Wild Passion
20 Subterrâneo
Notas iniciais

Pov Escritora
Algumas conversas entre Karina e Pedro durante o primeiro mês de sua ausência.
04/12/2013
3.567 mensagens depois:
K: EU AINDA NÃO ESTOU ACREDITANDO QUE VOCE ME TROUXE A FABI!! *o*
Já era a quarta vez que Karina tocava no assunto. Ela sempre fazia isso quando se sentia prestes a implorar pra Pedro voltar.
P: Fabi não anda te atrapalhando a construir o avião? XD
Pedro também rodopiava, rodopiava nos assuntos para que o “proibido” nunca chegasse, e ainda sim, continuasse tendo certeza de que Karina estava sã e salva, conversando com ele.
K: Alguns gritinhos não fazem mal a ninguém. Não é?
Para Pedro, as insinuações nas palavras da ex-namorada não eram nada indiretas. Ele ficou meio sem jeito de responder aquela mensagem, então aproveitou pra ir pegar uma cerveja e deixa-la um pouco agoniada,esperando.Sabia que Karina não suportava demoras acima de 2 minutos, mas ela merecia uma pequena tortura depois daquilo.
K: Deixou o celular cair na testa pra demorar tanto?
Pedro soltou uma risadinha, abrindo a tampa da cerveja e virando no gute enquanto respondia. Ainda bem que ela não poderia ver seu sorriso vitorioso do outro lado da cidade, se não toda a mascara que o gogoboy sustentava, seria desmanchada.
P: Tenho outras coisas pra fazer além de ficar batendo papo as 3 da manha, Karina.
Karina neste momento se encontrava em pé, tomando o vento da madrugada, vindo da janela do quarto que havia apelidado “cárcere privado”, e quase teve um troço, imaginando o que diabos Pedro quis dizer com “tenho outras coisas pra fazer”. Outras coisas pra fazer as 3 da manha? Quem ele pensava que era? Estaria Pedro contando com a possibilidade de esquece-la ficando com outra? (de novo)
Karina suspirou fundo umas duas vezes, olhando pra Fabi que dormia na sua cama tranquilamente.
K: Também tenho. Então acho melhor irmos fazer nossas outras coisas.
Pedro ficou sem reação diante da mensagem. Quase deixando a cerveja escapulir da mão começou a imaginar: QUEM ERA AQUELA KARINA?
E ele tinha todo direito de temer a mudança repentina da garota. Pedro não sabia qual o erro que Karina havia praticado, e nem que ela tinha crescido e aprendido a ser mais tolerante e menos inconsequente por causa dele.
20/12/2013
Milhares, milhares, e milhares de outras conversas depois.
K: To indo tomar banho, beijinhos.
Pedro prendeu as pernas, já sentindo a ereção que se formava com a simples menção da palavra banho. Banho significava muitíssimo pra ele... e Karina fazia questão de todos os dias as 7 em ponto, comentar que iria se lavar. Como se não fosse duro o suficiente dormir sem ela, depois de tantos meses mal acostumado com seus cuidados.
P: Manda foto!
K: I-D-I-O-T-A
P: Ok, então eu estou indo trabalhar. Veja se vai se lavar direito, porque pelo menos eu, você lavava muito bem.
A garota corou, mas estava sentindo a intimidade latejar tanto quanto ele. Era extremamente difícil ser iniciada por um profissional do sexo, praticar aquilo todos os dias, ter o seu carinho e amor incondicionais sempre, e agora se ver ha semanas sem nem escutar sua voz.
K: Tenha cuidado no caminho. Eu te amo.
P: Eu também.
E aquela foi a primeira vez, que aquilo foi citado desde a traição de ambos.
22/12/2013
P: Não posso dizer. Quem me garante que você não vai vir pra cá?
K: EU GARANTO! Será que depois de tanta conversa você não percebeu que virei uma mulher sensata?
Pedro deu uma risadinha, imaginando ela vermelha e prestes a soca-lo. Mas logo caiu na real. Karina não podia soca-lo.
P: To na ilha de Madagascar.
K: CU
P: Kkkkkkkkkkkkkkk, dedos porcos!
K: Fala sério Pedro... aonde você ta morando? Eu sei que é aqui no Rio, tu continua tocando piano naquele bar.
P: Ainda não estou confiando 100% na sua sensatez.
Karina soltava fogo pelas ventas, mas sabia exatamente como ludibriar o ex.
K: Tudo bem. E que tal brincarmos de um jogo?
P: Qual jogo?
Pedro se sentou, com as pernas abertas no sofá, morrendo de excitação e curiosidade.
K: O jogo não tem nome porque acabei de inventar. Vai ser basicamente assim: você me faz uma pergunta, se eu não aceitar responder, tiro uma peça de roupa. E se você não aceitar responder uma minha...
