Wild Passion

18 A despedida.


Notas iniciais
Primeiramente, gostaria de pedir de todo coração perdão a todas que não tive a oportunidade de responder até agora, vocês sabem minhas meninas e minhas leitoras que puro e simplesmente os comentários são a unica coisa que me animam pra escrever o próximo, o próximo e o próximo capitulo. Sabem que sou grata e daria minha vida e estou dando todo o meu tempo disponível a vocês como prova de amor. Nao é tao simples escrever uma fanfic! O escritor precisa ser um psicopata, um pai traido, um namorado preocupado, uma namorada apaixonada, um surtado, tudo isto ao mesmo tempo, pq é essa a verdade, eu sou todos os personagens. E se ser isso não é tao simples, imagina escrever sendo tiroteada por todo lado? Vcs podem querer me matar por ter demorado e também por não ter dado conta de responder tudo ainda, mas sinceramente, era um minuto o pc ligado no word e outro minuto ligado no twitter de olho nos MALDITOS TIROS SANTOVITTI DESTRUIDORES DE CORAçAO. Segundamente: Eu peço a vocês que antes que comecem a ler o capitulo escutem essa musica, e que, se possível, na parte que Pedro a cantar escutem de novo, pra poder sentir tudo, toda a dor, toda a animação, toda o amor que senti escrevendo este cap, juntinho comigo! http://letras.mus.br/engenheiros-do-hawaii/12897/ Terceiramente: Nao me abandonem! Eu vou desaparecer por 14 dias, e sei que muitas, muitas vao desistir da espera e abandonar a fanfic, perder o tesao por ela... e bla bla bla, mas fiquem por favor! Por que os rumos que planejo pra ela... sao os mais surpreendentes possiveis. FIQUEM COMIGO! Eu prometo, e faço um juramento aqui que dedicarei minha vida e meu sangue a escrever pra vcs até o fim. Nao me abandonem. Quartamente: PODEM ME XINGAR, PODEM ME ODIAR, PODEM QUERER ME MATAR! MAS ESCREVAM, ESCREVAM SEU ODIO, SEU AMOR NOS COMENTARIOS! é POR ISSO QUE EU ESCREVO, PQ EU AMO LER VCS! EU AMO VCS! Fiquem com este cap de 7.100 palavras, feito com toda paixão e carinho que uma escritora pode ter para com suas leitoras, e releiam muito até minha volta!

Pov Escritora

– Bianca! Saia já deste quarto ou eu vou arrombar a porta! – Gael gritou, aborrecido, ainda mais porque tinham visita.

– NÃO VOU SAIR, PODE ARROMBAR SE QUISER! EU TE ODEIO! –

Um pouco envergonhado, ele desistiu de tirar a filha do ex-quarto de Karina, aonde agora ela passava a maioria do tempo desde que se esbarraram no shopping. Bianca não o havia perdoado, e suas birras só ficavam mais insistentes quando ele trazia Dandara pra jantar em casa, Gael sabia que aquilo era para incomoda-los e chamar a atenção da namorada pro caso. Sim, Gael e Dandara já tinham passado da fase paquera.

– Gael, quando você e a Bianca vão conversar feito gente ein? Ela é sua filha! – Dandara se incomodava com aquilo, mas nunca tocou no assunto com medo de estar sendo intrometida.

– Quando ela parar de achar que a irmã não é uma puta e parar de querer ir atrás dela pra escutar lorota. Quer saber? Melhor até ficar trancada mesmo, vamos jantar. -

Os dois sentaram-se, um pouco desconfortáveis na mesa, o silencio tomou conta e Dandara não aguentou.

– A Karina era uma menina tão ruim assim pra você ter desistido fácil dela? –

Gael escutou em choque aquelas palavras, e posso jurar que seu coração amoleceu. Se ela não era uma boa filha... ele com certeza não tinha sido o melhor pai.

– Karina era uma menina maravilhosa. – ele suspirou, deixando toda a carranca de lado, não precisava ser durão quando Bianca estava longe.

Dandara, já ciente de toda a situação familiar perguntou:

– Como ela era? –

Gael não se conteve, inflou o peito de orgulho e começou a falar de Karina pra namorada que escutava a tudo atenta e maravilhada com o amor que ele transmitia.

– Ela era assim, que nem eu, durona. Acredita que teve uma época que matava e morria pra ser lutadora? Mas claro que não deixei! Então parece que depois que começou a namorar Cobra tomou juízo... e você nem vai acreditar em que faculdade ela conseguiu uma bolsa! – Os olhos de Gael brilhavam.

– Qual? –

– ENGENHARIA AERONÁUTICA! Isso mesmo, no ITA! –

Dandara nem conhecia Karina, mas já tinha muita admiração por ela depois de toda aquela narração apegada de Gael.

– E o que ela puxou da Ana? – Dandara foi curiosa, indagando com a mão no queixo.

– Karina é estourada que nem eu, qualquer coisa arranja briga, muito barraqueira... faz as coisas sem pensar. – Gael soltou uma risadinha, lembrando da época que recebia varias cartas de reclamação da escola por causa das brigas da filha.

– Só que da Ana... da Ana ela puxou a docilidade sabe, ela é briguenta e doce ao mesmo tempo, se preocupa com as pessoas até demais, por isso a psicóloga uma época chegou a dizer que Karina era bipolar, acredita? Mas ela não é isso, ela só é um misto de mim e da Ana, uma coisinha loira totalmente sem controle. – ele dizia com tanta paixão, que Bianca escondida atrás da meia parede da casa quase o foi abraçar e quase, quase, o perdoou por aquele tapa na irmã.

– Amor, se você mesmo acabou de dizer que a Karina se preocupa demais com as pessoas, o que não te leva a pensar que fugiu pra ajudar aquele menino? –

Gael ficou vermelho, logo se estressando com a hipótese.

– Eu prefiro mil vezes acreditar que ela me traiu Dandara, acreditar que ela fugiu dessa casa por qualquer motivo idiota do que isso. Prefiro sentir a dor da traição, porque assim vai ser mais fácil de esquecer minha filha... – ele disse, olhando para baixo, sem conseguir encarar a moça morena.

– Gael? –

– Sim. –

– Pode me mostrar uma foto dela? -

Os dois levantaram, e o lutador conduziu a cantora até a sala, numa gaveta aonde trancava todas as fotos que antes do sumiço da filha estavam espalhadas pela casa.

– Você tranca as fotos dela? – Dandara ficou assombrada, agora ela entendia que a situação realmente era séria, e que com certeza ficaria do lado de Karina contra essas ideias ridículas de Gael pra tentar esquece-la.

