Wild Passion
5 Passion.
Notas iniciais

Pov Pedro
– Priscila. EU VOU TE MATAR!- disse furioso para a garota que entrava no quarto onde eu estava jogado na cama. Não conseguia parar de pensar na frase " Te vejo no shopping as 14:00", não conseguia parar de pensar no que quase havia acontecido, não conseguia parar de pensar na Karina.
– Pedro! Eu sei do seu lance com aquela dali que saiu do quarto e foi por isso que eu não vim aqui antes! O Alan ta na Wild hoje se é que você ta sabendo, já pensou se ele descobre do barraco que aconteceu envolvendo seu nome? — ela gesticulava nervosa tentando ser desculpada.
– Você sabe que o Alan nunca faria nada comigo, espera... — sera?
Eu e Priscila já tínhamos dormido juntos algumas vezes, pura diversão. Eu escutei mesmo ela chamando a Karina de AQUELA DALI? Nao podia ser... a Pri era uma irma pra mim, não, não era! Bobagem minha!
– Vamos fazer o seguinte Pri, eu vou te de desculpar e olha que to MUITO bravo contigo — comecei a chantagear mas ela nem se tocou.
– SERIO? OBRIGADA PEDRO, VOCÊ é DEMAIS! — ela já dava pulinhos antes de eu terminar.
– So que tem condição- abri um sorriso que destruía as gatas e até ela começou a se derreter.
– Quero folga amanha a partir das 12:00 até as 1:00 da manha. — fui direto
– VOCÊ NÃO PODE! — Priscila endoidava, ela sempre endoidava quando o assunto era pedir folga! Isso acabava com todo o seu trabalho e agendamentos.
– Ela piorou ultimamente ... — joguei o meu trunfo. Não tinha como Pri negar o pedido, ela sabia da historia.
– Ok Pedro, mas esteja aqui as 01:00 EM PONTO! — Priscila saiu batendo os pés e eu sorri, sorri muito, tinha uma leve impressão que amanha seria o dia que mudaria minha vida, afinal, Karina já estava virando ela de ponta cabeça.
Pov Karina
Eu estava em frente ao espelho analisando o meu look quando parei para pensar. QUE MERDA FOI QUE DEU NA MINHA CABEçA? Sentei na minha cama derrotada com as mãos no rosto. Depois de ontem a noite não tinha mais duvidas, eu invadi uma boate de gogoboys sem roupas de baixo, fiz amigos garotos de programa,arrombei um quarto e bati numa mulher nua, fui confundida com uma prostituta, parei num quarto sendo chupada por Pedro, e ainda o chamei pra sair depois de todas as humilhações, não tinha mais como negar, até as mais burras das pessoas conseguiria enxergar isso: Eu, Karina Duarte, estava completamente apaixonada por um homem impossível.
Passei toda a manha antes do encontro tentando me distrair com um protótipo de avião de guerra que meu professor me ajudava a montar. Sorria de tanta desventura. Como uma pessoa tao nerd durante toda a vida conseguia ser louca ao ponto de ter uma paixonite pelo Pedro? Porém agora eu estava tao motivada a montar este avião, agora era necessidade! Eu não sabia se ele iria aceitar, mas depois da cena de ontem eu tinha que jogar ideia... E se... E se eu tivesse dinheiro suficiente para sustenta-lo... E se ele largasse a prostituição? Precisava terminar a maquete daquele avião o mais rápido possível, vender o projeto, ganhar dinheiro, e finalmente ter paz.
Mais animadinha voltei a me olhar no espelho, resolvi por uma calça jeans e uma blusa tomara que caia rosa... na verdade minha intenção era por uma blusa de frio para tapar o estrago mas estava muito calor. Passei as mãos sorrindo, pelas marcas de chupada que o Pedro havia deixado ali, algumas estavam roxas e amarelas nas bordas. Ainda bem que ninguém podia ver meus peitos... Terminei de ajeitar a trança embutida e corri descendo as escadas, prontissima para encontrar o Pe, como ele estaria? Sera que iria mesmo? Ou ficaria trabalhando...
– PARADA! — Bianca gritou quando eu já estava abrindo a porta
– Que foi ? — me virei pondo a mao no coração de susto
– SUA TRANçA TA MUITO LINDA KARINA!! MEU DEUS, JÁ QUERO! — ela correu para olhar toda a trança e ficou rindo da minha cara de choque. Eu dava graças pelo meu pai finalmente ter feito um quarto só pra mim, Bianca só atrapalhava minha vida!
