Notas iniciais
Digam o que acharam, por favor :)

Papai e Tom comeram um pouco e Connor foi para casa porque queria nos deixar a sós, mesmo depois de eu implorar um pouco para que ele ficasse. Quando terminou de comer, meu pai começou a contar o que realmente havia acontecido.

— Bom, nós ficamos pescando até umas 16:00 horas, então guardamos tudo para voltar porém percebemos que a pista estava completamente cheia de animais, provavelmente, migrando por causa do fim do outono e logo, começo do inverno. Nunca vi tantos animais juntos em toda a minha vida. — ele faz uma pausa. — Estava pronto para ligar para vocês e avisar que nós íamos demorar, mas meu celular descarregou e eu não tinha carregador. Me preocupei porque sabia que vocês estariam assustadas com a nossa demora, porém não podia fazer muita coisa. Como os animais estavam seguindo pelo meio da estrada, o mesmo caminho que deveríamos seguir, nós tivemos que ir com o carro bem devagar por trás e isso começou a demorar bastante. Foi aí que eu percebi que já estávamos utilizando a reserva de combustível, então decidi parar em uma estalagem próxima da área, abastecer o carro e voltar só no dia seguinte.

— Ah, nós vimos uma notícia terrível na televisão, não importa agora. Mas espera... na estalagem não havia telefone ? — perguntou minha mãe.

— Não, os recepcionistas utilizavam celulares, e para o nosso azar, estavam sem sinal e os carregadores não eram compatíveis com o meu celular !

— Cara ... isso foi realmente bem complicado. — eu completei. — Mas o que importa é que vocês estão bem. De agora em diante, vamos seguir com nossas vidas e aproveitar melhor cada momento. Foi só um susto, mas poderia realmente ter acontecido. — mexo nos cabelos de Tom até ficarem bagunçados. Minha mãe sorri.

— Eu acho que vou dormir um pouco. Agora que tudo está bem, posso ter um sono tranquilo. — digo enquanto me levanto do sofá.

— Claro, Amy. Ah, só mais uma coisa. — Fala o meu pai. — Como foi sua prova ?

— Ótima ! — eu respondo sorrido e subo as escadas para o meu quarto. Me jogo na cama, fecho os olhos e adormeço rapidamente. Sonho com algumas coisas estranhas, não entendo muito bem, mas ao acordar, já não lembro de mais nada. Olho para o relógio e vejo que dormi demais. Já passou da hora do almoço há muito tempo. Pego o celular e vejo que existem 3 mensagens do Connor. Na última ele diz "Me liga quando puder.". Levanto da cama e lavo o rosto. Pego o celular novamente e ligo para ele.

— Oi, Connor. E aí ? Tudo bem ?

— Oi, Amy. Está tudo bem, sim. E com você ?

— Bem, você sabe... Não poderia estar melhor.

— Fico tão feliz em escutar você falando isso. — percebo um tom de alegria na voz dele.

— Obrigada. Eu só tenho que te agradecer por tudo. Quero dizer, você nunca perdeu as esperanças.

— Somos amigos, Amy. Estarei aqui sempre que precisar. — ficamos em silêncio por alguns segundos. — Mas mudando de assunto. Você tem alguma coisa para fazer esta noite ?

— Eu ? Claro... que não. — rio. — Por quê?

— Bom, se alguém te chamasse para ir jantar no seu restaurante preferido hoje à noite, você iria ? — ele fala, fazendo uma voz engraçada.

— Hmmmm... Sabe que eu não sei ? — falo brincando. — Na verdade, eu tenho uns compromissos muito importantes essa noite...

— Ah, que pena. Então fica para a próxima... — nós começamos a rir. — Posso te buscar às 18:30 ?

— Pode sim. Estarei pronta.

— Certo. Ah, não dorme de novo, porque você vai perder a hora.

— Quem disse que eu estava dormindo ?

— Te conheço muito bem para ter certeza disso. — ele fala e eu rio.

— Tudo bem, seu bobo. Até mais tarde.

— Até. — desligamos. Minha mãe aparece no corredor com um cesto de roupas limpas.

— Connor ? — ela pergunta.

— Era. Me chamou para jantar hoje à noite.

— Ele é tão fofo, Amy.

— Ele é meu amigo, mãe. — falei imitando a voz dela.

— Eu sei. — ela sorri. — Por enquanto ...

— Para com isso, mãe ! — falo e ela entra no quarto de Tom.

— Eu ouvi isso, Amy. Nada de namorar com qualquer um. Até que Connor é uma boa escolha... — meu pai fala de longe.

— Até você, pai ? — ele ri.

— Amy, será que você pode falar com o Connor para ele me ensinar umas jogadas de Rugby? — perguntou o Tom. Connor pratica Rugby e é muito bom. Ele é meio que o ídolo do Tom, que sonha em ser um jogador profissional.

— Claro, falarei com ele hoje. — sorrio. Olho para o relógio. Já são 16:30 ! Preciso me arrumar. Entro no banheiro e tomo um bom e demorado banho. Demora quase uma hora ! O que eu posso usar para hoje ? Não quero ser extravagante, mas também não quero ser tão simples. Mexo no guarda — roupa e encontro a roupa perfeita : um vestido de mangas curtinhas azul escuro quase preto. Vai até o joelho e possui alguns detalhes com brilho. Visto o vestido e arrumo os cabelos. Coloco um colar e uma pulseira de ouro que a mamãe me deu. Passo o meu perfume favorito e calço as minhas sapatilhas pretas. Pego uma bolsinha, ponho meu celular e algum dinheiro dentro e saio do quarto. Desço as escadas até a sala e minha família fica surpresa.

