Will Still Love You In The Distant Tomorrow
17 Capítulo XVII - Eu tive que partir
Notas iniciais
Musica dedicada do capitulo: My immortal da banda Evanescence.
Leiam as notas finais.
Ele não estava ali, não estava ao seu lado. Deixou que as lágrimas fossem contidas em seus olhos, deixou que sua dor fosse afogada em alguma parte do seu corpo. Ele havia saído enquanto dormia e não sabia qual era o motivo, não sabia porque, não sabia porque sentia como se soubesse que aquilo iria acontecer. Estava na hora de admitir que não poderia mais viver como uma youkai, quando sua classe era outra. Os outros falavam nas suas costas, mesmo sendo youkais bons para ela, na frente do lorde ou não, eles sempre falavam. A marca não fora algo que pedira a ele, nunca fora. Não é que não quisesse, era somente que... Ela sabia que não poderia ter. Sua vida poderia ser prolongada, mas chegaria a hora que precisaria partir para outro lugar, para outro lugar longe dele.
Instintivamente, levou a mão em direção a marca do seu pescoço. Não conseguia mais ser tratada como uma youkai, como se fosse ficar ali para sempre, não conseguia suportar. Não conseguia ser tratada com prioridade, como um objeto raro a ser encontrando. Não queria aquela marca no pescoço se isso significava que ele fosse morrer, que todos se voltariam contra ele, se ele fosse perder tudo aquilo que ele sempre amou, mesmo não admitindo em voz alta. As terras do oeste eram as terras dos pai dele e agora eram as terras dele. Eram as coisas mais preciosas que ele tinha.
- Rin.
Ele havia voltado e nem havia notado. Ele estava parado a sua frente e sabia o que ia dizer, ele sabia. Era doloroso e sentiria mais dor quando colocasse as palavras em sua mente para fora. Deu um passo para trás.
- Me desculpe.
- Rin.
As lágrimas contida em seus olhos gritavam para ser soltas, elas queimavam sua vista, deixando a imagem daquela criatura perfeita toda embaçada, como se uma fumaça estivesse entre ambos. Era como se estivesse caindo em um abismo e ele não visse...
- Eu não posso... — Não conseguia dizer. Seu amor não era o suficiente para faze-lo ficar vivo, o amor dele não era suficiente para faze-la ficar.
- Rin.
Ah, diga de novo meu nome... Diga de novo e de novo. Diga até se cansar, diga até me fazer desistir. Diga meu nome novamente. Se aproxime de mim. Me abrace.
- Ficar ao seu lado...
- Rin.
Ele não parecia surpreso, ele parecia que ia chorar. Mesmo com a visão embaçada, os olhos brilhantes e amarelos estavam opacos e mais brilhantes.
Me abrace Sesshoumaru, me toque, me toque pela ultima vez, diga que sou uma criança, diga que minha espécie é despreziva. Diga para mim.
- Você não quer ficar ao meu lado?
Soltou um grito agudo e triste, levou as mãos em direção ao rosto, não conseguia controlar, a dor era tamanha, a angustia era tanta. Seu corpo tremia com os soluços, as palavras saiam com pausas.
- Eu... Não... Posso... — Um soluço adornou de seu pequeno corpo. — Eu não quero o ver machucado.
A marca em seu pescoço estava dolorida e sabia que não era o sentimento de ambos, ela estava sendo corrompida pelo seus poderes de miko. Aquilo era praticamente um divorcio para os youkais. Não queria sentir mais nada dele, mas não queria ficar sem a marca, saber que aquilo foi real.
- Ninguém irá machucar este Sesshoumaru. — Ele fez uma pausa. — Seu Sesshoumaru.
- Eles vão... Eles podem.
Me peça para ficar e eu não serei capaz de negar-lhe. Não serei capaz de negar-lhe meu amor, mas, se não fizer isso, eu irei embora para nunca mais voltar.
- Se você quer isto, eu a deixarei ir.
Esse era o som de quando seu mundo desmoronava? Como se vários vidros estivessem sendo quebrados, como se alguém pisasse em cima deles. Esse era o som?
Observou ele se aproximar de si, tocou-lhe o queixo de forma suave e a fez encara-lo.
- Posso limpá-las?