– Tenho que ir agora, tchau! -
– Espera ai, aonde você vai? NÃO ACREDITO! ISSO SÃO CHUPÕES? — Meu senhor misericordioso, sera que estavam tao evidentes assim?
– TCHAU BIANCA! -
– MANDA UM BEIJO PRO COBRINHA EIN! MANDANDO VER!- gritou enquanto eu já pegava minha bicicleta e ia pro shopping que era perto da minha casa.
Quase fui atropelada por 3 vezes noo caminho, andava com a cabeça no mundo da lua enquanto só meus pés trabalhavam. Sera que o Pedro ia mesmo? Sera que ele era tao legal quanto minhas expectativas? Eu nunca o tinha visto fora daquela boate! Nunca tínhamos tido uma conversa descente! Sera que ele era prosa ruim?
Todos os meus medos desapareceram no momento que estacionei minha bicicleta no patio do shopping e olhei para a entrada. Pedro estava ali parecendo um Deus, os seus braços estavam cruzados o que os deixava maiores ainda. Usava uma camiseta preta regata, uma bermuda e um boné pra trás. Sua expressão era de tédio o que impressionantemente fazia-o ficar muito mais lindo. Eu não conseguia dar nem um passo, estava com a boca completamente escancarada.
Então aconteceu, ele me viu e um sorriso perfeito tomou conta do seu rosto, veio na minha direção praticamente correndo e me deu um forte abraço.
– Que cara é essa Karina? — consegui fechar a boca quando ele se afastou.
– Nao sei... E-e-e-u acho que nunca te vi vestido. — corei na hora que proferi as palavras, SERA QUE TINHA COMO VOLTAR NO TEMPO? CADE O BOTÃO DO CLICK?
– Então estamos quites, acho que nunca te vi sem vestido! — agora eu não só estava corada, como queimava!
Pedro logo percebeu o que eu entendi e começou a explicar nervoso:
– Eu já te vi sem vestido! Estou tentando dizer que nunca te vi com outra coisa que não fosse vestido entendeu? — ele se atrapalhava mais ainda.
– Vamos entrar logo? — comecei a andar na frente tentando fugir do constrangimento e ele veio logo atras.
Pov Pedro
PORQUE A KARINA TEIMAVA EM FAZER AQUILO COMIGO? Meu Deus! Quando a vi ali, parada segurando aquela bicicleta, quase fui a loucura. Primeiro: as roupas no seu corpo. Ela usava uma blusinha tomara que caia que de longe revelava que foi possuída por mim ontem ( chupões), sera que era isso que ela queria deixar evidente? Que era minha? E aquela calça colada nas pernas... Segundo: eu precisava deixar claro que sempre que possível ela podia prender o cabelo daquela forma, eu adorava o fato de poder ver o seu pescoço, o seu rosto, sem nada atrapalhando.
Ela andava decidida para dentro do local mexendo a buzanfa e eu atras é claro, babando e aproveitando a visão.
– Quer picolé de Ovomaltine? Ta muito calor! — virou perguntando e me pegando bem no flagra.
– O que é Ovomaltine? — Karina arregalou os olhos com meu comentário
– FALA QUE TA BRINCANDO PELO AMOR DE DEUS! -
Eu realmente não estava brincando, nunca tinha comido aquilo!
– An... não! — sem pensar duas vezes Karina saiu me puxando pela mão até um ambiente próximo com algumas cadeiras, como aquela garota era mandona!! O simples fato do toque das nossas mãos já me causou alguns choques.
Nos sentamos na mesinha e ela logo tomou as rédeas chamando o garçom e pedindo os picolés, senti medo por não poder pagar e perguntei assim que o moço saiu:
– Quanto custa? -
– AAAAAAAARG PEDRO, CALA A BOCA! -
– Estou falando sério Karina! Quanto custa? -
– Eu vou pagar. Eu te chamei pra sair. E eu não quero ouvir protestos sobre isso — disse pausadamente.
Nao discuti para não a estressar mais, porém por dentro a impotência tomou conta do meu ser, que tipo de namorado eu seria se não pudesse levar a garota nem pra tomar um picolé...
– Do que ta rindo? — me perguntou inquisitiva
– De alguns descasos da vida. — comentei amargurado
– Por falar em vida... — Karina já ia entrar no assunto proibido, eu tinha certeza, precisava para-la.
