Wild Passion

21 Por enquanto.


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOI REBANHOOOOOOOOOOOOOOOOO DE KENGAAAAAAAAAAAAAAA!! TUDO BAO COM OCES????? Ja vou começar falando a real! Como eu sei que vcs adoram viajar na maionese, adoram um vibe trilouca, indico que escutem essa musica, que foi minha inspiraçao pra escrever o cap. 21. PRA QUEM QUISER SE DIVERTIR, AQUI TA OOOOOOOOOO LINK: http://www.vagalume.com.br/cassia-eller/por-enquanto.html Agora vamos pra parte séria. ( SIM, TAMBEM TEM PARTE SERIA NESSA BAGAçA, TAO ACHANDO QUE é SO PICA, BUCETA E CU? Né NAO) A Sindrome de Pedro avançou rapidamente pelo meu corpo. Tomou todo o meu ser, e digamos que por conta disso... eu tenho uma noticia ruim e uma péssima. Qual eu conto primeiro? Ok, vou falar a péssima que dai vcs sabem logo a BOMBA, e quando eu contar a ruim todo mundo ja vai ter ficado tao triste que vai achar até boa perto da péssima. MESTRE CRUEL ( MEU PAI), ATACA NOVAMENTE, E A NEM AS CORRENTES PESADAS QUE VOCES ESTAO ENVIANDO TA AJUDANDO NAO! Meu aniversario vai ser no dia 17, sabado, e ESSE DEMONIO, VAI ME ARRASTAR PRA UMA CIDADE PRAIANA, ONDE NAO HA WIFI ( OU SEJA, NAO HA VIDA). VOU SAIR DAQUI SABADO E FICAR LA ATE A MALDITA TERçAAAAAAAAAAAAAAAA FEIRA. E pq estou contando isso? Pq preciso perguntar algo a vcs! Nao da pra escrever uma fanfic sem a opiniao das leitoras, PRECISO MTO MTO MTO MTO DA DEMOCRACIA NESTE MOMENTOOOOOOO!!! Quando respondo os comentarios, acabo nao tendo tanto tempo assim de escrever. Entao minha proposta a seguinte. Eu faço um cap. TRILOUCAMENTE FODA pra vcs, até sexta feira, e quando voltar da viagem respondo todo mundo esse cap. aqui. Mas se vcs preferirem, eu respondo os comentarios primeiro ( E AMO OS SURTOS DE CADA UMA, E AMO RESPONDER CADA UMA, E AMO SABER QUE SENTEM TANTA COISA PELA HISTORIA) e dai quando voltar de viagem, posto o proximo cap. VOOOOOOOOCES DECIDEM! TA NA MAO DA POPULAçAO. O GIGANTE ACORDOU. Agora vai a noticia ruim: Estamooooooooooos chegando na reta final de Wild Passiooooooon! ( TODO MUNDO FAZENDO CARINHA DE TRISTE E FALANDO " OOOOOOOOOOOWN") OOOOOOOOOOOOOOOOOWN. Mas é isso piriguetes, eu to tentando prolongar a fanfic o MAXIMO POSSIVEL, sério mesmo, ESTOU SIM SIM SIM SIM, mas acredito que so renda mais 7 capitulos. ENTAOOOOOOOO VAMOS APROVEITAR??? PARTIU LER? DEVAGARZINHO EIN! PODEM IR COM CALMA COISINHAS! AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO VCS!! NAO ESQUEçAM DE ME RESPONDER A DUVIDA NOOOOOOOOS COMENTS PS: Dedico este cap. a Jaaaaaaany, que me fez a recomendaçao MAIS LINDA DOOOOOO MUNDO E ME FEZ CHORAR RIOS DE SANGUE, dedico a Marcellesozinho que me ajudou a ter uma ideiaaaaaaaa geniaaaaaaaaaaaaal! ( vc sabe qual é) e dedico também a minha amada alinec_silva por ter inventado a melhor expressao da face da T-E-R-R-A, e que ainda vou utilizar muito na fanfic: GOGOBABY! VAMOOOOOOOOOOOOOOOS LOGO LER ESSA POHAAAAAAAAAAAAAA DE CAPITULOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

Pov Cobra

Liguei o chuveiro, e fechei os olhos, sorridente, enquanto a água geladinha caia pelo meu corpo moído da luta pesada de mais cedo.

Dizer que os dois últimos meses foram os melhores de toda a minha existência, soaria a vocês um pouquinho exagerado? Desculpe, mas é porque neste exato momento, me lembrando que atrás daquela porta, está a mulher da minha vida assistindo Pokémon, eu só consigo ser extremamente meloso e babão.

Segurando mais um risinho, passei a me ensaboar, lembrando-me de tudo: do Natal, da troca de presentes divertida entre eu, Jade e Esther, dos beijos que se seguiram aquela noite, de mais tarde no ano novo quando levei as duas pra ver o show de fogos de artifício em Copacabana, e Jade quase pirou porque viu formar no céu imagens do seu filme favorito, Rio 2.

Mas não eram apenas estas lembranças que me faziam ser o homem mais feliz do Rio de Janeiro. Era saber que não importava pra onde saísse, quando voltasse, Jade estaria la, com aquele sorriso de quem me amava tanto quanto a amava, ansiosa pra testar outros beijos que me levariam ao pior questionamento pessoal. Estaria eu, preparado pra ser um cavalheiro e não prosseguir com as “coisas”? Estaria eu, disposto a passar o resto da vida cuidando de alguém? Seria eu capaz, de desistir do meu sonho de filhos e vários outros?

