Winchester X Salvatore
8 Capítulo 8 - Nightmare
Notas iniciais
Havia anoitecido e Sam e Dean tocaram a campainha da casa dos Salvatore. Damon abriu a porta e os cumprimentou com sarcasmo:
– Olá, amigos! Entrem, fiquem à vontade. Mi casa su casa. Mas eu tenho que admitir que estou um pouco surpreso por vocês terem aceitado o convite. O convite de Elena, não meu, aliás... Quem diria que os discípulos de Van Helsing se juntariam aos filhos de Drácula esta noite?
– Você é sempre tão engraçado assim? — provocou Dean.
– Obrigado por virem. — consertou Stefan se aproximando da porta.
– Acredite, eu não perderia isso por nada. – afirmou Sam.
– Muito menos eu. – apoiou Dean sorrindo também com sarcasmo – Mas tem uma coisa que vocês precisam saber. — anunciou ele enquanto Bonnie se aproximava e segurava o seu braço — Eu não vim sozinho. Eu trouxe a bruxa, então se vocês não quiserem ter uma dor de cabeça, como aquela da última vez, é bom se comportarem esta noite, amigos.
Dean bateu no ombro de Damon e finalmente entrou na casa. Sam entrou logo atrás acompanhado de Meredith, que tinha chegado logo depois de Bonnie, bateu no ombro de Stefan e agradeceu:
– Obrigado pelo convite. Será ótimo poder finalmente retribuir aquela visita no hotel.
– Hey, grandão. — chamou Damon e Sam virou — Cadê a Mia? Elena faz questão...
– Eu estou bem aqui, Crepúsculo. — disse Mia aparecendo na porta com Castiel — Acredite, eu também não perderia isso por nada. E algo me diz que esta noite vai entrar para a história de Mystic Falls.
Quando Mia e Castiel entraram, Damon se virou para o irmão e perguntou:
– Eu estou louco ou nós não convidamos o cara de sobretudo?
Bonnie encontrou Caroline e as duas sentaram no sofá com Meredith, enquanto Sam e Dean examinavam a sala e observavam as pessoas que tinham vindo para a festa. Pelas idades, deviam ser colegas de Elena na escola. A música estava alta e Dean aproveitou um momento de distração dos Salvatore para esbarrar propositalmente em um vaso, fazendo-o cair e se espatifar no chão. Damon o fuzilou com o olhar e Dean desculpou-se:
– Oh! Amigo... Me desculpe... Como eu sou desastrado, não é?
Damon sorriu, mostrou o copo que segurava e que continha algo viscoso e vermelho e ofereceu:
– Aceita uma bebida?
Dean deduziu o que era aquilo e deu alguns passos na direção dele, mas Sam o segurou e o afastou de lá imediatamente.
– Dean, vai com calma... Eles não estão machucando pessoas, lembra? — ressaltou o mais novo.
– Eu nunca pensei que iria dizer isso, mas seria melhor que eles estivesse... Porque eu ia adorar ter um motivo para acabar com ele... Sammy, tem certeza que nós precisamos de um motivo? Por que não podemos simplesmente matá-los? Pense bem, seria como antigamente e ainda faríamos um favor para Elena, que não teria mais que se decidir entre um deles... Mulheres... — resmungou o mais velho.
Mia observava aquelas cenas, aquelas pessoas e se perguntava quando Elena viria falar com ela. Só tinha uma coisa que a torturava mais do que silêncios constrangedores, era o suspense.
De repente, ela teve a impressão de ver um rosto familiar passando entre os convidados. O seguiu com o olhar e percebeu que ele sorriu. Sua cabeça já tinha o reconhecido, mas ao mesmo tempo relutava em acreditar. O que Klaus estava fazendo ali? Os Salvatore tinham o convidado também? Não, aquilo não teria lógica. Aquela reunião era uma tentativa de resolver aquele caso de uma vez por todas e não de provocar uma nova briga.
Mia olhou em volta procurando o Original, mas misteriosamente ele havia desaparecido. Isso a fez ter certeza de que nem Stefan, nem Damon, muito menos Elena tinham o convidado. Teve dúvidas se realmente tinha visto Klaus ali ou se tinha sido sua imaginação. Será que estava vendo fantasmas? De vampiros? Híbrido? Castiel percebeu que Mia estava distraída e perguntou:
– O que foi?
– Nada... Eu pensei ter visto alguém... — mentiu ela para não preocupá-lo — Eu vou procurar Elena. — disse se afastando.
