Notas iniciais
Então, gente. Vi que já tive algumas visualizações, mas ainda não vi comentários e sugestões. Por favor, me digam o que estão achando.

Percebo que acabei dormindo enquanto pensava na besteira que minha mãe falou. Olho o relógio em cima da minha mesa de estudos. São 17:00 horas. Como cheguei em casa às 14:00, vejo que dormi bastante, então levanto e desço as escadas para chegar à sala de estar e encontro a minha mãe assistindo televisão.

– Por que você não me acordou ?

– Por que eu acordaria ? Você já estudou e parecia cansada. Estava dormindo como um bebê , não tive coragem de chamar, até porque você não tem nada melhor para fazer aqui mesmo.

– Ah, tudo bem. Onde estão papai e Tom?

– Bom, eu liguei para o seu pai há um tempo e ele disse que já estavam voltando da pescaria.

– Há quanto tempo?

– Faz mais ou menos uma hora. Vou ligar de novo. — ela pega o celular, tecla alguns números e põe na orelha direita. Esperamos alguns segundos sem resposta, ela tenta de novo mas nada acontece.

– Ele não atende. — ela põe a mão que segura o celular em cima do sofá. — Agora estou preocupada.

– Talvez o celular tenha descarregado ou eles podem estar em uma área em que o sinal é ruim. O caminho do lago até aqui é longo, talvez já estejam chegando. Está tudo bem.

– Tem razão. — ela fala enquanto finge um sorriso. — Daqui a pouco eu tento de novo.

– Certo. Aliás ... tem alguma coisa para comer ? Estou morrendo de fome.

– Tem, sim. Eu fiz bolo de frutas. Guardei dentro do fogão , vai lá pegar.

– Obrigada. Você sabe como eu amo seu bolo de frutas, mãe... — ela sorri , enquanto eu saio da sala e entro na cozinha para pegar o bolo. Abro o fogão, pego o bolo, coloco um cima da pia. Pego uma faca e um prato e corto um pedaço. Guardo no fogão novamente e volto para a sala com o prato na mão. Sento no sofá ao lado da minha mãe e bocejo. Ela está vendo um programa sobre a natureza e não parece muito concentrada.

– Esse bolo está maravilhoso. — falo depois de algumas mordidas para tentar quebrar o silêncio.

– Eu fiz com amor. — ela sorri, agora, naturalmente.

– Não quer tentar ligar para o papai de novo ?

– Vou ver. — ela pega o celular que está ao seu lado em cima do sofá e faz o mesmo procedimento. Enquanto isso, olho para o relógio da televisão e vejo que já são quase 18:00 horas. Sem sucesso, minha mãe coloca o celular em cima do sofá novamente. — Ele não atendeu. Não sei mais o que posso fazer. Eu estou muito preocupada, eles saíram de tarde, pouco antes de você chegar da biblioteca e até agora não chegaram. Tudo bem que a viagem até o lago é bem longa e Tom gosta muito de passar um bom tempo pescando, mas pode ter acontecido alguma coisa muito séria com eles. — ela fala enquanto ergue a mão à cabeça.

– Mãe, você sabe que a viagem até o lago demora quase uma hora. E além de pescar, eles podem ter saído para almoçar e voltado novamente, por isso demoraram um pouco mais. Calma, vão chegar logo. — eu mudo o canal da televisão para o de notícias. O homem do tempo começa a falar sobre a migração de alguns animais por causa da proximidade da chegada do inverno e tudo mais. Porém isso não parece prender a atenção da minha mãe , ela continua preocupada com a demora do papai. Eu termino o bolo, levo o prato para a cozinha e subo as escadas. Pego o meu celular e ligo para Connor.

– Hmm... Oi... É...

– Amy ? Oi, está tudo bem com você ? — percebo um tom de preocupação na voz dele.

– Tá. É só...

– O quê? Fala logo, eu estou ficando preocupado.

– Não, é porque meu pai e meu irmão saíram hoje de manhã e não chegaram até agora e minha mãe está bastante preocupada.

– Para onde eles foram ?

– Foram pescar no lago.

– Ah, fica há uma hora daqui, não é ?

– É. Você acha que está tudo bem com eles ? — pergunto, também preocupada.

– Claro que está. Pode ter acontecido algum imprevisto... o trânsito... — ele faz uma pausa.

– É...

– Está ocupada ?

– Não, por quê?

– Posso ir na sua casa ?

– Pode. Mas agora ? Não é meio tarde ?

– Não são nem 19:00 horas. Eu vou embora cedo e minha casa é perto.

