Who Is The Killer?
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Já era 8 da manhã e Guilhermo subia as escadas com uma bandeja em mãos, seria o café de Charlotte que precisava de muito carinho após o susto que levou com o sumiço dos filhos.
Charlotte ainda dormia profundamente, o sumiço de seus filhos tinham a desgastado emocionalmente, mas a presença deles ali eram suficiente para trazê-la de volta a realidade.
Guilhermo entrou no quarto e ao se aproximar da cama, sorriu, Charlotte era linda dormindo ele tinha pena de acordá-la.
— Bom dia, amor.
— Bom dia meu amor. — Ela abre os olhos e pisca umas vezes pra acostumar com a claridade.
— Olha o que eu trouxe para você. — Guilhermo senta na cama e segura a bandeja. Havia pão com geleia, suco de abacaxi, bacon e ovos.
— Hum. — Ela senta na cama e sorri. — Vou ficar mal acostumada amor.
— Você está merecendo depois do acontecido. — Guilhermo pega um pão e leva até a boca dela,
Ela morde o pão e olha para o marido.
— Se não fosse por você. — Charlotte limpa a boca e sorri. — Eu não teria conseguido sozinha.
— Por isso que estamos casados a 17 anos, um percebe o outro, percebi que precisava do meu melhor. — Guilhermo conseguia ser perfeito em qualquer situação, seria seu sangue Francês.
— Guilhermo eu te amo tanto. — Charlotte sorri e coloca as mãos no rosto dele. — Você e nossos filhos são tudo pra mim.
— Faço suas as minhas palavras. — Guilhermo beija ela.
Charlotte retribui ao beijo do marido e se deita na cama fazendo ele ficar sobre ela.
Guilhermo sorri e mantém os beijos.
— Calma aê, não vai querer deixar a cama com uma poça cheirando a abacaxi. — Guilhermo deixa a bandeja de lado, sobre a mesinha do abajur ao lado da cama.
— É, tem razão. — Ela sorri e beija ele novamente.
Guilhermo acaricia o corpo dela, era extremamente apaixonado por Charlotte, ninguém conseguia mudar isso.
Charlotte abraça Guilhermo e sorri entre o beijo. Ela era perdidamente apaixonada por ele, seu primeiro namorado, primeiro homem, seu marido. A cada dia ela se apaixonava mais e mais por ele.
Guilhermo morde o lábio dela e encoxa ela, o calor do momento só auxiliava os 2 a se amarem. Todos ao redor reconheciam que não havia amor mais bonito.
— Você é maravilhosa, Char. É muito mais do que sonhei prá mim.
— Ah Gui, nunca poderia sonhar com alguém melhor que você. — Ela olha nos olhos do marido. — Você realizou meus maiores sonhos, me deu nossos dois tesouros. Eu não poderia querer mais do que isso.
— Muito menos eu, Em e Dani são maravilhosos. Mesmo que mal saibamos o que Dani vê naquele celular. — Guilhermo ri e coloca por cima dele.
— Ele se distrai com aquilo, mas acho que ele vai mudar. Por causa daquele aparelho que ele se perdeu, acho que serviu de lição.
— Sim, o importante é que todos estão bem, felizes. Temos um casamento lindo para sermos padrinhos.
— Vai tudo ser perfeito. Aimê e Jason foram feitos um pro outro, assim como nós dois.
— Sim. — Algumas batidas na porta interrompem o casal.
— Tudo que é bom dura pouco... — Charlotte ri. — Entra
— Bom dia e desculpe atrapalhá-los, mas hoje marquei com o padre para irmos conhecer a igreja.
— Imagina Jason. — Charlotte sorri. — Vamos lá conhecer.
— Eu, Aimê, seus pais e os outros padrinhos esperamos vocês lá embaixo. — Jason sorri a eles.
— Tudo bem, Jay. Sua irmã e eu já descemos. — Guilhermo sorri
— Já vamos Jason. — Charlotte sorri e acena para o irmão.
— Aonde a gente estava mesmo? — Guilhermo questiona olhando ela — Hum... Acho que me lembro. — ele morde o lábio dela.
— Hum... Temos tempo. — Charlotte sorri e puxa o marido para um beijo intenso.
— Sim. — Guilhermo remove sua camiseta — e volta a beijá-la.
