Winter Depression
4 A última prova
Notas iniciais
Gente, aqui vai outro capítulo. Vi que os 3 outros tiveram 30 visualizações, mas nenhum deles teve comentário. Espero que me digam o que acharam nesse aqui. Boa leitura
O despertador me acorda e eu abro os olhos com dificuldade. A última prova. Olho e encontro o outro lado da cama vazio. Desço as escadas rapidamente. Encontro minha mãe na cozinha. Ela está terminando de preparar o café da manhã.
— Bom dia, mãe. Eu sei que não devo perguntar se está tudo bem, mas ... — Bom dia, Amy. Vai ficar tudo bem. — ela tenta sorrir. Ainda está com os olhos vermelhos de tanto chorar. Talvez tenha chorado muito agora de manhã antes de eu levantar. — Sente — se e coma um pouco. — ela aponta para a mesa. Eu dou um abraço nela e sento. Pego uma fatia de pão torrado e coloco geleia. Bebo um pouco de suco de laranja e termino de comer o pão. — Eu vou tomar meu banho. — falo sem animação.— Tudo bem. Você quer que eu te leve de carro hoje ? — Não precisa, mãe. Pode ficar em casa descansando. Eu vou encontrar o Connor no caminho. — subo as escadas, entro no meu quarto, tiro toda a roupa e jogo em cima da cama. Entro no banheiro e ligo o chuveiro. Deixo a água cair na minha cabeça para aliviar a sensação de estar sobrecarregada. É excelente. Mesmo com os últimos acontecimentos, eu tento não perder o foco na prova e vou revisando, mentalmente, as fórmulas e definições. Depois da revisão, tento não pensar em mais nada e só seguir com o banho normalmente. Termino o banho, pego uma toalha e saio do banheiro. É estranho como o mundo perdeu a graça. Só quero fazer essa prova e voltar para casa para ficar com a minha mãe. Me seco com a toalha e coloco uma roupa para ir à escola. Volto para escovar os dentes e arrumar o cabelo. Pego minha mochila e desço as escadas. — Pronto. Estou indo. — olho para o relógio da cozinha. São 06:50. — Tudo bem. Pegue o dinheiro para o lanche ou o que você quiser fazer depois da aula. Vá passear um pouco com Connor. — dou um abraço bem forte nela. — Boa prova, querida. Eu te amo, Amy. — Eu também te amo, mãe. — abro a porta e começo a caminhar em direção à escola. Escuto passos atrás de mim.— Ei, Amy ! — é o Connor falando. — Oi ... — digo meio sem graça. — Seu pai e seu irmão... Eles chegaram, não é ? Amy ... — Connor... ontem à noite, nós vimos a notícia da morte de duas pessoas em um carro destruído e queimado. — Sim ...— Esse carro estava próximo ao lago Tuggeranong. Eu sei que pode ser coincidência, mas ... Pode ser que sejam eles... — tento falar da forma mais fria possível para que eu não me emocione novamente. — Apareceu o nome das vítimas ? — nós continuamos andando enquanto conversamos. — Não, mas ... — não sei o que falar porque já não tenho esperanças de mais nada.— Ei, ei. Olha para mim. — eu tento olhar no fundo dos seus olhos verdes. — Você não tem certeza disso, eles estão bem, Amy. Agora você vai lá fazer uma prova tranquila e tirar uma nota boa. Calma. Vem aqui. — ele me dá um abraço e coloca a mão atrás do meu pescoço. Me aperta forte e eu saio do chão por alguns segundos. Uma lágrima cai no casaco dele. — Não chore. Vai ficar tudo bem. Fique tranquila.- nós nos separamos, ele enxuga a lágrima que desceu pelo meu rosto e continuamos andando até chegar à escola. Chegamos perto da entrada principal e Connor começa a cumprimentar alguns de seus amigos. Eu não tenho muitos amigos, para ser sincera, Connor é meu único amigo de verdade. É claro que eu falo com algumas pessoas, mas não passa disso. É diferente com o Connor, ele tem amigos, as pessoas gostam dele. Eu sorrio para alguns dos seus amigos que também sorriem para mim. Connor volta para o meu lado e nós entramos na escola. Passamos pelo pátio, subimos as escadas e entramos na sala de aula. — Bom, acho que já estudamos tudo o que tinha para estudar e não é necessário uma revisão agora, certo ?