– Eu vou com você. — disse Castiel.
– Não... Eu acho que não é necessário. Se ela quisesse me matar, ela não teria armado isso tudo e ainda chamado os Winchester. Além disso, Bonnie conversou com Elena hoje à tarde e me disse para ficar tranquila. — disse Mia.
Mia começou a andar pela casa perguntando por Elena. Foi parar em um corredor. No final havia uma escada para uma espécie de porão. Estava escuro, mas viu que havia uma porta semi aberta no final. Resolveu descer.
– Elena? — chamou a garota.
Mia andou devagar e logo chegou naquela porta. A empurrou. Ela rangeu. Mia se assustou com o que viu. Ou melhor, com o que não viu. Tinha alguma coisa errada. Não estava mais na casa dos Salvatore, estava fora de lá. Como aquilo era possível? Olhou para trás na esperança de encontrar a porta que a levaria de volta para a festa, mas tudo o que viu foi uma estrada. Reconheceu aquele lugar. Foi ali que Elena a atacou durante semanas. Sentiu o vento em seu rosto e olhou para a frente. Olhou para baixo e viu que estava em cima de uma ponte. Seus pés se equilibrando no parapeito. Ouviu o barulho suave do rio que passava lá embaixo. Olhou para o seu pulso e percebeu que estava sem a pulseira de verbena. Sentiu vertigem. Ia cair. O que estava fazendo lá? Por que estava agindo como uma suicida?
De repente, alguém apareceu do seu lado e ela virou o rosto em sua direção. Klaus a olhou fixamente e a compeliu:
– Hora de dar um mergulho, sweetheart.
Mia olhou para o rio lá embaixo e Klaus continuou:
– Mas lembre-se, não saia da água. Não nade. Não lute.
Mia olhou para o rio novamente e teve medo. Por mais que quisesse sair dali imediatamente, não conseguia. Sua cabeça a falava para pular.
– Pule. – ordenou Klaus.
Mia não conseguiu desobedecer, não conseguiu lutar contra aquilo porque estava sem a pulseira de verbena, só não conseguia lembrar como ou onde a perdeu. E onde estavam Cas, Sam, Dean...? Novamente estava em perigo e dependendo de alguém para salvar o dia, e estava sozinha. Por conta própria. Não tinha qualquer chance de sobreviver àquilo. Droga... Klaus queria matá-la e ia conseguir. Ele queria mais que matá-la... Aquilo a transformaria em um deles... Em uma vampira.
– Pule. Agora. – repetiu Klaus sem paciência.
Mia fechou os olhos e obedeceu. Tudo ficou escuro e confuso de repente. Não conseguia respirar. Estava se afogando. Porque não conseguia nadar? Sabia nadar, então por que não conseguia sair do lugar. Klaus tinha mandado ela não nadar. Era por isso. Não respirava... A escuridão da água a envolveu e a puxou cada vez mais para baixo. Não conseguia lutar contra a correnteza. Ia morrer. Era questão de minutos... Segundos talvez...
De repente, Castiel a tirou da água e a deitou na margem. Quando ia tocar a sua testa e trazê-la de volta, Mia abriu os olhos. Ele a olhou intrigado.
– Cas... Graças a Deus... — disse ela o abraçando.
Não entendia como tinha sobrevivido, mas estava feliz por aquele pesadelo ter acabado. E surpreendentemente sentia-se ótima. Forte e com muita fome.
Castiel retribuiu o seu abraço e passou a mão por seus cabelos. Também não entendia como ela tinha sobrevivido. Mas pensou que talvez, assim como ela havia voltado depois do ritual de exorcismo do Crowley, ela também tinha voltado agora. Então Mia sentiu um cheiro diferente. Irresistível. Um cheiro que vinha de Castiel. A fome parecia crescer a cada segundo, mas ela não entendia o que queria exatamente.
Aproximou o rosto do pescoço dele e sentiu aquele cheiro inebriante mais uma vez. E aquela fome latente que só fazia aumentar a cada segundo. Seus olhos pareciam estar em chamas e seus lábios abriram-se involuntariamente. Seus dentes perfuraram o pescoço de Castiel e encontraram o que a sua fome precisava para ser saciada. E aquela bebida quente e saborosa inundou a sua boca. Deus... O sangue de Castiel era delicioso... Sangue?
– Mia! Acorda! — chamou Bonnie fazendo a garota despertar e sentar na cama assustada.
