Who Is The Killer?
4 Capítulo 4
Notas iniciais

A festa havia sido perfeita, a não ser pelo fato de Daniel ainda não ter aparecido. Todos estavam preocupados. Guilhermo disse que se ele não aparecesse pela manhã ele ia sair à procura e o pessoal concordou em ajudar.
O dia despertou e atravessando a janela um facho de luz despertou Jason de seu sono.
– Bom dia amor. — ele disse e deu um selinho nela.
– Hum... Bom dia. — Aimê sorri.
– Menos um dia... — Jason fala e olha nos olhos dela.
– Menos um dia pra eu colocar as algemas em você. — Ela sorri olhando para ele.
– Tá tudo tão perfeito, parece que era prá acontecer. — Jason fica de lado ainda com o olhar fixo nela.
– Tudo vai ser perfeito. — Aimê fica sobre Jason e se aproxima dele. — Nada vai estragar isso. — Ela dá um selinho nele. — Ou meu pai enfarta se estragarem. — Ela ri.
– Com certeza — Jason gargalha — Mas e o meu sobrinho... Eu não sei se ele segue esse tipo de brincadeiras. Se esconder e ficar assustando as pessoas, ou fingir estar desaparecido. — ele suspira
– Sei que o Dany também não é assim, mas hoje o Hunter vai encontrar ele.
– Ele é um cara legal, o Hunter. — Jason sorri.
– Ele é sim. Alie idolatra ele.
Jason ri.
– Amor, eu notei algo e queria que você tentasse reverter prá mim, por favor.
– Notou o que? — Aimê olha para o noivo sem entender.
– Ive. As meninas estão excluindo-a, principalmente a Alie. Poderia tentar conversar com ela sobre isso? — Jason olha ela.
– Claro amor. Alie é bem turrona, mas vou reverter isso.
– Linda. — Ele beijou ela calorosamente e rolou ficando por cima dela.
Aimê retribui ao beijo de Jason e cruza suas pernas na cintura dele. Jason sente o calor do momento e com uma de suas mãos vai percorrendo o corpo dela. Ela sorri entre o beijo e tira a blusa do namorado. Jason sorri com as carícias da noiva e os dois se entregam ao momento, começando o dia super bem.
Emma tinha acordado e não vendo Ryan na cama resolveu ir atrás do namorado.
– Ryan? — Ela caminhava pelo jardim. — Ryan? — Ela passa as mãos pelos braços para se aquecer, estava uma brisa fria na ilha.
– Bom dia Emma. — Dorothy sorri.
– Bom dia Sra. Dorothy. — Emma sorri para ela. — A Sra. viu o Ryan por aí?
– Não vi não Emma, mas assim que encontrá-lo junte-se a todos na sala de jantar.
– Ah sim. Iremos sim. Até mais Dorothy. — Emma acena para ela e volta a caminhar a procura de Ryan. — Se te conheço você está na estufa. — Ela segue para lá e ao abrir a porta ela vê que tudo estava normal. — Eu hein. — Ela sai da estufa e volta para a pousada.
– Hey Emma, tudo bem? — Christian fala vendo entrar na pousada com uma expressão triste.
– Ryan sumiu. — Ela olha para ele. — Acho que ele foi embora, ele disse que queria ir.
– Sério. Talvez não... Acho que seu pai estava chamando o pessoal na sala, para irmos procurar o Dan, ai procuramos os 2. — Christian fala e segue ela.
– É, vamos lá. — Ela sorri para Christian e caminha para a sala.
Todos estavam na sala. Jason, Aimê e Heather desciam as escadas para se reunir com o pessoal, que estavam distribuídos nos sofás e poltronas. Guilhermo e Dorian em pé na frente deles, Charlotte chorava enquanto Ive e Sheyla tentavam a consolar.
– O que está havendo? — Jason questiona quando chega com a namorada e a amiga.
– Daniel ainda não apareceu precisamos ir procurá-lo. — Dorian responde o genro.