Sim, eu estaria, eu seria, qualquer coisa por ela. E foram isso que esses dois meses me provaram, eu era um novo Cobra.

– Cobra? Você ta ai dentro? – Jade perguntou, batendo na porta.

Corri, ainda cheio de sabão, pegando a toalha e encobrindo minhas partes baixas rapidamente. Devia ser algo importante pra ela interromper meu banho.

– O que houve? – falei um pouco afobado, abrindo a porta.

– Na-nada é que... é que... ai eu esqueci. –

Direcionei um sorriso malicioso a garota corada, que esqueceu até as palavras quando me viu naquela situação. Jade era tão inocente... seus sentimentos eram claros como água cristalina.

– Tente-se lembrar. – disse, me aproximando e a prendendo na parede.

– Ai Cobra! – ela deu um gritinho, agoniada com minha aproximação.

– Ai o que? Você não gosta? –

Desfazendo todos os pensamentos de mais cedo de “bom moço”, comecei a beijar o pescoço dela, segurando-a com meus braços molhados para que não fugisse.

– Eu adoro. – Jade respondeu, num gemido, e eu gemi também, sem vergonha nenhuma de estar excitado.

– O que é isso que estou sentindo, Cobra?-

Parei os beijos por um momento, olhando profundamente pros seus olhos negros, tentando achar uma explicação que ela entendesse.

– Isso é amor. –

– Eu digo isso, em baixo das pernas. – Jade apontou pra debaixo da saia e tive que rir.

– Para de rir!- falou com uma carinha de raiva e eu parei.

– AAAAAAAA! Lembrei!-

– Lembrou do que? – perguntei estressado. Não queria que ela se lembrasse de nada, queria que tirasse a roupa.

– Vim aqui te avisar que a Esther foi comprar um bichinho de estimação! ISSO NÃO é DEMAIS? – Jade estava desviando do assunto ou era impressão minha?

– E quem deu autorização? –

Observei os olhos da minha namorada se encherem de lagrimas, e quis desfazer naquela hora o que tinha dito.

– Me desculpa meu amor, me perdoa, eu vou adorar um bichinho. –

A cada pedido de perdão, eu lhe dava um selinho, até sentir o corpo de Jade se relaxar completamente, e abri meus olhos para vê-la com os seus próprios fechados.

Prendi suas duas mãos na parede, e senti a toalha ser um pouco suspensa pela minha ereção quando o beijo começou a ficar profundo, tomando proporções que já não sabia mais aonde terminava minha língua e aonde começava a sua.

Parei o beijo para respirar, e clarear um pouco as idéias antes que fizesse besteira. Mas Jade não permitiu.

– Cobra... eu senti outra coisa agora. – ela disse, corada como nunca.

– O que? – perguntei ainda arfando pesado, pelo esforço de não continuar.

– Acho que fiz xixi na roupa. – Jade falou baixinho, morrendo de vergonha.

– Não é xixi Jade, é só uma aguinha que vai sair toda vez que você sentir o amor, entendeu? –

Ela balançou a cabeça positivamente, fazendo bico, enquanto eu quase morria de felicidade por saber que estava excitada, e molhada por mim.

– O que você quer fazer agora? – eu tinha que perguntar isso, pra que ela pudesse me guiar até seus limites.

– Eu... eu acho... eu acho que eu quero, ver você sem toalha... eu não sei o que tem em baixo nos meninos. – ela não conseguia dizer olhando pra mim, e começou a gaguejar tanto que achei que estivesse prestes a surtar.

– Tudo bem, tudo bem se não quiser continuar com nada. Só não surta meu amor, por favor.–

– Eu não estou surtando Cobra. Eu estou nervosa. – ela falou séria, e pela primeira vez vi o lampejo de uma mulher de verdade. Jade era uma mulher de verdade. Mas todos preferiam tratá-la como criança, por sua capacidade de elaborar frases, ou pensar na mesma velocidade que outras pessoas, ser menor.

So que eu a trataria como uma mulher de verdade.

Sem pensar duas vezes, fiz o que ela pediu, tirei minha toalha libertando o pênis ainda sujo de sabão.

Jade não gritou ou fez qualquer outra expressão estranha, apenas olhava curiosa por todos os ângulos, como uma pré-adolescente olharia o do primeiro namorado.

– Quer tocar? – incentivei.

– Posso? –

Fechei os olhos e sorri, quando Jade passou a acariciar o membro, e focou em esfregar os dedos na ponta roxa dele.

– Aiiiiiiii... –

– Eu te machuquei?????? –

– Não, calma. Muito pelo contrario, eu vou gritar quando for bom. –

Ela assentiu, entendendo, e voltando a mexer aonde tinha curiosidade, enquanto mordia a boca.

Comecei a alisar os braços de Jade, até que o domínio das suas mãos passaram pro meu saco escrotal. Ela era cuidadosa mexendo nas minhas bolas e aquilo era torturante, pois estava prestes a gozar mas não queria traumatizá-la e nem acabar tão cedo com a brincadeira.

– Faz assim. –

Peguei forte na sua mão, e a fiz envolver os dedos por toda a extensão do meu membro, logo depois começando os movimentos de vai e vem, rebolando entre seus dedos delicados, e imaginando outra coisa em volta do pênis... muito mais delicada.

Jade me obedeceu e cada vez mais aumentava o ritmo das investidas, tirando-me gemidos altíssimos da garganta.

– EU NÃO AGUENTO MAIS! – explodi quando ela respondeu, dando o gemido mais gostoso que a vi soltar.

Num ato de loucura, e de próprio surto, a carreguei e joguei-a no sofá. Ela me olhava procurando entender, mas nem eu entendia.

