.

Seria mentira dizer que não sentia desejo, eu queria transar com ele, mas não podia. Primeiro, ele descobriria que não sou virgem, segundo eu transei e estou grávida do irmão dele, aquilo seria muito errado.

Stefan segurou na barra da minha camiseta e tentou tirá-la, mas tirei suas mãos dali e parei o beijo, sentei-me e olhei-o.

– Eu não quero.

– Por quê? Elena, você não confia em mim? Já namoramos a um bom tempo.

– Eu confio em você, amor, eu só não quero agora.

Ele bufou e levantou-se.

– Estou cansado, Elena, eu te esperei por tanto tempo e se você diz que me ama tanto, porque não fazemos? Isso apenas prova a sua falta de confiança em mim. – Ele disse quase gritando e com raiva, meus olhos estavam cheios d’ água. – E não adianta chorar ou fazer drama, no fundo nós dois sabemos que você não confia em mim o bastante para isso. – Continuou. – Oque me revolta é que eu peguei você no colo do meu irmão e conversando, mesmo depois disso, ainda confiei em você, mas você não consegue fazer o mesmo por mim.

E ele saiu batendo a porta.

[...]

Passei o resto da tarde trancada, deitada na cama e triste. Katherine já havia dito que aquilo fazia mal para o bebê e eu já havia tentado, mas não conseguia. Aquela situação estava me enlouquecendo.

– Tem alguém querendo falar com você. – Katherine disse entrando no meu quarto.

– Pedi para vir aqui. – Falei sentando-me na cama.

Katherine fez que sim com a cabeça e saiu. Em pouco tempo Stefan estava parado na porta do meu quarto.

– Stefan? – Falei surpresa.

– Hey. – Ele deu um sorriso triste. – Posso entrar?

– Claro.

Ele entrou e sentou-se na minha cama, com o polegar acariciou de leve minha bochecha.

– Me desculpe, não devia ter te pressionando, fui um idiota.

Tentei falar, mas ele foi mais rápido.

– Eu entendo mesmo que ainda não esteja preparada e vou te esperar, leve o tempo que for.

Abracei-o e ele me abraçou de volta. Stefan era perfeito e eu havia o traído descaradamente, e ainda estava grávida. Senti algumas lágrimas caindo de meus olhos, eu não merecia alguém como ele.

Antes que ele pudesse perguntar o motivo das minhas lágrimas, beijei-o e ficamos assim o restante do dia. Tinha que aproveitar bastante, pois sabia que momentos assim logo acabariam.

FLASHBACK OFF

Terminei meu banho, enxuguei-me e saí enrolada na toalha.

Stefan havia realmente me pressionado, mas ele pediu desculpas e mostrou que estava realmente arrependido.

Mas será que ele me perdoaria depois que eu contasse a ele que estava grávida? E que o pai é o seu irmão.

É oficial, de hoje não passa, não posso mais ficar guardando isso para mim ou vou enlouquecer.

Vesti-me rapidamente, peguei minha bolsa e desci. Dei um bom-dia a todos e sentei-me ao lado de Maggie, dei-lhe um beijo em sua bochecha rosada e ela sorriu, seu lindo sorriso que iluminava qualquer um.

Estava meio enjoada então optei tomar apenas suco. Mal posso esperar que esses enjoos acabem.

– Não vai comer nada, filha? – Mamãe perguntou.

– Não, estou sem fome.

Todos terminaram de comer, papai e mamãe foram deixar Maggie na escola e depois para o trabalho, Jeremy resolveu ir a pé até a casa de Matt e de lá iriam para a escola.

– Elena, vamos, você tem que comer, pelo o bebê. – Katherine insistiu e entregou-me uma maçã.

– Eu estou enjoada. – Resmunguei.

Katherine olhou-me impaciente e eu revirei os olhos, peguei a maçã e comi. Assustei-me ao ver que estava realmente com fome.

Tomei outro copo de suco, peguei minha bolsa e seguimos para a escola.

