Winchester X Salvatore

10 Capítulo Final - Encontros e despedidas


Notas iniciais
Desculpe a falta de originalidade do título do capítulo, mas é que ele não poderia ter outro nome. Teremos encontros (românticos) e despedidas (românticas). This is it.

Klaus olhou para todos novamente e em seguida para Caroline. Havia ódio em seu olhar, mas aos poucos ele pareceu controlá-lo. E então não havia mais ódio, mas sim uma tristeza profunda e outra coisa que na hora a vampira não entendeu o que era exatamente. Devagar ele soltou as mãos de Caroline e disse a todos, mas sem olhar para ninguém em específico:

– Vocês têm até amanhã para ir embora de Mystic Falls.

– Klaus... – começou Caroline, mas parou quando o vampiro se foi rapidamente e sumiu na escuridão daquela noite.

– Bom trabalho, loira. – elogiou Damon quebrando o silêncio que havia se instalado ali.

Todos sorriram e comemoraram discretamente, exceto Caroline. Não que ela não estivesse feliz por ter conseguido persuadir Klaus, mas ela sabia como ele estava se sentindo com tudo aquilo. Humilhado. Fraco. Por mais que ela estivesse orgulhosa dele, sabia que para o vampiro aquilo tinha ido totalmente contra a sua natureza. E por isso, não conseguia ficar feliz como os outros. Precisava falar com Klaus antes que ele voltasse atrás e fizesse alguma besteira. Olhou para todos e também se foi.

Mia olhou para Castiel e sussurrou sorrindo:

– Hora de desaparecermos daqui, anjo...

Elena se aproximou e entregou a Colt para Sam.

– Obrigado. – agradeceu ele – Por tudo, por ter nos ajudado esta noite, por ter ajudado Mia antes... Obrigado. De verdade.

– Era o mínimo que eu podia fazer depois de todo o mal que eu fiz... — disse Elena.

– De qualquer forma, eu estou feliz por não ter te precisado te matar. – brincou Dean.

– Eu também. – concordou Elena sorrindo.

– E que a noite tenha terminado bem... – acrescentou Sam se referindo ao plano fracassado de Klaus para transformar Mia.

– Por falar nisso, Mia como você sabia que a Bella ia conseguir acalmar a Fera? – perguntou Dean procurando pela garota – Mia? Onde ela foi?

– Você quer dizer... Onde eles foram? – corrigiu Sam.

– Não se preocupem com eles. – tranquilizou Elena sorrindo para Bonnie.

– Ok... O que está acontecendo aqui? – desconfiou Dean.

– Então... Quando vocês vão embora mesmo? – interrompeu Damon – Eu já sinto falta de vocês...

– Eu acho que está meio tarde para pegar a estrada... – opinou Stefan – Talvez seja melhor passar mais uma noite por aqui.

– O quê?! Nem pensar... – relutou Dean, mas parou ao perceber que Bonnie o olhava de um jeito diferente – Você está certo, Stefan. Uma noite a mais não vai nos matar.

– Infelizmente não... – provocou Damon.

– Bem, eu vou até o hospital ver como April está e... Me despedir de Meredith. – anunciou Sam se afastando.

– Não tenha pressa, Sammy! – gritou Dean – E não esquece de pegar o Mustang da Mia na volta, ok?

– Bem, nós temos que ir. – disse Elena se afastando com os Salvatore.

– Espera. – pediu Dean e após relutar um pouco, continuou – Ok, isso vai parecer estranho, mas eu só queria dizer que vocês não são monstros, ok? Nós estávamos enganados sobre vocês... Resumindo: desculpe por ter pensado que vocês não passavam de monstros sanguessugas sem corações. Sem ressentimentos? – perguntou estendendo a mão para eles.

Elena apertou sua mão e sorriu. Stefan fez o mesmo. Damon hesitou um pouco, mas também apertou a mão de Dean dizendo:

– Sem ressentimentos. Mas se você me chamar de Crepúsculo mais uma vez, eu juro que arranco o seu coração.

– Eu vou tentar me lembrar disso... Crespúsculo. – provocou Dean.

Os Salvatore começaram a se afastar junto com Elena. Dean e Bonnie entraram no Impala. Enquanto isso, Caroline chegava na casa de Klaus. Ao entrar na sala o viu sentado numa poltrona perto da lareira bebendo alguma coisa e com um olhar distante.

