Who the Hell Am I?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ponto de vista desconhecido
Eu acordei ao lado de uma lixeira, com a cabeça doendo e não lembrando do motivo para eu estar ali, não lembrando de nada, na verdade, nem mesmo da minha própria aparência, eu levantei com dificuldade, já que estava meio tonta, e olhei para os lados para ver se achava alguma coisa, e vejo que eu estou em um beco, muito sujo, um lugar que aparentemente não me pertencia, dada as roupas que eu usava, elas estavam consideravelmente limpas, só com um pouco de sujeira, já que eu estava encostada no chão a pouco tempo, mas pelas minhas costas não estarem doendo, e eu estava anteriormente confortável dada as condições que estava, percebi que estava encostada em algo, uma mochila.
Resolvo fazer um inventário, para ver se tem alguma carteira, ou identificação de quem eu possa ser, abro o maior bolso, e acho um notebook, 3 calças jeans, 4 regatas, sendo 2 pretas e 2 brancas, algumas peças íntimas, uma jaqueta de couro marrom e, em um pequeno bolso que eu quase não vi, um pen-drive. No segundo eu começo a me perguntar se eu sou uma mercenária, pois tinha várias armas de fogo lá, e até algumas facas, e eu reconheci o nome de todas, o que me assustou um pouquinho, já que eu nem lembrava o meu próprio nome, e lembrava o nome das armas. E no terceiro bolso tem dinheiro, tipo muito dinheiro, vários maços de notas de 100 dólares, e um papel, daqueles de procurado que você pensa que ninguém usa mais, com o rosto de uma garota, o nome está apagado, mas consigo ver o rosto nitidamente, ela parece ter entre 21 e 24 anos, cabelos pretos que passam dos ombros, boca pequena, nariz arrebitado, pele muito branca, olhos que parecem alguma coisa entre o verde e o azul, e uma pinta em baixo do olho esquerdo, fecho a mochila, e depois ando um pouco mais para a luz do sol para ver se consigo entender algo do nome, e acabo vendo o meu reflexo na lata de lixo.
Sou eu, dá para perceber na hora, mesmo que a imagem refletida na lata de lixo seja fora de forma e meio borrada, aquela pessoa sou eu, eu sou uma pessoa procurada, que bom, que ótima notícia, era o que faltava para me alegrar. E depois de ficar um tempo processando o que diabos aconteceu eu decido ver o que tem nos outros bolsos da mochila, no quarto, parece um pequeno kit de primeiros socorros, com curativos e remédios, e no quinto e último parece uma mistura de laboratório e escritório, porque tinham vários frascos com líquidos de cores estranhas, e 2 agulhas, uma vazia, e a outra escrita em um adesivo "antídoto", e um monte de papel, a maioria era lixo, papeis de bala, notinhas de fast-food, mas tinham algumas fotos daquela garota, eu, aquela garota é você, quem quer que você seja, e um menininho de uns 6 anos no máximo, eu parecia ter uns 18, tomando sorvete, se abraçando, um fazendo chifrinho no outro pelas costas e um dando um tapa na nuca do outro, e algumas cartas.
Eu não espero para ler as cartas, pois já está escurecendo e eu não consigo concentrar minha vista o suficiente para ler, então coloco a mochila nas costas, divido rapidamente o cabelo e coloco-o em uma franja para cobrir o rosto, e coloco o capuz do casaco que estou, e rapidamente saio a procura de um motel, ou um hotelzinho barato, pois há mais chances de não me reconhecerem ou de ter pessoas fugindo também, e eu preciso descansar, e tentar entender tudo isso.
