Who Is The Killer?
13 Capítulo 13
Notas iniciais
O dia amanheceu, todos organizavam suas malas para irem embora não sabiam como, mas a prioridade era sair deste lugar.
Aimê estava sentada na cadeira da varanda olhando para o jardim. Ela não iria embora, mesmo que todos insistissem, ela iria ficar na ilha e iria acabar com o assassino do seu pai.
– Pronto meu amor, arrumei suas malas e certifiquei que algum empregado arrumasse a de Sheyla. — Jason fala entrando nos quarto.
– Eu não vou Jason.
– Mas é claro que vai. E nem vou discutir com você sobre isso. Vamos tomar café, vem. — ele estende a mão prá ela.
– Não. — Aimê nem olha para Jason.
– Aimê por favor. — Ele continua com a mão estendida.
– Não. — Ela continua olhando fixamente para o jardim.
– Ok, desculpe... — Jason sai do quarto e fecha a porta.
Assim que Jason sai, Aimê desaba em lágrimas. Não queria chorar na frente do noivo.
Jason desce as escadarias e vai até a cozinha, mas começa a ouvir um pequeno tumulto.
– Não! Minha Charlotte, ela não pode ter simplesmente sumido.
– Calma, Guilhermo, por favor... — Gordon insistiu.
– Não quero ficar calmo. — Ele saiu da cozinha e trombou em Jason.
– Hey! O que houve?! — Jason segurou ele.
– Sua irmã Jason... Ela desapareceu... — Guilhermo falou em meio ao choro doloroso.
– Como assim minha mãe sumiu? — Emma olha para o pai e sente os olhos se encherem de lágrimas.
– Minha filha... Eu não sei, ela não estava lá de manhã. — Guilhermo vai até a filha e a abraça.
Emma retribui ao abraço do pai e chora.
– Não, minha mãe não.
– Calma... Cadê Daniel?! Daniel! — Guilhermo berra.
– Aqui pai! — Daniel desce as escadas com uma cara péssima de sono.
– Calma pai. — Emma olha para ele.
– Vamos procurá-la, precisamos procurá-la! — Guilhermo corre em direção a porta de saída, porém é barrado por Hunter que entrava na pousada.
– Hey onde vai? — Hunter o segura.
– Pai! — Emma vai atrás dele. — Minha mãe sumiu Hunter.
– O quê?! Calma Guilhermo vou pegar a viatura e ir atrás dela. Mas gostaria que o resto do pessoal fosse embora da ilha. — Hunter diz e fecha a porta.
– Eu vou com você nas buscas.
– E irá, mas o resto... Quero que todos voltem para a cidade.
– Voltaremos. — Maya desce a escada e fuzila Hunter.
– Eu vou com vocês. — Emma vai até eles.
– Eu também vou, é minha mãe. — Daniel olha Guilhermo e Hunter.
– Que seja, não temos tempo mesmo. O restante pode ir embora.
– Eu também procurarei, é minha irmã. — Jason olha eles.
– Eu também! — Gordon e Christian falaram quase que ao mesmo tempo.
– Ou seja, vão todos... — Alice olha para eles.
– Podemos nos dividir em grupos de busca como quando fomos procurar Daniel. — Phill fala descendo as escadas com Ive.
– Ou ler esse bilhete. — Heather desce a escada com um papel em mãos e entrega para Guilhermo.
– Todos somos escravos do tempo e o tempo de Charlotte está passando. Tic-tac, tic-tac... Espero que se divirtam na busca, joguem o jogo. — Guilhermo lê em voz alta e rasga o bilhete furioso.
– Sei que vai contra tudo que penso, mas momentos como esse precisam de medidas desesperadas. Vamos nos dividir e procurar Charlotte. — Hunter fala seriamente e com um olhar frio.
– O que aconteceu? — Aimê desce a escada.
– Charlotte despareceu. — Jason fala a noiva e vê Sheyla descendo.
– Não. — Sheyla olha para eles. — Vamos logo. — Ela desce a escada.