– O que você está fazendo aqui, Caroline? Veio conferir o estrago que você fez? – perguntou ele sem olhar para ela.

– Não. Eu vim para dizer que estou orgulhosa de você. – explicou ela parada na soleira da porta – Eu sei como você está se sentindo, Klaus, mas se serve de consolo... Eu estou muito feliz por você ter feito a escolha certa esta noite.

– Não, não serve. – respondeu ele friamente – Você já deu o seu recado. Pode ir embora agora.

Caroline deu alguns passos em sua direção e perguntou indignada:

– Por que você faz isso? Por que você sempre afasta as pessoas que diz que ama e que se importam com você?!

– Então, agora você se importa comigo? Você quer que eu acredite nisso? Foi por isso que você me fez passar por aquilo hoje? Por aquela humilhação... — disse Klaus indignado.

– Humilhação? – repetiu a loira se aproximando mais – Você pode não acreditar, Klaus, mas no fundo você tomou aquela decisão sozinho. Eu apenas abri os seus olhos para uma coisa que no fundo você sabe e sempre soube. Que você não é um monstro...

– Eu não teria tanta certeza se fosse você. – aconselhou ele enquanto mexia na lareira – Se você já terminou... É melhor você ir embora, love.

– Você tem razão, eu deveria ir embora. Mas eu não vou. Eu não posso. — disse Caroline.

Então Klaus a olhou pela primeira vez desde que ela chegou e se levantou um tanto intrigado. Então, para sua surpresa, Caroline se aproximou e o abraçou forte. Os olhos dele estavam úmidos e ele relutou em abraçá-la no começo. Não entendia porque tinha voltado atrás aquela noite e o que Caroline estava fazendo ali.

– Sabe o que eu vi no seu olhar hoje naquela ponte, Klaus? – recomeçou ela ainda abraçada com ele – Eu vi humanidade. Então se você quer saber, eu não me arrependo de ter feito o que eu fiz esta noite. E por mais que você queira que eu acredite que você está com raiva de mim, que você não tem salvação e que você só fez aquilo por minha causa... Eu não acredito. Você tomou aquela decisão porque aquele era você. Porque você não é um monstro. Porque você é capaz de amar e de perdoar. E eu preciso confessar que... Eu gostei do que eu vi, Klaus... E sim, eu me importo com você.

Caroline começou a se afastar e o olhou mais uma vez antes de começar a sair da sala. Klaus a olhou ainda com raiva, mas em seguida colocou o copo que segurava até então sobre uma mesa e se moveu rapidamente na direção dela. Parou na entrada da porta impedindo que ela saísse e ela parou surpresa. Ele passou a mão por seu rosto, ela a segurou e começou a afastar a mão dele. Mas, para surpresa de Klaus, Caroline continuou segurando a sua mão. Seus dedos se entrelaçando.

– Obrigado. – agradeceu ele.

– De nada. – devolveu ela.

Então ele passou a outra mão por sua nuca e a puxou para mais perto dele. Se olharam e ele tocou os seus lábios com paixão enquanto a lenha crepitava...

Enquanto isso, no hospital Sam perguntou para Meredith:

– Então, April vai ficar bem?

– Sim. Amanhã mesmo ela poderá ir para casa. — respondeu a médica.

– Por acaso você não...? — insinuou Sam.

– Não. Sem sangue de vampiro desta vez. – esclareceu ela caminhando com ele pelo corredor – Sabe, depois do que aconteceu com Elena, eu nunca deveria ter tratado Mia com aquele sangue...

– Mas se você não tivesse feito, provavelmente ela estaria morta agora. — reconheceu o caçador.

– Mesmo assim... Eu não posso continuar fazendo isso. É muito perigoso... — assumiu Meredith.

– O que nós estamos fazendo? – perguntou Sam de repente parando no meio do corredor fazendo com Meredith também parasse – Eu não vim aqui para falar de April. Digo, eu estou feliz por ela estar bem, mas... Parece que eu sempre preciso arranjar uma desculpa para ver você. Para ficar perto de você... Para fazer o que eu quero fazer.

