Notas iniciais
Tá acabando! Cadê os reviews? #Chateada =/ ~Enjoy~

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– Por aqui. — Aimê guiava Hunter e Luke. — Se bem que acho que vocês sabem onde é. — Ela ri.

– Sempre brincávamos no meio dos fios. Eu sempre alterando a frequência para deixar o Sr. Delaware irritado. Essa casa me traz muitas lembranças. — Luke comentou.

– Papai ficava bem irritado. — Aimê sorri ao lembrar. — Mesmo assim sempre fazíamos as coisas.

– Alie sempre foi a defensora de Dorian, dizia que não deveríamos ficar o incomodando tanto. — Luke sorri.

– Alice sempre teve o coração de minha mãe. — Hunter olha eles.

– Normal. Alie sempre foi assim. — Aimê sorri. — Ela é como a tia Di.

– Sim, Diana foi uma das melhores pessoas que conheci. — Luke concorda com eles e abre a porta. Ele tateia a parede e alcança o interruptor.

Era incrível como tudo estava em seu devido lugar. Nada havia sido alterado, apenas descolorido e tinha uma grande quantidade de teias e poeira. Aimê caminha pela sala e sorri lembrando dos momentos vividos ali.

– Escritório. — Ela se vira e vai até o antigo escritório do pai.

– Liv sempre subia na mesa e bagunçava as pastas, quando não as chutava na parede. Ela era uma peste. — Luke gargalha.

– Peste é um elogio. Ela era um demônio da tazmânia. — Aimê imita o pai e ri ao acender a luz do escritório.

– Perdi grandes histórias, mas achava vocês muito pirralhos. — Hunter vai mexendo nos fios, mas realmente não entendia em como fazê-los funcionarem.

– Perdeu porque sempre foi rabugento. — Aimê olha para Hunter e depois para os fios.

– Hora de fazer meus serviços. — Luke se inclinou — Hunter sempre teve o coração do tio Morg. Lembra Aimê, quando a Liv chamava ele assim... — Luke gargalha e analisa as coisas ainda eram as mesmas.

– Lembro. Hunt a gente sempre te zoava. — Aimê ri.

– Tio Morg... Se meu pai ouvisse isso. E como assim, me zoavam? — Hunter olha ela.

– Ah, porque você era diferente. Ficava sempre excluído, mesmo quando saía com a gente, você não enturmava e ficava olhando todo babão pra Liv. — Aimê sorri. — Você nunca escondeu que sempre gostou dela.

– Talvez fosse pela diferença de idade. E por que Liv dava em cima de mim. — Hunter sorri.

Luke acaba levando um pequeno choque.

– Estou bem.

– Certeza? — Aimê se aproxima de Luke.

– Sim... E voalá. — Luke diz e os equipamentos se ligam.

– Graças a Deus! — Aimê exclama e aperta o botão do rádio. — Paul?!

– Calma ai Aimê, o sinal tá fraco. Vou dar um mexida aqui. — Luke vai tentando resolver o problema.

– Cuidado pra não levar outro choque.

– Relaxa. — ele vai ajustando as coisas.

Hunter prefere dar espaço ao amigo e sai da sala olhando pela casa, era muito bonita e se lembrava de Alice vir aqui todos os dias.

– Tenta falar com o Paul. — Aimê vai até Hunter. — Tudo bem?

– Sei lá, sempre quis saber o grande motivo que fazia Alice ser fascinada por essa casa. Vinha aqui todos os dias. — Hunter vai analisando ela.

– Minha presença é claro. — Aimê sorri olhando para ele.

– Acho que não existiria outro. — ele olha profundamente nos olhos dela.

– É? — Ela olha nos olhos dele. — Porque esse brilho no olhar?

– Meus olhos estão brilhando? — ele gostou de ouvir aquilo, realmente a amava.

– Estão. — Aimê sorri sem graça.

– Bem, isso é o sinal... Acho que a hora é agora. — Hunter fala parando próximo a sala de estar, ele acende o interruptor e está disposto a se confessar, assim como Heather.

– Sinal de que? — Aimê olha para ele sem entender.

– Bem... Eu preciso abrir algo que está trancafiado em meu coração.

– Hunter não... — Ela olha para ele sabendo onde ele queria chegar.

– Você sabe? — Hunter fica extremamente surpreso — Caramba, é claro que sabe... Eu não tenho olhos para outra coisa e nem amor prá outro alguém. É você Aimê, meu coração é de você.

Aimê olha para ele de boca aberta, não sabe o que responder. Ela desconfiava que Hunter sentisse algo por ela, mas não imaginava que ele a amava.

– Diga algo... Sei lá... — Hunter olha ela de uma maneira tão apaixonada e envolvente, Aimê não conseguia olhar em outra direção.

