Wings of Fate
2 Primeiras impressões.
Notas iniciais
Soluço acordou cedo para um vôo matinal com Banguela. Aquele era o dia em que deixaria Berk e que iria para Dunbroch a fim de conhecer sua futura... Noiva. Aquela palavra tinha um gosto agridoce na sua boca. Por um lado, sabia que era a melhor escolha a ser feita para o bem de Berk. O bem do seu povo.
Por outro, sabia que, se ele se casasse com essa moça, as coisas nunca mais seriam as mesmas na sua vida. Seu povo seria próspero e cresceria, mas ele seria infeliz. Mas quando olhava para trás e via tudo que eles haviam construído juntos, ele não se arrependia de nada. O coração de Soluço se aquecia ao saber que por causa dele e de Banguela, a próxima geração de vikings não saberia o que era acordar no meio da noite com metade da casa ardendo em chamas, ou ter medo de sair de casa assim que o sol se punha.
Ao descer com Banguela para o porto viu a atividade intensa que ocorria ali. Seis enormes navios vikings eram carregados com suprimentos para a longa viagem. Cada um dos seis enormes Knarr que estava sendo carregado tinha espaço suficiente para Vikings e alguns dragões que eles levariam. Soluço não precisou olhar duas vezes para ver que aqueles eram os navios mais rápidos da frota de Berk. Navegariam uma parte do tempo e se dessem sorte, poderiam encontrar Scauldrons ao longo da costa. Os enormes dragões aquáticos eram assustadoramente fortes e poderiam puxar os pesados navios vikings como se fossem de papel.
Seu pai caminhava até ele com um olhar preocupado no rosto. Soluço fez o melhor possível para parecer calmo por fora, mas por dentro estava mais nervoso do que uma prostituta estreante. Estóico pousou uma das mãos imensas no ombro do filho.
– Está tudo pronto.
Soluço assentiu e deu uma olhada em Berk pela última vez. Inspirou fundo, tentando guardar cada cheiro dentro de si, tentando visualizar tudo para levar como recordação enquanto estivesse longe. Ouviu um baque surdo atrás de si, e ao se virar, Astrid descia de Tempestade e corria para ele no cais. Ele recebeu seu abraço primeiro com surpresa, depois com gratidão. Passou os braços ao redor nela, feliz por notar que qualquer constrangimento entre eles se dissipara como uma nuvem levada pela brisa.
– Faça o melhor que puder. – ela disse baixinho. – E volte logo para nós.
– Eu vou tentar, Astrid.
Ela afastou-se dele e por um segundo e Soluço pensou ter visto o começo de uma lágrima em seus olhos. Mas não podia ser. Aquela era Astrid. E Astrid não chorava. Quando viu que ele estava encarando ela deu um soco dolorido em seu braço e completou, numa voz um pouco mais alta:
– E vença! Se nos envergonhar vou arrancar a sua pele e fazer com que me veja vestida com ela!
Soluço arregalou os olhos e depois sorriu. Seguiu pelo píer e subiu em um dos navios enquanto Astrid acenava do cais.
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Os dias que se passavam eram quase sempre iguais. Voar com os dragões de manhã, comer rações frias e navegar. Onde quer que se olhasse, apenas a imensidão azul. As ondas quebravam, deixando um rastro de espuma branca atrás de si. Pela enésima vez naquela viagem Soluço debruçou-se sobre a amurada e devolveu ao mar o pouco peixe que havia conseguido comer naquela manhã. Banguela sentou-se ao lado dele, com um olhar curioso. Logo ouviu-se um som de regurgitar, e Soluço tapou a boca do dragão antes que ele lhe cuspisse um peixe recém saído de seu próprio estômago.
– Obrigado mesmo amigo...Mas acho que... – tapou a boca com a outra mão — Não preciso disso agora.
Enquanto segurava a boca de Banguela bem fechada, um tapa sonoro o empurrou de volta à amurada. Atrás dele, Melequento ria escandalosamente.
