Notas iniciais
~Enjoy~

(Foto)

Shane deixa o corpo de Guilhermo, junto com Heather desacordada e sobe a comporta, tinha que pegar Charlotte.

Charlotte continuava subindo, ao olhar para baixo ela viu um vulto.

– Guilhermo?

Shane revelou seu rosto e continuou subindo velozmente.

– SOCORRO! — Charlotte berra ao subir a escada. — Me deixa em paz!

Shane continuava a subir, ela estava quase alcançando a saída.

– Sai! — Ela grita e consegue sair da comporta.

Shane sai logo em seguida e corre atrás dela, ela parecia um pouco descoordenada.

– Socorro! — Charlotte vai gritando enquanto corre. Os machucados em seu tornozelo doíam e não ajudavam ela na corrida.

A falta de claridade só atrapalhava, Charlotte quase caiu num tropeço. Shane exibia um sorriso diabólico vendo-a como sua presa frágil.

– Jason?! Guilhermo?! Hunter?! Alguém?! — Charlotte berra desesperada. Ela tropeça e cai no chão ralando a mão.

– Eles estão demorando né? — Ive anda de um lado para o outro na sala.

– E você vai fazer um buraco ai no chão. — Emma olha para ela.

– Calma gente... Tudo vai se resolver. Eu espero... — Phill olha elas.

Sheyla parece estar distante, talvez pensando no marido, era uma pena vê-la assim.

Ive vai até Phill e abraça ele.

Emma suspira e volta a rezar, ela temia pelos seus pais e pelo irmão.

Phill mantém o forte abraço na mulher, ele estava se segurando para não se desesperar assim como Sheyla e Emma. Liv, Daniel e Maya continuavam na fornalha e não saiam de lá. Jason, Aimê, Luke e Alice pareciam estar se distraindo em suas conversas.

– Vendo hoje, a gente não tinha nenhum pingo de juízo! — Aimê ri.

– Juízo? Que isso? — Alice gargalha.

– Com certeza, mas éramos felizes e unidos. — Luke pisca as garotas.

– Uma pena não ter participado de tudo isso.

– Ah meu amor, mas eu te conheci no momento certo e iríamos fazer tudo de novo, se não fosse o Shane... — Aimê suspira.

– Infelizmente. Tenho certeza que Hunter vai fazer ele pagar pelo que fez a seu pai, Gale, Terry, Ryan, Christian, ao que está fazendo a família da minha irmã e ao que fez a família de vocês no passado. — Jason diz.

– Tomara que sim... Mas, Hunter... Ele conseguiu ser cruel, nos escondendo tudo. — Luke suspira longamente.

– Se ele escondeu teve algum motivo. — Alice tenta defender o irmão, mas sabia que era em vão.

– Deveria era ter falado que não era pra gente vir, isso sim. — Aimê olha para Alice.

– Sim, ele colocou todos em risco. E acabou causando a morte de pessoas. — Jason comenta — Mas sinto pena dele. Há uma criança assustada no olhar dele.

– Quando eu encontrar com ele, ele vai me explicar tim tim por tim tim.

– Aimê dá uma segurada vai. Hunter não deve explicações a ninguém, se ele quiser falar algo ele fala, se não, não.

– Vamos parar... — Luke olha ambos — Ele pisou na bola, mas ele passou por tanta coisa, como Jason disse atrás daquela farda e músculos há uma criança assustada.

– A verdade é que o Hunt nunca superou tudo o que aconteceu. — Alice suspira. — E me sinto culpada por isso.

– Talvez seja isso... Mas não vou tratar ele mal, seria a pior coisa a fazer com ele nesse momento. — Jason suspira e conclui.

– Isso não muda minha opinião. — Aimê deita a cabeça no tórax do noivo e coloca as mãos dele em volta da sua cintura.

– Eu só espero que Maya, Liv e Dani vem.correndo e nos digam que Gui achou minha irmã. — Jason olha esperançoso para o corredor.

– É tudo que mais espero. — Aimê suspira.

