Estávamos nós três deitados na cama após um longo dia de descobertas com Castiel, que estava se ajustando ao seu novo corpo e descobrindo suas limitações. Charlie estava dormindo e a casa estava, ao menos parcialmente, quieta.

Estavam todos tirando o atraso, pra variar, e o bônus foi Castiel ter recebido um monte de documentos. Alexis deu ‘‘Milton’’ como sobrenome para ele, já que, de certa forma, ele era irmão de Anna. Achei aquele toque singelo bem pensado.

Dean e Sam me ajudaram a deixar a casa à prova de bebês, bloqueando áreas perigosas para Charlie e mantendo objetos possivelmente perigosos fora do alcance dela.

Dean estava quase aos pulinhos, pensando nas mil coisas que poderia colocar no nosso quintal. Ele mesmo queria colocar uma cerca, mas eu insisti para que ele deixasse isso para os profissionais, então começamos a procurar por eles.

Havia muito a se fazer naquele quintal para que ele pudesse ser chamado de jardim. Ele queria colocar um balanço para Charlie, um pequeno parquinho onde ela pudesse brincar, e nas palavras de Dean, ‘‘não só ela’’.

— Está sugerindo que façamos um irmãozinho ou irmãzinha pra ela? – o fitei enquanto conversávamos na cama.

— Pelo menos mais um – ele deu de ombros.

— Seria bom que ela crescesse com um irmão mais novo – Castiel completou, chamando a minha atenção. – Um cuidando do outro. Irmãos com idades não tão distintas geralmente se entendem melhor, e se nós três estivermos juntos, não há motivo para que eles tenham ciúmes um do outro.

— Nós três? – Dean arqueou as sobrancelhas pra ele. – Quer nos dizer alguma coisa com isso, anjo?

— Bem, não sei como funcionam as leis de vocês quanto à isso, mas sei que há países em que uma união poligâmica é permitida por lei. Talvez nós possamos começar a trabalhar nisso... – nos entreolhou.

— Eu topo – sorri confiante.

— Eu também – disse Dean.

— Mas antes de pensarmos em casamento e bebês... – pigarrei, chamando a atenção deles. – Precisamos pensar no futuro.

— Sim, claro – Castiel se deitou de lado, apoiando a cabeça no cotovelo.

— Eu estava pensando... – suspirei. – Antes de me tornar caçadora, eu queria ser professora, mas... Isso... Meio que mudou.

— É? – Dean arqueou as sobrancelhas.

— É. O tempo em que estive ajudando o padre Kellan... Com todas as coisas que estavam acontecendo, me fez perceber que ajudar aquelas pessoas é o que eu realmente queria fazer, com ou sem habilidades de Santa. Muitas pessoas precisavam de mais do que apenas ajuda espiritual, sabe? E Kellan era muito bom no que fazia. Eu... Tô considerando estudar teologia e realmente... Ficar na igreja. Não sei se na de Kellan, já que, sendo uma igreja católica, não tem muita coisa que eu possa fazer lá dentro, mas... Quem sabe?

— Uau – Dean tombou a cabeça no travesseiro. – Essa eu não vi chegando!

— Isso é ruim?

— Não, apenas... Inesperado, acho – deu de ombros.

— É um belo caminho a seguir, Bella – Castiel sorriu. – O caminho da compaixão e da gentileza. Querendo ou não, é uma forma de construir seu legado como Santa na Terra.

— Valeu, amorzinho. E vocês? Já pensaram a respeito do que vão fazer?

— Preciso voltar a estudar também – Dean suspirou, encarando o teto. – Se eu contar, prometem não rir de mim?

— Por que riríamos de você? – Castiel franziu o cenho.

— Não vamos rir, amor – o assegurei.

— Eu pensei em... Gastronomia – fechou os olhos, crispando os lábios por um momento.

— Isso é ótimo! – me animei. – É algo que combina com você.

— Acha mesmo? – perguntou desconfiado.

— Dean, você cozinha muito bem! Um curso de culinária apenas vai te deixar melhor nisso. Você tem todo o nosso apoio – no que Castiel assentiu, concordando. – E você, Cass? Já pensou a respeito?

— Não. Não faço ideia do que fazer.

— Talvez seja cedo pra isso – disse Dean. – Você ainda precisa aprender sobre como as coisas funcionam – olhou para o ex-anjo.

— Enquanto isso... – fitei Castiel sugestivamente. – O que acha de nós dois fazermos um irmãozinho para Charlie?

— E eu? – Dean me olhou, quase ofendido.

— Você já me deu a Charlie – sorri confiante. – E eu quero um de cada.