– Este é o meu primo! Forte como um touro!
Soluço gemeu quando a pancada seca fez revirar ainda mais o seu estômago inquieto. Enquanto estava debruçado na amurada e se sentindo miserável, Soluço notou uma forma a cortar a água. Apesar de não ter nada no estômago e o sabor horrível da bile na boca, pela primeira vez em dias, Soluço sorriu. Os lábios gritaram a palavra antes mesmo que a mente pudesse formá-la.
– Scauldron! – Disse, subitamente erguendo-se, tirou a camisa e a bota e subiu na amurada, preparando-se para pular.
– Você ficou total e completamente louco? – Gritou Cabeça Dura para ele.
Soluço apenas olhou por cima do ombro e sorriu seu melhor sorriso antes de pular na água. Banguela rodeava o navio e procurava Soluço na água, assim como todos os vikings. De olhos postos na água, todos sentiram uma pancada surda do outro lado do barco, e quase simultaneamente correram pare se debruçar na outra amurada. Outra pancada seca e logo a seguir uma sombra se moveu na água paralelamente ao barco. Uma cabeça de dragão surgiu, e agarrado ao seu pescoço ia Soluço, rindo e arfando como se tivesse acabado de encontrar o maior dos tesouros. A tripulação deixou escapar o ar que estivera prendendo e não pôde deixar de sorrir de volta.
– Joguem me uma corda — gritou Soluço sob as ondas – Ele vai nos puxar até a costa.
Os marinheiros obedeceram, confiantes de que a viagem agora seria bem mais curta e que logo eles estariam em terra firme.
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Um a um os cordões foram apertados por Maudie. Merida gemia e protestava, agarrada à cabeceira de sua cama, mas a roliça aia era implacável. Merida, que sempre reclamava quando a mãe a ajudava a se vestir quase desejou que ela estivesse ali agora e que fosse ela a apertar os cordões do espartilho.
– Ora, vamos, Merida, pare de chorar! Você enfrenta duas dúzias de guerreiros e um urso para salvar sua mãe e arma o maior escândalo por causa de um espartilho?
A aia franziu um dos cantos da boca em desaprovação. Ajudou Merida com o vestido, já que a garota nem conseguia erguer os braços.
O vestido era lindo, de um verde cor de folhas novas, com bordado dourado e branco descendo pela saia. As mangas se abriam em um leque perto dos pulsos. Assim como nos anos anteriores, a única pele visível nela era a do rosto e das mãos. Seu cabelo fora duramente domado e estava preso no toucado e desta vez ela não pôde puxar nem mesmo uma única mecha para revelar sua cor.
Maudie parou e demorou-se a olhar para ela. Quando as lágrimas vieram a seu rosto, Merida se compadeceu pela criada que a vira crescer e segurou sua mão, sorrindo. Entre soluços Maudie deixou escapar:
– Olhe como você...cresceu e está tão bonita...
Merida sorriu.
– Vamos, Maudie. Estão esperando por nós.
Quando Merida chegou ao grande salão, sua mãe, seu pai e os seus irmãos já estavam lá. A mãe sorriu para ela e segurou sua mão, olhando em seus olhos. Sorriu sem abrir os lábios para a filha e acrescentou, em um tom suave e maternal.
– Só escolha se estiver realmente pronta, filha. – Após dizer isso sentou-se à direita do marido, tomando seu lugar de direito.
Aquilo levou lágrimas aos olhos de Merida. Sua mãe mudara tanto. Todo ano chegavam seus pretendentes e todo ano Merida recusava as propostas de casamento. Imaginou como seria duro para sua mãe se ela nunca se casasse. Seu pai nunca se pronunciava a respeito, mas ela sabia que ele queria que ele encontrasse alguém que a protegesse e cuidasse dela. No seu íntimo, Merida também queria isso. Mas ela tinha medo de nunca encontrar alguém que a aceitasse com ela era. Mas desde que sua mãe se transformara em um urso, ela sentiu um afeto cada vez maior por sua família. Sua mãe quase perdera tudo por causa dela. Merida não a decepcionaria novamente. Fora-lhe dado o direito de escolha e ela escolheria.
