Who Is The Killer?
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Todos estavam sentados na beira da lareira, havia anoitecido. Guilhermo estava em pé na frente deles.
– Então pessoal, sei que é difícil admitir mas, precisamos arrumar nossas malas e partimos.
– Ele está certo. O corpo vai ser liberado uma hora ou outra e precisamos fazer o funeral na cidade. — Gordon falou de braços cruzados próximo ao fogo.
– Não acredito que iremos embora assim. — Alice suspira.
– Certo do Ryan ter ido embora. — Heather comenta.
– Como assim? Ele foi embora? — Charlotte olha para Emma.
– Foi mãe, valeu Heather. — Emma revira os olhos.
– Eu acho que é o melhor. Fui até a delegacia e mandei um recado para o outro barqueiro para não trazer os outros convidados. — Jason explica, agora mais calmo.
– Eu não vou embora. — Aimê olha fixamente para o fogo. — Só saio daqui quando acabar com esse desgraçado que matou meu pai.
– Aimê acalme-se. Deixe esse trabalho para as autoridades. — Phill repreende.
– Amor não fala assim. Por favor. — Jason continua.
– Nada que falarem vai me fazer mudar de idéia. — Aimê fala friamente.
– Nem eu... — Jason olha ela triste.
Flint não sabia o que pensar, ele sabia que seja lá quem for não iria parar até alcançar seus objetivos e a vida dele e de Liv estavam no meio, como Dorian estava.
– Acho melhor dormimos e amanhã podemos ir. — Ive olha para eles.
– Se é que alguém vai conseguir dormir. — Alice suspira.
– Ive tem razão. Amanhã saímos da ilha. — Guilhermo olha todos.
– Mas e quanto a Karen e Terry? — Christian olha eles.
Flint sente aquele arrepio novamente e se lembra de Liv sugerindo que eles estão mortos.
– Amanhã resolvemos isso. — Phill salva Guilhermo que não sabia o que responder, por que afinal seu filho e Maya não estavam ali.
– Pra que guardar toda essa tralha em casa? — Maya olhava as reportagens do escritório de Hunter.
– Por ser obsecado. — Daniel olha ela — Parece ser as mesmas que a Dorothy tem na pousada. Mas essas fotos. — ele olha as fotos dos assassinatos na parede.
– É loucura ter essas coisas em casa.
– Isso só deixa o Hunter cada vez mais suspeito. — Daniel olha ela.
– Bota suspeito nisso. — Maya pega o álbum de fotos e olha elas.
As fotos mostravam a família Grayson em momentos felizes. Como pescando ou até na praia da ilha.
– Alie está tão sorridente... — Daniel aponta uma foto dela, Hunter e Diana sua mãe.
– Eles eram uma família feliz.
– Sim. É uma pena Alie ter perdido esse sorriso e o irmão se tornado um psicopata.
– Ela sorri assim quando vê ele, mas será que ela vai continuar assim depois que descobrir que o irmão dela é um psicopata? — Maya olha para ele.
– Infelizmente não, mas precisamos descobrir toda a verdade por trás desses acontecimentos estranhos. — Dani suspira e tenta abrir uma gaveta, porém ela está trancada — Vamos abre! — ele tenta puxá-la.
– Perai. — Maya pega um grampo em seu cabelo e destranca a gaveta. — Voialá. Ta ignore isso, mas está aberta.
Daniel e Maya ouvem a viatura de Hunter chegando.
– Caramba, fecha isso... Que droga, temos que sair daqui! — Daniel fala espantado.
– Vem. — Maya fecha a gaveta e puxa Daniel para saírem de lá.
– Hunter precisa me ouvir! — Liv conversa com ele. — E com atenção, coisa que não está fazendo.
– A janela... — Daniel indica.
– Vou ouvir Liv, mas se você soubesse que Dorian não é a única morte do dia, entenderia esse meu jeito áspero.
– Mais alguém morreu? — Maya olha para Daniel e vai para a janela.