– O que nos resta é esperar e orar mentalmente prá que tudo dê certo e que saiamos bem dessa. — Luke olha para Alie e dá um selinho nela.

Alie retribui ao selinho de Luke e suspira. Ela entendia que Aimê estava chateada com Hunter, mas também sabia que seu irmão tinha motivos sérios para esconder Shane deles.

Gordon dirigia velozmente o carro. Ao olhar prá trás ele já não viu a pousada. Um sorriso vitorioso se estampou em seu rosto, ele estava livre, iria sobreviver.

– Sinto muito pessoal! Mas eu vou conseguir! — Gordon colocou a cabeça prá fora e deu um grito de felicidade.

A estrada estava sem tráfego o que era normal, ele pisou no acelerador e aumentou a velocidade. Ele lembrava de como chegar ao Lennery consequentemente no Porto, então era só pegar um barco e partir.

Gordon viu uma curva fechado logo a frente e tentou frustrantemente desacelerar o carro.

– Vamos! Desacelera! Desacelera! — ele berrou desesperado.

A curva cada vez mais perto e o carro cada vez mais rápido.

– Maldito sabotou o carro! — Gordon disse e tentou fazer a curva.

Em vão... O carro derrapou devido a tamanha velocidade e capotou diversas vezes, lá dentro Gordon em meio a estilhaços acabou colidindo a cabeça forte no volante, morrendo instantaneamente. Já o carro só parou de capotar quando invadiu a floresta.

– Eles estão demorando né? — Liv olha para o túnel.

– Eu vou entrar. — Dani disse confiante.

– Nem pensar! — Maya segura ele.

– É, ela tem razão. — Liv olha para eles.

– Meu pai está lá embaixo. Flint também está Liv... Deveria descer comigo. — Dani olha ela desesperado.

– Calma! Temos que ficar aqui. Eles pediram para que a gente ficasse, também quero descer, mas não podemos.

Daniel fica pasmo, Liv havia alterado bastante o tom, mas com certeza ela deveria estar bagunçada por dentro também. Daniel suspirou e tentou se acalmar.

– Daniel, vem. Vamos subir, beber alguma coisa e logo voltamos. — Maya segura no braço dele.

– Façam isso.

– Desculpe Liv... — Daniel fala antes de ir com Maya.

– Tudo bem Daniel. — Liv sorri de lado e senta na mesa olhando para a entrada do túnel.

Daniel segue Maya e dá uma ultima olhada para a loira.

– Ela parece estar bem mal com tudo isso, acho que até pior que eu, minha irmã... Sheyla... — Daniel comenta.

– Acho que não foi fácil pra ela descobrir que Shane ainda está vivo. Ele matou a mãe dela né. — Maya caminha com ele.

– E talvez ela pode estar vendo acontecer com outras pessoas, o que aconteceu com ela a anos atrás. — Dani suspira e vê o tio, com Aimê, Alie e Luke na escada.

– Pode ser. — Maya olha para fora e depois para Daniel. — Vou buscar um copo de água pra você.

– Eai, alguma coisa? — Jason fala vendo eles repleto de esperança.

– Nada. — Maya suspira. — Ja volto. — Ela se afasta de Daniel e vai para a cozinha.

– Caramba Dan... — Jason vai até o sobrinho — Seja o que for acontecer quero que seja forte, tudo bem?

– Vou ser sim, tio. Emma vai precisar...

– Isso mesmo. E vocês terão a mim pro que precisar. — Jason abraça ele mais forte e beija sua testa.

– A mim também Dani. — Aimê abraça eles. — Somos uma família.

Emma se aproxima deles, e os abraça chorando.

– Sim somos... — Jason abre o braço e cobre Emma.

– Calma Emma, vai ficar tudo bem.

– Não vai tia A. Senti algo ruim no coração, como se algo tivesse acontecido com meu pai.- Emma chora ainda mais.

– Calma Emma. — Aimê abraça ela mais forte.

– Eu... — a boca de Dani fica trêmula — Eu também... — Dani chora com a irmã.

Jason faz carinhos no cabelo de Emma e traz Dani prá mais perto.

– Relaxa Dani, relaxa... Seremos fortes, lembra.