Sentou-se à esquerda de seu pai, ereta e elegante graças ao espartilho. Pousou as mãos uma sobre a outra no colo como a mãe lhe ensinara e ergueu levemente o queixo. Logo um dos guardas anunciou em alto e bom som.
– Eles chegaram! – e abriu os imensos portões de madeira.
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Soluço estava cansado. Quando chegaram até Dunbroch nos navios ele não via a hora de descer para terra firme. Sentia falta do solo, do chão firme sob os seus pés. Assim que os vikings pisaram no cais foram recebidos por duas dúzias de guerreiros armados, que pareciam estar se decidindo sobre quem representava a maior ameaça: os vikings ou seus dragões.
Estóico e Soluço desceram seguidos por Banguela, e o que parecia ser o comandante da escolta falou:
– O senhor é Estóico, o Imenso?
Estóico assentiu. O homem se remexia nervosamente.
– Fui incumbido de acompanhá-los até o castelo em segurança. Mas não me disseram que trariam feras.
– Os dragões não são uma ameaça. – Disse Soluço, e Banguela, atraído por sua voz deu um passo à frente. Por puro reflexo o comandante levou a mão ao punho da espada, só para tirá-la um segundo depois, amedrontado pelo rugido de Banguela. Soluço suspirou. – A menos que você faça isso.
Meio segundo depois os outros dragões alertados pelo rugido saltaram do Knarr quase que imediatamente, fazendo o já pequeno cais parecer ainda menor. O Zíper Arrepiante dos gêmeos desceu, seguido pelo Pesadelo Monstruoso de Melequento. Não muito depois vieram outros. Um Gronkel. Um tambor trovão. Um Transformasa, Um Skrill, Um Terror Terrível e até mesmo o assustador Morte Murmurante. As sombras dos dragões cobriram as dos soldados. Em algum lugar entre eles alguém se urinou, e o cheiro chegou rapidamente até Soluço, que franziu o nariz. Ele tinha esquecido que os dragões causavam essa impressão nas pessoas.
– Talvez fosse melhor, pai, se nós fôssemos até lá sem os dragões. Ao menos por enquanto.
Estóico pensou em protestar, mas parou assim que viu melhor as expressões dos soldados. A palidez era uma característica comum entre eles. Soluço apoiou as duas mãos nas laterais da cabeça de Banguela e sorriu quando ele arregalou os olhos verdes em concentração.
– Amigo, preciso que você fique aqui com os outros agora.
Banguela grunhiu em protesto.
– Eu vou ficar bem. Não se preocupe comigo. Cuide de todos até que eu volte.
Outro grunhido, dessa vez em concordância. Os escoceses arregalaram os olhos perante a maneira que o dragão parecia compreender cada palavra que o garoto dizia. Logo, todos os dragões estavam de volta ao barco, tranquilos e mansos como ovelhas. O comandante pareceu recuperar a compostura e dirigiu-se a Estóico com o máximo de dignidade que ainda lhe restava – e não era muita.
– Por favor acompanhem-me.
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Quando o ruidoso grupo de vikings adentrou no salão, os outros três clãs já estavam reunidos. Os escoceses lançaram olhares gélidos aos vikings, que pareciam ignorar completamente sua existência. Logo após Ellinor dar as boas vindas a todos, a mesma ladainha de sempre se repetiu, com cada um dos clãs narrando os feitos impossíveis e irreais dos seus respectivos pretendentes. Quando Dingwal terminou, lançou um olhar de puro desafio a Estóico.
