Winchester X Salvatore

3 Capítulo 3 - Conversa civilizada


Notas iniciais
Eita!!! Segue ae o terceiro capítulo repleto de ação e inserindo mais personagens na história! Divirtam-se! Eu me diverti!

Mia saiu do quarto e olhou para os dois lados do corredor. Estava um tanto escuro e extremamente vazio. Nenhum médico, nenhum enfermeiro, ninguém por perto. Começou a andar, mas parou ao sentir aquele vulto passando atrás dela rapidamente. Virou-se, mas não havia ninguém.

– Quem está aí? — perguntou ela e em seguida sentiu-se um tanto estúpida.

Respirou fundo e voltou a andar em direção ao final do corredor. Mas parou porque não conseguia enxergar o que havia lá. Teve medo. E novamente aquela coisa passou por ela. Mia golpeou o ar com o facão enquanto girava tentando acertar a tal coisa. Não conseguiu. Seu coração acelerava a cada segundo. Voltou a andar.

O que aquele vampiro queria? Brincar de gato e rato? Se tivesse chance, Mia não hesitaria e cortaria a cabeça dele. Ou dela. Já que podia ser a vampira que a atacou na estrada. O que ele ou ela estava esperando?

– Cas? — arriscou Mia querendo mais do que nunca que ele estivesse ali.

Então ouviu passos atrás dela e virou em sua direção bruscamente. Mais uma vez golpeou o ar. Estava ficando cansada daquilo. Abaixou o facão e virou-se para o outro lado. Se assustou com o que viu, mas não teve tempo de pensar. Uma garota loira a empurrou com uma força descomunal e a segurou contra a parede fazendo o facão cair no chão. Mia a encarou e ela a olhou fixamente dizendo:

– Não reaja.

Mia assentiu e quando a vampira começou a se afastar ela a empurrou dizendo:

– Boa tentativa! Mas eu não posso mais ser compelida!

Rapidamente Mia abaixou e pegou o facão. Empurrou a vampira novamente e segurou aquela arma contra o seu pescoço. Aquilo foi estranho. Mia deveria, mas não conseguiu fazer o que tinha que fazer.

De repente, notou que a vampira olhava para a sua mão sem piscar e entendeu por que. Mia estava sangrando desde que arrancou a intravenosa. É, no fim não tinha sido inteligente fazer aquilo. Percebia agora, à medida que os olhos daquela vampira mudavam como se estivessem cegos pela sede de sangue. Tinham ficado um tanto avermelhados e ao mesmo tempo escuros. Mia entendeu o que tinha que fazer. Tinha que matar aquela vampira antes que ela a matasse primeiro. Morrer não estava nos seus planos. Mas quando aproximou a faca novamente do pescoço dela, percebeu que os seus olhos tinham mudado. Estavam normais de novo. Mia não conseguia entender como ela tinha se controlado. Ou por que. Então ela não queria matá-la? Todo mundo queria matá-la...

A vampira virou o rosto para não sentir o cheiro do sangue e em seguida empurrou Mia e correu pelo corredor em direção ao quarto. Mia a seguiu lentamente cada vez entendendo menos o que estava acontecendo ali.

Ao chegar no quarto, surpreendeu-se ao ver a vampira de costas perto da janela com a mão tapando o nariz e pediu:

– Fica longe de mim.

Não. Mia não ia ser enganada de novo por aqueles monstros. Pensando assim, se encheu de coragem e correu em direção a vampira. Mas ao se aproximar, a loira se afastou rapidamente e Mia se desequilibrou e quase caiu da janela. Alguma coisa a impediu bem a tempo. Alguém a segurou. Mia entendeu o que tinha acontecido e deixou o facão cair enquanto olhava assustada para aquela vampira que tinha acabado de salvar a sua vida.

Então Mia se afastou e esperou seu coração voltar ao normal. Rasgou um pedaço do lençol da cama e amarrou a mão que sangrava. Só então a vampira a olhou novamente.

– Quem é você? — perguntou Mia por fim não se sentindo mais ameaçada, mas completamente confusa.

– Caroline. Caroline Forbes. — respondeu a vampira.

Enquanto isso, no hotel, Dean começava a abrir os olhos e a perceber o que estava acontecendo. Sam já tinha acordado e os dois estavam amarrados em duas cadeiras um de costas para o outro.

– Sammy... Você está bem? — preocupou-se ele.

– Sim, Dean... Eu estou. — respondeu Sam — E você?

– Já estive melhor... — respondeu o mais velho.