Assim que chegamos, Stefan veio falar comigo e me beijei, dei-lhe um beijo rápido e agradeci internamente pelo o sinal ter tocado. Era aula de geografia, não tínhamos essa aula juntos.

Não que eu não gostasse de ficar perto dele, muito pelo o contrário, mas só em olhar em seus olhos verdes brilhando de felicidade a me ver, seus toques carinhos, eu me sentia muito culpada. Mas é oficial, de hoje não passa, Stefan tem que saber da verdade.

[...]

A manhã passou-se lentamente, hoje eu teria treino de líder de torcida, iria inventar uma desculpa qualquer para não ir e ficar apenas assistindo e dando algumas dicas para as meninas.

Stefan também teria treino com o time.

O sinal tocou, encerrando a última aula. Recolhi meu material e segui para o local onde são realizados os treinos, o nosso e o de futebol são até meio próximos, mas não juntos ou os rapazes não se concentram.

Assim que chegamos, disse que não estava me sentindo muito bem e não era mentira, pelo o menos, não completamente.

Estava meio enjoada e tonta, não havia comido nada desde o café da manhã e estava enjoada demais para comer.

O enjoo finalmente passou e eu resolvi ir comer alguma coisa, avisei as meninas e segui para o refeitório, por sorte ainda estava aberto.

Comi um pedaço de pizza, chocolate, maçã e suco. Estava realmente com muita fome.

Passei pelos os corredores vazios e quando estava perto da saída, vi Stefan passando, ele parou de andar e olhou-me preocupado.

– Onde você estava? As meninas disseram que não treinou porque estava se sentido muito bem e depois entrou para a escola. – Ele disse preocupado. – Você está bem?

– Agora sim. – Respondi. – Estava enjoada mais cedo e acabei não comendo direito, fui ao refeitório.

Stefan soltou um suspiro de alívio e pude perceber seus ombros relaxaram.

A culpa mais uma vez me atingiu, ele se preocupava comigo. Precisava contar, e seria agora, não tinha mais como fugir.

– Stef-an, tenho que te contar uma coisa. – Falei com a voz tremula.

– Oque foi amor? Você parece nervosa. Algum problema?

Senti meus olhos começarem a encher de lágrimas, minhas pernas ameaçavam falhar ao qualquer momento.

– E-u... e-u. – Gaguejei.

Sem que eu pudesse impedir, as lágrimas já tomavam conta da minha face, baixei a cabeça e coloquei as mãos no rosto.

– Oque eu fiz?! – Murmurei em meio dos soluços.

Stefan não disse nada, apenas me abraçou e deixou que eu chorasse em seu peito.

Não sei por quanto tempo ficamos assim, mas depois me afastei um pouco dele e sequei as lágrimas – oque foi inútil, pois elas continuaram a descer.

Stefan levantou meu rosto delicadamente, fazendo-me olhar em seus olhos verdes esmeralda.

– Oque está havendo? Há dias anda estranho, qual o problema? Sabe que pode me contar qualquer coisa, eu te amo.

Sorri, e acariciei seu rosto lindo com uma de minhas mãos. Ele me amava, não poderia mais fazer isso com ele.

– E-u estou grávida. — Disse com a voz chorosa.

Stefan ficou estático, vi a decepção passar por seu rosto, depois dor e raiva.

A culpa martelou forte e senti um aperto no peito.

Uma lágrima escorreu por um de seus olhos. Ele secou-a e olhou-me.

– Quem é o pai? – Ele perguntou friamente, nunca tinha o visto daquele jeito.

– Stefan, eu...

– QUEM É O PAI? – Ele esbravejou, quase cuspindo as palavras no meu rosto. – QUEM É O FILHO DA PUTA, INFELIZ, QUE VOCÊ ABRIU A PORRA DAS PERNAS? EM? SUA VADIA.

Solucei, Stefan nunca tinha falado comigo daquele jeito, mesmo quando brigávamos, oque era muito raro. Mas oque eu iria esperar? Eu havia o traído, teria que aguentar as consequências.