O governante de Berk deu um passo à frente. O rei Fergus deu-lhe um leve aceno de cabeça, incentivando- a falar. As vozes dos vikings trovejaram, e fizeram o salão tremer:
– Clã Haddock!
Estóico adiantou-se:
– Apresento o meu único filho, Soluço Haddock Terceiro, protetor e unificador dos povos vikings e o assassino do grande Morte Rubra.
Soluço deu um passo adiante e segurou as mãos à frente do corpo, fazendo possível para parecer mais viking do que o seu corpo esguio dizia que ele era.
Merida deu uma boa olhada nele. Ele era alto e magro, mas de maneira nenhuma magro demais. Parecia até mesmo ter uma boa camada de músculos sobre a pele. Ele usava uma estranha roupa cheia de tiras de couro, calças verdes e algo muito parecido com uma armadura negra na parte superior do peito. Ele não tinha uma das pernas, e Merida se perguntou como ele a perdera. Não que aquilo o diminuísse. Seu pai perdera a perna também e ainda era um dos melhores guerreiros do reino. Parecia ter bastante equilíbrio com a prótese, ela pensou, mais até do que seu pai. Seus cabelos eram castanhos e pareciam ter sido cortados de qualquer jeito, com uma faca. Tinha feições harmoniosas. Lábios finos. Nariz longo e estreito. Uma cicatriz quase imperceptível no queixo. Umas poucas sardas que lhe davam um ar de menino, apesar da barba aparada no queixo. Mas o que mais chamou a atenção de Merida foram seus olhos. Eram de um verde floresta luxuriante, cor de brotos e folhas novas. Certamente ele não era nada parecido com as histórias que ela ouvira! Seus olhos se encontraram com os dele por alguns segundos, mas os dois os desviaram rapidamente.
O Líder do clã MCintosh revirou os olhos, tomado por uma expressão de puro desprezo.
– E o senhor espera que saibamos o que é um Morte Rubra? Não viemos das suas terras bárbaras.
Risadas e um murmúrio de concordância percorreram todo o salão. Soluço temeu por um instante que seu pai fosse sacar o machado e resolver aquela ofensa ali mesmo. Mas Estóico limitou-se a responder.
– O Morte Rubra era o maior dragão já conhecido pelo nosso povo. Suas asas abertas escureciam os céus, o fogo que ele soltava queimava o ar a volta de todos. Cada passo que ele dava fazia estremecer o chão e o seu rugido fez com que homens e feras enlouquecessem.
O velho MCintosh rebateu.
– Claro. Histórias de dragões... Espera que nós acreditemos nos seus contos bárbaros? Como é que um garoto sem uma perna poderia matar tal criatura, ainda que ela existisse?
Ouviram-se risos de escárnio por todo o salão. Fergus franziu o cenho após ouvir as palavras de MCintosh, mas Elinor pousou delicadamente a mão sobre a dele, um sinal para que não interferisse. Ele viu a curiosidade nos olhos da esposa. Soluço rangeu os dentes. Tudo o que mais queria agora era deixar aquele lugar.
– Eu não espero que os senhores acreditem em nada. – Estalou os dedos e oito vikings surgiram entre os outros, carregando algo coberto por um tecido negro. Os homens eram fortes e atarracados, mas o que quer que estivessem trazendo pesava demais, até mesmo para eles. Eles ergueram a coisa de modo que ficasse na vertical. Ao tirarem o tecido, exclamações se tornaram audíveis em todos os cantos do salão. Pois debaixo do tecido, havia a forma perfeita de um grande dente afiado, que em pé era maior e mais largo que Estóico. Ele fez um gesto para o dente e continuou – Eu posso prová-lo. Isto, senhores, é o menor dos dentes do Morte Rubra. Seu crânio está exposto em nossa vila, no grande salão, e aquele que não acredita que não se faça de rogado. Eu o convido para ir a Berk e conhecer os ossos do maior dragão que já existiu. – Estóico lançou um olhar ao boquiaberto MCintosh – E o meu filho perdeu a perna ao derrotá-lo.