– Muito bem Karina, por falar em vida, o que você faz da sua? -
Ela pareceu se assustar com a pergunta mas logo abriu um sorriso, as mulheres adoravam falar e seria menos perigoso assim, só que eu realmente havia pensado muito no que ela fazia nos últimos dias, o que ela era exatamente... a garota conhecia detalhes sórdidos sobre mim mas eu não sabia nada sobre ela, só o nome.
– Eu sou estudante! — seu sorriso era tao lindo...
– Uaaaaaaaaaaaau! Ainda? Eu já terminei o ensino médio! Demorou mas consegui. — o sorriso se alargou com o meu comentário, o que eu tinha dito de errado?
– Seu bobo! Eu faço faculdade!- os olhos cor de mar brilharam ao dizer aquilo, ela realmente devia gostar do que fazia. Diferente de mim.
O garçom chegou bem na hora com nossos picolés e eu abri ansioso e enfiei o meu na boca enquanto Karina ainda pegava o dela.
– Vai devagar Pedro — agora ela fazia questão de gargalhar alto.
– HAHAHAHA, nossa, isso aqui é bom mesmo ein -
Aquele negocio estava delicioso... Mas a verdadeira distração era ver a Ka chupando o dela... minha nossa senhora, eu tinha que puxar um assunto e fazer a língua dela se aquietar.
– Então você faz faculdade de que? Jardinagem e Paisagismo? Moda? Ja sei! Veterinária!! -
Eu apostava que era algum curso de mulherzinha mimada então levei o maior susto da vida quando Karina docemente passou a língua pelo picolé e respondeu olhando no fundo dos meus olhos, maliciosa :
– Engenharia Aeronáutica-
– VOCÊ CONSTROE AVIÕES? — olhei chocado para ela enquanto o meu lanche derretia, não tinha como uma mulher ser tao gostosa e tao inteligente ao mesmo tempo. Ela era perfeita demais!
– Na verdade ainda vou construir... mas já faço alguns protótipos de guerra-
– MEU DEUS KARINA, UAU! E EU ACHANDO QUE PENSAVA COISAS LOUCAS!-
Ela estava se deliciando com a minha reação.
– Hmmm, me diga a ultima coisa louca que pensou — respondi automaticamente essa.
– Ha algum tempo atras eu estava fissurado, achava que todos os meus filhos nasceriam com olhos azuis. -
So depois do que havia dito que fui perceber a merda que eu falei. Karina estava da cor da blusa rosa choque, ela devia ter achado que eu estava insinuando ter filhos com ela... OH MEU DEUS!
– NÃO é NADA DISSO! ESTOU FALANDO DAS PILULAS QUE EU TOMO! — Ka pareceu relaxar mais na cadeira, só que agora sua expressão era de frustração, sera que...
– Nao acredito que você me contou que toma pilulas pra trabalhar, melhor, eu não acredito que você achou que seus filhos fossem nascer com olho azul por isso! — agora ela já voltava a gargalhar de novo, uffa! Sendo salvo pela minha idiotice novamente.
Nesse momento um grupinho de mulheres passaram me olhando e cochichando, conseguimos escutar a palavra " Wild " e Karina e eu ficamos em um silencio constrangedor. Ela era muito ciumenta, isso era um fato, e era isso o que ela não podia ser... eu não sabia para onde aquele passeio no shopping ia nos levar, mas esperava muito que não fosse para um relacionamento. Eu nunca largaria meu trabalho, tinha os meus motivos, e Karina com certeza nunca entenderia. Meu coração torcia que ela me desejasse, ficasse comigo, mas também torcia para ela aceitar meu trabalho.
– Como você conheceu a Wild Passion, Pedro? — perguntou com os lindos olhos bem dilatados e insistentes e eu voltei no tempo.
Flashback On
Nao ha nada mais delicioso no mundo do que cheirar cocaína. Todo o seu corpo, todo o seu ser é preenchido pelo prazer. Eu não me importava com os problemas, não me importava estar jogado na rua com pessoas desconhecidas, e muito menos me importava em estar sem comer e tomar banho por três dias, só me importava com a cocaína. Ja estava entrando em abstinência depois de 30 minutos sem cheirar, precisava de mais dinheiro, precisava de mais pó, meu corpo tremia sem parar.
– Rapaz. -
Um moço alto de terno me fez sombra. Ele estava falando comigo mesmo?
– Me da dinheiro. — consegui puxar a calça do seu paleto, meio zumbi.
– Eu te dou todo o dinheiro que quiser, mas vai precisar vir comigo. — ele consegue me puxar com apenas um braço e me levantar do chão.
– Nao quero. — digo o mais bravo que possível, só queria a droga do dinheiro.
