Who Says

4 Never Let You Go & Love You Like a Love Song


Notas iniciais
Aqui está outro :)
Espero que gostem...

“It’s like an angel came by

And took me to heaven

‘Cuz when I stare in your eyes

It couldn’t be better

So let the music blast

We gon’ do our dance

Praise the doubters on

They don’t matter at all

‘Cuz this life’s to long

And this love’s to strong

So baby know for sure

That I’ll never let you go”

Cantei-lhe o refrão de ‘Never let you go’. Significava muito para mim, para ela, para nós.

- Eu não me quero separar de ti. Corro vales e montanhas para estar ao teu lado. – disse-lhe sorrindo.

Ela soltou uma gargalhada deliciosa. Adorava as gargalhadas dela, por isso abracei-a.

Sentia-me tão bem perto dela. O meu coração parecia mais vivo agora, que a tinha recuperado. Batia fortemente... Eu nunca tinha sentido algo tão forte por alguém. A Selena era especial. Era a sereia que embelezava o meu mar.

- Jus, não é melhor irmos? – perguntou ela, tirando-me dos meus desvaneios.

- Ah, sim... Eu levo-te a casa. – disse eu.

- Obrigada. – sorriu, corada.

Sorri-lhe também. Levantámo-nos do sofá e saímos do camarim, de mãos dadas, em direcção ao meu carro. Não havia paparazzis por ali. Ainda bem... Assim não haviam preocupações e podiamos estar mais à vontade.

Entrámos e eu comecei a guiar.

- Jus, queres ficar lá em casa hoje? – perguntou a Sel.

Olhei para ela com os olhos arregalados. Não estava à espera.

- Eu... Eu não sei, Sel. – disse. Não sabia mesmo...

- A minha mãe não está em casa hoje, e como não queria ficar sozinha... Mas tudo bem. – disse ela, sorrindo.

- Mas eu quero. – disse eu, agarrando-lhe a mão sem desviar os olhos da estrada.

- Okay. – disse ela, ficando corada novamente.

O caminho para casa de Selena foi silencioso, mas não foi constrangedor. Estávamos bem um ao lado do outro. O caminho foi calmo.

Chegámos a casa da Selena, ela abriu a porta e entrámos.

- Jus, tens fome?

- Ainda não tinha pensado nisso. – disse, atrapalhado. – Mas acho que já se come qualquer coisita. – sorri.

- E o que é que o menino quer comer? – perguntou.

- Pizza. – disse eu, fazendo uma careta engraçada.

- Está bem, está bem. – disse ela, dando uma gargalhada. – Eu já venho. Podes ficar na sala a ver televisão.

- Não... Eu vou contigo.

- Okay.

Fomos para a cozinha. Ela tirou uma pizza congelada do frigorífico e pô-la no microondas para aquecer.

Abracei-a por trás e ela sorriu.

- Jus, vá lá, estou a tentar arranjar o teu jantar. – disse rindo.

- O jantar pode esperar. – disse-lhe, virando-a para mim.

- Nem pensar, menino Justin. A tua mãe mata-me se souber que eu não te dou comida. – disse ela, apertando as minhas bochechas carinhosamente.

- Está bem, está bem.

Tirou a pizza do microondas e pô-la no forno.

- Tens de esperar só mais um bocadinho. – disse ela, dando um beijinho na minha face.

- Então nós podemos... – disse eu, sorrindo malicioso.

- Jus! Estás doido. E isso é tudo por causa da fome. Calma, rapazito. A comidinha já está quase pronta.

- Okay. – disse, fazendo uma cara triste.

- Ohh, o meu amoree ficou triste. Não quero... – disse ela, beijando-me.

Correspondi, mas fomos interrompidos pelo barulhinho do forno. PI PI PI PI PI.

- Ups. – disse ela, rindo.

Ri com ela.

- Está pronta.

Comemos tudo num instante e eu lembrei-me de que tinha de ligar à minha mãe, para que ela não ficasse preocupada.

- Sel, vou ligar à minha mãe.

- Está bem.

Marquei o número e esperei que ela atendesse.

- Sim? – perguntou.

- Olá, mãe. Sou eu, o Justin.

- Ah, filho. Então? Porque é que ainda não chegaste? Estava a ficar preocupada.