– Abra as pernas. –

– Cobra... eu to com medo... –

– Só abre. –

E abriu, me fazendo ir ao céu quando vi a calcinha que usava, e que não tampava quase nada.

Rapidamente subi a saia de Jade, mesmo com ela se debatendo em protesto.

– Calma, eu só vou fazer aquilo que você estava fazendo comigo. Não foi gostoso me tocar? –

Com uma carinha de assustada ela respondeu que sim, e aquele foi o ultimo incentivo antes de arrancar sua calcinha com os dentes, e vê-la segurar forte nas almofadas, subindo e descendo o peito a mil.

Parei alguns segundos para analisá-la. Não esperava que ela fosse do tipo de pessoa que se depilava, estava pronto pra ver outra coisa ali, mas o que vi me pareceu bem lisinho... e quando passei o dedo por cima, realmente comprovei, era muito lisinho.

– Você é tão gostosa. – gemi, passando com carinho o dedo até em baixo.

– Aowwwwwnnn Cobra... – ela gemia em agonia, abrindo mais ainda as pernas, possibilitando minha mão passar em todos os lugares e esfregá-la.

– Grita mais pra mim, grita. –

– Eu... Eu quero falar uma coisa feia... – sorri, parando com os dedos e dando a primeira lambida que Jade já recebera na vida.

– COBRA! SEU, SEU SAFADO! –

Parei de lamber, e quando olhei pra cima, ela estava com os olhos arregalados pelo o que tinha acabado de dizer.

– Pode falar mais coisas feias pra mim? – perguntei, sentido o meu pênis latejar e pulsar como nunca, louco de excitação pelo joguinho.

– Eu quero que você... me bata?? –

Dei um tapa firme no seu bumbum e ela fechou os olhos, contorcendo a boca.

– E se eu dar batidinhas assim? –

Usando toda a experiência que já tinha com outras mulheres, comecei a dar leves batidinhas em cima da intimidade de Jade, enquanto ela gemia pra bater mais forte, pra enfiar meu dedo, para lambe-la mais. Porém eu não me renderia aos seus pedidos de ser introduzida, ela não fazia ideia da importância da virgindade de uma mulher, e eu não queria que a perdesse dessa forma.

– Aiiiiin... –

Senti as paredes vaginais de Jade ficarem inchadas, e suas pernas se apertarem em volta do meu pescoço. Rapidamente coloquei minha língua de fora e esperei o seu gozo sair, me melando inteiro.

Lambi logo em seguida,toda a sujeira que minha namorada havia provocado nela mesma, aproveitando-me enquanto ainda estava mole pelo esforço de todo seu organismo trabalhando para o prazer.

– Acho que eu quero parar agora. – falou sonolenta.

– Você sabe que esse foi o melhor dia da minha vida. E sabe que eu te amo também. –

– Eu também te amo. –

Não quis sujá-la com minha boca ainda com o gosto de seu liquido, então carinhosamente lhe dei um beijo na bochecha e ajeitei sua saia, indo pegar minha toalha no chão em seguida.

– Cobra? – parei os movimentos, voltando minha atenção para ela assim que fui chamado.

– Sim? –

– Será que podemos repetir isso hoje mais tarde? –

Senti o chão se abrir sobre minhas pernas, e juro que quase cai morto assim que aquelas palavras foram ditas. O que eu faria agora? ATE QUE PONTO CHEGARIA MINHA SENSATEZ? Aguentaria repetir aquilo milhares de vezes sem nunca chegar até o fim? Eu quase não aguentei de primeira!

Tossi um pouco, pra voz sair limpa, e fiz sério a proposta pra minha namorada jogada no sofá:

– Podemos repetir todas as noites. Basta você ir dormir comigo. No meu quarto. –

– Pode pegar minhas roupas então? –

Pov Alan

– VOCÊ MENTIU PRA MIM! – apontei o dedo furioso na cara de Beth, mas ela continuava com sua postura mandona, me encarando.

– Acalme-se Alan, que eu não sou sua filha pra você ficar me tratando desse jeito! –

– ME ACALMAR? VOCÊ FALOU QUE A KARINA VOLTARIA PRA MIM, DISSE PRA MIM DAR UM TEMPO E ESPAçO PRA ELA PENSAR, MAS A KARINA VOLTOU? ELA VOLTOU BETH? –

– Talvez ela precise de mais tempo... –

– N.A.O VOCÊ TA ME ENROLANDO! ELA NÃO PRECISA DE MAIS TEMPO, EU NÃO AGUENTO MAIS ISSO! JÁ FAZEM DOIS MESES. –

– ABAIXE O SEU TOM DE VOZ, MENINO! EU TE CRIEI, E EU MEREçO RESPEITO! –

Comecei a respirar longo e profundamente, tentando me controlar pra ter uma conversa civilizada com Beth, afinal, ela era minha única fonte de informações sobre como Karina estava. Mas uma fonte que agora tinha duvidas se era verdadeira ou não.

– Perdão Beth, mas você entende minha situação, não entende? Eu também tenho que escutar todas as noites, todas as noites sem falta, ela chorando e gritando sem parar. Eu não consigo dormir ouvindo aquilo, eu não to conseguindo nem mais pensar direito. – falei sincero, gesticulando com as mãos.

– Ai meu menino. –

Beth se aproximou, me abraçando apertado e tentando controlar meu choro, que teimou em sair, querendo lavar toda a falta e saudades que estava de conversar com Karina.

– Eu juro pra você que ela vai ficar bem. Karina só ta passando por um momento muito difícil... ela interrompeu as trocas de mensagens com o Pe... – Beth parou no meio da frase, e a soltei, interrompendo o choro.