— Ah, bom... – ele fez um biquinho. – Faz sentido. Mas isso não me impede de brincar com vocês, também.

Dean segurou o rosto de Cass, o puxando para um beijo, e eu me ocupei em beijar o pescoço de Dean, que me segurou mais forte.

Não demorou muito para que começássemos a nos despir e nos esfregarmos uns nos outros, deixando a temperatura daquele quarto mais quente que a noite de verão lá fora. Logo eu estava entre eles, com ambas as mãos ocupadas em seus membros. Enquanto Castiel me masturbava, Dean me beijava, brincando com os meus seios.

Cass mudou de posição, se deitando entre as minhas pernas e começando a me sorver enquanto minha boca se ocupava com o pau de Dean. Fiz com que ele se ajoelhasse com as pernas abertas entre meu pescoço, permitindo que eu segurasse seu traseiro com força e o estapeasse enquanto o chupava.

Quando sentiu que estava excitado demais, ele me pediu para parar de chupá-lo, pois ainda não queria gozar. Se deitou ao meu lado, nos observando com gula no olhar. Pedi a Cass para que parasse, também, para que encontrássemos uma posição para nós. Eu não sabia quanto tempo ele iria durar ali, em sua primeira vez como humano, então eu queria aproveitar o máximo que pudesse, queria uma posição mais íntima.

Sugeri que tentássemos a famigerada ‘‘flor de lótus’’. Ele se sentou na cama e eu me sentei em cima dele, entrelaçando minhas pernas às costas dele, deixando que ele escorregasse lentamente para dentro de mim, no que ambos gememos.

Cass deslizou seus dedos entre meus cabelos, me beijando devagar enquanto meu quadril começava a se movimentar para frente e para trás.

Ele se afastou por um momento, interrompendo o nosso beijo para me fitar, afagando meu rosto carinhosamente. Deslizando as mãos em minhas costas, me aproximando mais dele, Cass me deitou na cama, beijando meu colo devagar, me deixando arrepiada. Lá se ia meu plano de aproveitar mais um pouco o momento em outras posições.

Dean mantinha seus olhos em nós, suas mãos ocupadas trabalhando em seu pau, nos devorando com o olhar.

Castiel ergueu minhas pernas sobre seus ombros, se inclinando sobre mim, me penetrando mais fundo, no que eu gemi mais alto do que deveria, me entregando ao momento, sentindo minha resistência e dominância fugindo de mim.

— Isabella – ele chamou minha atenção, saindo de mim por um momento. – Olhe para mim.

Ele me penetrou novamente, seu membro se encaixou bem em mim, encontrando meu ponto interno mais sensível. Conforme ele começava a se movimentar, meu arfar se tornava mais acelerado, nós dois entrando em sincronia. Eu empurrava meu quadril contra o dele, segurando seus cabelos com força enquanto ele me fodia, pedindo por mais.

Quando ele tirou minhas pernas de cima de seus ombros, se deitando sobre mim e me abraçando, eu sabia que a coisa ia ficar séria. Eu tentava não gritar a cada estocada, mas era difícil me conter enquanto ele me fodia daquela maneira, me fazendo pensar se antes de ser humano ele estava se segurando comigo.

Cass colocou sua cabeça em meu ombro e acelerou os movimentos do quadril, no que eu já estava ficando louca enquanto tentava não fazer mais barulho. Precisei implorar para que ele gozasse em mim, pois estava começando a perder as forças das pernas.

Então eu senti quando ele se derramou em mim, gemendo em meu ouvido, suas estocadas diminuindo em ritmo, mas mais intensas antes que ele parasse, arfando.

Estávamos suados, minhas pernas tremiam, e por um momento, quase me esqueci de onde estava, me sentindo aérea. Castiel me deixou lentamente, se deitando ao meu lado enquanto recuperava o fôlego.

— Essa foi a coisa mais linda que eu já vi.

Dean nos olhava com um sorrisinho malicioso. Castiel e eu rimos desconcertados, e depois de alguns minutos, ele avançou para Dean, pois agora era a vez dele. Se debruçou entre suas pernas e começou a chupá-lo lentamente, Dean logo segurando os cabelos negros do nosso anjo durante aquele vai-e-vem.

E assim que eu recuperei meu fôlego, comecei a me tocar enquanto os observava, deixando Dean dividido entre dar atenção à boca de Castiel e dar atenção à minha boca. Eu sorri satisfeita, sabendo que teríamos uma longa noite pela frente.

Isso até que Charlie nos interrompesse, é claro.

Notas finais
esse é oficialmente o último hot dessa fanfic aaaaa chegaaaa num guento mais escrever putcharia ;-;