– É difícil, tio. — Dani continuava a chorar.

– É difícil, mas seremos. Temos um ao outro, vai ficar tudo bem. — Aimê tenta consolar eles.

Emma abraça Daniel e chora ainda mais.

– Tudo bem... Chorem, coloquem tudo prá fora. — Jason sente seu olho se encher de lágrimas ao lembrar de Char sua irmã. Que cuidou tão bem dele, após o acidente de carro que matou seus pais.

Aimê olha para Jason e acaricia o rosto dele.

– Eu to aqui. — Ela sussurra.

Jason sorri a noiva, mas não seria nada fácil se acontecesse algo a irmã, ela sempre foi símbolo da palavra "pais" para ele.

Aimê abraça eles mais forte e suspira. "Que esteja tudo bem com vocês."

– Heather! — Flint diz ao vê-la no chão e tentar levantá-la.

Hunter ilumine ao redor e acaba visualizando Guilhermo.

– Essa não... — Hunter suspira longamente — Não! — Hunter vai até o corpo e verifica os sinais vitais.

– O que?! Minha nossa... Guilhermo... Não... Meu Deus! — Flint visualiza o corpo embasbacado, enquanto posiciona Heather sobre sua coxa.

– Hum... — Heather começa a acordar aos poucos e leva a mão a cabeça.

– Heathy! — Flint se alegra ao ver que ela estava bem.

Hunter se aproxima deles.

– Ele está morto...

– Shane? — Heather tenta se levantar, mas ao se sentir zonza ela volta a deitar na perna de Flint.

– Calma... Sou Heathy... Flint! — ele fez carinho em seus cabelos.

Hunter se aproximou mais.

– Flint! — Heather sorri. — Charlotte e Guilhermo estão bem?

– Charlotte? Charlotte estava aqui? — Hunter vê a comporta aberta — Flint leve ela para a casa e informe sobre Guilhermo, vou ir atrás de Charlotte. — Hunter vai subindo pela comporta aberta.

– Tome cuidado Hunter. — Flint pede.

– O que aconteceu com o Guilhermo? Ele não... — Heather sente seus olhos se encherem de lágrimas.

– Infelizmente Heather... Vem, precisamos ir... Precisamos comunicar... Vem. — Flint tenta ajudar ela a se levantar.

– Ah meu Deus! — Heather levanta e se apoia nele. — A Charlotte... Meu Deus, não lembro de nada!

– Ela estava aqui, a Charlotte? — Flint coloca ela em seus ombros e vai carregando ela.

– Estava. Amarrada na cadeira. — Heather aponta para a cadeira.

– Meu Deus... Achamos o corpo da Dorothy, ela foi morta também. Isso é um filme de terror. — Flint vai andando em direção de onde eles vieram.

– Eu quero ir embora daqui. Como vamos falar para Emma e Daniel que o pai deles morreram e que a Charlotte ta correndo perigo?

– Eu não sei, mas... É o que teremos que fazer infelizmente... — Flint se mantém firme, ele teria que parar de ser aquele medroso que já foi e agora adquirir uma coragem perdida.

– Você está bem Flint? — Heather olha para ele.

– Estou assustado... Mas, preciso ser forte e encarar isso. — Flint olha ela.

– Vamos encarar juntos. — Ela sorri.

– Sim... Agora é dar a triste notícia e torcer para que Hunter salve Charlotte.

– Ele vai salvar. Pelo menos é o que eu espero. — Heather suspira.

– Me deixa em paz! — Charlotte grita enquanto corre. — Socorro! — Ela berra desesperada.

Charlotte felizmente havia adquirido uma boa distância de Shane, esse não usava de tanta velocidade para perseguí-la como se estivesse brincando com ela.

Ela continuava correndo, sentia o ar faltar em seus pulmões, mas sabia que não podia parar. Ela vai tocando nas arvores e ao conseguir arrancar um galho de uma delas, Charlotte diminui um pouco o ritmo da corrida.

Shane quase a perdeu de vista decidiu então, aumentar um pouco a velocidade.