– Você ia dizer com Pedro? -

– Não... eu não ia dizer nada... –

– KARINA ANDA TROCANDO MENSAGENS COM PEDRO? -

– ALAN, SE CONTROLE! –

– AQUELE MENTIROSO. ELE MENTIU PRA MIM! ELE DISSE QUE SE AFASTARIA! –

Peguei a primeira coisa que vi na frente, e joguei do outro lado, rumo a porta, deixando Beth assustada.

– MAS ELE JÁ PARARAM DE CONVERSAR! –

– Então foi por isso que Karina não voltou... Ela me ama, mas Pedro NÃO DEIXOU ELA VOLTAR PRA MIM! – constatei, olhando estático para algum ponto do nada.

– Para de pensar loucuras... Você e o Pedro são amigos! É isto que deveria prezar. –

– AMIGOS? ERAMOS AMIGOS! Até o dia que ele M-E-N-T-I-U dizendo que desistiria da MINHA mulher, mas continuou conversando NAS MINHAS COSTAS! –

– LARGUE DE SER POSSESSIVO ALAN! Karina nunca disse que era sua, não leva isso em conta? –

– Ela não disse Beth, ela provou. – falei apaixonado, e a empregada deu um sorrisinho.

– Olha, eu estou indo fazer compras. Vê se o senhor vai fazer algo produtivo também e parar de pensar bobagens. –

– Com certeza. –

– Se cuida Alan, me preocupo com você nessa historia mais do que qualquer outro, e sabe disso, não sabe? –

Suspirei fundo. Mesmo que estivesse com raiva de Beth agora, por me esconder tantas coisas, ela sempre seria a única a me entender, a primeira e única a continuar comigo até o fim.

– Eu sei Beth. Obrigado. –

Depois de ter ganhado mais um beijo rotineiro na testa, ela saiu.

Foram poucos os minutos que tive pra pensar sobre as informações de Beth, e novamente os gritos altos e esganiçados de Katrina, tomaram conta de cada espaço do antigo porão da Mansão onde vivíamos agora.

E eu sabia, cá dentro de mim, que aquela deprimente canção repetitiva de lamentações era por minha causa. Era porque Karina sentia minha falta, do nosso trabalho juntos construindo o avião, da nossa diversão de todas as tardes em meio aos cálculos, das nossas conversas leves sobre vários assuntos. Ela sentia falta de tudo isso, ela sentia falta da minha presença, e só precisava de uma luz para entender que era por isso que chorava. Por mim.

Eu, Alan, estava decidido a clarear as coisas pra Karina da melhor forma possível.

Pov Priscila

Enquanto esperava os meninos voltarem pra sala, e fazendo algumas anotações sobre o numero de programas de cada um naquela noite para dividir os pagamentos, batuquei o celular na mesinha um pouco agoniada, esperando a resposta de Pedro.

– Iiiiiii rapazes... To achando que nossa adorável Pri anda de casinho. Não larga o celular, olha. – Duca tirou sarro da minha cara, mas já estava acostumada com aquele tipo de coisa.

– Eu chutaria que é o Lírio, mas ai lembrei que ele ta morto! HAHAHAHA- Wallace fez sua décima piadinha de humor negro em relação ao ex-gogoboy só naquele dia.

– Do jeito que você anda falando de Lírio, é bem capaz dele ressuscitar, entrar no seu quarto a noite e... –

– E o que, Duca? Puxar meu pé? –

– Te comer! Ele só sabia fazer isso. –

Ri da piada de Duca, só que Wallace fechou a cara, dando um soco nele.

– Sai dessa viadinho. –

– EU. TO. MORTO! –

Marcão, o novo integrante do trio após terem achado o corpo de Lírio com a cabeça completamente despedaçada, entrou pela sala se lamentando.

– Pegou outra fogosa, amigo? –

– Que mané outra o que, é a MESMA! – Marcão disse, colocando a mão na cara enquanto todos gargalhavam.

– AAAA FABIZINHAAAA! Hmmmm... vai dar namoro! –

– Sai de namoro Duca. Ficou doidão? –

– Doidão? É porque você não conhece a historia do Pedro, e olha que a Karina, que por ironia do destino é amiga dessa Fabi, não veio aqui nem duas vezes direito! –

– Marcão é mais esperto que Pedro. – comentei, e recebi em seguida vários “hmmmmmmmmm’s”

– Você só fala isso porque tem uma queda por Pedro. –

– Se quer saber Wallace, acho que não é só eu que tenho uma queda por Pedro. – arqueei as sobrancelhas.

– Pedro também tem uma queda por mim. – dei o cheque-mate, e todos ficaram me olhando boquiabertos, com exceção de Marcão que ainda resmungava sozinho.

– Como assim? – Wallace perguntou.

– A gente ficou. –

– Que vocês ficavam eu já to ligado. Mas isso foi antes da Karina, então nem conta. –

– E se eu te disser que fazem apenas 2 meses? –

Mais bocas abertas, mais perguntas.

– CONTA ESSE BABADO! –

– Não preciso contar nada. – voltei a mexer nas minhas anotações. Até Wallace brincar com fogo.

– Que coisa feia Priscila, ficar inventando calunias com namorados alheios... –

– PEDRO NÃO NAMORA MAIS A KARINA! –

– E como você tem tanta certeza? Se é que essa historia de ficar é verdade. –

Completamente vermelha e com raiva, menti pela primeira vez em relação a aquela historia:

– Porque Pedro agora é meu namorado. –

– O QUE? – os dois gritaram em uníssono.

