Who are you?

1 Desmemoriada.


Notas iniciais
Oi, gente. Essa é a minha segunda fic Brittana aqui. Tentei fazer com que ela fosse o mais animada possível. Espero que realmente gostem. Nos vemos lá em baixo. :)

- Tudo bem, vamos tentar de novo. Qual é o seu nome e onde é que você mora?

A loira alta dos olhos azuis indagava a morena latina que parecia meio confusa sobre as perguntas que lhe fazia.

- Eu não sei, a minha cabeça ainda dói.

- O médico não demora a voltar, mas eu preciso saber quem é você pra poder avisar aos seus familiares, eles devem estar preocupados com você. Tem que se lembrar quem é. – A mulher já se demonstrava impaciente.

- Você sabe quem você é?

- Claro que eu sei.

- Quem é você?

- Brittany Pierce, oras. – A morena envolvida apenas em uma coberta agora começava a rir incansavelmente, despertando um olhar curioso da outra. – Do que você está rindo? Achou meu nome engraçado?

- Não, ele é bem bonito... Como você. – Arqueou a sobrancelha enquanto nitidamente secava a loira de cima a baixo.

Brittany tentou ignorar aquilo, ela não podia estar sendo cantada por uma mulher, uma mulher que nem se quer lembrava de seu próprio nome.

- Então? – Ignorou o comentário da garota.

- É tudo o que você tem a dizer sobre quem você é? Brittany Pierce e acabou?

- Isso é o suficiente.

- Bom, pois então segundo consta no meu prontuário. – Pegou uma prancheta que se encontrava perto de sua cama. – Meu nome é “a averiguar”, muito prazer, Brittany Pierce. – Ela estendeu sua mão com um sorriso nos lábios para a loira que parecia querer matá-la.

- Você só pode estar debochando de mim. Será que você não entende que isso é sério? Eu preciso do seu nome para saber de onde veio, te levar para casa.

- Vai ver eu não tenho uma casa, segundo consta aqui você me atropelou uma via pública e eu já me encontrava sem parte do meu vestuário. O que uma mulher como eu fazia assim por aí?

- Estou começando a acreditar que você é louca e fugiu de algum hospício próximo.

- Eu sou louca? Tenho certeza que você é a louca.

- Eu? Por quê?

- Porque você andou com uma louca como eu que fugiu de um hospício próximo, eu poderia ter te matado.

- Aí céus! Desisto, eu vou procurar o médico.

- Não precisa, eu já cansei, vou embora.

A morena jogou a coberta que cobria o seu corpo e se levantou da maca indo em direção a porta.

- Ei, ei. Onde você pensa que vai? – Brittany se colocou na porta tentando o máximo que podia não reparar nas curvas perfeitas da morena.

- Pra casa. – Cruzou seus braços abaixo da linha de seus seios o que os deixou ainda mais em destaque e arrebitados.

- Que casa? – Brittany passou a língua nos lábios e engoliu em seco tentando manter a calma.

- A é verdade, esqueci que ainda não me lembrei onde é a minha casa. Mas posso perguntar pra alguém. – Deu de ombros.

A morena se livrou dos braços de Brittany e saiu pelo corredor chamando atenção de todos que passavam por conta de sua nudez. A loira levou os dedos as têmporas e começou a massagear sentindo a dor voltar com ainda mais intensidade que antes. Bendita a hora que foi atropelar a morena.

FLASH BACK.

Brittany havia acabado de sair de sua empresa, estava no celular falando com o seu marido, discutindo era a palavra certa, afinal era a única coisa que eles faziam durante, pelo menos, cinco meses seguidos. Nem mesmo eles sabiam na maioria das vezes porque estavam brigando, às vezes, era pela conta que se esqueceram de pagar, a falta de tempo de ir ao supermercado... outras já eram mais graves do tipo “você tem uma amante”. Nada mais fazia sentido, o casamento estava falido e talvez a única coisa que os unia era a empresa que as famílias Evans e Pierce sonharam por anos poder juntar. Com a vinda de um herdeiro para usar o nome das duas famílias tudo se tornou possível.