– Tranco. Isso ajuda. –

Abrindo a portinha da gaveta com a chave, ele retirou algumas fotografias. Dandara puxou-as ligeira e começou a avaliar as fotos de família, não havia nenhuma sem sorrisos ou alegria dos três evidente, era obvio que eles se amavam.

Uma delas era de Karina sozinha, atrás do bolo no aniversario de 18 anos, os olhos da garota estavam azulíssimos, os cabelos loiros até a cintura e a felicidade e um sorriso de dar inveja em qualquer mulher.

– Ela é linda! – Dandara constatou.

– Acho que o perigo foi justamente esse, ter tido uma filha linda demais. – Gael disse, deprimido.

– Não fale no passado Gael, você ainda a tem. Mas se continuar querendo que ela suma desse jeito, se não correr atrás pra saber o que aconteceu... com certeza, vai estar matando a sua filha e o que vai restar meu amor, só vão ser essas boas lembranças em fotos.-

Naquele dia, Gael ficou balançado com as palavras de Dandara, tão balançado que com sua ajuda repôs todas as fotografias, em cada cantinho da casa. No fundo de seu coração ele sentia que algo estava prestes a acontecer, e que como a namorada tanto insistiu e cutucou o seu lado paterno, ele simplesmente não poderia desistir, da própria filha.

Aquela ainda era sua garotinha briguenta, das marias chiquinhas desengoçadas, e das incontáveis reclamações na escola.

Pov Karina

– Karina, não tem porque fazer drama, tá decidido E PONTO! –

Já havia se passado 1 semana desde o beijo forçado com Alan. Pedro, não sei como, se recuperou muito rápido pra minha alegria, os roxos na sua cara e no corpo já estavam amarelados, querendo sarar, e ele também já conseguia andar sozinho, escorando vez ou outra nas coisas. OU SEJA: meu namorado continuava extremamente chato, mas agora curado ele queria me obrigar a voltar e levar tudo pro quarto antigo.

– Qual o problema de continuar aqui Pedro? Para de ser idiota, nada vai acontecer! – cruzei os braços firme, tentando impor minha palavra, mas ele não aparentava ter concordado e nem que iria tão fácil.

– KARINA, PELO AMOR DE DEUS! Não sabemos se algum dia Heideguer vai acordar louco e mandar virem te pegar! Você precisa voltar pro seu quarto que é o mais perto da saída da casa, é mais seguro. –

Mais seguro? Era mais seguro ter que ir dormir sozinha com um doido a espreita como Alan? Eu simplesmente passei a ter medo até de andar nos corredores, e agora evitava ir sozinha pra qualquer canto. Se ele tinha me agarrado uma vez, poderia muito bem agarrar outra.

– Por favor amor, você só melhorou rápido assim porque a gente dormia juntinho. – fiz um bico, na esperança que ele sentisse peninha.

A verdade era que só isso acontecia mesmo, a gente dormia juntinho e MAIS NADA, Pedro não estava bom o suficiente pra fazer esforço físico transando, então o máximo aonde chegávamos eram algumas brincadeirinhas em baixo do cobertor... Tinha medo de quando Pedro me pegasse de jeito, porque nesse dia, eu estaria literalmente fodida.

– Nada de por favor, nada de mas, eu disse que tá decidido, ande e vai pegando suas coisinhas. A sim, tem outro negocio que queria te falar... –

– O que foi agora? – suspirei de saco cheio revirando os olhos, e Pedro só deu um risinho satisfeito, vendo que tinha me estressado. Por que ele amava me pirraçar assim?

– Agora que eu não preciso mais da enfermeira... –

– Isso Pedro, esnoba. –

Virei-me irritada batendo os pés. Preferia olhar pra parede naquele momento do que pra ele.

– Não estou esnobando, até porque amor, adorei os banhos dessa semana... – senti ele se aproximando e se aproximando enquanto falava. Fechei os olhos quando sua boca encostou na minha orelha, dando uma lambidinha excitante e ganhando logo em seguida uma chupada no pescoço.

– Aaaai! – soltei um gritinho de susto com o chupão.

Pê começou a massagear meus ombros e voltei a relaxar com os olhos fechados.

– Você anda tão estressada ultimamente Ka... – ele massageava, aliviando a tensão do meu corpo.

– Por acaso é pelas coisas que te contei no jardim? – perguntou e ouvi o medo na sua fala.

Pedro tinha medo que eu fosse deixar de gostar dele depois de ter escutado aquelas coisas, percebi isso em nossas ultimas conversas, mesmo tendo xingado e deixado claro que eu só o amava mais ainda por ter passado por tudo aquilo sozinho e ter continuado sendo uma pessoa muito melhor do que Karina Duarte, estudada e mimada, garota que nunca passou dificuldades na vida, conseguiria ser.

E era por isso que minha vontade ali, naquele momento, era dedurar Alan. Por a boca no trombone, jogar a merda no ventilador, e contar o cretino que ele foi me beijando. Contar pra Pedro que eu andava tensa não por saber da historia dele, mas pelo falso amigo que ele tinha e pelo o que ele havia feito a mim, que Alan era capaz SIM de trair a gente pois no mínimo Pedro ele já tinha traído.

– Já disse que não, eu só to estressada por Heideguer ter descoberto a gente e por quase terem te matado, só isso. – menti.

– Então bem, voltando ao assunto... Já que agora eu não preciso mais da enfermeira, ta na hora de você voltar a trabalhar no protótipo e ganharmos essa grana logo. –

Merda, o protótipo.

Nervosa, tirei as mãos de Pedro do meu ombro, passando a encara-lo.

– Eu quero terminar sozinha. – falei, com os olhos arregalados.

– Ficou doida Karina? E Alan? –

E agora? Qual seria minha desculpa? Andava de um lado pra outro, deixando Pedro sem entender, até conseguir pensar em uma.

– Alan nem ajuda nos cálculos direito! E e... bem, acho que eu sozinha conseguiria terminar mais rápido, por favor Pedro, eu não te peço mais nada nessa vida! Olha, eu nem brigo mais por causa do quarto, eu faço tudo o que você quiser, mas me deixa terminar o protótipo sozinha, sem Alan, sem ninguém! – implorei e Pê fez uma carinha estranha, como se não estivesse caindo naquela mas não fosse retrucar.

– Ok, eu vou lá agora conversar e pedir pra ele te deixar terminar sem ajuda. –

Quase gritei de alivio, correndo pra encher meu namorado de selinhos.

– Nossaaaa Ka! Assim que eu gosto de te ver! – disse entre um beijo e outro.