— Que foi? — Eu pergunto. — Está tão ruim assim ?

— Cara, você está linda. — diz Tom de boca aberta. Eu rio um pouco.

— Eu concordo com ele. — diz o papai.

— Com certeza. — Fala a mamãe.

— Então ... obrigada. — sorrio. Alguém bate na porta. — Connor chegou. Estou indo. — dou um abraço em cada um deles. — Tchau. — abro a porta e saio.

— Amy... Você... Você está ... incrível ! — Connor também fica de boca aberta. Fico sem graça e sinto meu rosto corando um pouco. Será que ele percebeu?

— Obrigada. Você também está muito bonito. — ele está usando uma camiseta branca, uma jaqueta de couro preta, calça jeans escuras e tênis cinzas.

— Obrigado, senhorita Clark. — diz ele enquanto estende o braço para que eu possa o acompanhar. Com os braços entrelaçados, nós caminhamos pelas calçadas até chegar ao restaurante que ainda não está cheio. Ele escolhe uma mesa no canto próxima à saída e nós sentamos. Os garçons nos entregam os cardápios, mas Connor tira o que eu estava lendo das minhas mãos.

— Hoje, eu tenho uma surpresa. Tenho certeza que você vai amar esse prato.

— Tudo bem. — rio. Então ele cochicha o nome do prato para o garçom.

— Pronto. — ele sorri. — Ei, você vai na festa amanhã , não é ?

— Que festa ? — pergunto meio perdida na gentileza dele. Ele é um amigo incrível.

— A de início do inverno.

— Ah, sim. Não estou com muita vontade.

— Vamos, vai ser legal. Parece que eles colocaram algumas atividades para a gente fazer e tal...

— Tudo bem. Pode ser. Mas só porque você é uma criancinha que tem necessidade de brincar. — nós sorrimos. — Ah, mais uma coisa, Tom quer que você ensine umas jogadas de Rugby para ele, você sabe. Ele te adora. — sorrio. Começa a ficar frio e eu percebo que não trouxe casaco de novo. Sinto um leve arrepio.

— É claro que ensino. — ele faz uma pausa. — Está com frio de novo, não é ? Amy, você tem que lembrar que o inverno já está começando... — ele ri e tira a jaqueta. — Coloca.

— Não precisa. — isso me lembra o outro casaco dele que está lá em casa. — O seu outro casaco ainda está lá em casa, me lembra de te entregar quando chegarmos. — ele concorda com a cabeça e coloca a jaqueta e o braço sobre os meus ombros. Olho bem dentro dos olhos verdes e ele se aproxima cada vez mais... nossos narizes quase se encostam e eu fecho os olhos. Sinto o calor da respiração dele na minha pele. Nossos lábios se tocam por alguns segundos e eu sinto algo tão bom vindo de dentro de mim que coloco uma das minhas mãos próxima do pescoço dele e o beijo se intensifica. Abaixo um pouco a mão, na tentativa de pará — lo, mas não sei se é isso que quero. O coração dele bate rapidamente. Não, eu não posso fazer isso. Connor é meu melhor amigo e só. Mexo a cabeça e o beijo acaba.

— Amy, me desculpa, eu ...

— Tudo bem. — ficamos em silêncio por algum tempo. Será que foi errado gostar desse beijo ? Eu não sei ... Talvez não. Eu sempre ignorei a ideia da minha mãe de casal fofo ou coisa do tipo, mas eu não sei se posso ignorar agora. Interrompendo esses pensamentos, chega o garçom com os nossos pratos.

— E aí está a surpresa ! — ele fala enquanto puxa a tampa de metal de cima dos pratos. Lasanha ao molho bolonhesa. Eu simplesmente amo lasanha, Connor sabe disso.

— Bom, eu nem experimentei, mas parece ótimo !

— Então experimente para ter certeza. — ele sorri. Eu corto um pedaço e coloco na boca, ainda está um pouco quente mas é delicioso.

— Connor, isso é muito bom.

— Uhum, eu sei. — ele fala com um tom convencido. Terminamos de comer e pedimos a conta. Cada um ficou com metade do valor.

— Quero tirar fotos, Connor. Essa noite foi especial. — entrego a jaqueta a ele, que coloca no mesmo instante.

— Tudo bem. — pego meu celular e o puxo para mais perto de mim. Nós tiramos algumas fotos fazendo cara feia, outras sorrindo , outras com expressão séria. Só sei que no fim, eu tinha 12 fotos.

— Vamos para casa, está ficando tarde. — ele segurou a minha mão e me tirou do restaurante. Soltou minha mão e nós começamos a andar para minha casa. Chegando na porta, ele parou e disse :

— Obrigado por hoje, foi realmente incrível.

— Eu que agradeço, também amei. — respondo. Parece que ele quer dizer mais alguma coisa, mas como não fala nada, eu dou um abraço e um beijo na bochecha dele e entro em casa.

— Até a festa de amanhã.

— Até. — ele vai andando para casa. Minha família está na sala, perguntam como foi o jantar e eu só digo que foi bom. Sento no sofá e fico pensando em tudo o que aconteceu lá no restaurante. Principalmente, no beijo.

Notas finais
Gostaria muito de saber o que estão achando. Comentem e me dêem sugestões por favor :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.