Karina via no jogo uma ótima oportunidade pra saber coisas que estavam rasgando seu coração a dias, e sabia que se envolvesse “tirar roupas”, o garoto aceitaria fácil. Pedro por sua vez, via uma ótima oportunidade de imaginar Karina nua, e achava aquilo tudo a melhor ideia do mundo, pois seria o mais perto que teriam de uma experiência sexual.
P: Que graça tem se você não mandar foto?
K: QUEM PERDER MANDA!
Os dois sorriam juntos, sem saber.
K: Eu começo. Aonde você ta morando?
Ele suspeitava que essa seria a primeira pergunta da garota, e estava preparado.
P: Zona Norte. Pode ir tirando a calcinha.
Karina mordeu a boca. Sentia tesão por saber que ele ainda a desejava, MAS AQUILO TINHA SIDO GOLPE BAIXO!
K: DROGA PEDRO! Sem localização exata não vale!
P: Você não perguntou a localização exata e o culpado sou eu? Tire rápido.
Ela poderia muito bem não tirar nada, afinal, Pedro nunca saberia, mas tirou.
K: Vai. Sua vez!
P: ESPERA AI KARINA, O QUE VOCE TIROU? TEM QUE DAR OS DETALHES DA PARADA!
Pedro não queria demonstrar o nível de desespero mas tava difícil, muito difícil.
K: Minha echarpe. Agora vai!
P: Ta querendo me passar a perna Karina? Echarpe num calor desse? NÃO BRINCO MAIS!
Ka revirou os olhos, enquanto Pedro esperava ansiosíssimo sua resposta. Ele merecia uma colher de chá.
K: Eu tirei a blusa, Pedro.
E a simples menção, fez ele fechar os olhos e imaginar as muitas vezes que suas próprias mãos arrancavam a blusa da loira.
K: ANDA!
Ainda um pouco atormentado, Pedro pensou, pensou, pensou. E decidiu fazer logo a pergunta que o incomodava.
P: Como ta você e o Alan?
Assim que viu a mensagem na tela, Karina quase enfartou. Será que ele suspeitava? Mas não tinha como. Não tinha como.
K: Felizmente não o vejo desde o dia que você foi embora.
– Felizmente? Por que você ainda faz essa carranca irredutível? – o homem pensou alto.
Alan já havia contado que Ka sentia algo por ele.
Pedro se levantou, e resolveu que queria tirar logo aquela bermuda e libertar sua ereção.
P: Pronto. Já sou um homem sem calças.
Karina não pensou muito quando tocou a própria calcinha, tentando se satisfazer e se aquietar um pouco, partindo para a próxima pergunta.
K: Com quantas garotas já ficou desde que saiu daqui?
Pedro sorriu leve. Ela nunca largaria de ser ciumenta.
P: 0
K: Gostei da resposta, então resolvi tirar a saia e o sutiã. Bem, bem devagar.
Pedro colocou a mão na cabeça, como se o juízo estivesse sendo arrancado dele. Karina não tinha o direito de fazer aquelas coisas!
P: Como só falta uma peça pra você ficar completamente nua e perder o jogo, eu vou ser um cavalheiro e permitir que a moça me mande logo uma foto só de calcinha.
A verdade era que ele já não aguentava mais esperar pra ver.
Os quatro minutos seguintes foram agonizantes pra Pedro, que xingava absurdosao 3G pela demora de carregar a foto que havia sido enviada. E quando finalmente a carregou, e com ânsia clicou em cima, teve uma reação um pouco diferente da que esperava ter.
Choque.
Ka tinha tirado uma foto no espelho. Seu corpo continuava esculturalmente lindo e sedutor, mas além disso, Pedro pôde notar como os seios estavam bem maiores do que se lembrava, talvez fosse só a foto... mas não foi isso que o fez tremer, ou querer voltar correndo para mansão e a encher de beijos, dizer que nunca mais a largaria, aquilo acarretando na morte dos dois ou não.
Foram as bolsas enormes embaixo do olhar mais triste que ele já viu na vida e a palidez extrema de quem não tem nenhum contato com sol, mesmo que o sorriso continuasse estampado em sua boca.
E neste dia, Pedro se deu conta, de que a mulher da sua vida escondia muito mais sobre o seu estado de espirito do que ele poderia imaginar.
24/12/2013 véspera de natal.
K: DINGOOOOOOOOOOOOOONBELLS, DINGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOONBELLS, ACABOU O PAPEL!
P: Hahaha.
Pedro já não conseguia mais ler uma mensagem de Karina e acreditar na falsa felicidade, só que também não era homem o suficiente pra impedir isso.
Acreditava que voltar pra perto dela, só traria ainda mais desgraças pra vida da moça. Preferia ficar deitado, lendo sua tristeza, do que voltar com a convicção de que arruinaria o restinho de chances que ela tinha de se salvar e começar uma nova etapa com Alan.
