Who's In Control?

1 × Capíтυlo 1 ×


Notas iniciais
Hello, lovelies~ Eu sei, eu sei, eiu tenho um péssimo habito de não atualizar fanfics com a frequência que eu devia, de mudar meu nome inúmeras vezes e de sumir por longos períodos de tempo! Entendam, eu fico desmotivada quando não tenho nenhum feedback do meu trabalho, pois, se eu não agrado meus leitores, não ha ponto em escrever, certo? Eu nem devia estar escrevendo essa fanfic, abarrotada com deveres e pesquisas e provas como estou, mas eu não consegui resistir! Minha necessidade foi mais forte! Que final foi aquele, Victoria?! Victoriaaaaaaa! Enfim... Espero que vocês aproveitem e gostem da fanfic - Albatraoz

"Ireane Harмond. 19 anoѕ. Carмιne Hιlѕ. Ocυpação: deѕconнecιda. Tιpo Sangυíneo: não ѕe aplιca. Mυтação Genéтιca: мaтrιz deѕconнecιda. Dιѕтrιтo Reѕιdenтιal, 5ª rυa, caѕa 97"

Outro nome da lista. Outra sanguenova que Mare não alcançaria a tempo. Outra vermelha e prateada que ele ou mataria ou brincaria com. Outra a cair até que ela desistisse e voltasse para ele, e ele não ligava quantos corpos ele deixaria para trás numa trilha moribunda. Ele era Rei agora e milhares de corpos não chegavam nem perto do peso necessário para abalar o quão boa sua glória era. A única coisa faltando era sua noiva, a única coisa que o pertencia, a única coisa que Cal conseguira levar pois ela não tinha sido planejada. Adaptada, sim. Planejada, dificilmente.

De qualquer forma, isso não importava. Ele iria tê-la de volta e apreciar os pensamentos dolorosos de dor profunda com os quais o "grande Cal", sabendo que a garotinha vermelha estaria novamente nas garras de Maven.

— Ptolemus! — ele chamou, erguendo sua voz para um tom exigente e real, completamente de que isto induzira os servos vermelhos a encolher-se ao lado das portas que eles haviam aberto. Porém, antes que pudesse formar uma opinião sobre isso, o magnetron já estava ao seu lado, tendo se separado da comitva real atrás de sí para tentar igualar seus passos respeitosamente.

— Sim, Alteza? — o homem perguntou, ansiosamente. Maven não precisava das habilidades de sua mãe para saber que Ptolemus Samos não desejava nada exceto agradar o, assim ele pensava, ingênuo garoto Rei. Recentemente tornado órfão, forçado a perseguir uma garota elétrica vermelha e seu irmão assassino, mantido numa coleira por sua mãe murmuradora. Pelo quê? Apenas um título mais alto e mais algumas medalhas para enfeitar seu uniforme militar.

Mesmo que ele fosse cego o suficiente para não poder ver isso, ele teria que aprender. Mamãe não estava mais ali, tinha se trancado naquela prisão com seus sanguenovos cuja as vidas ele havia poupado e mutações haviam tomado o interesse dela, se livrando dos muitos que julgava inúteis. Isso quando ele mesmo não o fazia, claro. Mas ele não conseguia impedir o alívio de ter liberdade dentro de sua própria mente, sem precisar manter tantas barreiras para cada pequenino pensamento pois sua mãe poderia sentir vontade de checar a mente de seu único filho a cada mínima oportunidade dada.

Oh, sim. Ele ergueu novamente sua compostura pois, afinal, ele ainda precisava responder o prateado que ele havia chamado para seu lado.

— Eu estou num humor estranhamente bom hoje. — ele confidenciou-lhe, no mesmo tom que usara antes mas com claro divertimento por trás da formalidade, um sorriso maldoso e arrogante, puxando um dos cantos de seus lábios enquanto seus olhos azuis frios brilharam perigosamente — Avise ao seus homens que o trono os acompanhará em sua próxima caçada.

