Notas iniciais
Yeeeeeeeeeey! Nyah! de volta, capítulos novos pra vocês! Sem delongas! ~Enjoy~

A festa havia sido perfeita, a não ser pelo fato de Daniel ainda não ter aparecido. Todos estavam preocupados. Guilhermo disse que se ele não aparecesse pela manhã ele ia sair à procura e o pessoal concordou em ajudar.

O dia despertou e atravessando a janela um facho de luz despertou Jason de seu sono.

– Bom dia amor. — ele disse e deu um selinho nela.

– Hum... Bom dia. — Aimê sorri.

– Menos um dia... — Jason fala e olha nos olhos dela.

– Menos um dia pra eu colocar as algemas em você. — Ela sorri olhando para ele.

– Tá tudo tão perfeito, parece que era prá acontecer. — Jason fica de lado ainda com o olhar fixo nela.

– Tudo vai ser perfeito. — Aimê fica sobre Jason e se aproxima dele. — Nada vai estragar isso. — Ela dá um selinho nele. — Ou meu pai enfarta se estragarem. — Ela ri.

– Com certeza — Jason gargalha — Mas e o meu sobrinho... Eu não sei se ele segue esse tipo de brincadeiras. Se esconder e ficar assustando as pessoas, ou fingir estar desaparecido. — ele suspira

– Sei que o Dany também não é assim, mas hoje o Hunter vai encontrar ele.

– Ele é um cara legal, o Hunter. — Jason sorri.

– Ele é sim. Alie idolatra ele.

Jason ri.

– Amor, eu notei algo e queria que você tentasse reverter prá mim, por favor.

– Notou o que? — Aimê olha para o noivo sem entender.

– Ive. As meninas estão excluindo-a, principalmente a Alie. Poderia tentar conversar com ela sobre isso? — Jason olha ela.

– Claro amor. Alie é bem turrona, mas vou reverter isso.

– Linda. — Ele beijou ela calorosamente e rolou ficando por cima dela.

Aimê retribui ao beijo de Jason e cruza suas pernas na cintura dele. Jason sente o calor do momento e com uma de suas mãos vai percorrendo o corpo dela. Ela sorri entre o beijo e tira a blusa do namorado. Jason sorri com as carícias da noiva e os dois se entregam ao momento, começando o dia super bem.

Emma tinha acordado e não vendo Ryan na cama resolveu ir atrás do namorado.

– Ryan? — Ela caminhava pelo jardim. — Ryan? — Ela passa as mãos pelos braços para se aquecer, estava uma brisa fria na ilha.

– Bom dia Emma. — Dorothy sorri.

– Bom dia Sra. Dorothy. — Emma sorri para ela. — A Sra. viu o Ryan por aí?

– Não vi não Emma, mas assim que encontrá-lo junte-se a todos na sala de jantar.

– Ah sim. Iremos sim. Até mais Dorothy. — Emma acena para ela e volta a caminhar a procura de Ryan. — Se te conheço você está na estufa. — Ela segue para lá e ao abrir a porta ela vê que tudo estava normal. — Eu hein. — Ela sai da estufa e volta para a pousada.

– Hey Emma, tudo bem? — Christian fala vendo entrar na pousada com uma expressão triste.

– Ryan sumiu. — Ela olha para ele. — Acho que ele foi embora, ele disse que queria ir.

– Sério. Talvez não... Acho que seu pai estava chamando o pessoal na sala, para irmos procurar o Dan, ai procuramos os 2. — Christian fala e segue ela.

– É, vamos lá. — Ela sorri para Christian e caminha para a sala.

Todos estavam na sala. Jason, Aimê e Heather desciam as escadas para se reunir com o pessoal, que estavam distribuídos nos sofás e poltronas. Guilhermo e Dorian em pé na frente deles, Charlotte chorava enquanto Ive e Sheyla tentavam a consolar.

– O que está havendo? — Jason questiona quando chega com a namorada e a amiga.