– Isso mesmo. –

– Pois eu só acredito VENDO. –

– ÓTIMO! Eu já estava querendo fazer isso há tempos. –

– Isso o que? – Wallace estava achando tudo muito estranho, e eu me tremia, com medo de que descobrissem a verdade.

– Vou na casa do meu namorado. E aproveito e tiro uma selfie da gente se beijando. – pisquei e quase vi os gogoboys caírem no chão.

– VOCÊ SABE AONDE O PEDRO TA MORANDO? –

– Sei mas não vou falar. Vai existe alguém aqui DESESPERADO POR DINHEIRO, e doido pra contar a localização do meu namorado a Heideguer. –

– Então ele ainda mora com a Karina? –

– VOCÊS JÁ ESTÃO ME ENCHENDO O SACO COM ESSE MONTE DE PERGUNTA! – explodi. Era obvio que não sabia de detalhe algum.

– Ta estressada por que Priscila? Você como namorada do Pedro, deve saber das coisas... – Duca tirou sarro, e levantei-me decidida.

– Pois bem, estou indo visitar o MEU namorado. –

– A gente ta no aguardo das fotos. –

Sai da sala deixando os dois rindo alto. Já fazia muito tempo que queria ir visitar Pedro, e aquele era o empurrão perfeito.

Pri: Pedro,estou indo na mansão te fazer uma visitinha. Se não quiser que eu entre, pelo menos da uma aparecida na porta... To com saudade do seu beijo. Te adoro.

Sorridente, peguei a condução e fui parar naquela rua que me trazia tantas lembranças maravilhosas.

FlashBack ON

– Adorei sair com você hoje Pedro, mesmo sem entender porque me chamou assim do nada. – confessei, quando paramos do outro lado da rua.

– Hmm... maneiro. – o garoto disse, olhando sem parar pra mansão, afobado por algo.

– Você ta meio desatento a nossa conversa, né? –

– An? – revirei os olhos. Sim, ele estava muito desatento.

Foi quando ouviu-se uma conversa vinda de dentro do jardim, e Pedro se animou, me puxando para o canto da arvore.

– Pri, será que eu poderia fazer uma coisa? –

ELE QUERIA FAZER, UMA COISA!!! COMIGO????

– A-acho, acho que pode sim. – falei, arfando.

Um segundo depois, e eu era tomada por aqueles deliciosos e macios lábios, que tanto tinha saudade desde que fui trocada por outra diversão, que Pedro considerava muito melhor do que a minha sem interesses firmes.

Karina.

FlashBack OFF

Após 5 minutos tocando a campainha, e nada de atendimento, decidi que entraria na casa assim mesmo. E logo me arrependi, quando abri a porta da mansão e encontrei tudo sujo, com teias de aranha, e luzes apagadas.

– Pedro?? PEDRO, VOCÊ TA AI??? – gritei, um pouco nervosa e apavorada.

Quase sai correndo da casa, quando em resposta escutei outro grito:

– SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!! TEM ALGUÉM AI??? –

Comecei a correr pro lado de fora, até parar na porta e ouvir outro grito:

– ME AJUDEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM!!!! –

Com certeza, aquela era a voz de Karina. Não podia sair dali sem saber o que estava acontecendo.

Liguei a lanterninha do celular, e com passos decididos, tomando coragem, segui até aonde os gritos me levavam, uma frestinha de luz passava por aquela porta, e tinha certeza que Karina estava ali dentro, gritando desesperada, só não sabia se estava certa em querer ver o que se passava.

Suspirei fundo, e com o celular em modo de gravar, apontei pra dentro da sala.

– Por Pedro. –

Pov Lobão

Já faziam quatro horas de vigília. E eu não aguentava mais esperar sentado, algo fora do normal acontecer.

As minhas brigas com o Dr. Heideguer tornavam-se cada dia mais persistentes, ele queria respostas, queria a garota, mas isso eram coisas que eu não podia dá-lo. Falar que eu via pessoas entrarem na mansão, que corria atrás delas, mas que assim que entravam as pessoas desapareciam não sei por onde, não era exatamente o que Heideguer queria ouvir de mim.

E por incrível que pareça, pensando no demônio, o telefone tocou.

– Lobão? Noticias? –

– Nada Dr. só o mesmo de sempre. A empregada acabou de sair, e quando ela voltar vou persegui-la mais uma vez. –

– A é claro, mais uma vez perseguir a empregada! E depois? ENTRAR NA CASA E ELA DAR UMA DE HERMIONE? –

Controlei minha boca para não xingá-lo e piorar as coisas.

– Desculpe Heideguer, mas acho que poderia vir o senhor mesmo aqui algum dia desses, e ver que não estou brincando. Eles realmente desaparecem. –

Como se a solução caísse do céu, escutei gritos aterrorizantes vindos da mansão, e logo em seguida uma garota loira entrar. ERA MUITO SORTE!

– Dr. você não vai acreditar... –

– Não vou acreditar no que? A JÁ SEI! – ele falou me interrompendo.

– Você viu o gatinho de botas?????????? Ele estava sendo perseguido pela Cinderella?? E DEPOIS O “LOBO” MAL VEIO, E COMEU ELES DOIS? A PIOR COISA DO MUNDO, é TER UM SEGURANçA QUE USA DROGAS! –

Aquele desgraçado... aquele desgraçado não merecia meus serviços.

– Então Lobão, me conte qual sua próxima alucinação. –

– Nada chefe, eu não ia contar nada de importante. –

E assim deixei, a noite passar, com acontecimentos inimagináveis a vocês neste momento, mas acontecimentos, que se não fossem o meu silencio pelo destrato de Heideguer, trariam a sua amada Karina de volta a Wild Passion.