Ele viu pelo canto de seus olhos a face do Samos empalidecer, mais que o comum, até mesmo para prateados. Desapontamento e nervosismo passando por seus traços rapidamente em um rápido flash que ele foi mais do que rápido em esconder.

— Avisarei, Alteza. — ele o assegurou, numa voz séria digna de um general — Tem algo mais com que eu possa ajudá-lo com?

— Não. — foi a resposta curta e simples que deixou seus lábios, acenando sua mão de forma a dispensa-lo com certo descaso — Se eu sentir a necessidade de chama-lo novamente, eu o farei. Saímos a meia-noite.

Curvando sua cabeça respeitosamente, Ptolemus partiu para reunir-se com sua irma igualmente ambiciosa, Evangeline, que parecia especialmente ansiosa para interroga-lo sobre sua conversa com o Rei. Ela tentou lançar um olhar encantador em sua direção, piscando os olhos inúmeras vezes em sua direção. Maven não reconheceu o gesto, preferindo fingir que não havia visto nada daquilo, perdendo o leve franzir e a pequena indicação de um bico nos lábios da bela loira quando ele fez isto, virando-se na direção do caminho para seus aposentos.

Os guardas prateados já a postos ao lado de sua porta curvaram suas cabeças na sua presença, mas, para ele, eles eram guardas sem rostos enquanto ele adentrava o quarto do Rei... Não. Do seu quarto, sem se quer lançar um olhar para tentar identificar a qual Casa pertencia. Os pés de Maven pararam sem seu consentimento, deixando-o em pé no meio do quarto, encarando o espelho, usando algo e estando em um lugar que, meses atras, seu pai teria chamado de seus.

Mas Tiberias VI Calore estava morto. Tibeirias VII era seu assassino, um príncipe exilado, logo cairia. E Maven Calore era o Rei coroado que o encarava de volta do espelho, sua face não mostrava emoção alguma assim como a maneira da Corte Prateada exigia.

Um Rei sem pai, sem irmão, sem rainha, sem herdeiro.

Ainda assim, um Rei. E isso era tudo o que importava. Ou, ao menos, era o que lhe fora dito.

Sua mão ergueu-se cautelosa ate o topo da coroa em sua cabeça, encolhendo-se um pouco quando a leve dor em seu dedo fez todos os seus músculos daquele braco tensionarem-se e espalhou-se pelo seu corpo, pelo toque de sue dedo sobre o artefato pontudo ter sido mais forte que o planejado. Seus olhos azuis claros observaram uma unica gota de sangue prateado escorregou metal abaixo ate chegar a seu cabelo, como se a coroa soubesse bem a quem pertencia e estivesse o recusando, cada parte dele, ate mesmo seu sangue.

Maven foi rápido em se tirar daquela linha de pensamentos. "Mamãe não esta por perto, mas isso nao significa que você pode ser um tolo. Não se atreva a ter um coração agora". Seu olhar gelado encarou seu dedo ferido, fechando sua mão em um punho "Deixe a coroa se rebelar contra mim. A Guarda Escarlate também, junto com alguns prateados sem importância. Eu posso lidar com isso. Eu lidei com meu pai e meu irmão, deixe o que ainda respira se rebelar também. Eu sou o Rei, agora, eu sou aquele dando as cartas e as ordens, e a opinião deles não significa nada. Eles não tem escolha".

Silenciosamente, ele tentou ignorar a voz sussurrando no canto mais bem guardado de sua mente que havia mais alguém se rebelando. Alguém importante, muito mais importante, politicamente, militarmente e emocionalmente, e ele havia sido a pessoa a volta-la contra ele. Sua cabeça era algo traiçoeiro.

Mare Barrow.

"Você nunca foi meu e eu nunca fui sua"

Suas palavras tinham sido como facas. Profundas. Precisas. Machucando mais do que qualquer lamina que Evangeline pudesse jogar contra ele. Ele ainda podia lembrar de quando os lábios que diziam tais palavras com aberta amargura estiveram nos seus, capturados em um beijo profundo. Eles tinham sido uma prova do paraíso, se existisse um, e, provavelmente, o mais perto que jamais chegaria dele.

