Notas iniciais
~Enjoy~

Liv e Flint chegam a cachoeira, a garota sorri e o rapaz tira a camisa.

– Que lugar incrível! — O loiro exclama admirando a paisagem.

A cachoeira tinha águas cristalinas, o barulho da água passava uma sensação de calmaria e frescor. Libélulas passeavam sobre as águas e uma voou próximo a eles.

– Meu lugar preferido da ilha. — Liv tira a sua blusa ficando de biquíni. — Dá uma calma né?

– Sim, nem parece que esse casamento começou com sumiços e armadilhas mortais. — Flint suspira.

– Sumiços e armadilhas mortais? — Liv olha para ele.

– Daniel, Emma, Karen e Terry sumiram. Emma e Daniel foram encontrados. E Daniel já caiu num buraco e antes de sumir Karen quase foi empalada por um tronco.

– Nossa. Bom, nossa ilha tem vários caçadores e eles exageram na quantidade de armadilhas.

– Hunter nos proibiu de entrar na floresta, mas eu não sigo regras... — Ele pisca a ela.

– Pois deveria ou vai acabar empalado. — Liv balança a cabeça negativamente.

– Bem, eu tenho uma ótima guia. — ele cutuca ela — Saca só... — Ele corre e tira o short e pula na água.

– E é um palhaço. — Liv ri, tira seu short e entra na água.

– Duvido me alcançar... — Flint mergulha e vai indo em direção da queda d'água.

Liv mergulha atrás dele e volta a superfície para pegar um pouco de ar.

– Você é bom!

Flint volta na superfície e ri.

– Até que sou. — Ele gargalha.

Ela mergulha e volta para a superfície na frente dele.

– Convencido também...

– Me fale sobre você Liv. — ele vai perto dela.

– Nasci e fui criada aqui. Sou sobrinha do padre Adriel e trabalho no Lenery. — Liv sorri. — E você?

– Administro uma academia na cidade, conheci Phill na faculdade e consequentemente o Jason. Gosta daqui? — ele questiona sentindo a água cair.

– Amo esse lugar, mesmo com os acontecimentos esquisitos e com pessoas novas quase todos os dias, essa ilha é perfeita. É onde construí minha vida.

– A empolgação que você transmite em sua voz, deixa claro que é muito feliz aqui. — Flint sorri e se aproxima dela.

– Eu sou. Mesmo depois do que aconteceu com meus pais, eu sou muito feliz. — Liv sorri para ele.

– O que houve? — Flint olha ela e se aproxima um pouco mais.

– Morreram. — Liv sorri sem graça e coloca os braços nos ombros dele.

– Sinto muito. — Flint abraça ela e faz ela repousar sua cabeça em seu ombro.

– Minha mãe foi uma das vítimas do Shane. — Liv suspira. — Meu pai não aguentou viver sem ela e se matou.

– Caramba, eu sinto muito mesmo, como eles eram? — Flint teme continuar nesse assunto, esperava que ela não ficasse abalada.

– As melhores pessoas do mundo! — Liv sorri.

– Nossa que lindo. Eu fui criado com minha tia, mas ela é tudo prá mim, é uma mãe e um pai, numa pessoa só.

– É o que o tio Adriel se tornou pra mim.

– Sua história é linda. Pelo que percebi foi criada com o Hunter pelo Padre? — Flint tinha ouvido algo sobre Hunter ter ficado com o Padre na ilha

– Aham, mas não por muito tempo. Três meses depois da morte do pai dele, Hunter fez 18 anos e quis ficar sozinho. Tio Adriel respeitou, mas sempre se preocupou com Hunter.

– A história de vocês é bastante forte. — Flint molha o rosto com a água.

– Nem me diga. — Liv sorri. — Bom, quer voltar pra pousada?

– Quero, mas antes. — Ele rouba um beijo dela.

Liv retribui ao beijo dele o abraçando. Flint levanta ela sobre a água e beija seu pescoço. Ela cruza as pernas na cintura de Flint e suspira ao sentir os beijos dele. Ele sorri e morde o pescoço dela enquanto a água da cachoeira cai sobre eles. Liv puxa Flint para mais um beijo intenso e sorri. Ele passa a mão pelo cabelo dela e morde o lábio dela, posteriormente trama sua língua na dela. Liv era extremamente interessante e era uma guerreira. Liv arranha os ombros de Flint e desce os beijos para o pescoço dele.