Pov Karina

O primeiro dia foi o pior de todos.

Ele me passou 500 mensagens se desculpando, pedindo perdão, dizendo que morreria sem mim, mas a mensagem mais importante, a mensagem que eu mais precisava ler, ele não mandou. Ele não disse que voltaria por mim, nem depois de ter contado que fui atropelada por Alan.

Pedro não tinha acreditado, ele não tinha acreditado.

No segundo dia, mais 500 mensagens e outras 500 ligações perdidas que com certeza, eu não responderia.

E então veio a semana, e mais outra, e um mês se passou, e a rotina sempre era a mesma. Comer, comer, comer, vomitar um pouco, comer, tomar banho, comer, chorar, chorar, dormir vencida pelo cansaço.

– CHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE-GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAY! – Fabi abriu a porta, gritando, e só não me assustei com a gritaria porque já estava acostumada.

Me assustei mesmo, foi quando vi o que ela tinha feito no cabelo.

– O QUE FOI ISSO? –

– Ai Karina, sua chata, podia ter dito: “ FICOU LINDA?” – ela fez uma careta de irritada e eu ri, mas até que tinha combinado.

– Ficou linda, pena que não da pra mudar a cara. –

– HAHAAHAHA! Pra sua informação, é das ruivas que os homens gostam. – Fabi riu falsamente, empurrando os travesseiros e se deitando do meu lado.

Uma leve impressão de que aquela informação me deveria lembrar algo, passou ligeira.

– Vem cá, que merda é essa que você ta comendo agora? –

– NÃO é MERDA FABIANE! É ABOBORA, COM CHOCOLATE E BATATINHAS FRITAS! –

– Ok... sem estresse... não falei nada demais. Acho SUPER normal você comer essas coisas, só que separadas, não uma gororoba batida.–

– Desculpa, eu não sei o que ta acontecendo comigo. – de estresse e raiva, passei pra tristeza extrema em segundos.

– Karina, você já vai chorar de novo? AH, NÃO! PELO AMOR DE DEUS! TODA VEZ QUE VENHO AQUI! –

Deixei Fabi me xingando, enquanto enfiava as colheradas de abocolatetatinha na boca, e deixava as lagrimas escorrerem.

– SENHOR DOS EXÉRCITOS! – prestei atenção quando ela soltou esse grito, mais alto que o normal, e me dirigiu um olhar arregalado.

– O QUE FOI? –

– VOCÊ TA GRAVIDA! – Fabi disse, levando as mãos a boca, com os olhos marejados de alegria.

– E VOCÊ TA DOIDA! –

– KARINA! COMO ASSIM, VOCÊ TA GRAVIDA E NÃO ME CONTOU NADA?-

– MAS EU NÃO TO GRAVIDA! –

– VOCÊ TA GRAVIDA! –

– EU NÃO TO GRAVIDA! –

– OLHA COMO VOCÊ TA GORDUCHA!!! TENDO DESEJO POR PORCARIA, CRISES EXISTENCIAIS, E ESSAS COISAS QUE AS MULHERES BUCHUDAS TEM! –

– FABIANE. EUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU NAOOOOOOOOOOOOOOOOOO ESTOU GRAVIDAAAAAAAAAA!!! – dei o mais alto grito da minha vida, que pareceu ter entrado por um ouvido dela e saído pelo outro.

– Como pode ter tanta certeza que não ta grávida? EIN? COMO PODE? – minha amiga questionou inquisidora, com as mãos na cintura.

– POR QUE EU TO MENSTRUANDO FABI! JÁ VIU MULHER GRAVIDA MENSTRUAR? –

– Ai que droga, achei que fosse ser titia. – disse, chateada.

– TU SÓ PODE TER PIRADO MESMO! TA COMPLETAMENTE FORA DE COGITAÇÃO EU FICAR GRAVIDA AGORA! –

– Mas pensa pelo lado bom... – ela fez aquele sorrisinho maléfico, e sabia que viria merda.

– Qualquer que seja o pai, vão nascer filhos MUITO GOSTOSOS. –

Com ódio, peguei o travesseiro e comecei a enforcar Fabi, enquanto ela me chutava dando gargalhadas. Até que um chute ia acertar a barriga, e protetoramente passei o braço em volta.

– Tem certeza que ta menstruando? – Fabi persistiu, me enchendo o saco.

– CLARO QUE EU TENHO!! – tirei o braço da barriga.

– Nada de errado? –

Não iria citar que a menstruação estava vindo rala, e que só ficava dois dias, se não Fabi bolaria altas teorias de conspiração, e a única coisa que eu queria agora era comer e vomitar tudo.

– Nada. –

– Ótimo. Agora me fala como ta indo esse avião. –

– Nada. –

– POR FAVOR KARINA! ANIMA PRA VIDA, MINHA FILHA! –

– Será que você não entende que eu não quero me animar? Que eu não quero levantar dessa cama, que eu não quero ver o sol, QUE EU NÃO QUERO NADA QUE NÃO SEJA... –

– O Pedro? –

O simples fato dela tocar no nome dele, me observando maliciosa, já me fez lembrar de quem eu queria esquecer.

– SAIA DO MEU QUARTO! – abri a porta, apontando pra fora, sem encará-la.

– Você ta me expulsando dessa casa? – ela perguntou, parando de rir da piadinha e se tocando que era sério.

– Estou. Saia. –

– Karina mas... –

– SAIA! –

Fabi não disse nenhuma frase, e nem precisou dizer, porque seu olhar de magoa já me rasgava por inteira e me avisava que ela não perdoaria tão fácil. Mas EU precisava de um tempo, e não de alguém que me lembrasse DELE, depois de dias lutando pra não pensar toda hora.

