Who the Hell Am I?
2 Capítulo 2
Ponto de vista desconhecido
Eu passei a ida até o restaurante no celular que eu comprei, relendo os e-mails e vendo se achava alguma outra pista, e quando eu fui reler os e-mails de Alex (que merda, o nome tinha que ser unisex, né? Agora eu nem sei a minha sexualidade, se essa pessoa, Alex for mesmo meu (minha) namorado(a) ) , mas as palavras, agora que eu parei para prestar atenção não eram românticas, e sim paternas, ou de um tutor, porque não tinha muito carinho nas palavras, era mais como um treinador falando para um jogador.
Depois de um bom tempo chegamos ao restaurante e eu pago o taxista e entro, na porta tinha uns dois brutamontes e eles só olharam para mim , e abriram a porta, e eu estou ficando doida ou tinha admiração no olhar deles, eu sei que eu estou linda, mas eu não estou vestida para matar, eu pareço incomodantemente comum, tipo aquela garota que você vai em uma boate e encontra facilmente. Merda, tirar o jeans skinny também tirou um pouco da auto-confiança.
Mas voltando, eu entrei no restaurante e vi automaticamente que só tinha uma mesa no enorme salão e tinha uma mulher, bem como posso descrever ela, bem foi mal pelo uso das palavras, mas é inevitável, ela era tremendamente gostosa, tipo tudo nela atraia o olhar, quanto mais você tenta resistir a olhar para o decote ou as pernas que estavam deliciosamente expostas pelo vestido mais parece que tem magnetismo puxando o meu olhar, e o fato dela estar encostada na mesa realmente não deixou muito das pernas dela para a imaginação, era loira, feições angélicas e você pensaria que era uma pessoa inocente até olhar os olhos, era um azul que parecia o mar em uma tempestade, furioso e perigoso, mas no momento que os olhos se fixaram em mim pareceu que a tempestade passou repentinamente e deu lugar a uma lagoa tranquila. E assim que me viu se pronunciou:
– Sabe, eu fiquei surpresa por ter aceitado vir, parece que me abandonou ultimamente, é como se eu não existisse mais para você, K
– Eu tenho estado ocupada ultimamente- bem, mentira não é, já que pelas minhas contas eu matei 5 pessoas nas últimas 3 semanas, pela data que é hoje e os e-mails de Lionel falando para me apressar
– E você acha que eu não? Meu amor, o Alex sumiu, então quem você acha que está colocando um bilhão de caçadores de recompensas atrás dele, já que você aparentemente não liga mais para a gente, você deveria ser menos foda-se o mundo é todos nele, exceto eu, sabia?- bem, até agora pelo menos descobri que Alex é um homem
–Você sabe como é o Lionel- jogada arriscada, eu sei, mas eu preciso saber coisas daquele filho da puta
–Você está insana? Aquele filho da puta odeia o Alex, e o Alex meio que se importa com você, do jeito dele, mas se importa, tem ideia de como que ele vai reagir quando souber que você está trabalhando para um cara como ele, tirando a parte que ele é perigoso
–Eu sei que ele é perigoso, ele pegou o meu irmão, porque você acha que eu estaria trabalhando para ele se não fosse por isso- falei tentando usar seu ódio por Lionel e o que parece ser um pequeno afeto por mim, ao meu favor, e ao que parece deu certo
–Você não foi para a sua mansão, certo? Seria perigoso e estúpido — falou meio que mudando de assunto, ou eu acho que ela estava
–Eu estou em um motel um pouco afastado do centro, parece ser mais seguro do que ficar no meio da cidade com várias pessoas que podem me reconhecer
–Então vamos lá e pegar a bosta da lista de alvos, porque você é tipo a minha irmã postiça, mesmo quando eu não sei a droga do seu nome e quando estamos na frente do Alex você tem que fingir não saber o meu, e isso faz o Henry tipo o meu irmão postiço
Eu sei que foi burrice contar basicamente tudo que eu sei sobre eu mesma para uma "estranha" . Mas não vou falar que foi porque ela pareceu verdadeira e tals, foi porque eu não tenho nenhuma outra opção, e se ela me trair e acabar tentando me matar eu vou ter que me agradecer por ter ficado com um pé atrás desde o começo, e levar uma arma escondida pra todo lugar que eu for com ela.
Quando chegamos e entramos no meu quarto a primeira coisa que eu vi foi uma expressão de nojo no rosto dela.
–Podia ter escolhido lugar melhor, sabia? Ou ido para a minha casa- falou meia sentida — Mas agora pega as suas coisas e vamos arrumar um lugar melhor para pensar em um plano, porque o mofo nesse lugar está me distraindo
Falou e eu pego minha mochila e um conjunto de roupas que estava no banheiro e guardo na mochila.
Entramos em seu carro e fomos para não sei aonde, com o meu interior batalhando entre si, a curiosidade versus um senso de auto-preservamento, e com eu sou incrivelmente espetacular o senso de auto-preservamento ganhou, porque por mais que essa mulher não fez nada para provar que não é confiável, ela também não fez nada para se provar confiável, porque ela ainda podia estar com uma faca, só esperando o momento certo para dar o golpe.