Ao sentir o prazer dos beijos em seu pescoço, Flint abraça ela e fecha os olhos extasiado. Liv continua beijando o pescoço dele intercalando com umas mordidas leves. Flint geme estava maravilhoso o que ela estava fazendo, ele acariciava o corpo dela e tentou não se afobar de mais. Liv rebola no colo de Flint para provocá-lo e sorri.

– Ainda quer ir? — Ela sussurra próximo a orelha dele e morde ele.

– Acho que não, se você continuar se movimentando nessa região. — ele faz uma cara de safado.

– Essa é a intenção... — Liv rebola e sussurra novamente.

Flint olha para a floresta atrás deles e vê uma pessoa de preto encapuzada segurando em mãos uma besta e mirando para os 2.

– Liv mergulha. — Flint se joga com ela na água.

Liv mergulha atrás de Flint sem entender nada.

A flecha colide nas pedras, Flint segura na mão de Liv e vai levando a para a margem oposto. O assassino tenta atirar uma flecha contra eles, mas a água impede que eles sejam atingidos.

– Mas que merda é essa? — Liv volta a superfície e puxa Flint para a caverna da cachoeira.

– Eu não sei. — Flint fala com ela e estava ofegante. — Isso aqui tem saída? — Ele estava apavorado.

– Tem. Vem comigo. — Liv segura na mão dele e o leva para o outro lado da caverna que dava na floresta próxima a pousada.

– Ok. — Flint corre com ela. "O que era aquilo? Por que quer nos matar!? Não quero morrer!", Flint suplicava mentalmente.

– Estamos chegando. — Liv aponta para a saída.

Flint acelera o passo e puxa ela para que acompanhasse a velocidade dela.

– Calma Flint. — Liv tenta acompanhar ele.

Eles conseguem chegar à saída, aparentemente a pessoa não estava ali.

– E agora? — Ele olha ela.

– Pra cá. — Liv puxa ele para a direita e eles logo chegariam nos fundos da pousada.

Algo impede a aproximação deles da pousada, o assassino aguardava eles segurando em duas coleiras, dois pitbulls.

Ao soltar a coleira os cachorros foram atrás de Liv e Flint.

– Corre! — Flint voltou a correr pela floresta.

– Mas que loucura é essa?! — Liv corre com Flint.

Os cachorros latem e vão prá cima dos 2.

– Liv vem rápido. — Flint pula sobre um tronco que estava no chão e espera ela.

Liv pula atrás de Flint e respira rapidamente sentindo seu coração palpitar.

– Vem... — Flint segura na mão dela. E volta a correr.

O assassino correu atrás dos cães, estes pareciam obedecer fielmente o dono.

– Eu to com medo Flint. — Liv corre com ele.

– Calma, eu vou enfrentar medo e vou te proteger. — Flint correu e ao olhar para trás viu que os cães se aproximavam cada vez mais.

– Enfrentaremos juntos. — Liv corre com ele e toma uma direção diferente das que eles seguiam.

Os cachorros viram também e um deles late ao ficar bem próximo da perna de Liv.

Flint nota isso e quando o cachorro pula para abocanhá-la. Flint agarra ela e a puxa para o lado, esquivando-se do cão que cai num pequeno barranco, ele fica desorientado quando se levanta.

– Quem é esse babaca? — Liv continua correndo com ele.

– Não sei. — Flint vê uma árvore enorme e agarrando Liv se esconde atrás dela.

Liv abraça ele e respira profundamente recuperando o fôlego.

Flint faz sinal de silêncio prá ela ao ouvir o segundo cachorro se aproximando, ele parecia farejar o rastro dos 2.

Ao ver o cachorro se aproximar, Liv chuta a cabeça dele quebrando o pescoço dele.

– Eu matei um cachorro. Ai meu Deus!

– Wow! Impressionante. — Mas para a surpresa dos 2, um rosnado atrás deles os assusta.

– Não muito. — Liv dá uns passos para trás e pega dois galhos no chão. — Toma. — Ela entrega um deles para Flint.

