Will I Love You?

2 Party. A Disaster.


Notas iniciais
Sei que demorei, mas quando W.S. não demora? O fato é que estou com um bloqueio do tamanho do universo e com vários problemas pessoais. Tanto na área familiar quanto psicológica e física. A vida é uma vadia, eu sei. Whatever, aqui está um capítulo quentinho pra vocês! Espero que gostem! W.S.

— Afinal, você conseguiu o cargo? Está muito quieta. – Alyssa perguntou enquanto andávamos até o Salão Comunal da Slytherin.

— Consegui. – falei. Ela e os irmãos ficaram me encarando, tentando entender como não estava subindo pelas paredes pela felicidade. – Mas o outro monitor-chefe é o bastardo de Hera. – ouvi três pessoas soltando “aah” e não pude deixar de rir pela sincronia dos Potter.

— Ainda não vejo problema, Eris. Isso pode ser bom. A rixa de vocês pode finalmente acabar e Hogwarts não vai mais ter de ouvir essas duas criaturas irritantes brigando pelos corredores. Fala sério, todos já estão fartos disso.

— Que grande apoio – murmurei.

Depois de explicar tudo para os novatos, deixa-los no Salão Comunal e responder algumas perguntas, fui me despedir dos meus primos.

— Não se esqueça da festa, Eris. É as oito da noite. – Jack disse.

— Se você não aparecer lá depois de cinco minutos do horário combinado, nós vamos te buscar. E pedir ajuda do Zabini pra te tirar de dentro do quarto. – bufando, saí do Salão e fui até o quinto andar, onde meu novo dormitório me esperava.

Irritei-me antes mesmo de entrar lá. O Zabini tinha posto algum feitiço na porta, que não queria abrir. Acho que demorei uns vinte minutos para conseguir o contrafeitiço certo. Estava puta da vida, mas minha raiva deu lugar à admiração assim que pus os pés para dentro.

A primeira coisa que notei foi a pequena cozinha no canto. Havia uma pia reluzente e um balcão de mármore negro, além de um tipo de fogão que parecia ter sido feito em 1800 (já existiam fogões naquela época?), uma ilha do mesmo material do balcão, cadeiras altas e um bloco de metal. Posteriormente, descobri que aquilo era um tipo de geladeira e forno enfeitiçado. Se colocasse algo gelado lá dentro, seria magicamente esquentado, e vice e versa. Muito útil.

Do outro lado da ilha, dois sofás pretos, uma poltrona da mesma cor, uma mesinha de centro e uma lareira compunham uma pequena salinha. Na parede direita, um enorme brasão da Gryffindor estava pendurado. Na esquerda, a mesma coisa, porém com um da Slytherin. Já sabia onde passaria a maior parte do meu tempo.

À frente da porta de entrada, havia uma pequena escada que levava até um corredor dividido em três portas. Uma delas, a da direita, continha um brasão da Gryffindor e o nome do Zabini. Na da direita, a cobra da Slytherin reluzia, triunfante sobre meu nome. A última porta, que marcava o fim do corredor, era de um banheiro simples. Box. Vaso. Pia e um pequeno armário com toalhas.

Depois de verificar o lavado, abri a porta do meu quarto. E meu queixo caiu novamente. Do outro lado do cômodo, havia uma cama de casal de madeira de mogno. O dossel era enorme, de veludo verde musgo. Em cada lado da cama, havia um criado mudo. Na parede direita, uma escrivaninha enorme e uma cadeira de aparência extremamente confortável. Luminárias no estilo medieval adornavam o lugar.

Na parede oposta à da escrivaninha, um guarda-roupas gigantesco que aguentaria todos os meus pertences – comigo junto – com sobra. Não havia nenhum sofá ou poltrona. A mensagem era clara: Se quiser descansar, faça isso em um lugar atingível pelo monitor-chefe da Gryffindor.

~*~

Demorei uns quinze minutos para transferir os meus pertences para seus devidos lugares e depois deitei na cama com um livro que havia pego na biblioteca pessoal da minha mãe. Ela era tão louca pelos livros quanto eu.

Só voltei ao mundo real quando ouvi batidas na minha porta. Só um ser humano conseguiria estar ali.

— O QUE FOI, CARALHO? – perguntei educadamente.

— A sua prima está me fodendo a paciência já fazem duas horas. Vem pra fora agora. – bastardo. Mas por que Aly ou Soph estariam querendo falar comigo as sete e quarenta da noite? Ah. Espera. Merda.

— AVISA QUE EU JÁ ESTOU SAINDO! – como um raio, troquei de roupa, arrumei o cabelo, passei um pouco de maquiagem e vesti a capa da Slytherin.

No segundo em que abri porta do quarto, dei de cara com o Zabini. Ele estava encostado na parede do seu lado do corredor e me encarava, os braços cruzados e expressão divertida.

— A ronda dessa noite é dos Hupplepuff, Malfoy. O que está fazendo fora do dormitório?

— Quero checar se os monitores estão mesmo fazendo o seu trabalho. Só porque ocupam o cargo, não significa que sejam santos. – respondi. Ele deu um sorriso afetado, movendo apenas o canto da boca.

— Experiência própria?

— Acho que está falando de si mesmo, não? – ácida.

Dei as costas para ele e saí andando. Fiz questão de encontrar os monitores de vigília antes de me dirigir para a Sala Precisa.

~*~

Quando estava prestes a abrir a porta, um ombro recostou-se à parede, ainda não transformada.

— Sabia. Eris Malfoy, a certinha de Hogwarts, não é tão certinha assim. – encarei os olhos azuis de Zabini com nojo.