– Eu te amei por tanto tempo Hunter, mas você nunca disse nada, nunca se manifestou!

Hunter sentiu a dor da consciência, ela estava certa.

– Eu... Eu... — Hunter sentia doer e isso impedia ele de falar algo.

– Sabe o quanto me doeu esquecer você?! Esquecer algo que sempre achei que não era recíproco?! — Aimê olha ele e sente os olhos arderem em lágrimas.

– Me desculpe... — ele nem sabia como responder — Sou um fracassado.

– Claro que não é. Você seria se nunca admitisse o que sente por mim. — Aimê caminha até ele. — Porque Hunter? Porque agora?

– Eu não sei... Sempre tive medo... Tenho até hoje... Achava que você nunca me amaria. Mas eu estava tão apavorado com tudo, ainda estou. A verdade é que Shane tirou tudo de mim e não pude fazer nada contra isso. Tirou meus pais, tirou minha alegria, tirou meu sono, tirou minha irmã e você também. — Hunter abaixou a cabeça.

– Ele acabou com a sua vida, assim como acabou com a minha e com a das outras pessoas, mas ele não tirou Alie e nem eu de você.

– Claro que sim, perdi o crescimento da Alie, o amadurecimento, a evolução escolar. E perdi você, agora você pertence ao Jason.

– Você é irmão dela, não o pai Hunt. — Aimê levanta o rosto de Hunter segurando no queixo dele. — Quanto a última coisa que disse, não posso mudar isso. — Ela suspira.

– Tudo bem, Aimê. Pode me deixar sozinho? — Hunter estava destruído e não queria que Aimê sentisse pena dele.

– Desculpa Hunter. — Ela se afasta dele e vai para o escritório da casa.

Hunter deita no sofá e chora amargamente por que não podia ser feliz, por que foi escolhido pelo destino para ter tantos sofrimentos.

Aimê se encosta na parede do corredor e chora. Por que agora? Por que tinha que ser assim? Qual era o verdadeiro motivo disso tudo estar acontecendo e ao mesmo tempo? Ela respira fundo e logo depois de limpar o rosto, Aimê entra no escritório.

– Conseguiu alguma coisa Luke?

– Pode testar, acho que acertei. — Luke sorri empolgado.

– Tudo bem. — Aimê se aproxima e senta na cadeira. — Paul? — Ela aperta um botão. — Tom? Alguém?

– Tom na escuta. — a voz sai em meio a alguns chiados. Luke regulava para proporcionar uma melhora.

– Tom é a Aimê! Eu preciso de ajuda! — Ela sente seu coração acelerar. — Preciso que mande o FBI para Folks logo!

– Aimê?! Fale mais alto, por favor. Eu... Sua voz está baixa. — Tom fala em meio a chiados.

– Desculpe Aimê, é o melhor que estou conseguindo. — Luke fala e acaba levando outro choque, as instalações estavam muito antigas.

– Para de mexer Luke. Não quero que fique levando choques. — Aimê suspira. — FBI, Tom. Na ilha! Rápido.

– Aimê... FBI? Como? — Tom fala e sua voz começa a falhar.

– Shane! Mortes! — Aimê tenta resumir tudo com medo de perder o contato. — Rápido Tom!

– Shane?! Alô! Aimê! — Tom berra.

O aparelho começa a soltar faíscas e demonstra que já estava velho de mais.

– Eita porra! — Luke pula prá trás.

– Isso! Shane! Chega de perguntas e manda logo o FBI pra ilha!

– Aimê! Aimê! O sinal está horrível... Aimê! — a voz some e não se ouve mais nada, a não ser o chiado.

– Acho que perdemos ele. Posso achá-lo. — Luke tenta mexer nos fios, mas há um estouro e faíscas voam, Luke se afasta.

– Droga! — Aimê olha para Luke. — Vamos sair daqui.

– Sinto muito Aimê. Mas ele pode ter entendido o recado. Bom, eu espero. — Luke suspira e limpa um suor em sua testa.

– Obrigada por ajudar Luke. — Aimê vai até o amigo e o abraça.

– Não foi nada. Agora precisamos pegar o pessoal no Lennery e ir embora daqui. — Luke suspira, abraçando a amiga.

– Então vamos. — Aimê caminha até a sala com Luke. — Hunter?

Hunter de tanto chorar acabou cochilando no sofá, parecia um anjinho indefeso que tinha caído ao perder as asas. Talvez o sono o ajudasse.

– Ele se declarou Luke. Disse que me ama. — Aimê olha para o amigo.

– Sério? Eu sempre imaginei e agora? — Luke olha ela.

– E agora eu quero entender o porque. Tipo eu to com o Jason e eu o amo. Por muito tempo eu amei o Hunter, mas nunca pensei que ele também me amava.

