Whole Lotta Love 3 - Especial 3: A Babá Perfeita
6 A maior fã de todos os tempos
Notas iniciais
Liz: Você está louco?? – Liz debruçou-se na janela, onde Castle tentava se segurar.
Castle: Não me venha falar de loucura!
Liz: Eu vou te puxar...
Castle: Não! Eu prefiro cair a entrar nesse quarto com você!
Liz: Isso tudo é medo dela??
Castle: Você também teria se estivesse no meu lugar – Castle tentava se equilibrar – Aliás, você deveria ter por estar no seu lugar!
“Rick?” – A voz de Kate soou ao longe – “Jo? Alex?”
Castle: Ai meu Deus!
Liz não teve muito tempo de pensar. Passou a mão na blusa, já jogada em cima da cama, mas antes que pudesse vesti-la...
Kate: Cas... – Kate adentrou o quarto e deu de cara com a babá seminua – O que está acontecendo aqui?
Se Liz não tinha medo da capitã antes, agora seu coração disparara. O olhar de Kate parecia uma metralhadora pronta a estraçalhá-la.
Liz: Ele me forçou! – a babá soltou rapidamente, enquanto vestia a blusa.
Kate: Castle?? – a voz brava de Kate ecoou pelo quarto.
Castle: Ela está mentindo!! – o som veio da janela, o que gerou em Kate um grande estranhamento.
Kate: O que você está fazendo aí? E o que essa garota está fazendo nua no meu quarto??
Castle: Babe, eu posso explicar. Eu posso... – a mão de Castle quase se soltou, e ele mais uma vez se equilibrou.
Kate: Você está nu! – debruçando-se, Kate olhou para o corpo do marido.
Castle: Na verdade eu estou com uma toalha...
Kate: Richard Castle... – Kate pegou a arma habilidosamente – Eu vou te matar!!!
Castle: Babe, babe, calma, eu posso explicar.
Kate: E eu vou matar você também! – Kate virou-se e mirou a babá, que tentava sair do quarto de fininho – Mais um passo e eu atiro!
Castle: Babe, eu posso explicar, eu posso explicar tudinho. Eu só preciso sair daqui porque eu vou cair – Castle olhou para baixo – E nós não queremos isso...
Kate: Não? – Kate o encarou de novo.
Castle: Eu estava no banho – as pernas de Castle mexiam tentando se equilibrar – Eu estava no banho e quando saí essa daí estava no nosso quarto. NO NOSSO QUARTO! Ela tentou me seduzir, ela disse que me amava, umas loucuras. É uma fã louca! Você acredita em mim, não acredita?
Kate: Estou esperando a parte onde vocês tiraram a roupa – Kate o fuzilava com o olhar.
Castle: Eu já estava sem roupa! – ao ver a arma apontada para sua direção, Castle ponderou – Nós tomamos banho sem roupa, lembra?
Kate: E você? – Kate virou-se para Liz.
Liz: Eu... eu... por favor não me mate!
Kate: Não se você me disser exatamente o que estava acontecendo aqui antes de eu chegar.
Liz poderia ter inventado uma história, mas sua situação não era nada favorável. Era contar a verdade ou morrer. E ela contou. Atropeladamente, com medo. Enquanto isso, Castle ouvia lutando contra seu fôlego. As mãos formigavam, e os pés dançavam na tentativa de apoiarem-se na parede lisa. Kate de vez em quando lançava um olhar para as mãos do escritor e seus olhinhos, as únicas partes que apareciam do lado de dentro do quarto. Mas a capitã passou a maior parte do tempo olhando mesmo para a babá. Se tinha uma coisa que Katherine Beckett era boa era intimidar e fazer com que as pessoas confessassem absolutamente tudo para ela.
Liz: E então eu escondi a chave, e ele tentou pegar, e nós caímos na cama, e aí eu consegui me desvencilhar e...
Kate: Espera aí – Kate deu um passo em direção à janela, mas ainda olhando para Liz, que estava do lado oposto – Vocês rolaram pela cama?
Liz: Na verdade...
Kate: RICHARD CASTLE??? – Kate voltou os olhos para o marido, que agora tinha apenas uma mão no parapeito.
Castle: Eu só estava tentando evitar que você nos visse nessa situação. Eu sabia que você não acreditaria em mim e não vi outra saída senão pular.
Kate: Espera... você pulou?
Castle: Sim – Castle se esforçou para falar.
Kate: Você pulou de medo de mim? – Kate se aproximou da janela.
Castle: Você pode me culpar? – ele apontou com os olhos. Kate tinha a arma apontada em direção à ele. Instinto, claro.
Kate: Desculpa.
Castle: Eu sabia que você ia querer me matar...
Kate: Castle, eu nunca iria te matar.
Liz: Nem a mim? – Liz se aproximou dos dois.
Kate: Você já é outra história!
Liz: Senhora Castle, eu acho que nós devíamos puxá-lo de volta.
Kate: Você até que serve para alguma coisa – Kate devolveu a arma ao coldre e pegou a mão solta de Castle. Liz pegou a outra.
Kate: É isso que eu quero dizer quando te mando fazer atividade física – Kate se esforçava para puxar o grande homem, em vão. Pelo esforço de Castle em elevar-se, a toalha desamarrou de sua cintura.
“Que saúde senhor Castle!” – uma senhora gritou instantaneamente lá de baixo.
Kate: Velha tarada! – Kate olhou para Castle, e de repente sentiu que o peso se tornou maior – Liz! – gritou com a babá, que havia soltado a mão do escritor.