– Sera que tem como você calar a boca e vir? CARALHO! Estamos fazendo um favor e nenhum de vocês sabem retribuir — fui jogado dentro de um carro enquanto ele gritava. Seria os efeitos da droga?
– Vou cuidar de você rapaz, seremos grandes amigos, ta magro, acabado, mas tem jeito. Olhe para mim e lembre-se eternamente disso, hoje sera um divisor de águas na sua vida. Sua vida sera definida como: Antes de Wild Passion e apos Wild Passion.
E aquelas palavras nunca foram esquecidas.
Flashback off
– Você não precisa ouvir sobre isso. Talvez algum dia eu te conte. — Karina fechou a cara bravinha e eu não resisti.
– Vem cá senhorita esquentadinha! — a puxei pelos corredores do shopping e Ka começou a ficar mais sorridente.
Adorei quando passei um braço pela sua cintura e ela permitiu sem gritar nada. Andávamos colados olhando as vitrines, era pra mim estar com os olhos brilhando afinal NUNCA tinha ido em um shopping. Mas Karina olhava pra tudo atentamente e morrendo de excitação. Quase escorreguei e cai desequilibrado quando ela parou brusca na frente de uma joalheria. Enfiou a cara na vitrine de vidro e pra completar a cena só faltou por a língua pra fora e ficar arfando.
– Que foi Ka? — perguntei sorrindo
– OLHA ISTO DAQUI! — gritou tao alto apontando que fiquei com vergonha das pessoas que se passavam, mulheres...
– Uma pulseira chata com uma pedrinha de coração marrom? -
– PEDRINHA? ISSO é MOGNO! — ela virou pra mim furiosamente, prestes a me bater.
– CALMA AI LUTADORA! -
– Como você sabe que eu lutava Muai Thay profissionalmente? — pergunta chocada com a boca escancarada, mas acho que na verdade quem fica mais chocado sou eu!
A GAROTA IA CONSTRUIR AVIÕES E AINDA ERA LUTADORA! Pera Pedro, já era pra você ter percebido isso depois do fight com a cliente... mas meu Deus! Ela parecia tao frágil, tao mocinha...
– Vem cá Karina, vamos comprar essa pulseira pra você. -
– TA LOUCO? -
Consegui arrastar uma Karina completamente chocada para dentro da joalheria.
Pov Karina
Pedro não tinha dinheiro para comprar nem um picolé! O que ele estava fazendo? AI MEU DEUS!
– Pedro vamos voltar! — choraminguei contra sua mão que apertava meu pulso me carregando pra dentro.
– Você fica ai se gabando que faz isso e faz aquilo, agora deixa eu te ensinar o que o mano das quebradas sabe fazer — eu iria sorrir daquele comentário se não estivesse tao nervosa.
Pedro se aproximou da atendente e eu fiquei quieta observando.
– Oi! Tudo bom? — deu um sorriso arrebatador e senti a criatura do outro lado do balcão de joias se derreter, estava entendendo o jogo dele.
– Essa aqui é a minha irma — apontou pra mim
– Eu não sou muito bom em escolher joias gata, e trouxe ela pra me ajudar a escolher algo para minha noiva... — se aproximou do ouvido da moça que já estava louca por ele, aquilo me dava ódio mas era só encenação, então...
– Acho que posso mostrar o que você quiser ver — A SAFADA DISSE AQUILO E MORDEU A BOCA! EU IA DAR NA CARA DELA!
O Pedro logo percebeu minha agitação e disse:
– Mostre algo para minha irma, por favor — fez bico e a moça logo saiu de trás do balcão me mostrando os diamantes da vitrine ao lado.
Depois de alguns minutos enrolando dizendo que não achei nada bonito, Pedro deu uma desculpa qualquer mas não antes sem se despedir dando um beijinho na bochecha daquela ararinha, ÓDIO!
– Vejaaaa só quem acabou de comprar uma linda pulseiraaa de Morganaaa ou sei la o que! — Pedro disse fazendo uma voz engraçada e balançando a pulseira pela qual eu tinha me apaixonado.
– EU NÃO ACREDITO QUE AGORA SOMOS DELIQUENTES! — sem pensar duas vezes o abracei apertado, sentindo o seu sorriso sacudir nossos corpos
– Sabe porque eu gostei dela? — Pedro olhou para minha boca e perguntou o motivo.