– Sabe, Hunter é muito infeliz. Eu tenho pena dele. — Luke suspira vendo ele dormir.

– Só fez eu me sentir mais culpada agora.

– Você não tem culpa, nem ele. Shane é o culpado. E sei que no fim ele será morto. — Luke fala confiante.

– Como tem tanta certeza Lu? — Aimê olha para ele.

– Ele não pode viver. Ele não deve. Não merece. — Luke fala e solta o ar.

– Você está me assustando Luke.

– Desculpe... Mas eu só queria que ele pagasse por ter roubado a felicidade do Hunter, meu pai, a mãe da Liv, até os pais daqueles garotos, seu pai, a Gale, Padre A, todos.

– Ele vai pagar Luke. Eu tenho certeza disso.

– Dá vontade de deixá-lo aqui dormindo... Ele podia simplesmente descansar de tantas coisas ruins. — Luke olha Hunter.

– Podemos levá-lo dormindo. — Aimê olha para Hunter.

– Certo. — Luke sorri e vai até Hunter ele tenta pegá-lo, mas ele é pesado — Só que não vai ser fácil levantar essa montanha de músculos.

– Então temos que acordá-lo. — Aimê suspira e passa a mão pelo rosto de Hunter. — Caçador?

Hunter resmunga algo e ao abrir os olhos.

– Meu anjo... — ele fala ao ver Aimê.

– Oi. — Ela sorri.

– Desculpe. Não devia ter lhe dito nada.

– Não precisa se desculpar caçador, ta tudo bem.

– Precisamos ir. — Luke diz aos dois — Precisamos tirar o pessoal daqui.

– Então vamos. — Aimê estende a mão para Hunter se levantar.

Hunter se levanta e sorri a Aimê. "Eu só gostaria de ser feliz um dia. E você me daria essa felicidade Aimê."

Aimê se aproxima de Hunter e o beija. Queria fazê-lo feliz, nem que fosse apenas por um momento.

Hunter se surpreende, mas retribui ao beijo, ele sentiu algo tão bom como se uma criança recebesse o tão esperado doce. E era doce, o beijo, o momento, era singelo, sublime como um. Ele se sentiu feliz, revigorado. Algo que não sentia até ter visto a irmã voltar à ilha.

Aimê sorri entre o beijo e gosta da sensação que ele lhe causa. O beijo de Hunter era diferente dos de Jason, eram intensos e cheios de sentimentos. Por um momento Aimê se sentiu culpada, o que ela pensava que poderia deixá-lo feliz, poderia fazê-lo entender que ela estaria dando uma chance a ele, abrindo mão de Jason, mas isso não iria acontecer.

Hunter faz carinhos e também exibe seu lindo sorriso que estava um tanto perdido.

– Tá, né. — Luke vê os dois e vai até o carro.

– Acho melhor irmos embora. — Aimê sorri para Hunter.

– Certo. — Hunter entendeu ela só havia dado um beijo nele para que se sentisse melhor. Mas ele não se importou, foi mágico experimentar a felicidade por um minuto.

– Sem essa cara triste. — Ela dá um selinho nele.

– Sem a cara triste. — Hunter suspira e segue eles.

Aimê abre a porta do carro e senta ao lado de Luke.

– Já sei que vai pedir parar não perguntar nada. — Luke sorri a ela, e vê Hunter dar a volta no carro indo para os bancos de trás.

– E também para não me julgar. — Aimê sorri para o amigo.

– Sempre fui fiel aos seus pedidos. — Luke sorri lindamente a Aimê.

– Por isso você é meu melhor amigo. — Aimê da um beijo no rosto de Luke.

– Com benefícios. — Luke brinca e morde o lábio.

Hunter pigarreia e eles riem.

– Palhaço. — Aimê gargalha. — Vamos.

Luke volta a dirigir rumo ao Lennery.

– Eles estão demorando, eu só rezo prá ficar bem. — Scott fala e dá uma olhada para fora.

– Eles vão ficar bem. Tenho certeza que vão. — Sheyla sussurra. — É minha filha. Ela tem que sair viva daqui.

– Ai Aimê, vamos apareça. — Jason fala e ficava batendo o dedo na madeira do balcão freneticamente.

– Acalme-se Jason, logo ela vai entrar por aquela porta e beijar você. — Ive sorri a Jason.

– Não sei, sinto como se algo estivesse para aconte... — Jason fala e um grande barulho e uma luz intensa interrompem sua fala.

Explosões vindas do porto.

– Merda! — Heather salta do banco do bar e puxa Sheyla para perto dela.

Alice vem correndo da cozinha.

– Temos que sair daqui.

– Caramba! Os barcos! Ele destruiu os barcos! Maldito! — Scott fala e berra olhando da janela.