Quando chegamos era um lugar totalmente estranho, porque era um lugar que parecia ter sido um parque anteriormente, mas foi queimado, e a paisagem foi realmente deplorável. Aí eu estou indo para perguntar o que diabos estamos fazendo ali, quando ela sai do carro e se agacha e pega algo que estava do lado de um tronco, em baixo de um pouco de terra, como se tivesse sido enterrado, e quando eu vejo era uma chave, ela entra no carro de novo e nós avançamos um pouco até chegar em uma área que estava um pouco pior, que tinha um bom pedaço de madeira empilhada, e ela sai do carro de novo e tira a madeira, e entra no carro rapidamente para pegar algo que se parece com um controle e ela aperta um botão do controle, aí eu fico meio que esperando que um castelo brote do chão por causa de tudo que tem para proteger esse lugar que nós estamos indo para. Mas aí só vejo um pouco de terra deslizando, formando uma abertura e eu sai do carro para ver o que era, e parecia um daqueles negócios que você vê em filmes que os agentes usam para escaniar a mão e tal, e um buraquinho para uma chave, ela colocou a chave e depois colocou a mão, e depois tirou a mão rápido quando a abertura fechou, e depois o carro meio que abaixou, porque o chão em baixo dele abriu, fazendo o carro ficar meio em diagonal, e como as burras que estavam no carro esqueceram de puxar o freio de mão o carro foi direto naquele meio que portão e bateu em algo, porque fez um barulho enorme.
–Sua burra, meu carro! Por que você não puxou o freio de mão?- gritou Kara, tipo se eu não estivesse com um pouco de medo agora eu iria me rachar de rir
–Porque você estava dirigindo?- afirmei, mas soou mais como uma pergunta
–Você sabe que eu sempre esqueço do freio de mão, você estava lá quando eu aprendi a dirigir, sabe que eu sou uma piloto de fuga, eu não estou acostumada com esses detalhes
–Esses detalhes, que só poderiam te impedir de sair escorregando de uma descida? E salvar a sua vida, mas e daí, certo está totalmente ok esquecer de algo que poderia ser vital para a sua segurança- falei
–Você sabe de uma coisa? Vamos logo entrar, porque está frio pra cacete aqui fora, e esse vestido está me fazendo ficar sem ar de tão apertado que é- falou querendo dar um fim no assunto
Quando entramos no que parecia ser um abrigo super chique subterrâneo a primeira coisa que eu notei foi uma pintura, daquelas que ou eram muito caras ou que estão em museus, em uma parede, só que quando o carro deslizou meio que entrou na parede, e rasgou a pintura. Kara ficou me olhando tipo “foda-se se nós somos amigas, eu vou te matar enquanto estiver dormindo só por causa disso”, e eu admito, o quanto essa mulher tem de bonita ela tem de assustadora.
Fomos direto para o que parecia um escritório, e ela foi direto investigar os alvos no computador que tinha lá, e só para informar, não é aqueles computadores fodões que os mocinhos ou vilões tem nos filmes dentro do covil, na verdade era um IMac. E depois de uns minutos pesquisando ela falou:
–Sinceramente, nós temos sorte em uma coisa, eu conheço uma pessoa que trabalha para o David Layger, e ele me ofereceu um emprego um tempo atrás, e eu neguei, é claro, eu não gosto de trabalhar para alguém, porque isso implica em ter ordens de alguém, mas eu acho que eu consigo para você a vaga.
– O que ele faz mesmo? Eu acho que esqueci, ou confundi.
–Ele é tipo, o maior traficante de drogas, e também quem traz a maior parte dos armamentos ilegais para a Costa Oeste dos Estados Unidos.
–Ok, mas qual é o trabalho?- falei tentando não demonstrar todo medo que sentia naquele momento e tentando não sair correndo até estar o mais longe dessa situação possível, até pegar um barco e ir navegando ainda mais longe, mas eu não vou deixar um garoto de uns 12 anos passar por tortura, ou morte, porque eu estranhamente tenho a sensação de que esse Lionel é capaz disso e muito além
–Você vai ser segurança pessoal da filha do David- falou- E pelo que eu ouvi você é sortuda, porque a garota é uma gata.
–Eu quero salvar o meu irmão, não transar- falei, mas eu fiquei um pouco satisfeita com um pouco que eu descobri, pelas minhas observações até agora eu sou bi. Ela sai da sala e eu a sigo.
–Tá bom , sem graça, mas vamos para a sala de armamento, pelo menos isso o Alex deixou intocado da última vez que ele esteve aqui, porque levou tudo da geladeira- falou voltando do local que eu acho que seja a cozinha, que eu não a segui porque ela foi tão rápido que eu nem percebi, já que estava realmente interessada nos quadros na parede, diferente do primeiro esses eram incríveis, mas não pareciam ser famosos.
Quando chegamos na sala de armamento, eu percebi uma coisa, eu fiquei impressionada pela quantidade de quadros que tem aqui, tipo, tem uns 10 em cada sala, e uns 20 no corredor, porque é grande. Mas nem que juntassem todos os quadros juntos teria um terço da quantidade de armas que tinham ali. Tinham misseis portáteis, espingardas, rifles, pistolas, e algumas outras que eu não soube identificar, eu, a pessoa que não lembra o próprio nome, mas lembrou do modelo da arma assim que viu dentro da mochila. E a parte mais impressionante, arcos militares, flechas de todos os tipos, facas, adagas, facões, e o que eu achei mais incrível, duas espadas, e aparentemente tinham três originalmente, porque tinha um suporte na parede vazio.
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