Brittany casou-se com Sam assim que terminaram a faculdade, ele era um cara legal e engraçado, sempre a tratou super bem e no começo do namoro, mesmo que forçados pelos pais, eles se gostavam. Amor, amor mesmo, isso nenhum dos dois havia experimentado.

Logo após do matrimônio houve toda uma pressão em cima de Brittany para que ela engravidasse, algo que nem a própria podia suportar. Todas as reuniões em família o assunto era o mesmo “a junção das empresas das famílias”. Brittany já esperava pela pergunta “e o bebê, quando chega?” e Sam procurava paciência para as piadas “não ta fazendo direito”. A loira sofreu tanto com a cobrança de ter um filho que o seu primeiro bebê ela perdeu, depois disso ficou com medo de voltar a engravidar, levou cerca de um ano para tentar novamente. Sam até mesmo lhes preparou uma segunda lua-de-mel, férias em Cancun, o sonho de Brittany, principalmente por estarem longe de qualquer parente. Mesmo assim ela não engravidou. Depois de muito custo, os dois se submeteram a uma bateria de exames e constatou-se que o problema estava em Sam, ele andava estressado demais e isso influenciava biologicamente em seu corpo, mais especificamente em sua produção de esperma, uma doença conhecida como azoospermia. Não tiveram outra alternativa a não ser uma fertilização que deu a vida ao pequeno Luca.

Além de toda a alegria que o herdeiro trouxe a família, o casal Pierce Evans acreditou que com a chegada do filho tudo iria melhorar entre eles, mas se enganaram. Com a junção das duas empresas, Sam assumiu a presidência, que deveria ser dividido com Brittany, o que inicialmente ela não o fez pra se dedicar ao bebê, com isso o loiro ficou ainda mais sobrecarregado e sem paciência o que o fazia se dedicar bem menos a mulher e ao filho. Brittany também desenvolveu uma pequena depressão pós-parto, o que acabou a afastando ainda mais do marido.

Mesmo depois da depressão superada, Sam continuou a evitá-la, Brittany já nem se lembrava mais a última vez que transaram, talvez durante a sua gestação, lá pela metade, agora Luca já estava para completar um ano. A loira agora já tinha a certeza de que ele tinha uma amante, todos os dias chegava tarde em casa com a desculpa de que estava trabalhando, ele só se esquecera que agora Brittany trabalhava e dividia as funções com ele na empresa. Quando chegava em casa, sempre estava cheirando a álcool e a perfume barato de outra mulher, isso passou a enojar Brittany que até o fez mudar de quarto.

As brigas se tornaram constantes, a vida conjugal havia se tornado um inferno e todos os dias enquanto voltava para casa Brittany chorava de tristeza. Sua casa havia se tornado o pior lugar do mundo, o único motivo que a fazia voltar era o seu filho, se não tivesse certeza que seu pai a chantagearia de alguma maneira sobre a guarda de Luca, ela já teria pedido o divorcio.

E foi esse o pensamento que a distraiu, ela limpava suas lágrimas e respirava o mais fundo que conseguia, não queria parecer frágil ao telefone, não queria dar esse gosto a Sam que devia rir com a decepção dela, porque não tinha outra explicação pro tipo de marido que ele havia se tornado.

- Ok, Sam. Eu já sei que não posso contar com você para nada. – Ela desligou o celular, arrancou os fones e jogou o celular com força que quicou no banco ao lado e depois caiu no chão. – Meus parabéns, Brittany! – Resmungou para si mesma.

A mulher deu uma boa olhada na pista que estava fazia como sempre, se abaixou parar pegar o aparelho, em frações de segundos estava de volta a sua posição normal, tarde demais para desviar de uma moça morena que surgiu na estrada.

- O meu Deus! – Tentou frear, mas a colisão foi inevitável. – O que eu fiz? O que eu fiz? – A loira tremia temendo o pior.

Desceu do carro desesperada, estava assustada, com medo de ter matado a mulher. Ajoelhou-se ao lado do corpo, aparentemente não havia sangue, era um bom sinal, certo? Recordou-se de não mexer na vítima, pois poderia ser prejudicial ao seu resgate.

