Notas iniciais
Se segurem nas cadeiras! Esse capítulo promete! Sem delongas! ~Enjoy~

Flint estava fumando na parte de fora da casa, sentado na escadaria de entrada, admirava a noite, pensava que um dia também encontraria alguém, como Jason achou Aimê.

– Oi excluído. — Heather senta ao lado dele, pega o cigarro da sua mão e traga. — Porque está aqui?

– Oi. Bem precisava de um ar, as flores da decoração me davam náuseas. — ele brinca e mantém o olhar para o céu.

– Ah, ainda bem que não era só em mim que elas estavam causando isso. — Ela devolve o cigarro para ele e entrega uma das cervejas que tinha trazido consigo.

– Hey eu inventei isso. — ele gargalha e pega a cerveja, nunca havia parado para conversar com Heather.

– Então seja mais criativo Flint. — Heather bate a sua garrafa na dele e bebe.

Ele sorri de lado a ela e bebe também. Após fazer uma careta e limpar a boca ele olha para a mata.

– Sabe já sentiu a sensação de ser observado. Desde o momento que cheguei aqui, venho sentindo isso.

– Acho que você está com medo de ser atacado pelo fantasma do serial killer. — Heather ri.

– Sério isso? — Ele dá um leve empurrão nela e ri

– Sério. – Heather continua rindo e bebe um pouco da sua cerveja.

– Não é isso. Bem, é que esse lugar apesar de lindo me dá uma sensação muito estranha. — Ele sabia que tais palavras seriam motivo de sarro.

– Você tá com medo, mas liga não, eu te protejo. — Heather sorri e bebe um pouco mais.

– Boba. — O mato se mexe ao redor deles e ele dá um pequeno saltito ficando em pé.

Heather se levanta e fica ao lado de Flint.

– Quem tá aí?

O mato continua se mexendo como se tivesse alguém correndo e mudando de posições.

– Aparece caralho! — Flint berra irritado — Deve ser o Daniel, Ryan disse que ele anda aprontando. — Flint comenta a ela.

– Vamos descobrir. — Heather vai em direção ao arbusto.

– Hey calma aí. — Flint segue ela, os arbustos se movimentavam.

– Quem tá aí?! — Heather para diante dos arbustos.

Flint relutantemente vai até o arbusto e abre ele.

– Boo — Terry voa de lá de dentro.

Flint quase se joga no colo de Heather.

– Filho de uma puta! — O loiro fica extremamente irritado.

Heather segura Flint e gargalha com Terry.

– Eu não disse que ele ia ficar com medo? — Ela diz entre as risadas.

– Eu não acredito que está com ele nisso? — Ele fuzila alternando seu alvo.

– Desculpa, mas eu queria ver sua cara de assustado Flint. — Heather ri. — Me falaram que você era medroso, mas eu não imagina que era tão medroso assim.

– Vão se ferrar! — Flint vai saindo dali e tromba em Terry.

– Ah cara relaxa! — Terry segue ele — Vai ficar bravo

– Não estou bravo! Só irritado! — Flint sobe as escadas — Não, melhor eu estou querendo matar um! — Ele esbraveja.

– Flint! Flint desculpa. — Heather sobe atrás dele.

– Tá tudo bem. Mas, cheguei de ficar aqui fora. — Flint entra na casa.

– Se soubesse que ele ficaria tão mal assim eu não teria dado a ideia. — Heather olha para Terry.

– Relaxa, super medroso, bem vamos. — Terry vai levando Heather para cima.

O mato volta a se mexer, Terry olha em sua direção, Heather não havia percebido isso. "Mas o quê?", ele pensa e fica um tanto aterrorizado.

A mão no ombro de Heather aperta-a pelo susto do jovem.

– Ai! Que foi Terry?

– Achei que tinha visto... Ah deixa prá lá. — e vai com ela para dentro.

– Ta encanado que nem o Flint. — Heather entra com ele e vai até os rapazes.

– Relaxa. — ao entrarem podem ver Gale extremamente alterada dançando com Gordon.

– Gale, porquê? — Sheyla resmunga vendo o que a irmã fazia. — Desculpem por isso.

– Não se preocupe, Sheyla. — Charlotte sorri.

– Se me dão licença vou aproveitar com ela. — Guilhermo riu e foi para o centro.

– Ah eu também vou. — Charlotte vai atrás do marido.

– Tia Gale como sempre arrebentando. — Christian comentou a Karen.

– Vêm mãe. — Aimê puxa a mãe, mas ela se solta.