– Não Sheyla... Você e Aimê precisam voltar para a cidade. — Hunter olha elas.
– Eu não vou voltar xerife. — Aimê desce a escada. — Vamos atrás da Charlotte.
– Não Hunter tem razão, precisava voltar com sua mãe... — Jason para ao lado de Hunter e fica irritado pela teimosia da noiva.
– Não vou voltar e não tentem me levar a força.
– Aimê não complica tudo prá mim. Liguei mais cedo e há um barco esperando vocês. — Hunter — Precisa ir com sua mãe, por que tenho certeza que os outros vão querer ficar.
– Eu não vou! — Aimê passa por eles e pega uma chave. — Vou atrás da Charlotte. — Ela sai da pousada indo para fora.
Jason corre atrás dela.
– Hunter deixa que eu levo Sheyla para o barco. — Gordon diz.
– Mas...
– Ela não vai sair daqui. Eu levo a Sra. Delaware. — Tudo bem, Gordon e obrigado. — Hunter olha para Sheyla — Tudo bem prá você Sheyla?
– Não. Eu também não vou. — Sheyla olha para eles. — Desculpem contraria-los, mas eu fiquei aqui com a Charlotte e eu só irei quando encontrarem ela. Sei que isso é o que o Dorian faria.
– Mas Sheyla... Você no tem psicológico o suficiente para ficar aqui. Por favor... Irá ajudar mais indo com Gordon.
– Hunter, eu não irei. Viemos todos juntos e voltaremos juntos.
– Não façam isso comigo pessoal, vocês não sabem com quem estão brincando, por favor.
– E você sabe Hunter? — Maya cruza os braços olhando para ele.
– Claro que não, mas trata-se de um psicopata. — Hunter coça o cabelo.
– Você não vai sair sozinha e pronto. — Jason diz entrando na pousada com Aimê em seu colo.
– Me solta! — Aimê dá uns tapas leves nas costas dele. — Jason!
– Então vamos enfrentar isso juntos e acabar com ele juntos Hunt. — Alice olha para ele.
– Enquanto vocês batem papo, o tempo passa. Vamos logo atrás da minha mãe! — Emma caminha para fora da pousada tentando ser forte.
– Não é bem assim... — Hunter olha Alice.
– Para Aimê! Para! Ninguém vai sair sozinha.
– Vou com minha filha. — Guilhermo sai atrás de Emma.
Daniel os segue.
– Eu vou com a família. Jason cuide do restante. — Hunter vai saindo dali.
– Não preciso de babá! — Aimê esbraveja.
– Vamos fazer o seguinte então... Eu, Gale e a Alie vamos dar uma olhada pela mata. Certo?
– Eu, Ive e a Aimê podemos ir no meu carro verificar o vilarejo. — Phill sugere.
– Certo. E o resto fiquem aqui e nos esperem. — Jason diz.
– Tudo bem. — Ive e Aimê seguem Phill.
– Vem Gale. — Alice vai com ela para fora esperando Jason.
– Ta né. — Heather dá de ombros e senta na escada.
Charlotte estava recuperando sua consciência aos poucos, ela tenta abrir os olhos e assim que consegue ela vê tudo escuro, havia uma venda sobre seus olhos. Ela tenta mexer os pés e as mãos, mas ao tentar mexer ela sente seu punho e seu calcanhar se machucarem.
– Alguém me ajuda!
– Shiu... — Charlotte ouve uma voz. O indivíduo se aproxima da cadeira onde Charlotte está amarrada e abaixando-se, passa a faca levemente pelo pescoço da mulher.
– Vai me matar? — Charlotte sussurra para o indivíduo sentindo a faca em seu pescoço.
O indivíduo continua passando a faca pelo rosto de Charlotte de maneira um tanto sensual.
– Por favor... — Ela tenta se soltar mais uma vez, mesmo sabendo ser em vão. — Fala alguma coisa.