- Desculpa, mãe. É que a Sel foi ter comigo ao concerto e convidou-me para ficar em casa dela. Há problema? – perguntei.

- Não, filho, claro que não. Só quero que tenhas juízo, Justin. JUÍZO.

- Ahahaha. Está bem, mãe. Não te preocupes.

- Okay. Vá, vai lá ter com a Sel.

- Adoro-te, mãe.

- Também te adoro.

Desliguei e fui para perto da Selena.

- Bem, que vamos fazer? – perguntei, dando um sorriso malicioso.

- Vamos dormir. Já viste bem as horas?

Olhei para o relógio de pulso, que marcava 01:34H.

- Já é tão tarde?

- Bem, sim... E tu deves estar cansado. – disse ela, olhando para mim com os seus lindos olhos muito brilhantes.

- Não estou cansado. Quero aproveitar os momentos contigo. – disse eu, abraçando-a.

- Pois...

- Vamos para o teu quarto? – perguntei, sorrindo.

- Sim... – respondeu ela, também a sorrir.

Subimos as escadas e fomos para o quarto dela.

Ele era muito bonito. Era em tons de rosa, azul e roxo, muito bem decorado.

Abracei-a outra vez. Queria-a perto de mim.

- Bem, vai tomar banho que depois vou eu. – disse ela.

- Não preciso. Tomei banho no camarim, depois do concerto. – disse eu.

- Está bem. Então fica a ver televisão se quiseres. Eu já volto.

P.O.V. Selena

Fui tomar banho. Precisava daquilo. Precisava da frescura da água a bater sobre cada parte do meu corpo. Quando acabei, reparei que me tinha esquecido da toalha, e não podia sair de lá, senão molharia o chão todo.

- Justin! – chamei alto.

- Sel... Diz. – disse ele.

- Esqueci-me da toalha. Podes ir ao armario buscar uma para mim, por favor? – perguntei. Meu Deus, que vergonha.

- Claro. Espera só um bocadinho.

Senti a porta a abrir e o Justin a entrar na casa de banho.

- Livra-te de olhares para mim quando me deres a toalha! – disse eu.

Ele soltou uma gargalhada.

- Não te preocupes, eu não vou olhar. Sei que não queres.

- Obrigada.

Ele ia de olhos fechados e esticou o braço para me dar a toalha.

- Toma.

- Obrigada, Jus.

Ele sorriu e de olhos fechados deu meia volta e saiu.

Eu limpei-me e vesti o meu pijama. Não era bem um pijama. Como era Verão, vesti uns mini-calções e um top super fininho.

Lavei os dentes. Pus creme hidratante na pele e estava pronta.

Saí da casa de banho e encontrei o Justin só de boxers, deitado na minha cama a ver televisão.

- Menino Justin, tu não vais dormir aqui. – disse eu.

Ele olhou para mim e ficou com os olhos arregalados.

- WOW. – disse ele, mechendo apenas os lábios.

- Justin, pára de olhar. – disse eu, agarrando numa almofada e atirando-a para cima dele.

- Okay... Eu não vou dormir aqui? – perguntou ele.

- Não, Jus. Vais domir no quarto de hóspedes. – respondi.

- Porquê? Eu fiquei aqui para estar contigo. – via-se um bocadinho de tristeza nos seus olhos.

- Mas Jus...

- Está bem. Se é isso que queres, eu vou dormir para lá. – disse ele, levantando-se da cama e indo em direcção à porta.

- Jus... – disse eu, tentando pôr-me à frente dele, para não o deixar sair.

- Deixa. Até logo. – disse ele, abrindo a porta do quarto e saindo.

Ele não parecia bem.

Raios! Mas porque é que eu não o deixei dormir aqui? Vergonha...

Senti-o a deitar-se na cama do quarto ao lado e resolvi seguir o seu exemplo e ir dormir.

Eu não conseguia dormir. Por mais voltas e voltas que desse na cama, não conseguia adormecer. Sentia a minha consciência pesada. Meu Deus, eu tinha sido tão parva com o Justin. Qual era o mal de ele dormir comigo? Não iamos fazer mais nada. E se acontecesse, seria normal...

Levantei-me da cama devagarinho, abri a porta do meu quarto e fui para o quarto onde o Justin estava a dormir.