– Todos aqui? — Guilhermo diz.
– Vamos ter que procurar o Ryan também pai. — Emma olha para ele.
– A Alice não está aqui.
– Ela foi embora com o xerife Srta. Aimê. — Dorothy sorri a ela.
– Ah sim, obrigada Dorothy.
– Entendi. Então vamos nos dividir em grupos e saímos em busca deles. — Guilhermo estende um mapa da parte leste da ilha sobre a mesa, ele já tinha sido escoteiro sabia o que estava fazendo — Precisamos de um grupo nessa região... — como uma caneta vermelha contornou as proximidades da pousada — No porto e no Lennery – Ele fez outro círculo — Nessa região — circulou uma parte de florestas — E daqui até o farol — finalizou.
– Com certeza são os locais mais prováveis. – Dorian olha para Guilhermo.
– Como vamos nos dividir? — Aimê olha para o pai.
– Bem, eu vou pela mata até o farol, conheço muito bem a ilha e sei como ir até lá. — Dorian diz.
– Posso pegar um carro e ir até o Lennery? — Gordon se prontifica.
– Certo. — Guilhermo e Dorian concordam.
– Vou com ele. — Terry diz.
– Mãe, você fica com a Charlotte. Eu, a Karen e a Ive vamos procurar pela floresta. — Aimê sorri a Sheyla.
– Tudo bem filha, toma cuidado.
– Mas eu quero ir com vocês, me deixem ir. — Charlotte ficou de pé limpando os olhos.
– Vamos ficar aqui mãe, vai que eles aparecem. — Emma abraça a mãe.
– Isso Emma. — Aimê sorri. — Vamos então?
– Eu vou com as meninas. — Guilhermo diz.
– Ok, então eu e Phil vamos com o Sr. Delaware. — Jason olha para Phillip que concorda.
– Eu vou atrás do Hunter. — Flint diz.
– Maya, Christian e Heather vasculham as proximidades da pousada. — Guilhermo conclui.
– Flint, fique com elas. — Dorian não gosta da ideia das mulheres ficarem sozinhas na casa — Chamamos Hunter caso não acharmos o Daniel.
– Tudo bem Sr. Delaware. – Flint concorda e olha para Charlotte.
– Certo, vamos logo. — Aimê caminha para fora seguida de Karen e Ive.
– Vão com cuidado. — Charlotte olha para todos.
– Tomaremos. — Guilhermo dá um beijo na mulher e vai atrás de Ive.
Jason havia escolhido ir com o sogro para ter uma melhor interação com ele. Dorian sabia das intenções de Jason e até gostou tinha que dar uma chance ao rapaz. Então todos saíram para fora.
– Boa sorte. — Phill desejou.
– Obrigada amor. — Ive da um selinho no namorado e vai atrás das garotas e de Guilhermo.
Guilhermo ia na frente havia pegado um facão antes de se reunirem na sala e foi podando os arbustos que dificultavam a passagem.
– Daniel! Ryan! — ele berrava.
– Daniel! — Aimê grita com Guilhermo.
– Ryan! — Karen e Ive gritam juntas.
– Danny! Ryan!! — Guilhermo repetiu e continuou cortando os arbustos a frente, pela força exercida dava para as garotas terem noção do que ele sentia no momento.
– Guilhermo, se acalme, vai ficar tudo bem. — Aimê olha para o cunhado. — Vamos encontrar os dois.
– Desculpa meninas, é que... Bem, não queria estar causando esse alvoroço, mas não vivo sem meus filhos. — Guilhermo olha elas, uma lágrima corre e logo é limpada.
– Nós entendemos Sr. Guilhermo e vamos encontrar o Daniel e o Ryan. — Ive sorri para ele.
– Isso mesmo! — Aimê sorri.
– Ryan! Daniel! — Karen volta a gritar por eles.
– Obrigado meninas. Ryan! Daniel! — Guilhermo volta a gritar.
