Notas iniciais
Já deu pra perceber que essa fic ta mais pra comédia né? hahaha Eu queria mesmo fazer algo engraçado, pelos comentários acho que estou conseguindo :) Amando as reações de vocês ♥ A maioria já sacou que essa Liz é meio... sei lá... suspeita né? Então vamos desvendar o que está por trás da babá número 5! Beijo, Ari ;) ps: Acho que vocês já sabem que eu crio as situações e vou explicando depois, né? A questão da altura do prédio será comentada, a entrada da babá na casa também. Chega que já estou dando spoilers rs. ps2: Antes que alguém reclame da cena (não descrita) do óleo, prometo que teremos outras, digamos, hots mais para frente ;)

Kate: Ok, eu estou pronta. Pode falar.

Kate fechou a porta atrás de si. Castle a olhava misterioso.

Kate: Vamos Rick, diga! A babá voou pelos ares? Tomou calmante ou saiu correndo assustada?

Castle: Nenhuma das três opções.

Kate: Então qual foi o problema de hoje?

Castle: Nenhum, babe. Nenhum. – a serenidade de Castle era contraditória. Ele também parecia não acreditar.

Kate: Nenhum?

Castle: Eu estou tão surpreso quanto você. Ela é perfeita, Kate. Perfeita!

Kate: Você tem certeza?

Castle: Sim, eles a adoraram! E eu também. Ela soube controlar todas as situações possíveis.

Kate parecia desconfiada. Olhou para a casa, tudo estava realmente calmo.

Kate: Onde eles estão?

Castle: No banho. Nem reclamaram!

Kate: Uau. Isso é realmente surpreendente.

Castle: E você ainda não ouviu a melhor parte.

Kate: Qual?

Castle: Eu consegui terminar os capítulos! Agora Gina vai me deixar em paz.

Kate: Sério, amor? Que bom!

Castle: Claro que ainda faltam os três últimos...

Kate: Eu estou muito feliz por você, babe. Muito!

Castle: No fim das contas nós conseguimos!

O casal se abraçou.

Kate: Então nós vamos ficar com ela?

Castle: Por mim, sim. Você está de acordo?

Kate: Se você diz que foi tudo bem, eu acredito. Você ligou para a agência?

Castle: Ela disse que os detalhes poderiam ser acertados diretamente com ela.

Kate: Ok.

Castle: Kate, ela os convenceu a não dar banho no Tiger.

Kate o olhou visivelmente surpresa.

Kate: Castle... eu acho que nós realmente encontramos a babá perfeita!

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Após o banho...

Jo: Mamãe, você tem que conhecê-la!

Alex: Ela gosta da gente!

Jo: Gosta muito! Ela disse que eu sou linda – Johanna sorriu presunçosa.

Kate: E não é? – Kate terminou de pentear o cabelo da filha.

Durante o jantar...

Jo: E nós brincamos de esconde-esconde!

Alex: Ela não nos deixou ganhar!

Jo: Ela foi justa.

Alex: Foi sim.

Na hora de dormir...

Jo: Mamãe, você não vai acreditar... Liz sabe cantar a música da estrelinha!

Pronto, aquilo desmontou o coração de Kate.

Kate: É mesmo?

Jo: Ela disse que eu sou uma estrelinha linda!

Alex: Ela vai voltar, não vai, papai?

Castle: Vai sim filhão, amanhã bem cedo.

Jo: Então nós precisamos dormir logo!

E pela primeira vez em anos, os gêmeos dormiram cedo.

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Castle: Kate, está tudo bem?

Kate: Aham...

Castle: Kate?

Kate: Está tudo bem, Castle! – a capitã puxou as cobertas da cama.

Castle: Por que você insiste em fingir que eu não te conheço?

Kate respirou fundo e encarou o marido.

Kate: Ta bom, é essa história da babá...

Castle: Eu pensei que você estivesse feliz.

Kate: Eu estou, digo, foi bom termos encontrado a babá perfeita, não foi?

Castle: Foi, não foi? – ele se aproximou.

Kate: Eu só estou com um pouco de medo...