– A pedra é castanha, castanho me lembra você... seus olhos, seus cabelos... — disse tímida. Nao estava acreditando que consegui me declarar tao abertamente, eu tinha acabado de roubar uma loja com ele e ainda estava me entregando de bandeja!
Pedro não aguentou ouvir aquilo, parecia ter escutado as cornetas do céu tocarem, e tomou a atitude que eu tanto esperava que fosse acontecer aquele dia.
Logo senti os seus lábios tocarem os meus delicadamente. Ele nunca tinha me beijado daquela forma, só havia desejo em nossa " relação" mas ali estava ele, encostando seu abdômen definido contra mim, e me beijando ternamente puxando de leve minha trança. Nada de língua, nada de chupadas, somente lábios que me causavam os mesmos arrepios.
Quando nos separamos ele continuou abraçado a mim, olhando bem no fundo dos meus olhos... parecia que lia meu ser, eu não estava aguentando ser lida daquela forma, estava com vergonha do jeito apaixonado que ele me olhava, então desviei meu olhar para o lado e... COBRA! O QUE ELE ESTAVA FAZENDO NO SHOPPING?
Pov Pedro
Eu já podia esperar tudo de Karina depois do que vivemos hoje. Mas ainda sim consegui me surpreender com seu olhar de espanto depois de um beijo com tanta declaração escondida que dei.
– VAMOS PARA O BANHEIRO! — começou a me arrastar em direção aos sanitários e eu estava extremamente medroso com aquela garota. Sera que ela estava tendo um surto psicótico?
– KARINA, é O MASCULINO! — ela estava pirada e nervosa e nem percebeu que me arrastava pra dentro do box do masculino, fechou correndo a porta atras de nos e começou a respirar mais calma.
– Meu Deus Ka... se você queria fazer um boquete em mim, esperasse pelo menos termos chegado num motel. — sorrio da sua expressão fofa.
– A é? — estávamos no apertadinho quando ela segurou forte meu membro sobre a bermuda. EU NÃO ESTAVA ACREDITANDO! ENTÃO REALMENTE FOI PRA AQUILO QUE ELA TINHA ME CHAMADO AQUI?
– Melhor não fazer isso... — escutamos passos de algumas pessoas passarem no corredor do banheiro publico mas ela não se aquietou, continuou esfregando a mão por cima do meu membro já endurecendo... que cachorra.
– Acho que você ta certo... aiiin- ela soltou um gemidinho gostoso quando meu membro subiu de vez, levando um susto.
– Vou ligar pra casa e ver se meu pai ta la, a gente foge daqui. — piscou pra mim e mordeu a boca.
Eu não resisti.
Abaixei sua blusa tomara que caia ainda enquanto ela ligava pro pai e vi o rosto de Karina mesclar entre a safadeza e o medo. Segurei os dois seios redondos e gostosos forte, agora era minha vez de me vingar.
– Paaaaaai... aaaiii — ela gemeu dizendo pai, e eu sorri satisfeito, agora massageando os seus seios.
– Nao pai, não to arfando. Você ta em casaaaa...?? — tirou o telefone do ouvido e mordeu a boca fechando os olhos, enquanto eu começava a chupar o seio direito, mas sem deixar de mexer no biquinho do outro.
– Aaaaaaaaa... Ok então... Beijo viu pai! — desligou o celular e me deu um tapa, levantando a blusa e ajeitando tudo.
– PEDRO! — tentou fazer cara de indignação mas só conseguiu fazer de safada mesmo!
– Tem como você aparecer la em casa hoje a noite? -
Meu coração bateu forte. Claro que eu não esperava que fossemos transar aqui, mas na casa dela... isso já era outra coisa.
– E seu pai? -
– Seu Gael vai estar em casa, mas uma hora ele vai ter que ir no banheiro, e quando for... — mordeu a boca que eu desejava tanto tomar num beijo agora e terminou:
– Te passo uma mensagem e você entra. -
– Tem certeza?
Ela balançou a cabeça em afirmativo, olhou para a pulseira e a colocou no braço. Tinha ficado realmente linda no seu pulso, era um pedaço de mim nela.
– Toda. Agora me passa seu numero.-
Pov Karina
– EU NÃO ESTOU ACREDITANDO NO QUE EU ESTOU OUVINDO. JESUS. ME. ABANA. -
Sabia que Fabi piraria quando eu contasse tudo o que aconteceu no ultimo dia, mas eu precisava de uma amiga pra me auxiliar nesta noite tao importante! Certo? Eu estava começando a acreditar que não.