– Assim como? – sorri manhosa, tirando o cabelo que teimava em cair no seus olhos.

– Toda feliz. –

– Mas e você? Ta feliz? – perguntei, arqueando uma sobrancelha enquanto admirava seu rosto.

– Karina, você sabe que só vou ficar 100 por cento feliz quando a greve de sexo acabar. –

Dei um tapa na testa de Pedro e ele começou a sorrir de mim, exaltando as covinhas. Aquele bobo com certeza estava feliz, e por maiores desgraças que acontecessem, eu também estava, nunca iriamos nos separar e só isso me bastava.

– SAFADO! Vou ajeitar minhas coisas e tomar um banho. –

– Seja rápida, que eu quero você todinha pra mim quando voltar da conversa com Alan. –

Dei um ultimo beijo cheio de saliva e desejo em Pedro, e sai distribuindo tchauzinhos do quarto, indo rearrumar minhas roupas e relaxar em baixo do chuveiro quente. Pelo menos de Alan, por tempo, havia me livrado!

Pov Alan

1 semana. Essa foi a quantidade de tempo que passei trancado dentro do quarto, com medo, de que se saísse daquele cômodo fosse ver Karina novamente, ou melhor, fosse ver seus olhos cheios de desprezo, nojo, ódio, medo, um misto de expressões que nunca apagaria da minha mente.

Não havia como tudo aquilo ter sido pior, não podia dizer que estava preparado pra ganhar um não, eu realmente achava que pelo menos... um beijo. Mas foi bem pior que um não, foi um chute no saco e a concretização de que eu não a teria, eu não teria Karina. Porque Deus me odiava, desde pequeno.

Beth era a única que sabia da minha situação, Pedro devia estar muito ocupado com sua namoradinha pra se quer sentir minha falta. Somente a empregada me trazia comida e preocupava-se com meu estado de enclausuramento.

Durantes os dias, descobri que minha maior diversão era deitar naquela cama, ligar o canal da tv na câmera do banheiro e sonhar. Karina nunca apareceria ali, mas... porque não imaginar? Porque não viajar, pensar no corpo que eu só havia visto uma vez, deitada e suja de sangue, em pé, tomando banho... pra mim.

Foi então, que algo inacreditável aconteceu.

Por mais um dia seguido, deitado, vi uma rápida aproximação de alguém entrando no banheiro e estendendo a toalha no box. Pisquei algumas vezes, so pra ter certeza, mas não tinha como não reconhecer, ela era, Karina.

Totalmente afobado sentei na cama, sorrindo sem parar daquilo, ELA ESTAVA TIRANDO A ROUPA!! MEU DEUS, SERA QUE... FINALMENTE????????

Com as mãos na boca em choque, vi meu desejo, o amor da minha vida, tirar a saia e a blusa, ficando apenas de lingerie. Ela cantarolava enquanto amarrava o cabelo e deixava sua pele muito mais exposta, entrando no chuveiro e sim, finalmente... tirando o sutiã.

Os mamilos de Karina eram rosas e estavam enrijecidos de frio, mas nada se comparava com o seu sexo... quando ela tirou a calcinha achei que fosse ter um ataque cardíaco, que aquilo só poderia ser uma miragem, Karina nua na minha frente, esfregando o corpo perfeito cheio de curvas e branquíssimo, eu precisava gravar aquilo.

– Desculpa ter achado que você me odiava... – falei, olhando pro teto e gargalhando de felicidade, mas logo voltei a atenção pra tv com o show particular.

Katrina agora esfregava deliciosamente o sabão pela barriga, descendo, descendo E PUTZ, ABRINDO A VAGINA PRA LAVAR! Meu pênis ficou ereto na hora, eu precisa fode-la, ela estava toda e completamente aberta...

– Alan. -

Peguei o controle em cima da bancada e desliguei a tv assim que escutei a voz.

Mas olhando para o seu rosto contorcido de fúria e mágoa, percebi que era tarde demais.

– Eu. Vou. Te. Matar. –

Pov Pedro

– Pedro, pelo amor DE DEUS, NÃO é NADA DISSO –

– QUE EU ESTOU PENSANDO? MAS EU NÃO ESTOU PENSANDO, EU VI. –

Quando abri a porta devagar pra dar um susto no meu amigo, primeiramente não acreditei no que vi. Fechei a porta e fiquei parado um tempo, respirando pesado e tentando captar aquilo. Era Karina nua na tv de Alan?

“- Alan nem ajuda nos cálculos direito! E e... bem, acho que eu sozinha conseguiria terminar mais rápido, por favor Pedro, eu não te peço mais nada nessa vida! Olha, eu nem brigo mais por causa do quarto, eu faço tudo o que você quiser, mas me deixa terminar o protótipo sozinha, sem Alan, sem ninguém!-“

Karina nunca diria nada parecido com “eu faço tudo o que você quiser”, a não ser... que ela estivesse apavorada, apavorada por Alan.

Sim, era Karina nua na tv dele. Abri a porta silencioso novamente e fiquei olhando pra aquela descaração, Alan... Alan vendo a minha mulher nua e gostando.

– Pedro... – Alan suava , enquanto tentava apaziguar com as mãos, apaziguar MERDA DO QUE?

– O QUE VOCÊ FEZ PRA ELA ALAN? QUE MERDA VOCÊ FEZ COM A MINHA MULHER? –

Andei friamente até ele, olhando no fundo dos seus olhos de mentiroso.

– Eu não fiz nada! –

– Ligue esta tv agora, no canal que estava. – ordenei.

– Não vou ligar. – ele ousava me desafiar?

– Tudo bem, eu ligo. –

Parti pra cima do controle, enquanto Alan parado tremia, me olhando apavorado.

– Se eu ver de novo, o que eu achei que vi, é melhor você sair correndo deste quarto. – cuspi, exalando ódio.

Liguei a tv rezando pra não ser, e sim, era Karina tomando banho avulsa a tudo que estava acontecendo aqui. Num lampejo de fúria arremessei o controle na tela, e observei o vidro cair estilhaçando no chão.

– Me perdoa... –

– VOCÊ NÃO VAI CHORAR SEU MALDITO! POR QUE COLOCOU UMA CÂMERA NO BANHEIRO DELA? VOCÊ NÃO TA TOMANDO SEUS REMÉDIOS ALAN? –

Alan fungou, achando que aquilo fosse me comover, e respondeu o que destruiria minha vida:

– Não é questão de remédios Pedro. Eu amo a Karina, como nunca você um dia a amaria. –

– Não. – sentei na cama, olhando pro nada.