Charlotte abaixa as alças do seu pijama e sorri entre o beijo. Ela coloca as mãos nos ombros do marido e acaricia aquela região.
Guilhermo remove seu short e revela sua ereção. O casal se entrega o prazer de uma "rapidinha".
Flint bateu na porta do quarto de Phill e Ive torcendo prá que eles não estivessem num momento intímo.
— Pode entrar! — Ive grita do banheiro e ri olhando para Phill. — Desculpa amor.
— Bom dia prá você também. — Phill rola na cama e sorri a amada.
Flint abre a porta e vai até a cama pulando nela.
— Ai, caralho! — Phill resmunga e Flint gargalha.
— Bom dia Flint. — Ive sorri ao sair do banheiro. Ela vestia uma calça jeans, um all star e uma camiseta branca. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo e a franja sobre sua testa. — Capotou como queria?
— Opa. Mas senti falta do meu gordinho. — ele agarra Flint.
— Sai fora, Flin... Não vê que Ive vai ficar enciumada. — Phill ri e levanta da cama.
— Sai fora mesmo, esse gordinho é só meu. — Ive faz careta e se joga na cama.
Flint e Phill sorriem. O loiro deita na cama e coloca as mãos debaixo da cabeça.
— A que devemos a honra da visita? — Phill agarra a namorada e olha ele.
Ive segura as mãos de Phill e olha para Flint esperando a resposta dele.
— Sei que não vive sem nós, mas tem alguma coisa aí.
— Bem, é que vocês são padrinhos do noivo e eu junto com a Alie, somos da noiva e ele quer que vamos a igreja, para conhecê-la. — Flint começa.
— Olha, claro que vamos, mas tem mais uma coisa né? — Phill olha ele.
— Nossa é mesmo. A visita da igreja! — Ive olha pra Flint. — Aconteceu algo fora isso?
— Terry, ele sumiu. Ele dorme comigo e Christian e não estava no quarto ontem e nem hoje. — Flint comenta e suspira.
— Caramba, mas o Terry não é disso, mesmo que seja loucão. A não ser...
— Eu sei, Phill. Uma garota, mas ele não conheceu nenhuma garota, nem foi no Lennery ontem.
Phill fica pensativo, Terry sumindo algo estava errado nessa ilha.
— Será que ele caiu em uma armadilha ou foi atrás de alguém e se perdeu? — Ive olha para eles.
— Não sei, acho pouco provável. — Phill ainda continuou pensativo — Mas, e o Christian?
— Tá dormindo, mas ele vai ficar bem. — Flint sorri — Mas, esse sumiço do Terry é o que não poderia acontecer.
— Porquê? — Ive olha sem entender para Phill e Flint.
— Jason vai ficar abalado. Ele tem que ter um casamento feliz. — Phill solta o ar — Terry não podia arranjar uma guria e sumir assim.
— Se foi isso o que aconteceu. — Flint continua.
— Flint você não está pensando que o Terry morreu não né? — Ive olha para ele.
— Morreu? Não, claro que não. — Flint fica surpreso assim como Phill. “Não podia ser...”. Phill pensou.
— Sei lá, to viajando legal, mas teve um serial killer nessa ilha né? Bom, não vamos falar sobre isso.
— Relaxa amor. — Phill abraça ela — Vamos nos trocar, descer e tentar agir naturalmente, não podemos alarmar Jay.
— Tem razão, vejo vocês lá em baixo. — Flint sorri e se levanta da cama.
— Desculpa. — Ive olha para eles. — Logo descemos Flint.
— Amor, calma. Você parece um pouco assustada? É o lance da armadilha da Kar? — Phill olha ela.
— É. Quando fecho os olhos ainda vejo aquela cena. — Ive suspira. — Enfim, vamos nos arrumar né. Jason e Aimê estão nos esperando.
— Sim e acalme-se, tudo dará certo. — Phill abraça ela.
Lá em baixo Aimê e Jason esperavam seus padrinhos. Phill e Ive, Charlotte e Guilhermo eram de Jason.
— É só o que eu espero. — Ive retribui ao abraço do namorado.
Aimê estava sentada em uma das poltronas da sala, ela esperava pelos padrinhos e Jason e pelos seus, Alice e Flint. Hunter e Liv, o outro casal de padrinhos de Aimê, encontrariam com os noivos na igreja.
Dorian e Sheyla também estavam lá.