Abri a porta com cuidado para não o acordar. Ele ficava tão bonito quando estava a dormir. Claro que ele já era bonito.

Eu não o queria acordar, mas tinha de o fazer.

- Jus... – sussurrei. – Jus...

- Hum... – fez ele.

- Justin. – disse eu.

- Sim? – perguntou ele, mal humurado.

- Justin, posso dormir aqui, contigo? – perguntei, um bocadinho envergonhada.

Ele ligou a luz do candeeiro e levantou-se, ficando sentado na cama.

- Tu não queres isso. – disse ele, tristemente.

- Justin, por favor. Eu quero dormir aqui contigo. Não consigo dormir sozinha. O meu coração sente a tua falta.

Ele olhou para mim e os seus olhos reluziam como estrelas.

- Claro... Anda. – disse ele, fazendo um gesto com as mãos, para eu me deitar ao pé dele.

- Obrigada, Jus... – disse eu.

Ele desligou o candeeiro e virou-se para mim. Afagou as minhas bochechas com as suas mãos e beijou-me. Beijou-me com amor, com desejo. Como se a sua vida dependesse daquele beijo. Como se ele precisasse dele.

- Amo-te, Sel. Não percebi porque é que não quiseste que dormisse contigo. – disse ele, baixinho.

- Eu não tinha pensado nisso e essa ideia não me soava bem... Mas agora soa. Eu também te amo, Jus. – disse eu. – “I, I love you like a love song, baby. I, I love you like a love song, baby. I, I love you like a love song, baby. And I keep it in re-pe-pe-pe-pe-peat”. – Cantei, baixinho.

- I love you, my favorite girl. – Disse ele.

Aninhei-me entre os braços dele, com a cabeça no seu peito. Adormecemos os dois, bem juntinhos.

Acordei e ainda sentia o Justin a abraçar-me... Era tão bom acordar com ele ao meu lado.

- Amor... – sussurrei. Dei-lhe um beijinho na bochecha e ele sorriu.

- Bom dia... – disse ele. – Dormiste bem?

- Mais que bem. – disse eu, sorrindo. – Gosto de ti.

- Também eu, Sel, também eu... – disse ele, dando-me um beijo na testa. – Eu não esperava que viesses ter comigo ontem e me pedisses para dormires comigo...

- Eu sei... Só que eu não queria que tu pensasses em algo mais... – disse, escondendo a cabeça nos lençóis suaves.

- Sel, sabes bem que eu não faço nada que tu não queiras. E eu, bom, nunca fiz isso... – disse ele, envergonhado.

- A sério? – perguntei, estupfacta. O Justin era virgem? Nunca pensei. Depois de todas as raparigas com quem ele já tinha estado... Uau!

- Sim... – disse, olhando-me nos olhos.

- Eu não sabia... Desculpa por te ter ‘mandado embora’ ontem. Foi uma parvoice. – disse eu, sorrindo.

- Não te preocupes. Estamos juntos, não estamos? – perguntou.

- Sim. – disse eu.

E então ele beijou-me. Mais um beijo de tirar o fôlego.

Meu Deus, eu não sei onde é que ele ia buscar tanta ‘energia’. Com certeza que era à comida de plástico que ele se fartava de comer. Mas lá por comer isso, não significava que o seu corpo não fosse perfeito e super definido. Ele era perfeito e super definido! De deixar qualquer rapariga maluca e doida por ele.

- Jus...

- Hum... – disse ele, começando a passar as mãos pelas minhas costas e pelas minhas coxas, dando beijinhos pequenos no meu pescoço.

- É melhor pararmos... Não que eu não queira mas... – disse, tentando não o magoar. Não queria que ele ficasse mal disposto por causa disso. Só que não era o melhor momento para aquilo.

- Tudo bem, desculpa. Eu tenho de ir. – disse, levantando-se da cama. A sua voz não estava tão carinhosa como antes, mas não mostrava arrogância. Só um pouco de impaciência.

- Mas...

Vestiu-se rapidamente e disse:

- Ainda tenho de ir a casa.

- Pois, claro. Eu levo-te à porta.

Levantei-me da cama e descemos as escadas juntos.

- Até logo, Jus.

- Até logo. – disse ele, indo embora sem ao menos me dar um beijinho de despedida.

O que é que eu fiz?

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Reviews?
Beijinho *)