Ele vai até um canto da estrutura que parecia ser subterrânea e apanha uma garrafa d'água posteriormente vai até Charlotte e coloca próximo a sua boca.
Charlotte abre a boca e espera ele derramar a água em sua boca. Estava com sede e fome e esperava que fosse apenas água que ele estivesse oferecendo.
Ele virou lentamente, com uma certa gentileza, o líquido não tinha gosto, característica principal da água.
Charlotte bebeu a água e sorriu mesmo sem querer quando ele afastou a garrafa dela.
– Obrigada.
– Shiu... — Ele voltou a repetir.
– Desculpe se não posso nem te agradecer.
– Shiu... — Ele se afastou e apanhou um amolador, posteriormente foi afiando a faca.
– O que você está fazendo? — Charlotte sabia que tinha que ficar em silêncio, mas o medo e o nervosismo impediam ela disso.
Charlotte não obteve resposta, o indivíduo continuou amolando a lâmina em suas mãos.
– Porque matou o Dorian? Porque está fazendo isso? — Ela insistia em falar.
– Shiu!! — o indivíduo se irritou e foi prá perto dela novamente, colocando a faca em seus lábios dessa vez.
Charlotte sente a faca e seus batimentos se aceleram. Ela acena positivamente com a cabeça.
O indivíduo volta a amolar a faca, esta certamente seria utilizada e isso não demoraria muito. Ele fazia tudo com bastante calma, o que passava uma sensação de segurança, como se tivesse controle sobre tudo.
– Você é um babaca! Mata as pessoas a sangue frio, não tem nenhum sentimento. Eu tenho nojo de você! — Charlotte esbraveja.
O indivíduo para de amolar a faca e fica bastante silencioso. O que é bastante assustador.
Charlotte se encolhe onde está. Ela pensa em Guilhermo e nos seus filhos, como se um filme passasse em sua mente. Ela abaixa a cabeça e morde o lábio com força chegando a sentir o gosto de ferrugem em sua boca. Ela respira fundo e apenas espera o ataque do indivíduo.
O silêncio do indivíduo era mortal e a cada segundo a morte parecia cada vez mais evidente para Charlotte.
Ela ouviu os passos dele se aproximando e posteriormente sentiu um puxão em seu cabelo e a faca passando por sua bochecha. O corte ficou bem superficial, apesar de longo.
– Argh! — Ela resmunga baixo ao sentir puxão e o corte em seu rosto, estava ardendo e ela queria se defender.
Ele continuou deslizando a lâmina pelo rosto dela esperando que ela tenha entendido o recado.
Charlotte ficou em silencio, mesmo que quisesse gritar, ela tinha entendido que era um recado para ela ficar em silêncio.
O indivíduo colocou uma mordaça em Charlotte e saiu de perto dela. A última coisa que Charlotte ouviu foi um forte estrondo de uma porta de ferro se fechando.
– Aimê sei que é difícil o que está passando, mas Jason só quer ajudar você e você está repelindo ele.
– Ive para por favor, não quero falar sobre isso.
– Ive tem razão Aimê... Jason preferiu até deixar você sozinha. — Phill comenta e dirigindo, olhando ao redor para encontrar algo suspeito.
– Eu não quero demonstrar pra ele o que estou sentindo, não quero perder ele também.
– Não perderemos mais ninguém. Eu sei que Hunter vai pegar esse assassino e Karen e Terry apareceram na florestas contrariando tudo o que estão pensando. — Phill sabia que o que falou na verdade estava mais concreto de que aconteceria o oposto.
– Isso. Nós iremos embora e esqueceremos desse pesadelo que foi o dia de ontem. — Ive olha para eles.
– Vamos encontrar a Charlotte e assim vocês poderão ir embora.
– Você também irá, assim como sua mãe, que era prá estar partindo hoje. — Phill suspira longamente — São teimosas.
– Nossa vida sempre foi nessa ilha e uma parte dela foi tirada ontem. Eu não vou embora enquanto não tirar isso da família desse assassino. — Aimê fala friamente como se a vingança tivesse dominado ela, o que de fato ocorreu.
