Who Says
3 A Year Without Rain
Notas iniciais
Espero que gostem :)
“I'm missing you so much
Can't help it
I'm in love
A day without you is like a year without rain
I need you by my side
Don't know how
I'll survive
A day without you is like a year without rain
Whoooaaaaaaaa”
Era estranho admiti-lo. Eu não o queria admitir, mas sentia a falta dele. Sentia falta de cada toque, por mais pequeno e insignificante que fosse. Sentia falta de cada abraço, de cada beijo. Mas eu não o podia perdoar assim tão facilmente. Ele tinha beijado outra, mesmo que gostasse de mim. Que tipo de rapaz faria isso à sua namorada? À pessoa com quem quer estar? À pessoa que deseja amar? Eu não sei que tipo de rapaz o faria. Mas ele era parte de mim, completava-me.
Eu não gostava dele pela fama, como a Jasmine-meia-leca, que idiotisse. Eu gostava dele pelo que ele era. Por ser uma pessoa sincera, verdadeira, honesta e ‘fiel’. Por ele ser carinhoso mesmo com as pessoas que não conhecia. Por ser bondoso e solidário. Por tudo o que ele fazia. Gostava de cada sorriso dele. Do que ele transmitia em cada olhar. De cada respiração dele. Ele era perfeito. À sua maneira, mas perfeito. E não havia como negar isso.
Ele tinha-me mandado aquela mensagem e apesar de estar chateada e magoada, senti-me feliz. Feliz por ele ainda se lembrar de mim e tentar fazer com que voltasse para ele. Não é fácil para ninguém, quando a pessoa que amamos nos trai com outra (e que outra! Aquela Jasmine-meia-leca era horrível, presunçosa e manipuladora. Só queria fama!). Não é fácil perdoar.
Eu gostei da mensagem. Ela parecia tão sincera.
Decidi que não devia haver problema em ir ter com ele aos bastidores do concerto, no fim do concerto. Poderia falar com ele e poderíamos esclarecer as coisas como devia ser.
Tomei banho e vesti-me de maneira confortável. Maquilhei-me um bocadinho, com uma base do tom da minha pele, com uma sombra clara e pouco rímel. Pus um pouco de gloss e fiquei pronta.
Então fui para o sítio onde iria decorrer o concerto do Jus e esperei que este acabasse. Quando acabou, fui para os bastidores. Como os seguranças dele me conheciam e sabiam que eu era ‘amiga’ dele, não houve qualquer problema em entrar.
Ia para o camarim do Justin, quando o ouvi a falar com a Jasmine-meia-leca. E não estava a falar com uma voz suave, portanto ela devia tê-lo irritado. Ele saiu do camarim com cara de poucos amigos e deixou-a lá, com uma cara que não devia ser muito agradável.
- Jus... – consegui falar, timidamente.
Ele parou quando me ouviu. Não devia estar à espera que eu fosse lá. Claro que não. Ele sabia muito bem que eu não gostava de enfrentar os meus problemas.
Virou-se para mim.
- Sel... Oh meu Deus... O que estás a fazer aqui? Não esperava ver-te... – disse ele, admirado.
- Eu sei, Jus. Mas eu precisava de falar contigo. Podemos falar agora, se não te importares? – perguntei, com dúvidas de que ele quisesse falar comigo sobre nós.
- Claro, Sel. Vamos para o meu camarim. A Jasmine estava lá, mas duvido que lá continue.
- Posso saber o que é que ela estava lá a fazer? – perguntei, suavemente.
- Ela entrou sem mais nem menos e irritou-me porque eu não gosto nada que ela se atire a mim. Caramba, eu tenho namorada! – disse ele, prontamente. – Quero dizer, eu acho que ainda tenho namorada. – corrigiu ele, olhando para mim com aqueles bonitos olhos cor de mel.
- Vamos falar... – disse-lhe, sorrindo.
- Okay.
Entrámos no camarim dele e ele fechou a porta.