– Tudo bem. Cuidado.

– Chego já. — eu desligo o celular e desço as escadas. Chego perto da mamãe e digo :

– Connor está vindo para cá. Falei com ele sobre a demora do papai. Ele disse que vem agora. Só não sei para que.

– Talvez porque ele seja seu amigo e se preocupa com você.

– É, mas está tudo bem.

– Amy, a visita de Connor não vai fazer mal algum, vocês são amigos desde os três anos e ele sempre foi um ótimo garoto. Eu gosto muito dele.

– Não poderia gostar de outro, porque eu não tenho amigos além dele.

– Você ainda pode fazer amigos.

– Ah, mãe. Você sabe ... tanto tempo no mesmo colégio e nada aconteceu. Por que aconteceria agora ? — quando termino essa frase, alguém bate na porta e eu corro para abrir. Logo vejo o rosto sorridente de Connor.

– Oi. E aí ? — ele fala, entrando em casa.

– Estamos bem, só preocupadas.

– Olá, Connor ! — diz minha mãe do sofá.

– Olá, Sra. Clark ! — ele sorri. — Bom, então o seu marido não chegou ainda ?

– Ainda não. Já tentei ligar para ele, mas ele não me atende. Tinha falado que estava no caminho de volta, mas ainda não chegou.

– Eu posso tentar procurá — los por aqui por perto. Não vou tão longe. Posso ir à pé mesmo.

– Não, querido. Está frio lá fora, não quero que você fique andando por aí sozinho já de noite. É muita gentileza, mas obrigada.

– Eu vou com ele. — falo.

– Amy, não. É perigoso andar pelo caminho do lago agora. Existem animais perto da floresta e está escuro.

– Amy, eu posso ir sozinho. Sra. Clark, eu insisto, não vou muito longe e nem vou passar perto da floresta. É melhor eu ir do que ficar aqui sem fazer nada.

– Tudo bem. — minha mãe acaba concordando.

– Eu também vou, Connor. — insisto.

– Amy, não ... — ele começa a falar.

– Eu quero ir. Espera, vou pegar um casaco e colocar meus sapatos. Subo, ponho o casaco, calço os sapatos e desço rapidamente.

– Espera aí. — entro em um quarto próximo à cozinha e pego duas lanternas. — Pronto, vamos.

– Vão com cuidado e não demorem muito. Leve o celular Amy. Tchau.

– Está no meu bolso. Tchau.

– Tchau, Sra. Clark. — diz Connor. Nós saímos de casa e começamos a andar perto da estrada. Está realmente muito escuro. Escutamos um barulho e Connor pede silêncio com a mão. Parece que algo se mexeu no meio de alguma planta. Um animal talvez.

– O que foi isso ? — sussurro , apontando a lanterna para o arbusto de onde o barulho veio.

– Acho que algum animal. — um cervo de tamanho médio sai de dentro do arbusto. — É um cervo ! — ele diz animado.

– Está bem, agora vamos andando. — continuamos andando por algum tempo sem ver carros passando pela estrada, o vento frio bate no meu rosto e eu sinto um arrepio percorrendo minhas costas.

– Está bem mais frio do que de dia.

– Quer o meu casaco ? — ele pergunta. Eu quero aceitar, mas ele vai ficar com frio.

– Você vai ficar com frio. Não precisa.

– Estou com uma camisa de manga longa por baixo, pode pegar. — ele tira e coloca sobre os meus ombros.

– Obrigada. — eu sorrio e ele devolve o sorriso. Caminhamos por mais um tempo, percebo que já passou meia hora desde que saímos de casa e acho melhor voltar.

– Vamos voltar, Connor. Não estão por aqui.

– Você quer que eu continue ?

– É melhor irmos, está ficando tarde.

– Tudo bem. — começamos o caminho de volta até chegar na porta da minha casa.

– Bom, eu vou andando então ... — ele se vira para voltar para casa.

– Não vai me dar um abraço, Sr. Connor Morgan?

– Claro, Sra. Amy Clark. — então, ele sorri e me envolve com seus braços. Ele é mais alto que eu, por isso encosto a cabeça em seu ombro. Dou um beijo na bochecha dele e digo :

– Tchau, até amanhã.

– Até. — ele se vira e vai andando para casa. Entro em casa e conto para minha mãe que nossa procura não teve sucesso. Agora ela parece muito preocupada, mas não há nada que possamos fazer agora, a não ser esperar...

Notas finais
Me digam o que acharam! Só vou continuar postando aqui se comentarem. Digam em que posso melhorar, se está bom ou não... obrigada :D