– O quê? Não foi só ele? — Liv entra na sala com Hunter e deixa sua bolsa no sofá.
– Vamos ouvir, mas por fora da casa. — Daniel faz um pesinho para pular a janela.
– Não... — Hunter tira sua jaqueta e joga ela no outro sofá.
Maya pula a janela e olha para Daniel esperando ele pular.
– Quem mais morreu Hunter?
Hunter tira o coldre e coloca no mesmo sofá e passa a mão no cabelo.
– Dianne. — Hunter falou quase como um sussurro.
– O que?! — Liv olha para ele. — Didi morreu?!
– Sim... — Hunter suspira profundamente, ele gostaria de falar mais a Liv, contar sobre o recado deixado no corpo da morena.
– Você está péssimo Hunt. — Liv olha para ele. — Aconteceu mais alguma coisa?
– Minha preocupação com Alice... E aquelas pessoas... — Hunter olha Liv — Eles não são como eu, você e Luke.
– A Alie é, mas a Aimê e os outros não.
– Alice não sabe o que foi essa ilha pós os assassinatos. — Hunter começa a desabotoar a camisa.
– Caramba! Didi a vadia. — Dani olha para Maya, ambos observavam pela varanda lateral da casa.
– Christian vai ficar surpreso, ou não. — Maya observa eles.
– Não sabem, mas ela deveria ser a primeira a saber né Hunter. Você se transformou quando essas coisas aconteceram.
– Sabe que o que aconteceu a 3 anos atrás foi esclarecido. O rapaz era realmente o assassino e eu o matei quando ele tentou me matar. — Hunter termina de desabotoar os botões e remove a camisa, revelando seu corpo escultural.
– Eu sei, mas você mudou desde então. — Liv olha para ele.
Maya assobia olhando para o corpo de Hunter
– Ouviu isso? — Hunter faz um sinal para que Liv ficasse em silêncio.
Daniel coloca a mão na boca de Maya.
Liv se levanta e vai até a janela.
– Deve ser algum dono procurando o cachorro Hunt.
Daniel se abaixa com Maya.
– Sorte que estacionou seu carro, num local bem escondido.
– Foi um assobio, não é? — Hunter questiona.
– Acho que sim, mas não tem ninguém aqui fora. — Liv continua olhando para fora.
– Deixa prá lá. Quer dormir aqui? Não quero que volte sozinha para casa. — Hunter olha ela.
– Tudo bem, eu durmo aqui. — Ela fecha a cortina e senta em uma poltrona. — Era para ter tido 4 mortes Hunter.
– Oi? — Hunter se lembrou que Liv queria lhe contar algo — É o que ia me contar? — Hunter senta ao lado dela.
– Era. — Liv olha para ele. — Uma pessoa toda de preto, tentou matar eu e o Flint na cachoeira. Ele usava uma besta, Flint viu e conseguimos escapar. Depois fomos perseguidos por pitbulls e pela pessoa, mas em momento algum consegui ver o rosto dela e hoje aquela bala, Hunter, não pode estar acontecendo de novo.
– Ai meu Deus! Que loucura! Scott disse que sua besta foi roubada. E havia uma trapo preto na mão Didi... Caramba... Isso não pode estar acontecendo. Amanhã vamos nos certificar de que todos daquele casamento vão embora. — Hunter se levanta e passa a mão no cabelo, seu desespero era comovente.
– Não deveriam nem passar a noite aqui. — Liv levanta e para na frente dele. — Passaremos por isso juntos ok?!
– Sim, preciso conversar com o Luke. Ele é único que pode convencer Alie de ir, por que se conhecemos Alice Grayson, sabemos que ela vai querer ficar. — Hunter suspira e uma lágrima escorre.
Liv limpa o rosto dele.
– Ele vai convencer ela e eu estarei aqui com você.
– Obrigado Liv. Tenho certeza que Dora e Douglas Lenshaer sentem orgulho, onde quer que estejam, da filha que tiveram. — Hunter abraça ela.