Meredith se aproximou sorrindo e passou a mão pelo rosto dele antes de dizer:

– Você não precisa de desculpas, Sam Winchester. Não comigo. Eu estou bem aqui. E... Meu turno acaba em vinte minutos... Se você estiver pensando em me levar para casa hoje.

Ele sorriu, se aproximou e a beijou discretamente, afinal eles estavam em um hospital e ela estava trabalhando. Mas Sam tinha planos românticos para aquela noite...

Meredith começou a se afastar ainda segurando a mão dele. Quando elas se soltaram, ele disse:

– Eu estarei bem aqui.

Enquanto isso, Castiel entrava na casa do lago segurando Mia no colo. Subiram as escadas e ele a colocou na cama. Ela sentou e sorriu enquanto começava a tirar a gravata dele. Se beijaram ao mesmo tempo em que Dean e Bonnie chegavam na casa dela.

– Então, bruxa... – começou ele olhando para o sofá – O que você acha de canalizar a minha energia de novo?

– Ótima ideia... Caçador. – concordou ela o beijando e o empurrando para o sofá.

XXX

Na manhã seguinte, Mia começou a abrir os olhos e viu Castiel ao seu lado na cama a observando com um olhar apaixonado.

– Ótimo. Você acordou. – disse ele com certa malícia.

Mia o olhou intrigada até entender o que ele queria dizer com aquilo.

– Cas... Sério... Se você continuar assim, se você não me der um descanso, você vai acabar me matando. Mesmo. – disse ela.

– Não tem problema. Se isso acontecer, eu te trago de volta. – tranquilizou ele com um leve sorriso.

– Eu estou falando sério. – ressaltou ela rindo.

– Eu também. – afirmou ele.

Mia o olhou sem acreditar que ele realmente estava falando sério e começou a levantar da cama.

– Onde você vai? – quis saber ele observando ela se vestir.

– Descobrir o que vampiros guardam na geladeira... Você pode não sentir fome, mas eu estou faminta. — explicou a garota.

Mia saiu do quarto, desceu as escadas e logo chegou na cozinha. Abriu a geladeira com certo receio, mas tudo o que encontrou foram comidas normais. Ufa! Pegou uma garrafa de suco de laranja e um tipo de torta. Fechou a porta e deu de cara com o anjo.

– Humm... Você está vestido. – observou ela.

– Isso por acaso é uma reclamação? — perguntou o anjo.

– Não! – disse ela rindo e pegando um copo.

Sentou ao balcão e ele fez o mesmo ficando de frente para ela. Mia tomou um pouco do suco e também mordeu uma maçã que estava numa fruteira ali em cima junto com outras frutas. Se olharam e sorriram. De repente ele recomeçou:

– Mia... Eu não fui totalmente honesto com você. Tem uma coisa que você precisa saber. O verdadeiro motivo para eu não ter aparecido quando você me chamou antes... Inúmeras vezes.

Mia parou de comer a maçã e perguntou preocupada:

– O que foi?

Castiel levantou e andou pela cozinha antes de contar:

– Naomi.

– O que tem essa vaca? Dean e Sam me falaram sobre ela... — disse ela.

– Mia... Naomi quer a tábua dos Anjos. – interrompeu ele — E para conseguí-la, ela é capaz de fazer qualquer coisa. E para se aproximar de mim, ela pode usar você... Ameaçar você. Por isso eu precisei ficar longe. Para te proteger. Eu sinto muito...

– Cas, eu já lidei com demônios, fantasmas e vampiros. Acho que eu posso lidar com essa vadia manipuladora e nada angelical. Não se preocupe, se ela vier atrás de mim, eu estarei pronta. – garantiu Mia.

– Eu nunca me perdoaria se alguma coisa acontecesse com você. — reforçou o anjo vendo que Mia não estava levando a sério — Além disso, não é só Naomi. Eu fiz coisas no Céu das quais eu não me orgulho. Outros anjos podiam ter vindo atrás de você. E ainda podem.

Mia tomou mais um pouco do suco e começou a entender o que Castiel queria dizer com tudo aquilo. Levantou e perguntou com medo da resposta:

– Então você vai ir embora de novo? É isso? Nós não podemos ficar juntos porque tem anjos atrás de mim e desta maldita tábua e você precisa me proteger de tudo isso? Cas, se você se afastar de novo eu vou morrer de qualquer jeito... Eu não ligo se anjos e demônios estão atrás de mim, contanto que você esteja comigo...