– Bom dia bela adormecida! — Hunter sobe na cama da irmã.
– Hum.. Mais cinco minutos... — Alice resmunga.
– Vem, vou te levar no Lennery. — Hunter sorri a ela.
– Ta bom. — Alice sorri.
– Ainda parece a mesma Alice dorminhoca. — ele deita por cima dela.
– Não funciono direito de manhã, você sabe disso.
– Sei sim, por isso... — ele se levanta e sai do quarto depois volta com uma bandeja com torradas, pera, um suco de laranja — Café na cama.
– Meu Deus! To sendo muito mimada! — Ela senta na cama e sorri para Hunter.
– É minha irmã e amo você estar aqui. — ele pega uma torrada e come.
– Eu também. Estava contando os dias pra voltar pra cá. — Ela pega o copo e bebe um pouco do suco.
– Vou me arrumar, bom café. — Hunter sai do quarto.
– Obrigada Hunt. — Alice vê ele sair e toma seu café da manhã. Assim que ela termina ela se levanta e troca de roupa para poder sair com o irmão.
Hunter vestiu a farda e ajeitou o cabelo, posteriormente foi até a viatura e aguardou a irmã.
Alice arrumou seu quarto e desceu para a cozinha. Ela colocou a louça na mesa e foi ao encontro do irmão.
– Prontinho.
– Aposto que Aimê se preparando para entrar no altar levará menos tempo. — ele gargalha e abre a porta para ela entrar.
– Duvido! — Alice ri e entra no carro.
– É faltam menos dias... — Ele suspira e liga a viatura saindo dali.
– Não vou falar de novo pra você se declarar.
– Sossega Alie! — Hunter ri e volta a dirigir.
– Não está mais aqui quem falou. — Alice ri e liga o som.
– Ainda gosta das Spice Girls? — Hunter brinca com ela.
– Wanabe é vida. — Alice ri.
– Me divertia vendo, você, Aimê e Liv dançando quando crianças. — Ele diz e breca bruscamente quando um veado corta a estrada, parecia assustado — Malditos caçadores! — Hunter esbravejou.
– Ai! — Alice bate a cabeça na janela. — Droga.
– Desculpa. Mas essas ilha nunca esteve tão cheia de caçadores... — Ele passa a mão na testa de Alie — Preciso alertar o pessoal da festa para não ficarem indo à floresta, tem armadilhas espalhadas por todos os lados.
– Daniel! — Alice olha para ele. — Ele só pode ter caído em uma delas!
– Como assim? — Hunter olha ela estranhando.
– Daniel, sobrinho do Jason. Ele sumiu ontem logo depois que chegamos e até a hora que estávamos na festa ele não estava lá. Hunt e se ele caiu em uma delas? Dany não é de se esconder.
– Você pode ter razão, deixamos o Lennery para depois. — ele dá meia volta na estrada e segue em direção à pousada.
– Eu espero. — Alice olha para o irmão. — Não tem nenhum de novo aqui né?
– Nenhum? — Ele olha ela, sabendo do que se tratava.
– Você sabe. Assassino. — Ela começa a falar, mas sua voz sai como um sussurro.
– Não, é só um garoto perdido. Ou você fala em relação ao que Emma disse de ter alguém correndo atrás dela? — Hunter olha para ela.
– Correndo atrás dela? Eu não sabia disso.
– Ela falou que acha que tinha correndo atrás dela. Eu acho que foi um animal ou algum caçador fazendo algum tipo de brincadeira. — Hunter fala aumentando a velocidade.
– Será mesmo Hunt? — Alice olha para ele.
– Não sei. Por enquanto vamos focar em Daniel. — Hunter segura na mão dela para que ela se acalma-se.
– Tudo bem. — Ela suspira e segura a mão do irmão.
Flint apenas observava as mulheres ali, Charlotte não parava de chorar e Sheyla e Dorotty consolavam-na, Gale por sua vez mal tinha levantado da cama.
– Toma. — Emma entrega uma xícara de café para Flint e sorri.