Castle: Kate, nada vai acontecer, eu estarei aqui. Jamais que deixarei alguém sozinha com nossos filhos, não assim de cara.

Kate: Não é só esse medo... – Kate sentou-se na cama, desarmando-se. Ela nunca conseguia esconder nada de Castle mesmo – Você viu como eles falam dela?

Castle: Sim, eles se identificaram. Isso não é bom?

Kate: Rick... e se eles gostarem mais dela do que de mim?

Castle: Eu não acredito que você está com ciúmes! – Castle riria da situação, se Kate não estivesse realmente pra baixo – Babe, você sabe que isso jamais vai acontecer!

Kate: Sei?

Castle: Eles só estão empolgados com a novidade. Logo isso passa, a babá se tornará uma realidade comum. E você será sempre a mãe deles – Castle segurou a mão da esposa.

Kate: Você tem razão. Me sinto tão boba por pensar nisso.

Castle: Você não é boba, isso é natural – Castle a beijou.

Kate: É?

Castle: Aham. Por que você não me deixa te relaxar um pouquinho? – Castle desceu as mãos pelo pescoço de Kate, levando consigo a alça da blusa, o que expôs as costas da capitã.

Kate: Só se for beeem devagar... – Kate deitou-se de costas, e sentiu quando Castle derramou um óleo em seu corpo.

Mãos fortes deslizando e a acariciando, Kate relaxou, suspirou, gemeu e pediu por mais. Depois de semanas, a noite de amor entre os dois caiu bem. Muito bem.

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Na manhã seguinte, Liz foi pontual. Fora Castle quem abrira a porta para ela.

Castle: Eles já acordaram, estão escovando os dentes.

Liz, sentada em um dos bancos do balcão, observava a desenvoltura do escritor ao preparar o café da manhã.

Liz: O senhor sempre faz isso?

Castle: Isso o que?

Liz: O café.

Castle: Ah sim, Kate gosta do meu café. É algo que nós temos.

Liz: Ela é uma garota de sorte, a maioria dos homens não ajuda em nada na casa.

Castle: Não é meu caso – Castle sorriu, e viu seus pequenos correndo em direção à cozinha.

Jo: Lizzzz! – Johanna se jogou nos braços da babá.

Liz: Oi princesa!

Alex: Nós preparamos muitas coisas para a gente hoje – Alexander tinha um olhar preocupante.

Castle: Espero que essas coisas não envolvam cabos voando pela casa – Castle olhou para a babá – Eu explico depois.

Liz: Tudo bem, eu sou resistente – a moça riu, abraçando Alex também.

Kate: Bom dia... – mamãe Kate se aproximou e beijou as crianças, que já comiam na mesa – Bom dia, Liz.

Liz: Bom dia, senhora Castle.

Kate: Eu diria que você chegou cedo, mas claramente fui eu que perdi a hora – Kate sorriu, passando pela babá e indo em direção à Castle.

Castle: Noite boa, capitã?

Kate: Você não faz ideia – o casal conversava sussurrando, de modo que só os dois podiam se ouvir.

Castle: Ah eu faço sim...

Kate: Da próxima vez não se levante tão cedo, eu posso ter um presente para você... – Kate mordeu os lábios, o que excitou o escritor.

Castle: Certamente não irei.

Liz, do outro lado do balcão, observava a cena.

Castle: Você não quer tomar café, Liz?

Liz: Não senhor Castle, obrigada.

Jo: Vem, Liz!

Alex: Tem waffles!

A babá sorriu, mas recusou. Kate não opinou. O ciuminho bobo havia se dissipado depois da massagem oleosa e quente de Castle. A capitã sorriu sozinha, enquanto engolia seu café praticamente de uma vez. Se despedindo das crianças, saiu apressadamente. Não sem antes dar um beijo em Castle, seu massageador e estimulante pessoal. E que estimulante!

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Dias depois...

Liz: Vocês não podem brigar!

Jo: Ele disse que o Fluffy é sujo!

Alex: Mas ele é mesmo! Sujo e fedido. Tira de perto de mim!

