Will you find me?
2 Capítulo 2
Notas iniciais
O wraith havia sumido. Por enquanto. Regina ainda se recuperava do ataque que havia acabado de sofrer quando Emma, Mary Margaret e David começaram a conversar novamente.
— O que nós devemos fazer agora? – Emma perguntou alternando seu olhar entre seus pais e Regina.
— Eu aparento saber de alguma coisa? Minha alma foi quase drenada do meu corpo e eu não tenho idéia alguma de onde aquela coisa veio. – Respondeu Regina com a voz ainda trêmula, resultado do recente ataque.
— Eu estou surpresa que você ainda tenha uma alma. Na verdade eu estou bastante surpresa. – Comentou Mary com o tom de voz baixo o suficiente para que apenas seu marido escutasse.
— Perdão? – Regina comentou com desdém, porém fora interrompida por Emma antes que comentasse algo a mais.
— Mãe. Pai. Não é hora para piadas. – Rebateu a loira, com um tom de preocupação que não passou despercebido por Regina.
— Eu não estou fazendo piadas. – Branca de neve disse para sua filha. Recebendo em troca um olhar de desaprovação de Emma. – Tanto faz.
Enquanto Snow e Charming dirigiam-se para a saída, Emma encarava Regina. Esperando que a Rainha lhe fornecesse alguma idéia.
— Qual é o plano?
— Não temos um plano. Eu não posso fugir daquilo. Você não pode me ajudar. – O tom gélido na voz de Regina vez o corpo de Emma se arrepiar. Não escutava-a falar assim havia muitas semanas.
— Não! Tem que haver um jeito. – Disse Emma apreensiva e preocupada.
— Por que você está tão preocupada em me salvar, Miss Swan? – Perguntou Regina, soando um pouco ameaçadora. – Pelo que sei você só tem a ganhar com minha morte.
— Henry não seria ele mesmo sem você.
— Eu sei.
Dessa vez Emma pode perceber duas coisas na voz da Rainha, mesmo que sua resposta tivesse sido curta. Medo e Sofrimento.
— Nós vamos achar um jeito. – Comentou Emma, colocando uma de suas mãos sobre o ombro de Regina. – Sempre achamos.
— Se você conseguir me salvar, Miss Swan, eu lhe concedo como recompensa um jantar real com a Rainha. – Respondeu Regina com um ar irônico e, ao mesmo tempo, brincalhão e triste.
— Aposta feita. Agora vamos arrumar um jeito de te salvar.
Present Day.
— A que horas a maldição nos atingirá? – Perguntou Emma. Ainda envolta no abraço quente de Regina. A loira queria aproveitar todos os momentos que ainda podiam compartilhar.
— Não levará muito tempo. Talvez ao anoitecer, ou antes.
— Você realmente precisa fazer isso? Destruir aquele pergaminho?
— Sim.
O silêncio e tensão presentes naquela pequena sala eram enormes. Emma tinha os pensamentos envoltos em seus medos. Medo de esquecer tudo aquilo que tinha sonhado e que finalmente, mesmo que há poucos meses, havia conquistado. Tinha medo de dizer adeus a seus pais novamente e principalmente medo de esquecer tudo que seu coração mais desejava; o amor de Regina.
Já Regina tinha os pensamentos envoltos na dor que sentiria assim que destruísse aquela maldição. Assim que desfizesse tudo que construiu. Assim que perdesse Henry e acima de tudo, quando perdesse Emma. Eles ainda não haviam se separado, mas o aperto no coração da tão temida Rainha má já era enorme.
— Mãe? Ma? – As duas olharam ao mesmo tempo. Henry olhava atentamente para suas mães. O menino não queria estragar o momento delas. Mas sabia que o tempo era curto e não suportaria não passar o que ainda lhe restava com elas, principalmente com Regina. – Posso entrar?
— Claro, querido. – Respondeu Regina. Abrindo seu braços para que o menino também pudesse se aconchegar.
— Sobre o que estavam falando? – Perguntou o menino, curioso. Ele havia percebido a maquiagem borrada de Regina, coisa que nunca havia presenciado antes. Sua mãe era impecável com maquiagem e nunca permitiria que a mesma estivesse borrada. – Eu sei que é sobre a maldição de Pan.
Emma suspirou. Regina suspirou. Já fora difícil o suficiente contar para Emma. Como contaria para Henry também?
— Eu vou destruir a maldição. – Começou a morena.
— E?
— Assim que eu fizer, tudo que uma vez existiu nesse mundo será perdido. Incluindo essa cidade. Todos voltaram para a Floresta Encantada.
— E isso é um problema por quê...?
— Você nasceu aqui. Você pertence a esse mundo.
— Então eu não posso ir? – Os olhos de Henry encheram-se de lágrimas e Regina sabia que aquilo seria muito difícil.
— Não, você não pode.
— Eu vou ficar sozinho?
— Felizmente não. Sua mãe foi feita para quebrar a maldição, então ela pode escapar. Mas vocês não se lembraram de nada. Porque assim que eu destruir o pergaminho, tudo será apagado, incluindo suas memórias.
— Quer dizer que vai ser como se vocês nunca tivessem sido casadas? Vai ser como se você nunca tivesse me adotado?
— Sim. – Pausou a morena. Beijando delicadamente a testa de seu filho. – Você não se lembrará de nada, mas eu ainda vou continuar te amando, vou continuar amando os dois. Mesmo que eu esteja em outra terra. Em outra vida.
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