– Obrigado. — Ele olha ela e sorri — Ela vai ficar bem?
– Só quando o Dany estiver aqui. — Emma suspira e bebe um pouco do café.
Flint se aproxima e olha elas, falaria algo, mas era terrível com as palavras, então bebeu um pouco do café olhando para Charlotte.
– Meu bebê, eu só quero ele aqui...
– Calma Charlotte, eles não vão voltar enquanto não encontrar o seu filho. — Sheyla tenta confortar a mulher.
– Ele não é assim, sei que ele não é de se esconder, meu menino. — Charlotte continua chorando inconsolável.
– Gostaria de poder falar algo a ela. — Flint comenta a Emma.
– Nada vai confortar ela Flint. To me segurando, mas ver minha mãe assim, está acabando comigo.
– Calma... — Flint se aproxima de Charlotte e se abaixando em frente a ela, o rapaz abraça Charlotte.
Com certeza um gesto singelo valia mais que mil palavras e Flint viu nisso a oportunidade de expressar algo. Charlotte retribui ao abraço do rapaz, ela se sente confortada e sente que era um abraço sincero da parte dele.
– Obrigada.
– Vai ficar tudo bem. — Flint sorri acho que por ela ter se surpreendido ela se esqueceu de chorar, ele gostou do efeito positivo de um simples abraço.
– É só o que eu espero. — Ela olha para ele com os olhos vermelhos e o rosto inchado por tanto chorar. — Obrigada por se importar Flint.
– Você merece qualquer forma de apoio. E gosto do nosso pequeno nerd. — Flint sorri e olha para Sheyla e Dorotty ao lado.
Sheyla e Dorothy sorriem para Flint.
– Obrigada Flint, Sheyla, Dorothy. Não sei se conseguiria enfrentar isso sem vocês. — Charlotte sorri.
– O mundo caindo e a Gale dormindo... — Flint balança a cabeça negativamente e agora sai de perto de Charlotte.
Emma se aproxima da mãe e entrega um copo de água com açúcar para ela.
– Obrigada filha.
– De nada mãe. — Emma dá um beijo na testa da mãe e sorri.
De repente eles ouvem um barulho estranho vindo de um dos cômodos.
– O quê foi isso? — Flint olha as mulheres a sua frente.
– Boa pergunta. — Emma caminha até a escada.
Charlotte, Sheyla e Dorothy saltam do sofá e vão atrás de Emma.
– To bem, to bem. — Gale resmunga descendo a escada usando um óculos de sol. — Não vou mais beber...
– Caramba você está um caco! — Flint se surpreende.
– Nada que um bom café não me cure. — Gale sorri. — Ai. — Ela vai para a cozinha.
– Não muda mesmo. — Sheyla resmunga. — Ainda bem que o Dorian não viu ela, porque se não teria mais brigas.
– Vou com você. — Flint segue Gale e dá uma olhada em Charlotte.
Charlotte sorri para Flint e volta para a sala, sendo seguida por Emma, Sheyla e Dorothy.
– Conseguiu me superar na bebida ontem, viu. — Flint ri e indo até um dos armários apanha 2 xícaras, o café já estava feito e repousava sobre o balcão.
– Não grita Flint. — Gale resmunga.
– Caramba! Quase sussurrei. — Flint gargalha e entrega uma xícara a ela.
– To falando sério Flint. — Gale deita a cabeça na mesa. — Cadê todo mundo?
– Beba o café. — ele olha ela sorri — Saíram à procura de Daniel e Ryan.
– O pirralho ainda não apareceu? O gostoso sumiu? — Gale levanta a cabeça e bebe o café. — Resolveram brincar de pique esconde?
– Gale! Você é louca. — Flint olha para ela e dá risada, posteriormente bebe seu café.
– Nem sou. — Ela sorri. — Só fui sincera.
– Sempre é. — ele termina o café, sorri a ela e vai para a sala.
