Wild At Heart
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Boa leitura ^^
Todos ficaram me olhando pensativos. Pelo jeito estavam avaliando o nome que escolhi, vendo se era bom o suficiente. Masaki-chan, depois de longos minutos, acabou soltando sua pergunta:
- Nome legal, mas por que Arashi?
- Pelo simples fato que iremos fazer a maior tempestade na vida desses riquinhos! – sorri, piscando um olho, divertido.
Eles se entreolharam e caíram na risada concordando comigo. Pelo visto, agradara com o nome. Após acalmarem o riso, começamos a decidir o resto. Kazu pediu o computador do Aiba-chan emprestado, para poder mostrar-nos o que já havia conseguido. Claro, que como ele não era bobo, colocou um programa de proteção forte, para que não fôssemos descobertos, antes da hora.
Quando Sho vira o mapa da primeira casa que entraríamos, já se empolgou e começou a marcar todos os locais em que tinha seguranças, cachorros e os que estavam livres. Esse cara sempre nos surpreendia com sua habilidade.
Naquele momento, Jun-chan, tirou da mochila os pequenos equipamentos que usaria para abrir as portas. Eram bem parecidas com os que eu tinha, só que os meus, eram para portas mais complicadas, como as portas de cofres.
Depois de vermos o resto das anotações do Sho sobre os mapas, Masaki nos disse que as bombas já estavam prontas, só precisava testá-las. Nino, adorou a ideia de sair explodindo algumas coisas por aí. Estava começando a achar que ele estava mais empolgado do que todo o resto juntos.
Passamos toda a tarde estudando nosso plano para que desse tudo certo. Até fomos para um local mais isolado para testarmos as bombas, sem assustar ninguém e virem nos interrogar por tal coisa.
Por fim, já estávamos indo embora, quando Sho falara que dormiria na casa do Aiba, como sempre fazia. Nino, lançou um sorriso malicioso e foi até eles. Sussurrou algo no ouvido do Sakurai, deixando-o vermelho, e eu tive que me segurar para não puxá-lo, tamanho fora meu ciúme.
No meio do trajeto, nos despedimos de Matsumoto e seguimos nosso caminho. Ficamos em silêncio, durante todo o nosso percurso. Estava muito curioso pra saber o que Nino tinha dito a Sho, mas sem coragem de perguntar.
Chegamos a minha casa e meu amigo entrou junto comigo. Nem liguei, já estava acostumado com aquele jeito dele e também, minha mãe, o adorava. Aliás, por falar nela, a encontramos na cozinha, fazendo a janta.
- Konbanwa, kaa-chan! – falei, logo lhe dando um beijo no rosto.
- Konbanwa, filho! – disse se virando para me retribuir meu beijo. – Nino-chan, que bom que veio! Vai passar a noite aqui? – perguntou, já indo na direção dele.
- Olá, Ohno okaa-sama, se não for incomodar, eu vou sim. – abraçou minha mãe, com um pequeno sorriso.
Sério, tinha horas que eu morria de inveja da kaa-chan. Ela podia abraçá-lo apertado, dar-lhe um beijo no rosto, enchê-lo de carinho. Tudo isso, sem correr o risco dele descobrir algum sentimento diferente.
- Claro que pode, seu bobo! – falou toda contende e eu vibrei por dentro – Agora subam, tomem um banho e depois desçam, pois o jantar logo será servido.
Sem pensar duas vezes, corremos para meu quarto. Separei umas roupas para Nino vestir e ele logo foi para o banheiro. Fiquei em meu quarto, esperando ele sair e imaginando seu corpo nu, sendo acariciado pela água do chuveiro. Só eu mesmo, para ficar me torturando daquele jeito.
Mas antes que ficasse excitado, cortei o pensamento na mesma hora em que o vi sair do banho, terminando de pôr minha camisa. O pior era ver aquele filho da mãe com a camisa sem abotoar, só para me torturar. Sem pensar duas vezes, peguei minhas roupas e corri para o banheiro.
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Depois de jantarmos, voltamos para meu quarto, não sem antes de escovarmos os dentes. Estranhamente, Kazu não fez suas gracinhas enquanto nos arrumávamos para dormir. Mas quando vi que ele se deitou e nem pegou seu gameboy para jogar um pouco, foi que eu não me aguentei e tive que perguntar:
- Está bem, Kazu, diga-me, o que está acontecendo contigo? – pedi usando seu apelido, o qual só usava em pensamentos, ou quando estávamos sozinhos.
- Não está acontecendo nada, por que a pergunta? – virou-se no colchonete para me olhar melhor.
- Você está muito quieto e também nem pegou seu gameboy pra jogar um pouco antes de dormir. – apoiei meu queixo na beirada do colchão – Aliás, você está assim, desde que falou algo no ouvido do Sho!
Após o meu comentário, ambos ficamos em silêncio. Eu, por estar esperando uma resposta dele, e Nino, por estar pensando na resposta. Vi-o olhar novamente em meus olhos e logo em seguida corar. Ali tinha coisa e eu tinha que descobrir!
- Etto... Se eu lhe disser que acho que estou amando? – ele me perguntou e eu senti meu coração apertar – O que você diria?
- Ahn... Que bom? – mais perguntei do que afirmei. Por dentro eu já estava me desesperando – E... e quem é ela?
- Não tem ela... É ele! – falou corando mais ainda e escondendo o rosto na coberta, deixando só seus olhos aparecendo.
Sentei rapidamente na cama, pasmado. Como assim, ele estava amando um garoto? Meu coração batia desesperado para saber quem era, ao mesmo tempo em que torcia para que eu fosse esse garoto.
Olhei-o com um rosto sereno, vendo-o sentar-se de cabeça baixa. Respirei fundo, antes de lançar a pergunta que decidiria se meu coração continuaria a bater.
- E quem é? – perguntei em um sussurro. Ele não olhou para mim e o vi tremer um pouco – Diga-me... Quem é?
- Você! – sussurrou de volta, mas sem levantar a cabeça.
Gelei com a revelação. Por mais que torcesse para ser quem ele amava, não esperava que aquilo fosse acontecer. Sério, eu era sonolento o dia todo, era lento para algumas coisas, não era tão bonito assim. Pelo menos, não como o Jun-chan.
Sem esperar mais, me inclinei um pouco para frente e peguei um de seus braços, puxando-o para minha cama. Kazu me olhou assustado, mas aceitou se aproximar. Acho que pensou que eu iria bater ou quem sabe, só xingá-lo.
Afastei meu cobertor, para que ele pudesse se ajeitar melhor ao meu lado e nos cobri, em seguida. Calmamente, comecei a acariciar seu rosto e percebi que nos cantos de seus olhos tinham lágrimas acumuladas. Limpei-as, dando um sorriso confortador depois. Para minha sorte, ele entendeu nas sublinhas e sorriu de volta, me abraçando feliz.
Retribui esse abraço gostoso. Sempre nos abraçamos, mas daquela vez, estava sendo diferente de tudo. É como se nos completássemos e, pensando naquilo, me afastei minimamente, para beijá-lo levemente nos lábios.
Notas finais
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