Notas iniciais
Então pessoal, obrigada imensamente pelos comentários de incentivo. Adorei todos e pude, acho, que sentir um certo tipo de carinho neles. Não os respondi, ainda, porque não tive vida para isso durante a semana. E antes que comecem a ler o capítulo tem duas coisas que preciso vós informar. (1) Eu provavelmente só postarei um capítulo por semana e provavelmente só na sexta, porque é o único dia que eu não trabalho a tarde e tenho um pouco de vida. Espero que me entendam, estudante que trabalha sofre. (2) Eu nem sempre vou ter tempo de responder todos os comentários, mas sempre os lerei com o maior carinho e aceitarei todas as críticas e ideias que vocês tiverem. Afinal essa é a nossa fanfic. Enfim, fiquei muito feliz pela recepção de vocês. Agora vou parar de falar e deixar vocês lerem. Sim, eu falo demais. Boa Leitura! =)

O wraith havia sumido. Por enquanto. Regina ainda se recuperava do ataque que havia acabado de sofrer quando Emma, Mary Margaret e David começaram a conversar novamente.

— O que nós devemos fazer agora? – Emma perguntou alternando seu olhar entre seus pais e Regina.

— Eu aparento saber de alguma coisa? Minha alma foi quase drenada do meu corpo e eu não tenho idéia alguma de onde aquela coisa veio. – Respondeu Regina com a voz ainda trêmula, resultado do recente ataque.

— Eu estou surpresa que você ainda tenha uma alma. Na verdade eu estou bastante surpresa. – Comentou Mary com o tom de voz baixo o suficiente para que apenas seu marido escutasse.

— Perdão? – Regina comentou com desdém, porém fora interrompida por Emma antes que comentasse algo a mais.

— Mãe. Pai. Não é hora para piadas. – Rebateu a loira, com um tom de preocupação que não passou despercebido por Regina.

— Eu não estou fazendo piadas. – Branca de neve disse para sua filha. Recebendo em troca um olhar de desaprovação de Emma. – Tanto faz.

Enquanto Snow e Charming dirigiam-se para a saída, Emma encarava Regina. Esperando que a Rainha lhe fornecesse alguma idéia.

— Qual é o plano?

— Não temos um plano. Eu não posso fugir daquilo. Você não pode me ajudar. – O tom gélido na voz de Regina vez o corpo de Emma se arrepiar. Não escutava-a falar assim havia muitas semanas.

— Não! Tem que haver um jeito. – Disse Emma apreensiva e preocupada.

— Por que você está tão preocupada em me salvar, Miss Swan? – Perguntou Regina, soando um pouco ameaçadora. – Pelo que sei você só tem a ganhar com minha morte.

— Henry não seria ele mesmo sem você.

— Eu sei.

Dessa vez Emma pode perceber duas coisas na voz da Rainha, mesmo que sua resposta tivesse sido curta. Medo e Sofrimento.

— Nós vamos achar um jeito. – Comentou Emma, colocando uma de suas mãos sobre o ombro de Regina. – Sempre achamos.

— Se você conseguir me salvar, Miss Swan, eu lhe concedo como recompensa um jantar real com a Rainha. – Respondeu Regina com um ar irônico e, ao mesmo tempo, brincalhão e triste.

— Aposta feita. Agora vamos arrumar um jeito de te salvar.

Present Day.

— A que horas a maldição nos atingirá? – Perguntou Emma. Ainda envolta no abraço quente de Regina. A loira queria aproveitar todos os momentos que ainda podiam compartilhar.

— Não levará muito tempo. Talvez ao anoitecer, ou antes.

— Você realmente precisa fazer isso? Destruir aquele pergaminho?

— Sim.

O silêncio e tensão presentes naquela pequena sala eram enormes. Emma tinha os pensamentos envoltos em seus medos. Medo de esquecer tudo aquilo que tinha sonhado e que finalmente, mesmo que há poucos meses, havia conquistado. Tinha medo de dizer adeus a seus pais novamente e principalmente medo de esquecer tudo que seu coração mais desejava; o amor de Regina.

Já Regina tinha os pensamentos envoltos na dor que sentiria assim que destruísse aquela maldição. Assim que desfizesse tudo que construiu. Assim que perdesse Henry e acima de tudo, quando perdesse Emma. Eles ainda não haviam se separado, mas o aperto no coração da tão temida Rainha má já era enorme.

— Mãe? Ma? – As duas olharam ao mesmo tempo. Henry olhava atentamente para suas mães. O menino não queria estragar o momento delas. Mas sabia que o tempo era curto e não suportaria não passar o que ainda lhe restava com elas, principalmente com Regina. – Posso entrar?

— Claro, querido. – Respondeu Regina. Abrindo seu braços para que o menino também pudesse se aconchegar.

— Sobre o que estavam falando? – Perguntou o menino, curioso. Ele havia percebido a maquiagem borrada de Regina, coisa que nunca havia presenciado antes. Sua mãe era impecável com maquiagem e nunca permitiria que a mesma estivesse borrada. – Eu sei que é sobre a maldição de Pan.

Emma suspirou. Regina suspirou. Já fora difícil o suficiente contar para Emma. Como contaria para Henry também?

— Eu vou destruir a maldição. – Começou a morena.

— E?

— Assim que eu fizer, tudo que uma vez existiu nesse mundo será perdido. Incluindo essa cidade. Todos voltaram para a Floresta Encantada.

— E isso é um problema por quê...?

— Você nasceu aqui. Você pertence a esse mundo.

— Então eu não posso ir? – Os olhos de Henry encheram-se de lágrimas e Regina sabia que aquilo seria muito difícil.

— Não, você não pode.

— Eu vou ficar sozinho?

— Felizmente não. Sua mãe foi feita para quebrar a maldição, então ela pode escapar. Mas vocês não se lembraram de nada. Porque assim que eu destruir o pergaminho, tudo será apagado, incluindo suas memórias.

— Quer dizer que vai ser como se vocês nunca tivessem sido casadas? Vai ser como se você nunca tivesse me adotado?

— Sim. – Pausou a morena. Beijando delicadamente a testa de seu filho. – Você não se lembrará de nada, mas eu ainda vou continuar te amando, vou continuar amando os dois. Mesmo que eu esteja em outra terra. Em outra vida.

Notas finais
Quem chegou até aqui... Me perdoem pelo testamento nas notas iniciais, eu realmente falo demais. Mas enfim, o que acharam? Alguma ideia ou alguma coisa que esqueci?