– Eu vou repetir... Q-U-E-M É O P-A-I? – Ele disse pausadamente a última frase.

Respirei fundo e sequei as lágrimas que banhavam meu rosto, ignorando o fato que outras vinham logo em seguida.

– Damon. – Respondi me segurando para não gaguejar, minha voz saiu meio chorosa.

Stefan arregalou os olhos, ele estava em choque. Sua boca abriu e fechou duas vezes, mas nada saia.

Depois que o choque passou, veio novamente à raiva, dor, decepção, mas duas vezes pior. Stefan continuou parado olhando-me, seus olhos estavam cheios d’ água.

As lágrimas começaram a cair e dessa vez ele não menção de secá-las.

– Por favor, diga alguma coisa. – Supliquei.

Ele continuou parado e sem dizer nada. Ergui um pouco a mão para tocar seu rosto, mas ele segurou meu pulso com força.

– Não me toque. – Sua voz era fria, mas também embargada pelo choro.

Stefan soltou minha mão e olhou-me. Achei que iria cair no chão, seu olhar tinha tanta dor e decepção que chegou a doer em mim.

– Por quê? – Ele disse. – Eu não sou bom pra você? Algum dia eu fiz alguma coisa que levasse você a fazer isso? E pior, você poderia ter feito com qualquer outro, mas escolheu meu irmão.

– Stefan, por favor, me deixa explicar. – Supliquei. – Eu sei que nada que eu diga vai justificar isso e...

– Fale, eu quero ouvir oque você tem a dizer. – Ele pediu friamente, mas sua voz também tinha dor.

Respirei fundo.

– Foi nas férias, alguns dias depois que você havia ido para Nova York, eu estava triste por causa da briga que tivemos e mal saia de casa. Então nesse dia eu resolvi sair, fomos eu, Caroline e Tyler para o Mystic Grill, estava tendo uma festa. – Disse. – Eu encontrei o Damon lá, conversamos e nos divertimos, mas... Ac-abamos bebendo demais. – Minha voz saiu chorosa. – E ac-onteceu. – Chorei. – Passamos a noite jun-tos e depois disso não nos encontramos mais.

Stefan respirou fundo e limpou as lágrimas do rosto. Ergui a mão para tocá-lo, mas ele apertou-a com força.

– Não me toque. – Ele quase gritou. – Você me da nojo.

– Stefan, está me machucando.

– Que se dane, você merece, vagabunda!

Ele estava com tanta raiva que ergueu a mão livre para dar uma tapa em minha cara. Quase gritei, temi que ele me machucasse e o bebê também se machucasse. Stefan então me olhou e me largou.

– Não vou sujar minhas mãos com você. – Disse ele friamente. – Porque logo ele, Elena? – Gritou. – PORQUE LOGO O MEU IRMÃO? EM? SUA VADIA, RESPONDA!

Solucei.

– Stefan, por favor, me perdoe, eu sei que não mereço, mas... — Chorei.

– Não me peça isso, Elena, eu vou embora, não quero mais ficar perto de você, eu tenho nojo de você. – Ele disse, agora a voz mais controlada e fria. – Você é uma vadia, um engano, achei que me amasse, mas me enganei, você é só mais uma vadia imunda e eu a quero bem longe de mim!

Então, ele se virou e começou a andar. Arrastei-me até ele.

– Stefan, por favor. – Implorei.

Ele apenas me olhou friamente.

– Você me da nojo, Elena, fique longe de mim.

E se virou novamente, voltando a andar. Abracei meus joelhos e chorei por muito tempo. Aquilo era culpa minha, eu merecia aquilo, Stefan que não merecia ser traído.

Então continuei chorando, sem ligar se o tempo passava ou não.

– Elena. – A voz assustada de minha irmã, abri os olhos e vi ela ajoelhada ao meu lado. – Oque houve?

– E-u contei ao St-efan. – Gaguejei por causa das lágrimas.

Katherine suspirou e abraçou-me.

– Conversamos em casa, você precisa descansar, foram muitas emoções por um dia.