– Daniel ainda não apareceu precisamos ir procurá-lo. — Dorian responde o genro.

– Todos aqui? — Guilhermo diz.

– Vamos ter que procurar o Ryan também pai. — Emma olha para ele.

– A Alice não está aqui.

– Ela foi embora com o xerife Srta. Aimê. — Dorothy sorri a ela.

– Ah sim, obrigada Dorothy.

– Entendi. Então vamos nos dividir em grupos e saímos em busca deles. — Guilhermo estende um mapa da parte leste da ilha sobre a mesa, ele já tinha sido escoteiro sabia o que estava fazendo — Precisamos de um grupo nessa região... — como uma caneta vermelha contornou as proximidades da pousada — No porto e no Lennery – Ele fez outro círculo — Nessa região — circulou uma parte de florestas — E daqui até o farol — finalizou.

– Com certeza são os locais mais prováveis. – Dorian olha para Guilhermo.

– Como vamos nos dividir? — Aimê olha para o pai.

– Bem, eu vou pela mata até o farol, conheço muito bem a ilha e sei como ir até lá. — Dorian diz.

– Posso pegar um carro e ir até o Lennery? — Gordon se prontifica.

– Certo. — Guilhermo e Dorian concordam.

– Vou com ele. — Terry diz.

– Mãe, você fica com a Charlotte. Eu, a Karen e a Ive vamos procurar pela floresta. — Aimê sorri a Sheyla.

– Tudo bem filha, toma cuidado.

– Mas eu quero ir com vocês, me deixem ir. — Charlotte ficou de pé limpando os olhos.

– Vamos ficar aqui mãe, vai que eles aparecem. — Emma abraça a mãe.

– Isso Emma. — Aimê sorri. — Vamos então?

– Eu vou com as meninas. — Guilhermo diz.

– Ok, então eu e Phil vamos com o Sr. Delaware. — Jason olha para Phillip que concorda.

– Eu vou atrás do Hunter. — Flint diz.

– Maya, Christian e Heather vasculham as proximidades da pousada. — Guilhermo conclui.

– Flint, fique com elas. — Dorian não gosta da ideia das mulheres ficarem sozinhas na casa — Chamamos Hunter caso não acharmos o Daniel.

– Tudo bem Sr. Delaware. – Flint concorda e olha para Charlotte.

– Certo, vamos logo. — Aimê caminha para fora seguida de Karen e Ive.

– Vão com cuidado. — Charlotte olha para todos.

– Tomaremos. — Guilhermo dá um beijo na mulher e vai atrás de Ive.

Jason havia escolhido ir com o sogro para ter uma melhor interação com ele. Dorian sabia das intenções de Jason e até gostou tinha que dar uma chance ao rapaz. Então todos saíram para fora.

– Boa sorte. — Phill desejou.

– Obrigada amor. — Ive da um selinho no namorado e vai atrás das garotas e de Guilhermo.

Guilhermo ia na frente havia pegado um facão antes de se reunirem na sala e foi podando os arbustos que dificultavam a passagem.

– Daniel! Ryan! — ele berrava.

– Daniel! — Aimê grita com Guilhermo.

– Ryan! — Karen e Ive gritam juntas.

– Danny! Ryan!! — Guilhermo repetiu e continuou cortando os arbustos a frente, pela força exercida dava para as garotas terem noção do que ele sentia no momento.

– Guilhermo, se acalme, vai ficar tudo bem. — Aimê olha para o cunhado. — Vamos encontrar os dois.

– Desculpa meninas, é que... Bem, não queria estar causando esse alvoroço, mas não vivo sem meus filhos. — Guilhermo olha elas, uma lágrima corre e logo é limpada.

– Nós entendemos Sr. Guilhermo e vamos encontrar o Daniel e o Ryan. — Ive sorri para ele.

– Isso mesmo! — Aimê sorri.

– Ryan! Daniel! — Karen volta a gritar por eles.

– Obrigado meninas. Ryan! Daniel! — Guilhermo volta a gritar.