– Vou ficar aqui. — Sheyla permanece sentada ao ver a expressão no rosto do marido.

– Tudo bem. — Aimê revira os olhos e vai dançar com as amigas.

Guilhermo pegou a mão da mulher e dançou com eram bem jovens, assim como Gale que estava aproveitando de Gordon.

– Vamos dançar Kar. A Gale está agitando aquilo ali. — Christian falou.

– Com toda certeza! — Karen vai para a pista de dança com o amigo.

Alice, Maya e Aimê dançavam animadamente. Ive estava em um canto bebendo e criando coragem para se soltar.

– Você vai vir também. — Jason pega na mão de Ive — Vai vir dançar com o noivo, isso quer dizer que não pode rejeitar. — Ele ri e balança o braço dela.

– Tudo bem, vamos lá. — Ive sorri e vai com Jason para onde o pessoal dançava.

Gordon rebola e dança bastante próximo de Gale.

– Você é muito gostoso! — Gale sussurra para Gordon. — Pena que parece um franguinho...

– Hey caçador! — Aimê sorri a Hunter e começa a dançar com ele.

– Franguinho? — Gordon olha ela sem entender, enquanto Hunter se diverte com Aimê.

– Até que esses fora da ilha te fizeram bem. Aprendeu a dançar. — Hunter sorri.

– Você tem cara de menininho. Não me leve a mal Gordon. — Gale sorri.

– Engraçadinho, eu já sabia dançar, só me aprimorei. — Aimê ri.

– Só vou me divertir se você se divertir amor. — Sheyla sorri para o marido.

– Não vou discutir então. — Gordon dá de ombros e continua dançando.

– Bem, eu ainda continuo desajeitado. — Hunter sorri de lado a ela.

– Quer dançar amor? — Sheyla pergunta ao marido, mesmo sabendo que a resposta seria negativa.

– Já sabe a minha resposta, mas pode ir amor, vá se divertir. Não ligue para mim. — Dorian sorri a ela.

Dorian pega na mão de Sheyla e vai a levando até a pista. Sheyla sorri e vai animada para a pista com Dorian.

– Discute não. — Gale puxa ele pelo colarinho da camisa. — Só me beija. — Ela sorri e beija o rapaz.

– Continua nada. — Aimê segura na mão dele e rodopia.

– Wow! Tia Gale não perde tempo! — Terry gargalha dançando próximo a Karen e Heather.

Gordon beija-a de maneira bastante envolvente. Não muito longe dali Jason segur nas mãos de Ive e balança engraçadamente.

– Vamos se solta. — Jason diz.

Phill bebia próximo a eles e sorria ao ver o amigo animando a namorada.

Heather ri dançando e olha em volta procurando por Flint.

Alice dançava com Maya e Christian.

– Vem amor. — Ive sorri para Phill dançando mais solta com Jason.

Karen olha para Terry e morde seu lábio.

– Eu vou, eu vou. — Phill sorriu e seguiu para o centro junto com Ive.

– Desculpe, Hunt, mas vim roubar ela de você. — Jason sorri a noiva e ao irmão de Alice.

Terry passa a mão pela cintura de Karen e sorri de lado.

– Iii, sobrei. — Heather ri e vai para o bar pegar uma bebida.

– Que bom que me entendeu. — Karen coloca as mãos no ombro de Terry.

– Acho que vou tentar me enturmar mais. — Ive ri enquanto dança com Phill.

– Sei que vai conseguir. — Phill sorri a ela e a beija amorosamente.

– Roubar de um xerife é arriscado amor. — Aimê ri. — Dá licença caçador. — Ela se afasta de Hunter para dançar com Jason. — A festa tá boa, até meu pai ta dançando.

– Realmente Gale sabe agitar e Gordon percebeu isso. — Jason vê os 2 no maior amasso.

– Ah com toda certeza, não me surpreendo com a tia Gale. – Aimê sorri e beija o noivo que retribui abraçando-a.

Hunter vai até o bar e se encosta no balcão olhando o pessoal dançando, a irmã parece tão feliz, seu maior desejo sempre foi que a irmã superasse as feridas do passado e fosse feliz algo que ele não tinha conseguido fazer.

– Oi xerife. — Heather sorri para Hunter.

– Olá? — Hunter tenta lembrar o nome, mas não a conhece, então espera ela dizer seu nome.

– Heather. — Ela estende a mão para ele.

– Sou Hunter. — ele cumprimenta ela e bebe um pouco — Qual sua ligação com os noivos?

– Sou amiga do Jason.

– Pelo visto só dele. — Hunter comenta já que ela estava ali sozinha.