Castiel se aproximou e segurou seu rosto antes de dizer:

– Não. Eu não vou me afastar de você, Mia. Não é isso... Eu não posso me afastar de você... Mesmo que eu quisesse, eu não conseguiria fazer aquilo de novo. E ter feito aquilo, ter ignorado o seu chamado foi a coisa mais difícil que eu já fiz.

– Então o que é? Eu não estou entendendo... — disse ela confusa

– Eu preciso te manter escondida. De Naomi. E de todos os outros anjos. – revelou Castiel.

– De todos os anjos? – repetiu Mia – Você quer dizer, incluindo você?

Castiel assentiu e Mia se afastou. Pensou um pouco. Faria qualquer coisa para não se afastar completamente dele. Entendia que ele estava envolvido em algo importante e que os Winchester também precisavam dele, mas não deixaria que ele se afastasse de novo como tinha feito antes. Além disso, eles poderiam manter o contato de outra forma.

– Ok! – concordou ela se virando para ele – E como se brinca de esconde-esconde com anjos?

– Eu preciso entalhar símbolos enoquianos nas suas costelas. – explicou ele se aproximando.

– Parece divertido. E como se faz isso, anjo? — interessou-se a garota.

– Eu preciso que você levante a blusa. – pediu Castiel.

Mia obedeceu o olhando maliciosamente. Aquilo não era tão ruim. E se ia impedir que Naomi e outros anjos a encontrassem, estava disposta a aceitar. Tatuagem anti-possessão, blindagem contra anjos... Sua vida de caçadora ficava cada vez mais interessante.

Castiel se aproximou e encostou as mãos na barriga de Mia. A olhou por um instante e em seguida deslizou os dedos mais para cima até encontrar suas costelas.

– Não tenha pressa. — pediu ela sentindo em seguida um leve arrepio e um tipo de choque.

– Pronto. – avisou ele – Está feito.

– Humm... Eu gostei disso. – confessou ela enquanto passava os braços pelo seu pescoço – Mas você precisava mesmo que eu levantasse a blusa?

– Na verdade, não... – confessou ele.

Mia sorriu e o beijou, mas notou que ele ainda estava preocupado e o tranquilizou:

– Não se preocupe, Cas. Nós podemos nos falar todos os dias pelo Facebook.

– O que é Facebook? – quis saber ele franzindo a testa.

– Esquece... Nós podemos usar uma invenção super moderna chamada celular, ok? – sugeriu ela o beijando novamente e em seguida perguntou o olhando de um jeito diferente – Agora, me diga uma coisa, Cas... Como se diz “eu estou a fim” em enoquiano?

– Eu conheço uma tradução livre para isso... – respondeu ele tentando beijá-la de novo, mas Mia se afastou sorrindo.

Começou a sair da cozinha e Castiel a seguiu.

– Mia. – chamou ele ao perceber que ela estava indo para a direção errada.

– O quê? – perguntou ela parando e se virando para ele.

– A cama é lá em cima. – lembrou ele.

– Eu sei. Mas o lago é lá fora. – insinuou Mia se virando novamente e andando até a porta da sala.

Castiel sorriu e a seguiu novamente. Ela abriu a porta e deu de cara com Sam e Dean se preparando para tocar a campainha. Mia se assustou e abaixou a blusa antes de perguntar:

– Sam, Dean, o que vocês estão fazendo aqui?

Os irmãos se olharam um tanto constrangidos e Dean respondeu:

– Nós combinamos às 10h, lembra?

Mia não fazia ideia do que eles estavam falando e franziu a testa.

– E agora é... Meio-dia. Até Bonnie ficou preocupada... E nos deu o endereço. Você não atendia o celular... – disse Sam.

– Café no Mystic Grill antes de ir embora deste lugar maldito, lembra? – arriscou Dean.

– Oh! Claro! Como eu poderia esquecer? – perguntou ela rindo.

– Mia, você esqueceu... – disse Sam enquanto Castiel se aproximava.

– Foi minha culpa. – desculpou-se o anjo.