– Essa é a verdade, eu amo a Karina. –

– Não pode ser. –

Não podia ser, não podia ser.

– EU AMO A KARINA! – Alan gritou na minha frente.

– COMO ISTO ACONTECEU? – gritei de volta me permitindo chorar, me permitindo enlouquecer.

– Na construção do avião... o jeito que ela me tratou como nenhuma mulher antes, a forma como sorri, a forma como sua franja gruda na testa quando ta suada... preocupada com o futuro.. –

– Cala a boca. –

Meu estomago revirava com toda aquela descrição. Como pude ser tão burro? Como pude não perceber que Alan estava perdidamente apaixonado daquela forma?

– Karina já sabe disso? –

– Já. –

Então era por isso que ela tentava se afastar de todo jeito, por isso que jogava piada todo dia, tentando abrir meus olhos pra aquilo.

– Como sou burro... – murmurei, voltando a ficar de pé.

– Pedro... me... – Alan veio com cara de arrependido, tentar tocar meu braço e logo o afastei.

– Não me toque Alan. –

– Desde quando Karina sabe disso? –

– Faz uma semana. – Alan suspirou, cansado.

UMA SEMANA? ENTÃO FOI NO DIA QUE A PEGUEI CHORANDO NO JARDIM! ALAN TINHA FEITO MINHA KARINA CHORAR? TUDO BEM TER UM SENTIMENTO BOM POR ELA, MESMO QUE FOSSE ERRADO, MAS A TER FEITO CHORAR?

Agarrei Alan pela blusa e o prendi na parede, prestes a dar um murro bem dado naquela fuça.

– O que você fez pra Karina ter ficado daquele jeito? –

– Eu? – Alan sorriu, SORRIU DA MINHA CARA!

– Ela só saiu daquele jeito, porque também me contou que o sentimento era reciproco Pedro. Karina também sente algo por mim... pode não ser amor, mas sente. – ele disse, sem piedade.

Soltei sua blusa, sentindo uma dor imensa no peito, uma dor que nunca senti na vida, uma dor dessas que você pensa que vai morrer, e se desespera por isso.

Não, Karina não.

Engoli o bolor que se formava em minha garganta, e tentei falar sem engasgar:

– Isto é impossível. –

– Vocês estão muito tempo sem transar Pedro? Mesmo com você tendo melhorado? – Alan perguntou e eu entendi exatamente aonde queria chegar.

– Sabe o que é isso? Remorso. Ela anda com remorso de tocar em você SENTINDO ALGO POR MIM! –

Alan não tinha piedade alguma. Eu estava ali completamente acabado, desesperado, e ele continuava me esfaqueando com a realidade daquela maneira.

– Eu vou te dar uma alternativa, em nome da nossa amizade. –

ALTERNATIVAS? EU NÃO QUERIA ALTERNATIVAS, EU QUERIA QUE AQUILO NÃO FOSSE VERDADE!

– Desista de Karina. –

FlashBack On

Lírio andou para o canto sorrindo e passando a mão pelo abdômen e achei aquilo estranho, ele quase nunca fazia esse gesto só quando estava bastante interessado. Ou seja: tinha alguém muito rica por ali. Virei meus olhos para a direção onde ele ia e vi algo inacreditável, algo que nunca pensei que fosse ver naquele lugar, passei a mão pelos olhos e sorri abertamente para a garota mais linda que eu já tinha visto. Meu coração batia freneticamente.

FlashBack Off

– O que te leva a pensar que desistiria da mulher da minha vida tão facilmente? –

– A liberdade dela. –

As lagrimas pararam de cair naquele momento, e passei a escutar atento o que ele tinha pra dizer.

– Se eu quiser Pedro, posso muito bem ir até o meu pai, me ajoelhar e implorar seu perdão pra ele liberar o contrato... da minha namorada. –

Fechei os olhos, respirando pesado e pedindo toda a ajuda de Deus.

– Não posso fazer isso, ela não te ama. – falei mais pra mim do que pra ele.

– SE EU SOU DEMENTE, SE EU SOU TRANSTORNADO, VOCÊ é EGOÍSTA PEDRO! NÃO VÊ QUE O QUE TE OFEREçO é A PROVÁVEL LIBERDADE DE KARINA? –

– EU SOU EGOÍSTA? VOCÊ TA CHANTAGEANDO A LIBERDADE DA MULHER QUE DIZ AMAR, E EU SOU O EGOÍSTA? –

– Qualquer coisa pra ela te largar de vez. Você só trouxe desgraças pra vida de Karina e sabe disso. É por sua culpa que ela destruiu a própria vida.-

Nisso Alan tinha razão, a culpa era toda minha. Toda minha.

– Pedro... eu estou desesperado, se não puder fazer isso por Karina, pelo menos faça pela nossa amizade, pague por tudo que eu te ajudei.

Olhei pra Alan pela primeira vez de verdade. Meu amigo estava acabado, só existiam olheiras inchadíssimas no lugar dos olhos... ele apenas emagreceu durante todos esses meses, e nunca tinha reparado nisso, ocupado demais ligando somente pra Karina. Eu não era um namorado, e também não era um amigo.

FlashBack On

Meu corpo tremia como nunca, após alguns meses tão longe... a cocaína, ali em cima da palma da minha mão.

Comecei a enrolar o tubinho, sem ligar para as pessoas que passavam na rua, e pra que ligar? Com ela tão próxima do meu nariz... as sensações, tão próximas de voltarem...

– Parado Pedro Ramos. –

Alan.

– SOME DAQUI! –

Enfiei o máximo que deu no meu nariz antes que ele me puxasse dali.

– Desgraçado. – Alan disse, antes de me arremessar no chão de pedra e começarmos uma luta de murros.

– ME SOLTA ALAN, A POHA TA CAINDO NO CHÃO. –

Desesperado, eu raspava a droga entre as pedras e recebia logo em seguida um chute nas costas.

– VOCÊ ESQUECEU DO QUE PASSOU PEDRO? – agora minha cabeça estava presa, embaixo do pé de Alan, que a espremia furioso.

Não conseguia nem responder de tanto que estava esmagado, somente escutar.

– MESES DENTRO DAQUELE CENTRO DE REABILITAçAO, MESES APRENDENDO A ESQUECER DESSA MERDA TOCANDO PIANO, MESES SENDO FELIZ AO LADO DA SUA IRMA QUE PELA PRIMEIRA VEZ NÃO TEVE SURTOS, PORQUE VOCÊ PEDRO, VOCÊ ESTAVA COM ELA! QUER QUE A JADE SURTE DE NOVO? –

– Na-ao. – consegui falar, chorando e ainda sendo espremido.

