Winchester X Salvatore

9 Capítulo 9 - O Ultimato


Notas iniciais
Bem, resolvi acrescentar mais um personagem de TVD fazendo uma participação especial (oi?). Have fun!!!

Mia se assustou quando viu Elena de costas naquele porão escuro. Deu mais alguns passos e tossiu antes de perguntar:

– Hora errada?

A vampira se virou segurando uma bolsa de sangue e tomou o último gole enquanto encarava Mia. Só então, a garota notou que havia um freezer naquele porão repleto de outras bolsas como aquela que Elena havia terminado.

– Sabe... Esse negócio de não falar assusta um pouco... — arriscou Mia tentando quebrar aquele silêncio.

Então Elena jogou a bolsa vazia em um canto e começou a se aproximar de Mia fazendo com que ela automaticamente desse alguns passos para trás. Mia só conseguia pensar no pesadelo que havia tido naquela tarde e em como as coisas poderiam fugir do controle aquela noite.

– Por favor não me machuque... — pediu ela.

Mas para sua surpresa, Elena parecia não querer machucá-la desta vez. Ao contrário do que Mia estava esperando, a vampira simplesmente a abraçou muito forte. Então, a garota começou a entender o que estava acontecendo ali e por que Elena a chamou para aquela festa.

– Eu sinto muito, Mia. — disse a vampira por fim e se afastando um pouco continuou — Por ter te machucado antes... Naquela estrada. Eu não era eu mesma. Me desculpe.

– Você... — começou a dizer Mia.

– Sim. Eu liguei a humanidade. — confirmou Elena — E eu devo isso a você e ao... Jeremy.

– Elena... — murmurou a outra.

Mia não conseguiu falar, então abraçou a vampira novamente. Por causa daquele pesadelo medonho, esperava qualquer coisa daquela noite, menos aquilo. Respirou fundo e recomeçou:

– Elena, eu quero que você saiba que quando eu disse que sentia muito pelo seu irmão, eu estava sendo sincera. Eu precisava me aproximar de você, mas eu disse aquilo de coração. Eu jamais brincaria com a sua dor. Mas, se serve de consolo, ele realmente parecia bem no meu sonho. Ele está em paz, Elena...

– Eu sei... — disse a vampira.

As duas se afastaram e Mia continuou:

– Mas eu estou muito feliz pelo plano ter funcionado. Por você ter ligado a humanidade...

– Mia... — interrompeu Elena percebendo que a garota estava ficando empolgada demais — O fato de eu ter ligado a humanidade não muda as coisas que eu fiz. E eu fiz coisas horríveis. Não só para você. Mas ler aquela carta do Jer... Me fez perceber como eu estava errada e como eu não quero mais estar errada... Eu quero ser a Elena que ele se orgulhava de ter como irmã.

– Com certeza você já é. – assegurou Mia.

Elena sorriu, tirou algo do bolso e entregou para a garota. Era uma chave. Então explicou:

– Bem, depois das coisas que eu te fiz, eu queria mais do que pedir desculpas, eu queria te agradecer de alguma forma. Então, conversando com Bonnie e Caroline esta tarde, eu fiquei sabendo de um certo anjo de sobretudo...

Mia sentiu seu rosto ruborizar. Odiava se sentir tão idiota quanto alguém mencionava Castiel. Mas, o que ela poderia fazer? Estava completamente apaixonada por ele mesmo...

– O que esta chave abre exatamente? – quis saber ela.

– Uma antiga casa da família Gilbert. Eu e o Jer costumávamos chamá-la de a casa do lago. Você deve imaginar por que. — respondeu Elena.

– E por que exatamente você está me dando esta chave? — quis entender a garota.

– Porque quando esta noite terminar, e vocês finalmente resolverem pegar a estrada, sem ofensa, mas em algum momento vocês irão embora... – disse Elena sorrindo — Eu quero que você tenha um momento especial com o seu anjo. Eu quero que você leve alguma memória boa deste lugar, Mia. Além disso, Bonnie me contou que o Dean tem feito muitas piadas sobre vocês dois e achou que esta seria uma ótima forma de te agradecer pelo que você fez.