Só então Dean olhou em volta e viu que havia mais duas pessoas no quarto. Os caras que tinham os golpeado e os amarrado daquele jeito. Um deles estava sentado em uma poltrona e o outro deitado na cama. Ambos os observando. Dean reconheceu o que estava na cama. Damon sorriu.

– Sério? — resmungou Dean.

– Eu sei o que isso parece... — começou o outro cara se levantando da poltrona.

– Você é...? — quis saberia Dean.

– Stefan. E aquele é meu irmão...

– Damon. — completou Sam.

– Parece que alguém andou pesquisando. — disse Damon enquanto se levantava da cama. — E vocês são os temidos irmãos Winchester! Sam e Dean, filhos de John Winchester e Mary Campbell blá blá blá blá — disse ele.

– Como você sabe disso? — perguntou Sam, mas em seguida viu o diário de seu pai sobre a cama e entendeu.

– Escutem, eu sei que não foi certo invadir o lugar de vocês, mas nós precisávamos entender o que vocês estão fazendo exatamente em Mystic Falls. — recomeçou Stefan — E nós sabemos quem vocês são e o que vocês fazem e tudo o que queremos é esclarecer as coisas e resolvê-las civilizadamente.

– Então vocês não sabem quem nós somos. — discordou Dean — Porque não existe conversa civilizada entre nós e monstros como vocês.

– Ah! Assim você fere os meus sentimentos... — ironizou Damon puxando uma cadeira e sentando de frente para Dean — Eu vou repetir porque eu acho que as coisas não ficaram claras aqui. Vocês estão amarrados, portanto são nossos reféns, para quem sabe soltá-los, tudo o que queremos é conversar. Uma conversa longa e civilizada de irmãos Salvatore para irmãos Winchester. Ou... Nós podemos lutar até a morte. De vocês. Na verdade, eu prefiro a segunda opção, mas o meu irmão Stefan é um pacificador... Ele acredita num mundo melhor...

– Tudo bem. — concordou Sam — Eu tenho uma pergunta. Quem é a vampira que atacou nossa amiga na estrada?

Stefan e Damon se entreolharam e Stefan respondeu:

– Elena. Ela é uma vampira nova e passou por muitas coisas recentemente.

– Como o quê? — quis saber Sam enquanto tentava desamarrar a corda que prendia suas mãos.

– Ela perdeu toda a família. E há algumas semanas, o irmão mais novo. — contou Stefan.

– Eu lamento, mas isso não justifica o que ela fez. Ela quase matou nossa amiga que agora pode se tornar uma vampira também. — disse Dean também tentando se desamarrar.

– Ela não quis machucar ninguém. — defendeu Stefan — Ela não tem sido ela mesma...

– Difícil de acreditar nisso... — discordou Sam.

– Ela é uma boa pessoa. — defendeu Stefan — Mas teve algumas complicações.

– Complicações? — repetiu Dean.

– Ela desligou a humanidade. — contou Damon por fim- Minha culpa, por falar nisso...

– Como assim desligou a humanidade? — perguntou Sam querendo ganhar tempo.

– Eu nem sabia que vocês tinham uma humanidade para desligar. — provocou Dean.

– Quando se é vampiro, você pode fazer isso. — explicou Stefan ignorando a provocação — Desligar a humanidade, parar de pensar no que te faz sofrer, parar de se importar com certos coisas. Mas quando você não se importa...

– Você ataca garotas inocentes em estradas desertas. — completou Dean.

– Mia não é uma garota inocente, é uma caçadora. — ressaltou Damon.

– Que foi hipnotizada por uma vampira! Que quase foi morta, por falar nisso... — ressaltou Dean.

– Elena estava com fome! — defendeu Damon — Além disso, ela disse que o sangue dessa garota é... Uma delícia. Difícil de resistir.

Dean não gostou da forma como Damon se referia à Mia e provocou novamente:

– Tem uma coisa que eu ainda não entendi. Essa tal de Elena é namorada de qual dos dois? Dos dois? De nem um dos dois?

Damon levantou e Stefan o segurou antes que ele se aproximasse de Dean que sorriu dizendo:

– Eu avisei. Não existe conversa civilizada entre nós.

Enquanto isso no hospital, Mia estava sentada na cama encarando Caroline depois do que ela tinha lhe contado.