– Nem sempre. — Gale resmunga e volta a deitar a cabeça na mesa.
Terry e Gordon entram pelas portas e Charlotte se levanta de imediato, crendo que encontraram Daniel.
– Cadê? Cadê ele? — Charlotte olha para os rapazes.
– Encontraram? — Sheyla olha para os meninos.
A expressão de Terry já respondeu a pergunta de Charlotte e Sheyla.
– Fomos no porto e também no Lennery, nenhum sinal dele lá. Desculpe. — Gordon disse e inclinou a cabeça.
– Isso não pode estar acontecendo. — Charlotte anda de um lado para o outro na sala.
– Calma, calma... Temos mais alguns grupos por aí. Ainda há esperança. — Terry tentou confortá-la com tais palavras.
– Eu vou atrás deles! — Charlotte caminha em direção a porta da pousada.
– Mãe calma. — Emma tentou segurar a mãe mas foi em vão.
– Charlotte. — Sheyla olha para ela, mas não sabe o que fazer, se Aimê tivesse sumido ela faria o mesmo.
Um novo barulho vindo do subsolo da casa chama a atenção deles.
– Espera aí. — Gordon fala — Ouviram isso?
– Essa casa é assombrada! Só pode! — Emma resmunga.
– De onde está vindo esse barulho? — Terry olha Dorothy.
Era como se uma porta de metal velha tivesse sido aberta.
– Provavelmente do porão, algum funcionário deve estar lá embaixo. — Dorothy olha para Terry.
– Vocês vão se preocupar com um barulho ou em me ajudar a achar meu filho? — Charlotte olha para eles parada na porta da pousada.
A porta é fechada com brutalidade e Terry, Gordon e Flint correm para lá, estranhando. A pousada não era cheia de funcionários a grande maioria ficava na parte de cima, algo estava errado.
– Hey! Esperem! — Emma vai atrás deles.
Terry puxa a fila e descendo para o andar de baixo eles vêem que o barulho agora está mais nítido, é barulho de fogo, algo está sendo queimado.
– Que cheiro é esse!? — Gordon estranha.
– Alguma coisa queimada. — Emma coloca a mão no nariz e na boca, o cheiro estava forte demais.
O cheiro aumentava e eles conseguiam ver ao fim do corredor, uma porta de metal bem antiga e um pouco enferrujada, ela estava parcialmente aberta e revelava uma luz amarela, como fogo.
– É ali! — Flint berrou, era o segundo da fila.
– Mas o que está... — Dorothy vem atrás deles e vê a fornalha ativa. — A fornalha. Isso está errado! Ela estava desativada.
– Parece que não mais. — Emma olha para Dorothy e depois para todos.
Eles param diante da porta e sente um cheiro de metal velho sendo incendiado.
– Pelo cheiro do metal com o fogo, deveria estar desativada a muito tempo mesmo. — Flint comenta.
Gordon entra na frente de Terry e termina de abrir a porta revelando um sala bastante empoeirada, ao fundo a fornalha estalava em meio a chamas, havia uma alavanca ao lado dela que possivelmente desligaria o fogo. Terry foi até lá e a desligou.
– Vamos sair daqui antes que vocês se intoxiquem com essa fumaça. — Dorothy olha para eles e apontam para fora da fornalha.
– Mas o que estaria queimando ali? — Flint olha para a gaveta da fornalha — Quer saber, deixa prá lá.
Gordon e Terry seguem Dorotty, Flint vai atrás.
Emma fica olhando um tempo para a fornalha, ela pensa nos acontecimentos recentes e um arrepio percorre seu corpo. Ela pensa em Ryan e Daniel. "Não, não são vocês." Ela abraça seu corpo e sai de lá atordoada.
– Ryan! Danny! — Guilhermo berra desesperadamente, já estava perdendo as resistências, queria o filho o mais rápido possível.
Eu to exausta! — Karen resmunga.
– Volta pra pousada então. — Ive olha para ela e vai atrás de Guilhermo.