– Elena, embora passar uma noite romântica e especial, em um lugar lindo, romântico e especial, com meu anjo lindo e hot seja... Uma ótima e tentadora ideia, você não precisa fazer isso. Digo, você não precisa me agradecer... Por nada. A melhor forma de agradecer foi você ter ligado a humanidade. Eu estou realmente feliz e satisfeita por ter conseguido fazer alguma coisa certa... — disse Mia.

– Mas eu quero. – interrompeu Elena – Eu quero agradecer, Mia. Eu quero de alguma forma sentir que eu estou reparando as coisas horríveis que eu fiz. Por favor, aceite.

Mia pensou um pouco e disse por fim sorrindo:

– Ok. Se isso te faz sentir melhor e se eu sobreviver esta noite, eu prometo que irei sequestrar Castiel e levá-lo para este lugar. Obrigada.

As duas se abraçaram emocionadas e Mia percebeu como se enganou em relação aquela vampira. Elena não era um monstro e Mia estava feliz por ter feito com que ela percebesse isso também. Aquilo era estranho. Não parecia com o seu pesadelo. Quando será que as coisas começariam a dar errado?

– Como assim se você sobreviver? – lembrou Elena.

Mia se afastou e pensou um pouco. Sentiu que podia confiar naquela vampira e sentiu que talvez ela também pudesse ajudar com a missão impossível daquela noite. Toda ajuda seria bem vinda...

– Elena... Você não precisa, mas se você realmente quer me agradecer e reparar as coisas, tem algo que você pode fazer por mim... Eu preciso da sua ajuda. — anunciou Mia.

Elena assentiu e ouviu atentamente o que Mia estava explicando. Depois saiu rapidamente do porão. Mia esperou alguns minutos e em seguida também começou a sair de lá, mas parou ao ver algo na escada. Ótimo. As coisas começavam a ficar parecidas com o pesadelo. Do topo da escada, Klaus começou a descer lentamente acompanhado de uma das convidadas.

– Boa noite, Mia. Espero que você tenha aproveitado a festa. — começou ele.

– Na verdade, eu acabei de chegar... — disse ela.

– Oh! Não se preocupe. Depois desta noite, você terá todo o tempo do mundo para aproveitar quantas festas quiser. — prometeu o loiro parando no meio da escada.

A garota também parou e ele a olhou fixamente enquanto a compelia:

– Hora de fazer o que eu mandei, love.

Mia sentiu um leve arrepio ao ouvir Klaus dizer aquilo ao mesmo tempo em que a garota caminhava em sua direção.

– Você é um covarde, Klaus! Se você quer me matar, venha até aqui! — desafiou ela e em seguida disse à garota — Não importa o que ele te mandou fazer, você precisa lutar contra isso...

A garota parecia não ouvir o que Mia estava dizendo. E determinada pegou o seu braço, arrancou a pulseira de verbena e a jogou no final do corredor.

– Oh... Droga... Eu devia ter previsto isso... — murmurou Mia preocupada.

Klaus começou a descer os últimos degraus e perguntou:

– O que você disse mesmo sobre te matar? E sobre eu ser covarde?

Pela primeira vez naquela noite, Mia sentiu medo de verdade. E se as coisas não acontecessem exatamente como no pesadelo? Era difícil seguir com o plano quando não sabia o que ia acontecer no instante seguinte. Aquela garota, por exemplo, não estava no seu pesadelo. Muito menos a conversa com Elena. Sabia como aquela noite poderia terminar, mas o resto era um mistério. E qualquer erro seria fatal. Sentiu mais medo ao pensar nisso. E se eles não conseguissem parar aquilo antes que...? Bom, pelo menos agora entendia porque estava sem a pulseira no seu sonho.

– Deixe ela ir embora. — pediu Mia voltando a si.

– Ainda não. – discordou Klaus — A jovem April ainda precisa fazer uma última coisa para mim. — disse ele enquanto mordia o pescoço da garota.

April gritou, mas a música estava alta demais e provavelmente ninguém a ouviu. Mas Mia jamais esqueceria aquele som. Por que Klaus era tão cruel? Era estranho porque havia percebido a forma como ele olhava para Caroline naquele dia em que a sequestrou com a ajuda de Rebekah. Definitivamente, havia algo bom nele...

Mia parou de pensar naquilo quando Klaus mordeu o outro lado do pescoço de April. Não, não havia nada de bom nele. Ele era um monstro. Merecia morrer.

Em seguida ele encarou April novamente e perguntou:

– Quem mordeu você?