– Então você está querendo dizer que a Xerife Forbes, sua mãe, te mandou aqui para me convencer que a vampira que me atacou, me compeliu e quase acabou comigo, que se chama Elena Gilbert, está passando por um momento difícil, que eu deveria compreender e deixar Mystic Falls com os meus amigos porque vocês sabem lidar com essa situação e não precisam que a gente interfira? É isso? — quis confirmar a garota.

– Eu sei o que parece. — admitiu Caroline — Mas eu sou uma das melhores amigas da Elena, ok? Eu a conheço desde... Sempre! E eu sei que a garota que te atacou, te compeliu e quase acabou com você não é a Elena que eu conheço. Mas ela ainda está lá. Eu sei. E a Elena que eu conheço e que ainda está lá jamais te machucaria. Mas ela passou por muitas coisas...

– Eu também passei. — lembrou Mia. — E provavelmente ainda vou passar... Tudo por causa dela! Eu posso me tornar uma de vocês por causa dela! Me desculpe, Caroline, mas eu não posso deixar Mystic Falls. Não sem antes matar Elena Gilbert. Ela é um monstro...

Mia parou de falar quando reparou que Caroline olhava apreensiva para a porta. Se virou devagar e reconheceu a vampira parada ali.

– Eu não acho educado falar mal dos outros pelas costas. — reclamou Elena.

– Se você quiser eu repito na sua frente. — desafiou Mia se enchendo de raiva e dando um passo na direção dela.

Caroline levantou, ficou entre as duas e pediu:

– Parem!

Elena deu a volta e se jogou na poltrona dizendo:

– Foi ela que começou.

– Eu que comecei?! — surpreendeu-se Mia — Você me mordeu! Se alimentou durante dias do meu sangue e eu que comecei?! Você quase me matou!

– E você é uma caçadora que estava vindo para Mystic Falls para matar todos nós. Eu só me defendi. Defendi todos nós, inclusive você Caroline. — explicou-se Elena.

– Elena, o que você fez foi errado! — repreendeu Caroline.

– Quando vocês vão entender que eu não me importo se é certo ou errado?- lembrou Elena.

– Viu? — disse Mia para Caroline — Eu falei! Ela é um monstro...

Elena se ajeitou na poltrona e seus olhos ficaram diferentes quando ela disse para Mia:

– E esse monstro está começando a ficar com fome.

– Elena, não! — pediu Caroline ficando novamente entre as duas.

Elena empurrou Caroline e ela se chocou com a parede do outro lado do quarto. Mia deu um passo para trás, mas Elena a alcançou e a segurou. Mas antes que ela pusesse mordê-la, Mia pegou algo que mantinha escondido embaixo do colchão. Algo que tinha pedido para Meredith providenciar depois que Sam e Dean tinham saído. Não confiava nas suas habilidades com aquele facão. Nunca tinha degolado um vampiro. Mas tinha uma coisa que ela sabia usar muito bem. E resolveu adaptá-lo. Então apertou o spray em direção aos olhos de Elena que a soltou imediatamente. Levou as mãos aos olhos e gritou.

– O que é isso? — quis saber Caroline se levantando.

– Spray de verbena. — explicou Mia ofegante enquanto Elena saía rapidamente do quarto.

– Você está bem? Ela te mordeu? — preocupou-se a vampira se aproximando.

– Eu estou bem, obrigada... Mas diga para a sua mãe que depois disso, eu não tenho como ir embora de Mystic Falls... — Mia parou de falar percebendo que Caroline parecia confusa e continuou — A sua mãe, Xerife Forbes, foi ela que te mandou aqui, certo?

– É! Claro! — respondeu Caroline — Eu sei que eu não deveria te pedir isso, mas por favor, pense no que eu te falei. Sobre Elena. Assim como você, ela passou por muitas coisas.

– Eu não possa te prometer isso, Caroline... — disse Mia.

– Eu preciso ir! — avisou a vampira se afastando — Mas não se preocupe, eu vou pedir para Meredith ficar de olho em você e assegurar que nenhum outro vampiro te faça mais uma visita surpresa.

Quando Caroline saiu do quarto, Mia ficou algum tempo em pé pensando. Aquela vampira tinha a salvado de cair da janela e tinha resistindo ao seu sangue. Mas não tinha certeza se podia confiar nela. Ela parecia distante quando Mia falou sobre a Xerife.

– Quem te mandou aqui, Caroline...? — perguntou-se Mia — Quem realmente te mandou aqui?

Depois de falar com Meredith, Caroline saiu do hospital, pegou o celular e fez uma ligação.

– Klaus? Eu fiz o que você pediu. Agora por favor deixe o Tyler em paz. — disse a loira.

