Will you find me?
3 Capítulo 3
Notas iniciais
— Sim. – Pausou a morena. Beijando delicadamente a testa de seu filho. – Você não se lembrará de nada, mas eu ainda vou continuar te amando, vou continuar amando os dois. Mesmo que eu esteja em outra terra. Em outra vida.
Silêncio. Essa era a única palavra que poderia descrever aquela cena. Não que o silêncio fosse perturbador, pois não era. Era reconfortante. Era calmo. E era aconchegante. Pois na cabeça de cada um dos três, era uma memória a ser guardada. Principalmente para Regina.
— Emma? Regina?
A voz calma de Mary Margaret soou pelo escritório, tirando a pequena família de sua bolha. Não sabiam ao certo por quantos minutos permaneceram naquela posição, mas sabiam que permaneceriam por muito mais tempo se lhes fosse permitido.
— Sim? – Respondeu Emma.
— Está quase na hora. – Disse Mary Margaret. – Acho que vocês deveriam se despedir dos outros. Principalmente você, Emma.
— Já estamos indo, vó. – Respondeu Henry. – Só estávamos aproveitando um pouco mais.
— Eu sei, querido. – Snow se aproximou do neto e o abraçou. – Sei como é doloroso dizer adeus para as pessoas que você mais ama.
Regina assistia a cena calada. Não queria dizer algo e começar a chorar na frente de todos. Ela precisava ser forte. Alguém precisava, porém por dentro, estava despedaçada.
— É melhor irmos. – Disse, por fim, Regina.
— Vamos. – Respondeu Emma. Oferecendo sua mão para Regina e entrelaçando seus dedos com os da Rainha. A sua rainha.
***
Emma já havia se despedido de todos e agora caminhava na direção de seus pais, os abraçando fortemente. Enquanto Henry abraçava Regina fortemente.
— Não é justo. – Disse Henry. Ainda abraçado a cintura da mãe. – Se eu não tivesse fugido, se eu não tivesse fugido para Boston, isso não estaria acontecendo.
— Henry. – Regina tomou o rosto do filho em suas mãos. – Nada disso é culpa sua.
— É sim. – Respondeu Henry, deixando uma lágrima escorrer por sua bochecha. – Se eu não tivesse ido para Boston, não precisaríamos nos despedir hoje.
— Querido... – Regina limpou as lágrimas que agora desciam pelas bochechas do filho. – Se você não tivesse fugido, eu nunca teria encontrado a sua mãe. Eu não teria amado novamente. Não teríamos nos apaixonado. Não teríamos sido uma família. Eu não teria o meu final feliz. Então não pense que isso foi culpa sua, porque você me deu o que eu mais precisava e procurava. Você me deu o presente que ninguém jamais pensou. Você me devolveu a vida e o amor.
Henry, diante das palavras da mãe, esboçou um pequeno sorriso.
— É disso que eu quero me lembrar, o seu sorriso.
— Você não é uma vilã. – Disse o menino. – Você é minha mãe.
Regina abraçou o filho o mais forte que podia e poucos segundos depois pode sentir longos braços os abraçando. Os braços de Emma.
— Eu te amo, mãe. – Disse Henry.
— Eu te amo também, filho. – Respondeu a rainha. Beijando a testa do menino e o liberando para que ele se despedisse dos avôs e do pai.
— Emma... — A loira não respondeu, apenas abraçou sua esposa novamente, porém mais apertado dessa vez. – Eu preciso te contar algo.
— O que dessa vez? – Perguntou a loira. Apertando seus braços ao redor da cintura de Regina.
— No nosso primeiro encontro, quando você cozinhou, eu menti. — A loira olhou intrigada para a esposa. – Eu menti quando disse que o jantar estava ótimo, pois na verdade tudo tinha um gosto de queimado.
— Eu sei. – Respondeu Emma, com um pequeno sorriso. O sorriso que Henry havia herdado. – Eu sempre sei quando você mente... Mas eu sei por que você o fez.
— Por quê?
— Porque você já sabia desde aquele momento, que terminaríamos juntas e não quis me magoar.
— Eu me casei com uma pessoa totalmente convencida. – Respondeu a rainha, revirando os olhos. Porém logo rodeou o pescoço da loira com seus braços, depositando um leve beijo em seus lábios. – Eu vou sentir sua falta.
— Eu também.
— Você não se lembrara de mim, querida.
— Minha mente não vai lembrar, mas aqui... – Emma pegou uma das mãos de Regina e a depositou sobre seu peito, em cima de seu coração. – Aqui sempre saberá que algo está faltando e mesmo não lembrando, eu sei que sempre vou continuar te amando.
— Obrigada. – Respondeu a morena. Que por fim não conseguia mais segurar as lágrimas e enfim as deixou correr por suas bochechas.
— Pelo que? – Perguntou Emma, secando as lágrimas da amada.
— Por nunca ter desistido de mim. Por ter me amado. Por ter me dado uma família. Por tudo. Obrigada por tudo, meu amor.
Emma não respondeu. Apenas grudou seus lábios aos de Regina, em um último beijo. O beijo de despedida. E após se separarem, a loira retirou de seu dedo a única coisa que lhe prendia a Regina. Sua aliança de casamento.
— Não se esqueça de mim. – Sussurrou a loira. Colocando a aliança sobre a palma da mão de Regina. Fechando os olhos em seguida. – Me encontre.
— Sempre. – Respondeu a morena. Beijando uma última vez os lábios da esposa. – Você deve ir agora. Assim que você cruzar a linha da cidade vai ser como se você nunca tivesse o deixado.
— Eu te amo.
— Eu também amo você.
Todos se abraçaram uma última vez antes de entrarem no carro de Emma. Henry olhava para trás, tentando preservar os últimos momentos. Emma olhava para frente, enquanto todos os bons momentos que havia vivido passavam por sua mente. David e Mary Margaret se abraçavam, e acenavam adeus para o neto. Regina, porém, estava de costas, enquanto a fumaça verde se tornava roxa. Ao se virar, viu de longe quando Emma e Henry cruzaram a linha da cidade. Provavelmente já haviam se esquecido de tudo, mas não Regina. Ela manteria suas memórias vivas enquanto voltavam para casa. Enquanto voltavam para a Floresta Encantada. Ela manteria suas memórias vivas, mesmo voltando a ser apenas uma personagem de contos de fada.
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