– Você é um bom observador. — Heather sorri.

– Preciso ser... — Hunter sorri de volta e bebe mais um pouco — Talvez somos parecidos.

– É? Porque acha isso? — Heather fica de lado e olha para Hunter.

– Em relação a grande parte dos momentos sermos amigos de nós mesmos.

– Tem razão. Prefiro ficar na minha, e ver o Jason com a Aimê... — Ela suspira. — Deixa pra lá.

– Gosta do Jason? — ele sentiu isto no ar.

– E você da Aimê. — Ela olha para ele.

– Talvez sim, talvez não mais... — ele repousa a garrafa vazia no balcão.

– Não mais... Quem você quer enganar? Jason que não percebeu, mas quem viu vocês dois dançando deve ter percebido algo. Mas isso não é problema meu. — Heather vira a dose de uísque que o barman tinha servido a ela e fecha os olhos.

– Não quero ser um tipo de estorvo. Preciso ir. — Hunter suspira e vai saindo dali.

– E quem disse que você é um estorvo? — Heather vê ele sair e revira os olhos. — Homens...

– Hey, hey! Aonde você pensa que não vai? — Alice corre até o irmão.

– Corrigindo: Que vou. — Hunter continua seu caminho.

– Não vai não. — Alice segura o irmão pelo braço. — Nem tivemos tempo de conversar direito, de ficar juntos, porque você está indo embora?

– Vamos lá fora então... — ele olha ela firme.

Alice acena positivamente com a cabeça e caminha para fora com o irmão. Ela conhecia aquele olhar e sabia que o melhor era ficar quieta e fazer o que ele manda.

Ele se senta com ela nas escadarias e segura a mão dela, não perdeu esse costume da meninice sempre que iria contar algo a ela, ele segurava suas mãos.

– O que aconteceu Hunt? — Alice olha para o irmão e entrelaça seus dedos nos dele.

– Mana... Acho que um sentimento da adolescência, renasceu. — Hunt olha ela e suspira.

– Pela A né? — Alice olha para ele. — Porque não diz pra ela o que sente Hunt? Talvez é disso que você precisa, seja sincero e abra seu coração.

– Claro que não. Eles vão casar... Isso atrapalharia de alguma forma. — Hunt solta o ar.

– Ou não. O certo é você não ficar com esse sentimento guardado pra sempre.

– Bem, por hora, vou manter tudo como está... — ele sorri a ela — É tão bom ter você de volta.

– Tudo bem. — Alice passa o braço dele pelos ombros dela. — É tão bom estar de volta.

– Mana, eu vou indo... Preciso acordar cedo amanhã para ir na delegacia. — Hunter explica a ela, levantando-se.

– Deixa eu ir com você? Saudade da nossa casa. — Alice se levanta com ele.

– Vem. — ele se vira prá ela e estende a mão para que ela pegue.

Alice pega a mão dele e sorri.

– Vamos! Quero ver como está tudo lá. — Ela o puxa para o carro.

– Caramba Alie. — ele ri e segue ela agora.

– Vamos! — Ela vai com ele animada.

Hunter abre a porta da viatura e espera ela entrar. Alice entra no carro, coloca o cinto e sente seus olhos começarem a arder.

– A ultima vez que andei de viatura foi com o papai.

– Alice, calma... Eu sei como é, mas precisa estar forte por que na casa é onde as lembranças mais fortes vem... Não só dele, como da mamãe. — ele suspira e liga o veículo saindo dali.

– Eu sei. Desculpa Hunt, vou me controlar. — Alice sorri para o irmão e limpa os olhos.

– Relaxa, eu às vezes me pego chorando... Relembrando desses momentos.

– Não é fácil superar. — Alie suspira.

– Claro que não. Mas é fácil continuar e estamos aqui... Continuando, seguindo em frente, sendo uma memória via de Morgan e Diana Grayson. — Hunter fala e segue uma estrada que Alice conhecia bem, levava ao lar dos Graysons.

– Tem toda razão Hunter. — Alice sorri e olha para a estrada. — Não mudou nada.

– Nem um pouco, mas pintei as cercas se notou. — ele sorriu e acelerou um pouco.

– Ah isso eu percebi. — Alice sorri. — Tava pensando em voltar pra cá.

– Sério... Isso seria perfeito. — ele sorri animado — Liv ia gostar, ela sempre fala de você e Aimê. — Hunter comenta.

– Nossa a Liv! Quanto tempo não vejo ela! A Aimê mandou o convite, será que ela recebeu? — Alice olha para o irmão. — Ta saindo com ela Hunt?