– Você me mordeu... — respondeu a garota.

– Não. Stefan e Damon te morderam. — compeliu ele.

– Stefan e Damon me morderam. — repetiu April.

– Eles são monstros, merecem morrer. — compeliu Klaus.

– Eles são monstros, merecem morrer. — repetiu ela novamente.

– Não! — gritou Mia entendendo o que Klaus ia fazer.

– Por favor, Winchesters, matem Stefan e Damon. — continuou ele.

– Por favor, Winchesters, matem Stefan e Damon. — repetiu April.

– Antes que eles machuquem mais alguém. — prosseguiu Klaus.

– Antes que eles machuquem mais alguém. – repetiu April.

Klaus sorriu e terminou:

– Hora de voltar para a festa, sweetheart.

April obedeceu e começou a subir a escada. Mia desesperou-se, mas não podia demonstrar. Tinha que manter a calma ou tudo daria errado. Mas Klaus era mais esperto do que eles tinham imaginado. Se Sam e Dean acreditassem em April, todo o plano teria sido em vão. E Mia sabia que eles só queriam um motivo para declararem guerra contra os Salvatore. Não tinha outra escolha a não ser confiar que eles não seriam burros o suficiente para acreditarem naquilo que Klaus tinha armado. Havia uma chance remota disso não acontecer, deles não acreditarem e tudo dar certo. Tinha que se agarrar a isso.

De repente, Klaus se moveu rapidamente em sua direção, a segurou e a compeliu:

– Venha comigo.

Mia assentiu e o seguiu por um corredor que levava a uma saída nos fundos da casa. Enquanto isso, April andava no meio dos convidados e logo, seu pescoço ensanguentado começou a chamar a atenção. Caroline levantou do sofá e controlou o instinto de atacá-la. Meredith se aproximou preocupada e começou a examinar seus ferimentos. Os Salvatore, que tinham sumido por alguns instantes, voltaram para a sala ao mesmo tempo em que Bonnie dizia a todos:

– Ok, a festa acabou, pessoal! Como vocês perceberam April caiu e se machucou um pouco. Nós precisamos cuidar dela agora. Por favor, eu peço desculpas, mas vocês precisam ir embora.

As pessoas começaram a sair, mas não deixaram de cochichar umas com as outras sobre aquela estranha cena. Sam e Dean se aproximaram intrigados e observaram a garota. Mais precisamente, o seu pescoço.

– O que diabos aconteceu aqui? — perguntou Dean.

– Quem fez isso com você? — indagou Sam.

– Stefan e Damon. — respondeu ela.

– Como é? – quis confirmar Dean.

– Eles são monstros, merecem morrer. – continuou ela.

Ao ouvirem isso, Stefan e Damon se aproximaram confusos. Aquilo não fazia sentido. Mas como explicariam isso para os dois caçadores que definitivamente só queriam um motivo para matá-los?

– April, o que está acontecendo? – tentou entender Stefan – Quem fez isso com você? Quem realmente fez?

A garota se escondeu atrás de Dean e implorou quase chorando:

– Por favor, Winchesters, matem Stefan e Damon. Antes que eles machuquem mais alguém.

Sam e Dean olharam para os Salvatore com ódio.

– Espera um pouco... Nós não fizemos isso. — afirmou Damon – Vocês não percebem, amigos? Ela foi compelida!

– Vocês não deviam ter feito isso. — disse Dean pegando a arma carregada de balas de madeira e apontando para eles. – De qualquer forma, eu fico feliz por não ter mais que ouvi-los nos chamar de amigos. Deus... Eu não suporto isso...

– Nós não somos amigos de monstros como vocês. — completou Sam também apontando a arma para eles.

E todos se olharam apreensivos enquanto April chorava e ficava cada vez mais histérica.

De repente, Bonnie entrou na frente da arma de Dean e Caroline ficou na frente de Sam. Meredith acalmou April e fez com que ela sentasse no sofá.

– Bonnie, o que você está fazendo? – indagou Dean.

– É melhor você sair da frente, Bella... – disse Sam para Caroline.

– Vocês não percebem? – começou Bonnie – Agora vocês estão se perguntando se devem ou não matar os Salvatore, quando deveriam se perguntar: Aonde está Mia? Ou Elena? Isso é uma armadilha. E vocês sabem quem armou tudo isso. Nós precisamos ir antes que seja tarde demais.