– Mas...
– Pode voltar Karen. — Aimê olha para ela e depois para Guilhermo. — Daniel! Ryan!
– Ta bom. — Karen suspira e caminha na direção oposta dele voltando para a pousada.
– Hey Karen. — Guilhermo se aproxima dela com uma garrafa de água em mãos.
– Oi? — Karen para e olha para ele.
Karen acaba tropeçando em espécie de linha, liberando uma armadilha. Guilhermo consegue ouvir o barulho da linha arrebentando e posteriormente vemos um enorme troco amarrado por cordas vir em direção de Karen. Guilhermo corre e se joga em cima de Karen milésimos antes dela ser empalada, o troco acaba colidindo com uma árvore.
Aimê e Ive olham para a cena em choque.
– O...brigada. — Karen olha para Guilhermo.
– Não foi nada. — ele olha para o tronco amarrado por cordas — Caçadores... Vocês estão bem? — Guilhermo olha Ive e Aimê.
Aimê e Ive balançam a cabeça positivamente para Guilhermo.
– Você me salvou da morte. — Karen olha para ele ainda sem acreditar no que tinha acontecido.
– Vem... — ele ajuda ela a se levantar — Acho que isso foi o aviso, precisamos voltar. — ele suspira longamente.
– Não. Nós temos que achar seu filho. — Karen se levanta com a ajuda dele.
– E iremos achar... Mas, por hora temos que voltar... Precisamos nos alimentar, o almoço deve estar sendo feito.
Era evidente que Guilhermo não estava desistindo de procurar seu filho, mas ele precisava ser sensato e deixar o desespero de lado. "Apareça Danny, por favor".
– Eu só volto com o Daniel. — Aimê volta a andar em frente seguida por Ive.
– Vou com ela. Daniel! — Ive grita. — Ryan!
– Elas tem razão, vamos Karen? — Guilhermo olha ela. Ele não podia desistir do filho.
– Vamos. — Karen vai atrás deles. — DANIEL! RYAN! — Ela berra com toda sua energia. — Apareçam!
A viatura estaciona na frente da pousada e se deparam com Dorian, Jason e Phill que já haviam chegado ao farol e voltado. Hunter desce do veículo e questiona.
– O que houve? Daniel apareceu?
– Infelizmente não e Ryan também sumiu, saímos prá procurar... — Phill começa a explicar.
– Nos dividimos em grupos e saímos em vários pontos da ilha para procurar, xerife Grayson. — Dorian explica a Hunter.
– Não... A armadilhas por todos os lados, os caçadores, estão tomando conta da mata. — Hunter coloca a mão nos cabelos.
– Hunt você precisa dar um jeito nisso. — Alice olha para ele e para Dorian. — Alguém foi para a floresta?
Guilhermo, Karen... — Phill começa — Ive! — ele coloca a mão na cabeça.
– Minha filha! Xerife, precisa ir atrás do meu tesouro. — ele segura os ombros de Hunter.
– Eu irei. Fiquem aqui e... — ele lança um walk-talk a Phill — Me informe se algum deles voltar, inclusive Daniel e Ryan.
– Eu vou com ele. É minha noiva, eu tenho que ir. — Jason olha ele.
– Tudo bem... — Hunter assente.
– Eu vou com você. — Alice vai em direção ao irmão.
– Não! — Hunter e Jason falam em coro.
– É melhor ficar Alie. — Phill continua.
– Mas é claro que não! Eu vou com vocês! — Ela olha para Hunter.
– Alie, não deixe isso pior do que está... — Hunter olha ela, mas sabia que teria que ceder a irmã era cabeça dura de mais.
– Se eu não for com vocês eu irei sozinha e você sabe disso.
– Droga Alice! Vamos então... — ele bufa e toma a dianteira.
Jason sorri e segue ele.
– Nos ligue se achar minha filha. — Dorian berra a eles.
Hunter mostra um sinal de "ok" com as mãos e nota uma trilha de mato cortado. Alice sorri e vai com o irmão e Jason para a floresta.