– Ela recebeu, mas conhece ela está encanada com os outros. — ele sorri — Wow, pega as coisas no ar, mas tava, tava saindo com ela. — ele estaciona próximo a casa.

– Acho bom ela ir, se não arrasto ela pelos cabelos até a festa. — Alice ri e sai do carro. — Não é a toa que sou psicóloga né? Eu tenho que pegar as coisas no ar.

– Desculpa aí hein... — Hunter pega a chave no bolso e abre a porta — Bem-vinda ao lar.

– Ta desculpado. — Alice ri e entra em casa. — Lar doce lar.

– Os cômodos são os mesmo. Tem bastante coisa na geladeira e bem de alguns tapinhas na TV para ela ficar com a imagem nítida. Vou tomar um banho. — ele sobe as escadas.

– Ta bom. — Ela ri e vai até a cozinha. Alice abre a geladeira e pega uma garrafa de suco, ela abre e bebe um pouco enquanto caminha pela casa, ela sorri ao ver que Hunter não tinha mudado nada na casa. — Vamos ver isso aqui. — Ela abre a porta do escritório do pai e acende a luz. Ela percebe que tudo estava do mesmo jeito, a cadeira, as fotos, tudo igual. A garota caminha até a mesa e senta na cadeira do pai. Ela olha as anotações e sorri. — Ah papai...

Havia algumas anotações sobre a busca por Shane e fotos dos assassinatos colados nas paredes, incluindo o da mãe de Liv, Dora Lenshaer, e a do pai de Luke, Theo Cappler. Luke foi o melhor amigo de Alice e Aimê, os 3 e Liv nunca se desgrudavam na ilha.

Alice olha as fotos e as anotações, ela pega na gaveta um dos cadernos de anotações do pai e vê os desenhos que ela fazia quando criança.

Após alguns minutos Hunt sai do banheiro, o cheiro de banho inunda a casa. Ele vai até seu quarto e coloca uma calça moletom e uma camiseta regata cinza.

– Mana? — ele questiona descendo as escadas.

Alice ainda estava no escritório, ela sorria para as fotos de um antigo álbum. Nas fotos estavam seus pais, ela e Hunter. Varias lembranças invadem a mente dela.

– Meu Deus, como sinto falta de vocês!

– Sabia que estaria aqui. — Hunter fala escorado na porta — Aqui é um baú de lembranças, temos fotos da mamãe por todos os lados, seus desenhos, as anotações do papai, minha coleção de canivetes... As fotos dos assassinatos. — essa última sai rasgando a garganta de Hunter.

– Nem me diga. — Alice fecha o álbum e vai até Hunter. — Isso já acabou. Papai deu fim em tudo.

– Sim, deu sim. Vou fazer algo para jantarmos. — Hunter segue para a cozinha.

– Vou tomar um banho. — Alice sobe para o banheiro enquanto ele vai pra cozinha.

Hunter vai até a cozinha e prepara uma macarrona com bastante queijo, de acompanhamento um suco de caju. Aguarda a irmã, enquanto arruma a mesa.

– Hum... Que cheiro bom! — Alice desce para a cozinha e sorri para o irmão.

– Minha especialidade. — Hunter sorri e coloca um pouco de salsa por cima da macarronada.

– Vamos ver se está tão bom quanto o cheiro. — Alice ri.

– Está melhor. — Ele ajuda ela a se sentar e espera ela se servir.

– Veremos. — Alice sorri e se serve. Ela pega um pouco do macarrão e come. — Hum! Está uma delícia!

Hunter pigarreia numa tentativa de receber seu mérito, posteriormente sorri a ela.

– Mandou muito bem Hunt. Pode casar.

– Palavra errada. — Ele gargalha e senta na mesa, fazendo seu prato logo em seguida.

– Palhaço. — Alice serve o suco para ele e para ela e come mais um pouco. — E como tem sido a vida aqui?

– Olha bem pacata. Mais o número de turistas cresceu muito, parece que o lance do terror atraiu as pessoas. Mesmo que eu deteste que nossa ilha tenha essa imagem. — Hunt solta o ar e bebe o suco.

– É bom pro comércio e tal, mas é algo que não podemos mudar.

– Infelizmente não. Liv trabalha no Lennery agora e Luke é pescador. — Hunter sabia que ela iria gostar de saber sobre os amigos de longas datas.

– Luke ainda está aqui? — Ela se anima. — É, bem. — Ela sorri.

– Vejo que não sou o único que não esqueceu os amores da meninice. — Hunter lança um olhar sugestivo a ela.