– Eu não tenho tanta certeza se eles são inocentes. – relutou Sam.

– Além disso, nós podemos matá-los e ainda chegar a tempo para salvar Mia. – garantiu Dean.

– Vocês? Nos matar? – duvidou Damon sorrindo– Eu realmente quero ver vocês tentarem...

– Filho da mãe... – xingou Dean dando uma passo em sua direção.

Bonnie o impediu e segurou a arma.

– Bonnie... Eu não quero te machucar, mas saía da minha frente... – pediu Dean.

– Faça o que ele está pedindo. – disse Stefan para surpresa de todos – Se eles realmente acreditam que nós machucamos April, então deixe que eles nos matem, Bonnie.

– Stef... Sempre dando uma de mártir... – reclamou Damon.

– Stefan, não seja estúpido! – reclamou Caroline – Eles realmente irão matá-los.

– Exato. É isso que os caçadores fazem, não é? – desafiou Stefan – Caçam coisas, salvam pessoas... É o negócio da família de vocês e eu entendo. Vocês foram criados nisso e só sabem fazer isso. Pois bem, vão em frente. Se vocês realmente estão convencidos de que fomos nós, então façam. Nos matem. Mas se lá no fundo, vocês não tiverem certeza... Se tiverem alguma dúvida, por menor que seja, e mesmo assim resolverem seguir em frente com isso... Então, façam também.

– Stefan! Que tal não nos matar? – sugeriu Damon – Eu ainda quero fazer muitas coisas com a minha imortalidade se você não se importa.

– Mas lembrem-se de que vocês terão que conviver com o fato de que mataram os monstros errados pelo resto da vida... – disse Stefan e depois de alguns instantes continuou – Ou nós podemos terminar esta conversa e ir salvar a amiga de vocês do verdadeiro vilão da história. Juntos.

Houve um longo de momento de silêncio em que Sam e Dean se viram questionando suas próprias convicções. Talvez aqueles dois não fossem os monstros que eles julgaram ser. Olharam mais uma vez para April chorando no sofá enquanto Meredith fazia alguns curativos. Em seguida olharam para os Salvatore e abaixaram as armas. Caroline e Bonnie sorriram.

– Bom trabalho, little brother. – reconheceu Damon olhando para Stefan.

As coisas definitivamente estavam ficando cada vez mais parecidas com o pesadelo. Mia pensou nisso quando finalmente chegou na ponte com Klaus.

– Por que você está fazendo isso? — perguntou ela.

– Não é óbvio? — devolveu Klaus — É um recado para os seus amigos caçadores e para qualquer outro que resolva vir para Mystic Falls. Agora, com a sua ajuda, eu vou ensinar uma lição para eles.

– Que lição? Do que você está falando? – perguntou ela tentando ganhar tempo.

Klaus sorriu e colocou a mão no seu ombro antes de compeli-la:

– Suba naquele parapeito.

Mia olhou para frente e caminhou devagar. O medo crescia a cada segundo. Subiu no parapeito como ele mandou e sentiu o vento em seu rosto. Fechou os olhos. Klaus se aproximou.

– Hora de dar um mergulho, sweetheart. — anunciou ele.

Mia lembrou do pesadelo. Finalmente as coisas começavam a acontecer exatamente como nele. Só esperava que o final fosse diferente.

Mia olhou para o rio lá embaixo e Klaus continuou:

– Mas lembre-se: não saia da água. Não nade. Não lute.

Mia olhou para o rio novamente e teve medo.

– Pule. – ordenou Klaus.

Mia ouviu o Impala se aproximando. Reconheceria o barulho daquele motor no meio de mil carros. Sorriu e se virou para ver o vampiro que havia ficado um tanto confuso com aquilo.

– Pule. Agora. – repetiu ele sem paciência.

– Desculpe... Love, mas não vai rolar. – disse Mia com firmeza e sarcasmo deixando o vampiro ainda mais confuso.

– Como é? Como você... — não entendeu o vampiro.

– Klaus, pare. – aconselhou Caroline se aproximando enquanto os Winchesters desciam do Impala junto com os Salvatore.