– Olha parece que há uma trilha de mato cortado. — Hunter analisa a vegetação.
– Guilhermo, meu cunhado é muito inteligente. — Jason sorri e segue o xerife.
– Bota inteligente nisso. — Alice sorri.
– Alie você consegue ser mais teimosa do que a mamãe. — Hunt fala olhando para ela.
Jason só observa os 2, estava concentrado em achar a sua noiva.
– E você mais mandão que o papai. — Alice revira os olhos. — Aimê! Guilhermo! — Ela grita enquanto eles caminham.
– Ive! Kar! — Jason prossegue.
Hunter dá de ombros e sorri, logo ele berra.
– Daniel! Ryan!
Aimê! Guilhermo! — Alice continua gritando enquanto vai caminhando com os rapazes.
Dorian estava sentado na cadeira de balança na parte de fora da pousada. Maya, Christian e Heather haviam chegado e informado que não encontraram Ryan e muito menos Daniel nas proximidades da pousada.
– Ai amor, isso não pode estar acontecendo. Era prá ser perfeito... — Dorian coloca a mão na cabeça e se inclina na cadeira.
– Calma meu amor. Vai ficar tudo bem. — Sheyla senta no braço da cadeira ao lado do marido. — Hunter disse que pode ser armadilhas dos caçadores.
– Talvez o garoto possa ter caído em uma. Mas e se Aimê cair numa também... — Dorian parece desesperado.
– Ela está com o Guilhermo e o Jason e o Hunter estão indo atrás dela. Confia em mim, vai ficar tudo bem meu amor. — Sheyla tenta acalmar o marido.
– Vou me abraçar nisso. Só quero que Aimê seja feliz com o homem que escolheu. — Dorian suspira fortemente.
– E ela vai ser, assim como somos. — Sheyla sorri e passa as mãos pelos ombros do marido.
– Você tem razão. Realmente demorei, mas encontrei a melhor parceira. — ele beija a mão dela em seu ombro.
– Eu não podia desejar alguém melhor. — Sheyla sorri para o marido.
– Vamos entrar o almoço deve estar na mesa. — Dorian se levanta e dá um grande beijo na mulher segurando em suas mãos.
Sheyla se levanta e retribui ao beijo do marido.
– Vamos. — Ela segura nas mãos dele e vai para a cozinha com ele.
– Mãe você precisa comer algo.
– Não Emma, eu não to com fome. Pode comer filha.
– Charlotte, come pelo menos uma fruta.
– Isso, ou pelo menos toma esse suco de laranja mãe. — Emma e Maya tentavam convencer Charlotte a se alimentar.
– Aqui Charlotte, achei nas minhas coisas, ajuda a relaxar, experimenta. — Flint traz uma barra de chocolate bastante convidativa.
– Obrigada. — Charlotte sorri e pega a barra de chocolate. — Vou ficar na sala. — Ela se afasta de todos e volta para a sala para esperar por alguma notícia.
Heather cansada do drama familiar, pegou apenas umas frutas e foi para o jardim da pousada. Ela sentou em um dos bancos de alvenaria e mordeu um pedaço da sua maçã.
– Quanto drama. — Ela resmungou e comeu outro pedaço da fruta.
Os olhos de Heather vislumbram 3 silhuetas saindo de dentro da mata. Aparentemente 3 homens.
– Mas que merda é essa? — Ela resmunga e levanta em um salto.
Dá prá se notar que o que está no centro tem uma altura bem inferior do que os outros dois e parece um tanto desorientado. Um deles carrega algo nas costas, uma espécie de arco. Uma besta Heather conclui ao analisar melhor.
– Quem são vocês? — Heather olha para eles e dá uns passos para trás.
Heather acaba reconhecendo o menor, era Daniel.
– Heath... — Daniel fala com um pouco de esforço.
Heather acaba vendo as feições dos outros.
