Will Still Love You In The Distant Tomorrow
16 Capítulo XVI - É doloroso
Notas iniciais
Voltou seus olhos castanhos para aquele que havia dito seu nome, ele estava ali, bem a sua frente, porém, não conseguia acreditar que ele estava realmente ali. Pensou várias vezes que sua mente estava lhe enganando, fazendo com que o desejo que estava oculto em alguma parte do seu ser fosse revelado. Fechou os olhos e tornou a abri-los, a imagem continuava real. Ergueu-se do chão e então se aproximou daquilo que achava ser a imagem criada por sua mente que até então, estava infantil. Tocou levemente na parte da roupa dele e escutou um leve rosnado.
- Parece real.
- Rin, eu sou real.
Ao ouvir tais palavras, o pulo foi impensado, foi inesperado. Não soube dizer porque recuou tanto. Os olhos castanhos estavam pousados no local onde seus dedos, de forma suave, tocaram. Ele não se moveu, não se aproximou. Não sabia porque se sentia tão chateada por ele não ter se aproximado, sabia que ele era assim, que ele não iria correr atras dela, mais do que já tinha feito.
- Porque fez isso?
- Oh? — Arqueou a sobrancelha levemente ao tentar entender do que ele falava.
- Você foi embora.
- Eu não fui embora, Sesshoumaru... — Havia aumentado o tom de voz, o que desagradou até a si mesma. — Desculpe.
- Oh? Não foi? Eu não a vejo dentro de territórios conhecidos, Rin.
- Você me achou, este território é conhecido.
- Você está fugindo do assunto.
- Eu não estou. — Porque ele adorava fazer aquilo? Permanecer tão calmo... Era irritante e intrigante.
Ouviu leves passos se aproximando de si e então um youkai sentando ao lado do local onde estava, então, de forma lenta, sentou-se ao lado dele de forma respeitável. Sabia que ele esperava por uma resposta, ele não iria se repetir, ele nunca se repetia.
- Eu não quero que meu lorde se machuque. — Apertou os lábios de forma infantil, não queria dizer aquilo.
- Não haverá erros, Rin. Eu a escolhi e isso não vai ser mudado.
- Você me escolheu? — Debochou. — Você nem ao menos me toca.
Se encolheu toda depois de dizer aquilo, a vergonha tomando conta de seu corpo, a vergonha misturado com um desejo contido, que somente o olfato do seu lorde poderia detectar.
- Não a toco? — Devido ao jeito arrogante dele, sabia que ele estava com a sobrancelha arqueada. — Não tenho a devida permissão para tal coisa.
- Por Deus Sesshoumaru, você precisa de minha permissão para me tocar? — Sim, estava completamente surpresa, o que fez o youkai controlar o riso.
- Um youkai de respeito nunca irá tocar sua parceira se não tiver a permissão dela. — A observou se encolher, levando ambas as mãos em frente a barriga. — Rin? — Ficou surpreso ao ouvir a mesma rir, tentando inutilmente se controlar.
- Quer dizer que eu deveria ter dito, Sesshoumaru, toque em mim. — Outro ataque de risada tomou conta do pequeno corpo humano. — Isso seria, vergonhoso não?
- Rin, você vai se molhar.
Devido ao ataque de risada inesperado, seu corpo se escorou no do youkai, as risadas ainda não paravam. Não sabia qual tinha sido a graça, porém, seria muito mais engraçado se tivesse dito tal coisa.
- Rin.
- Oh desculpe. — Ela se ajeitou então no seu lugar e limpou as pequenas lágrimas que caíram de seus olhos. Quanto tempo fazia que não ria daquele jeito? — Não queria lhe usar como apoio.
- Não me importo.
Choque. Ela havia ficado em choque, pôde notar pelos movimentos que haviam cessado no exato momento em que havia dito. Ela estava alarmada contra ele?
- Não me importo? Onde está toda a sua arrogância e blá blá blá de lorde?
- Este Sesshoumaru não precisa disso quando está com sua companheira.
- Mas... Então era seu plano me fazer sua companheira?
- Sim.
- Ou. Tão direto. — Ela estava com sono, sabia disso. — Porque?
- Este Sesshoumaru desconhece o motivo.
- Mentira. — A voz suave e sonolenta que ela usou fez com que sorrisse suavemente.
- Rin durma, eu a cuidarei.
- Você sempre faz isso.
- Sim.
- Posso me escorar em você.
- Sim.
Observou ela se aproximar, o corpo estava ficando mole devido ao sono. Ergueu o braço e deixou que ela passasse as mãos em torno de sua cintura, o corpo dela estava frio, o que o deixou um tanto preocupado. Passou o braço esquerdo pelos ombros da humana de forma protetora, não demorou muito e ela adormeceu. O corpo provava o quão exausta deveria estar.
Fechou os olhos e deixou que sua mente ficasse limpa, fazendo com que as imagens horríveis da morte de uma tal humana sumisse. Talvez era isso que os humanos chamavam de medo, medo de perder alguém importante. Medo de ser chegar tarde de mais, medo de não conseguir encontra-la a salvo. Agora entendia porque os humanos tinha tanta preocupação com seus companheiros. Era doloroso.
Seu rosto se contraiu, fazendo com que a ponta das sobrancelhas se franzissem levemente. Ficaria perto dela, a protegeria, a cuidaria, não a deixaria ir embora. Havia notado que não conseguia pensar direito, organizar os sentimentos, os pensamentos. Isso era doloroso.
Talvez quando ela acordasse, resolveria deixar claro seus sentimentos a ela, ou o que os humanos chamavam de sentimentos. Resolveria faze-la entender que para ele, atualmente, ela é a coisa mais preciosa. Então finalmente deixou que sua mente admitisse que precisava dela.
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