Liz tinha os olhos fixos no corpo de seu ídolo. Era difícil saber se ela olhava mais na parte da frente ou atrás.
Kate: Você quer parar de olhar para meu marido? Sua... sua... – Kate falava mas Liz parecia não ouvir. Sacou então a arma – Eu disse para parar de olhar para meu marido!!!
Liz: Me desculpa senhora Castle, me descul...
Castle: KAAAAAAA.......teeeee.....
Os olhos da capitã mudaram de direção rapidamente. Castle, nu, caía pelos ares.
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Kate: Obrigada, Dr. Newman – Kate agradeceu o ortopedista, pegando os exames de imagem em sua mão.
Dr. Newman: Seu marido teve sorte, poderia ter quebrado algo.
Kate fez que sim, e Dr. Newman a acompanhou até a porta, indicando o caminho da enfermaria, para onde Castle havia sido levado depois dos exames.
Ao ver Kate entrando pela sala, Castle deu um sorriso fraco. Ainda não sabia ao certo como estaria o humor da sua capitã, afinal, tinha desmaiado e só acordara no hospital.
Kate: Como está, Superman?
Castle: Antes tivesse uma capa... – Ele se ajeitou na maca – Está só um pouco inchado... – ele disse olhando para o pé direito – Mas eu vou sobreviver.
Kate: É certamente melhor que um tiro.
Castle levantou os olhos para Kate. Ela estava séria, mais que o normal.
Castle: Kate... – Castle não sabia ao certo o que ia dizer, mas antes que começasse, Kate o interrompeu.
Kate: Você sabe que isso foi estúpido, não sabe?
Castle: Eu entrei em pânico!
Kate: Você poderia ter se machucado de verdade. Ou... – Kate engasgou. Precipitou-se e o abraçou, enfiando a cara no pescoço dele.
Castle: Eu não pularia se o salão de festas não estivesse logo abaixo da nossa janela.
Kate levantou a cabeça e o encarou.
Kate: Não?
Castle: E arriscar morrer?
Kate: Preferia morrer por um tiro meu?
Castle: Você nunca atiraria em mim.
Kate: Não?
Castle: Não para matar. Talvez na perna... – Castle tinha ar pensativo – Ou no braço... ui, essa seria uma boa vingança, ham? Me impossibilitar de escrever...
Kate: Desde quando eu sou psicopata?
Castle: Toda mulher é um pouco psicopata quando traída.
Kate arqueou a sobrancelha com a insinuação.
Castle: Ou quando pensa que é.
O olhar dos dois se cruzou, compenetrados um no outro.
Castle: Eu nunca te trairia, Kate. Eu nunca vou te trair – Castle falou sério, talvez o tom mais sério que Kate já tivesse visto.
Kate: Eu sei...
Castle: Sabe?
Kate: Você me ama, Rick, assim como eu te amo – Kate passou a mão delicadamente pelo braço ralado do escritor – Eu nunca te machucaria.
Castle: Eu nunca vou te machucar, Kate... – Castle passou a mão pelo cabelo dela, afastando-os. Os olhares se cruzaram de novo. O amor de Kate e Castle não permitia machucados, físicos ou emocionais.
Kate: Você deveria ter me explicado tudo. Eu entenderia.
Castle: E aquela arma?
Kate: Eu entrei em pânico! – ela usou o mesmo argumento dele. Os dois riram, mas ela parou antes, e o olhou séria novamente – Pânico mesmo eu entrei quando te vi desmaiado naquele telhado.
Castle: Quem me tirou de lá?
Kate: O resgate – ela fez uma pausa e emendou – Assistido por todo o prédio.
Castle: Quer dizer que todos ficaram admirando minha beleza natural?
Kate: Isso não é nem um pouco engraçado, ouviu?
Castle: Eu adoro esse seu ciúme desmedido.
Kate: Desmedido? O que é meu é meu! Você, Richard Castle, é propriedade minha!
Castle: Diz isso de novo, diz?
Kate revirou os olhos. Ela até teria dito, mas o casal foi interrompido por uma enfermeira, que avisou que o paciente estava liberado.
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Quando saíam do hospital...
Castle: O que aconteceu com a babá?
Kate: Dispensada, com ordens expressas de jamais se aproximar de você novamente.
Castle: Ela era louca, completamente louca! Se passou por babá só para se aproximar de mim. Dá pra acreditar? É por isso que não tinha vínculo com a agência. Ela arquitetou tudo minuciosamente. Kate, acho que encontrei minha maior fã de todos os tempos. Não dizem que os maiores fãs são os dispostos a fazerem loucuras?
Kate o olhou contrariada, mas não disse nada. Ajeitou Castle no banco do carro e colocou o cinto.
Kate: Pois a sua “maior fã” teve sorte de não ter tocado em um fio de cabelo dos meus filhos.
Castle: Isso sim resultaria morte, não é?
Kate: Da maneira mais dolorosa possível.
Kate sentou-se e ligou o carro.
Castle: Babe... – Castle a chamou pensativo – Se você não atiraria em mim, por que me apontou a arma daquele jeito?
Kate: E eu ia perder a chance de deixar o recado? A história vai correr, e eu quero ver quem terá a coragem de chegar perto de você novamente.
Castle a olhou surpreso.
Castle: Isso foi...
Kate: Audacioso? Inteligente? Perspicaz?
Castle: Todas as opções anteriores.
Kate: Agora me diga, Richard Castle... quem é sua maior fã de todos os tempos? – Kate arqueou a sobrancelha e acelerou o carro.
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