- Peço desculpa pela desarrumação, mas acho que já sabes como é. – disse ele sorrindo e dando aquele jeito ao cabelo que fazia todas as raparigas suspirarem, incluindo eu.
- Sim, Jus, eu sei...
- Então...
- Eu queria falar contigo sobre aquilo que se passou. Eu não sei muito bem como tive coragem de vir até aqui. Geralmente afasto-me dos problemas, é verdade, mas eu preciso de esclarecer isto. Preciso que me expliques o que sentiste quando a beijaste. – disse tudo de uma vez, para não me perder e ficar sem saber o que dizer.
Quando me ouviu, veio até mim e puxou-me para o sofá que se encontrava no meio do seu camarim. Sentámo-nos lado a lado.
- Sel... Antes de mais nada, foi ela que me beijou. Sim, eu correspondi ao beijo, mas eu já tinha bebido. Não estava em mim, preciso que acredites. – disse ele, pegando-me nas mãos e entrelaçando os nossos dedos.
- Mas Jus, sempre que tiveres bebido e se uma rapariga te beijar, tu vais corresponder? Justin, eu não vou andar com alguém assim. Por acaso ninguém tirou fotos do vosso beijo, mas se tivessem tirado, era a Jasmine que se ficava a rir! Eu sei, não me devo preocupar com o que as revistas dizem, mas quanto a nós eu queria que o nosso relacionamento fosse sério e não uma coisa de dois adolescentes que dura duas ou três semanas e depois acaba com o argumento: não somos feitos um para o outro. Só nos queriamos divertir. – disse eu. – Eu compreendo que tu não queiras um relacionamento sério, mas eu prefiro que mo digas em vez de mo esconderes. – baixei a cabeça. Não aguentava fitá-lo nos olhos. Podia perder-me neles a qualquer segundo e não conseguir resistir-lhe.
- Sel, olha para mim, por favor. – disse ele, pegando no meu queixo com a sua mão, de maneira a que eu o encarasse. – Eu quero estar contigo. Achas que se quisesse alguma coisa com a Jasmine, já não a teria tido? Já. Eu não te quero magoar. Eu sei o quanto custa amarmos alguém e essa pessoa dar-nos com os pés. Mas eu amo-te. Não senti nada quando ela me bejou. Nada. E se senti alguma coisa foi que gosto mesmo de ti. Não eram aqueles lábios que eu queria beijar. Eles não eram tão macios e tão saborosos quanto os teus. Eu quero-te, Sel. Tu sabes disso. – ele ia fazendo festinhas na minha face, enquanto ia falando.
- Jus, como é que ficamos? – perguntei, quase num sussurro.
- Posso? – perguntou, pedindo ‘autorização’ para me beijar.
Acenei que não com a cabeça e ele ficou desiludido.
- Eu compreendo-te. Mas por favor, Sel, fica comigo. – disse.
Acenei que sim com a cabeça, fazendo enteder de que ficaria com ele. Eu não conseguia falar. Não saía nada.
Do nada, beijou-me. Beijou-me como nunca me tinha beijado antes. Oh meu Bieber! Aquele beijo curou tudo. Todos os ressentimentos, todas as amarguras. Toda a mágoa que se encontrava em mim, devido ao sucessido no dia anterior desapareceu como que por magia. Ele amava-me e eu sentia-o.
Terminou o beijo com um selinho.
- Desculpa, mas não consegui resistir... – disse, olhando-me nos olhos com um brilhozinho diferente, cheio de amor.
- Não faz mal... Acho que precisava dele... – sorri.
Ele retribuiu o sorriso e colou as nossas testas.
- Sel, queres continuar a ser minha namorada, mesmo que eu seja um tonto? – perguntou.
- Sim, Jus, quero. Quero isso mais que tudo. – disse-lhe, e ele beijou-me novamente.
Eu estava feliz e ele também. Tudo começava a encaminhar-se novamente.
Notas finais
Então, gostaram? Reviews?
Beijinho :)
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