Do outro lado, Klaus mexia na lareira e respondeu:

– Não tão fácil, love. Ela concordou em deixar Mystic Falls? Junto com aqueles... Winchesters?

Caroline parou no meio da calçada, respirou fundo e admitiu:

– Ok. Eu preciso de mais tempo. Mas eu estou no caminho certo. Eu conquistei a confiança dela...

– Não. — discordou Klaus — Você falhou, Caroline. E não me deixa outra escolha. Parece que eu vou ter que resolver as coisas do meu jeito. — prometeu ele desligando o telefone e sorrindo.

Enquanto isso, no hotel Sam perguntava:

– Então, deixa eu ver se eu entendi. Vocês estão querendo dizer que Elena não tem sido ela mesma ultimamente, que ela era uma boa pessoa e que nós deveríamos relevar e deixar Mystic Falls. E que vocês não costumam atacar as pessoas e sim roubar o estoque de sangue do hospital local colocando a vida de pessoas inocentes em risco do mesmo jeito. E que o único motivo para as autoridades locais acobertarem os casos que fogem disso é para não gerar pânico e que a filha da Xerife é uma vampira? Eu esqueci alguma coisa? Isso é tudo?

– Exato! — concordou Damon — Como vocês perceberam, nós não precisamos de mais caçadores intrometidos por aqui. Nós resolvemos nossos problemas, quando eles surgem, e vamos resolver a situação de Elena. Mas para isso, vocês precisam ir. Então, vão embora!

– Então eu vou dizer o que eu realmente vejo aqui. — começou Dean — As autoridades perderam completamente o controle da situação deixando o destino da cidade nas mãos de vampiros que podem hipnotizar pessoas e fazê-las acreditar em qualquer coisa, inclusive não permitindo que elas entrem em pânico ou se defendam enquanto se alimentam delas e depois digam que são apenas casos isolados. Esqueci alguma coisa? Ah! Claro! E a vampira que atacou nossa amiga e caçadora, cujo único propósito era livrar essa cidade de monstros como vocês, está saindo com os dois porque é incapaz de decidir qual deles é o mais idiota. Desculpe, não vai rolar.

Ao ouvir aquilo Damon perdeu completamente a paciência e partiu para cima de Dean que tinha conseguido se desamarrar. Sam também se desamarrou e começou a lutar com Stefan. Os quatro rolaram pelo chão e se empurraram contras as paredes derrubando tudo em volta.

– Vocês não podem negar que pelo menos nós pedimos com educação! — lembrou Damon tentando imobilizar Dean.

– Desculpe, mas nós não vamos sair dessa cidade enquanto não acabarmos com cada um de vocês! — revidou Dean o empurrando.

– Por um momento eu quase acreditei em você! Mas você é um monstro, como Elena também é! — disse Sam tentando decaptar Stefan.

– Eu não vou deixar vocês machucarem Elena! — afirmou Stefan empurrando Sam que caiu em cima da poltrona e depois no chão — Nós nos importamos com ela tanto quanto vocês se importam com Mia...

Sam hesitou um pouco quando ouviu aquilo. Fazia um pouco de sentido. Mas com exceção de Benny, todos os vampiros que ele e seu irmão tinham conhecido eram monstros. Que só queriam sangue e que só traziam destruição e morte por onde passavam. Como estavam fazendo com aquela cidade e com aquelas pessoas. Eles tinham que parar aquilo de uma vez por todas. Eles um trabalho ali. E os Winchester não fogem de um trabalho.

Stefan pegou o facão e se aproximou dizendo:

– Eu vou dar uma segunda chance. Vão embora daqui.

– Sem segundas chances, Stef... — discordou Damon.

Sam agarrou Stefan pelas pernas e o derrubou no chão enquanto Dean e Damon tentavam quebrar o pescoço um do outro. Mas de repente alguma coisa aconteceu com os Salvatore.

Sem explicação aparente, os vampiros começaram a se contorcer e levaram às mãos às cabeças como se estivessem sofrendo algum tipo de enxaqueca. Uma forte e torturante enxaqueca. Ao mesmo tempo, a porta do quarto abriu. Sam e Dean se olharam sem entender o que tinha acontecido enquanto alguém entrava no quarto.

– Bonnie? — reconheceu Stefan caído no chão.

Notas finais
Super a favor do diálogo kkkkkkkkkkEm breve, brevíssimo, o quarto capítulo! Tá quase pronto, acho que consigo postar amanhã kkkkGostaram???