Ive olha para Aimê assustada, nunca tinha ouvido a garota falar daquela maneira.
– Aimê não fale assim... Você não pode perder sua essência. Não de esse luxo ao assassino. — Phill fala e estaciona o carro perto do porto quando vê Scott solitário tentando arrumar a rede para a pesca.
– Não vou discutir com você. Você não tem ideia do que estou sentindo. — Aimê sai do carro e vai até Scott. — Scott?
– Ela está me assustando Phill. — Ive desce do carro e olha para ele.
– Ignore-a, quando ela começar a falar sobre isso, finja que não está ouvindo.
– Hey, princesa Delaware... — Scott sempre a chamou assim desde a meninice.
– Tudo bem. — Ive suspira e olha para eles.
– É... — Aimê sorri sem graça. — Como você está?
– Como você está? — Scott repete a pergunta sabendo da situação dela.
– Acabada, sem chão. — Aimê suspira.
– Fiquei assim também, vem aqui. — Ele abre os braços esperando que ela o abraçasse. Apesar de não serem tão amigos, como Aimê é de Luke, Scott sempre foi um rapaz bom, quietão, mas bom de coração.
Aimê se aproxima de Scott e o abraça.
– Não sei o que fazer, só quero vingança.
– Eu também gostaria, mas não tenho coragem de matar alguém... — Scott abraça ela e lágrimas escorrem — Como alguém consegue tirar a vida de outra.
– Essa pessoa não tem coração Scott. Não tem sentimentos, não tem nada. — Aimê chora com ele.
– Ficamos aqui? — Ive sussurra para Phill.
– Vamos vasculhar por aí. Aimê nos encontramos depois. — Phill segura na mão de Ive e vai andando pelos barcos.
Ive segue Phill e vai olhando dentro dos barcos.
– Essa ilha é linda, como podem fazer uma coisa dessa?
– Eu estou tão triste pelo Jay Jay, no barco vindo prá cá ele só fala em colocar a aliança em Aimê e ouvir o padre dizendo: Pode beijar a noiva. E agora o padre sumiu e o casamento acabou. — Phill comenta entrando num barco com Ive.
– Nem me fale amor, o problema é a Aimê nessa fase sombria dela. — Ive suspira. — Ela não está ajudando em nada.
– Não e está repudiando Jason. Que está acabado vendo que seu casamento acabou. — Phill abre a porta do barco — Charlotte?!
– Ela precisa voltar em si. — Ive entra no barco e sem resposta acende a luz da cabine. — Charlotte?
– Bem, parece que não está... E agora Charlotte desaparecida. Amor você deveria voltar. Não quero que algo aconteça contigo. — Phill olha ela.
– E te deixar? Claro que não!
– Mas amor... Eu não sei o que vai ser de mim se algo acontecer com você como aconteceu com a Char. — Phill vau saindo do barco com ela.
– E você acha que eu sei se acontecer algo com você? — Ive segura na cintura dele e coloca o braço dele sobre os ombros dela. — Não posso te perder Phill.
– Eu também... Ao acharmos Charlotte, vamos embora daqui com ou sem outros, tá bem? — Phill achou seu comentário um pouco egoísta, mas perder Ive seria algo destrutivo, talvez a maior dor que nunca sentiu.
– Tudo bem meu amor. — Ive olha para ele e dá um selinho nele.
– Desculpe parecer egoísta. — Phill vê um pescador e vai se aproximando dele para questionar sobre Charlotte.
– Infelizmente nesse momento, precisamos ser egoístas. — Ive suspira e acompanha ele.
– Hey gostaria de lhe pedir uma informação. — Phill se aproxima dele.
– Claro... — ele disse parando de enrolar uma corda em seu braço.
– Você viu por aí uma mulher mais ou menos da minha altura, cabelos longos e castanhos, magra e de olhos verdes?
– Ive pergunta ao pescador.
– Não... Vemos poucas mulheres por aqui.