– Bom dia bela adormecida! — Hunter sobe na cama da irmã.

– Hum.. Mais cinco minutos... — Alice resmunga.

– Vem, vou te levar no Lennery. — Hunter sorri a ela.

– Ta bom. — Alice sorri.

– Ainda parece a mesma Alice dorminhoca. — ele deita por cima dela.

– Não funciono direito de manhã, você sabe disso.

– Sei sim, por isso... — ele se levanta e sai do quarto depois volta com uma bandeja com torradas, pera, um suco de laranja — Café na cama.

– Meu Deus! To sendo muito mimada! — Ela senta na cama e sorri para Hunter.

– É minha irmã e amo você estar aqui. — ele pega uma torrada e come.

– Eu também. Estava contando os dias pra voltar pra cá. — Ela pega o copo e bebe um pouco do suco.

– Vou me arrumar, bom café. — Hunter sai do quarto.

– Obrigada Hunt. — Alice vê ele sair e toma seu café da manhã. Assim que ela termina ela se levanta e troca de roupa para poder sair com o irmão.

Hunter vestiu a farda e ajeitou o cabelo, posteriormente foi até a viatura e aguardou a irmã.

Alice arrumou seu quarto e desceu para a cozinha. Ela colocou a louça na mesa e foi ao encontro do irmão.

– Prontinho.

– Aposto que Aimê se preparando para entrar no altar levará menos tempo. — ele gargalha e abre a porta para ela entrar.

– Duvido! — Alice ri e entra no carro.

– É faltam menos dias... — Ele suspira e liga a viatura saindo dali.

– Não vou falar de novo pra você se declarar.

– Sossega Alie! — Hunter ri e volta a dirigir.

– Não está mais aqui quem falou. — Alice ri e liga o som.

– Ainda gosta das Spice Girls? — Hunter brinca com ela.

– Wanabe é vida. — Alice ri.

– Me divertia vendo, você, Aimê e Liv dançando quando crianças. — Ele diz e breca bruscamente quando um veado corta a estrada, parecia assustado — Malditos caçadores! — Hunter esbravejou.

– Ai! — Alice bate a cabeça na janela. — Droga.

– Desculpa. Mas essas ilha nunca esteve tão cheia de caçadores... — Ele passa a mão na testa de Alie — Preciso alertar o pessoal da festa para não ficarem indo à floresta, tem armadilhas espalhadas por todos os lados.

– Daniel! — Alice olha para ele. — Ele só pode ter caído em uma delas!

– Como assim? — Hunter olha ela estranhando.

– Daniel, sobrinho do Jason. Ele sumiu ontem logo depois que chegamos e até a hora que estávamos na festa ele não estava lá. Hunt e se ele caiu em uma delas? Dany não é de se esconder.

– Você pode ter razão, deixamos o Lennery para depois. — ele dá meia volta na estrada e segue em direção à pousada.

– Eu espero. — Alice olha para o irmão. — Não tem nenhum de novo aqui né?

– Nenhum? — Ele olha ela, sabendo do que se tratava.

– Você sabe. Assassino. — Ela começa a falar, mas sua voz sai como um sussurro.

– Não, é só um garoto perdido. Ou você fala em relação ao que Emma disse de ter alguém correndo atrás dela? — Hunter olha para ela.

– Correndo atrás dela? Eu não sabia disso.

– Ela falou que acha que tinha correndo atrás dela. Eu acho que foi um animal ou algum caçador fazendo algum tipo de brincadeira. — Hunter fala aumentando a velocidade.

– Será mesmo Hunt? — Alice olha para ele.

– Não sei. Por enquanto vamos focar em Daniel. — Hunter segura na mão dela para que ela se acalma-se.

– Tudo bem. — Ela suspira e segura a mão do irmão.

Flint apenas observava as mulheres ali, Charlotte não parava de chorar e Sheyla e Dorotty consolavam-na, Gale por sua vez mal tinha levantado da cama.

– Toma. — Emma entrega uma xícara de café para Flint e sorri.