- Moça, fala comigo, por favor. – Sua voz saia tremula.

- Huum... – Ouviu um gemido de dor.

- Está viva! – Agradeceu aos céus por não permitir que ela fosse presa e passar os próximos anos vendo seu filho através de uma grade. – Eu vou ligar para o resgate, acalme-se.

Correu até o carro e pegou seu celular dando-se conta que sua tela estava rachada, era praticamente impossível tentar ver algo.

- Porcaria. – Jogou o celular no meio da estrada.

Brittany deu uma olhada ao redor e a única coisa que via eram campos e campos de plantação. Ela sempre pegava essa estrada para fugir do trafego infernal do final de tarde, além de sempre sonhar em comprar um daqueles lotes onde pudesse viver tranquilamente com seu filho. Agora se arrependia amargamente por não haver comercio ou casa por perto. Ela voltou a se aproximar da moça, notando que suas únicas peças eram uma blusa de marca, porém rasgada e a calcinha.

Morena, cabelos e olhos negros, latinha com toda a certeza, um pouco maquiada, o que deixava Brittany mais confusa sobre o que um tipo assim estaria fazendo no meio do nada e principalmente atravessando uma pista. Mas isso ela descobriria depois, agora teria que assumir o risco de levar a morena até o hospital, pegou uma manta dentro de seu carro e foi até a garota que choramingava de dor no chão.

- Bom, eu terei que te levar até o hospital. Sente muita dor?

- No braço.

- Não parece estar quebrado, apenas esfolado, você deve ter usado de apoio. – Brittany a segurou com cuidado e a ajudou a levantar.

- Consegue caminhar até o carro?

- Estou tonta, a minha cabeça dói muito.

- Eu te ajudo.

A loira levou a morena até o carro e prendeu o cinto, correu para o outro lado e saiu voando com o carro.

- Quer causar outro acidente? – A latina resmungou levando a mão a cabeça, aquele fluxo de objetos ficando para trás em alta velocidade estava a deixando ainda pior, era como se a pancada fosse dada outras vezes.

- Desculpe, estou nervosa e com medo por você.

- Tudo bem... – Ela falava com um pouco de dificuldade, sua voz saia arrastada. – Meus olhos estão pesando.

- Já estamos chegando.

Brittany já havia entrado no meio urbano, estacionou o seu carro em frente ao hospital e correu para dentro pedindo ajuda, enfermeiros com uma maca a seguira até o carro para socorrer a mulher. Já no corredor Brittany tentava um ultimo contato.

- Ei, precisa me dizer seu nome, alguém que eu possa avisar.

- Eu não sei. – A garota estava nitidamente perdendo a lucidez.

Um dos enfermeiros barrou a entrada de Brittany na sala.

- Senhora, aparentemente ela não apresenta um quadro grave, mas vamos fazer exames neurológicos. Você precisa ficar e preencher a fixa, nós te avisaremos quando tivermos noticias.

Brittany seguiu as orientações do enfermeiro e fez o registro, a partir daquele momento, até poder falar com a latina e saber seus dados, era responsável por ela. Enquanto aguardava, se dirigiu até o telefone do hospital, tentou insistentemente ligar para Sam e nada, ligou para empresa onde foi notificada que ele havia saído momentos depois dela.

“Trabalhando até mais tarde, aham”, pensou consigo mesma.

O último passo foi ligar para sua casa.

- Oi, Lisa. Aqui é Brittany, meu marido já chegou em casa? – Respirou fundo. – Não, né? Claro. Ótimo! Se ele chegar antes de mim ou em um horário razoável, por favor, avise-o que estou no hospital. Sim, sim, sim, não se preocupe, eu estou bem. – Sorriu com a preocupação da jovem, Lisa além de babá de Luca, era também uma boa amiga, alguém que conhecia seus problemas e podia confiar. – Não se preocupe que eu estou bem. Meu pequeno está bem? Sério? Ele chamou pela “ma”? Dê um grande beijo nele por mim. Obrigada Lisa, você é um anjo. – Desligou o telefone e caminhou para uma das cadeiras da sala de espera.