– Não é isso... Ah só queria saber dele. — Alice olha para o irmão sem graça.

– Bem, ele faz o sucesso com as turistas, mesmo quando está com seu perfume típico de peixe. — Hunter gargalha.

– Mas é um palhaço você hein. — Alice ri. — E a Liv? Ela está trabalhando no bar? Garçonete ou bartender?

– Bartender! Esses dias acabou com uma briga pegando uma espingarda e ameaçando o pessoal. — ele torna a rir.

– Meu Deus! — Alice gargalha. — Você que ensinou ela né? Só pode!

– Um pouco talvez, mas sabe que a Liv sempre foi imprevisível. — Hunter enrola o macarrão com o garfo e coloca em sua boca.

– E por isso você ficou com ela.

– Acho que sim... — ele termina sua macarronada e indo até a pia começa a lavar a louça do dia — Deveria ir no Lennery, amanhã. Ou no porto... — ele olha ela e sorri de lado.

– Nos dois. — Alice sorri e tira as coisas da mesa. — Não fala nada pro Luke por favor.

– Sobre? — Hunter enxágua alguns talheres e coloca no escorredor de louça.

– Sobre o mesmo que você sente pela A, que eu sinto por ele. — Ela pega o pano de prato e começa a secar as louças. — Foi confuso, mas você entendeu.

– Sim. — Hunt assente a ela — E na cidade, teve algum lance amoroso?

– Não. Foquei tanto na faculdade que nem quis me envolver. Preferi ficar solteira mesmo.

– Que horror. Como consegue ficar sem beijo na boca? Sexo? — Hunter olha ela surpreso e rindo — Castidade.

– Hunter! — Ela da um tapa no braço dele. — Eu disse que não namorei, e não que virei freira.

– Ah rá. Safada! — ele cutuca ela e gargalha.

– Para Hunter. — Ela ri ficando vermelha.

– Mana, vou ir dormir. — Hunter termina a louça. — Tenho que ir prá delegacia cedo amanhã. Pode ver TV, algum filme, sei lá, só não me acorde. — ele ri.

– Tudo bem. Vou terminar de guardar tudo aqui e já vou também. — Alice sorri e dá um beijo no rosto do irmão. — Boa noite Hunt.

– Boa noite Alie. — Hunter se aproxima dela e beija sua testa, nesse momento se pareceu com seu pai, ele era seu pai na percepção de Alice.

– Dorme bem. — Ela sorri vendo ele ir para seu quarto.

Alice termina de arrumar a cozinha, apaga as luzes e vai para seu quarto. Ao entrar no cômodo ela sorri ao ver que Hunter não tinha mudado nada. Ela se joga na cama e acaba dormindo profundamente.

Durante a noite, Ryan não conseguia fechar os olhos, ao contrário de Emma que dormia serenamente, o rapaz estava analisando em suas memórias a cena da estufa que acontecera a tarde. Oa detalhes do rosto na vidraça foram revistos repetidas vezes e quanto mais Ryan pensava nas alternativas de quem seria, menos sono ele adquiria. Então após muitas repassagens de cena ele decidiu que deveria ir ao local para ter uma melhor noção de quem seria.

Ryan deu um beijo em Emma e foi saindo do quarto sem antes dar uma última olhada na namorada e mandar um beijo. Ryan correu até a parte de baixo e desceu as escadaria, mosdiscou uma maça sobre a grande mesa e saiu.

Ele colocou a toca quando uma brisa oceânica o atingiu, por estarem numa ilha o vento era um pouco mais forte, e logo estava frente a estufa, ele entrou e achou o interruptor que ficava do lado esquerdo da porta de entrada da estufa. Ele poderia estar louco mais algo naquela pessoa era fortemente familiar, como se já a tivesse visto antes.

– Era você mesmo Danny? — Ele sussurrou e fitou a janela onde tinha visto o indivíduo.

Após alguns minutos ele se tocou.

– Claro é você. — um barulho o assustou e ele logo se virou para ver o que era.

No momento em que se virou sentiu algo penetrar seu estômago, a lâmina fez um grande estrago, a dor era indescritível, ele sentiu seu estômago arder, queimar e seu corpo se enrijecer...

– Você... Por quê? — Ele sussurrou.

Mais um facada e Ryan caiu ao chão sem vida.

Notas finais
Gostaram? Reviews? Favoritos? #FaçamOsAutoresFelizes Fiquei com dó do Ryan e vocês? Quem será a próxima vítima? Quem será o assassino? Até o próximo capítulo turminha =D