— Olá pessoal, bom dia. — Dorian cumprimenta — Bem, seu que peguei todos de surpresa, mas consegui falar com o padre Adriel e faremos uma visita na igreja. Liv e Hunter já foram contatados? — Dorian olha Aimê.
— Foram sim pai, falei com eles e eles irão se encontrar conosco lá na igreja.
— Então está certo e creio que amanhã teremos o ensaio na igreja, Dorotty irá nos ajudar, ela entende dessa formalidades. — Dorian sorri a senhora.
— Claro, será uma honra Sr. Dorian. — Dorothy sorri a ele.
— Eles ainda estão dormindo amor? — Aimê cochicha para o noivo.
— Oh meu Deus, cabeças rolaram. — Jason brinca com a noiva.
— Nem me diga. — Aimê ri.
— Bom dia. — Alice sorri ao chegar na sala.
— Bom dia Alice. Que bom que acordou. Acho que estamos todos aqui. Vamos? — Dorian olha eles e segura a mão de Sheyla.
— Ainda faltam os amigos do Jason e a irmã dele amor. — Sheyla olha para o marido.
— Não mais. — Ive sorri descendo a escada com Phill.
— Estamos aqui. — Charlotte sorri animada ao lado de Guilhermo.
— Então vamos. — Dorian começa a andar ainda de mãos dadas a Sheyla em direção a porta.
Phill vai logo atrás com Ive e Flint com Alice.
— Tô tão ansioso, conhecer o lugar aonde casaremos. — Jason sorri.
Sheyla acompanha o marido.
— Se não mudou, é um lugar maravilhoso meu amor. — Aimê segura na mão dele e segue seus pais e os outros.
— Hoje eu sonhei... Você entrando de noiva rodiada por nossos amigos e aqueles arranjos de flores e tecidos. Seu pai sorridente ao seu lado me entregando você com o abraço caloroso. Ive, Alie, Char e Liv estavam lindas mais não conseguiam superar você e o vestido que imaginei. — Jason vai narrando enquanto caminham em direção aos carros.
— Nossa amor, que lindo. E o vestido como era?
— Prá provar que era um sonho, ele era vermelho. — Jason sorri fechando os olhos.
— Ah, sinto lhe decepcionar, mas ele será branco. — Aimê sorri para ele.
— Boba. — Jason dá um selinho no carro e entra no carro com Ive e Phill, mas Flint. Alice foi com Dorian, Sheyla, Charlotte e Guilhermo.
— Sr. Dorian, o padre Adriel que irá celebrar o casamento? — Alice olha para ele.
— Sim, Adriel sempre foi amigo da minha família e da sua também. — Dorian sorri a Alice.
— Ele que cuidou do Hunt, depois... Bom o senhor sabe. — Alice sorri sem graça e se encosta no banco do carro.
— Sim, é um grande homem. E foi quem me ajudou a casar com Sheyla. — Dorian sorri e pega na mão da esposa.
— E tenho certeza que ele vai fazer a melhor cerimônia que ele já fez. — Sheyla sorri e segura na mão do marido.
— Jason e Aimê merecem. — Charlotte sorri.
— Definitivamente. — Guilhermo finaliza.
Dorian entra no asfalto e vê o carro de Phill logo atrás.
— E vocês hein? — Aimê olha para Phill e Ive. — Quando vão colocar as algemas?
— Aimê sempre tão direta. — Ive ri sem graça.
— Vocês estão nos inspirando. — Phill pisca para Aimê e segura na mão de Ive.
— Sou padrinho, oficialmente. — Jason sorri e levanta a mão.
— Ah eu também! — Aimê ri.
— Estão? — Ive olha surpresa pra Phill. Eles namoravam há um tempo, mas nunca flaram ou pensaram sobre casamento.
— Sim, acho que me casar com você seria mais valioso que qualquer bem material que possuo. — Phill sorri a ela.
— Quanto amor. — Flint reproduz corações com as mãos.
— Ah Phill. — Ive olha para o namorado e sorri encantada.
— Ah que fofo. — Aimê deita a cabeça no ombro do noivo.
— Só eu que não tenho ninguém prá casar. — Flint mostra a língua ao pessoal e gargalha.
— Com coisa que você quer alguém pra casar agora né Flint. — Ive ri.