– Daniel! — Heather corre até ele. — Como você está?
– Com muita fome, Heathy. — Daniel havia ficado várias horas sem comer — Esses são Luke e Scott eles me salvaram. Luke... É amigo da Aimê. — Daniel explica.
Eles assente para Heather.
– Precisamos levá-lo para dentro, ele precisa comer. — Scott fala ajeitando sua besta.
– Vem, vamos entrar. — Heather ajuda Daniel a andar. — Charlotte! Dorian! — Heather grita chamando por eles.
– O que? Daniel! — Charlotte corre ao encontro do filho e o abraça. — Meu filho!
– Mãe, calma... Estou dolorido. — Daniel diz sorrindo. Charlotte era a melhor mãe.
– E com fome. — Scott reforça a ideia de alimentar o garoto.
Luke começa a andar em direção a pousada.
– Desculpa filho. Você está bem não é? Vamos comer algo. — Charlotte entra com ele na pousada e o leva para a cozinha.
– Pirralho! — Emma vai até o irmão e a mãe. — Você está bem.
– Phill, avise o xerife. — Maya pede para ele.
– Estou bem sim. Eles me regataram e me hidrataram também. — Daniel sorri.
– Certo, Maya. — Phill vai para fora e aciona o walk talk.
Charlotte se afasta do filho por um momento e vai até Luke e Scott e os abraça.
– Eu não sei nem como agradecer vocês.
– Tá tudo bem... Só penso que fiquem longe das florestas, não somos de fazer armadilhas, mas há caçadores que fazem. — Scott comenta.
– Sem contar que há armadilhas antigas que foram esquecidas. — Luke continua e olha para os lados procurando por Aimê ou Alice.
– Luke! Filho do Theo? — Dorian diz vindo a cozinha.
– Sim Sr. Delaware.
– Quanto tempo... Fico feliz por terem achado Daniel. — Dorian cumprimenta um e depois o outro.
– Muito obrigada mesmo. — Charlotte vai até Daniel. — Vem, vamos tomar um banho, a Emma vai levar algo para você comer no seu quarto e depois você vai dormir.
– Luke! — Sheyla sorri ao ver o rapaz ali. — Quanto tempo!
– Mas, manhê... — Daniel resmunga, mas é levado para cima.
– Sra. Delaware. — Luke sorri a ela. Pensou que nem seria reconhecia pelas mudanças que o tempo fez nele.
Emma prepara a bandeja para o irmão e vai até a escada.
– Obrigada mesmo rapazes. — Ela sorri para Luke e Scott e sobe até o quarto do irmão.
– Não foi nada mesmo. — Luke sorri.
– Então rapazes, nos contem como foi? — Dorian olha eles.
– Bem, estávamos caçando e vimos um buraco de armadilha, quando fui verificar vi o Daniel. — Scott começa.
– Ele estava pálido e assustado, com muita sede e fome. Parecia ter dormido muito pouco também. — Luke continua.
– Caramba... — Terry fica surpreso.
– Ai tiramos ele de lá, demos água a ele e conversamos um pouco prá ele ficar consciente. — Luke coça os cabelos — E eu deduzi que ele era do pessoal do casamento.
– Bem, e aí aqui estamos. — Scott termina e sorri.
– É, vocês foram os heróis. — Sheyla sorri para eles. — Vem, almocem conosco.
– Seria um grande prazer. — Luke sorri e vê que Scott está um pouco relutante.
– Pronto já avisei o xerife, ele me disse que acharam o rastro deixado por Guilhermo, irá encontrá-los. — Phill avisa entrando na cozinha.
– Vamos Scott. — Sheyla sorri para ele. — Não aceito não como resposta.
– Ufa. Menos mal. — Maya suspira.
Maya, Sheyla, Scott e os outros seguem para a cozinha para almoçarem. Estão todos mais tranquilos, afinal Daniel tinha sido encontrado, mas ainda faltava Ryan, as buscas continuariam logo mais a tarde.
Fale com o autor