– Isso é um pesadelo! — Heather se desespera.

– Aimê! Preciso da minha Aimê... — Jason comenta e vai indo em direção da saída.

– Jason! Espera! — Scott diz vendo uma penumbra do lado de fora do Lennery.

– O quê? — Jason olha para trás.

A porta se abre e Shane velozmente enfia uma faca em Jason, por Jason ter se virado a faca atinge o abdômen e não peito.

Jason cai no chão dolorido.

– Argh!

– Jason não...

– Desgraçado! — Heather joga uma garrafa em Shane.

Shane desvia a garrafa explode na parede.

Scott vai prá cima de Shane e desvia das facadas, ele segura a mão do assassino e torce seu braço.

– Heather tira a Sheyla daqui. Vá rápido! Pela porta.

Jason cuspiu sangue.

– Alice... — Ele chamou por ela.

Heather vai com Sheyla para fora do bar.

– Calma Jason. — Alice puxa ele para um canto.

Ive olha para Shane e Scott e pensa no que fazer. Ela vê a arma de Liv e pega ela.

Shane chuta Scott e lança a faca na direção de Ive antes que esta atirasse. Ive se abaixa desviando da faca prepara a arma. Assim que ela se levanta, ela mira em Shane e atira.

– Corre Scott!

Shane abaixa o tiro acerta o braço direito de Scott.

– Ah! — Ele berra.

Shane pega uma garrafa e lança em Ive novamente o tempo em que ela procurava esquivar ele usaria para se aproximar dela.

– Preciso estancar isso, Alie. — Scott disse e fez uma cara de dor.

– Droga! — Ive desvia da garrafa e corre para o outro canto do bar se afastando de Shane.

Alice rasga um pedaço da sua blusa e amarra no braço de Scott.

– Acho que vai ajudar.

– Tire ele daqui vou ajudar Ive. — Scott disse e colocando a mão no ferimento foi prá próximo deles.

Shane apanhou sua faca e pegando mais um garrafa jogando-a em direção de Ive mais uma vez.

Alice ajuda Jason a se levantar e pressionando o ferimento dele o levou para fora. Ive tenta desviar da garrafa, mas ela acaba acertando o braço da garota.

– Vai pro inferno Shane!

– Apenas morra Ive... — Shane tentou terminar, mas Scott pulou em suas costas, Shane agarrou o corpo dele dificultando a mira de Ive, ela podia acertar qualquer um. Shane apertou o braço onde ele havia recebido o tiro e depois o chuta na direção de Ive.

Ive mirava em Shane, não sabia se atirava ou não, estava com medo de acertar Scott novamente, mas ao ver Scott sendo jogado em sua direção por causa do chute, Ive não pensa duas vezes e ajuda Scott soltando a arma.

Shane foi se aproximando lentamente e apanha um ultima garrafa no balcão, ele lançou no chão.

– Acham que estão brincando com qualquer um? — ele apontava a faca para eles.

– Sinceramente, você ja brincou demais com todos aqui! — Ive esbraveja. — Chega!

– É realmente Ive McCall, chega... — Shane apanha a arma do chão e aponta para eles.

– Eu não importo, pode me matar, voltarei para minha Didi e consegui permitir que 4 vidas pudessem sair daqui. — Scott berrou a ele.

– Quem mais está nessa com você? — Ive olha para ele. — Um velho como você não faria tudo isso sozinho.

– Um velho como eu tem os 2 na palma de minhas mãos. — Shane olha eles.

– Se vai nos matar, pelo menos me responda. — Ive encara ele friamente.

– Você não está na posição de exigir algo. — Shane fuzila ela.

– Então me mata de uma vez.

Shane se aproxima deles e enfia a faca no peito de Scott.

– Calma, primeiro posso te contar.

Scott cai de joelhos no chão e agoniza.

– Não. — Ive tenta impedir Shane de matar Scott, mas ele a segura. — Scott...

Shane olha para Ive e se aproximando de seu ouvido cochicha algo. Uma resposta para uma pergunta que Ive havia feito.

– Mentiroso! — Ive olha para ele e sente um calafrio ao olhar o rosto deformado do homem.

– Sim, essa é a resposta. — Shane olhou ela sincero e com a faca a penetrou de maneira lenta.

– Por quê? — Ive olha para ele e sente a faca em seu peito.

– Por que somos família. — Shane remove a faca e deixa Ive cair ao chão.

Ive cai no chão morta, ao lado de Scott. Seus olhos azuis encaravam Shane.

Shane pega uma caixa de fósforos no balcão e acendendo lança sobre a grande quantidade de álcool ali. O fogo começa e reflete nos olhos intensamente brilhosos de Ive.

Notas finais
RIP Scott! RIP Ive ='/ Até o próximo =D