Ela sentia a sua cabeça latejar, massageava sua têmpora, necessitava de um comprido e de um celular para resolver a sua vida, talvez até mesmo um café, ao qual havia se viciado ao parar de fumar. Substituiu um vicio pelo outro, ideia péssima. Se bem que dar uma tragada não seria nada mal naquele momento.

- Não, nem pense nisso. – Bateu em sua própria testa com a mão, se arrependendo em seguida ao sentir a dor ainda mais forte. – Burra!

- Sempre fala sozinha, senhorita... – Um homem alto, moreno, cabelos encaracolados e altamente charmoso parou em sua frente analisando uma prancheta. – Pierce.

Brittany ficou sem graça, um tanto vermelha.

- E e-eu só estou muito cansada. – Levantou-se enfiando as mãos em seu bolso da calça, um tanto retraída.

- Foi só uma brincadeira, mas achei bonita a sua cor corada. – Abriu um sorriso, e que sorriso. – Eu sou o Dr. Marcos Parker.

A bochecha de Brittany voltou a queimar, estava mesmo sendo cantada por um médico bonitão, há tanto tempo que ela não era assediada que já nem sabia mais como se portar.

- Obrigada? – Ela ficou ainda sem jeito, mas tentou fugir daquela situação. – Bem, sabemos que a minha cor está ótima, mas e a garota, como está?

- Posso dizer que o quadro dela é estável, apresenta apenas escoriações no braço e na perna, os dois que usou para amortecer sua queda. Reclamava de fortes dores na cabeça, fizemos vários exames neurológicos e eles não apresentaram alterações, a não ser um fato. Ela está em choque, não consegue se lembrar de nada, ao que parece ela sofreu dois abalos seguidos.

- Dois? – A loira arregalou os olhos sem compreender bem.

- Sim, em exame ao corpo dela foram encontrados arranhões em sua coxa, hematomas de marcas de dedos nos braços e como sua roupas, ou o que sobrou delas, estavam rasgadas, concluímos que ela possa ter sofrido uma tentativa de estupro. Logo, isso explicaria ter saído do meio do nada e então veio o atropelamento. A pancada que ela levou na cabeça pode ter a ajudado a sofrer esse bloqueio.

- E agora?

- Agora a deixaremos em observação por esta noite, mas pela manhã ela terá alta e a senhorita...

- Senhora. – O corrigiu.

Era o segundo “senhorita” e antes que viesse mais alguma cantada, precisava alertá-lo que era casada. Não por Sam, não, com certeza, mas por ela mesma que não saberia o que responder.

- Hã... Hum... – Estava totalmente sem graça, deu uma olhada discreta nos dedos da mão esquerda de Brittany, vendo ali a sua aliança. Agora era a vez dele ficar envergonhado, por mais que a loira tentasse conter o riso, era praticamente impossível.

De certa forma ela o compreendia, não tinha aparência de uma mulher casada, muito menos de quem já era mãe. Brittany transmitia, em primeiro plano, uma expressão inocente, talvez até travessa, um jeito de menina. Mas ao se aproximar todos podiam notar o quanto era madura, atraente e até mesmo envolvente, tudo com naturalidade. Ela não se esforçava para parecer sexy e interessante, era dela. Tudo bem, que desde que engravidou já não se preocupava tanto com o cabelo e em usar roupas da moda que valorizassem seu corpo. Suas maquiagens eram sóbrias e até mesmo seu perfume tinha aroma discreto. Não via porque ou pra quem se arrumar, se esquecendo de si mesma.

- Bonita cor. – Ela zombou arrancando risadas dos dois.

- Bom. – Arranhou a garganta. – Como não temos identificação da paciente, você ficará responsável por ela e terá que aguardar até a família vir procurar por ela.

- Calma, o quê?

- Isso mesmo que você entendeu, terá que cuidar da paciente. Ajudará muito se começar a notificar, espalhar cartazes com fotos. Ela aparenta ser de um bom nível social, posso estar enganado, mas não deve ser tão complicado.