Jo: Paaaaaara!

Liz: Alex, não diga isso do ursinho. Ele só precisa de um banho.

Johanna encarou a babá com a testa franzida.

Liz: Jo, vem cá – Liz esticou os braços, e a garotinha foi, mesmo contrariada – Nós não tomamos banho todo dia?

Jo: Sim, mas o Fluffy é um urso – a pequena já sabia o que estava por vir.

Liz: E só por isso ele não pode tomar banho?

Jo: Eu gosto dele assim...

Liz: Veja, eu não estou dizendo que ele é ruim assim... mas se ele tomar um banho, além de ficar mais macio e fofinho, ainda pode ter seu cheirinho.

Johanna a olhou curiosa.

Liz: Nós podemos espirrar sua colônia nele. Não seria legal?

Os olhinhos da garota brilharam com a ideia.

Jo: E ele ficaria cheiroso sempre!

Liz: Isso!

Jo: Ok, vamos lavar.

Johanna saiu rapidamente em direção à lavanderia.

Alex: Você é boa – o garoto analisou a babá.

Liz: É só falar com jeitinho.

Alex: Não, você é mesmo boa. Ela não deixa ninguém lavar aquele urso.

Liz sorriu orgulhosa, enquanto foi ao encontro da menina na lavanderia.

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No dia seguinte...

Liz: Viu? Ele já está seco!

Jo: E tão lindinho.... – Johanna abraçou o urso.

Alex: Nem parece aquele rato esquisito.

Jo: Ele não é um rato!

Alex: Mas parecia.

Liz: Agora nós já podemos espirrar sua colônia nele!

Jo: Na verdade, eu não quero espirrar minha colônia.

Liz: Não?

Jo: Não. Eu quero colocar o perfume da mamãe. Assim, cada vez que eu o abraçar, sentirei o cheirinho dela.

Liz: Ah... bem pensado.

Jo: Vem – Johanna puxou Liz pela mão. Alex não foi, ficou mexendo em Tiger, o gatinho que não tinha sossego nunca.

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Liz correu os olhos pelo único cômodo que ainda não conhecia: o quarto do casal. Viu algumas roupas penduradas, objetos espalhados pelo criado mudo e fotos, muitas fotos.

Liz: Cuidado! – ela disse ao ver que Johanna já segurava o vidro de um perfume caro. Mas a garota era esperta, e, certeira, espirrou a essência no urso, devolvendo o frasco ao lugar de origem.

Jo: Vamos – Johanna puxou a babá de volta, tirando-a do ambiente proibido. Antes de sair, Liz ainda observou mais um detalhe: um bilhete assinado por Castle, colado no espelho, que dizia “My muse, my inspiration, my life. I love you always. Rick”.

Castle certamente era um homem apaixonado. O homem que qualquer mulher queria.

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Castle: Mamãe está aqui? – Castle perguntou assim que deixou o escritório.

Alex: Não.

Castle: Então por que eu sinto o cheiro dela?

Jo: É o Fluffy! – Johanna esticou o braço e enfiou o urso na cara do pai.

Castle: Mas olha só, ele tomou banho!

Jo: E agora tem o cheiro da mamãe!

Castle: Muito bom gosto, senhor Fluffy – Castle apertou a patinha do urso.

Alex: Papai é esperto, sempre sabe de tudo – Alexander olhou admirado pela perspicácia do pai.

Castle: O cheiro da sua mãe? Eu reconheceria a quilômetros! – Castle cheirou o urso de novo, apenas para lembrar de seu amor.

Liz: Eu disse para Jo espirrar a colônia dela. Espero que a senhora Castle não fique brava por ela ter pego seu perfume... – Liz se aproximou e entrou na conversa.

Castle: Não, Kate não faz esse tipo. Johanna praticamente faz o que quer com as coisas dela – o escritor sussurrou – Mas não vamos deixar que ela saiba disso.

Liz riu. Castle era realmente incrível.