Só que ela também não saiu, sem deixar seu grito de guerra final:

– EU SEI QUE VOCÊ TA GRAVIDA, KARINA DUARTE! –

Bati a porta firme, e a tranquei. Fabiane era a pessoa mais irritante desse mundo.

“Só que ela também é sua única fonte de alegria” uma vozinha disse, me relembrando que Fabi com certeza, era a única prioridade naquele instante.

Em segundos, me arrependi do maltrato, e rapidamente destranquei a porta, gritando pelo corredor.

– Faaaaaaabi! Volta aqui! Me perdoaaaa vai!-

– NÃO FINGE QUE NÃO TA ESCUTANDO!–

Fiquei gritando por alguns minutos, mas ela já devia ter saído da mansão, então cabisbaixa, resolvi voltar pro quarto. Até ser parada.

– Karina... – Alan disse meu nome, parecia louco.

– Da licença Alan, preciso ir conversar com Beth. – menti, para que ele se lembrasse que existia alguém ali, e que qualquer coisa eu gritaria.

– Beth foi ao supermercado. –

O homem respondeu vitorioso, e para o meu pavor, ele se aproximava a cada piscada.

– Então... eu acho que... – antes de conseguir terminar a frase, fui agarrada por seus braços , e abraçada.

– FICA LONGE DE MIM! – gritei, sentindo nojo.

– Eu sei que você me ama, Katrina. – Alan falou, passando a mão carinhosamente pela minha franja, enquanto o outro braço me prendia forte pela cintura.

– Quantas vezes vou ter que dizer que NÃO. EU NÃO GOSTO DE VOCÊ! –

Pensei que levaria um tapa, mas o máximo que ganhei em troca foi uma risadinha complacente.

– Isso é o que você pensa meu amor... mas eu vou te fazer relembrar que me ama. Eu vou te fazer. –

Aquela frase me provocou um longo arrepio da espinha aos pés, eu sabia que estava completamente fodida, então logo comecei a gritar na esperança de que alguém na rua escutasse.

– SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!! –

E no primeiro grito, fui puxada fortemente pelo braço, escadaria a cima.

– PRA ONDE VOCÊ TA ME LEVANDO? – perguntei, completamente apavorada com as possibilidades.

– Para o nosso ninho de amor. –

– ME SOLTA! – tentei dar um chute em Alan, mas ele apenas sorria do meu esforço. Era dez vezes mais forte do que eu, e estava em posição privilegiada.

Fui arrastada pela escadaria enquanto me debatia loucamente, e logo descobri o que era pra Alan “ o nosso ninho de amor”.

A sala do protótipo.

– SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! – gritei a todos pulmões, e ele colocou a mão na minha boca, me arrastando pra cima da mesa.

– Eu te amo tanto... – disse, apaixonado, encarando-me nos olhos e apertando fortemente a mão nos meus lábios.

Mordi Alan com todos os dentes, e ele soltou um grunhido, me prendendo mais forte ainda contra ele e a mesa.

– E você vai se lembrar que me ama. Agora. – engoli em seco, aterrorizada com a facilidade dele em dizer que me violentaria.

– Pedro?? PEDRO, VOCÊ TA AI??? –

Arregalei os olhos quando escutei um grito muito próximo, dentro da casa. Era Deus, só podia ser Deus me dando uma ultima chance.

– SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!! TEM ALGUÉM AI??? –

– Fica quietinha. – Alan prendeu minha bochecha entre seus dedos, e comecei a chorar enquanto ele, possessivo, me enchia de selinhos.

– ME AJUDEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM!!!! –

Deixei o choro vir com tudo, quando o homem louco, resolveu que era a hora de me despir e tirou meu cinto.

Completamente rendida e sem esperanças, achando que aquela voz na casa fosse uma alucinação minha, olhei pela frestinha da porta e vi uma câmera de celular. E foi aquilo que bastou, pra me dar forças de ainda lutar contra Alan.

– ME AJUDA! PELO AMOR DE DEUS, ME AJUDA! – olhei diretamente pra câmera, chorando e gritando. Alan avulso a qualquer coisa, beijava meu pescoço, dando sulgadas fortes.

– EU ESTOU DESESPERADA! SEJA HUMANO QUEM VOCÊ QUER QUE SEJA! ME AJUDE! – implorei, e senti as alsas do meu vestido serem arrancadas com brutalidade.

Enquanto era despida, lembrei-me emocionada das ultimas palavras que havia dito a Pedro, e falei no auge do meu desespero, a pessoa que filmava:

– Desisto de lutar. -

Pov Pedro

Pri: Pedro,estou indo na mansão te fazer uma visitinha. Se não quiser que eu entre, pelo menos da uma aparecida na porta... To com saudade do seu beijo. Te adoro.

Saco. Priscila novamente.

Guardei o telefone no bolso sem nem ler a mensagem, deixando os últimos fios de esperança se desgarrarem de mim enquanto sentia a noite quente e abafada depois de muito trabalho tocando piano para os ricos. Aquelas pessoas que nunca tinham sofrido um terço do que sofri, e que nunca se sentiriam da forma como eu me sentia.

Sem vida. Sem Karina.

– HAHAHAHAHAAHHAAH unicórnios! – olhei pra um casal que passava doidão, e continuei subindo a ladeira rumo a minha casa.

Era normal se estar na mais violenta favela do Rio de Janeiro, e sentir o cheiro de maconha no ar.

Maconha... fechei os olhos, inalando mais um pouquinho do cheirinho que exalava de algumas pessoas que desciam na direção contraria a minha.