K: PARA DE SER ESTRAGA PRAZEREEEEEEEEES PEDRO! Quando vai comprar meu presente?
Já ela, persistia em não perder nenhuma chance de provocar. Karina queria que ele soltasse logo a real: VOLTARIA OU NÃO A VE-LO?
P: Amanha a tarde.
A resposta a pegou de surpresa, e teve que gritar pra Beth trazer um copo de agua gelada.
K: E quando vai entregar???????????
P: Se ficar fazendo esse tipo de questionário, nem presente eu compro.
P: Como ta a ceia ai na mansão?
Mal sabia o moço, que na mansão até os ratos começaram a sentir fome, o dinheiro estava escasso, e o tempo se esgotando.
K: Fabi disse que vai trazer um peru que a Bianca ia preparar. TCHANRAAAAAM! ESSA VAI SER MINHA CEIA! Trifoda né? ( mas preciso dizer que to morrendo de desejo por um peruzinho, nhami).
Pedro gargalhou, imaginando ela se melecar inteira de peru, logo voltando a perder o sorriso, como todos os dias depois de uma longa noite trocando sms’s que sabia: não os levariam a lugar algum.
P: A Bianca é um amor de irmã mesmo, ficar fazendo comida pra preguiçosa.
K: EU QUERO SABER DO MEU PRESEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENTE s3
P: VAI FICAR QUERENDOOOOOOOO!!!!
Histórico de mensagens, encerrado.
25/12/2013, natal.
Pov Heideguer.
– EU CANSEI DE ESPERAR, LOBAO! EU CANSEI. – gritei quando o homem adentrou minha sala.
– Chefe, calma... – Lobão respondeu afobado, de tanto correr.
– CALMA? ESSA PIADA, ESSA PALHAçADA TODA JÁ ME ENCHEU! EU QUERO KARINA, AGORA. –
– Mas o que é que eu posso fazer? Ela não sai de casa, seu filho não sai de casa! Vou pegar a empregada e mata-la quando ela sair pra fazer a feira? –
Com ódio de tudo, e uma vontade repentina e absurda de foder aquela garota metida a espertinha, segurei Lobão pelo paletó.
– Idiota. Esqueceu como se arromba portas? ESQUECEU? – falei grosso, e o segurança tremeu. Sabia que eu era muito mais fraco do que ele, porém, qualquer grito e Lobão estaria com uma bala alojada.
– Tudo bem Dr. , vou ligar imediatamente para o segurança que está de plantão e deixar ordens claras pra entrar na mansão e pegar a garota. Perdoe minha incoerência. –
– Ótimo. –
Soltei o homem, sentando na cadeira mais próxima enquanto me controlava e ele tratava de ligar.
– O que ta fazendo parado aí ? – indaguei, após ter terminado a ligação.
– An... você não me deu outras ordens. –
Aquele literalmente não era o meu dia, Lobão estava testando a minha paciência com a sua burrice extrema.
– VA AGORA PARA A CASA DO MEU FILHO! E me mande noticias assim que pegarem aquela putinha.-
Estava cansado de esperar um milagre, esperar que aquele triangulo amoroso magoasse minha nora e ela se entregasse de bandeja. E da onde eu havia tirado essa ideia tola? A menina podia ser lesada pras certas coisas, mas era muito esperta quando se tratava de fugir.
– Será que eu posso... ? – Lobão perguntou, sorrindo abertamente, insinuando abusar da garota.
– Só depois de mim. –
Finalmente. Karina cumpriria sua parte do contrato.
Pov Karina
– KARINAAAAAAA, ABRE A PORTAAAAA! –
– Senha. –
– Alan é maluco. –
– Qual é a dessa senha ein? – Fabi perguntou enquanto eu abria.
– Você sabe o “qual é dessa senha”.-
E ela sabia mesmo. Há um mês quando Fabi entrou por aquela porta dando o maior susto da minha vida, colocamos o papo em dia em dois tempos. E as duvidas, incertezas, e lagrimas, ela teve que aguentar durante as noites que tirava pra dormir junto comigo e me acalentar.
– Esse Alan parece um fantasmão, nunca vi esse homem! ISSO é TAOOOOOOOO EXCITANTE! –
Rimos e ela se jogou na cama, tomando espaço como sempre.
– Pra sua sorte Fabi, PRA SUA SORTE! Não sei o que a Beth anda falando pra ele, mas é até bom ter sumido mesmo. -
Já tinha agradecido tantas vezes a Pedro por ele ter me dado essa alegria, por ter me trago minha amiga que nunca imaginei ver novamente, e junto com ela informações sobre minha família, sobre o meu pai ter me perdoado e saber de tudo... Eu devia tanto ao meu amor, que nem fazia ideia de como pagaria por tudo aquilo.