– Obrigado. — Ele olha ela e sorri — Ela vai ficar bem?

– Só quando o Dany estiver aqui. — Emma suspira e bebe um pouco do café.

Flint se aproxima e olha elas, falaria algo, mas era terrível com as palavras, então bebeu um pouco do café olhando para Charlotte.

– Meu bebê, eu só quero ele aqui...

– Calma Charlotte, eles não vão voltar enquanto não encontrar o seu filho. — Sheyla tenta confortar a mulher.

– Ele não é assim, sei que ele não é de se esconder, meu menino. — Charlotte continua chorando inconsolável.

– Gostaria de poder falar algo a ela. — Flint comenta a Emma.

– Nada vai confortar ela Flint. To me segurando, mas ver minha mãe assim, está acabando comigo.

– Calma... — Flint se aproxima de Charlotte e se abaixando em frente a ela, o rapaz abraça Charlotte.

Com certeza um gesto singelo valia mais que mil palavras e Flint viu nisso a oportunidade de expressar algo. Charlotte retribui ao abraço do rapaz, ela se sente confortada e sente que era um abraço sincero da parte dele.

– Obrigada.

– Vai ficar tudo bem. — Flint sorri acho que por ela ter se surpreendido ela se esqueceu de chorar, ele gostou do efeito positivo de um simples abraço.

– É só o que eu espero. — Ela olha para ele com os olhos vermelhos e o rosto inchado por tanto chorar. — Obrigada por se importar Flint.

– Você merece qualquer forma de apoio. E gosto do nosso pequeno nerd. — Flint sorri e olha para Sheyla e Dorotty ao lado.

Sheyla e Dorothy sorriem para Flint.

– Obrigada Flint, Sheyla, Dorothy. Não sei se conseguiria enfrentar isso sem vocês. — Charlotte sorri.

– O mundo caindo e a Gale dormindo... — Flint balança a cabeça negativamente e agora sai de perto de Charlotte.

Emma se aproxima da mãe e entrega um copo de água com açúcar para ela.

– Obrigada filha.

– De nada mãe. — Emma dá um beijo na testa da mãe e sorri.

De repente eles ouvem um barulho estranho vindo de um dos cômodos.

– O quê foi isso? — Flint olha as mulheres a sua frente.

– Boa pergunta. — Emma caminha até a escada.

Charlotte, Sheyla e Dorothy saltam do sofá e vão atrás de Emma.

– To bem, to bem. — Gale resmunga descendo a escada usando um óculos de sol. — Não vou mais beber...

– Caramba você está um caco! — Flint se surpreende.

– Nada que um bom café não me cure. — Gale sorri. — Ai. — Ela vai para a cozinha.

– Não muda mesmo. — Sheyla resmunga. — Ainda bem que o Dorian não viu ela, porque se não teria mais brigas.

– Vou com você. — Flint segue Gale e dá uma olhada em Charlotte.

Charlotte sorri para Flint e volta para a sala, sendo seguida por Emma, Sheyla e Dorothy.

– Conseguiu me superar na bebida ontem, viu. — Flint ri e indo até um dos armários apanha 2 xícaras, o café já estava feito e repousava sobre o balcão.

– Não grita Flint. — Gale resmunga.

– Caramba! Quase sussurrei. — Flint gargalha e entrega uma xícara a ela.

– To falando sério Flint. — Gale deita a cabeça na mesa. — Cadê todo mundo?

– Beba o café. — ele olha ela sorri — Saíram à procura de Daniel e Ryan.

– O pirralho ainda não apareceu? O gostoso sumiu? — Gale levanta a cabeça e bebe o café. — Resolveram brincar de pique esconde?

– Gale! Você é louca. — Flint olha para ela e dá risada, posteriormente bebe seu café.

– Nem sou. — Ela sorri. — Só fui sincera.

– Sempre é. — ele termina o café, sorri a ela e vai para a sala.

– Nem sempre. — Gale resmunga e volta a deitar a cabeça na mesa.