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As coisas realmente caminhavam bem na casa dos Castles. Duas semanas depois, Liz já conhecia perfeitamente a rotina da família. Os Castles, por sua vez, também pareciam conhecer bem a nova babá. Elizabeth Mariah Jones tinha 34 anos, era formada em pedagogia e realmente tinha experiência com gêmeos: os sobrinhos John e Arthur, de 5 anos. Liz não era de falar muito, mas observava bastante, muito mais do que o necessário, Castle descobriria depois.

Foi numa tarde de quarta-feira que ela bateu na porta do escritório, interrompendo Castle.

Liz: Senhor Castle?

Castle: Liz? – o escritor levantou os olhos concentrados.

Liz: Me desculpa a intromissão. É que eu acabei de chegar do parque com as crianças, e passei por uma cafeteria. Pensei que talvez o senhor pudesse gostar – a moça depositou um copo de café na mesa do escritor.

Castle: Foi muito gentil de sua parte – Castle deu um gole, e qual não foi sua surpresa quando sentiu o gosto – Como você sabia?

Liz: O que?

Castle: O café, é meu preferido.

Liz: Palpite de sorte – a moça tratou logo de desviar o assunto – O senhor não cansa de escrever? Está aqui há horas...

Castle: Às vezes. É um trabalho como outro qualquer. Mas que me traz uma satisfação imensa.

Liz: E também para quem o lê.

Castle: Você conhece meus livros?

Liz: Talvez eu já tenha lido algum... ou todos – a babá sorriu tímida.

Castle: Obrigado.

Liz: Eu estava pensando...

A conversa foi interrompida com o vibrar do celular. Castle passou a mão no aparelho rapidamente. Sorriu ao ler, e mais ainda ao responder. Katherine Beckett tinha esse poder.

Castle: Onde estão as crianças?

Liz: Na sala, acabou de começar o Madagascar 2.

Castle: Ah eles adoram esse filme – mal terminou de falar, Castle ouviu o barulho da porta abrindo. Os gritos das crianças foram de felicidade. Liz não entendeu, mas Castle supôs o que era. Os dois saíram do escritório e foram até a sala.

Alex: Papai, papai, olha quem chegou!

Castle: Estou vendo! – Castle abraçou o pai, e depois a mãe, que já estava rodeada de seus dois netinhos.

Jo: Vovó, nós sentimos sua falta!

Martha: Não tanto quanto eu!

Castle: Como foi a viagem?

Jack: Excelente. Mas Martha tem razão, chega uma hora que sentimos falta dessas duas coisinhas... – Jack sorriu e levantou os olhos. Foi quando se deu conta da presença estranha – Você é...?

Castle: Essa é Liz, nossa babá. Digo, das crianças. Você entendeu.

Martha: Kate está trabalhando?

Castle: Sempre.

Jo: Vovó, nós podemos ir pra casa com você?

Castle: Jo, sua avó acabou de chegar.

Martha: Na verdade nós chegamos cedo.

Jack: E descansamos o suficiente nessa viagem para podermos ficar uns dias com nossos amores.

Alex: Ebaaa!

Martha: Eu vim justamente avisar que estou sequestrando seus filhos, Richard.

Castle: Sequestradores não avisam, mãe.

Martha: Você entendeu. Hoje eles ficam comigo.

Castle: A senhora é quem manda.

Martha: Vamos, vamos pegar as coisas!

Johanna e Alexander subiram as escadas com a avó. Liz os acompanhou.

Jack: E essa novidade? – Jack apontou discretamente para a babá, que logo desapareceu da vista dos dois.

Castle: Foi uma novela, depois te conto em detalhes. O importante é que finalmente achamos uma moça digna do título de “babá dos Castles”.

Jack: Isso inclui você?

Castle: Nem brinque!

Jack: Cuidado, Richard.

Castle: Esse risco não corro, pai. O senhor sabe que sou loucamente apaixonado por Kate.

O senhor assentiu, e ambos tomaram uma dose de uísque. Outros assuntos foram conversados até que Martha retornou com as crianças. Johanna e Alexander se despediram do papai. Eles agora iriam curtir o vovô e a vovó.

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Liz: Eles os adoram, não é? – Liz desceu as escadas.