– Mas, não viu nada estranho pelo porto, nada que achasse suspeito. — Phill continua.
– Vocês por caso são da polícia? Nunca os vi aqui. — ele coça a barba e os encara.
– É que essa amiga nossa deve ter se perdido e estamos procurando por ela. — Ive sorri amigável ao pescador.
– Bem... Essa garota realmente eu não vi, mas ontem de madrugada vim dar uma olhada no meu barco e vi alguém, alguém todo de preto... Sei lá, fazendo algo bastante suspeito próximo aos barcos.
– Próximo da onde?
– No momento que eu vi, naquele lá. — o homem aponta um barco que ficava ao lado da passarela de madeira que ia até uns 15 metros mar a dentro.
– Vamos até lá. Obrigada. — Ive sorri e caminha em direção ao barco.
– De nada... — o homem volta a fazer o que estava fazendo.
– Que estranho, será que o assassino trouxe Char para um dos barcos.
– Tomara, assim podemos ir embora.
Phill se aproxima e abre a porta do barco.
– Charlotte?! Char? — ele questiona olhando para dentro do barco.
– Charlotte! — Ive pula dentro do barco e vai até a cabine.
– Nada! — Phill fala olhando ao redor, mas que coisa... O que será que pode ter acontecido aqui? — Phill olha ela.
– Não sei, pensei em uma armadilha, mas aparentemente, não tem nada. — Ive sai do barco e suspira. — Ele está jogando com nosso psicológico e sabe como fazer isso.
– Sim, ele afetou Aimê, como já afetou Alie e Hunter um dia. Só espero que Guilhermo e os filhos não sejam afetados. — Phill segue ela.
– Todos estão afetados amor. — Ive volta para a praia com Phill.
– Não amor... Não seremos afetados, não podemos.
– Não vamos, pelo menos nós dois precisamos ficar calmos pra ajudar os outros.
– Sim... Acho melhor levarmos nossa doidinha daqui. Aimê! Vamos! — Phill berra, vendo que já estava quase na hora do almoço.
– Doidinha é pouco. — Ive sorri e vai para o carro.
– Você vai ficar bem? Quer ir conosco? — Aimê olha para Scott.
– Vou ficar... Luke vai chegar... Ele tem o dom de me acalmar. Relaxa, princesa. — ele força um sorriso.
– Tem certeza? Eu fico se quiser.
– Relaxe. Precisa ficar com sua mãe. Dê meus sentimentos a Sra. Delaware. — Scott sorri.
– Darei. Fica bem. — Aimê dá um beijo no rosto dele e vai para o carro.
– Ficarei. — Scott sorri e volta a arrumar a rede.
– Tudo bem? — Phil pergunta quando ela entra no carro.
– Ele está desolado. Didi também foi morta.
– Oh meu Deus... Isso é terrível. Espero que ele se recupere e não fique depressivo. — Phill comenta e liga a partida do carro.
– Luke não deixaria isso acontecer.
– Esse Luke deve ser um grande amigo. — Phill continua dirigindo.
– Ele é. Como um irmão pra mim e louco pela Alie. — Aimê sorri. — Porque isso tinha que acontecer? Logo agora? — Ela suspira.
– Isso tudo é tão confuso, mas eu não consigo tirar da cabeça que a morte de seu pai foi planejada, assim como depois o sequestro de Char e tem a morte dessa garota Didi. O sumiço do padre. Tudo parece estar ligado. — Phill fica pensativo.
– E ainda tem o sumiço da Karen e do Terry e o Ryan. — Aimê olha para eles.
– O assassino estava agindo na nossa frente e não percebemos.
– Mas Ryan foi embora... A não... Emma disse que tinha um bilhete. O bilhete! — Phill exclama.
– Ai amor. Que susto! — Ive olha para ele.
– O bilhete! Como não pensamos nisso?! — Aimê exclama e olha para Phill um pouco confusa. — Mas o que tem o bilhete?
