Notas iniciais
Mais um capitulo pra vocês povão xD

O dia seguinte tinha chegado mais demorado do que o normal. Ou era eu quem tinha demorado para dormir? Bom, o que quer que fosse, só sei que finalmente tinha meu Kazu nos braços.

O clima entre nós dois estava tão diferente do habitual, que até meu pai estranhou, mas não disse nada, para não atrasarmos para a escola. Saímos correndo, nos encontrando com nossos amigos no pátio do prédio escolar. Combinamos de fazer um resumo de tudo e decidirmos, com quem ficaria o dinheiro, antes de sairmos distribuindo por aí.

Por fim, tudo foi resolvido no intervalo. Não sei o que deu na cabeça deles, só sei que acharam que seria melhor se a grana toda ficasse comigo e ainda disseram que era porque meu quarto era tão bagunçado que nem minha mãe entrava mais lá para arrumar.

Eu emburrei com esse comentário e Nino, rindo, se aproximou e me deu um selinho na frente de todos. Corei na mesma hora, vendo meus amigos rindo disso e logo depois, Aiba e Sho darem as mãos, corando também. É, parecia que eles também haviam se acertado naquela noite.

- Estou vendo que estou de vela por aqui. Acho que tenho que arranjar alguém logo! – comentou Jun descontraído.

- Por que não pega o Ikuta-san? Ele é bonitinho e é seu tipo! – disse Aiba, piscando divertido.

Jun não conseguiu responder diante da brincadeira por dois motivos. Primeiro, porque ficou rubro demais para dar alguma resposta decente. Chegou até ser engraçado, já que ele sempre tinha resposta para tudo na ponta da língua. Segundo motivo, fora porque a trupe dos riquinhos estava vindo na nossa direção.

O que eles queriam conosco, eu não sabia, mas pela cara da patricinha-mor, tive a certeza de que coisa boa não era. Masami Yui nos lançara um olhar superior e logo depois, parou seu olhar no Sho-chan.

- Olá, Sakurai-kun, como tem passado?

- Bem... Até segundos atrás! – respondeu ele, torcendo o nariz – Mas a que devo a honra de sua presença? – perguntou sarcástico. Tivemos que segurar nossa gargalhada.

- Só vim aqui fazer-lhe uma pergunta. Porque é que anda com esse tipinho de gente? Você é lindo, rico, tem boa cultura. Não o entendo! – ela falou nos olhando com nojo.

- Pelo simples fato de que eles não são meus amigos pelo dinheiro que minha família possui, mas sim pelo que sou! Além disso, esse dinheiro não é meu e sim do meu pai, então não preciso dele para ser feliz.

Foi a vez de ela torcer o nariz não gostando da resposta. Há tempos, Masami tentava convencê-lo de que o melhor lugar para ele ficar era perto deles, mas todas as tentativas foram falhas.

Ela fora se afastando e nós nos entreolhamos com um olhar decidido. Já sabíamos quem seria nosso primeiro alvo!

------XXX------

Ia fazer quase uma hora que estávamos em frente à casa de Masami Yui. Tentávamos criar uma coragem, que não queria vir de jeito nenhum. Não sei o porquê de toda aquela tensão, pois todos conseguimos sair de casa sem nossos pais perceberem nada.

Bom, até que sabia, um pouco do porquê de tudo aquilo. Estávamos com medo de sermos pegos. Respirei fundo e agarrei a mão do meu, finalmente, namorado. Percebi que ele também suava frio e quando sentiu meu toque, tratou de apertar minha mão, só para ter certeza de que eu estava lá.

Retribuí o aperto e olhei para os rapazes, tentando passar um olhar de confiança. Parece que deu certo, pois no mesmo instante, todos respiraram fundo e olharam para o portão da mansão mais decididos.