Charlotte ao ver uma trilha, virou e seguiu aquele caminho. Ela sabia que poderia se perder, mas pelo menos Shane não pegaria ela.

– Charlotte volte aqui! Não se esconda. — Shane disse e observou ela correndo.

– Me deixa em paz! — Ela berra. — Cadê meu.marido?!

– Adivinhe... — Shane tinha uma voz arrepiante.

– Como pôde?! — Ela gritou e continuou correndo.

Shane sorriu diabolicamente e continuou a corrida atrás dela.

Charlotte parou de correr e ficou no meio da trilha. Guilhermo estava morto e ela vingaria a morte do marido.

– Que bom que me obedeceu. — Shane disse e apontou a faca para ela.

– Você não morreu naquele incêndio, mas vai morrer agora. Vou vingar todas as mortes que causou, começando pela do meu marido. — Charlotte sentia as lágrimas quentes escorrerem pelo rosto dela, mas sentia um ódio que nunca sentiu em toda vida.

– Uau... Estou esperando... — Shane gostou da atitude dela, se comoveu por um instante.

– Eu te odeio tanto! — Ela estava com o galho em sua mão e foi para cima de Shane, tentando bater na mão dele, para que ele perdesse a faca.

Shane desvio das galhadas dando saltitos para trás.

Tentou acertar uma facada nela.

Charlotte se afastou dele e tentou acertar a faca com o galho. Queria desarma-lo para depois investir numa luta, sem armas.

– Olha até que é boa... Melhor que seu marido. — Shane provocou acidamente.

– Cala a boca! — Charlotte berra irritada.

Shane vai prá cima dela, estava cansando da brincadeira e não tinha tempo a perder.

– Socorro! — Charlotte tenta se defender e dá uma galhada na cabeça de Shane.

Shane vem ao chão e coloca a mão na cabeça irritado.

– O jogo acabou Charlotte! — o olhar dele a assustou.

– Não, ele acabou de começar! — Ela, com medo, bate o galho com força nas pernas dele e volta a correr. Dessa vez, de volta para a comporta. — Socorro!

Shane sentiu uma forte dor e caiu no chão.

– Desgraçada! — ele berrou e colocou a mão no joelho com dores.

– Isso não é nada comparado ao que fez as pessoas! — Charlotte vê ele no chão e para de correr.

Surpreendendo Charlotte, Shane se levanta e agarra no ombro dela, posteriormente pega em seu cabelo.

– Me solta! — Charlotte finca as unhas na mão de Shane e tenta se soltar.

Shane a joga com força em direção de um árvore.

– Maldita!

Charlotte bate contra a árvore e pega outro galho, sem que Shane veja. Ela tosse e fecha os olhos com dor.

Hunter estava seguindo rastros, sabendo que Charlotte não podia ter ido longe, ao ouvir gritos ele correu na mesma direção.

– Porque está fazendo isso? Porque toda essa raiva?!

– Isso é uma doença! — Shane pega a faca que havia caído novamente e vai se aproximando.

– Você poderia se curar! — Charlotte pega o galho e ao se virar ela olha para ele. — O que ganha matando as pessoas?!

– Satisfação. — ele sorri de lado e espera ela atacá-lo.

– Vai pro inferno! — Charlotte grita e ataca ele.

Shane desvia e velozmente agarra ela por trás.

– Charlotte! — Hunter berra vendo-a em perigo e mirando em Shane atira.

Shane vê em Charlotte sua proteção e a coloca na frente da bala.

– Hunter! — Charlotte olha para ele e sente a bala acertá-la. Ela sorri e cai no chão. Estava livre daquele pesadelo.

– NÃO! — Hunter urra e olha a arma.

Shane deixa Charlotte no chão e sorri a Hunter posteriormente corre dali.

Hunter concentra todo o seu ódio e atira diversas vezes contra o assassino, mas erra os disparos.

– Não, não, não... Por quê!? — Hunter cai no chão, jogando o revolver longe.

Notas finais
RIP Gordon! RIP Charlotte! :'/ Ainda acho que Shane tem uma equipe.... Até o próximo =D