Terry e Gordon entram pelas portas e Charlotte se levanta de imediato, crendo que encontraram Daniel.

– Cadê? Cadê ele? — Charlotte olha para os rapazes.

– Encontraram? — Sheyla olha para os meninos.

A expressão de Terry já respondeu a pergunta de Charlotte e Sheyla.

– Fomos no porto e também no Lennery, nenhum sinal dele lá. Desculpe. — Gordon disse e inclinou a cabeça.

– Isso não pode estar acontecendo. — Charlotte anda de um lado para o outro na sala.

– Calma, calma... Temos mais alguns grupos por aí. Ainda há esperança. — Terry tentou confortá-la com tais palavras.

– Eu vou atrás deles! — Charlotte caminha em direção a porta da pousada.

– Mãe calma. — Emma tentou segurar a mãe mas foi em vão.

– Charlotte. — Sheyla olha para ela, mas não sabe o que fazer, se Aimê tivesse sumido ela faria o mesmo.

Um novo barulho vindo do subsolo da casa chama a atenção deles.

– Espera aí. — Gordon fala — Ouviram isso?

– Essa casa é assombrada! Só pode! — Emma resmunga.

– De onde está vindo esse barulho? — Terry olha Dorothy.

Era como se uma porta de metal velha tivesse sido aberta.

– Provavelmente do porão, algum funcionário deve estar lá embaixo. — Dorothy olha para Terry.

– Vocês vão se preocupar com um barulho ou em me ajudar a achar meu filho? — Charlotte olha para eles parada na porta da pousada.

A porta é fechada com brutalidade e Terry, Gordon e Flint correm para lá, estranhando. A pousada não era cheia de funcionários a grande maioria ficava na parte de cima, algo estava errado.

– Hey! Esperem! — Emma vai atrás deles.

Terry puxa a fila e descendo para o andar de baixo eles vêem que o barulho agora está mais nítido, é barulho de fogo, algo está sendo queimado.

– Que cheiro é esse!? — Gordon estranha.

– Alguma coisa queimada. — Emma coloca a mão no nariz e na boca, o cheiro estava forte demais.

O cheiro aumentava e eles conseguiam ver ao fim do corredor, uma porta de metal bem antiga e um pouco enferrujada, ela estava parcialmente aberta e revelava uma luz amarela, como fogo.

– É ali! — Flint berrou, era o segundo da fila.

– Mas o que está... — Dorothy vem atrás deles e vê a fornalha ativa. — A fornalha. Isso está errado! Ela estava desativada.

– Parece que não mais. — Emma olha para Dorothy e depois para todos.

Eles param diante da porta e sente um cheiro de metal velho sendo incendiado.

– Pelo cheiro do metal com o fogo, deveria estar desativada a muito tempo mesmo. — Flint comenta.

Gordon entra na frente de Terry e termina de abrir a porta revelando um sala bastante empoeirada, ao fundo a fornalha estalava em meio a chamas, havia uma alavanca ao lado dela que possivelmente desligaria o fogo. Terry foi até lá e a desligou.

– Vamos sair daqui antes que vocês se intoxiquem com essa fumaça. — Dorothy olha para eles e apontam para fora da fornalha.

– Mas o que estaria queimando ali? — Flint olha para a gaveta da fornalha — Quer saber, deixa prá lá.

Gordon e Terry seguem Dorotty, Flint vai atrás.

Emma fica olhando um tempo para a fornalha, ela pensa nos acontecimentos recentes e um arrepio percorre seu corpo. Ela pensa em Ryan e Daniel. "Não, não são vocês." Ela abraça seu corpo e sai de lá atordoada.

– Ryan! Danny! — Guilhermo berra desesperadamente, já estava perdendo as resistências, queria o filho o mais rápido possível.

Eu to exausta! — Karen resmunga.

– Volta pra pousada então. — Ive olha para ela e vai atrás de Guilhermo.

– Mas...

– Pode voltar Karen. — Aimê olha para ela e depois para Guilhermo. — Daniel! Ryan!