Estava suada e seu coração batia depressa. Olhou para Bonnie que parecia mais assustada do que ela. De todos os pesadelos que havia tido, aquele com certeza, tinha sido o mais real de todos. Ainda podia sentir o gosto do sangue em sua boca. Começou a se acalmar e a entender o que tinha acontecido. Ou melhor, o que ia acontecer. Olhou para a janela. Começava a anoitecer. Klaus ia transformar Mia em uma vampira naquela noite. Como ele prometeu que faria.
– Com o que diabos você estava sonhando? – quis saber Bonnie.
– A festa... Ainda não aconteceu, não é? — deduziu Mia.
– Não. – respondeu Bonnie cada vez entendendo menos o que estava acontecendo ali — É por isso que eu vim te acordar. Está quase na hora. Você precisa se arrumar.
– Como eu dormi no meio da tarde pra começar? — perguntou-se ela confusa.
– Bem... Eu acho que isso tem a ver com aquele... Anjo de sobretudo. Acho que ele te deixou meio... Exausta. — sugeriu Bonnie.
Mia sentiu seu rosto ruborizar e lembrou da tarde que passou com Castiel. Dean e sua boca grande...
De qualquer forma, parecia que aquela tarde tinha acontecido há séculos. Parecia que tinha dormido por séculos, mas ao olhar o relógio no criado-mudo viu que tinha se passado apenas uma hora.
– Você está bem? – preocupou-se Bonnie – Você teve um pesadelo, não foi? Não se preocupe, está tudo bem agora.
– Não, Bonnie... Não foi um pesadelo. Eu nunca tenho só pesadelos. Foi real... Como das outras vezes... — contou Mia.
– Ok... Então, com o que você sonhou? Com a festa? O que aconteceu, Mia? O que vai acontecer hoje? — preocupou-se a bruxa.
– Uma tragédia... – temeu Mia lembrando do pesadelo.
Ainda havia sangue de vampiro em seu corpo, Klaus de alguma forma ia conseguir fazê-la tirar aquela pulseira e iria a compelir a pular daquela ponte. Castiel a salvaria, mas já seria tarde... E ela o morderia... E completaria a transformação. E Klaus teria dado o recado que queria dar para os Winchester. Mostraria para eles o que acontece quando caçadores chegam em Mystic Falls e se recusam a ir embora.
Mia afastou aqueles pensamentos e levantou da cama.
– Mia, o que está acontecendo? – insistiu Bonnie ficando ainda mais preocupada – Me conte. Com o que você sonhou? Não importa com o que foi, nós daremos um jeito. Nós vamos consertar as coisas. Eu prometo que tudo ficará bem.
Mia se acalmou aos poucos. Bonnie tinha razão. Ela não podia entrar em pânico. Assim como das outras vezes, eles iriam dar um jeito naquela situação e salvariam o dia. Com a diferença que dessa vez, se ela morresse, as coisas não seriam iguais...
– Bonnie, por favor, chame Sam e Dean aqui. Eu me encarrego do anjo. Nós precisamos conversar e precisamos de um plano A, um B e se possível um C para esta noite. — anunciou a garota.
– Ok. Eu já volto. – disse Bonnie saindo do quarto.
Mia fechou os olhos e começou:
– Cas...
– Eu estou aqui. – disse ele aparecendo na sua frente.
– Nossa! Que rápido... — surpreendeu-se Mia.
– O que aconteceu? — indagou ele.
– Digamos que eu... Tive um sonho meio bizarro e você estava nele. – começou Mia.
– Como assim? Com o que você sonhou? – preocupou-se o anjo se aproximando.
– O que você acharia de ter uma namorada, péssima caçadora, viciada em café e... Vampira? – arriscou ela.
Mia escutou passos no corredor e ouviu Dean perguntando:
– Sabe o que Dean Winchester gosta de ver quando entra num quarto? Calças. Todo mundo de calças...
Bonnie e Sam entraram no quarto primeiro, Dean parou na porta, abriu os olhos devagar e brincou:
– Ótimo! Eles estão decentes!
– Você nunca vai parar de fazer piada com isso, não é? — reclamou Mia.
– Nunca. — concordou ele.
– Dean, o assunto é sério... — começou Bonnie.
– O que foi? — preocupou-se ele — Mia, por favor, não me diga que você está grávida...
– Dean. — repreendeu Sam — Cala a boca...
– Não, Dean, eu não estou grávida, ok? Na verdade, eu tive um pesadelo. Daqueles. – começou a explicar Mia.