– Ta sentindo o cheiro, brother? – um cara meio noia me parou.

– An? –

– Você ai, sentindo o cheiro parado no meio da rua. Tudo bem não ter dinheiro agora, eu te dou e você me paga depois, com um leve juros... –

Me afogar nas drogas agora, era a única coisa que queria, a única que faria sentido querer. Afogar, afogar, esquecer de tudo o que passei, lavar a dor que sentia e viver como uma lesma. Desistir também. Pois agora já não havia mais pelo o que lutar.

Sorrindo pela primeira vez em um mês, falei ansioso ao rapaz antes de ser atrapalhado:

– Eu vou quere... –

– Moço. Você tem um trocado pra me dar? –

Fui puxado por uma senhora, toda maltrapilha e quase sem roupa, seu rosto tinha uma mancha enorme, de quem a pouco tempo foi roída pelos ratos do bueiro.

– Desculpe eu... –

– Por favor moço.. –

De repente, uma vontade enorme de fazer uma pergunta passou por mim, e quando vi já tinha perguntado sobre a vida dela.

– Quantos anos você tem? –

Ela sorriu, achando galanteio, e revelando a boca sem dentes.

– 24. –

Engoli seco, sentindo o bolor se formar na garganta. Era a minha idade agora.

Eu, estaria nas mesmas condições que ela, se não tivesse me curado do vicio.

Eu não voltaria pra aquilo. E aquele só podia ter sido um sinal bem claro de Deus, que não podia passar despercebido.

– Tome. – dei 5 reais a ela, e abri a porta de casa, observando-a gastar todo o dinheiro com o noia que me venderia drogas momentos antes.

– Puta que pariu. Acho que... obrigado? – falei pro ser superior, que tanto culpei pelas desgraças que estavam acontecendo na minha vida.

Sentei no sofá, tirando o sapato e relaxando um pouco, até receber uma nova mensagem de Priscila. O celular só tinha tocado, mas eu sabia que era uma mensagem dela. SÓ RECEBIA MENSAGENS DELA!

– Eu não vou ler, Priscila. – falei, jogando o telefone longe.

Mas algo estranho aconteceu. Aquele mesmo desejo de que deveria perguntar a idade daquela senhora, voltou com tudo, porém agora, pra ver a mensagem da secretaria. Decidi seguir o instinto e ver, afinal, o que me custaria???

Peguei o telefone novamente, e vi que havia recebido um vídeo no whatsapp, com umas 100 mensagens em baixo. Como a internet colaborou já carregando o vídeo, resolvi que o veria antes de ler os torpedos.

A imagem começou um pouco turva, e tive que cerrar bem os olhos pra conseguir enxergar, e entender a cena que se passava ali.

Eram Alan e Karina. Era Alan em cima de Karina. Era Karina gritando por socorro e ajuda diretamente pra mim, olhando nos meus olhos enquanto desistia de lutar, enquanto ele rasgava sua roupa.

Senti o mundo rodopiar e segurei-me firme no sofá, antes que desmaiasse com o choque de assistir aquilo.

O que foi que eu tinha feito pra Karina? O que foi, que merda que foi que eu tinha feito pra gente?

Com as mãos tremendo, comecei a descer nas mensagens de Priscila, que me acalmaram um pouco, mas não o suficiente pra parar de sentir náuseas e tontura.

Pri: DESCULPA PELO VÍDEO! EU NÃO SABIA O QUE VERIA! ACHEI QUE ELA ESTIVESSE TE TRAINDO E AI VI AQUILO...

Pri: PEDRO VOCÊ NÃO TA ME RESPONDENDO! O QUE QUE EU FAçO??? ELE TA TIRANDO A ROUPA DELA!

As lagrimas começaram a escorrer. Eu não era homem suficiente pra aguentar ler aquilo, e saber que fiz tanto mal pra mulher que amava.

Pri: TO NA COZINHA, PEGUEI UMA FRIGIDEIRA, TO VOLTANDO PRA LA!

– Por favor meu Deus, por favor, por favor, por favor. – eu pedia por favor como se fosse um mantra. Tudo já havia acontecido, e nem estava aqui pra ajudar Priscila na hora.

Pri: PEDRO SE VOCÊ TIVER LIDO TUDO ISTO, SE ACALMA! Consegui desacordar ele, estava avulso demais pra sentir eu me aproximando. Karina ainda ta muito nervosa. Trancamos Alan no quarto e não corremos mais perigo.

Um profundo peso foi-me tirado. E a tontura começou a ser tomada por outra sensação. Uma sensação que nunca havia sentido por nada e nem ninguém. Uma sensação que corroía tudo por dentro. Um misto de traição e raiva.

Poderia chama-la de ódio. Mas ódio era uma palavra muito pequena comparada ao que sentia por Alan naquele instante. Ele havia me enganado da pior forma possível, destruído minha vida, violentado Karina, e aquilo teria volta.

Arrancaria cada membro de Alan fora.

Eu queria vê-lo sangrar e gritar por ajuda.

O queria morto.

Pedro: Diga a Karina que eu estou voltando.

Notas finais
http://brasil.babycenter.com/x4300240/%C3%A9-poss%C3%ADvel-estar-gr%C3%A1vida-e-menstruada-ao-mesmo-tempo com essa eu me despeço, beijinho pro recalque. ATA, N PERDI MEU BV (vou morrer cabaça, e as recalques rolam de rir nesse momento lindo) E QUERO MENSAGENS DE ANIVERSARIO CASO RESOLVAM QUE EU DEVA POSTAR O PROXIMO CAP.