“Só pode estar brincando, uma desmemoriada em minha vida, mais um problema. O que eu vou fazer com ela? Levar para casa pro Sam ter outra mulher para comer em baixo do mesmo teto que eu?” foi o primeiro pensamento da loira, sendo que isso fez com que sua dor de cabeça praticamente triplicasse.

- Escuta, eu não posso levar uma estranha pra casa.

- E ela não pode ficar aqui. Sinto muito, senhora Pierce. – Ele ressaltou no senhora. – Não há muito que possamos fazer. Deseja vê-la? Já está no quarto.

- Você pode me fornecer um comprimido para dor de cabeça antes? A minha dor está insuportável.

Depois de tomar o seu remédio, Brittany caminhou até o quarto da, até então, desconhecida.

- Você precisa vestir a roupa, não pode ficar pelada. – A enfermeira insistia enquanto a morena turrava o contrário.

- Eu não estou pelada, eu tenho essa coberta. Veste você essa velharia.

- Senhorita, eu terei que chamar os enfermeiros para te segurar.

- Chame e eu grito.

Brittany não podia deixar de rir daquela situação toda, pareciam duas crianças. Acabou sendo notada pela enfermeira.

- Diga a essa senhorita que ela precisa vestir algo. – Já quase implorava.

- Não mandei ninguém arrancar as minhas roupas. – Deu de ombro.

- Elas estavam rasgadas. – Insistiu a enfermeira.

- Isso aí tem um rombo atrás e ninguém diz nada.

- Tudo bem, tudo bem. Eu tento falar com ela. – Britt pegou a roupa hospitalar da enfermeira que saiu bufando. – Oi? Lembra-se de mim? A loira que te atropelou. – A morena cerrou os olhos.

- Não fale comigo como se eu fosse uma doente.

- É que você diz não se lembrar de nada.

- E aparentemente a culpa é sua.

- Minha?

- Foi você quem me atropelou.

- Por que você invadiu a pista.

- Se estivesse prestando atenção na estrada teria me visto.

Brittany irritou-se, mas de certa forma a mulher tinha razão.

- Ok, vamos ao que interessa. Quem é você?

FIM DE FLASH BACK

A mulher morena andava pelos corredores chamando a atenção dos pacientes, bem como seus acompanhantes. Seu corpo era impecável, seios fartos, bunda arredondada, seus cabelos negros soltos davam um charme ainda maior.

O fato era que nem ela sabia ao certo para onde ia, apenas seguia as placas de “saída”, quando foi pega já estava quase no hall de entrada. Foi praticamente arrastada para o quarto dizendo coisas em outra língua que fugia do entendimento de todos, só podiam constatar que era em espanhol fluente. Acabou sendo sedada e enfim conseguiram lhe vestir a roupa.

Brittany foi orientada a ir para casa, mas deveria comparecer de volta ao hospital, pois a latina teria alta e precisariam que Brittany se responsabilizasse por ela. A loira não estava nada satisfeita com a situação, mas sabia que tinha causado o problema e agora precisaria assumir. Quando chegou em casa o relógio já marcava 1h15 da madrugada, não tinha nenhum sinal de Sam. Passou pelo quarto de seu filho e se deparou com Lisa dormindo no sofá, ela deu um beijo em seu pequeno no berço e se aproximou da babá para despertá-la.

- Lisa. – Balançou o ombro da moça com cuidado. – Lisa. – Voltou a chamar depois de uma resmungada da jovem. – Vá para cama.

- Senhora Pierce. Já é de manhã?

- Não, não. É quase 1h30, você acabou dormindo aqui.

- Luca não queria ficar sozinho. – Levantou-se passando a mão no olho. – A senhora está bem?

- Sim, só muito cansada, me meti num problemão, mas amanhã conversamos sobre isso. – As mulheres saíram do quarto.

- Já comeu?

- Algumas besteiras no hospital. Vá para cama e não se preocupe, tudo o que eu preciso agora é um banho e dormir.

- Tudo bem, boa noite!

- Boa noite! – Disse entrando em seu quarto.