– Podemos comparar as letras, com o bilhete que Heather entregou a Guilhermo mais cedo. Caramba e se for... Coitada da Emma... — Phill solta o ar, seria a prova perfeita para as suspeitas de todos, Ryan morreu.
– Mas o Guilhermo rasgou o bilhete. — Ive olha para eles.
– Meu Deus, se ele morreu mesmo... A Emma não vai aguentar... — Aimê respira fundo.
– Caramba, ele rasgou... Droga! — Phill bate no volante e continua dirigindo.
Hunter estaciona a viatura fronte a uma estrutura cercada por árvores algumas estavam impregnadas na parede.
– Bem-vindos ao antigo centro médico de Folk Island. — Hunter sai da viatura — É um prédio abandonado, um bom local para verificar.
– Esse lugar me dá arrepios. — Emma desce do carro.
– Não só em você... — Daniel desce logo atrás.
– Emma, Daniel... Fiquem no carro, é perigoso entrarem lá. — o pai pede.
– Não pai. Vocês não vão entrar sozinhos.
– Emma, fique. — Hunter olha ela e remove a lanterna de seu coldre e uma arma também.
– Mas... — Emma olha para eles. — Tudo bem, tomem cuidado.
– A gente entra escondido... — Daniel cochicha a Emma quando os 2 vão indo em direção da porta de entrada — Precisamos ficar de olho no Hunter, não confio nele.
– Porque não? — Emma olha para Daniel sem entender.
– Só acredite no que eu digo. — Daniel diz e vai indo em direção do local.
– O que está me escondendo? — Emma segue ele.
– Eu desconfio dele, então eu e a May estamos investigando ele. Você sabia que já houve um assassino a 3 anos atrás? — Dani comenta com ela e abre a porta lentamente.
– Porque desconfiam dele? Daniel isso é loucura!
– Por que há 3 anos ele matou friamente esse assassino, alegando ser legítima defesa. Ele é denso Em, você deve ter percebido isso, ele esconde coisas. — Daniel olha ao redor e vê que o lugar é um pouco escuro.
– Ai Daniel, me poupe! Esses filmes de terror que você gosta te deixaram com um parafuso a menos. — Emma pega uma lanterna em seu bolso. — Peguei emprestado na viatura. — Ela sorri e liga a lanterna.
– Fala baixo... — Ele exige — Fala isso por que não foi na casa dele e naquele escritório... Que mais parece um covil de um psicótico. — Daniel segue ela e olha ao redor.
– Você não deveria ter invadido a casa dele. É crime!
– Esquece isso... Precisamos focar na mamãe... — ao pensar em Charlotte, os olhos de Daniel ficam molhados.
– Ela vai ficar bem, vamos encontrá-la. — Emma abraça o irmão e caminha com ele pelo galpão.
– To saindo. — Maya pega sua bolsa e vai para fora da pousada.
– Como assim? — Flint e Gordon tentam barrá-la.
– Não ouviu o que o xerife disse? — Christian olha para ela.
– Vou no Lenery me despedir da Liv. – Maya caminha até o carro.
– Que desculpinha terrível. — Christian cochicha a Heather e ri.
Os 2 ainda continuam na frente.
– É perigoso Maya. — Gordon diz.
– Me deixem sair! — Maya empurra eles. — Volto logo.
– Eu vou com ela. — Christian se levanta — Aí ela não vai só. — Christian ri.
– Pode ser... — Gordon assente.
Flint fica um tanto relutante, mas acaba concordando, ele gostaria de ir e se despedir de Liv também, mas precisa proteger Sheyla, Dorothy e Heather.
– Não! Não vai não. — Maya olha para Christian.
– Ou eu vou, ou você não vai. Decida-se. — Christian encara ela.
– Que merda Christian. — Maya vai até o carro.
– Cuida dela, man. — Flint bate no ombro dele.
– Eu mando um beijo seu prá Liv, pode deixar. — Christian ri e vai saindo.
– Obrigado. — Flint se surpreende, mas ri.