— Sem ofensas Flint, mas não te vejo casado. — Aimê ri olhando para ele.
— Bem, nunca pensei nisso. Mas quem sabe um dia. — Flint suspira e lembra que ia sair com Liv — Até que horas vai essa visita?
— Todo mundo acha sua tampa da panela. — Aimê ri. — Não sei, por que?
— Vou sair com a Liv. — Flint sorri. Sabia que Aimê iria zoá-lo por causa do papo da tampa da panela.
— Olha só garanhão... — Phill e Jason comentam e dão risada.
— Hum... Olha lá hein, Liv é minha irmã. — Aimê sorri para Flint.
— Prometo respeitá-la. — Flint pisca a ela.
— Ou não. — Phill sorri.
— Ou não mesmo. — Jason complementa.
— Não mesmo. — Ive ri.
— Ai meu Deus. — Aimê ri com eles.
Os carro estacionam frente a igreja, ela não era tão grande, mas era bonita e muito bem pintada. A porta estava aberta depois de uma longa escadaria.
— Padre Adriel não mudou nada. — Aimê sai do carro olhando tudo em volta.
— Que lindo aqui A. — Ive olha encantada para a igreja.
— Bota lindo nisso. — Guilhermo fala saindo do outro carro.
Dorian sai e espera a esposa sair para dar as mãos a ela.
— Como quando nos casamos meu amor. — Sheyla sorri ao sair do carro.
— Sim, perfeitamente. — Dorian beija a mão de Sheyla.
— Bom dia, sejam bem-vindos ao lar do Senhor. — Padre Adriel disse saindo para fora e sorridente.
— Padre Adriel! — Alice sobe a escada rapidamente e o abraça. — Sua benção.
— Deus te abençoe, minha filha. — Adriel abraça ela, foi grande amigo de Dorian, mas ainda mais de Morgan, pai de Alice. — Quanta saudade.
— Amém. — Alice sorri. — Eu também estava morrendo de saudades!
— Percebemos Alie. — Aimê ri.
— Tá pintado na cara dos 2. — Jason ri.
— E esses são nossos risonhos noivos. — Dorian sorri ao casal — Ainda se lembra de minha filha, Aimê? — Dorian aponta ela.
— Claro que sim. Ela atrapalhava minhas pregações quando criança, eu estava começando e já tive que encará-la. — Adriel abriu os braços e espero o abraço de Aimê.
— Eu era criança padre. — Aimê sorri sem graça. — Sua benção. — Ela abraça ele.
— Deus te abençoe. — ele coloca a mão na testa dela e sorri. — Mais olha agora cresceu e irá se casar, fico extremamente feliz e sei que o Senhor Jesus, irá cooperar para esse casamento.
— Amém padre. — Aimê sorri. — Bom, este é o meu noivo Jason, aquela é a irmã dele Charlotte e seu marido Guilhermo, estes são Flint, Phill e Ive, namorada do Phill. — Aimê apresenta todos.
— Muito prazer a todos. — Adriel cumprimenta com um longo aceno.
— Sua bênção padre. — Jason se aproxima.
— Deus te abençoe, filho. — Adriel faz o mesmo gesto e coloca a mão na testa do rapaz.
Charlotte chega ao topo da escada com o marido e pede a benção do padre assim como os outros ali, o padre sorri a cada um e concede sua benção.
Liv chega a igreja e estaciona sua moto próximo aos carros, ela desce e tira o capacete.
— Olá pessoal. — Ela sorri enquanto sobe a escada e balança os cabelos.
— Wow. Chegada triunfal. — Flint quase baba.
Phill gargalha e faz o sinal da cruz entrando na igreja.
— Olá Flint. — Liv sorri. — Tio Adriel, sua benção.
— Deus te abençoe, minha filha. — Adriel beija a testa da sobrinha.
Flint vai até ela e dá um beijo nela.
Liv retribui ao beijo na bochecha de Flint e sorri.
— Bom, vamos entrar? — Sheyla olha para eles.
— Vamos. — Flint segue os demais.
A viatura estaciona na igreja e Hunter entra nela. Ele sai do carro e entra na igreja, mesmo que ele conhecesse a igreja, ele quis vir para ver Aimê e a irmã.
Ao ouvir o barulho do carro Alice fica parada na porta da igreja, ela olha para a escada e vê seu irmão subindo os degraus.
— Hunt!