Liv retribui ao abraço dele.
– E eu tenho certeza que Diana e Morgan Grayson se orgulham em dizer que você é o orgulho deles.
– Falou lindamente. Bem, acho melhor descansarmos, tenho um mistério pela frente. — ele solta o ar.
– Porque to sentindo que não está me falando tudo? — Liv olha para ele.
– Confie em mim. Preciso que confie. — Hunter olha ela.
– Eu confio Hunt, de olhos fechados. — Liv sorri de lado.
– Tonta. — Maya resmunga.
– Shiu. — Daniel repreende — Acho melhor irmos, prefiro evitar o pornô.
Hunter dá mais um longo abraço em Liv.
– Ela não faria isso com o Flint. — Maya se levanta. — Vamos embora.
Liv retribui ao abraço de Hunter e suspira.
– Os Delaware não mereciam isso.
– Ninguém merecia, que Dorian descanse em paz. — Hunter suspira e finaliza o abraço, posteriormente — Bem, vou tomar um banho, conhece a casa, então se distraia com ela. — Hunter sorri e depois vai subindo.
– Vai lá. — Liv sorri e senta na poltrona.
– Precisamos voltar aqui em outro momento, tenho que ver o que há naquela gaveta. — Daniel diz após entrar no carro ofegante.
– Antes de tudo temos que voltar pra pousada. Não ouviu que eles falaram do pai da Aimê? Dorian morreu. — Maya liga o carro e vai para a pousada.
– Nem quero pensar nisso. — Daniel parecia apavorado com a notícia — Hunter é um desgraçado, meu tio, Aimê... Sheyla... Ai meu Deus.
– Dany se acalme por favor. — Maya olha para ele e depois para a estrada.
– Tudo bem... Por favor, vamos mais rápido.
– Tudo bem. — Maya acelera o carro.
– Tá sem sono? — Flint questiona vendo Charlotte na cozinha. Ele também não conseguia dormir, sentia que se tivesse contado para o pessoal sobre o que ocorreu entre ele e Liv poderia ter impedido todos de irem na igreja esse dia.
– Guilhermo apagou, eu não consegui ainda. Daniel não chegou e estou preocupada.
– Calma ele vai chegar e amanhã iremos embora desse pesadelo. — Flint vai até a geladeira e apanha a jarra com suco de caju. Ele serve 2 copos e estende 1 a Char.
– Obrigada. — Ela sorri. — E você? Porque perdeu o sono?
– O casamento acabou. E não sei se Aimê e Jason vão querer tentar se casar novamente tão cedo. — Flint desconversa o que realmente passava em sua cabeça.
– Jason está acabado, Aimê então nem se fala. Dormiu depois que dopamos ela. — Charlotte suspira. — É triste ver o casamento acabar assim.
– Parece ironia, mas Dorian que mais prezava esse casamento, foi o motivo do fim... — Flint suspira longamente e bebe o suco.
– Pois é, mesmo não gostando do Jason, o Sr. Delaware só queria ver a Aimê feliz.
Uma lágrima de culpa escorre o rosto de Flint, ele sabia que se tivesse contado tudo poderia ser diferente.
– Flint? — Charlotte se levanta e limpa o rosto dele. — Não chora.
– Me desculpe. Me desculpe mesmo... — Flint sai dali e corre para seu quarto, ele precisa ficar sozinha, na verdade, não sabia desabar na frente de outras pessoas.
– Flint espera. — Charlotte pensa em ir atras dele, mas não queria parecer inconveniente.
Estranhamente a luz da cozinha se apaga e a porta da mesma se fecha.
– Oi? Flint? Quem está aí? — Charlotte tateia a bancada para ir até a porta e acender a luz.
Alguém agarra Charlotte por trás e coloca um pano com clorofórmio nas vias respiratórias da mulher.
– Não! — Ela grita e tenta se soltar, mas logo acaba vencida pelo forte cheiro do produto e desmaia nos braços da pessoa.
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