– PORQUE SE TU ME DISSER DE NOVO QUE VAI NO SUPERMERCADO E VIER PRA UMA BOCA DE FUMO, é ISSO QUE VAI ACONTECER. VOCE VAI SE VICIAR, VAI VOLTAR PRA RUA, E EU NÃO VOU ATRAS DE VOCE NOVAMENTE, EU NÃO VOU. –

O choro só aumentou e Alan tirou o pé da minha cabeça morrendo de ódio e tristeza, eu era um burro mesmo, quase estraguei tudo. Sentei-me transtornado, pensando nas suas palavras, na minha irmã... que da próxima vez, eu morreria porque não teria sua ajuda.

– Obrigado Alan, por ser meu melhor amigo. –

Ele se sentou do meu lado, um pouco mais tranquilo e me abraçou, batendo forte nas minhas costas também deixando suas lagrimas caírem.

– Obrigado Pedro. –

– Por que Alan? Eu só faço merda e atrapalho sua vida. – perguntei, chorando igual criança.

– Por ser meu único amigo. -

Flash Back Off

– Eu topo. O que devo fazer? –

Fui frio. Agora eu teria que ser assim pra resolver as coisas que baguncei, a vida da mulher que amava, a vida do meu melhor amigo.

– SERIO? VOCE VAI DESISTIR DELA? – Alan gritou em incredulidade.

– Já disse que eu topo. – enxuguei as lagrimas, tinha que conseguir, por ela. E também não seria tão difícil... se Karina sentia algo por ele.

– Meu Deus Pedro, como eu te amo. –

Alan me abraçou forte e não tive vontade de retribuir, no momento só queria acabar com aquilo tudo de vez.

– Me poupe disso agora, fala logo o que eu tenho que fazer. –

– Simples, some da vida dela. Vou te dar um carro, algum dinheiro... mas você tem que ir pra longe, nada de voltar pra sua casa ou ela pode ir até lá atrás de você, sabemos como Katrina é. – Alan falava, animado.

– Precisamos de muito mais do que isso pra Karina desgrudar de mim Alan, eu já sei o que fazer, não se preocupe com isso. –

– ÓTIMO! Já vou pegar o dinheiro. –

Ele saiu completamente feliz voltando com o dinheiro na mão e me entregando.

– Aqui tem 2.000 –

FlashBack ON

– Dou 700. –

– 800. –

Por que aquela mulher linda pagaria tanto por mim?

– 1.000 –

A executiva seca, disse, acabando de vez com minhas esperanças de ser contratado pela loira. Até uma vozinha doce e vingativa gritar:

– Eu dou 2.000 reais. –

FlashBack Off

Aquilo não podia ser mais irônico.

Sem vida nenhuma peguei o dinheiro nas suas mãos e a chave do carro.

– Só me de um tempo pra arrumar minhas malas... –

– Tudo bem. E Pedro? –

– Sim? –

– Vou sentir sua falta. – Alan falou, verdadeiramente triste.

Não vou sentir sua falta Alan, minha dívida já tinha sido paga.

– E eu, vou me despedir de Karina. –

Já saia pela porta com a cabeça baixa, quando voltei, sentindo a enorme necessidade de deixar meu ultimo aviso.

– Tome os seus remédios e não ouse fazer nada do que ela não queira, não blefe, e tente por tudo o que há nesse mundo livrar ela do seu pai, eu vou levar meu celular e Karina vai saber disso, e se você vacilar Alan... prepare o seu caixão. –

– Eu não vou vacilar Pedro, você sabe que a amo. –

– Eu a amo mais. –

E estava acabando de fazer uma coisa que nenhum homem que não fosse perdidamente e enlouquecidamente apaixonado, nunca faria.

Pov Karina

– E LAVAAAAAAAAAAA LAVA UMA ORELHA OUTRA ORELHA, UMA ORELHA OUTRA ORELHA E ME PEEEEEEEEEEEE, MEU QUERIDOOOOOOOOOOOO PEEEEEEEEEE, QUE ME AGUENTA O DIA INTEIROOOOOOOOOOOOOO! –

Aquele banho estava sendo tão relaxante e delicioso! Pena que tinha acabado, aiai.

Sai do chuveiro me secando com a toalha e vestindo uma lingerie preta limpa, quando, de repente, escutei um barulhinho que vinha do quarto.

– O que é isso? –

Arfei com medo de ser Alan e adiantei o processo de vestir a calcinha e o sutiã, me enrolando com a toalha em seguida, e abrindo uma frestinha da porta pra ver uma cena linda.

Pedro tinha acabado de se sentar ao piano. Não conseguia ver o seu rosto porque o cabelo tampava, mas sua expressão corporal, com as costas encurvadas sobre o teclado, denotava dor, assim como o som que ouvi em seguida:

– Eu que falei sem pensar, agora me arrependo, roendo as unhas, frágeis testemunhas de um crime sem perdão... –

Que voz era aquela? Pedro parecia um anjo! Como, como eu nunca tive a curiosidade de ouvi-lo tocar?

– Mas eu falei sem pensar... coração na mão como o refrão de bolero, eu fui sincero como não se pode ser. –

– E um erro assim tão vulgar, nos persegue a noite inteira, e quando acaba a bebedeira ele consegue nos achar... –

Pê num impulso jogou a cabeça pra trás, tirando os cabelos. Seus dedos eram grandes e se movimentavam ágeis nas teclas que produziam o som mais celestial que tive a oportunidade de escutar na vida.

– Num bar... Com um vinho barato, um cigarro no cinzeiro e uma cara embriagada no espelho do banheiro... Teus lábios são labirintos... –

Andando devagarzinho pra não atrapalhar aquele momento, fui me aproximando dele por trás, com os olhos brilhando de paixão. Pedro não percebeu minha presença.

– Que atraem os meus instintos mais sacanas. O teu olhar, sempre distante, sempre me engana... eu entro sempre na tua dança de cigana. –

Sorri baixinho, como ele conseguia viver tanto uma musica? Como meu namorado era um artista e nunca aproveitei de um show desses!?

– MAS EU QUE FALEI NEM PENSAR! AGORA ME ARREPENDO, ROENDO AS UNHAS... – Pedro começou a gritar, tentando se aliviar de algo e me assustei.

– FRÁGEIS TESTEMUNHAS DE UM CRIME SEM PERDÃO! –

– PEDRO! – o abracei por trás quando vi que não eram só os gritos, ele começou a chorar e a tremer! O que tinha dado nele? Pedro ficou descontrolado de uma hora pra outra, parando de tocar e se virando pra me olhar, retribuindo o abraço.