O cachorro avança em cima de Liv. Flint entra na frente, no então o cachorro cai em cima dele, tentando mordê-lo. Ele segura no pescoço do animal, tentando impedir que ele o morda.

– Sai! Sai! — Flint berra em vão.

Liv bate com o galho no cachorro para chamar a atenção dele. O cachorro fica encarando Liv e rosnando, enquanto Flint se levanta e apanha seu galho novamente. Segurando o galho, Liv da mais uma pancada na cabeça do cachorro. O cachorro resiste e avança outra vez, quando o animal está no ar Flint acerta uma paulada nele. O cão voa e corre assustado.

– Essa é prá você Terry, que diz que eu não jogo beisebol. — Flint ri e pegando na mão de Liv volta a correr.

– Boa tacada. — Liv ri e corre com ele.

– Realmente o casamento será maravilhoso, a igreja é linda. — Guilhermo diz no fim da visita, eles já estavam do lado de fora da igreja.

– Com toda certeza meu amor. — Charlotte sorri e coloca o braço na cintura do marido.

O sol já sumia no horizonte, Dorian não acreditava que tinham passado tanto tempo na igreja, mas foi tão proveitoso, principalmente Aimê que encaixava cada item da decoração nas localidades da igreja.

– E aqui na entrada, quando acabar, todos vão estar com pétalas de rosas nas mãos para jogar em nós. — Aimê explica para mãe que anotava tudo.

– Ainda acho que o Flint vai jogar camisinha em nós. — Jason brinca.

– Com certeza. — Aimê ri.

Dorian faz uma careta e olha Sheyla que sorri e vai até o marido.

– Relaxe meu amor.

Dorian solta o ar.

– Que desnecessária essa piadinha na porta da casa do Senhor. — Dorian comenta.

– Me desculpe, senhor Delaware.

– Não peça desculpas a mim e sim ao padre

Padre Adriel sai para fora para se despedir e sente que o clima não está bem.

– Pai, por favor. — Aimê olha para ele.

– Bom, hora de ir não? — Sheyla olha para todos ali.

– Não, antes eu tenho que pedir desculpas ao padre. — Jason comenta.

– Sem ironias, garoto! — Dorian esbraveja.

– Para pai! — Aimê olha para Dorian.

– Dorian... — Sheyla aperta o braço do marido.

– Me desculpe padre.

– Meu jovem, fique em paz... — o Padre Adriel parecia não entender o que estava acontecendo.

– Jay, vem vamos para o carro. — Phill pega o ombro de Jason e vai o levando dali.

Hunter olha para Alice com um olhar interrogativo como se quisesse saber o que tava pegando.

– Tchau padre. — Ive se afasta do grupo e segue os amigos.

– Tchau padre. — Aimê bufa e segue o noivo.

– Vamos amor. — Charlotte puxa o braço do marido. — Sua benção padre.

Alice cochicha para Hunter e conta o que acabara de acontecer.

– Sua bênção. — Guilhermo fala e segue a mulher.

– Sério? — Hunter olha Alie, mas seu walk talk toca — Hunter na escuta... Sim... O quê?!... Não, não... Não pode ser... Estou à caminho... Me esperem! — Hunter vai saindo dali desesperadamente de tal forma que nem se despede de ninguém.

– Hunter? — Alice olha para o irmão sem entender.

– Nos falamos depois Alice. — Hunter entra na viatura.

– Depois não. Tchau gente. — Alice corre atrás de Hunter e entra na viatura.

– Alie, não! Fica ae! — ele se irrita e liga a viatura. — Alie prá fora! — ele olha ela.

– Não! — Alice olha para ele.

– Vai ficar aí. Não entende, precisa me obedecer, só quero seu bem.

– E você não entende que eu quero conversar com você e descobrir porque mentiu pra mim? — Alice olha para ele. — Para de me afastar de você!

– Mentiu... Coloque o sinto e me conte no caminho. — Hunter suspira.

– Não. Agora você vai descobrir sozinho. — Ela sai do carro e bate a porta com força.

– Alie?! Alice! Que droga! — ele bate a cabeça no volante e sai dali.

Adriel dá um último aceno para os carros que seguem em direção da pousada. A noite havia caído sobre a ilha. Ao fechar a porta ele nota um presença atrás dele.