– Oh! Entrem, meninos! – lembrou Mia se afastando da porta para que eles entrassem – Eu vou tomar um banho e me arrumar bem rapidinho e nós podemos almoçar ao invés de tomar café, ok?

Mia começou a subir as escadas e ao ver que Castiel estava indo na mesma direção, Dean perguntou:

– Hey, Cas! Pra onde você vai?

– Ãn? – indagou ele confuso e voltando para sentar no sofá – Para lugar nenhum... Ela só tinha me perguntado como se dizia uma coisa em enoquiano e eu queria explicar...

– Jura? E o que era? – interessou-se Dean.

– Deixa pra lá... – desconversou o anjo.

XXX

Todos almoçavam no Mystic Grill. Sam, Dean, Castiel, Mia, Bonnie, Meredith, Elena, Stefan e Damon. Caroline não apareceu, mas Mia tinha um bom pressentimento sobre aquilo. De alguma forma, sabia que ela e Klaus estavam bem.

Dean fez inúmeras piadas de vampiros e se irritou quando Damon tentou fazer uma sobre bruxas. E se irritou mais ainda quando Damon pegou a sua torta só para provocá-lo. Ou quando o vampiro confessou que pensou em compelí-lo para dar uma volta no Impala. Stefan aproveitou e também confessou que queria compelir Sam para que ele cortasse um pouco o cabelo. Todos riram.

Aquilo era tão estranho. Não só a peculiar amizade que surgia entre os irmãos Salvatore e os irmãos Winchester, ou o fato de Dean ter se apaixonado por uma bruxa, ou mesmo por Elena estar ali e não parecer nem um pouco interessada no sangue de Mia ou em machucar alguém. Era mais do que tudo isso. Tudo tinha acabado tão bem... Melhor do que eles haviam imaginado. Não era todos os dias que aquilo acontecia.

Mia teve um pouco de medo ao pensar nisso. Tinha medo por Sam e Dean. Tinha medo em relação ao último teste que eles enfrentariam para fechar o Inferno. Se pelo menos ela tivesse sonhado com alguma coisa sobre aquilo talvez pudesse ajudá-los... E teve medo também de ser afastar de Castiel, por mais que ele prometesse que estaria sempre com ela, não era a mesma coisa quando eles dependeriam do sinal do celular. Será que ele sabia usar um celular?

E tinha medo em relação a tábua dos Anjos. Não tinha um bom pressentimento sobre aquilo. Foi pensando nessas coisas que percebeu como estava despreparada para aquela guerra entre Céu e Inferno. Embora estivesse orgulhosa de si mesma por ter enganado Klaus na noite anterior e por ter morrido enquanto executava o plano, sabia que precisava se preparar mais para o que estava por vir. Aprender mais sobre o family business, talvez aprender algum tipo de luta... Mas por outro lado, tudo o que queria era tirar alguns dias para descansar de toda aquela loucura. Era isso. Precisava de um pequeno descanso...

Quando terminaram de almoçar e saíram do Mystic Grill, Mia e Elena se abraçaram mais uma vez.

– Obrigada. – disse a vampira.

– Eu que agradeço. – disse Mia lhe devolvendo a chave da casa do lago.

Elena sorriu e entrou no carro com Stefan e Damon. Eles buzinaram ao passar pelos Winchester e Damon gritou:

– Adeus, amigos! Já vão tarde...

– Boa viagem! – corrigiu Stefan enquanto Elena acenava.

Bonnie riu e voltou-se para Dean enquanto eles caminhavam em direção ao Impala.

– Então... Eu vou te ver de novo? Um dia? — quis saber ela.

– Mais cedo do que você imagina, bruxa. – prometeu Dean a beijando — Essa cidade não é tão ruim como eu pensava... Me fez até mudar de opinião em relação a bruxas...

– É mesmo? — interessou-se Bonnie dando-lhe um beijo.

Sam se aproximou mais de Meredith e lhe disse:

– Eu sei o que isso parece. Mas não é uma despedida. É um até logo.

– Vocês estão pensando mesmo em voltar para Mystic Falls? Klaus vai ficar doido... — disse a médica sorrindo levemente.