Ok, aquilo deixou Mia surpresa. Que Sam e Dean não fossem burros para acreditarem na armadilha de Klaus era uma coisa, mas dar carona para os dois vampiros... Era chocante. E engraçado. Bonnie também saiu do carro e ficou a postos. Mia deduziu que Meredith tinha levado April para o hospital.

– O que está acontecendo aqui? – indagou Klaus ficando furioso – Pule! – gritou para Mia.

– O quê? Nem pensar... – desobedeu ela – A água deve estar um gelo... Além disso, eu não estou com roupas apropriadas para um mergulho noturno.

– Como isso é possível? Eu tirei a pulseira de verbena... – lembrou ele.

– Sim, você tirou. Mas o bom de ser uma... Garota sobrenatural e ter sonhos com coisas que ainda não aconteceram é poder ter tempo para pensar em um plano B. Então, antes de ir para a casa dos Salvatore, eu experimentei uma bebida bem interessante. Não sei se você conhece, mas é um tal chá a base de verbena. – explicou ela – Eu bebi horrores... Não é como café, mas...

– Você não estava compelida... – deduziu ele – No porão...

– Não, eu estava fingindo. Eu vim até esta ponte de livre e espontânea vontade. – revelou ela – Desculpe por te enganar, Klaus. Eu realmente sinto muito. – disse ela com ironia — Mas eu precisava que você acreditasse que estava no controle da situação...

Klaus olhou para todos e se encheu de raiva. Rapidamente se aproximou de Mia e a empurrou. Ela não estava esperando isso, afinal as coisas não estavam mais acontecendo como no pesadelo. Se desequilibrou e começou a cair. Mas de repente, alguma coisa segurou sua mão. Castiel. Ele estava ali o tempo todo. Desde a hora em que ela desceu e encontrou Elena no porão. Invisível aos olhos de todos. Esperando o momento certo para salvar o dia. Como sempre. Mia sorriu e ele a puxou de volta.

Klaus se aproximou do anjo, mas Castiel o afastou com a outra mão e o vampiro foi lançado há metros de distância deles. Castiel colocou Mia no chão e sorriu para ela. Klaus se levantou e se moveu rapidamente na direção deles, mas Caroline entrou em sua frente e ele parou.

– Klaus... Pare. – pediu ela novamente com um olhar preocupado.

Ele ficou ainda mais confuso e perguntou com ódio:

– O que está acontecendo aqui? O que todos eles estão fazendo aqui?

– A festa estava uma droga. – zombou Dean – E eu soube que a festa de verdade... Vai acontecer aqui. Então, eu não podia perder.

– Sua armadilha para nos jogar contra os Salvatore não deu certo. – explicou Sam – Mas eu tenho que te dar o crédito. Você é esperto.

– Mas nós somos mais. – afirmou Dean.

– É... E nós somos amigos agora. – completou Damon.

– Não exagera... – reclamou Dean e depois perguntou para Klaus – Nosferatu, eu tenho uma pergunta. Cadê a Barbie?

– Se você está se referindo à minha irmã, ela não está na cidade no momento. – disse Klaus.

– Oh! Sério? Por quê? — interessou-se Dean.

Klaus relutou, mas no fim respondeu:

– Rebekah é um pobre garotinha assustada.

– O quê? Ela ficou com medo da gente? – perguntou Sam.

– O seu tamanho assusta um pouco... — disse Damon.

– Na verdade, ela ficou mais impressionada com a força sobrenatural que quebrou o seu pescoço enquanto eu e ela bebíamos o sangue da Mia. – revelou Klaus enquanto observava o anjo ao lado da garota – Rebekah não vai voltar para Mystic Falls enquanto vocês e esse anjo estiverem por aqui. Mais um motivo para eu mandá-los embora...

– Mandar a gente embora? — riu Dean – Transformando a Mia? E nenhum momento você pensou que fazendo isso, só aumentaria a nossa vontade de ficar aqui? E matar você?

– Me matar? – devolveu Klaus sorrindo – Vocês não podem me matar. Eu pensei que os seus novos amigos tinham contado que eu sou... Especial. Vocês não conseguiriam me matar mesmo que quisessem.

– Ah! Você ficaria surpreso com as coisas que nós conseguimos fazer. Nós impedimos o fim do mundo, então eu acho que conseguimos lidar com um vamplobo metido a Highlander como você. — disse Dean.