Fergus não se conteve e ergueu-se do trono indo na direção do enorme dente. Era ainda maior do que o urso Mor’du. Ele fez menção de tocá-lo e lançou um olhar abismado a Estóico, que assentiu. Ao tocar a lateral do dente com o indicador um filete de sangue escorreu lhe do dedo e todos no salão murmuravam, chocados.
A rainha Elinor, que estivera todo o tempo calada e avaliadora ergueu-se de súbito, atraindo os olhares de todos no salão:
– Este é um dia muito especial para o nosso reino. O dia em que Estóico dos povos vikings do norte permitiu que o seu filho competisse pela mão da princesa de Dunbroch, um ato de confiança e amizade plena. Acredito que posso falar por meu marido, o rei, quando digo que sou grata por sua presença aqui este ano, Estóico.
Estóico assentiu, seu rosto sério e compenetrado. Soluço estava simplesmente boquiaberto. Nunca conhecera uma mulher como aquela. Cada gesto e cada palavra dela exalavam uma autoridade que colocaria Astrid a chorar como uma criancinha. Aquela mulher tinha voz de comando e estava acostumada a ser obedecida. Ainda assim, como ela poderia ser tão delicada e feminina? Provavelmente nunca erguera um machado na vida. Certamente nem saberia como brandir uma espada. Embora não fosse uma guerreira letal como Astrid, nenhum dos homens no salão se atrevera a abrir a boca enquanto ela falava. Nem mesmo o Rei.
– Mas os senhores fizeram uma longa viagem, e eu acredito que estejam todos cansados. Por isso gostaria de oferecer a hospitalidade do nosso castelo, nós faremos um banquete e depois serão providenciadas acomodações para todos.
– E nós agradecemos muito, Rainha Elinor, Rei Fergus. – Estóico deu-lhes um aceno de cabeça, quando Soluço discretamente aproximou-se dele e disse alguma coisa ao pé do ouvido. Estóico concordou, e quando Soluço afastou-se novamente, voltou-se para a rainha novamente. – Mas seria mais prudente que a nossa comitiva montasse acampamento em um local mais afastado do castelo. Temo que os nossos...Companheiros não gostariam de ficar em um local confinados por muito tempo.
Elinor piscou, confusa por alguns segundos, quando Fergus disse-lhe baixinho.
– Os dragões, querida.
Elinor arregalou os olhos e numa fração de segundo passou pela sua cabeça a imagem das feras rasgando e queimando as belas tapeçarias do castelo. Decidiu que não valeria a pena arriscar tanto.
– E onde exatamente seria mais adequado aos senhores e aos seus... Companheiros?
Estóico sorriu diante do embaraço da rainha e perguntou-se se ela alguma vez já teria visto algum dragão na vida.
– Uma área aberta e ampla seria bom, Majestade. Talvez uma floresta, se puder dispor de uma. As pessoas costumam ficar bastante impressionadas.
– A face leste do castelo é cercada por uma floresta densa. Alertarei os guarda caças que mantenham uma distância segura e as pessoas afastadas. Mas saibam que ainda são os nossos hóspedes. Se precisarem de alguma coisa, qualquer coisa, por favor nos comuniquem e ficaremos mais do que felizes em providenciar. – Elinor lançou um olhar mais calmo aos clãs escoceses – Quanto aos outros chefes de clã, serão como sempre muito bem vindos aqui no castelo. Os nossos criados providenciarão suas acomodações. Desejo a todos um bom dia e que este descanso possa restaurar suas energias para a escolha do desafio que será em dois dias.
Os clãs começaram lentamente a se dispersar, e Merida deu uma última olhada no rapaz viking que lutaria por sua mão. Seu olhar parecia distante e alterado. Perdera um pouco do brilho anterior. Ela se perguntava o porquê.
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