Sem perceber, sua cabeça assentiu brevemente. O polegar do youkai tirou qualquer vestígio de lágrimas, o toque suave do dedo dele lembrava de uma brisa no meio da primavera. Carinhosa. Doce. Macia.
- Este Sesshoumaru não irá mais prende-la. — Ele fechou os olhos de uma forma que nunca havia dito. — Nunca me arrependi de ter salvado-lhe a vida. Nenhum dia se quer.
Não conseguia encontrar as palavras, tudo o que queria era virar as costas e seguir para o vilarejo de Inuyasha, viveria lá, seria feliz lá, iria ter filhos e um marido humano, iria ser uma humana e viver como humana. Iria ficar com Kagome e Miroku. Inuyasha e Shippou. Kohaku e Sango.
Os lábios dele pousaram de forma suave sobre os seus, os quentes lábios dele. Aquela seria a ultima vez que sentiria aquilo, não era? Ele afastou os lábios e virou as costas.
- É uma despedida.
Ele estava chorando, tinha a certeza disso. Ele não queria ser visto como um humano fraco e respeitava isso. Ele estava triste, porém, era algo que não poderia ser mudado.
Virou as costas e correu em direção ao vilarejo do Inuyasha, correu durante horas, durante dias, não sabia dizer. Apenas tinha corrido, tinha corrido até suas lágrimas secarem. Seu corpo havia caído em cima de algo e sabia o que era.
- Kaede-sama, estou de volta. — O tumulo parecia o mesmo de sempre, as flores ajeitadas de forma organizada, o nome estava trajado de forma perfeita. — Eu não quero que ele morra, por isso o deixei.
Ouviu passos atrás de si e pensou que fosse Sesshoumaru, virando em direção a onde vinha o som.
- Rin-chan! — A voz de Kagome e Inuyasha se juntaram em uníssono.
- O que faz aqui? — A Kagome fora a primeira a perguntar.
- Eu o deixei.
Seus olhos castanhos se voltaram em direção ao tumulo da velha Kaede-sama, de alguma forma, sentia falta dela.
- Porque? — Se surpreendeu ao notar que a voz era de Inuyasha.
- Porque eu não quero que ele morra.
- Eu entendo Rin. Você pode ficar no vilarejo.
A conversa prosseguiu normalmente e ninguém mais perguntou porque não estava mais com o príncipe das terras do oeste. Anos depois se casou com um humano cujo nome era Saitou, ele tinha os cabelos pretos e olhos incrivelmente azuis, os cabelos eram curtos. A presença de alguém todo mês sempre se fazia presente, a presença daquele que havia deixado anos atrás. Ele estava lá, em algum canto daquela floresta que passará a ser o esconderijo dele.
Você não se esqueceu de mim, não é mesmo Sesshoumaru-sama? Eu não o esqueci também, eu ainda o amo mais que qualquer um.
Seus olhos castanhos estavam voltados para a presença dele, sabia que ele estava a observando. Havia se tornado uma miko poderosa, Kagome havia lhe ensinado tudo que Kaede-sama havia ensinado a ela. Inuyasha havia dito certa vez que contava tudo a Sesshoumaru quando ele aparecia, porém, pediu que ele não falasse mais sobre Sesshoumaru para ela, queria seguir sua vida, com sua escolha. O amando no escuro do seu ser, o amando eternamente. Até o momento de sua morte e depois disso.
Não o havia deixado por mero egoísmo, o tinha deixado por ama-lo de mais. Por querer que ele vivesse livre, lindo e sem machucados.
Seu coração estava pesado naquela noite e em todas as outras que viriam e estava pesado em todas as noites desde o dia que o deixou sozinho na floresta, com as lágrimas que ele teimou em esconder.
Ela o amaria até o fim de sua vida.
Ele a amaria até o fim da eternidade.
Notas finais
Sim, este é o fim desta fic. Com um peso no peito eu estou deixando está fic descansar, deixando Rin descansar com a sua escolha. Ela não pode voltar atrás devido ao medo de perde-lo para sempre. Saber que ele estava lá, procurando saber por ela, era o bastante. Esta fic não terá segunda parte, se tiver me contem, pois este é o fim definitivo desta fic.
Eu realmente amei escreve-la e lê-la tantas vezes. Eu amei ler todos os comentários e desculpem-me por mudar as coisas, eu achei que seria melhor assim. Que combinaria mais com o jeito da Rin-chan. Obrigada por lerem.
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