– Ta bom. — Karen suspira e caminha na direção oposta dele voltando para a pousada.

– Hey Karen. — Guilhermo se aproxima dela com uma garrafa de água em mãos.

– Oi? — Karen para e olha para ele.

Karen acaba tropeçando em espécie de linha, liberando uma armadilha. Guilhermo consegue ouvir o barulho da linha arrebentando e posteriormente vemos um enorme troco amarrado por cordas vir em direção de Karen. Guilhermo corre e se joga em cima de Karen milésimos antes dela ser empalada, o troco acaba colidindo com uma árvore.

Aimê e Ive olham para a cena em choque.

– O...brigada. — Karen olha para Guilhermo.

– Não foi nada. — ele olha para o tronco amarrado por cordas — Caçadores... Vocês estão bem? — Guilhermo olha Ive e Aimê.

Aimê e Ive balançam a cabeça positivamente para Guilhermo.

– Você me salvou da morte. — Karen olha para ele ainda sem acreditar no que tinha acontecido.

– Vem... — ele ajuda ela a se levantar — Acho que isso foi o aviso, precisamos voltar. — ele suspira longamente.

– Não. Nós temos que achar seu filho. — Karen se levanta com a ajuda dele.

– E iremos achar... Mas, por hora temos que voltar... Precisamos nos alimentar, o almoço deve estar sendo feito.

Era evidente que Guilhermo não estava desistindo de procurar seu filho, mas ele precisava ser sensato e deixar o desespero de lado. "Apareça Danny, por favor".

– Eu só volto com o Daniel. — Aimê volta a andar em frente seguida por Ive.

– Vou com ela. Daniel! — Ive grita. — Ryan!

– Elas tem razão, vamos Karen? — Guilhermo olha ela. Ele não podia desistir do filho.

– Vamos. — Karen vai atrás deles. — DANIEL! RYAN! — Ela berra com toda sua energia. — Apareçam!

A viatura estaciona na frente da pousada e se deparam com Dorian, Jason e Phill que já haviam chegado ao farol e voltado. Hunter desce do veículo e questiona.

– O que houve? Daniel apareceu?

– Infelizmente não e Ryan também sumiu, saímos prá procurar... — Phill começa a explicar.

– Nos dividimos em grupos e saímos em vários pontos da ilha para procurar, xerife Grayson. — Dorian explica a Hunter.

– Não... A armadilhas por todos os lados, os caçadores, estão tomando conta da mata. — Hunter coloca a mão nos cabelos.

– Hunt você precisa dar um jeito nisso. — Alice olha para ele e para Dorian. — Alguém foi para a floresta?

Guilhermo, Karen... — Phill começa — Ive! — ele coloca a mão na cabeça.

– Minha filha! Xerife, precisa ir atrás do meu tesouro. — ele segura os ombros de Hunter.

– Eu irei. Fiquem aqui e... — ele lança um walk-talk a Phill — Me informe se algum deles voltar, inclusive Daniel e Ryan.

– Eu vou com ele. É minha noiva, eu tenho que ir. — Jason olha ele.

– Tudo bem... — Hunter assente.

– Eu vou com você. — Alice vai em direção ao irmão.

– Não! — Hunter e Jason falam em coro.

– É melhor ficar Alie. — Phill continua.

– Mas é claro que não! Eu vou com vocês! — Ela olha para Hunter.

– Alie, não deixe isso pior do que está... — Hunter olha ela, mas sabia que teria que ceder a irmã era cabeça dura de mais.

– Se eu não for com vocês eu irei sozinha e você sabe disso.

– Droga Alice! Vamos então... — ele bufa e toma a dianteira.

Jason sorri e segue ele.

– Nos ligue se achar minha filha. — Dorian berra a eles.

Hunter mostra um sinal de "ok" com as mãos e nota uma trilha de mato cortado. Alice sorri e vai com o irmão e Jason para a floresta.

– Olha parece que há uma trilha de mato cortado. — Hunter analisa a vegetação.