— Eu sei que é difícil superar uma paixão platônica, Zabini, mas acho que até um energúmeno idiota como você consegue. Larga do meu pé, praga. – e entrei na festa sem esperar uma resposta. Eu sabia que ele ficava louco quando o deixavam falando sozinho.

Não consegui dar dois passos para dentro daquela baderna até que dois braços acabassem em cima dos meus ombros.

— Eu sabia que você viria. – Jack disse. Ele trocou um olhar cúmplice com Carter e o outro me estendeu um copo. Fire Whiskey.

— Eu não vou beber hoje, caras. – eles me olharam como se uma segunda cabeça tivesse surgido nos meus ombros.

— Você precisa comemorar! É a nova monitora-chefe! – Carter disse.

— Se dê uma folga uma vez na vida, prima! – Jack completou. Nesse momento, Alyssa apareceu com um copo. Eles estavam armando um complô, só podia.

— Agora ela é minha, meninos. Deem o fora. Vão caçar alguma garota. Eu e Eris vamos dançar! – a loira pegou a minha mão e fomos até o meio da multidão de alunos que dançavam no ritmo da música. Me permiti dançar um pouco.

~*~

Horas depois, um grande contingente de pessoas já tinha saído. Na verdade, só tínhamos sobrado eu, Aly, Jack, Carter, Zabini (não me pergunte o motivo de ele estar lá. Ainda tento entender) e seu melhor amigo, um Hupplepuff baixo e moreno com óculos que deixavam seus olhos estranhos. Seu nome era Zeke alguma coisa, acho.

— VERDADE OU DESAFIO! – Alyssa berrou de seu banquinho e escorregou para o chão – algo difícil, visto que estava com uma saia curta e saltos enormes. Seus irmãos logo estavam ao seu lado posicionando uma garrafa no meio deles. Christopher e Zeke foram os próximos. Eu fiquei em pé encarando-os.

— Não vou jogar com ele aqui. – falei e apontei para o Zabini. Acho que era a única daquele grupo que ainda estava sóbria.

— Vamos, Eris. Deixe de ser criança. Vem, senta do meu lado. Ele não vai te morder. – Aly disse e eu, vencida pelo coro de “Vem, vem, vem”, sentei ao seu lado. Claro que antes tive de ouvir o resto de aborto de Hera murmurando um “Não garanto nada” e a risadinha de Zeke.

— Eu começo! – Jack disse e virou a garrafa.

~*~

Depois de ouvir novamente que Aly teve seu primeiro beijo aos treze anos pela milionésima vez, ver Jack e Carter ficando com a aparência de homens de quarenta anos, muitos drinques para todos menos eu e mais um grande monte de inutilidades, Carter, que me passou o jogo todo me encarando com um olhar extremamente psicótico, teve a sua grade chance. Ele girou a garrafa. A boca parou apontando para mim.

Todos da minha família sorriram diabolicamente. Tive uma súbita vontade de sair correndo. Aquilo não era seguro.

— Verdade ou desafio? – eu sempre pegava verdade. Era previsível. Então, tentando me esquivar do seu ataque, caí direitinho na armadilha.

— Desafio. – “Pobre ruiva.” Jack sussurrou.

— Você e o Chris aí terão de ficar juntinhos por um mês. – pausa dramática enquanto eu assimilava o que tinha acabado de ouvir.

— COMO?! – eu e a-praga-cujo-nome-não-citarei falamos/berramos ao mesmo tempo. Nos encaramos por um segundo e depois voltamos nossos olhares para Jack e Carter, que riam feito hienas.

— Não poderão ficar mais de um metro separados. Por um mês. A garrafa está enfeitiçada. Já estão ligados. Se se separarem, brotoejas formando a palavra “perdedores” enfeitarão seus rostos por dois meses. É pegar e pegar. – tempo para assimilação novamente.

— E quanto às aulas? Somos de Casas diferentes. Nossas aulas são, em sua maioria, separadas. Falei.

— Estamos a um passo a frente, querida prima. Demos um jeito nisso. Mas, se tentarem nos enganar fora do horário das aulas, estão ferrados. – Jack.

— Bastardos. – resmunguei e roubei o copo de Fire Whiskey da mão de Alyssa, que assistia a cena calada e divertida. Bebi tudo em segundos e engasguei com o final. Não bebia muito e, claramente, não era boa naquilo.

O jogo prosseguiu e eu, tentando fugir daquilo tudo, bebi mais dois copos.

O problema? Minha tolerância era quase nula e aquilo já me deixou nas nuvens.

— Acho que encerramos por hoje. – alguém disse. Acho que Zeke. Tentei me levantar para fazer meu caminho até o dormitório, mas tropecei em mim mesma e caí novamente. Lindo, Eris. Perfeito.

— Eu acho que ela está bêbada. – Alyssa, um pouco alterada, expôs o óbvio. Pude ver a expressão chocada do Zabini.

— Ela bebeu, no máximo, três copos. Como isso é possível? – questionou.

— Com a Eris, tudo é possível, cara. – Carter resmungou enquanto me levantava. Ele me pegou no colo e senti quando me colocava nos braços de outra pessoa. – Boa sorte, irmão. Você vai precisar. – e ouvi os passos de três pessoas saindo.

— Você vai virar a babá da ruivinha agora? – Zeke.

— Ao que parece. – senti a vibração no peito da pessoa que me segurava quando Zabini falou. Tentei espernear para sair de seus braços, mas estava mole demais. O mundo estava ficando turvo. – Agora vamos. Ela é mais gorda que parece.

Notas finais
COMENTEM! W.S.