E nem quando.
Mas isso ele merecia, eu havia dado espaço pra Pedro pensar todo esse tempo, nunca pressionei-o a voltar porque de nada adiantava, ele só voltaria quando quisesse.
FlashBack ON
– KARINA, KARINA TEM UMA DOIDA PULANDO O MURO! – Beth gritou, tirando minha atenção do trabalho.
– Que? –
Um segundo depois e a porta estava sendo invadida por Fabi, e eu, quase caindo morta e tremendo no chão com convulsões de felicidade.
– Por que vocês deixam calcinhas em canteiro de tulipas? – foi a primeira coisa que ela disse assim que me viu.
– FABI! FAAAAAAAAAAAAAABI! É VOCE MESMAAAAAAAAAAAAAA? COMO?????? – só conseguia gritar.
– Seu gogoboy foi atrás de mim. Alias, essa empregada aqui não quis atender a campainha, ensine bons modos. EU TIVE QUE PULAR O MURO E AGORA TO TODA ASSADA! –
Corri até aquela doida e a apertei, a abracei, a beijei até ela me empurrar.
– KARINA DO CEU! Eu quase tive um infarte quando aquele homem entrou na minha casa, todo trabalho no abdômen. – fechei a cara pra sua insinuação a Pedro, mas logo voltei a sorrir, Fabi era assim fazer o que?
– Pra onde ele foi depois? –
– Como assim você não sabe aonde seu namorado vai? – suspirei, ele não tinha contado nada pra ela.
– Por que você não seguiu ele? Era mais esperta antigamente. – falei antipática e ganhei um tapa no braço.
– Será que tem como você me explicar quem é essa garota? – Beth perguntou, me fazendo olha-la.
– EU SOU A INSTRUTORA DA SABEDORIA! Muito prazer, a guia de vida da Karina. –
– Beth, foi ela que me convenceu a ir pra Wild Passion. –
– KKKKKKKKKKKKKKKKKK instrutora da sabedoria! – a empregada saiu rindo e falando sozinha, e Fabi ficou soltando fogo pelas orelhas.
– Ai amiga, temos tanto pra conversar. -
– Só me diz antes, eu vou gritar muito ou pouco? –
Nossos olhares se encontraram, e igualmente antes, desde o maternal, Fabi soube exatamente o que eu estava pensando: ela iria gritar MUITO.
FlashBack ON
– TOMA, vai ler esse livro de Calculo pra me ajudar, não to conseguindo raciocinar pro tamanho exato da suspensão das asas. –
– MINHA QUERIDA, EU SOU VISITA! – Fabi teimou se esparramando mais ainda na cama e eu revirei os olhos.
– Fabi, EU PRECISO CONSTRUIR ESSE AVIAO! –
O toque de mensagem apitou no meu celular, e corri com os dedos ansiosos pra ler, antes do aparelho ser puxado das minhas mãos.
– Fácil, só parar de trocar mensagens que você consegue rapidinho! Não tenho saco pra ficar olhando tu falando com o gostoso lá e esquecendo da prioridade. –
Será que ela não entendia que a prioridade era Pedro? Que a prioridade era ter ele de volta?
– Eu só acordo no dia seguinte com esperança de receber mensagens dele... – fui sincera, e deixei as primeiras lagrimas começarem a escorrer.
– A PELO AMOR DE DEUS! DE NOVO NÃO KARINA. TODA A NOITE VOCE CHORA, GRITA, ESPERNEIA, NÃO QUER SAIR DESSE QUARTO NEM PRA TOMAR SOL! JÁ SE OLHOU NO ESPELHO? VOCE TA RIDICULA! –
A sinceridade dela era comovente.
– Desculpa... eu não devia ficar te enchendo com essas coisas... –
Minha amiga se levantou, e me levou até o espelho grande, mexendo nos meus cabelos.
– Eu sou sua amiga, tenho que aturar você falando essas coisas, mas Karina... não posso te ver assim ainda mais por uma coisa que eu comecei, olha pra você, ta acabada. –
Olhei pro meu reflexo, vendo pela primeira vez o que Fabi via todos os dias e tinha que aguentar calada. Bolsas enormes em baixo dos olhos, o emaranhado de cabelos despenteados, começando a ficar gordinha e meleca escorrendo do nariz eram as coisas mais gritantes.
– Iiiiii... eu to feia mesmo. Já pensou se o Pedro resolve aparecer do nada? MEU DEUS, PRECISO ME ARRUMAR!-
– Tem como você parar de falar do Pedro em todas as frases? – Fabi estava morrendo de ciúmes, e aquilo era fofo.
– KARINAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! KARINA NÃO SAIA DO QUARTO! – escutei o grito, e a voz com toda certeza era de Alan completamente desesperado.