— Alie! — Hunter sobe os degraus correndo e agarra-a e gira ela no ar.
— Hey! — Alice ri abraçada com ele. — Se contenha homem!
— Preciso aproveitar cada momento com você, enquanto estiver aqui em Folk's Island.
— To gostando disso. — Alice sorri.
— Imagine eu, vem vamos entrar. — Hunter diz e entra com a irmã.
Alice acompanha ele. Era perfeito todos os momentos ao lado do irmão, mas o que Luke tinha contado a ela, não saia de sua cabeça.
Daniel não conseguia acreditar que Ryan tinha ido embora e agora Terry também sumiu. Ele matutava as novas informações, não sabia ao certo o que pensar, mas essa ilha era conhecida por seus assassinatos. Ele deitou no sofá e refletia.
— Karen? — Maya desce a escada. — Karen? — Maya entra na sala.
— Oi? Algum problema? — Daniel olha Maya e se levanta do sofá.
— A Karen. Ela não estava no quarto ontem quando cheguei e até agora ela não apareceu. — Maya olha para Daniel. — Você viu ela por ai?
— Não, ela sumiu também? Eu durmo com o Gordon e ele disse que o Terry sumiu. — Daniel olha ela e agora a coisa parecia ficar pior.
— Terry, Karen, Ryan... Quem mais falta sumir? — Maya olha para ele.
— Bem, minha irmã disse que Ryan foi embora, mas eu duvido muito. Isso está estranho, não está? — Dani suspira e sempre tinha a impressão que eram observados ou seguidos — A sensação constante de estar sendo observado.
— Nem me fale. Esse lugar me dá arrepios.
— Sabe ontem a noite, eu tenho certeza que ouvi alguém gritando. — Daniel olha firme a ela.
— Gritando o que?
— Não sei, foi algum grito... — Daniel tenta se lembrar.
“Ele estava deitado na cama, não conseguia pegar no sono. Já havia rolado diversas vezes na cama, mas algo chamou sua atenção, um grito.”
— Um estrondo, como se algo tivesse caído no chão, mas foi muito abafado. — Daniel analisa suas lembranças — Mas, eu tava meio sonolento, talvez não seja nada.
— Não sei não. — Maya senta ao lado dele. — Você acha que pode ter outro assassino?
— Eu achava essa história maluca, mas eu tô considerando muitas coisas... Ouvi uma conversa esquisita ontem... Não me chame de fofoqueiro. — Daniel sorri e olha ela.
— Gossip boy. — Maya ri. — Posso saber o que você ouviu?
— Ontem eu ia tomar um ar do Lennery. Luke e Alie conversavam... Eu não fiz barulho me escondi atrás do lixo, quando Luke falou sobre já ter tido um assassino 3 anos atrás.
— E ele ainda está a solta? Daniel será que eles foram mortos? — Maya olha para eles surpresa.
— Não pelo que Luke contou Hunter ficou obcecado e o matou. Sei lá... O Hunter é estranho, às vezes frio. — Dani olha Maya sendo sincero.
— Os pais dele morreram, ele foi criado por sabe-se la quem e a Alie ficou longe por todo tempo. Às vezes ser frio é uma defesa dele pra tudo isso e pra não sofrer mais.
— Não sei, algo nele não me cheira bem, como se tivesse esconde algo ou fazendo algo. — Daniel inclina a cabeça.
— Acho que você está implicando com ele Dany.
— Desculpe... Espero estar errado. — Daniel olha para ela.
— Tudo bem. — Ela sorri. — E você? Recuperado do susto?
— Mais ou menos, às vezes eu fecho os olhos e me vejo na noite da mata, naquele buraco escuro. — Dani solta o ar e passa a mão pelo rosto.
— Ainda é recente e foi assustador, mas você vai se recuperar disso. — Maya sorri.
— Obrigado Maya. — ele sorri lindamente — Vou confiar nisso que disse, faz só um dia, né?
— Sim, foi um acontecimento traumático e recente demais, mas logo você vai superar. — Maya olha para ele sorri sem graça. — Desculpa, as vezes minha profissão prevalecer e eu acabo falando demais.
— Você é tão quietinha que às vezes esqueço ser uma psicóloga. Posso te pedir algo? — Daniel tem uma ideia, para comprovar suas teorias.
— Até duas coisas. -Maya ri. — Pode falar.