– Mas nós não somos estúpidos. Nós sabemos que você é especial. E foi por isso que pensamos em uma arma especial para você. – anunciou Sam.

– Que arma? – indagou Klaus incrédulo ao mesmo tempo em que ouvia passos atrás dele.

Se virou devagar e viu Elena segurando uma espécie de revólver. Olhou para Caroline e depois para todos e perguntou:

– O que isso?

– Isto é a Colt. – respondeu Elena apontando a arma para Klaus.

– Colt? – repetiu ele e em seguida riu ao perguntar – E vocês vão me matar com isso? Ah, vocês são sim muito estúpidos. Isso não vai funcionar...

– Só tem uma forma de descobrir. – provocou Dean.

– Esta arma só não pode matar cinco tipos de criaturas entre toda a Criação. – explicou Castiel.

– E até onde eu sei, você não se parece com nenhuma delas. – completou Sam.

Klaus ia dizer algo, mas hesitou. Percebeu que havia sido preso na própria armadilha. Aquilo o deixava com ainda mais raiva. Olhou para Caroline e disse:

– Eu esperava isso de todos eles, menos de você... Love.

– Não a julgue mal. – pediu Mia – Na verdade, a única razão para você ainda estar vivo é por causa dela. Apesar de você ter ameaçado e mandado o namorado dela para bem longe de Mystic Falls, Caroline ainda acredita que você tem salvação.

Klaus ficou mais confuso ao ouvir aquilo e perguntou sem paciência:

– Pela última vez, o que está acontecendo aqui?!

Foi Dean que explicou:

– Até o diabo tem advogado, você não podia ser diferente.

– Então você está aqui para me defender? – perguntou Klaus para Caroline – Por quê?

– Foi como a Mia disse. Eu ainda acredito que existe um coração aí dentro. – respondeu a loira.

– Caroline nos contou sobre as vezes em que você salvou a vida dela. – esclareceu Sam – E sobre os sentimentos que você meio que... Tem por ela...

– Oh! Embaraçoso... – zombou Damon.

– Você só está tendo esta chance porque ela pediu por você. – acrescentou Bonnie.

– Pediu por mim? – repetiu Klaus – O que significa tudo isso?

– Um ultimato. – respondeu Mia.

O vampiro olhou furioso para Caroline que explicou:

– Klaus, você precisa fazer uma escolha esta noite. Deixá-los irem embora e não machucar Mia. Ou... Agir como o monstro que você quer que todos acreditem que você é e perder qualquer respeito que eu ainda tenha por você. Apesar de tudo o que você fez, Klaus, eu ainda acredito que exista algo de bom em você. Porque eu já vi outras vezes. Tudo o que eu te peço é que você faça a escolha certa.

– E se eu decidir agir como um monstro? – sugeriu ele – Eu só estarei seguindo a minha natureza...

– Então você não nos deixará outra escolha. E Elena terá que puxar aquele gatilho. – respondeu Caroline.

Klaus pensou um pouco e observou todos o encarando e esperando que ele fizesse a escolha. Caroline se aproximou mais dele e segurou as suas mãos. E então disse olhando em seus olhos:

– Prove que eles estão errados sobre você, Klaus. Eu sei que lá no fundo você não quer transformar Mia... Então, por favor, pare com isso de uma vez por todas e deixe que as pessoas vejam o que eu vejo em você. Que elas conheçam o Klaus que eu sei que existe em algum lugar no meio de toda esta escuridão que você construiu a sua volta. O Klaus que é... Apaixonado por mim. Sou eu que estou pedindo, Klaus. Por favor, me mostre que eu estou certa sobre você. Prove que eles estão errrados.

Houve um momento de silêncio que pareceu uma eternidade. Klaus olhou para as mãos de Caroline e depois encontrou o seu olhar. Em seguida olhou para todos ali naquela ponte e observou seus rostos apreensivos. Mia não aguentou e resolveu cortar aquele silêncio que estava a matando por dentro.

– Então? O que vai ser? — intimou ela.

Notas finais
"Então? O que vai ser?" é ótimo para terminar o capítulo e deixar o povo agoniado kkkkkkkkkkAdoroooooo fazer isso como vocês ehehehehehBem, façam suas apostas porque logo logo eu posto o capítulo final! Preparem-se!!!E não esqueçam de fazer os coments porque eu me divirto muito com eles e fico mais inspirada para escrever!