[...]

Katherine me levou para casa, tomei banho e passei o resto do dia no quarto. Só comia porque Katherine praticamente me intimava, Jeremy estranhou, mas quando eu dei uma desculpa qualquer, ele logo percebeu que eu não queria conversar. Maggie também estranhou, mas apenas dei mais uma desculpa furada.

Perdi as contas de quantas vezes liguei e mandei mensagens ao Stefan, mas não adiantou, seu celular estava desligado.

Estava me sentindo um lixo.

– Levante, mamãe e papai chegam daqui a pouco e vão estranhar você está assim, por favor, Elena! — Katherine pediu.

Não respondi, apenas continuei olhando para parede.

– Elena, reaja! – Ela me balançou de leve, preocupada.

– Oque você quer que eu faça? Magoei a pessoa que menos merecia nessa história toda, eu sabia que ele teria que saber, mas... dói tanto, eu o amo, Katherine, vê-lo sofrer dói demais. – Fui sincera, ainda amava Stefan, mas estava mais para amor de amigo, não era mais como antes, quer dizer, eu estava confusa demais.

– Mas você tem que seguir em frente, nossos pais ainda não sabem, o Damon ainda não sabe. – Ela disse. – Você precisa tirar forças para conta-los.

Sequei as lágrimas que teimavam em cair. Ela estava certa. Katherine me abraçou.

– Hey, eu estou aqui, sempre vou estar, eu te amo muito e você fez bem em contar logo ao Stefan. Tente não ficar triste, não faz bem ao bebê. – Ela disse.

Soltei-me de seus braços e dei um sorriso fraco.

– Vou tomar banho, desço daqui a pouco.

– Tudo bem. – Ela respondeu levantando-se. – Tem certeza que não quer que eu fique?

– Não precisa.

– Ok.

Katherine saiu do quarto e eu segui para o banheiro. Olhei-me no espelho, meus olhos estavam inchados e meu cabelo assanhado.

Suspirei e entrei no Box. Liguei o chuveiro e a água estava morna, ainda bem.

Fechei os olhos e a imagem de Damon veio em minha mente. Sorri ao imaginar nosso filho ou filha com seus lindos olhos azuis. Acariciei de leve meu ventre.

Tinha que contar logo a ele, não só ele, meus pais também.

Terminei rapidamente meu banho e saí enrolada na toalha. Coloquei uma roupa leve, penteei meus cabelos e os deixei soltos.

Desci e dei um sorriso leve ao encontrar todos na sala de jantar. Sentei-me ao lado de Katherine.

– Querida, como foi à escola? – Mamãe perguntou sorrindo.

– Boa. – Esforcei-me para ser convincente.

Ela sorriu, mas devia ter percebido que havia algo errado, só que queria que eu contasse sem ela ter que cobrar.

Começamos a jantar e conversamos sobre assuntos comuns. Eu estava meio nervosa, queria contar logo para meus pais, me livrar de parte daquele peso, eles mereciam saber a verdade.

[...]

Maggie já havia ido dormir, estávamos eu, meus pais, Kath e Jeremy na sala de estar.

Queria contar a eles oque estava acontecendo, tudo bem que eu já havia passado por muitas emoções por um dia, mas talvez se eu adiasse mais, não teria coragem.

Respirei fundo, tentando manter a calma.

– Gente, preciso contar uma coisa para vocês, é muito importante. – Falei.

– Diga, querida. –Papai sorriu.

Olhei para Katherine, ela sabia do que se tratava, mesmo que eu não tivesse comentado com ela, minha irmã me conhecia muito bem. Ela deu um sorriso, me passando confiança.

Respirei fundo mais uma vez, esforçando-me para não gaguejar ou coisa do tipo.

– Pai, mãe, estou grávida.

Notas finais
Espero que tenham gostado amores :DD. Sobre essa demora, vou tentar ser mais rápida ><, e espero que não tenham me abandonado, não abandonei vcs.
Enfim, espero que tenham gostado *--*
Beijos