Castle: Você não faz ideia do quanto. Aliás, você pode ir, ganhou umas horinhas de folga – Castle foi simpático.

Liz: Na verdade se o senhor não se importar eu prefiro terminar de organizar uns brinquedos que eles deixaram esparramados.

Castle: Sem problema. Eu vou tomar um banho, mas Kate deve chegar em alguns minutos.

Liz: Claro, não sairei antes disso. – a babá ainda não tinha as chaves da casa.

Castle: Ok – Castle concordou e saiu já pensando no que prepararia para aquela noite a sós com sua musa.

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Algum tempo depois, Castle saiu do banho com a toalha na cintura. Secando os cabelos com outra toalha, parou estarrecido quando levantou os olhos para o meio do quarto.

Castle: Liz? O que você está fazendo aqui?

Liz: Eu não aguento mais!

Castle: Não aguenta mais o que? – Castle deu um passo para trás – Eu vou me trocar e nós conversamos. Se for algo com as crianças...

Liz: Não são as crianças – Liz deu um passo em direção a Castle.

Castle: Eu não estou entendendo. Será que eu posso me trocar e nós conversamos na sala?

Liz: Eu não posso mais guardar isso, eu não consigo – a babá se aproximou mais ainda – Eu te amo, Rick!

Castle: O que? Como? – Castle tentou desviar da mulher que vinha afoita em sua direção.

Liz: Eu te amo, eu sempre te amei!

Castle: Liz, acho que está acontecendo algum engano aqui...

Liz: Não há engano. Eu te amo muito antes de Kate, muito antes de todas as suas fãs. Eu te amo desde sempre, Castle.

Castle: Ok, você claramente é uma fã – Castle tentava chegar à porta.

Liz: Eu não sou “só” uma fã. Eu sou A Fã. Sua maior fã. Eu sei tudo sobre você. Tudo!

Castle: Então eu suponho que saiba que eu amo Kate, não sabe?

Liz: Ela não merece ser amor, Rick. Ela nunca mereceu.

Castle: Eu acho que quem decide isso sou eu – com a mão na maçaneta, Castle girou, mas a porta não se abriu – Cadê a chave?

Liz: Nós não vamos sair até que eu diga tudo que venho sentindo. Esses últimos dias têm sido uma tortura para mim. Te ver tão de perto e não poder te beijar, te abraçar.

Castle: Liz, me dá a chave. Você é uma boa garota, não é?

Liz: O que eu preciso fazer para que você me ame?

Castle: Em primeiro lugar, me dar a chave!

Liz: Eu posso cuidar dos seus filhos, nós podemos ser uma família!

Castle: Meu Deus, você é louca!

Liz: Eles me adoram! Você vê como eles me adoram! Eu posso ser a mãe deles!

Castle: Você só está esquecendo um detalhe... – Castle se aproximou da garota – Eles já têm mãe! – o escritor passou a mão na chave, mas Liz pulou por cima dele, e assim os dois caíram na cama.

Liz: Você pode me amar, Castle. Você pode! – a babá jogou a chave dentro do sutiã.

Castle: Só que eu não quero! – Castle se levantou.

Liz: Então nós vamos ter que fazer do jeito difícil.

Castle: Esse é o jeito fácil? – Castle tentava segurar a toalha, e agora caminhava em direção à janela.

Liz: Eu vou dizer que você me forçou.

Castle: Você é maluca, completamente! Kate nunca acreditaria.

Liz: Você tem certeza?

Castle: Ah meu Deus, Kate! – Castle lembrou-se da mensagem. O que a capitã pensaria se encontrasse os dois trancados dentro do quarto? – Você arquitetou tudo, não é?

Liz: Eu só estava esperando o momento certo.

Castle deu uma rápida olhada pela janela. Quando voltou os olhos para o quarto, a moça já arrancava a blusa. O quarto trancado, os dois seminus, Kate carregando uma arma... aquilo seria um desastre. Castle precisava pensar num jeito.

E pensou.

Ou não.

Num impulso, abriu a janela e saltou.