– Anda logo! — Maya buzina para ele.
Christian pula para dentro do carro usando a janela e pisca para a loira.
– Rápido o bastante? -Christian ri.
– Intrometido. — Maya dirigia impaciente, não tinha conseguido dormir a noite passada, o conteúdo daquela gaveta deixava ela curiosa e ela iria descobrir o que havia lá.
Christian fica em silêncio durante o início da viagem, olhava-a pelo espelhinho. Mas, sabia que não era Liv que ela iria ver e pelas expressões dela e a velocidade que dirigia havia algo a mais.
– Me conte o que esconde.
– Na hora certa vai saber. — Maya vira o carro e acelera um pouco mais. Ao chegar na casa de Hunter ela estaciona o carro. — Fica aí e me dá um sinal se alguém aparecer. — Ela puxa o freio de mão e sai do carro indo para a estrada.
– Quem mora aqui? Você vai invadir a casa?! — Christian questiona de dentro do carro.
– O Hunter. — Maya pega o grampo no cabelo e abre a porta. — Ja volto. — Ela entra na casa e vai para o escritório dele.
Christian fica no carro por longos minutos batucando algo no volante. "Vamos, sua louca, apareça... Vamos, Maya!"
Maya chega no escritório e vai até a gaveta, ao tentar abri-la agradece por ela estar aberta como ela e Daniel deixaram.
– Mas o que é isso?! — Ela olha surpresa para dentro da gaveta.
Havia um atestado de óbito inicialmente. E embaixo uma declaração assinada por Larry Devine, o legista. Maya pega os papéis e começa a ler.
Os dados constavam a morte de Morgan Grayson, por asfixia de fumaça e posteriormente carbonização. Já a declaração constavam algo que Maya precisou se segurar. Só foi encontrado o corpo de Morgan no incêndio, não havia sinal do corpo de Shane Kingston no local, mesmo após quase um dia de buscas.
– Não! — Segurando os papeis Maya sai de lá correndo e entra no carro.
– Hey o que houve? — Christian olha ela.
– O Hunter... Não é o assassino. — Maya estava pálida.
– Ham?! Claro que não! Ele é o xerife! — Christian olha ela sem entender.
– Eu e o Daniel, a gente pensava que ele era o assassino, mas não, ele não é.
– E quem é? — Christian olha ela surpreso com as afirmações dela.
– Shane Kingston. — Maya olha para ele.
Alguém vestido de preto abre a porta do carro e puxa Maya para fora do carro. Era um homem, seu rosto deformado, com inúmeras cicatrizes de queimado.
– Maya! — Christian grita ao ver ela caindo no chão.
– Christian! Corre! — Ela grita e se levanta.
O homem segura uma faca e vai prá cima dela. Christian sai do carro e se lembrando de sua vida de futebol, avança em cima do homem antes que ele esfaqueasse Maya.
– Corre, Maya. Pega o carro! Chama ajuda! — Christian fala em cima do homem que tentava se soltar.
– Não Chris! — Maya tenta segurar os braços do homem.
Christian empurra Maya.
– Vá... Salve-se.
Nesse instante o indivíduo apanha sua faca que havia caído e apunhala o peito de Christian. O rapaz agoniza por alguns segundos e cai morto no chão.
– Christian! — Maya berra o ver ele morrendo e sai correndo para a pousada. — Socorro!
O indivíduo de rosto queimado corre atrás dela, velozmente, não podia deixar que o que ela disse chegasse aos ouvidos dos outros.
– Socorro! — Maya berra correndo. — Assassino!
O assassino continua correndo atrás da garota e Maya entra no carro e liga ele.
O indivíduo estoura o vidro com o punho e tenta pegar no rosto de Maya.
– Sai! — Ela liga o carro e acelera ele saindo dali.
O indivíduo cai ao chão e soca o mesmo vendo ela ir.
Maya estaciona o carro de qualquer jeito, pega os papeis e entra correndo na pousada.
– Socorro!
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