Depois de alguns segundos o abraçando e sem entender nada do que tinha acontecido ali, ele disse:

– Com licença. –

Se dirigindo ao banheiro, Pê só voltou de lá depois de muito barulho e com uns fios arrancados nas mãos.

– O que é isto?- perguntei.

– Nada do que você precise saber. – Pedro foi grosso. An?

– Amor... eu te fiz alguma coisa? Porque se fiz... –

– Karina, deite-se. – ele ordenou, me surpreendo mais ainda.

– E por que eu deveria me deitar? –

Ele achava mesmo que mandava em mim? Que poderia aparecer louco assim do nada e ficar ordenando coisas?

– Deita agora Karina. Preciso devolver o seu dinheiro. –

– Pedro O QUE DEU EM VOCE? QUE DINHEIRO? –

Pê passou a mão pelos cabelos e deixou a outra na cintura, nervoso com a minha burrice.

– O programa que eu ainda não fiz. –

Comecei a gargalhar sem parar, é, ele tinha ficado doido.

– AI! – gritei assim que Pedro me empurrou na cama, segurando firme a toalha pra não cair.

– Fique deitada. – vermelha de raiva o obedeci, queria ver até onde ele chegaria com aquilo.

Olhando ansiosa, vi Pedro começar a desabotoar a calça... Meu Deus, ele não...

– Pedro, isto... –

– Strip tease. Nunca ouviu falar? – disse, dando uma risadinha safada mas logo refazendo a carranca de malvado.

Mordendo a boca, vi meu namorado descer a calça, revelando o longo e grosso membro excitado em baixo da cueca. Foquei naquele lugar enquanto ele subia a camisa, e descia, subia e descia, deixando a mostra pouco do seu abdômen e os braços bem definidos se movimentando.

– Anda logo Pedro. – implorei-

E ele andou, tirou a blusa e arremessou NA MINHA CARA! Me deixando com a boca aberta.

Ali estava Pedro Ramos, o gogoboy mais gostoso que teria na vida, um corpo escultural e só de cueca branca, com o pênis imenso preparadíssimo, e do outro lado, na cama, eu. Morrendo de vontade de ser fodida depois de mais de um mês na seca.

– Você ficou corada só com isso Karina? Imagina quando... –

Pedro puxou a cueca até em baixo, sem desviar os olhos de mim e da minha reação que foi: um mini infarte. Tinha esquecido de como seu membro era imenso, mas ali estava ele me relembrando, e me deixando molhadíssima e acesa.

Joguei a toalha do outro lado do quarto, rindo do grunidinho de irritação de Pedro quando percebeu que eu ainda estava de roupa. Se ele tinha o direito de me provocar daquele jeito... por que eu também não?

– Quer me foder gogoboy? Quer? – falei quase num gemido, ficando de quatro na cama e pondo meu cabelo de lado.

Olhei manhosa pra trás pra ver a expressão de Pedro, e ele me secava inteira, como se nunca mais fosse ver aquilo e precisasse guardar a imagem.

Empinei bem minha bunda, sentindo a calcinha entrar no meio, e comecei a passar o dedo lá atrás, gemendo alto e gostoso.

– Aowwwn... queria tanto, tanto, ser comida por um pau bem grosso.-

Um segundo depois, Pedro já estava por cima me imprensando contra o colchão e distribuindo beijos desesperados e insaciáveis pelo meu pescoço.

– Ei gogoboy, vai com calma. – disse arfando, enquanto ele arrancava meu sutiã sem se importar em rasga-lo.

Pedro espremeu meus dois seios logo em seguida, passando de uma vez só, a língua pelos meus mamilos.

– AAAAAAA! – gritei quando ele chupou um dos peitos, com uma brutalidade que quase o arrancou.

Quando achou que eu já estava chupada o suficiente, Pê segurou meus braços pra cima, descendo a língua do meu umbigo até muito próximo a virilha. Eu sentia meu sexo explodir, e querer ser libertado logo da calcinha, ainda mais ouvindo Pedro gemer coisas ininteligíveis com aquela voz tão sensual... perto demais de onde ocorriam as explosões.

– Quero sentir seu gosto Karina. – ele disse, brincando com o elástico fino da calcinha, olhando apreensivo pra lá.

– Estamos num impasse, porque eu também quero sentir o seu. –

Pedro foi subindo, e escorregando seu corpo nu pelo meu, quase nu. Senti seu membro ser esfregado por cima do pano, e a glande dele querer entrar com calcinha e tudo, enquanto sua boca quase colada com a minha dizia:

– Muito fácil, só fazermos um 69. –

Meu coração disparou, e quase morri de tesão, aquilo era mesmo possível???

– Vem. –

Com agilidade, Pedro me colocou sentada arrancando a calcinha e se deitou, aproveitei pra ficar olhando seu pênis ereto e lambendo a boca com vontade. Logo depois ele me segurou, colocando-me por cima, só que virada com a cabeça na direção contrario.

– Assim Karina. – Pê ajeitou-me puxando minhas pernas pra trás.

– Eu não consigo alcançar! – ele tinha me puxado demais pra trás, minha intimidade já estava na sua cara, mas eu não conseguia alcançar a dele.

– Abocanha ele que eu me viro. – Pedro era mil e uma utilidades mesmo... ai Deus.

Cheia de vontade fui descendo esfregando meus seios até parar na sua barriga, Pedro se remexia agoniado quando com a mão, peguei seu pau duro e passei a massageá-lo.

– Karina... suspende o bumbum. –

Enfiei a ponta do seu pênis delicioso na boca empinando o máximo que pude a bunda, Pedro deu um jeito de se encurvar e dar uma boa lambida na minha vagina, afirmando que conseguiu a posição.

Com as pernas meio bambas, TENTEI voltar minha atenção no trabalho de chupa-lo mas sempre tinha que tirar minha boca pra gemer quando ele insinuava enfiar a língua. Éramos dois loucos.

Pedro parou de me lamber pra avisar:

– Se chupar ele direitinho... eu enfio a linga. –

Sem pensar duas vezes, tentei esquecer da sua língua que me lambia por ciminha, depois alisava-se no clitóris e chupei as bolas de Pedro, masturbando-o enquanto subia a minha própria língua por toda a extensão do seu membro. Já estava na hora dele gozar, então tomando coragem, enfiei o pênis na minha garganta até onde dava, segurando-o ali o máximo de tempo, e tirando-o de lá apenas pra cuspir e lubrifica-lo pra mais uma batida de punheta forte.