– Guilhermo, meu cunhado é muito inteligente. — Jason sorri e segue o xerife.

– Bota inteligente nisso. — Alice sorri.

– Alie você consegue ser mais teimosa do que a mamãe. — Hunt fala olhando para ela.

Jason só observa os 2, estava concentrado em achar a sua noiva.

– E você mais mandão que o papai. — Alice revira os olhos. — Aimê! Guilhermo! — Ela grita enquanto eles caminham.

– Ive! Kar! — Jason prossegue.

Hunter dá de ombros e sorri, logo ele berra.

– Daniel! Ryan!

Aimê! Guilhermo! — Alice continua gritando enquanto vai caminhando com os rapazes.

Dorian estava sentado na cadeira de balança na parte de fora da pousada. Maya, Christian e Heather haviam chegado e informado que não encontraram Ryan e muito menos Daniel nas proximidades da pousada.

– Ai amor, isso não pode estar acontecendo. Era prá ser perfeito... — Dorian coloca a mão na cabeça e se inclina na cadeira.

– Calma meu amor. Vai ficar tudo bem. — Sheyla senta no braço da cadeira ao lado do marido. — Hunter disse que pode ser armadilhas dos caçadores.

– Talvez o garoto possa ter caído em uma. Mas e se Aimê cair numa também... — Dorian parece desesperado.

– Ela está com o Guilhermo e o Jason e o Hunter estão indo atrás dela. Confia em mim, vai ficar tudo bem meu amor. — Sheyla tenta acalmar o marido.

– Vou me abraçar nisso. Só quero que Aimê seja feliz com o homem que escolheu. — Dorian suspira fortemente.

– E ela vai ser, assim como somos. — Sheyla sorri e passa as mãos pelos ombros do marido.

– Você tem razão. Realmente demorei, mas encontrei a melhor parceira. — ele beija a mão dela em seu ombro.

– Eu não podia desejar alguém melhor. — Sheyla sorri para o marido.

– Vamos entrar o almoço deve estar na mesa. — Dorian se levanta e dá um grande beijo na mulher segurando em suas mãos.

Sheyla se levanta e retribui ao beijo do marido.

– Vamos. — Ela segura nas mãos dele e vai para a cozinha com ele.

– Mãe você precisa comer algo.

– Não Emma, eu não to com fome. Pode comer filha.

– Charlotte, come pelo menos uma fruta.

– Isso, ou pelo menos toma esse suco de laranja mãe. — Emma e Maya tentavam convencer Charlotte a se alimentar.

– Aqui Charlotte, achei nas minhas coisas, ajuda a relaxar, experimenta. — Flint traz uma barra de chocolate bastante convidativa.

– Obrigada. — Charlotte sorri e pega a barra de chocolate. — Vou ficar na sala. — Ela se afasta de todos e volta para a sala para esperar por alguma notícia.

Heather cansada do drama familiar, pegou apenas umas frutas e foi para o jardim da pousada. Ela sentou em um dos bancos de alvenaria e mordeu um pedaço da sua maçã.

– Quanto drama. — Ela resmungou e comeu outro pedaço da fruta.

Os olhos de Heather vislumbram 3 silhuetas saindo de dentro da mata. Aparentemente 3 homens.

– Mas que merda é essa? — Ela resmunga e levanta em um salto.

Dá prá se notar que o que está no centro tem uma altura bem inferior do que os outros dois e parece um tanto desorientado. Um deles carrega algo nas costas, uma espécie de arco. Uma besta Heather conclui ao analisar melhor.

– Quem são vocês? — Heather olha para eles e dá uns passos para trás.

Heather acaba reconhecendo o menor, era Daniel.

– Heath... — Daniel fala com um pouco de esforço.

Heather acaba vendo as feições dos outros.

– Daniel! — Heather corre até ele. — Como você está?

– Com muita fome, Heathy. — Daniel havia ficado várias horas sem comer — Esses são Luke e Scott eles me salvaram. Luke... É amigo da Aimê. — Daniel explica.