"Eu amei você. Eu confiei em você. Eu precisei de você. E agora eu vou morrer por isso"

Quando sua mente jogou-lhe estas palavras, ele encolheu-se. A sensação de ter tido-a em seu alcance em, não muito tempo atras, Ocean Hill. Tão perto. Ele poderia te-la pego e te-la ali mesmo. Mas quando um de seus olhos havia se tornado rubro como sangue de uma veia que ele provavelmente havia danificado, ele recuou inconscientemente, finalmente vendo seu estado como se ele teria visto como o Príncipe com que um dia ela havia se importado e amado. Os, então, extintos gemidos de dor haviam preocupado alem da conta, assim como o fato de que ela estava inconsciente e sua marca subitamente pareceu-lhe uma abominação. Um crime contra o melhor ser que já conhecido. Mas, como sempre, nada daquilo havia importado. Cal não vira nada daquilo, apenas um momento perfeito para atacar e, uma vez mais, ele havia a levado para longe dele.

Seu grunhido de irritação foi mal contido por sua garganta. "Tudo isso poderia ter sido resolvido na cela sob o Ossário! Mare podia ter dito sim e se tornado minha rainha, e Cal poderia ter lutado sozinho o caminho para sua morte!". Ela ainda podia ama-lo, confiar nele, precisar dele. Se ela tivesse apenas... Escolhido ele. Eles podiam estar casados agora. Mas Mare Barrow sempre havia se provado ser a pessoa mais teimosa que ele conhecera.

"Cal me traiu, e eu o trai. E você traiu a nos dois, de mil maneiras diferentes."

Cal. Cal. Cal. Sempre o maldito Cal.

— Chega! — ele rosnou para si mesmo, agarrando a coroa e batendo com ela contra a mesa de cristal perto dele. Quase esquecera onde estava.

Para distrai-lo de sua respiração pesada, numa tentativa de se acalmar, ele encarou a mesa em que descontara sua raiva. Cristal vermelho, adornado de detalhes dourado nas extremidades e base de metal negro. havia sido rachado e arranhado, mas não quebrado. Uma péssima metáfora para o momento.

Vermelho se recusando a quebrar sob a poder de sua raiva e o peso da coroa.

Maven respirou profundamente. Ele estava fazendo uma tempestade onde não havia se quer uma gota d'água. A mesa era apenas uma mesa, e a coroa era apenas uma coroa e sua mão machucada era apenas sua mão machucada. Nem tudo era uma metáfora.

Num movimento fluído ele deixou sua coroa para trás, andando na direção do grandioso banheiro, puxando sua camisa sobre sua cabeça e chutando os sapatos de seus pés. Ele não se incomodou, como talvez tivesse se ainda fosse um príncipe. Um Rei não precisava se curvar, nem mesmo para pegar algo do chão. Haviam milhares de servos vermelhos no castelo, eles podiam fazer isso.

Seu peito nu o saudou de um outro espelho, este dentro do banheiro, e, no fundo de sua mente, Maven perguntou a si mesmo como seu pai conseguia lidar com todos aqueles inúmeros espelhos? Os de seu quarto o haviam feito entrar em pânico quando era criança. Seu rosto sempre o encarando, de cada canto espelhado, toda vez que passava por eles. Inúmeros Mavens que poderiam substitui-lo a qualquer momento só para provar o quão descartável ele era. Agora, eles eram apenas portadores de memórias e um indicador de péssimo gosto para decoração.

No entanto, ele precisava daquele banho e ele o teve. Nunca encarando os espelhos, as costas sempre voltadas para quem quer que pudesse encará-lo de um deles. Um Rei. Um Príncipe. Uma criança. Um traidor. Um Filho esquecido. Uma sombra.

Embaixo da agua morna, ele fechou os olhos, se permitindo um ultimo momento de fraqueza e reflexão antes de transformar sua mente novamente na arma fria e afiada que ela devia ser.

Ele não podia arcar com nenhum arrependimento. Não naquela noite. Não em qualquer noite

Além do mais, ele tinha uma sanguenova para caçar