— Pode analisar o Hunter prá mim, sei lá, eu sei que tem algo nele que não condiz. — Daniel pega nas mãos delas.
— Ta de perseguição com ele mesmo hein. — Ela segura nas mãos dele e sorri. — Tudo bem, eu faço isso.
— Eu posso não ser psicólogo, mas meu faro me diz que ele tem algo que não está contando. — Daniel suspira.
— Fica tranquilo, farei isso por você, mas a Alie não pode saber. Ela idolatra o irmão.
— Sei, será uma parceria investigativa nossa, ok? — Dani pisca a Maya.
— Sim senhor capitão. — Maya bate continência para ele e ri.
— Hey, dupla... Aprontando? — Christian desce as escadas mais sóbrio.
— Conversando, se conhecendo... — Maya sorri.
— Fiquei com ciúmes. — Christian brinca e olha para o lado — É nesse momento que o Terry me zoaria, onde será que ele foi... — Christian suspira.
— Deve estar correndo no meio do mato com a Karen. Ele gosta de esportes né. — Maya olha para Christian.
— Como assim? Kar sumiu? — Christian encara ela.
— Yep. Mas quando ela bebe ela some e depois aparece como se fosse a coisa mais normal do mundo. — Maya revira os olhos.
— Ou eles estão juntos. No jantar da Gale eles estavam no maior love na pista. — Christian arqueia uma sobrancelha.
— Sei não... — Daniel parecia desconfiado do andamento das coisas da ilha.
— Também acho Chris. — Maya pisa no pé de Daniel para que ele parasse de falar.
— Pode ser! — Daniel quase pula do sofá.
Christian gargalha.
— Bobo. — Maya ri e levanta do sofá. — Bom, vou dar uma volta, na biblioteca, amo livros. — Ela caminha até a biblioteca.
— Boa sorte com sua leitura. — Christian dá de ombros e vai tomar um café.
— Obrigada. — Maya entra na biblioteca e fecha a porta. Ela caminha pelo cômodo e procura por jornais antigos.
A biblioteca não é tão extensa, no entanto tem um boa quantidade de livros, ao fundo a uma mesa, empilhada sobre ela pode se ver alguns jornais.
— Vamos ver... — Maya fala consigo mesma e pega os jornais.
Os jornais estão organizado por ordem de datas, da mais recente até a mais velha. O primeiro por sinal falava sobre o casamento da filha dos Delaware.
— Nossa, eles idolatram os Delaware... — Maya lê as reportagens.
Posteriormente tinha alguns falando sobre o aumento no número de caçadores. Um até fala de alguém que havia morrido vítima de uma dessa armadilhas.
— Hum... Mortes por armadilhas? Será que são só por caças? — Maya pensa um pouco e anota umas coisas em um bloco de papel.
Maya acaba encontrando o jornal em que relata o que aconteceu a 3 anos atrás, com Hunter e o suposto novo serial killer.
— Uou. — Ela lê a reportagem. — Hunter você é um enigma pra mim...
"O xerife alega ter matado o assassino por legitima defesa, no entanto, a população fica num grande impasse ao lembrarem dos fatos ocorridos no passado com a família Grayson. Estaria Hunter agindo com instintos vingativos próprios, se tornando frio e até mesmo sanguinário, ou a população realmente precisa rever seus conceitos e confiar em nossa autoridade".
Maya sente um arrepio percorrer pelo seu corpo.
— Talvez não seja um estimulo de defesa... — Ela resmunga e continua lendo a notícia. — Porque a Dorothy tem isso guardado aqui?
"O assassino Gregory Sheelows, 32, havia feito apenas uma vítima, Carrie McCain, 30, esta havia tido um caso amoroso com ele há algum tempo antes. Não se sabe acerca dos motivos que levaram Gregory a cometer o homicídio, mas também não se sabe ao certo o que aconteceu na noite em que o xerife foi encontrado ao lado do corpo do rapaz".
— Vingança? Reconhecimento por ter matado o "assassino"? — Maya resmunga e olha os outros jornais.
Havia mais alguns jornais avulsos que falavam da economia, abertura do museu marítimo, ou até mesmo do crescimento do comércio local por conta dos turistas. Mas, Maya alcançou as notícias do ano de 2001, há 13 anos atrás quando aconteceu o massacre de Shane Kingston.