– Eu não ligo para Klaus. – interrompeu ele a olhando nos olhos — Meredith, eu não posso ficar com você hoje, eu não posso ficar para sempre em Mystic Falls, mas isso não significa que eu não vou ficar por perto. Eu já ia ficar de olho nesta cidade maluca de qualquer jeito. A diferença é que agora eu tenho mais um motivo para isso. Não importa quanto esta vida seja complicada, um dia... Eu vou voltar para você.

– E eu vou estar bem aqui... Agente. – prometeu ela o beijando.

Minutos depois, Meredith e Bonnie passaram perto do Mustang e Mia buzinou para elas. Sam e Dean entraram no Impala e pararam do lado do carro da garota.

– Então, o que você vai fazer agora, Mia? Em que confusão mais você vai se meter? — indagou o Winchester mais velho.

– Na verdade, eu estava pensando em umas férias. Poucos dias... — respondeu a garota.

– Sério? E para onde vocês estão indo? – perguntou Dean vendo Castiel no banco ao lado dela.

– Califórnia. – respondeu Mia – Um pouco de descanso não faz mal a ninguém, não é? Mas se vocês precisarem de qualquer coisa, de qualquer ajuda...

– Nós sabemos. – interrompeu Dean – Você também. Mande notícias, ok?

Mia assentiu e o Impala passou por eles.

– Você não precisa fazer isso. – disse ela para Castiel – Vir comigo. Eu entendo o lance do bem maior...

– Eu sei. Mas eu quero. Eu não vou poder ficar com você o tempo todo, mas eu posso garantir que cada instante... — começou a dizer o anjo.

– Vai valer a pena. – completou Mia – Você nunca vai me deixar esquecer que eu disse isso, não é?

– Nunca. Além disso, você precisa de alguém para segurar o volante pra você até o próximo hotel... – insinuou ele.

Mia sorriu aceitando a sugestão e deu partida no carro.

XXX

Dois dias depois, os dois estavam deitados no capô do Mustang na beira de uma estrada, no meio do nada observando as estrelas.

– Você sabe que em algum momento você vai ter que ir, não sabe? – começou Mia – Por mais que eu queira estar com você... Nós não podemos simplesmente esquecer do resto do mundo.

– Eu sei... — disse ele pensativo.

Mia tirou um celular do bolso e entregou para ele dizendo:

– Nunca, sob hipótese alguma, deixe a bateria acabar, ok?

Ele assentiu e depois sugeriu:

– Tem certeza que você não quer que eu segure o volante até o próximo hotel?

– Você disse a mesma coisa quando nós saímos dos últimos dois hotéis... – lembrou Mia rindo – É hora de voltar para o mundo real, Cas.

Castiel se aproximou e a beijou delicadamente.

– Se é isso mesmo que você quer... — disse o anjo.

– Você sabe o que eu quero, Cas. – corrigiu ela e ao perceber o olhar malicioso dele e achar aquilo engraçado, pediu – Pelo amor de Deus! Dá pra você parar de pensar em sexo? Só um pouquinho?

Castiel sorriu e os dois voltaram a olhar para as estrelas. Mia esperou alguns instantes e recomeçou:

– Sam e Dean vão precisar de você.

Castiel deitou-se de lado e Mia fez o mesmo. Ele a olhou profundamente antes de continuar:

– Você sonhou com alguma coisa. O que foi?

– Eu não sei direito, Cas... Mas eu acho que tem a ver com o último teste. Foi muito confuso... — contou Mia.

– Mia, o que você viu? – preocupou-se Castiel.

A garota sentou e ele fez o mesmo.

– Cas, geralmente os meus sonhos fazem algum sentido, mas desta vez, tudo estava muito confuso... Mas eu vi você nele. E Sam e Dean. E também tinha uma mulher e eu acho que devia ser Naomi... Cas, desculpe por não te contado antes, mas este sonho me deixou realmente assustada... — relatou ela.

– Está tudo bem, Mia. Pelo menos sabemos que você não estará em perigo. O que mais você viu? — prosseguiu o anjo.

Mia tentou lembrar e disse sem muita certeza:

– Eu acho que havia um outro anjo nele... Metatron diz alguma coisa para você?

Castiel pensou um pouco. Sabia o que aquele nome significava. Olhou para Mia que parecia querer dizer mais alguma coisa.