– O que ta acontecendo? –
– Não sei. Vamos lá fora. –
– MAS GRITARAM PRA VOCE NÃO SAIR! –
Antes que Fabi pudesse me impedir, fui correndo em direção da onde veio e o grito, e comecei a andar pra trás quando vi um homem de terno apontando a arma na cabeça de Beth. Mas ele já tinha me visto também.
– PARADA! – gritou
Fabi veio correndo logo atrás, e também soltou um grito quando viu a cena.
– Quem é você? –
– Não acho que esteja em condições de fazer perguntas agora. Você só pode ser a Karina. Venha com as mãos pra cima e sente-se do meu lado. – o homem instruiu, sem piscar e nem tremer.
– CORRE KARINA! – Alan gritou, quase chorando. Fazia tempo que não o via, e ele não parecia tão melhor quanto eu.
– MEU DEUS! ESSE é O ALAN? NOSSA SENHORA DOS HOMENS GOSTOSOS! – Fabi endoidou e todos olharam com uma cara de poker face pra ela, inclusive Beth que estava na mira do atirador.
– Quem é essa? –
– Sou a Fabi, muito prazer, te sirvo de frente, costas, do jeito que você quiser, gato... -
O QUE TINHA DADO NAQUELA GAROTA?
– SEM CONVERSINHAS! COMECE A ANDAR! – o homem se estressou e passei a obedece-lo.
Com as mãos pra cima, fui andando devagar até onde eles se encontravam. Até Fabi fazer a besteira de falar de novo.
– Caraca moleque, que dia, que isso. –
– A, CALA BOCA SUA GAROTA NOJENTA! –
Em questões de segundos, tudo aconteceu muito rápido.
O assassino apontou a arma pra Fabi puxando o gatilho, e eu, numa onda de raiva e proteção, dei um chute diretamente na mão do homem, que uivou de dor. Alan também foi rápido e caiu em cima dele, dando murros e pontapés. Parece que aquele segurança não era tão treinado.
– CORRAM AS TRES! –
– PRA ONDE? – gritei desesperada de volta, enquanto ele dava o murro final e o homem desacordava.
– ALA SUBTERRANEA, BETH SABE AONDE é! CORRAM! –
– Subterrâneo como assim? – olhei desesperada pra Beth que já me puxava.
– A mansão é antiga, tem um porão gigante lá em baixo. -
– MELHOR. NATAL. EVER. -
– Fabi! A GENTE ACABOU DE SOFRER UM ATENTADO! -
– Eu to falando daquele gostoso ali. — apontou pra Alan que vinha correndo atrás da gente.
– Não vai demorar muito pra chegar mais homens, tenho certeza, CORRAM! –
Sem falar mais nada, apenas escutando as respirações pesadas um dos outros, corremos até a entrada escondida que nos levou a uma longa escada em decline.
– A gente vai morar aqui em baixo agora? – perguntei observando o lugar, que diferente do superior da casa, não tinha cor alguma, nem luxo, muito menos espaço.
– Fale por vocês, porque mais tarde vou pra Wild Passion. Não preciso ficar escondida. – Fabi deu pitaco.
– Aqui é mais seguro, é o mais certo a se fazer. – Alan falou. Da onde ele tinha tirado juízo?
– Quantos quartos? – indaguei assim que chegamos a uma espécie de sala que dava pra três outras portas.
– São dois quartos. – Beth avisou, ainda suando pelo susto e eu soltei a respiração que prendia. Pelo menos ficaria longe daquele homem terrível que com certeza, era o culpado por Pedro ter me deixado.
– Eu durmo com a Beth em um quarto. – avisei.
– E eu durmo com o Alan no outro. – Alan olhou pra Fabi completamente chocado com a audácia.
– Não Fabi. Você não vai mais dormir aqui, é muito perigoso, não vou aceitar. –
– Isso é ciúmes? – Alan perguntou esperançoso, e pude ver o brilho da loucura que por poucos momentos haviam sumido na hora da tensão.
– SIM. CIUMES DA FABI! –
Sem saco nenhum, fui batendo os pés pra escolher logo aonde passaria o resto dos meus dias. As coisas não podiam ficar piores.
Pov Lobão
Heideguer havia passado dos limites comigo, e se ele achava que aquele tipo de humilhação não teria troco, estava muito enganado.
Cheguei na mansão no exato momento que o segurança subjugou a empregada, mas não entrei. Observei quieto enquanto tudo dava errado e Karina juntamente com os outros, fugiam do local. E aquela era a minha vingança, minha deliciosa vingança.
– Heideguer? –
– Já estão com ela? –
Tirei o telefone do ouvido pra dar uma risadinha, e logo voltei ao assunto.