Dean parou de brincar ao perceber o que estava acontecendo. Havia alguma coisa errada. Sempre havia alguma coisa errada quando Mia tinha aqueles malditos pesadelos. Todos ficaram apreensivos e prestaram atenção quando ela começou a contar:
– A festa na casa dos Salvatore... Klaus vai entrar de penetra.
– Isso não é tão ruim. – tranquilizou Sam – Seria uma ótima oportunidade para acabar com ele.
– Seria. – concordou Mia – Se soubéssemos como. Mas aparentemente, é ele que vai acabar comigo.
– Acabar com você? – repetiu Dean.
– Ele vai te transformar. – deduziu Bonnie.
– Digamos que ele vai dar um leve empurrãozinho... – disse Mia observando a reação deles.
– Espera um pouco. – pediu Dean querendo entender – Pra se tornar um deles, você tem que morrer com sangue de vampiro no seu corpo. Você tem o sangue de Elena e Klaus vai se encarregar de... Acabar com você. Agora, desculpe a minha curiosidade, mas no seu sonho, de quem você se alimentou para completar a transformação?
Mia olhou para Castiel e respondeu:
– Isso não importa.
Dean entendeu que seria o anjo e murmurou:
– Nossa... Isso é tão sexy...
– Dean, isso não tem graça. – reclamou Mia – E não importa quem eu vou morder, porque eu não vou morder, ok? E porque eu não vou virar uma deles... Eu não posso ser uma deles...
– E eu prometo que você não vai. – garantiu Dean tentando acalmá-la e depois de alguns instantes, continuou – Isso não parece tão ruim assim. Quero dizer, nós sabemos o que vai acontecer, então estamos um passo a frente do Klaus. Tudo o que precisamos é de um bom plano... E que ele continue acreditando que vai nos pegar de surpresa.
– Além disso, você já passou por coisas piores. – lembrou Sam – E sobreviveu. Nós vamos dar um jeito dessa vez também. Vai ficar tudo bem, Mia. Eu prometo.
– Klaus não vai transformá-la esta noite. – afirmou Castiel – Mas, mesmo que ele conseguisse... Você ainda seria você. Nada mudaria para mim. Meus sentimentos...
Mia sorriu ao ouvir aquilo. Mas não era o futuro do seu romance que a preocupava. Se ela virasse uma vampira poderia virar um monstro, como Klaus... Poderia se tornar perigosa, instável, como Elena naquela estrada. Poderia matar... E mais cedo ou mais tarde, algum caçador a encontraria e...
– Uma dúvida... — recomeçou Dean — No seu sonho, o que os Salvatore aprontavam? O que eles tem a ver com tudo isso? Aposto que serão eles que irão convidar o Nosferatu para a festa... Eu não consigo confiar naqueles dois...
– Mas deveria. – respondeu Mia – Pra falar a verdade, eles não pareciam ser do lado negro da força no meu sonho...
– O que você quer dizer? – quis entender Sam.
– Que talvez, vocês devam parar de olhar para Damon e Stefan Salvatore e enxergar dois inimigos. Talvez eles não sejam. Talvez nunca tenham sido. Pensem um pouco e vocês vão peceber que tudo o que eles têm feito é proteger Elena. E eu acho que, se quisermos mesmo sobreviver a esta noite, talvez devêssemos dar um voto de confiança para eles. E trabalhar juntos. Com eles... — sugeriu Mia.
– Nem pensar. – discordou Dean imediatamente.
– A Mia está certa. – concordou Bonnie – Damon e Stefan podem ajudar. Eles nunca fizeram nada de mal para Mia. E essa antipatia com vocês é só porque vocês são...
– Por que nós somos o quê? — pressionou Dean.
– Caçadores. — limitou-se a responder ela.
– Por um momento eu pensei que você falar que eu sou rabugento... — disse Dean aliviado.
– Um pouco... — sussurrou Bonnie.
– Ok... — interrompeu Sam — E por que eles nos ajudariam?
– Porque eles também querem que isso tudo tenha um fim. Eles não escondem que querem ver vocês bem longe daqui... Mas diferente de Klaus, eles não transformariam Mia para atingir vocês. Tudo o que eles têm feito é por Elena. Mia está certa. Podemos confiar neles. E em Elena também. — respondeu Bonnie.
– Por falar nisso, você descobriu o que Elena quer falar comigo? – lembrou Mia.
– Sim. Mas eu não posso te contar. Mas não se preocupe. Fiquei tranquila. – respondeu Bonnie evasivamente.