– O que foi, Mia? Quem mais você viu no seu sonho? — indagou ele.

A garota relutou um pouco em responder porque não queria preocupá-lo, mas disse por fim:

– Crowley. Eu vi Crowley...

– Isso não faz sentido. Ele está no Inferno. — lembrou Castiel.

– Talvez não esteja mais... — supôs Mia.

Castiel ficou visivelmente transtornado ao ouvir aquilo. Teve medo que o Crowley viesse atrás de Mia para se vingar por ela tê-lo mandando para o Inferno. Mia percebeu que ele havia ficado preocupado e tentou tranquiliza-lo:

– Cas, nós sabíamos que isso podia acontecer. Que o exorcismo podia ser provisório...

– Eu não posso deixar você sozinha. Não agora. — relutou ele preocupado.

– Você precisa. – lembrou Mia – Os Winchester precisam de você, Cas. O mundo precisa de você... Para aparecer no último instante e salvar o dia... Além disso, eu liguei para Bonnie e ela me ensinou alguns feitiços para me manter escondida dos demônios também...

Castiel relutou em ouvir os argumentos de Mia e ela disse por fim:

– No meu sonho, pela primeira vez, eu não estava em perigo. Então, por favor, eu preciso que você confie em mim. Eu sei que eu sou uma péssima caçadora, mas eu estou melhorando, não estou? E eu vou ficar bem, eu prometo. E quando tudo isso acabar, você sabe aonde me encontrar. Eu estarei na Califórnia em algum hotel, é só você ligar...

De repente Castiel a interrompeu com um beijo apaixonado. Um beijo de despedida. Se afastou lentamente e a olhou antes de dizer:

– Eu estarei lá, Mia. Na Califórnia ou em qualquer lugar que você for. Basta você me chamar com aquela invenção... celular... E eu estarei lá, Mia. Eu prometo.

– Eu sei... – disse ela sorrindo e passando a mão pelo rosto dele – Você precisa ir.

Castiel desceu do capô e ajudou Mia a descer. A abraçou forte e a beijou mais uma vez.

– Por favor... — começou a dizer o anjo.

– Eu sei. Não morra, Mia, não morra. – deduziu ela – Eu vou ficar bem. Agora vá.

Castiel obedeceu e Mia se viu sozinha no meio daquela estrada. Entrou no Mustang e ligou o rádio. Tomou um pouco de café e um pouco de chá de verbena. Tinha ficado meio viciada nele também. Começou a tocar Hotel California do The Eagles e ela riu.

– Califórnia, aí vou eu! — disse ela indo para a estrada com seu Mustang.

Fim

Notas finais
Primeiramente obrigada geral a todo mundo que leu, comentou e gostou deste louca fanfic kkkkkkkkk Eu adorei escrevê-la porque amo estas duas séries e é praticamente impossível não imaginar como seria se Sam e Dean realmente encontrassem os vamps Stefan e Damon. Acho que eu consegui traduzir como isso seria... Instigante.Bem, quem leu as minhas outras fics, deve ter percebido que eu tenho uma mania: eu nunca termino uma história. Gosto sempre de deixar alguma coisinha para levar a uma nova fic. E com esta aqui não poderia ser diferente. Então, como a 8ª temporada está terminando e Cas realmente vai estar ao lado dos meninos (eu chamo Sam e Dean de meninos)nesta reta final, resolvi mostrar ele se despedindo de Mia e partindo para ajudar os meninos com o último teste para fechar a fornalha. Mas, não se esqueçam que Mia está indo tirar umas férias na Califórnia e que ela ouviu uma certa música do The Eagles agora há pouco. Fica a dica para a próxima fanfic... Tem uma coisa que Mia ainda não aprendeu: caçadores não tiram férias.Ok, a próxima fanfic será sobre esta música que fala de um hotel mal assombrado onde a pessoa nunca consegue sair. Pronto, falei kkkkkkkEsses dias, depois de ouvir esta música umas trezentas vezes, comecei a imaginar como seria uma fanfic sobre isso... Em breve começo a escrever, ok?Por enquanto, fico por aqui e espero que vcs tenham gostado desta fanfic e SIM eu torço por Klaus e Caroline, afinal ele é meio malzinho, mas ele é muito BOM. Oi? Fui! Bjs!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!