– DOIS GOSTOSOS, COBRA E O GOGOBOY TE PEGANDO DE JEITO, BOATE, BRIGA, VOCÊ PELADA PRA TODO LADO, O ALAN GOSTOSO, PORQUE PELA SUA DESCRIçAO NE QUERIDA! OH MEU DEUS, VOCÊS FORAM NO SHOPPING HOJE, A COISA TA FICANDO MUITO SERIA! PULSEIRA ROUBADA, ELE VAI VIR AQUI HOJE! KARINA, VOCÊ PRECISA LACRAR A PORRA TODA! — ok, estava começando a acreditar que contar tudo para a Fabi foi um GRANDE erro. Enquanto eu falava ela parecia tao quietinha... devia ser só o choque mesmo.
– JÁ SEI! — Fabi ligava meu computador sacudindo as pernas e dando gargalhadas e eu sabia que vinha merda.
– Senta aqui. — me empurrou contra a cadeira e eu sentei enquanto ela abria abas de... SITES PORNOS!
– FABI! -
– Isso mesmo! Ele faz todo dia, 24 horas por dia, sabe de tudo! Você acha que ele vai gostar de transar com uma pessoa que NÃO SABE NADA? -
Sera que ela estava certa? Realmente eu não sabia nada... Entrei na de Fabi e passamos basicamente umas meia hora assistindo enquanto ela apontava os pontos fracos dos homens.
– E o que eu vou vestir? Minhas melhor lingerie eu ja usei com ele! Ai Fabi... acho que estou me apaixonando, estou muito preocupada! — digo assustada e Fabi girou minha cabeça para a tela do pc apontando brava.
– FOCA NO ORAL KARINA, FOCA NO ORAL.- sorri e voltei a assistir, ficamos alguns minutos ali ainda até Fabi decidir que era hora de "focarmos" em outra coisa, minha roupa.
Andávamos por uma rua apressadas sorrindo e fazendo comentários dos videos, ela dizia que estava me levando para a melhor fabricas de lingeries ja existentes.
– Graças a Deus a Bianca é farreira e não vai ficar em casa hoje! Me livrar do meu pai é facil! -
– Chegamos! — Fabi vibrou animada e me virei para o outro lado da rua onde se encontrava a loja, olhei para o grande letreiro e percebi como a safadeza do mundo não tinha limites.
FABRICA DE CALCINHAS DA WINNIE! A GENTE, PERTINHO DO SEU CU!
– Meu Deus! EU NÃO VOU ENTRAR AI! — comecei a dar meia volta
– A MAS VOCÊ VAI! — Fabi me arrastou pro meio da loja e graças nao tinha ninguém ali que eu conhecia!
Haviam vários pênis de borracha por todos os corredores, calcinhas, lingeries e "brinquedos" em geral. Fabi se enturmou rapidamente com as vendedoras e descobriu as melhores coisas, logo saímos dali com duas sacolas. Uma com a roupa que ela me escolheu e outra com coisas que ela não resistiu e comprou, eu estava com a cara mais vermelha que sangue! Mas pra ela era tudo normal... Voltei pra casa sozinha, afinal já tinha dado noite e o Pedro deveria estar esperando, rezei para não encontrar meu pai na sala e não encontrei, então fui correndo para o quarto e passei a mensagem.
Karina: Ta liberado! Corre! :3
Tirei a camisola branca transparente da sacola e me despi. Coloquei a calcinha preta comestível com sabor de amora rezando para o Pedro gostar de amora, e pus a tal camisola que pirou a Fabi por cima. Corri no espelho e me analisei. Somente a transparência da camisola já iria chocar o Pedro, PELO MENOS ISSO! Sorri satisfeita quando recebi a mensagem alguns minutos depois.
Pedro: Segui as coordenadas senhorita. Estou aqui na porta da sua casa! Devo bater ou a linda garota vai vir logo pros meus braços?
Sorri com a mensagem do P e fui correndo até a porta. MEU DEUS! ERA HOJE MESMOOOOOOOOOO!
Joguei o cabelo pra baixo, sacudi, e joguei pra cima de volta. Eu estava me sentindo muito sexy. Finalmente com um suspiro de coragem, abri a porta. Pedro que antes estava sorrindo agora encarava meu corpo sem nenhuma vergonha na cara. SAFADO!
Passei um braço pela porta, grudando bem meus seios na camisola e o convidei:
– Quer entrar? -
Pedro olhou pela primeira vez para o meu rosto cheio de tesão e conseguiu soltar uma frase meio esguiniçada e meio gemida.
– Isso é tudo meu? -
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