— Certo. — falo meio triste. — Eu só vou beber água e já volto para a sala. — ele concorda com a cabeça. Saio da sala e ando em direção ao bebedouro. Bebo um pouco de água e volto para a sala olhando para o chão. Não percebo que há alguém perto da porta, mas quando ergo o olhar já é tarde demais. Caio por cima de Connor e o derrubo no chão. Nossas bocas ficam tão próximas uma da outra que posso sentir a respiração dele. — Desculpa. Eu não te vi aí. — eu rio sem graça.— Tudo bem. — ele ri e me ajuda a levantar. Os outros alunos vão chegando na sala e depois de um tempo chega o professor. Ele pede para nós nos sentarmos e guardamos o material, deixando apenas o necessário para fazer a prova. Sento atrás de Connor, que sorri tentando me deixar um pouco mais tranquila em relação à prova. Respondo com um olhar confiante. O professor entrega as provas e todos começam a fazer. Connor é um dos primeiros a terminar e logo sai da sala. Eu continuo fazendo as questões com calma e facilidade. Depois de alguns minutos, eu também saio da sala e o encontro esperando lá fora. — Estamos de férias. — ele sorri.— É. Muito tempo para pensar nos últimos acontecimentos. — falo sem esperança.— Amy, eu já te falei que eles estão bem. Fique calma. Foi uma coincidência. Vamos, você precisa descansar. Eu vou te levar para casa. — ele fala como se quisesse "se livrar de mim".
— Espera. Está tudo bem com você ? — Por que não estaria ?— Não sei, você quer me levar para casa tão cedo. Tem alguma coisa que você queira me falar, Connor ?— Eu ? Não, Amy. Deixa de besteira, só estou preocupado com você, porque não parece ter descansado muito essa noite, então acho melhor te levar para casa. — Está bem... — termino o assunto não muito convencida das respostas dele. Andamos até perto da entrada principal. Lá existem pessoas entregando panfletos e uma garota entrega um para mim e para Connor e diz :— Depois de amanhã haverá a festa de início do inverno. As observações estão nos panfletos. Venham aproveitar também ! — ela sorri e nós agradecemos. Saímos do colégio e eu começo a pensar que realmente estou de férias. Talvez seja bom por um lado. As últimas semanas foram muito desgastantes e eu preciso de um tempo para mim. Não sei se quero ir à essa festa. Acontece todos os anos mas parece que esse terá um tema diferente, segundo o panfleto. Chegamos perto da minha casa e eu não posso acreditar no que vejo : o carro do meu pai está estacionado em frente à nossa casa. Isso quer dizer ...— Connor! -eu grito. — O carro do meu pai ! — não consigo me conter de felicidade e começo a chorar. — Eu disse, Amy! — ele sorri. Eu corro para abrir a porta e encontro minha mãe chorando enquanto abraça Tom e meu pai. Eles estão bem. Sempre estiveram bem. Os três percebem que estou na porta observando tudo então se voltam para mim. Eu corro para abraçar meu pai que beija a minha cabeça.— Pai ! Eu te amo muito. Você não sabe como essa noite foi terrível ! Eu te amo muito.— Minha filha ! — ele fala emocionado. — Eu também te amo muito. Está tudo bem, Amy. — solto meu pai e vejo Tom à minha frente.— Ei ! Eu também estava preocupada com você, Tom ! Eu te amo, seu fofinho. Me dá um abraço ! — ele sorri e me dá um abraço bem apertado. Eles estão bem e é isso que importa. Solto Tom e abraço minha mãe.— Viu, mãe ? Está tudo bem. — Sim, Amy. Está tudo bem. — ela sorri. Connor entra e cumprimenta os três. Nós ficamos ali felizes e meu pai diz :— Depois eu conto tudo o que aconteceu, mas agora nós precisamos comer porque estamos morrendo de fome! — nós rimos. Fico tranquila agora. Está tudo bem. Eu não poderia estar mais feliz, porque minha família está completa e bem.
Notas finais
Quarto capítulo! Se gostou (ou não) comente. Me diga sua opinião. O que acha que pode ser melhorado. Preciso muito saber. Não hesitem, apenas comentem para eu saber o que estão achando. É muito importante. Obrigada :)
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