Atravessamos a calçada, olhando para todos os cantos, nos certificando de que não tinha seguranças por perto, ou alguém passeando àquela hora. Nino, discretamente, olhara em torno do muro e do portão de ferro, para ver se encontrava alguma câmera, ou fios de alarmes de segurança. Para o nosso azar, tinha os dois, então demos uma disfarçada, indo para um canto onde não tivesse as câmeras.

- Oh-chan, me passe meu notebook! – pediu-me Nino. Virei as costas para ele retirar o aparelho da minha mochila – Agora segura. – falou depositando em minhas mãos.

- Folgado você, hein? – me fingi de zangado, fazendo um bico. Nós dois só sussurrávamos para, caso algum segurança passar, não nos escutar.

- Depois te recompenso! – piscou safado para mim. Kami-sama, essa noite promete!

- Ei, vocês dois, não é hora pra isso! – reclamou Jun, sussurrando também.

Não falamos nada, mas soltamos um curto riso. Kazu após emendar um fio no notebook em um dos fios que encontrou escondido no muro, começou a digitar freneticamente. Eu me impressiono com sua rapidez até hoje. De repente, ele abrira um sorriso de contentamento e olhara em meus olhos, feliz.

Ele conseguiu desarmar o alarme e desligar as câmeras!

Guardamos o aparelho na mochila e nos posicionamos para pular o muro. Aiba-chan por ser o mais alto e ágil de nós, dera um pequeno impulso com o pé e subiu, ficando sentado ali para nos ajudar. Sho foi logo atrás do namorado, segurando as mãos do Masaki para subir. Para nossa sorte, lembramos de pôr luvas, para a polícia não encontrar nossas digitais.

Logo em seguida, fora a vez de Jun, subindo com a ajuda dos dois, mas em vez de ficar em cima do muro, ele pulou para o outro lado. Meu namorado fez o mesmo. Já eu, primeiro passei a mochila para o Sho-chan entregar para Nino, pois do jeito que era desastrado, seria capaz de eu cair e estragar o aparelho que estava ali, daí minha noite feliz iria para o ralo e aquilo não poderia acontecer.

Depois de pular, Sho e Masaki terminaram de descer, parando perto de nós três. Olhamos para os lados para ver se tinha algum cachorro solto e começamos a andar. Em poucos minutos, estávamos em frente à porta da cozinha, pois Sakurai achou que era o caminho mais seguro para seguirmos.

Jun começou a fazer sua parte. Com pequenos utensílios próprios para seu trabalho, começou a forçar a fechadura. Quando menos percebemos, a porta já estava aberta. Uau, esse cara era rápido!

- E abre-te, Sézamo! – sussurrou Jun, brincando.

Entramos devagar e começamos a seguir Sho, que tinha gravado a planta da casa na cabeça. Da cozinha, fomos para a sala de jantar, que era um pouco maior que o cômodo anterior. Dali, passamos pela enorme sala. Era rica em detalhes.

Como tínhamos que cortar caminho até o cofre, para não sermos pegos, entramos em um corredor enorme, que dava dos dois lados da casa. Aiba que tinha visto o mapa junto do Sho, acabou decorando algumas coisas da casa e perguntou intrigado:

- Sho-nyan, o escritório não fica para o outro lado? – sussurrou com o cenho franzido.

- Hai, mas não acha que ficaria óbvio demais ter um sofre justo lá? Temos que pensar no lugar menos óbvio da casa, então, como nos quartos seria impossível, só nos resta à biblioteca! – explicou sabiamente.

Todos concordamos, silenciosamente com ele, já que tudo o que ele falou tinha sentido. Era naquelas horas que eu me perguntava do porquê deles terem me posto como líder, já que Sho sempre fora o mais esperto de nós. Não que a gente fosse burro ou coisa do tipo, mas convenhamos, a inteligência do Sakurai superava muito a nossa.

Alcançamos a biblioteca logo. Tentamos entrar, mas a porta estava trancada, então Jun entrou em ação mais uma vez. Após isso, fomos entrando já a procura do cofre. Sho-chan, como sempre, colocou sua inteligência em ação e foi até uma estante mais ao fundo.