– AI KARINA! SUA CACHORRA! – Pê gritou, em agonia, enquanto senti o seu pré-gozo sair.

Mas não tinha jeito, antes de conseguir tirar meu rosto da mira, Pedro gemeu desesperado gozando-me inteira.

– VEM! –

Levei um susto quando num puxão já estava por de baixo dele, prestes a ser penetrada. Pedro realmente tinha ficado louco com a falta de sexo.

– O que vou fazer aqui agora Ka, é pra nunca se esquecer de mim. – disse, num momento de romantismo, segurando meu cabelo e olhando profundamente nos meus olhos.

– Pedro, eu nunca vou me esquecer de nada relacionado a você. –

E assim que terminei de dizer aquilo, Pê me penetrou, devagar e rodando o pênis até enfia-lo inteiro. Quanta falta eu senti... de tê-lo dentro de mim.

Abri as pernas para ajuda-lo, passando-as em volta das suas costas, enquanto ele aproveitava pra estocar saindo devagar e socando até o fundo, fazendo minha barriga tremer com a profundidade.

– Eu vou fode-la sem parar. – disse acidamente, me assustando com sua selvageria, e passando os braços por cima do meu rosto, segurando-se no dorsel da cama.

Pedro aproveitou o apoio da cama, e fez aquilo que prometeu, começou a me foder sem parar, numa velocidade eximia com tanta vontade de foder que até errou algumas vezes na hora de enfiar o pênis, o deixando escorregar por cima da minha vagina, mas logo voltando a meter no buraco certo.

– TA ARDENDO! – gritei quando não aguentava mais ele me comer tão rápido.

Meus peitos eram sacudidos,eu era sacudida, a cama era sacudida, e se brincar, o quarto inteiro estava sendo sacudido.

Morta de cansaço, deixei minhas pernas caírem, mas Pedro não. Ele tirou uma mão do dorsel pra segura-las pra cima e continuar metendo.

O ardor das minhas paredes vaginais machucadas parou na hora que senti o meu liquido escorrendo, mas sinceramente, não sabia se era o meu ou o de Pedro que gozava junto, aquilo que me melava por dentro. Nossos gozos se misturaram e eu revirava os olhos, olhando pro teto com a boca aberta, sentindo a delicia que era aquilo.

Pedro caiu morto e deitado do meu lado, o silencio só não reinou por conta das nossas respirações pesadas e algumas risadinhas bobas minhas. Aquele com certeza, tinha sido o melhor e mais intenso sexo da minha vida, e olha que ele já tinha me proporcionado transas maravilhosas.

Completamente feliz, sorridente, e cansada deitei-me no seu peito esfregando minha mão ali e fazendo carinho, já deixando os cílios se fecharem, aproveitando daquele cheiro do meu namorado, aquele cheiro de lar. Pedro agora era meu lar.

– Eu te amo. –

E dormi feliz, sem nenhuma resposta em troca.

Pov Pedro

Karina, com certeza, era a coisa mais linda desse mundo.

Quando dormia ela só aparentava aquilo que tentava esconder sendo grossa, pirracenta, e doida. Ela aparentava fragilidade.

E é era por esse motivo que estava a deixando. Eu só tornava Karina mais frágil a cada dia, e acabaria por destruir sua vida mais do que tinha destruído (além da ótima oportunidade de vê-la livre). Eu me culparia eternamente se não fizesse isso.

Cansado e acabado, tanto fisicamente quanto emocionante, me levantei da cama, ajoelhando do seu lado pra fazer carinho no rosto dorminhoco.

– Eu também te amo. Não fica com ele Ka... não fica. – murmurei e ganhei um ronquinho manhoso em troca.

Karina começou a me procurar no colchão com a mão mas logo parou.

A encobri com o lençol num ultimo gesto de carinho e passei a vestir minha roupa rapidamente. Ainda tinha que ligar pra alguém, e resolver o problema de vez.

Obviamente seria perseguido até o inferno se deixasse Karina assim do nada, e de verdade, a ultima coisa que queria era a machucar, mas seria o único jeito dela facilitar as coisas difíceis.

Peguei meu celular e disquei o numero, já sabendo que a partir deste momento não haveria mais como voltar.

– Priscilla? – falei mais como num suspiro.

– Pedro! Quanto tempo! – Pri respondeu de volta, super animada.

– Ta afim de dar um rolé comigo? – tentei contorcer a voz, pra parecer um pouco feliz com aquilo.

– An? Realmente achei que você estivesse com a Karina sabe, fugindo. –

Fechei os olhos, sentindo a dor de escutar o nome dela. Seria assim agora.

– Não estou mais. Quer sair ou não quer? –

– Claro! Aonde te encontro?-

Pov Karina

Que diabo! Meu corpo doía como nunca, a cabeça latejava, e pra piorar Pedro tinha desaparecido da cama. Normalmente fazer amor devia nos deixar relaxadas, certo? Errado.

Ainda um pouco zonza, levantei-me procurando uma roupa pra vestir, precisava falar com Pê urgente porque ele ainda não tinha me contando como foi a conversa com Alan, ficamos ocupados demais... fazendo outras coisas.

Sorri sozinha, passando a mão pelo meu pescoço e lembrando dos beijos que foram depositados ali.

– Ai Pedro, só você. –

Vesti rapidinho uma blusa cinza e calça, e penteei o cabelo amarrotado, saindo logo em seguida direto pra sala. Ele só podia estar lá.

– Oi Karina. Boa noite! –

Mas pra minha infelicidade, não era Pedro que estava. Era o demônio.

– Má noite pra você Alan. Aonde tá o Pedro? – fui grossa mesmo, não tinha saco pra manter uma conversa civilizada.

– Estressada ein. – comentou sorridente.

– Vai falar ou não vai? –

– Tem certeza de que quer saber? –

Que joguinho era aquele?

– Tchau. –

Já ia saindo quando ele respondeu:

– Pedro tá em frente o portão da mansão, vai lá. – Alan disse, segurando o riso.

– Qual a graça? – perguntei, cerrando os olhos. Aquilo não estava me cheirando bem.

– Nenhuma. –

Fui rápida em ir atrás do meu namorado, e não sei porque Alan veio atrás. Comecei a assobiar pra aliviar o medo dele, e parei abrupta, olhando pra todos os lados da rua. Alan tinha pirado mesmo, Pedro não tava ali, só um casalzinho se amassando na parede.

– Mentiroso! – rosnei e ele me puxou pelo braço, apontando pro casal.