– Santo Deus que susto. O que está fazendo aqui essa hora, meu filho? — Ele sorri amistoso após se recompor. Ao não obter resposta o Padre continuou andando em direção ao altar — Não importa é bem-vindo. Quer um café? Posso apanhar para você... — Adriel continuou caminhando e dobrou a direita na cozinha da igreja.

– Está muito quieto... Aconteceu alguma coisa? — O Padre questionou ao apanhar a jarra com café.

Mais um vez o silêncio respondeu a pergunta do padre, ao terminar de preencher uma xícara ele olha para o indivíduo que estava vestido de preto.

– Seu olhar, há algo diferente no seu olhar. Você está diferente... — Adriel analisa o ser e conclui — Você está me assustando. NÃO! — Ele berra ao ver a faca — NÃO!

Hunter estaciona o carro na casa de Scott e vê 2 viaturas e o rapaz chorando na varanda, enquanto responde um pequeno interrogatório.

– Cadê o corpo?! — Hunter desce da viatura.

– Me acompanhe xerife. — A policial leva Hunter para dentro da casa.

– Isso não pode estar acontecendo... — Hunter acompanhou-a temendo que um assassinato traria o caos novamente a essa ilha.

– Infelizmente está Hunter. — Alexia chega até a sala com ele e mostra o corpo de Didi.

– Ai meu Deus, Dianne! — Hunter se aproxima e não toca nela.

– Para trás, xerife Hunter, não pode interferir... — o legista pediu.

– Já sei Levin. — Hunter se afastou — Como foi? — ele procura uma resposta para aquilo.

– Há sinais de luta. Ela deve ter tentado se defender. — Alexia olha para ele.

– Com o vaso? — Hunter olha os estilhaços.

– Não... Pela análise o vaso se quebrou antes da luta, acho que o assassino a atraiu para baixo. — o legista explica.

– Mas e esse pano preto na mão dela? — Alexia olha para o legista.

– Parece que se rasgou durante a briga.

– Uma pista então...

– Certo. — Hunter fala.

– Didi! — Scott tenta entrar, mas é barrado pelos policiais — Eu não posso... — Ele chorava incansavelmente.

– Scott, por favor... — O policial o segura.

– Xerife, por favor, tente acalmar seu amigo. — Alexia olha para Hunter e depois volta a andar pela sala.

– Hey, hey, Scott. — Hunter sai para fora e vai conversar com o rapaz, não demora muito e eles se abraçam.

Alexia continuava andando pela sala e conversava com o legista.

Flint ainda de mãos dadas com Liv acha uma caverna e entre com Liv lá dentro.

– Acho que vamos ter que passar a noite aqui e torcer prá aquele maluco com aquela besta e seu cão maligno não nos ache. — Flint estava ofegante, eles haviam corrido muito.

– Precisamos falar com o Hunt... Isso não pode estar acontecendo, não de novo. — Liv se encosta na parede da caverna.

– Hey calma, precisamos sobreviver primeiro. Vem... — ele encosta do lado dela e ajuda ela a deitar em seu peito.

Liv abraça ele e respira fundo.

– Não era pra ser assim, Flint.

– Estou temendo pelo casamento, isso pode acabar com tudo. — Flint suspira, seu peito se infla, elevando um pouco.

– Eu também. Aimê não merece isso. E Flint, acho que seus amigos que sumiram, foram vítimas desse vodu de preto.

– Não, não pode ser... Terry não. — Flint já estava com os olhos molhados.

– Desculpa, mas talvez ele esteja na pensão. É, ele deve estar lá te esperando. — Liv limpa o rosto dele e se segura para não chorar com ele.

– Ele deve ter achado uma garota gostosa na ilha. Como eu, isso. — Flint diz confiante.

– Isso, com certeza. — Liv sorri.

– Apesar de tudo, é bom estar contigo. — Flint faz carinhos em Liv, ajudando a relaxar.

– Faço das suas, minhas palavras. — Liv sorri e se aconchega em Flint.

Ele mantém o carinho até ela pegar no sono, ele ainda fica acordado vigiando, não conseguia tirar a ideia de Terry morto da sua cabeça.

Notas finais
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