Mia sentou na cama e ficou pensativa por um tempo. Precisavam de um plano. Um ótimo plano. Urgente. De repente, lembrou de uma coisa. De uma coisa que havia lido no diário de John Winchester e que havia esquecido antes, quando Castiel a beijou antes dela cair no sono e ter aquele pesadelo bizarro. Uma coisa que talvez pudesse dar certo. Que pelo menos valia o risco. Também queria resolver aquele maldito caso de uma vez por todas. E talvez, até Caroline pudesse ajudá-los...
– No que você está pensando? – quis saber Castiel.
Mia sorriu e respondeu:
– Eu tenho um plano.
– Isso me assusta... – temeu Dean.
XXX
– É um péssimo plano... – resmungou Dean antes de tocar a campainha da casa dos Salvatore.
– É o único que nós temos. – respondeu Sam – Vai ter que dar certo.
Damon abriu a porta e os cumprimentou com sarcasmo:
– Olá, amigos! Entrem, fiquem à vontade. Mi casa su casa. Mas eu tenho que admitir que estou um pouco surpreso por vocês terem aceitado o convite. O convite de Elena, não meu, aliás... Quem diria que os discípulos de Van Helsing se juntariam aos filhos de Drácula esta noite?
– Você é sempre tão engraçado assim? — provocou Dean.
– Obrigado por virem. — consertou Stefan se aproximando da porta.
– Acredite, eu não perderia isso por nada. – afirmou Sam.
– Muito menos eu. – apoiou Dean sorrindo também com sarcasmo – Mas tem uma coisa que vocês precisam saber. — anunciou ele enquanto Bonnie se aproximava e segurava o seu braço — Eu não vim sozinho. Eu trouxe a bruxa, então se vocês não quiserem ter uma dor de cabeça, como aquela da última vez, é bom se comportarem esta noite, amigos.
Dean bateu no ombro de Damon e finalmente entrou na casa. Sam entrou logo atrás acompanhado de Meredith, que tinha chegado logo depois de Bonnie, bateu no ombro de Stefan e agradeceu:
– Obrigado pelo convite. Será ótimo poder finalmente retribuir aquela visita no hotel.
– Hey, grandão. — chamou Damon e Sam virou — Cadê a Mia? Elena faz questão...
– Eu estou bem aqui, Crepúsculo. — disse Mia aparecendo na porta com Castiel — Acredite, eu também não perderia isso por nada. E algo me diz que esta noite vai entrar para a história de Mystic Falls...
E tudo aconteceu exatamente como Mia havia sonhado. Dean derrubou um vaso de propósito para provocar os Salvatore, Damon ofereceu "uma bebida" para revidar, Bonnie, Meredith e Caroline sentaram no sofá e ficaram conversando e Mia procurou e encontrou o olhar de Klaus no meio daquelas pessoas que estavam na festa.
Era estranho porque por um momento, Mia quis estar errada, quis acreditar que tinha sido só um pesadelo, mas não era. Aquilo estava mesmo acontecendo.
– O que foi? – perguntou Castiel ao notar que ela estava distraída.
– Ele está aqui. — respondeu a garota.
Mia olhou em volta, mas Klaus havia desaparecido, assim como no pesadelo. Então ela voltou-se para o anjo e deu as últimas orientações:
– Lembre-se: eu estarei a salvo até o momento em que subir naquela ponte. Então, esteja a postos e não me deixe te morder no fim da festa. — e depois disse com certa malícia — Claro, vampiricamente falando...
Castiel assentiu e disse confiante:
– Não se preocupe. Desta vez, tudo vai acabar bem. Eu prometo que estarei com você. Sempre.
– É bom mesmo, afinal é o seu pescoço que está em jogo esta noite. – brincou ela e depois de alguns instantes continuou – Bem, agora é hora em que eu vou procurar Elena... Eu acho que é a hora do show...
Mia se afastou e começou a perguntar por Elena. Foi parar em um corredor. Assim como no pesadelo. Aquela sensação era muito esquisita. Será que estava acordada desta vez? Se biliscou para ter certeza de que aquilo era real. Era. Deu mais alguns passos por aquele corredor e viu que no final dele havia uma escada para uma espécie de porão. Assim como no pesadelo. Estava escuro, mas viu que havia uma porta semi aberta no final. Assim como no pesadelo. Resolveu descer. Assim como no pesadelo.
– Elena? – chamou ela, mas ninguém respondeu – Não morra, Mia, não morra... – sussurrou para si mesma antes de empurrar lentamente a porta, que rangeu...
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