– Tudo deu errado, cheguei e o segurança já estava desmaiado no chão. Não sei o que eles fizeram... –
Logo em seguida, ouvi barulho de coisas sendo quebradas, e gritos de ódio, mas assim que voltou pra me responder, Heideguer já estava controlado novamente.
– Termine de matar o imprestável, e faça uma ronda pelo local. –
– Ok chefe, como o senhor quiser. –
Pov Pedro
– Vamos ver o que tem nesse armário. –
Dizer que minha barba e meu cabelo estavam grandes era o mínimo perto da minha fome.
– Vodka, salgadinhos, dois litros de wiskhy, cigarros, salgadinhos, cerveja. Sim, acho que vou ficar com os salgadinhos. –
A casa estava uma porcaria, então o máximo que fiz foi puxar a cadeira da mesa e limpar umas traças que já faziam moradia em cima. Se eu tivesse uma mulher pra arrumar a casa pra mim... e lá voltava o assunto Karina na minha mente, pela oitava vez só naquele dia.
Depois de encher a pansa de doritos, fui direto a minha carteira de cigarros, que ultimamente era o que me controlava pra não fumar outras coisas.
Podem achar que sou fraco, que desisti da minha própria vida por não ter mais pelo o que lutar, e estarão totalmente certos em relação a isso. Mas se voltasse a me render as drogas novamente, se voltasse a ser um dependente deplorável, perderia o emprego e consequentemente o dinheiro pra pôr créditos e falar com Karina.
– Eu sou o cumulo da idiotice e falta de sorte. — sorri pra nada e ninguém, soltando a fumaça de nicotina.
Após 3 cigarros, decidi mandar uma mensagem pra Karina e avisar que já estava indo comprar o seu presente. O tal presente que só iria comprar pra sustentar minhas próprias esperanças de um dia, quando ela estivesse livre disso tudo, eu ir fazer uma visitinha amigável.
P: Ka, eu to indo comprar seu presente. Alias... Feliz Natal!
Dois minutos e recebi uma resposta. Ou pelo menos achava que fosse.
Priscila: Pedro, você me deu bolo ontem de novo! Será que tem como ser sincero e marcar uma data e um horário legal pra me encontrar? To sentindo saudades... Me responde ou vou atrás de vc ein :* bjs de língua.
Priscila tinha virado o sinônimo de grude desde o dia que a usei pra Karina me deixar vir embora. Respondia suas mensagens por educação, mas aquilo já estava me enchendo de verdade.
Agoniado com a resposta da minha ex-namorada, passei praticamente uma hora e meia esperando e destruindo as carteiras de Derby, ela nunca tinha demorado tanto e aquilo me deixava extremamente preocupado e desnorteado.
P: Karina, pelo amor de Deus, quando ler essas mensagens me responda logo!
Assim que enviei o torpedo, peguei minha carteira com todo o salario do mês e parti pro shopping, pensando pelo caminho em como tudo aquilo iria acabar, em até quando eu aguentaria ficar sem ela, e olhar pra aquela única foto que tinha por horas a fio.
La chegando, fui direto pro departamento esportivo, não havia esquecido que aquele era o local de compras favorito de Karina mas absolutamente tudo o que eu olhava: luvas, short’s, tops, garrafas térmicas, não eram bons presentes pra se dar a mulher que ama.
Um pouco frustrado, rondei todas as lojas de roupas e sapatos que haviam no andar de baixo e nada ainda era bom. Parei um pouco pra tomar picolé de Ovomaltine, e as lembranças invadiram, tão fortes como nunca.
FlashBack ON
Ela andava decidida para dentro do local mexendo a buzanfa e eu atras é claro, babando e aproveitando a visão.
– Quer picolé de Ovomaltine? Ta muito calor! — virou perguntando e me pegando bem no flagra.
– O que é Ovomaltine? — Karina arregalou os olhos com meu comentário.
– FALA QUE TA BRINCANDO PELO AMOR DE DEUS! -
Eu realmente não estava brincando, nunca tinha comido aquilo!
– An... não! — sem pensar duas vezes Karina saiu me puxando pela mão até um ambiente próximo com algumas cadeiras, como aquela garota era mandona!! O simples fato do toque das nossas mãos já me causou alguns choques.
Nos sentamos na mesinha e ela logo tomou as rédeas chamando o garçom e pedindo os picolés, senti medo por não poder pagar e perguntei assim que o moço saiu:
– Quanto custa? -
– AAAAAAAARG PEDRO, CALA A BOCA! -
– Estou falando sério Karina! Quanto custa? -
– Eu vou pagar. Eu te chamei pra sair. E eu não quero ouvir protestos sobre isso — disse pausadamente.
Não discuti para não a estressar mais, porém por dentro a impotência tomou conta do meu ser, que tipo de namorado eu seria se não pudesse levar a garota nem pra tomar um picolé...
– Do que ta rindo? — me perguntou inquisitiva.