- Masa-Masa, me dê uma mãozinha aqui? – pediu ele ao namorado.

Impressionante, que depois do namoro, eles começaram a trocar apelidinhos carinhosos. Pelo jeito estavam se segurando antes e quando se assumiram, passaram a aproveitar.

Aiba, ao escutar o pedido, foi logo ajudá-lo. Ambos começaram a empurrar a estante e para surpresa de todos, tinha um cofre médio ali escondido. Kazu correu para verificar se não tinha algum alarme ligado por ali, para não sermos pegos. Acabou encontrando-o e tratou de desligá-lo.

Já eu, fui fazer minha parte. Esse era um cofre bem moderno, onde se usa senhas de números e junto, a digital do dono. Seria complicado abri-lo, mas só de saber disso, me deixava mais animado.

Peguei o note do Kazu emprestado e o conectei ao cofre. Comecei a tentar descobrir os números certos da senha. Enquanto o aparelho fazia seu trabalho, peguei na mochila um plastiquinho colante. Igual a do C.S.I. Sim, adorava aquele seriado e sabia que aquele plastiquinho de pegar digitais, poderia me ser útil um dia.

Coloquei o plástico no detector e dei uma leve esfregada para colar a marca do digital nele. Quando o computador mostrou-me que tinha encontrado a senha, eu apoiei meu dedo no detector. Na mesma hora, o cofre fez seu típico barulho de que tinha sido aberto.

- Esse é meu Toshi! – disse Kazu me dando um selinho, contente.

- Se eu soubesse que ao abrir um cofre, você ficaria todo animadinho assim, eu teria aberto há muito tempo. – sussurrei em seu ouvido, para logo em seguida dar um beijinho na cartilagem.

- Por Kami-sama, esperem pra chegarem em casa! – Jun, praticamente implorou por isso.

- Calma, Jun-kun, que inveja mata. – disse Nino, piscando um olho divertido e ainda mostrando a língua.

Jun só ficou resmungando, mas sabia que ao sairmos da mansão, ele tentaria bater em meu namorado, então, eu só revirei os olhos, abrindo o cofre. Tirando Sakurai, todos nós arregalamos os olhos para o tanto de dinheiro que tinha ali dentro. Até colares de diamantes encontramos.

Após o choque inicial, pegamos à mochila que estava nas costas do Kazu e começamos a colocar as notas mais graúdas. As joias foram as únicas coisas que não pegamos, pois na hora da troca, ficaria muito óbvio.

Depois de praticamente enchermos a mochila, eu fechei o cofre e Nino religou o alarme, como se nem tivéssemos passado por lá. Começamos a refazer nossos passos para fora da mansão, daquela vez, com mais cautela. Todas as portas que abrimos, Jun voltou a trancá-las. Quando chegamos ao portão, usamos o mesmo esquema.

Aiba subiu primeiro, sendo seguido por Sho. Jun e Nino pularam para a rua, com a ajuda do casal. Eu passei minha mochila pra eles e também pulei o muro. Depois de todos nós estarmos do outro lado, colamos um papel em frente a uma das câmeras com o kanji escrito Arashi, a nossa marca.

Assim sendo, Kazu religou os alarmes e as câmeras, mas antes de irmos embora, tínhamos que acordar o pessoal da casa para verem nossa surpresinha. Com esse objetivo em mente, Aiba pegou uma de suas mini-bombas caseiras e de um jeito que as câmeras não o pegassem, ele a jogou de encontro à janela de Masami Yui.

Na mesma hora do estouro, saímos correndo e rindo da nossa proeza. Nunca pensei que ficaríamos felizes após uma “travessura” daquelas!

Notas finais
Espero que tenham gostado desse capitulo, pois é o penúltimo já xP
E... To sem assunto, então inté mais u.u
DEIXEM REVIEWS E FAÇAM UMA AUTORA BAKA FELIZ!!!!!!!!