– Aquele ali é o Pedro. Ou não o reconhece mais? –

Senti o chão ser aberto sobre os meus pés quando vi o ultimo selinho que Pedro dava na recepcionista da Wild Passion. Sim, era Pedro, o meu Pedro. O homem pelo qual deixei e desisti de tudo o que amava.

Coloquei as mãos na boca, balançando a cabeça em negação. Ele devia estar sendo obrigado a fazer aquilo, não tinha... não tinha como ser verdade.

Eles se despediram com mais um beijo e meu namorado finalmente voltava pra mansão andando com passos decididos, olhando pra mim como se nada tivesse acontecido e com um sorriso estampado no rosto.

– Explique-se. – falei, exalando magoa enquanto ele passava por mim entrando na casa FINGINDO QUE NÃO ESTAVA ME VENDO!!!

Não aguentei aquilo.

– PEDRO RAMOS, VOCÊ NÃO OUVIU? EXPLIQUE-SE! –

Pedro continuou andando e eu fui correndo atrás, junto com Alan.

– POR QUE VOCÊ TAVA AMASSANDO E BEIJANDO AQUELA VADIA? -

Ele rumou-se pro quarto, indo direto pra cama e pegando uma mala. O que aquilo significava? Como? Eu não devia ter acordado, não devia.

– Que mala é essa? – minha boca já tremia, prestes a cair no choro.

– Eu vou embora. –

Pedro deu, a facada final, como se “ eu vou embora” fosse uma frase que dizia todos os dias.

– FAZ DUAS HORAS QUE FIZEMOS AMOR PEDRO, O QUE DEU EM VOCE? FICOU DOIDO? POR QUE TAVA BEIJANDO AQUELA MULHER? –

– Eu não te amo mais. –

– Você o que? –

Segurei as lagrimas. Não choraria na frente daquele traidor, daquele... imundo.

– Quer que eu repita Karina? Tudo bem. Eu — não — te amo -mais. – Pedro disse, impiedoso e sem vacilar.

Coloquei a mão no coração, sentindo que estava sendo arrancado do meu peito.

– Agora da licença da porta que preciso ir embora. Estou levando meu celular, qualquer coisa me ligue pra gente bater um papo. –

PRA GENTE BATER UM PAPO? Será que Pedro esqueceu DE TUDO?

– VAI! VAI EMBORA DAQUI. SOME DA MINHA VIDA! – estourei, dando um murro no peito dele e Alan me puxou pela cintura.

– ME SOLTA ALAN, ME DEIXA QUEBRAR A CARA DESSE GAROTO DE PROGRAMA, POR QUE é ISTO QUE VOCÊ é! VOCÊ SE VENDEU PRA ELA NÃO FOI? VIU QUE IRIA MORRER SE CONTINUASSE COMIGO, QUE QUASE MORREU! NÃO FOI PEDRO? –

Vi uma lagrima escorrer pelo rosto dele, e um lampejo do Pedro que eu conhecia. Mas logo a expressão de vazio voltou no seu rosto.

– Sim. Eu não posso arriscar minha vida com você, não vale a pena. –

Cuspi na cara dele, tentando sair do aperto de Alan e esmurra-lo até a morte. Pedro so limpou o cuspe, puxou a mala e saiu, me deixando completamente desnorteada, surtada e gritando até os rins doerem:

– EU TE ODEIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU TE ODEIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!! –

Diria que passei minutos, talvez horas, gritando a mesma frase. Sabia que a uma hora dessas Pedro já estaria bem longe de mim, fugindo do poço aonde tinha nos afundado, mas queria que aonde quer estivesse, ele escutasse o meu ódio.

– Karina... vai ficar tudo bem, eu não vou te deixar. – Alan me acalentava e aquele era o único motivo de não sair dali direto pra cozinha e enfiar uma faca no meu pescoço.

– Eu quero morrer. – disse, procurando uma ancora nos olhos do homem que há alguns momentos atras sentia nojo.

– Pare com isso. Sua vida só está começando. -

Notas finais
Pedro se despediu, e eu também me despeço até daqui 14 dias! ( GENTE CS N TEM IDEIAAAAAAAAA DE COMO EU VOU ENTRAR EM ABSTNENCIA, CHORAR TODAS AS NOITES POR N PODER ESCREVER, E MOOOOOOOORRER MOR-RER DE SAUDADE DE CADA UMAAAAAAA, CARALHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO ROSANA, CARALHOOOOOOOOOOOO, CACETAAAAAAAAA, BUCETAAAAAAAAAAAA, PORRETAAAAAAAAAA, LARETAAAAAAAAAAAA, ESCOPETAAAAAAAAAAAAAAA) Então... eu simplesmente não podia sair assim e deixar vcs com uma bomba de capitulo como esse, quicando de curiosidade. Decidi ser uma boa mamãe e dar uma pequena sessão de spoilers: SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER Nesta nova fase Perina, uma série de coisas vão acontecer em direção ao desenrolar final da historia. Karina vai sofrer como nunca sofreu antes na vida, ela precisa crescer nem que seja na marra. Vai ficar decidido daqui uns dois caps no máximo com quem Karina vai terminar, por um único motivo: um acontecimento que vai revirar a historia ( sim, outro acontecimento). Alan vai sofrer mais do que todos... menos uma pessoa: Pedro. Mas não pensem que Pedro não vai ajudar a Karina, não pensem que ele vai pra tao longe assim, Pedro vai ajudar a mulher que ama mais do que qualquer pessoa, só que quieto... e isto vai aparecer pra vcs logo logo no próximo cap. Pedro vai atras de Fabi, vai atras de Gael, e vai atras do nosso amado e querido personagem esquecido: O professor de Cálculos da Karina. Voces esqueceram né suas safadas? VOCÊS ESQUECEM DE TUDO POHA! MAS POR FAVOR... N esqueçam de mim não rebanho de puta dadeira :( QUEM TA QUICANDOOOOOOOOOOOOOO PELA CH DE JANEIRO ERGA AS MAOS PARA O CEEEEEEEEEEEEU!!!!!!! DINGONBELLS A TODAAAAAAAAAAAS, FELIZ ANO NOVOOOOOOO, E COMAM ATE O BUXO POCAR! E n esqueçam... dos pedidos q vao fazer no ano novo. QUEM FOR TEAM PERINA PEDE PRA IAMENJA PRO PEDRO VOLTAR, E QUEM FOR TEAM ALARINA PEDE PRA IEMANJA PRA CONTINUAR DO JEITO Q TA. BEIJOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOS NO CU DE TODAS! PARTIU CURITIBA PEGAR GATINHOS MANHOSOS.