– De alguns descasos da vida. — comentei amargurado.
FlashBack OFF
– Como você era idiota Pedro. Isso aqui que são descasos da vida. – falei pra mim mesmo, levantando-me rumo a saída. Karina ia ficar sem presente, porque depois daquela lembrança, eu tinha certeza de que não voltaria a encontra-la. Não iria estragar mais ainda a moça que antes podia andar livremente de bicicleta e tomar um picolé no shopping.
Cabisbaixo, fui olhando as ultimas lojas, moças saindo com diversas sacolas, um rapaz com a namorada abraçados e uma senhora saindo da loja de joias segurando um cachorrinho... pera. Loja de joias.
Como se eu estivesse sendo magnetizado, algo me puxou até aquela loja, e passei a olhar as vitrines, procurando por algo que nem eu mesmo sabia o que era.
– Posso ajudar senhor? –
– Estou só dando uma olhada. – respondi a moça, que ficou parada me olhando com cara de tonta.
– EI! EU ME LEMBRO DE VOCE! – ela soltou um gritinho, e observei-a melhor. Era a mesma atendente do dia que roubei a pulseira de Ka.
– A sim... também me lembro de você. –
– Como ta sua irmã? Também lembro dela! –
– Ela ta bem, obrigada por perguntar. –
– E a sua noiva? – a moça tagarelava sem parar.
– Minha o que? –
– Sua noiva? Lembra? Você trouxe sua irmã pra ajudar a escolher algo pra ela, mas acabaram não levando nada... –
– A sim... minha noiva... – falei, com a imagem de Karina na minha mente, a pulseira balançando em seu braço e o sorriso estampado de quem tinha ganhado o melhor presente do mundo. Logo o meu coração se encheu de felicidade.
– A gente ainda não casou. Vim aqui comprar o anel dela. – já sabia exatamente o que queria agora.
– AI QUE LINDOOOOOO!!! VEM CAAAAAAA, DEIXA EU TE MOSTRAR OS NOVOS QUE CHEGARAM! –
Fui arrastado pro outro lado da loja, e juro que fiquei meio perdido em meio a tantos anéis brilhantes, precisava de uma ajudinha.
– O que você tem em mente? – a atendente perguntou percebendo minha dificuldade.
– Eu quero algo azul, disso tenho certeza. –
– Certo, esses são os com a pedraria azul. –
Ela mostrou os anéis, e bati o olho em um que era perfeito.
– AQUELE! –
Apontei pro anel de cobre marrom, com pedrinhas brancas encrustradas nas laterais, pedrinhas azul claro formando uma fila no meio, e no centro, uma grande pedra média azul escuro.
– Mas este é um dos mais baratos... –
– Me responda uma coisa, já que você é ótima de memoria fotográfica. –
– CLARO, CLARO! – respondeu batendo palminhas.
– Acha que minha irmã gostaria desse anel? –
Alguns segundos de silencio, e ela chegou a conclusão:
– Ela sempre focava em anéis de cobre, em tudo o que era marrom. – abri o maior sorriso do mundo quando aquela mulher, que eu nem conhecia, citou que Karina gostava de marrom, e eu sabia muito bem porque: eu.
– E também acho que ia super combinar com os olhos dela, são lindos! Mas por que a pergunta? É sua noiva quem tem que gostar. –
– Justamente, ela é minha noiva. –
Vi a moça quase desmaiar e só não gargalhei pra não parecer mal educado.
– Não... não pode ser... – a garota com certeza estava pensando em incesto, e aquilo era comédia demais pra mim.
Depois de embalado e pago com meu próprio dinheiro, sai carregando cuidadosamente aquele saquinho. E tragando o ultimo cigarro do pacote, imaginei se Karina ainda gostava de marrom como antes.
Pov Karina
Fabi ficou me perturbando por toda a tarde, e se antes a reclamação era eu ficar falando de Pedro a toda frase, agora minha reclamação era justamente dela ficar falando de Alan.
– POR QUE VOCE NUNCA ME DISSE QUE ELE ERA GOSTOSO DAQUELE JEITO? –
– Porque eu não vejo essa gostosura toda, querida. –
– Ai meu Deus! Eu quero ir no quarto dele, ver se ele ta bem.. preciso cuidar daquele homem, PRECISO TOCAR OS SEUS BICEPS! – revirei os olhos pra foguisse de Fabi, e voltei a arrumar minhas coisinhas que Beth havia se arriscado a trazer de lá de cima, inclusive o celular.
– Fabi, sinceramente, acho que já ta na hora de você ir pra Wild Passion como tinha dito que ia. –
– VERDADE! Não é só você que pode ter um gogoboy, eu também tenho o meu particular. – minha amiga beijou o ombro e eu ri.