Eles assente para Heather.

– Precisamos levá-lo para dentro, ele precisa comer. — Scott fala ajeitando sua besta.

– Vem, vamos entrar. — Heather ajuda Daniel a andar. — Charlotte! Dorian! — Heather grita chamando por eles.

– O que? Daniel! — Charlotte corre ao encontro do filho e o abraça. — Meu filho!

– Mãe, calma... Estou dolorido. — Daniel diz sorrindo. Charlotte era a melhor mãe.

– E com fome. — Scott reforça a ideia de alimentar o garoto.

Luke começa a andar em direção a pousada.

– Desculpa filho. Você está bem não é? Vamos comer algo. — Charlotte entra com ele na pousada e o leva para a cozinha.

– Pirralho! — Emma vai até o irmão e a mãe. — Você está bem.

– Phill, avise o xerife. — Maya pede para ele.

– Estou bem sim. Eles me regataram e me hidrataram também. — Daniel sorri.

– Certo, Maya. — Phill vai para fora e aciona o walk talk.

Charlotte se afasta do filho por um momento e vai até Luke e Scott e os abraça.

– Eu não sei nem como agradecer vocês.

– Tá tudo bem... Só penso que fiquem longe das florestas, não somos de fazer armadilhas, mas há caçadores que fazem. — Scott comenta.

– Sem contar que há armadilhas antigas que foram esquecidas. — Luke continua e olha para os lados procurando por Aimê ou Alice.

– Luke! Filho do Theo? — Dorian diz vindo a cozinha.

– Sim Sr. Delaware.

– Quanto tempo... Fico feliz por terem achado Daniel. — Dorian cumprimenta um e depois o outro.

– Muito obrigada mesmo. — Charlotte vai até Daniel. — Vem, vamos tomar um banho, a Emma vai levar algo para você comer no seu quarto e depois você vai dormir.

– Luke! — Sheyla sorri ao ver o rapaz ali. — Quanto tempo!

– Mas, manhê... — Daniel resmunga, mas é levado para cima.

– Sra. Delaware. — Luke sorri a ela. Pensou que nem seria reconhecia pelas mudanças que o tempo fez nele.

Emma prepara a bandeja para o irmão e vai até a escada.

– Obrigada mesmo rapazes. — Ela sorri para Luke e Scott e sobe até o quarto do irmão.

– Não foi nada mesmo. — Luke sorri.

– Então rapazes, nos contem como foi? — Dorian olha eles.

– Bem, estávamos caçando e vimos um buraco de armadilha, quando fui verificar vi o Daniel. — Scott começa.

– Ele estava pálido e assustado, com muita sede e fome. Parecia ter dormido muito pouco também. — Luke continua.

– Caramba... — Terry fica surpreso.

– Ai tiramos ele de lá, demos água a ele e conversamos um pouco prá ele ficar consciente. — Luke coça os cabelos — E eu deduzi que ele era do pessoal do casamento.

– Bem, e aí aqui estamos. — Scott termina e sorri.

– É, vocês foram os heróis. — Sheyla sorri para eles. — Vem, almocem conosco.

– Seria um grande prazer. — Luke sorri e vê que Scott está um pouco relutante.

– Pronto já avisei o xerife, ele me disse que acharam o rastro deixado por Guilhermo, irá encontrá-los. — Phill avisa entrando na cozinha.

– Vamos Scott. — Sheyla sorri para ele. — Não aceito não como resposta.

– Ufa. Menos mal. — Maya suspira.

Maya, Sheyla, Scott e os outros seguem para a cozinha para almoçarem. Estão todos mais tranquilos, afinal Daniel tinha sido encontrado, mas ainda faltava Ryan, as buscas continuariam logo mais a tarde.

Notas finais
Gostaram? Reviews? Favoritos? #FaçamOsAutoresFelizes Daniel de volta! Novos personagens aparecendo. Fica minha pergunta: Alguma suspeita do assassino? Até o próximo capítulo =D