Depois de alguns minutos vagando eu decido perguntar para alguém onde tem um hotel mais barato, acho uma senhora e pergunto, depois disso eu vou até o hotel, e pego um quarto qualquer, tomo uma ducha, e troco de roupa, e decido ler as cartas, deito na cama que parece ser de pedra e começo:
"Minha querida,
Você sabe o que tem que fazer, termine com o seu trabalho, você já recebeu a metade do dinheiro adiantado, não me faça arrepender-me, você me conhece, e sabe do que eu sou capaz de fazer, eu estou com seu irmãozinho, e eu acho que você não que fazer ele sofrer pelos seus erros, certo? Mas ela vai, tem até o fim desse mês, senão eu acabo com ele, você sabe que eu não vou hesitar em acabar com ele caso você não termine o seu trabalho,
Lionel P."
"Lista de alvos:
James Russel
Abigail Obingar
Severus Hobbes
David Layger
Mary Blacks
Liam O’Connor
Andrés Pièrre
Stefany Javier
Marco Mazzaropi,
Complete com o modo mais rápido e discreto possível,
Lionel P."
Mas em que merda eu me meti? Eu matei 5 pessoas? E pela carta eu tenho que matar mais 4 para salvar aquele garoto que eu nem sei o nome, mas ao que parece é o meu irmão, guardo as cartas e pego o notebook, e tem senha, tento 123456, mas não funciona, então me surge uma ideia maluca, pego o pen-drive e plugo no notebook, e começa a aparecer várias janelas,e com um tempo o computador liga, e eu vou direto ver se tem um e-mail aberto, ou algo assim, tento facebook, twitter, mas não tenho conta em nada, então abro o e-mail, e abre, e está escrito lá em cima quando eu vou ver o nome: "Welcome, John Doe", ótimo, eu sou piadista, não tem meu nome em nada, vou abrir os e-mail's, já que não são muitos eu vejo todos, sendo vários de alguém chamado Kara, até eu, mas estou endereçada com K.F.B., devem ser as minhas iniciais, ou algo assim, eu li os e-mail's, mas não consegui entender quase nada, pois pareciam fora de contexto.
Continuei lendo, e vi alguém chamado Alex, a maioria do e-mail estava me chamando de amor ou querida, um interesse amoroso, talvez? Ou alguém que só está apaixonado por mim e não é reciproco? Bem eu nunca vou saber, porque todos os e-mail's vindos de mim foram apagados. Continuo lendo até ver um de Lionel P., era uma foto de um garoto loiro, de olhos castanhos, e um nariz e a boca idênticas a minha, pego aquelas fotos e comparo, é o mesmo garoto, mas o que eu faço agora?
Ouço um barulhinho avisando que chegou uma mensagem, é de Kara, falando para me encontrar em um restaurante italiano, e para ficar tranquila, que o restaurante é de um amigo dela, e ele fechou para ela, assim não tendo chance da polícia descobrir de mim enquanto estou lá dentro, e no final do e-mail tem um P.S, falando: "eu sei o quanto você odeia, mas mesmo fechado, mulheres só entram de vestido e homens de terno, então, compre um vestido e use"
Fico um bom tempo pensando se devo ir ou não, até que decido que só tem 50% de chance de ser uma armadilha, e se eu for presa ou morta, vai ser culpa do meu eu com memórias, então pego o dinheiro, e um casaco e coloco a minha mochila em uma gaveta e saio para comprar um vestido.
Volto algumas horas depois para o hotel, com um vestido preto que vai até um palmo acima do joelho, um salto bem alto, que eu percebi que devo ser acostumada, porque ficou até confortável, e um óculos escuro.
Me arrumei rapidamente depois de tomar um banho um pouco mais demorado, e olhei para a mochila, e então eu pensei que não faria mal ir mais protegida, então peguei uma arma que se encachou facilmente na minha mão e coloquei em um suporte escondido bem lá em cima da coxa.
Guardei as coisas dentro da mochila, tinha o pressentimento que eu deveria deixar as coisa prontas para uma fuga rápida, e depois sai porta a fora com determinação em direção a um taxi para ir ao restaurante.
Era a hora de conseguir algumas respostas.
Notas finais
E se tiver algum erro gramatical que vocês percebam me avisem para eu consertar
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