– Hmmmmm... Dessa historia eu não tava sabendo. –
– AAAAAIN, AGORA VOCE ME FEZ LEMBRAR DO MARCAO!! #Partiu #Wild #Passion –
– Tchau Fabi! –
Antes de sair pela porta, ela voltou e me deu um beijo na testa.
– Promete que não vai chorar hoje quando acabarem os torpedos? –
– Prometo. – suspirei, com os dedinhos cruzados.
– Ótimo! Bye. Tomara que eu encontre o playboy gostoso no corredor... e ele me coma em cima de uma mesa, aiai. –
– FABIANE! – me enfureci e ela bateu a porta, saindo. Sabia como me estressar.
Mas logo a fúria passou, quando li as mensagens de Pedro e vi sua preocupação evidente, precisava responde-lo logo. E: EBAAAAAAAAAAAAAAA, ELE TINHA IDO COMPRAR MEU PRESENTE! ELE ESTAVA PENSANDO EM VOLTAR, COM CERTEZA ESTAVA PENSANDO EM VOLTAR!
K: Desculpa a demora, foi que aconteceu uma parada. Feliz NATAAAAAAAAL! Já comprou meu presente?
P: Já sim, estou até em casa. Que parada?
Será que era legal contar pra Pedro sobre aquilo? Só que se eu contasse... só talvez... ele sentisse um pouco de remorso por ter me deixado e viesse me ver.
Decidi contar.
K: Um homem do Heideguer entrou armado aqui, rendeu a Beth, e por incrível que pareça eu salvei o dia.
Um segundo depois, e algo inacreditável, que me fez tremer e cair durinha na cama, aconteceu.
Toque de chamada com a foto dele, Pedro estava me ligando.
Estaria eu preparada pra atender? Preparada pra escutar sua voz depois de um mês de distancia?
– O-o-oi. – a resposta era não, eu não estava preparada, mas pelo visto nem ele.
– O-oi Karina. –
Alguns minutos em silencio, e ele começou a falar de verdade.
– Que homem? Como assim? Explica isso direito. Você ta bem? –
Eram tantas perguntas, mas não conseguia desfocar da sua voz melodiosa pra responder nada.
– Pode repetir? – fechei os olhos, escutando cada palavrinha e sorrindo.
– O atentado Karina. O que aconteceu? Você ta bem? –
– Ta tudo bem, eu dei um chute na arma e o Alan esmurrou o cara, enquanto ele estava inconsciente viemos pro subterrâneo da mansão. –
– Não sai dai, até que seja seguro. – Pedro falou mandão, e dei língua sem perceber.
– Eu saio daqui quando eu quiser. –
– OTIMO KARINA! Então saia e quebre a cara! – Pê alterou a voz, e aquilo me irritou de uma forma, que explodi tudo o que estava entalado em um mês, e só não falava pra não perder seu contato.
– OTIMO? NÃO TEM NADA OTIMO AQUI! TALVEZ SE VOCE NÃO TIVESSE ME LARGADO (E EU NEM SEI PORQUE FEZ ISSO) ESTIVESSE AQUI PRA ME PROTEGER QUANDO EU PRECISO, HOUVESSE ALGUM DIREITO SOBRE MANDAR EM MIM! –
– CALA A BOCA! –
Sim, estávamos discutindo por telefone.
– SEU FRACO! ERA PRA MIM TE ODIAR A PONTO NEM DE CONVERSAR CONTIGO MAIS! QUE ESPECIE DE NAMORADO DIZ QUE AMA EM UMA HORA, E NA OUTRA VAI EMBORA PORQUE O AMIGO DOIDO FALOU UM MONTE DE BABAQUICE? ACHA QUE EU NÃO SEI QUE ALAN é DOIDO? DEVE ACHAR, PORQUE NEM ISSO ME CONTOU! –
Pedro ficou em silencio por poucos minutos, voltando a falar calmo.
– Desculpe por isso, mas nosso relacionamento não vem ao caso agora. –
– NÃO VEM AO CASO? PEDRO! ISSO é TUDO POR CAUSA DO NOSSO RELACIONAMENTO. O QUE FOI QUE ALAN TE DISSE? –
– Alan não me disse nada. – ele continuava defendendo, continuava acobertando.
– NÃO MENTE PRA MIM! ALAN NÃO é QUEM VOCE PENSA QUEM é! –
– Karina... –
– ELE JÁ ME ATROPELOU PEDRO! FOI ELE QUE ME ATROPELOU AQUELE DIA! –
– INVENTAR MENTIRAS PRA EU VOLTAR JÁ é DEMAIS PRA MIM! –
– Certo, certo, eu desisto Pedro. Eu desisto. –
– Desiste de que? – Pedro perguntou, receoso.
– De lutar. –
E desliguei o telefone, já sabendo que não voltaria a liga-lo, nunca mais.
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