— Uou. Hunter não era tão criança assim... É ele era, 17 anos e a Alie com 15... Vamos lá. — Ela começa a ler a reportagem e tem a impressão de estar sendo observada. — Tem alguém aí?
Aparentemente não há ninguém, mas essa sensação de nunca estar sozinha é algo muito presente em Folk's Island. A ilha apesar de ser um paraíso tropical, transpira uma sensação de morte.
Maya junta os jornais novamente, coloca eles em um envelope e vai para seu quarto.
— Então, meu caro noivo, gostou da igreja? — Padre Adriel questiona olhando o noivo e o pessoal que vinha atrás dele.
Charlotte olhava encantada para cada detalhe da igreja, assim como Aimê e Sheyla.
— Já está reproduzindo o casamento em sua mente, não é? — Phill questiona a Aimê.
— Cada mínimo detalhe. — Aimê sorri para ele.
Guilhermo e Hunter descem das sacadas rindo, pareciam falar de namoros frustrantes, Guilhermo enfatizava que Hunter precisa de uma Charlotte em sua vida.
"Ou Aimê". Hunter pensa sorrindo.
— Ansioso pro grande dia? — Ive sorri para Dorian.
— Estou e muito... Aimê merece tanto ser feliz. — Dorian olha Ive e seus olhos brilharam.
— E ela será. — Ive sorri. — Jason é um cara incrível e sei que ele fará o possível e o impossível para que a Aimê seja feliz.
— Bem, não foi o que quis prá ela, mas eu acredito nisso. — Dorian sorri a ela.
— O senhor não gosta do Jason?
— Bem... Não é isso. Mas, ele diferente do que pensei a ela. Mas, vou mudar quanto a isso. — Dorian sorri a ela.
— Tenho certeza que sim. Jason vai conquistar o senhor. — Ive sorri.
— Hey, acho que já tá na hora de darmos aquela saidinha... — Flint cochicha a Liv.
— Também acho. — Liv sorri e segura na mão dele. — Vamos. — Ela caminha com ele para fora da igreja.
— Pessoal. A gente vai indo... Tudo tava legal e bacana, mas... — Flint vai saindo com Liv.
— Sério isso? Os dois? — Hunter olha Alice.
— É, porque? Está incomodado?
— Não... Claro que não... Mas, achei inusitado. — Hunter dá de ombros.
— Se estiver com ciúmes, fala com a Liv ué.
— Mas não estou, eu e Liv é coisa bem velha. — Hunter sorri, mas atualmente só tinha olhos para uma pessoa. Aimê.
— Ta bom, não está mais aqui quem falou. — Alice sorri de lado.
Adriel combina com o pessoal que o ensaio é amanhã às 14 horas. Dorotty havia deixado claro que ela e Gale ajudariam na organização da cerimônia.
— Tenho certeza que a tia Gale vai arrasar!
— Com toda certeza filha. — Sheyla sorri.
Didi tomava seu banho tranquilamente o dia estava quente e agora quis se refrescar na água morna. Scott havia saído para caçar e não falava com ela desde o ocorrido.
Assim que termina seu banho, Didi se enrola em uma toalha e se enxuga.
De repente Didi ouve um barulho, algo caiu no chão e se estilhaçou. O som vim da parte debaixo da casa.
— Scott? — Didi sai do.banheiro e desce a escada. — Já voltou amor?
Pode se ouvir o barulho de algo pisando sobre o vidro recém quebrado.
— Scott? — Didi vai até onde o barulho vinha.
Um vaso havia sido derrubado no chão, mas aparentemente a sala estava sem ninguém.
— Eu hein, que coisa sem noção. — Didi se abaixa e pega os cacos maiores.
Ao pegar um caco ele reflete alguém de preto por de trás dela.
Didi se levanta e vê o indivíduo de preto.
— Gostei da fantasia, mas desnecessário quebrar meu vaso. — Didi olha para o indivíduo.
O indivíduo agarra ela e faz com que ela bata a cabeça na mesa, posteriormente a joga no chão.
Didi grita e olha para ele.
— Scott!
Notando que ela ficou atordoada ele remove uma faca do bolso e investe no peito da garota, golpeando não uma, mas quatro vezes.
Didi tenta segurar a mão dele, mas era em vão, ela recebe os golpes e morre instantaneamente.
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