A loira foi para o seu tão esperado banho, é como se a água morna lhe levasse todo o peso de seu dia cansativo. Aliás, um de seus momentos favoritos era o banho, ela pensava sobre tudo que havia passado no seu dia, enquanto tentava se convencer de que o próximo seria melhor. E no banho desse dia, a única coisa que vinha em sua mente era seu próprio olhar percorrendo o corpo da morena, ela era realmente bonita, sexy, gostosa... “Gostosa”, essa palavra assustou Brittany, mas não tinha porque negar. Aqueles lábios carnudos tão beijáveis, olhos negros e profundos... A loira pode sentir um desconforto entre suas pernas. Estava excitada? Estava realmente excitada com a figura da latina rebelde? Ela riu de si mesma.

- Oh Brittany, minha cara, você está precisando urgentemente de sexo, é isso. Pense em algo que realmente vale a pena, como aquele médico gostosão dando em cima de você. – Ela deixou uma pequena risada escapar.

A figura do médico atraente lhe surgiu a mente, ela imaginava como seria ser tocada por aquelas grandes e grossas mãos. Um suspiro involuntário escapou de seus lábios.

Brittany delicadamente deslizou a sua mão esquerda pelo seu colo, parou na altura de seu seio e passou o dedo indicador em volta de seu bico rosado e, no momento, já rígido, apertou o mesmo e soltou mais suspiros pesados. Deslizou sua mão direita pelo seu abdômen e tocou seu montinho de nervos sensível, esfregou com seu polegar seu clitóris sentindo a umidade. A água morna em suas costas também a ajudava a relaxar e a intensificar as sensações que seus próprios dedos lhe proporcionavam, ela roçava uma perna na outra aumentando a pressão de seu centro. Aquele choque gostoso que vinha de seu centro e subia até seu abdômen a fez arquear as costas, precisou soltar seu seio e amparar o braço na parede lhe dando apoio, afastou uma perna da outra e olhou para baixo para contemplar os movimentos que seus próprios dedos faziam, isso era tão sexy.

“Imagina aquele moreno te tocando, Britt.” Ela sorriu com malícia. “Gostoso”.

Ela apertou seus olhos e chegou com seu dedo indicador e médio até a sua entrada, tentou imaginar aquele moreno forte agarrando seu corpo por trás e lhe penetrando com movimentos delicados, ele demonstrava ser um homem atencioso com as mulheres, mas por algum motivo isso a desestimulou. Ela não queria apenas uma transa, ela queria uma pegada forte que a fizesse descarregar todo o seu tesão. Veio então a imagem da morena sensual com o corpo colado atrás dos seus, os seios fartos e bicos duros e moreninhos grudados em suas costas, enquanto uma das mãos lhe alisavam com firmeza e seus dedos eram investidos com força em movimentos intensos. Quase até podia ouvir as palavras sujas que aquela morena ousada diria. Sua boca secou e ela passou a língua entre os lábios tentando umedecer.

“Oh meu Deus!”

Brittany penetrou seus dedos e os curvou começando movimentos ágeis, podendo sentir como estava bem molhada, um gemido alto e rouco pode ser ouvido pela mesma. Suas unhas raspavam o azulejo da parede, jogou a sua cabeça para trás, tinha os olhos fechados e a boca meio aberta, enquanto se tocava com desejo. A imagem daquela latina não saia de sua cabeça, cada penetração um suspiro e gemido novo, aumentou o ritmo de seus dedos, bem como a massagem em seu clitóris. Sentiu as contrações fortes que chegavam até seu abdômen, suas pernas estremeceram, ela chegou ao orgasmo com uma fantasia sexual com uma desconhecida.

Brittany encostou sua cabeça na parede e relaxou com a água morna em contato com sua pele, enquanto tentava controlar sua respiração.

“Ou você está louca, ou está muito necessitada.”

Brittany terminou seu banho e foi para cama, o olhar da morena sobre ela ainda a intrigava, mas já não queria mais pensar nisso, ela precisava descansar e foi isso que fez.

Notas finais
E então? Vocês gostaram? Devo continuar?